Íntegra: ‘Desigualdade é insustentável’, contribuição da Fiesp e da Firjan para a Rio+20

Agência Indusnet Fiesp

Veja aqui o documento integral divulgado na manhã de terça-feira (12/06) com a contribuição da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) para os debates da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

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Veja o documento também em inglês, francês e espanhol

Conheça ‘A desigualdade é insustentável’, contribuição da Fiesp e Firjan para a Rio+20

Agência Indusnet Fiesp

Em documento único, as Federações das Indústrias dos Estados de São Paulo (Fiesp) e Rio de Janeiro (Firjan) anunciaram na manhã desta terça-feira (12/06), às vésperas da abertura oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, sua contribuição para os debates oficiais.

O documento A desigualdade é insustentável será entregue à delegação brasileira que participa da Rio+20. As entidades declaram forte engajamento para tornar realidade, por meio de ações viáveis e concretas, a valorização da diversidade humana, equidade de gênero e a preservação da biodiversidade do Planeta.

Confira as principais posições das entidades sobre cada tema:

  •  A diferença e a Desigualdade 

“A Fiesp e a Firjan entendem que a Rio+20 deve indicar a valorização do mais amplo respeito à diversidade humana, para que as nações assegurem plenos direitos a todos os agrupamentos sociais como forma de garantir a convivência democrática em todas as sociedades.

  • Desenvolvimento e Igualdade de Oportunidades 

“A Fiesp e a Firjan defendem que o conceito de desenvolvimento sustentável deve contemplar a criação de instrumentos de sua mensuração. Estes não devem se restringir apenas ao princípio da adicionalidade, mas incluir esforços já empreendidos pelas nações com a conservação de florestas e biodiversidade, agricultura sustentável, tratamento de resíduos e água, energias limpas, políticas educacionais e de inclusão social.”

“A indústria paulista e a indústria fluminense defendem que, para se alcançar a mensuração, o monitoramento e a implantação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, é necessária uma nova governança mundial, no âmbito da ONU, para promover o desenvolvimento sustentável.”

  • Mudança do Clima

“A Fiesp e a Firjan reiteram a pertinência do princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” estabelecido pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, no Rio de Janeiro, em 1992.”

  • Energia

“A Fiesp e a Firjan entendem que os recursos hídricos disponíveis no mundo devem ser amplamente aproveitados em usinas hidrelétricas, considerando seu baixíssimo nível de emissão de GEE, asseguradas as ações de compensação ambiental e social.”“A Indústria considera a energia eólica e a bioeletricidade como fontes complementares imprescindíveis à base dos sistemas elétricos, que também devem ser amplamente utilizadas em função de seus baixos níveis de emissão.”

“A Fiesp e a Firjan entendem que, para o Planeta, é fundamental privilegiar o transporte coletivo de passageiros sobre o transporte individual, assim como o transporte fluvial, ferroviário e marítimo em detrimento do transporte rodoviário de cargas.”

“A Indústria aponta que a ciência deve perseguir soluções tecnológicas e comerciais para ampla utilização de biocombustíveis nos meios de transporte de carga, tais como caminhões e navios, e nos meios de transporte coletivo de passageiros, como ônibus, trens e aviões.”

“A Fiesp e a Firjan indicam que as nações com disponibilidade de território, água e clima devem adotar programas de produção de biocombustíveis, em harmonia com sua produção de alimentos, e todos os outros países devem desenvolver programas de consumo doméstico de biocombustíveis.”

  • Segurança Alimentar, Fome e Miséria

“A Fiesp e a Firjan entendem que é necessário ampliar a cooperação técnica e a transferência destas tecnologias de clima tropical para os países da África que apresentam elevado potencial de expansão da produção. A indústria acredita que, para continuar respondendo adequadamente ao desafio de abastecer o mundo com sustentabilidade, será necessário um novo salto tecnológico que alavanque ganhos de produtividade, assegurando a preservação dos recursos naturais e contribuindo para que as metas estabelecidas pela ONU no que tange à segurança alimentar sejam alcançadas.”

  • Florestas e Biodiversidade

“A Fiesp e a Firjan defendem que a Rio+20 seja uma oportunidade ímpar para aprofundar o debate sobre as demandas ambientais, sociais e econômicas ligadas às florestas, e para reforçar entendimentos ligados aos serviços ambientais (REDD plus), biodiversidade, estoques de carbono, segurança alimentar e erradicação da pobreza.”

  • Água 

“A Fiesp e a Firjan entendem que os países devem cumprir as metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para garantir o acesso a água potável e tratamento de esgotos nos percentuais estabelecidos pelo ONU. O amplo fornecimento de água potável para abastecimento das necessidades do homem e o tratamento dos esgotos somente serão realidade com incentivos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, que propiciem a efetiva melhoria da qualidade e o aumento da disponibilidade das águas doces mundiais.”

  • Resíduos Sólidos 

“A Fiesp e a Firjan entendem que todos os países devem adotar políticas de gestão de resíduos para combater os impactos ambientais e sociais, contribuindo para o correto manejo dos recursos naturais.”

  • Tecnologia, Inovação, Comércio, Trabalho e Educação 

“Fiesp e Firjan defendem a facilitação do acesso a tecnologias que promovam o desenvolvimento sustentável, bem como a criação de regras que possibilitem aos países em desenvolvimento utilizar, nas hipóteses previstas no Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips) da OMC, licenciamento compulsório para a utilização de tecnologias, fabricação de equipamentos e produtos necessários à sustentabilidade do Planeta.”

“A Fiesp e a Firjan entendem que requisitos de desempenho ambiental, adotados unilateralmente, salvo nas exceções permitidas pelos acordos da OMC, não podem se configurar como barreiras que afetem o comércio e agravem a desigualdade socioeconômica existente entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.”

“A indústria acredita que a geração de empregos formais, fundamental ao desenvolvimento sustentável, depende diretamente do crescimento econômico, e o setor empresarial reconhece sua responsabilidade como parte importante deste processo no qual sejam preservadas a saúde e segurança do trabalhador com o combate a práticas desumanas como o trabalho forçado, escravo e infantil.”

“A Fiesp a Firjan, por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi), investem na valorização da preservação do meio ambiente e seus alunos aprendem, de maneira lúdica, a reciclar materiais, preservar a água, a fauna e a flora de suas regiões.”

“A Indústria de São Paulo e do Rio de Janeiro, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), desenvolvem programas e campanhas de preservação do meio ambiente como coleta seletiva, gestão de resíduos, recuperação de áreas degradadas com plantio de mata nativa e ciliar, plantação de mudas para compensação da emissão de CO² e estímulo à redução do consumo de água e energia. Promovem ainda cursos de tecnologia e de pós-graduação voltados à área de Meio Ambiente, como Educação Ambiental, Direito Ambiental e Gestão de Controles Ambientais.”