Em meio à crise, economista Zeina Latif defende discussão focada na produtividade

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A discussão sobre os desafios econômicos para a indústria deve ser ampliada para as questões de produtividade do Brasil com relação a outros países, afirmou nesta segunda-feira (28) a consultora da Abigraf, e economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. Ela participou de reunião com empresários do setor de papel, gráfica e embalagem na sede da Fiesp.

“A gente discute coisas que ficaram para trás. Isso é um tremendo retrocesso, a gente tem de discutir como fazer para o país ter ganhos de produtividade”, afirmou Zeina ao se referir aos inúmeros debates entre o setor produtivo sobre carga tributária e juros elevados.

A economista participou de uma reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Fiesp.

Na avaliação de Zeina, o cenário econômico pós ajuste fiscal no Brasil deve ter um “crescimento potencial baixinho” também por conta do “abismo nosso em relação a outras economias” no que diz respeito aos ganhos de produtividade.

Segundo a economista, o ajuste fiscal “deve demorar para acontecer”, uma vez que o desafio econômico é enorme. “A gente precisa ter lideranças que mostrem o caminho, dialoguem com a sociedade”.

Reunião do Copagrem na sede da Fiesp. Foto:Helcio Nagamine/Fiesp

Reunião do Copagrem na sede da Fiesp. Foto:Helcio Nagamine/Fiesp


Reunião do Copagrem

Também participou do encontro do Copagrem o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code), Mario Eugenio Frugiuele. Na ocasião, ele apresentou oportunidades de fornecimento à indústria do esporte.

A diretora-executiva jurídica da Fiesp, Luciana Freira, também contribuiu para os debates do Copagrem com uma atualização dos projetos prioritários da indústria, incluindo a NR-12, norma sobre segurança do trabalho em máquinas e equipamentos.

Desde 2010, a norma vem sofrendo revisões, passando de 40 para 340 itens, o que causou impacto econômico na indústria, que vem apresentando dificuldades em cumpri-la.


Foto: Comitê da Cadeia Produtiva do Papel da Fiesp debate cenário macroeconômico

Agência Indusnet Fiesp,

Os membros do Comitê da Cadeia Produtiva de Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se reuniram na segunda-feira (9/3) para discutir o cenário macroeconômico brasileiro e o uso racional de água nas empresas.

O encontro foi conduzido pelo coordenador do Copagrem, Fabio Arruda Mortara, e contou com a participação da economista Zeina Latif, o cientista político Carlos Melo e o coordenador do Programa de Uso Racional de Água (Pura) da Sabesp, Hélio Fernandes Oliveira.

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Reunião do Copagrem sobre cenário macroeconômico. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Senai-SP Editora lança livro ‘Papel’ sobre a experiência dos professores do Senai

Agência Indusnet Fiesp

A Senai-SP Editora lança terça-feira (07/10), às 14h, durante o 47º Congresso Internacional de Celulose e Papel, no Transamérica Expo Center, o livro “Papel”, escrito em conjunto por Célio Robusti, Eder Francisco Viana, Fernando Ferreira Júnior, Ilduaro Gomes, Laudo Tognetta, Osni dos Santos e Paulo Dragoni.

Este livro é fundamentado na experiência dos docentes dos cursos de Celulose e Papel do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), tratando especificamente dos processos industriais da produção de papel e propondo-se como texto de referência para profissionais e estudantes.

Serviço:

Lançamento do livro “Papel”
Terça-feira, 07 de outubro de 2014, às 14h
No 47º Congresso Internacional de Celulose e Papel, que acontece de 07 a 09 de outubro de 2014, das 13h às 20
Transamérica Expo Center – Estande 75 – Rua 10
Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo/SP
Tel.: (11) 5643-3000

Cadeia produtiva de papel e celulose divulga dados do 1º quadrimestre do ano

Na primeira semana de junho, o site da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) trouxe notícias sobre os dados de desempenho de alguns setores.

Uma delas é de que a Cia. Suzano foi a única empresa no setor de Celulose e Papel a ter aumento nas vendas de papel. No total, a companhia comercializou  289 mil toneladas, uma alta de 7,2% na comparação anual. Contudo, frente ao quarto trimestre, houve queda de 23,9%, atribuída à sazonalidade.

Outro destaque deste setor foi a queda (de 20%) nas importações brasileiras de papel couchê entre janeiro a abril deste ano, em comparação ao mesmo período de 2013. O resultado é atribuído à criação de novas regulamentações, que estabeleceram instrumentos de fiscalização e medidas de controle do uso do papel imune, entre elas a obrigatoriedade da rotulagem das embalagens.

Mais detalhes sobre essa notícia, clique aqui.

O segmento de papel ondulado, um importante setor no mercado das embalagens, registrou sua primeira queda em 2014. Segundo a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), em abril, as vendas de papelão ondulado somaram 275,990 mil toneladas, um recuo de 5,24% na comparação com abril de 2013 e queda de 2,79% frente a março de 2014.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2014, as vendas totalizaram 1,102 milhão de toneladas de papelão, o que representa uma alta de 0,85% ante 2013.

Para saber mais sobre esses dados, clique aqui.


Iniciativas do setor editorial são apresentadas em reunião do Copagrem da Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta segunda-feira (02/12), duas iniciativas do setor editorial foram apresentadas durante reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp): a Bienal do Livro 2014 e a campanha para promover o consumo de revistas impressas, por meio do cartão Vale-Cultura.

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Reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem. Foto: Helcio Nagamine/FIESP


Os detalhes sobre a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontece de 22 a 31 de agosto de 2014 no Anhembi, foram apresentados pelas representantes da empresa Reed Exhibitions Alcântara Machado. A feira, promovida pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), terá como tema “Porque livros transformam o mundo”. Os ingressos e informações do evento já estão disponíveis no site do evento: www.bienaldolivrosp.com.br.

Uma campanha para incentivar o uso do Vale-Cultura, do Ministério da Cultura, para consumo de revistas impressas foi apresentada  pela diretora da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), Maria Célia Furtado. A executiva destacou que a revista impressa consegue ter um efeito ainda mais disseminador de cultura pois é “consumido” por várias pessoas de uma mesma família.

A cadeia produtiva do papel, gráfica e embalagem ganhou, também nesta segunda-feira (02/12), um novo canal de comunicação e informação, com a criação de uma área no portal Fiesp dedicada ao tema. A área reúne notícias, material multimídia, conteúdos de referência e a agenda de eventos relacionados a esses segmentos. Ela pode ser acessada no endereço: www.fiesp.com.br/papel-grafica-e-embalagens.

Elogiando a iniciativa, o coordenador do Comitê, Fabio Mortara, ressaltou a importância dos integrantes da cadeia produtiva se conhecerem e abriu espaço para representantes da Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd) e da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) fazerem a apresentação de suas entidades.

Questões trabalhistas

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Leandro de Paula Souza, do Dejur/Fiesp, explica o funcionamento do e-Social. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

O advogado Leandro de Paula Souza, do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, fez uma explanação sobre o funcionamento “e-Social”, sistema digital através do qual as empresas serão obrigadas, a partir do próximo ano, a prestar informações sobre folha de pagamento, obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais relativas à contratação e utilização de mão de obra com ou sem vínculo empregatício.

Outro tema de forte impacto nas indústrias do setor – aplicação da NR 12 (norma regulamentadora que trata da proteção de máquinas e equipamentos) – foi apresentado pelo especialista em Educação Profissional na Área de Segurança e Saúde no Trabalho do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), João Campos.

De acordo com o especialista, tem aumentado o número de autuações nas indústrias por descumprimento da norma. Segundo ele, no estado de São Paulo, o agente fiscalizador tem autonomia para embargar um equipamento e comprometer sistematicamente toda a produção.

O coordenador do Copagrem, Fabio Mortara, relembrou que um dos grandes fabricantes de embalagens metálicas relatou, na última reunião do Comitê, que a fiscalização interrompeu a produção em um dia, trazendo enormes prejuízos.

Representantes da indústria reivindicam a ampliação de prazo, considerando que há um alto custo para adequação técnica de todos os equipamentos, especialmente os mais antigos, à norma.

Fabio Mortara: ‘Comitê da Fiesp multiplica força de mobilização das entidades da cadeia produtiva de papel, gráfica e embalagem’

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Fabio Mortara, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem. Foto: Everton Amarro/FIESP

O Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) é um dos mais novos comitês de cadeias produtivas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Com menos de um ano de existência, o Copagrem já nasceu forte com a participação de importantes entidades setoriais de âmbito estadual e nacional. Uma das lideranças do comitê é o presidente do Sindicato das Indústrias Gráficas de São Paulo (Sindigraf-SP) e da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional), Fabio Arruda Mortara.

Em entrevista ao portal da Fiesp, o coordenador do Comitê fala dos principais desafios enfrentados pelas empresas da cadeia produtiva e ressalta que o Comitê tem missão de fortalecer a união e a sinergia já existentes entre as entidades do setor.

Veja a seguir a entrevista concedida por Fabio Mortara:

O Copagrem reúne entidades de diversos segmentos, tanto do âmbito estadual como do federal. O Comitê tem a intenção de unir esses elos para soluções conjuntas?

Fabio Mortara — Na realidade, as entidades da cadeia produtiva já atuavam em conjunto na busca de soluções. Um exemplo disso é a Campanha de Valorização da Comunicação Impressa, realizada há mais de três anos. Mas, o Copagrem, com a força e estrutura da Fiesp, quer tornar mais consistente essa articulação, criando uma agenda permanente de trabalho, ampliando a sinergia e multiplicando a força de mobilização da cadeia produtiva.

No pouco tempo de existência, como o senhor avalia esse início do Copagrem?

Fabio Mortara — Em pouco tempo, já percebemos avanços relevantes. O comitê tem funcionado muito bem, incluindo a dinâmica de seus quatro grupos de trabalho, que são os seguintes: Valorização da Comunicação Impressa; Competitividade Industrial; Tributação e Papel; e Sustentabilidade.

Quais são os principais desafios enfrentados pelos setores da cadeia produtiva?

Fabio Mortara — Nossa cadeia produtiva, em especial a área gráfica, é atingida pela perda de competitividade provocada pelo maior assédio ao mercado brasileiro pelos concorrentes internacionais que perderam espaços nos grandes importadores de produtos e serviços da América do Norte e Europa, afetados pela duradoura crise mundial.

Num cenário como esse, nossos juros altos, impostos elevados, burocracia, insegurança jurídica e outros velhos “inimigos” nacionais dos setores produtivos acabam tendo peso muito maior.

O que é mais necessário para ampliar a competitividade do país no que se refere à cadeia produtiva?

Fabio Mortara — Na realidade, é necessário um conjunto de medidas, mas destaco duas: a desoneração de custos do setor (como a da folha de pagamentos e isenção de PIS/Cofins) e destinação do equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à educação, o que, além de atender a uma prioridade nacional, estimularia toda a cadeia produtiva.

Acabamos de ingressar com pedido para adoção de margem de preferência para impressos nacionais (editorias e cadernos) nas compras do governo federal. Também defendemos a reforma tributária, a previdenciária e a trabalhista, menos juros e impostos, visando a um choque de competitividade!

O senhor citou a dificuldade enfrentada quanto a concorrência de produtos importados. Quais segmentos dentro da cadeia produtiva que estão sendo mais atingidos?

Fabio Mortara — Pelos dados de desempenho do setor, vemos que as gráficas foram as mais afetadas. O segmento de produtos gráficos editoriais teve a maior queda até o terceiro trimestre (com desempenho 10,7% menor do que no trimestre anterior) e menos 16,2% no acumulado do ano.

Os impressos comerciais apresentaram recuperação de 4,6% em relação ao segundo trimestre e devem fechar o ano com aumento de 0,1% na produção (em 2012, havia registrado recuo de 10,3%).

As embalagens impressas, apesar do crescimento de 0,6% no terceiro trimestre em relação ao segundo, acumula queda anual de 1%. A expectativa é que feche 2013 com redução de 1%, quando a projeção inicial era de 1,7% de crescimento.

Falando em mercado internacional, quais são os segmentos da cadeia produtiva que se destacam como exportadores?

Fabio Mortara — Com certeza, o setor de papel e celulose é o maior exportador de toda a cadeia produtiva. Na indústria gráfica, o segmento de cadernos é, tradicionalmente, o que mais se destaca. Contudo, estamos fazendo grande esforço no sentido de contribuir para ampliar as vendas externas das gráficas brasileiras, por meio da aliança Graphia [Graphics Arts Industry Alliance].

Trata-se de parceria entre a Abigraf Nacional e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), estruturada em três unidades de negócios (Papelaria, Embalagem e Editorial-Promocional) e que disponibiliza para as empresas participantes uma estrutura de apoio operacional e logístico para as ações comerciais de prospecção, abertura e desenvolvimento de novos mercados. O projeto tem apresentado resultados, viabilizando exportações para 27 países das Américas, Europa, África e Ásia.

Até que ponto a disseminação das novas tecnologias (e-books, tablets, entre outros) tem afetado o setor de impressos?

Fabio Mortara — Creio que seria até ingênuo, por parte das editoras, indústrias gráficas, jornalistas, publicitários, publishers e amantes da palavra expressa no papel, negar ou resistir ao avanço do e-book e tecnologias eletrônicas. Também é desnecessário discorrer sobre as vantagens do livro e a comunicação gráfica em geral, sua magia, preço, peculiaridades inerentes às artes da impressão e outros diferenciais.

Mas, creio que o importante é ter consciência de que o mercado da comunicação, do jornalismo, da publicidade e do entretenimento tem espaço para todos os meios. E cabe a cada um agregar novas tecnologias, ampliar sempre a qualidade e se adequar às demandas de uma civilização cada vez mais inquieta e dependente da informação.

Busca por produtos de caráter ecológico e sustentável também é um aspecto do mercado que a indústria deve considerar, correto?

Fabio Mortara — Sim. E a cadeia produtiva da comunicação impressa e do papel tem se empenhado em mostrar à sociedade a sua importância para a disseminação do conhecimento e seu caráter sustentável. Nesse sentido, é relevante a campanha “Two Sides”, revolucionário movimento internacional focado na disseminação do conceito de sustentabilidade e valorização do papel e da comunicação impressa, que estamos trazendo ao Brasil.

Falamos há pouco sobre a busca por inovação e novas tecnologias. Como as indústrias conseguem se diferenciar nesse quesito em relação a outros países?

Fabio Mortara — Dois elos de nossa cadeia produtiva – a indústria brasileira de papel e celulose e as gráficas nacionais – merecem destaque. Ambas têm, na tecnologia agregada, qualidade e processos, condições mais avançadas do que a observada em numerosos países e em nada perdem para as melhores do mundo. Como já disse, nossa desvantagem competitiva está nos impostos, juros, burocracia e no “Custo Brasil” em geral.

As empresas do setor têm utilizados os programas de fomento à inovação do governo? O Copagrem tem alguma ação voltada a esse objetivo?

Fabio Mortara — As entidades de classe encaminham setorialmente esse tipo de solicitação. No caso específico da indústria gráfica, a Abigraf registrou pedidos, no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de linhas especiais de crédito para compra de papel e insumos. Isso impacta na inovação. Também conseguiu, recentemente, uma importante conquista, no sentido de que as gráficas produtoras de embalagens possam vender por meio do Cartão BNDES.

As associações nacionais estão com previsões otimistas para fechamento do ano? Quais as perspectivas?

Fabio Mortara — No caso da produção de celulose e papel, podemos observar, na publicação mensal “Conjuntura Bracelpa” [Associação Brasileira de Celulose e Papel], um aumento, respectivamente, de 6,6% e 1,4%, no acumulado de janeiro a setembro de 2013, em comparação a igual período do ano passado.

Com relação à indústria gráfica, ainda não temos os dados consolidados. Porém, a produção no terceiro trimestre encolheu 5,4% em relação ao segundo. No acumulado do ano, a queda é de 9,3%, em comparação com igual período de 2012. Com base nesses números, apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional) reviu a projeção dos resultados do setor para 2013. Até o momento, esperávamos encolhimento de 2,4%, mas o recuo deverá ser de 5,6% ante 2012.

ICE South America reúne cadeia de convertedores de papel, filme e folha metálica

Agência Indusnet Fiesp,

A primeira feira brasileira totalmente dedicada à indústria de conversão de papel, filmes, folha metálica e não-tecido,ICE South America acontece entre os dias 4 e 6 de agosto de 2010 no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

O evento aposta no promissor mercado latino-americano que, mesmo durante a crise, manteve sólidos índices de crescimento e já conta com o apoio de três grandes associações brasileiras: Fiesp, Abigraf e Abief.

A ICE South America é realizada pela inglesa Mack Brooks, empresa responsável pela ICE Europe, que reuniu na última edição – realizada em novembro de 2009 na Alemanha – 329 expositores de 21 países, consolidando-se como o maior evento mundial da indústria de conversão.

A feira sediada no Brasil cobre uma ampla gama de produtos e serviços para a conversão de materiais bobinados como papel, filmes, laminados e não-tecidos em embalagens.

A Mack Brooks decidiu realizar a edição latino-americana do evento graças ao índice positivo de crescimento apresentado por esses países, principalmente o Brasil, mesmo durante a crise. De acordo com pesquisas recentes, o mercado brasileiro de materiais de revestimento cresce 15% anualmente, com previsão de aumento para os próximos anos.

Isso, somado à pequena exploração do consumo, coloca o Brasil e seus vizinhos em evidência para empresas de todo o mundo. Por essa razão, a ICE South America já conta com 70% da área reservada por empresas nacionais e internacionais do mercado de conversão.

Focada no mercado B2B, a feira, organizada pela Sator Eventos, vai permitir a expositores estabelecer contatos tanto com clientes de maquinaria, equipamentos e sistemas, quanto com potenciais representantes ou sócios locais.

Informações detalhadas sobre opções de exposição estão disponíveis no site da ICE South America:http://www.icesouthamerica.com/.

Cadeia produtiva do papel e da comunicação reforça informação sobre florestas plantadas

Agência Indusnet Fiesp,

De Gutenberg à era da informação, dos tipos móveis ao teclado, é chegada a hora do esclarecimento junto à sociedade do conhecimento.

A rápida linha do tempo foi traçada por Mário César de Camargo, presidente da Associação Nacional da Indústria Gráfica (Abigraf), ao longo do lançamento da

Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa
, nesta quinta-feira (24), na Fiesp.

Com o slogan “Imprimir é dar Vida”, representantes da cadeia produtiva do papel e da comunicação impressa têm a iniciativa de reforçar a origem de seu principal insumo.

“A indústria gráfica é instrumento de comunicação, da difusão do conhecimento. Nós somos instrumentos do desenvolvimento sustentável. Hoje, existe clara consciência de que o desenvolvimento não deve ser feito a custo da destruição do meio ambiente, pois este é um legado para as gerações futuras”, disse Camargo ao tratar da responsabilidade do setor.

Sobre o plantio, o presidente da Abigraf reforçou a necessidade de se esclarecer que a indústria gráfica não é elemento de poluição do planeta, pois o papel provém de florestas plantadas e “somos, assim, contribuintes efetivos na redução da carga de carbono. Temos impacto, mas também um importante crédito ambiental”.


Manejo
A retomada da imagem, não a impressa, mas a real, passa pelas florestas cultivadas de forma sustentável, segundo dados setoriais. O manejo permite manter grandes áreas plantadas, retirando significativa quantidade de CO² da atmosfera.

No País, essas florestas absorvem da atmosfera um bilhão de tonelada de carbono/ano, especialmente quando as árvores estão em crescimento, pois boas sequestradoras de carbono, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa).

Na raiz do problema há uma miopia cujo foco Camargo deseja ajustar: “O plantio de cana-de-açúcar (insumo do etanol) e da mandioca que chega às nossas mesas não é predador, tampouco as florestas cultivadas para a fabricação do papel.”

No mapa da cadeia produtiva do papel e da comunicação impressa há cerca de 83 mil empresas que, juntas, empregam 588 mil trabalhadores, com faturamento bruto de R$ 85 bilhões.


Brasil: líder mundial de papel e celulose
As florestas plantadas desenham um mosaico no País, convivendo ao lado de matas nativas e recuperando áreas subutilizadas ou degradadas pelo plantio da soja e do milho.Boa parte do solo brasileiro é favorável à produção de madeira, não só em função do clima, mas especialmente porque é pouco exigente em termos de fertilidade.

Nesse sentido, o papel não compete com os grãos. São 1,9 milhão de hectares de área plantada e 1,7 milhão de hectares de Mata Atlântica protegida.

A avaliação é de Sebastião Renato Valverde, professor do departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (MG). Durante o evento, ele reforçou o ambientalismo do papel em um país líder mundial em termos de produção de papel e celulose e com tecnologia invejável.

“As plantações florestais, no Brasil, são mais sustentáveis e competitivas, rendendo aproximadamente 50 metros cúbicos por hectare, quando a média dos competidores mundiais é de 4 ou 5”, informou.

O especialista listou outros potenciais do setor:

  • Capacidade de geração de empregos. A maior parte da atividade não é mecanizada por se encontrar em áreas de relevo difícil e decadente (com sulcos e erosões), e a operação manual é essencial.
  • Impacto ambiental minimizado, pois não há necessidade de desmatamento.
  • Melhoria da qualidade do ar. As florestas plantadas sequestram carbono.

Controle do efeito corrosivo do solo e regularização da vazão dos cursos d’água e dos mananciais.


Campanha palpável
Com exceção dos spots de rádio e as ações em ambiente virtual, como o hotsite, as demais peças da campanha publicitária incluem material palpável (leia-se impresso), tais como selo, anúncios, folhetos, press release e ações diretas, a publicação de uma cartilha.

Também foi sugerida uma mudança de conceito e de assinatura de e-mail, trocando o “pense, antes de imprimir” pelo “evite desperdícios, mas se precisar, imprima este e-mail tranquilo!”.

Foi divulgado, também, manifesto de apoio à campanha, assinado por cerca de vinte entidades da cadeia produtiva, com o peso de diversos segmentos: gráfico (embalagem, formulários, etiquetas etc.), celulose e papel, livros, revistas, máquinas e insumos e, ainda, publicidade, propaganda e marketing.

Assinam o documento: Abap, Abiea, Abemd, Abigraf, Abimaq, Abitim, Abpo, Abraform, Abrelivros, Abro, Abtcp, Abtg, Afeigraf, Anatec, Anave, Andipa, Aner, Bracelpa, CBL e Fiesp. Também se apresentou uma Carta de Princípios.

Veja aqui a íntegra da palestra do prof. Sebastião Renato Valverde.