Parabéns, Paulista!

Cheguei em 1979. Mais exatamente no dia 27 de agosto, data em que troquei a minha antiga sede, no Palácio Mauá, onde hoje está o Fórum Hely Meirelles, no Centro, pelo endereço mais famoso da maior metrópole brasileira, a Avenida Paulista. São, portanto, 37 anos ao lado da aniversariante deste 8 de dezembro, quando completa 125 anos. E com o orgulho de ser, desde sempre, um dos prédios mais conhecidos do local, espectador de tanto movimento e de tantas mudanças.

Do quarto subsolo ao heliponto, quem trabalha num dos meus andares já viu muita coisa acontecer. Do movimento dos herdeiros e frequentadores da mansão dos Matarazzo, aqui na frente, até a chegada, em ritmo cada vez mais veloz, de carros, carros e mais carros na via.

Infelizmente não cheguei a ver nenhum bonde circulando por aqui, mas, do ângulo privilegiado em que me encontro, no número 1313 da avenida, ainda avisto alguns casarões e adoro o Masp, o museu mais importante da América do Sul. Acho ótimo estar a algumas quadras da Casa das Rosas, do Conjunto Nacional, da Rua Augusta.

Aqui perto há comida do mundo inteiro. Arte e música de todos os cantos, gente de todas as línguas e sotaques. As filas na minha porta, na maioria das vezes para as exposições, peças e shows do Centro Cultural Fiesp, me enchem de orgulho e são prova da diversidade que só na Paulista é possível encontrar.

Vi o endereço lotar, nos últimos anos, por manifestações políticas de todas as linhas e tendências. Que bom, tudo o que eu quero é ver o Brasil crescer além das crises, mas sempre baseado na democracia. Também tenho eu as minhas convicções, claro, e as defendi. Seguirei defendendo.

O que é mais uma prova de que, em seus 125 anos, a avenida projetada pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima é especial exatamente por ser feita de asfalto e de trabalho, gente, movimento, vida, paixão. É muito bom estar aqui. Obrigada por ter me recebido tão bem.

Com carinho, parabéns,

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp  

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O prédio da Fiesp e a Paulista: há 37 anos vendo a vida acontecer na avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp