Paulo Skaf na abertura da Fipan: ‘O Brasil de acordar cedo e dormir tarde’

Agência Indusnet Fiesp

Frequentador de uma padaria “quase todas as manhãs” e entusiasta do setor de panificação, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, esteve, na manhã desta terça-feira (26/07), na abertura da 24ª Fipan, Feira Internacional da Panificação, Confeitaria e do Varejo Independente de Alimentos. O evento segue até o dia 29 de julho no Expo Center Norte, na Vila Guilherme, em São Paulo.

“O setor de panificação é muito forte, integrado e competente”, disse Skaf. “No meio desse momento de crise, essa é a economia verdadeira, real. O Brasil de acordar cedo e dormir tarde, o Brasil de produzir”.

Para Skaf, trata-se de uma questão de “respeitar as pessoas e dar a elas oportunidades”. “É isso que a indústria de São Paulo faz”.

Ainda sobre a indústria paulista, o presidente da Fiesp destacou o trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), também por ele presidido, na área. “Temos um centro de excelência em panificação no Senai-SP”, afirmou. “Na última Olimpíada do Conhecimento, ficamos em primeiro lugar na modalidade de Panificação e Confeitaria”, disse. “E estamos indo para a WorldSkills, as olimpíadas do ensino profissionalizante, em Abu Dhabi, em 2017”.

A Fipan é a principal feira de negócios do setor no Brasil, sendo promovida há mais de 20 anos. Na edição de 2016 da iniciativa, participam 350 expositores e 450 marcas, com previsão de público de 60 mil visitantes.

>> Ouça boletim sobre a Fipan

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Paulo Skaf e autoridades do setor de panificação na abertura da Fipan, nesta terça-feira (26/07). Foto: Everton Amaro/Fiesp

Setor da panificação precisa continuar a se aperfeiçoar, afirma diretor da Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) marca presença na edição 2014 da Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e Varejo Independente de Alimentos (Fipan), iniciada nesta terça-feira (15/07), no Expo Center Norte, em São Paulo.

A instituição disponibiliza aos visitantes da feira um estande com atendimento financeiro ao micro e pequeno empresário, além da realização de palestras e oficinas gratuitas.

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Antero José Pereira (terceiro da esquerda para a direita), presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan), durante a abertura do evento. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Para o diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da entidade, Augusto Dalman Boccia, o setor de panificação do Brasil é tradicional e tem um forte espaço na economia, passando por uma expansão nas últimas décadas, mas “precisa continuar se atualizando, sempre buscando inovação, tecnologia e novas práticas.”

“O mercado da panificação, apesar dos bons resultados, precisa de maior sinergia, para que o segmento possa crescer mais e atender seus objetivos”, disse.

>> Na Fipan 2014, Senai-SP quer mostrar importância da qualificação profissional na panificação
>>  Fiesp leva para a Fipan 2014 atendimento de crédito e ciclo de palestras gratuitas
>> Sesi-SP e Senai-SP têm oficinas gratuitas na Fipan 2014

A necessidade de inovação do setor, segundo o dirigente, é atendida com a realização da Fipan 2014, maior feira do setor na América Latina e a quinta maior do mundo. Para ele, a feira acerta ao dar bastante atenção à formação profissional. “Muitas empresas criaram espaço dedicados a educação, formação profissional, com capacitação, oficinas, palestras”, disse o diretor.

Com o objetivo de apoiar toda a necessidade do micro e pequeno empresário da indústria da panificação, o Dempi participa de vários eventos similares à Fipan 2014. “Os resultados têm sido ótimos, com aperfeiçoamento do relacionamento com os empresários da área”, afirmou Boccia.

Além de uma extensa programação com palestras e oficinas, o estande da Fiesp disponibiliza aos visitantes da feira um atendimento financeiro especial. “Temos uma espécie de sala de crédito, com pessoas especializadas para informar as pessoas que queiram expandir seus negócios sobre as mais variadas linhas de crédito disponíveis.”

Mundo Senai oferece ‘degustação’ de cursos a interessados em ingressar na escola

Alice Assunção e Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp 

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Curso de cup cake no Senai-SP Alimentos, na Barra Funda. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

As 78 escolas dos Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP)  abriram as portas para os moradores do entorno da unidade para apresentarem seus cursos e suas áreas de atuação. Na escola da Barra Funda, na zona oeste da capital, os moradores não só conhecem as instalações da unidade como também colocam a mão na massa, literalmente.

O Senai Horácio Augusto da Silveira está oferecendo desde quinta-feira (17/09) mini cursos de chocolataria, hambúrguer e cup cakes. São aulas com duração de até quatro horas onde os alunos aprendem a manipular os alimentos sob o padrão da indústria, controlando peso da matéria prima, as temperaturas durante o preparo e o tempo.

“O objetivo é fazer uma demonstração do que é a atuação do Senai-SP. Aqui a pessoa faz uma degustação de todas as etapas do curso, dos processos que ele pode aprender nesta unidade e, a partir dessa degustação, ela opta por algum que tem mais a ver com sua característica como profissional”, explicou a diretora da unidade da Barra Funda, Silvia Helena Carabolante.

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Silvia Helena Carabolante, diretora da unidade da Barra Funda. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Sandra Aparecida dos Santos Silva, 48 anos, é enfermeira e se inscreveu para o mini curso de hambúrguer. Segundo ela, a oportunidade de conhecer como funciona um curso do Senai-SP a aproxima de ter o seu próprio negócio um dia.

“Eu quero agregar conhecimento para ter uma noção como é a manipulação de alimentos no mercado. Como eu amo culinária, eu pretendo me aperfeiçoar e buscar novos conhecimentos aqui para produzir o meu também como uma micro empresária ou coisa parecida”, afirmou Sandra.

A oficina de Sandra tem duração de quatro horas. A turma, com sete alunos, vai aprender como faz um hambúrguer com base nos padrões de fabricação de uma indústria, segundo o professor do grupo, Alan Tavella.

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Senai-SP Alimentos Barra Funda: capricho de profissionais para os amadores. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Eles aprendem não seguindo aquela receita tradicional de casa, mas com as técnicas de manipulação, cuidados com higiene, métodos de conservação, congelamento e armazenamento de produtos”, afirmou o professor. Tavella leciona no curso de Manipulação de Alimentos, oferecido pela escola.  Ele ponderou, no entanto, que as práticas desenvolvidas no mini curso “podem ser levadas para a rotina deles”.

A professora Lucilene Pino orienta na oficina que, segundo ela mesma, “está na moda”: produção e cup cake, pequeno bolo de origem inglesa que serve uma pessoa.

“A maioria é aluno de gastronomia e pessoas que querem ingressar nessa área de alimentos, eles vem pra ter um diferencial lá fora”, afirma sobre o perfil de suas turmas, cada uma com 25 alunos. “Também tem as donas de casa que querem melhorar a renda”, completa Lucilene.

Em cerca de duas de oficina, o aluno aprende como fazer e decorar um cup cake recheado. “A gente separa, pesa tudo para ter um produto padronizado então há um pouco de dificuldade nessa parte e eles vão se habituando”.

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Cup cakes feitos pelos alunos do curso realizado durante o Mundo Senai. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O Senai Barra Funda oferece cursos de qualificação, com duração de dois a seis meses, dependendo da carga horária semanal, nas áreas de panificação, confeitaria, sorveteiro, pizzaiolo, salgados, confeitaria para cafeteria e manipulação de alimentos.

Na modalidade curso técnico, a unidade oferece a formação de técnico em alimentos, com duração de dois anos. A escola também oferece graduação, o curso para tecnólogo em alimentos dura três anos.

Têxtil e Vestuário

Na Escola Senai Francisco Matarazzo, no bairro do Brás, na zona leste de São Paulo, são oferecidos cursos do nível técnico a pós-graduação, ligados às áreas têxtil e vestuário. Por isso, durante o Mundo Senai, os visitantes têm a oportunidade de conhecer praticamente todo o processo de produção de uma peça de roupa, desde a produção da linha e do tecido até a parte de corte, costura e modelagem.

Na dinâmica, cada aluno apresenta a área de conhecimento que cursa. Os estudantes do curso técnico de têxtil, por exemplo, apresentam as oficinas de tecelagem e fiação enquanto os do curso de vestuário falam sobre as atividades de corte e de costura. Mas todos são unânimes em dizer que se sentem muito orgulhosos ao mostrar o que fazem e de ver a reação do grupo visitante.

“Até chega a ser prazeroso mostrar aquilo que a gente realmente gosta e que a gente trabalha. É interessante isso. Mostrar para as pessoas o que a gente idealiza para a nossa vida”, disse Elton Vasconcelos  que está no quarto semestre do curso técnico de vestuário e é um dos alunos responsáveis por guiar os visitantes pela unidade.

Não há quem não se impressione com as máquinas que fazem dos tufos de algodão, linhas ou das que transforma essas linhas em tecidos e malhas. Por isso mesmo também não são raros os visitantes que se empolgam durante a visita e já saem dela pensando no próximo curso que podem fazer.

Luciana Favato e Simone Pansera são alunas do curso via rápida de modelagem do Senai-SP. Mesmo estudando lá, ambas ficaram impressionadas ao conhecer outro lado da escola. “Dá vontade de fazer os cursos também e se aperfeiçoar mais. Cada sala que  a gente entra tem vontade de entender e saber como funciona”, testemunhou, animada, Simone.

De acordo com o coordenador técnico da escola, Paulo Sérgio Salve, muitas pessoas procuram a escola pensando apenas no “glamour” que envolve o mundo da moda, mas desconhecem todo o trabalho que tem por trás da produção de cada peça.

“O Mundo Senai é importante por causa disso. Você consegue mostrar o que realmente você faz. A pessoa não imagina o trabalho que é fazer uma roupa”, afirmou Salve.

O Mundo Senai prossegue no sábado (19/10). A Escola Senai Francisco Matarazzo está com inscrições abertas para o processo seletivo de todos os seus cursos.

Clique aqui para mais informações sobre o Mundo Senai 2013.


Emoção marca aula inaugural no Senai-SP para turma de egressos do sistema prisional

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

A segunda-feira (16/09) foi um dia especial na vida de uma turma de alunos da escola Horácio Augusto da Silveira, unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), especializada na área de alimentos e panificação.

Dez alunos – nove homens e uma mulher – deram o primeiro passo para o recomeço de suas vidas. Trata-se da primeira turma do curso de panificação formada por alunos egressos do sistema prisional.

O curso, o primeiro nesses moldes no estado de São Paulo, é fruto do projeto Empregabilidade, uma das iniciativas da parceria anunciada no mês de abril pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, em parceria com o Senai-SP e com a organização não-governamental AfroReggae.

A Fiesp tem o papel de mobilizar os sindicatos filiados para que os alunos saiam do curso profissionalizante do Senai-SP com a possibilidade de um emprego formal. A primeira entidade parceira é o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan).

Na cerimônia de boas vindas aos alunos, o diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio Alves de Barros Filho, se emocionou falar da iniciativa. “A oportunidade é muito importante, não só pelo projeto-piloto em si, mas, principalmente, por parte de vocês [alunos], que serão exemplos para que outras pessoas possam fazer o mesmo caminho”.

Sylvio de Barros explicou que os alunos contarão com uma bolsa-auxílio, com base nos recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além de todo um acompanhamento adequado à sua realidade. Leia mais.

Chinaider Pinheiro, coordenador de inclusão no mercado de trabalho da ONG AfroReggae, se disse  feliz por trazer o projeto para São Paulo, pois recebia muitos pedidos de pais e mães de ex-detentos que não conseguiam oportunidades de empregos aqui. “Sabia que iria ser difícil mas fiquei encorajado quando soube pelo José Junior [coordenador executivo do AfroReggae] que, aqui, havia outra instituição por trás nos fortalecendo, que é a Fiesp”.

Segundo Pinheiro, os alunos da turma inicial são protagonistas de uma nova história. “São vocês que conquistarão o espaço do projeto ‘Empregabilidade’ no estado de São Paulo. São vocês que vão trazer esperança para cada família de egresso que passa dificuldade na vida social.” Leia mais.

No rosto dos alunos, a emoção era visível. Em especial para M., a única mulher do grupo, e W., o mais velho da turma. Entre sorrisos e lágrimas, eles afirmaram, em entrevista à reportagem, que não vão desperdiçar a oportunidade. E garantem: vão fazer história. Seus nomes completos foram preservados, a pedido deles, que dizem sofrer preconceito. Leia mais.

Oportunidade para o setor

Abraçar a iniciativa é uma ação de responsabilidade social para as empresas do setor de panificação, acredita, com conhecimento de causa, o diretor técnico do Sindipan, Luís Carlos de Souza.  Ele citou sua bem sucedida experiência de empregar um egresso do sistema prisional e fala da importância da confiança neles, já que todos têm o direito a uma oportunidade.  Leia mais.

Souza parabenizou a Fiesp, o Senai-SP e o AfroReggae, mas principalmente, os alunos. “Sei que não é fácil tentar se reintegrar à sociedade e participar de um curso de 200 horas”, afirmou, dizendo que tem certeza que valerá a pena.

Para Ciro Bueno, diretor do Comitê dos Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, o projeto reflete a responsabilidade social de empresários empreendedores, como os do setor da panificação. A iniciativa, segundo ele, traduz a própria visão empresarial humanística do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

“A turma de panificação é o primeiro caso de sucesso. Mas temos certeza que terão vários outros e a gente vai atingir o êxito total nesse projeto”, afirma. Leia mais.

Mão na massa: um recomeço de vida para novos alunos do Senai-SP

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

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Alunos do programa terão curso inicial de Pão Francês, o carro-chefe das panificadoras

Aos 18 anos, ela teve o seu primeiro filho. Depois vieram outros seis filhos e uma tragédia. Ficou viúva, tendo que sustentar sozinha a numerosa família.

Seria uma história comum, como a de tantas mulheres de baixa renda no Brasil, se não fosse por um detalhe. M., aos 46 anos, foi presa.

A experiência, de longos cinco anos, a afastou dos filhos e interrompeu uma parte importante da sua vida, mas não lhe roubou a esperança de viver e de ajudar outras pessoas a se libertarem do estigma de ser ex-presidiário.

M. sonhava que lhe abrissem portas. Hoje, aos 51 anos de idade, quer abrir caminhos para si e para outras pessoas. Ela é a primeira – e, por enquanto, única – aluna da turma de egressos do sistema prisional que serão capacitados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) no segmento de Panificação, graças ao projeto “Empregabilidade”, uma das ações da parceria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do AfroReggae.

“Estou muito feliz pela Fiesp, pelo Senai-SP e pelo AfroReggae nos dar essa oportunidade. Porque aqui em São Paulo é muito difícil conseguir. A gente cansou de bater em várias portas e ninguém abriu”, afirma M. com um sorriso doce, tão insistente quanto as lágrimas que fazem, vez ou outra, seus olhos brilharem.

Com jeito de menina, a mãe de família de 51 anos de idade, não esconde a emoção e a gratidão pelo momento que está vivendo. “A Fiesp e o Senai-SP abriram a porta pra gente de coração, como se fôssemos da família. É muito importante alguém acreditar na gente assim”, se emociona.

O otimismo de M. é uma mostra de que, mesmo em meio ao maior dos sofrimentos, o coração humano pode ter uma força extraordinária para o bem.

“Lá (na prisão) eu ajudei muitas pessoas. Ensinei a costurar, bordar, fazer crochê, fazer artesanato. Cheguei a ver muitas pessoas sofrerem também e algumas até tirarem a própria vida, devido a tristeza e o abandono. Por isso é tão bom estar aqui fora e poder ensinar alguém lá dentro. E elas saberem que a gente está viva, que tem saúde boa e que tem uma família maravilhosa aqui”.

Há um ano fora do sistema prisional, M. conta que mesmo tendo feito curso de eletricista, não conseguiu emprego algum. “Agora, esse curso (de panificação) é o mais importante, pois a vida toda a gente comprou pão e reclamava”, brinca. “Agora vai poder fazer o próprio pão e com mais carinho, com mais amor. E a gente vai procurar ser bem melhor, com mais higiene. Eu vou procurar fazer o melhor. Afinal, sou a primeira mulher do curso”.

Alimentar o mundo

W. conhece bem os obstáculos de quem ficou encarcerado e tenta voltar ao mercado de trabalho. “É muito difícil, pois, se você não consegue emprego, não tem dinheiro para se locomover, roupa para se vestir, e a documentação não vem para sua mão”, conta o aluno mais velho da turma.

Hoje, aos 53 anos, e há três anos fora do prisional, W. fala também da expectativa que sentiu ao ser libertado após cumprir a sua pena. “No total, eu fiquei 14 anos preso e saí com o ímpeto de arrumar emprego. Mas, aí tive que ir atrás de documentos, eu tinha multas a serem pagas, tinha que manter o aluguel onde moro, tinha que manter a minha esposa, que está presa”.

As marcas de sofrimento e de desânimo ainda estão no olhar de W., mas ele disse que nunca perdeu a esperança. “Tanto que é que hoje eu estou começando o curso. E eu vou me dar muito bem fazendo pão. Vocês vão ouvir ainda falar de mim”, promete.

“Eu já estava desanimando quando o Chinaider do AfroReggae me falou: ‘Vamos lá fazer curso de Panificação?’. Então eu pensei:  ‘É isso mesmo. Vamos lá fazer pão. Vou alimentar o mundo como Jesus fez’”,  profetiza, com um largo sorriso.

Empresário do setor de panificação conta sua experiência positiva de empregar um ex-detento

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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O empresário Luis Carlos de Souza é diretor técnico do Sindipan-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Há cinco anos, um rapaz bateu na porta da minha panificadora para pedir emprego. Eu admiti o menino, mas não sabia que ele era um ex-detento. Cerca de uns vinte dias depois, quando pedimos a documentação, foi que ele disse o que tinha acontecido. Então eu resolvi acreditar nele.”

O relato é de Luis Carlos de Souza, empresário do setor de panificação e diretor técnico do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan).

Souza diz não ter se arrependido do voto de confiança que deu. “O Serginho trabalhou comigo por dois anos e meio sem nenhum problema. E, hoje, ele trabalha em outra padaria, associada ao Sindipan, e está lá há três anos”, conta.

Sergio não desperdiçou a chance. “Hoje ele já tira folga do padeiro e do confeiteiro. Constituiu família, tem residência fixa”, afirma o diretor técnico do Sindipan.

Segundo o empresário não adianta nada o ex-detento, depois de cumprir sua pena, querer se reintegrar à sociedade e não encontrar nenhuma porta aberta. Sem oportunidades, ele voltará para criminalidade.

O Sindipan é o primeiro em São Paulo a apoiar o projeto Empregabilidade, uma das ações da parceria da Fiesp e AfroReggae, que conta com o apoio do Senai-SP na capacitação profissional.

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Vera Ruthofer, diretora executiva do Sindipan-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo a diretora executiva do Sindipan, Vera Ruthofer, o projeto foi muito bem recebido pelos associados do Sindicato. “A diretoria acolheu a ideia e fez questão de levar para aprovação em assembleia. E todos associados foram unânimes em aceitar o projeto, receber esses egressos e fazer o seu papel social”.

Ela destacou a importância da participação do Senai-SP. “É uma escola referência. Nós temos certeza que todos eles estarão muito capacitadas para desenvolver o melhor pãozinho que nós comemos no café da manhã todos os dias”.

Para os dez alunos da primeira turma do curso de panificação o início das aulas começou na segunda-feira (16/09). A capacitação será de 200 horas de duração, período em que receberão uma bolsa-auxílio, com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do Ministério da Educação.

Os alunos contarão com acompanhamento familiar promovido pela equipe do AfroReggae e, após a conclusão do curso, poderão ser contratados por panificadoras associadas ao Sindipan-SP.

No bom caminho

Um egresso do sistema prisional será mais dedicado que os outros profissionais?

Luiz Carlos acredita que sim. “Como todos nós, a pessoa que errou na vida tem direito a uma oportunidade. Eu penso que só o fato de eles se prontificarem a fazer um curso de 200 horas, que não é fácil, demonstra que estão interessados em serem reinseridos na sociedade” .

Para o empresário, dar um novo rumo à vida dessas pessoas é um benefício para a sociedade. “Até porque eles erraram e viram que esse não é o caminho. O caminho é o certo, é o bem, é a gente estar trabalhando e produzindo para esse país”, diz.

Estamos provocando o renascimento das pessoas, afirma Sylvio de Barros Filho sobre projeto da Fiesp com Afroreggae

Dulce Moraes e Juan Saavedra (com colaboração de Daniela Morrison), Agência Indusnet Fiesp

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Sylvio de Barros Filho, diretor titular do Depar Fiesp

Durante a cerimônia de boas vindas aos alunos da primeira turma de egressos do sistema prisional que farão curso de panificação no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), o diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio Alves de Barros Filho, destacou a importância do projeto para as indústrias e, principalmente, para a sociedade.

O titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp relembrou que o projeto é fruto de um sonho do presidente da entidade, Paulo Skaf, que sempre quis que as instituições da indústria desenvolvessem alguma iniciativa voltada para reinserção profissional de egressos do sistema penitenciário.

Para Sylvio de Barros Filho, a dedicação dos alunos da turma inicial tem um significado grandioso. “É uma oportunidade importante não só pelo projeto-piloto em si, mas, principalmente, para vocês [alunos], que serão exemplos para que outras pessoas possam fazer o caminho de vocês.”

O diretor da Fiesp destacou a participação do Senai-SP, que fará a capacitação profissional, do Sindipan-SP, que motivará as empresas do setor a ofertar vagas de trabalho aos alunos, e do AfroReggae, que fará o acompanhamento social desses alunos e suas famílias.

Para os dez alunos da primeira turma, as aulas começaram na segunda-feira (16/09). O curso terá 200 horas de duração, período em que receberão uma bolsa-auxílio, com recursos provenientes do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do Ministério da Educação. Eles também contarão com acompanhamento familiar promovido pela equipe do AfroReggae e, após a conclusão do curso, serão empregados por panificadoras associadas ao Sindipan-SP.

Principais trechos da entrevista com Sylvio de Barros Filho:

Nova jornada: “Hoje se inicia uma etapa que espero que seja duradoura, que é a de capacitar os egressos e que eles saiam daqui realmente com um emprego através do Sindipan.  Nós vamos colocá-los nas diversas panificadoras no Estado de São Paulo.”




Emprego e dignidade “As empresas panificadoras abriram a possibilidade dos egressos [do sistema prisional] saírem daqui empregados. E eles contribuirão para os resultados das empresas do setor produzindo o pão francês, que é o carro-chefe das panificadoras.”







Força de vontade: “Eles demonstram uma vontade bastante grande para se reinserir na sociedade e conseguir tudo aquilo que para gente é uma normalidade, mas, para eles não é. Vamos empregá-los para que possam participar da sociedade e ter suas famílias assistidas. É importante que eles [egressos] tenham esse renascimento, essa nova vida. É importante para a sociedade e para todos nós, que participamos do projeto”.







Acompanhamento familiar: “A ideia é que, num segundo momento, o AfroReggae faça um acompanhamento desses alunos e de suas famílias. Os problemas deles não iguais aos nossos, às vezes são maiores ou menores, mas têm uma ótica diferente da nossa”.





Fazendo história: “O presidente [Paulo Skaf] está fazendo história. A Fiesp faz história por que ele monta as coisas. Era um sonho dele e, hoje, conseguimos a primeira parte de uma realidade. Isso é  importante para Fiesp, para o AfroReggae, para o Sindipan-SP e, fundamentalmente, para os alunos que, de repente se sentirão fazendo parte de uma coisa que eles viam de longe e que tinham pouca esperança de fazer”.






Outros  setores: “A ideia é que todos Sindicatos possam absorver a ideia. Pensamos no Sindipan-SP. Primeiro por ser o setor com um número bastante grande de empresas dentro do município e estado de São Paulo. E o interessante é que, nesse caso específico, os alunos entram participando diretamente no resultado das empresas.”





Mão na massa: “Os alunos terão o curso inicial de pão francês, que é o carro-chefe de todas as panificadoras. Eu disse a eles que, se tiverem, realmente, a famosa ‘mão na massa’, vão participar ativamente do resultado dessas panificadoras”.



Confiança dos empresários: “O certificado do Senai-SP dá credibilidade para os empregadores. Hoje ouvimos a história de uma pessoa que foi detento e, hoje, fez carreira e, há oito anos, já está no mercado como panificador.  Ele foi muito sincero e nos disse que conseguiu realizar as coisas que tinha sonhado”.




Mudando o futuro: “Essa iniciativa é espetacular para essas pessoas. Você vê a diferença deles nos olhos, na alegria, no falar. De repente, eles saíram de um lugar em que não tinham oportunidade e hoje estão tendo. É isso que estamos fazendo”.

Presidente da Fiesp prestigia abertura da Fipan 2013 e destaca ações do Senai-SP no setor

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, participou, na manhã desta segunda-feira (22/07), da cerimônia de abertura da 22ª edição do maior evento de panificação da América Latina, a Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e do Varejo Independente de Alimentos, a Fipan, que acontece no Expo Center Norte, em São Paulo, até quinta-feira (25/07).

Convidado a falar no evento, Paulo Skaf destacou a importância da feira para o setor. “A Fipan é uma vitrine que mostra a importância do setor de panificação, um setor arrojado e empregador, de muita inovação e tecnologia”, disse.

Skaf na abertura da Fipan: vitrine de tecnologia e inovação para o setor. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Skaf na abertura da Fipan: evento é vitrine de tecnologia e inovação para o setor. Foto: Julia Moraes/Fiesp


O presidente da Fiesp falou também sobre a contribuição do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) para o crescimento do setor produtivo.  “Os laboratórios de panificação do Senai-SP são referência no mundo”, disse. “Formamos mão de obra qualificada para este setor tão importante e querido pelo povo brasileiro”.

Skaf informou que até o fim deste ano inaugurará a terceira escola móvel de panificação do Senai-SP. Além disso, o presidente da instituição afirmou que foram gastos R$ 23 milhões nos últimos dois anos para modernização dos laboratórios das escolas do Senai-SP de Marília, da Barra Funda, em São Paulo, e de Campinas, cujo foco é panificação e gastronomia. “São 17 mil matrículas por ano nessas escolas”, disse.

“A participação da Fiesp, do Senai-SP e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) não se limita a esse evento. Durante todo o ano trabalhamos constantemente ao lado do setor, para seu desenvolvimento”, concluiu.

Ainda durante a cerimônia de abertura, Antero José Pereira, presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sipan), falou sobre a importância da participação da Fiesp no desenvolvimento da área. “Graças a essa feira não precisamos mais sair do Brasil para ver o que há de mais novo e inovador”, afirmou.

“Quero agradecer a presença de Paulo Skaf, que não mede esforços para o setor de panificação. Sempre que precisamos da ajuda, podemos contar com seu esforço e seu trabalho”, acrescentou o presidente do Sipan.

Olimpíada do Conhecimento: aluno de panificação do Senai-SP sonha em representar o Brasil no WordSkill Internacional

Flavia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Superar os próprios limites. Estudar durante horas todos os dias. E acreditar que os sonhos se tornam realidade. Essas ações resumem o dia a dia do estudante Wemerson Silva.

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Wemerson Aparecido de Oliveira Silva, aluno do curso de panificação do Senai Horácio Augusto da Silveira. Foto: Everton Amaro

Ele é um dos 84 representantes do Estado de São Paulo na disputa da 7ª edição da Olimpíada do Conhecimento, realizada entre os dias 12 e 17 de novembro, no Anhembi, em São Paulo.

A paixão de Wemerson pela panificação começou na infância, inspirado pelos talentos culinários da sua mãe, uma confeiteira de “mão cheia” que sonhava em se tornar uma cozinheira profissional: “Minha mãe sempre teve o sonho de se tornar uma confeiteira profissional, mas, infelizmente, as dificuldades financeiras não permitiram que ela transformasse o seu amor pela culinária em uma profissão”, conta.

Quando completou 16 anos, Wemerson fez a sua matricula no curso técnico de panificação do Senai Barra Funda. Considerado por professores e colegas de classe um aluno dedicado e responsável, Wemerson recebeu o convite para participar da etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento, em 2011.

Após aceitar o convite, ele precisou se adaptar a uma nova rotina de estudos, composta por nove horas de treinamento diário. Toda esta dedicação deu resultado. O estudante garantiu o 1º lugar na categoria panificação da etapa estadual da Olimpíada do Conhecimento, ganhando, com isso, o reconhecimento do seu pai.

“Sempre tive fé e acredito que ela foi essencial para o meu sucesso. Treinei o que tinha que ser treinado, me dediquei bastante e demonstrei todas as competências profissionais. Mas, o que me deixou realmente emocionado foi ver as lágrimas caindo dos olhos do meu pai, que até então nunca tinha visto chorar, quando anunciaram a minha vitória”, afirmou.

Com a vitória, Wemerson conquistou uma vaga para etapa Nacional da Olimpíada do Conhecimento. Com o apoio da torcida paulista e dos seus familiares, o estudante espera, agora, conquistar o título nacional e participar do WordSkills, etapa internacional do torneio.

“A minha expectativa é a melhor possível. Treinei bastante e espero contar com o apoio da torcida”, afirmou o estudante, que acredita que os seus principais adversários na prova são os candidatos dos estados de Minas Gerais e Pernambuco. E completou:“Aprendi que a gente não pode se deixar abater por um problema. Temos que tentar fazer dele um amigo, assim fica muito mais fácil encontrar uma saída”.

Fiesp participa da Panexpo com palestras gratuitas e sala de crédito

Agência Indusnet Fiesp

A partir desta quarta (07/11) e até sexta-feira (09/11), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do seu Departamento de Micro e Pequena Indústria (Dempi), estará presente na Feira Internacional de Equipamentos, Produtos e Serviços para Panificação, Confeitaria e FoodService (Panexpo), no Pavilhão Vera Cruz, em São Bernardo do Campos, SP.

O evento, realizado pelo Sindicado da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André (Sinpan), tem como público-alvo profissionais, empresários e empreendedores do setor de panificação brasileira de todos os Estados, estudantes e aprendizes. O objetivo é profissionalizar o setor de panificação e confeitaria, criar novas áreas de comunicação, desenvolvimento do setor, novidades tecnológicas.

No estande da Fiesp (nº 6, 7 e 8), o visitante poderá participar de palestras gratuitas sobre temas como Boas Práticas na Manipulação; Recomendações Alimentares para Hipertensão Alimentar; Design de Embalagem; Liderança e Gestão de Pessoas; e Gestão Financeira.

No mesmo local, terá a oportunidade de conhecer a Sala de Crédito – um espaço reservado ao atendimento empresarial exclusivo, no qual o empreendedor tem acesso às melhores linhas de financiamento oferecidas pelas instituições Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander, BNDES e Desenvolve-SP que mais se adequam às suas necessidades, como:

  • Compras de máquinas e equipamentos;
  • Construção ou reformas de instalações;
  • Projetos de pesquisas e desenvolvimento;
  • Exportação;
  • Projetos de sustentabilidade;
  • Capital de giro;
  • Compra de matéria-prima;
  • Fundo Garantidor de Operações (FGO), que poderá apoiar na composição de garantias de seu funcionamento.

Serviço
Feira Internacional de Equipamentos, Produtos e Serviços para Panificação, Confeitaria e FoodService (Panexpo)
Data: de 7 a 9 de novembro de 2012, das 14h30 às 21h30
Local: Pavilhão Vera Cruz
Endereço: Av. Lucas Nogueira Garcez, 856, Jardim do Mar Expo Center, São Bernardo do Campo, SP

Fipan: energia e logística caras afetam competitividade do país, diz presidente da Fiesp

 Agência Indusnet Fiesp

O crescimento da economia brasileira este ano deve ser modesto. E tudo por conta da falta de competitividade brasileira, afetada pelo custo elevado de itens como energia e logística, entre outros fatores. A avaliação é do presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, em seu discurso na abertura da edição 2012 da Feira Internacional de Panificação (Fipan) nesta terça-feira (17/07), no Expor Center Norte, em São Paulo.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, participa da abertura da Fipan

“Esse ano o crescimento da economia brasileira vai ficar em torno de 1,5% e 1,6 %. No início do ano tínhamos uma estimativa em torno de 2% [para 2011]. A realidade apareceu e o tempo mostrou que estávamos lamentavelmente certos”, afirmou Skaf.

Em 2011, a economia brasileira cresceu 2,7%, taxa bem inferior à projeção do governo, que estimara um percentual em torno de 5%. A indústria de transformação ficou praticamente estagnada no ano passado, tendo crescido 0,1% em relação a 2010. Os problemas do setor produtivo brasileiro não estão “da porta para dentro das fábricas”, na avaliação do presidente da Fiesp e do Ciesp. “O problema está na conjuntura do país. Tudo isso precisa ser resolvido para que o Brasil retome um crescimento sustentável com respeito ao meio ambiente, mas também com preocupação na área econômica e social”, alertou Skaf.

Panificação

Depois de seu pronunciamento, Paulo Skaf visitou as instalações da edição de 2012 da Feira Internacional de Panificação (Fipan), organizada pelo Sindicato e Associação dos Industriais de Panificação e Confeitaria de São Paulo, que representa a categoria patronal do setor em 33 municípios da Grande São Paulo, mantendo ao menos quatro mil indústrias como afiliadas.

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Skaf visita a feira que conta com estande do Senai-SP

“Eu sou amante de padaria e sou suspeito para falar. Quando tenho tempo de manhã, ou então no final de semana, o meu programa é tomar café na padaria”, comentou. “Este é um setor que tem esse detalhe especial, o empresário da panificação pensa nas pessoas. Então é um setor que não só tem importância para a economia pelo emprego, mas também porque é uma atividade que atende aos interesses das pessoas”, acrescentou.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), segundo Paulo Skaf, também presidente da entidade, conta com pelo menos 1.200 alunos matriculados no curso profissionalizante que visa atender à demanda do setor de panificação.

A edição 2012 da Fipan (www.fipan.com.br/) prossegue até sexta-feira (20/07), no Expo Center Norte, capital.

Fiesp realiza sala de crédito para MPMEs durante a Feira Internacional de Panificação

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está presente, pelo quarto ano consecutivo, na Fipan 2012 – Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e do Varejo Independente de Alimentos. O objetivo é fomentar o desenvolvimento de micro, pequenas e médias indústrias como geradoras de desenvolvimento econômico e geração de empregos.

É com esta perspectiva que a Fiesp vem atuando em diversas frentes para apoiar e desburocratizar o dia a dia das pequenas empresas, por meio de sinergias com os órgãos federais, estaduais e municipais, bancos públicos e privados, universidades e institutos de pesquisas, entre outras, para trazer resultados concretos para este segmento.

Estes resultados já podem ser percebidos como: fórum de debates pela aprovação da Lei Geral; propostas de ampliação do Simples Federal e Estadual; convênios bancários; Salas de Crédito conjuntas entre agentes financeiros e o BNDES; facilitação do licenciamento ambiental; cursos com universidades; geração de empregos e empreendedorismo.

Uma das atrações do espaço é a Sala de Crédito, onde são apresentadas as melhores linhas e formas de financiamento a longo prazo, melhorando também o acesso dos empresários das micro, pequenas e médias empresas junto aos principais agentes financeiros, facilitando a comunicação entre os dois lados.

Em 2011, 71% das demandas apresentadas pelas empresas que procuraram a Sala de Crédito desejavam linhas voltadas ao investimento, contra 29% que priorizavam o capital de giro. Em 2012, até junho, o percentual tem se mantido (69% para investimento e 31% para capital de giro), restando ainda 13 salas a serem realizadas até o fim do ano.

Além da Sala de Crédito, a Fiesp também oferece palestras gratuitas ao público. No dia 17 de julho, às 15h30, Dario Vianna, chefe patissier formado na Le Cordon Bleu e École Lenôtre (Paris), palestrou sobre o atual estágio do setor de panificação, além de falar sobre as novas tendências de cardápios.

Ciclo de palestras – Programação

Fiesp
Dia 17 (terça-feira), das 14h às 15h
Tema: Acesso ao Crédito e Financiamento, com Valdair Tonon.

Sesi-SP
Dia 18 (quarta-feira), das 14h às 15h
Tema: Boas Práticas no Serviço de Alimentação.

Senai-SP
Dia 19 (quinta-feira)
Das 15h às 15h
Tema: Tendências de Consumo: Embalagem e Design, com Ana Lúcia Oliveira.

Das 17h às 18h
Tema: Novas Normas e Obrigatoriedades no Setor de Panificação, com Silvia Carabolante.

Setor de panificação

A Fipan 2012 é a maior feira do setor de panificação da América Latina. Responsável por 2% do faturamento do Produto Interno Bruno (PIB) nacional, o setor de panificação cresceu cerca de 28% nos últimos anos. Atualmente, são cerca de 63 mil padarias em todo o país, sendo 12.800 só no Estado de São Paulo e, em São Paulo e Grande São Paulo, seis mil. Somente na cidade de São Paulo são consumidos diariamente 15 milhões de pãezinhos. O setor tem faturamento estimado de R$ 56,3 bilhões ao ano.

A panificação gera mais de 800 mil empregos diretos e 1,5 milhão indiretos em todo o país, sendo 250 mil empregos diretos e 600 mil indiretos em São Paulo, de acordo com dados do Sindicato e Associação dos Industriais de Panificação de São Paulo e Instituto do Desenvolvimento da Panificação e Confeitaria (Sindipan-Aipan-IDPC-SP), entidades promotoras do evento.

 Serviço

Data/horário: De 17 a 20 de julho 2012 – 13h às 21h
Local: Expocenter Norte – Stand Fiesp no Pavilhão Branco, Rua 1, número 11, capital

Presidente da Fiesp participa da abertura da Fipan 2011

Daniela Morisson, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, participou nesta terça-feira (19) da abertura da Fipan 2011, a quinta maior feira do setor de panificação e varejo independente de alimentos do mundo. O evento expõe tendências e novas tecnologias do setor, e reúne cerca de 300 expositores e mais de 400 marcas no Expo Center Norte.

Em visita ao estande do Senai-SP, que promove cursos técnicos na área de alimentos, Skaf falou sobre o investimento da entidade em qualificação de mão de obra. “Nós investimos 25 milhões de reais nos últimos quatro anos. Hoje, 23 escolas atendem à área de panificação. Só no ano passado, foram 10 mil matrículas”.

Skaf destacou, ainda, um dos desafios a serem enfrentados pelo setor: “Queremos que a faixa do Simples Nacional seja ampliada, para que micro e pequenas empresas possam usufruir das vantagens fiscais do regime”.

Fiesp participa da maior feira do setor da América Latina

Agência Indusnet Fiesp,

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Estande do Sesi/Senai-SP na 17ª Fipan

A 17ª Fipan, maior feira de Panificação, Confeitaria e Food Service da América Latina, foi aberta nesta terça-feira (20), no Expo Center Norte, em São Paulo.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participa dos quatro dias de evento, que deve receber mais de 50 mil pessoas, com a organização de rodadas de negócios, sala de crédito, palestras e minicursos de panificação do Sesi e Senai de São Paulo.

No primeiro dia da feira, as palestras organizadas no estande da Fiesp, pelo seu Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), foram um sucesso de público. Na primeira delas, o chef de cozinha e apresentador de TV Olivier Anquier apresentou, ao auditório lotado com mais de 170 pessoas, case real de uma padaria que estabeleceu sua marca de produtos artesanais na maior rede varejista do Brasil.

O presidente em exercício da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, destacou, em sua fala na abertura, o trabalho dos diversos braços da entidade em prol do desenvolvimento do setor de alimentos, que, conforme lembrou, foi um dos menos afetados pela crise financeira mundial.No mesmo espaço, o Dempi ainda promove salas de crédito voltadas ao empreendedor do ramo alimentar, além de rodadas de negócios internacionais, em conjunto com o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex).

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O presidente em exercício da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto (à dir.), visita o curso de panificação do Sesi/Senai-SP

“Apenas no Senai-SP são 16 escolas de panificação, além de duas escolas móveis, que atendem mais de 16 mil alunos por ano e que receberam mais de R$ 40 milhões em investimentos desde 2005”, sublinhou Ometto.

Entre as novidades, o presidente em exercício da Fiesp ressaltou a criação do Curso Superior em Tecnologia de Alimentos, que começa a funcionar em 2011, na escola Senai da Barra Funda, na Capital.

Ometto recordou, ainda, algumas conquistas realizadas pela Federação em parceria com os sindicatos, como a desoneração de impostos sobre a farinha de trigo e a obtenção da venda do pão, por peso, no estado de São Paulo.

O trabalho do Sesi-SP recebe igual atenção na feira, com cursos de panificação, como pão de pistache e muffins com coco e castanha do Brasil, e outras receitas do programa Alimente-se Bem. O Sesi também é responsável pela confecção de cartilhas técnicas para o segmento como o Manual de Saúde e Segurança no Trabalho – Panificação.


Expansão

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Olivier Anquier apresentou, no estande da Fiesp, case real de uma padaria que estabeleceu sua marca de produtos artesanais na maior rede varejista do Brasil

A panificação é um dos ramos que mais acompanha a franca evolução do setor de alimentos. Está entre os seis maiores segmentos industriais do País, gerando cerca de 700 mil empregos diretos e 1,75 milhões de indiretos no mercado brasileiro. Fora isso, as padarias respondem por 79% do mercado de pão no Brasil.

O Brasil tem hoje 60 mil padarias artesanais, que atendem 44 milhões de clientes por dia, e aproximadamente três mil indústrias nos setores produtivos diretamente ligados ao food service. Cerca de 85% do pão no País são vendidos nas padarias que, nos últimos tempos, se tornaram verdadeiros centros de convivência, gastronomia e serviços.