Inflação vai cair no Brasil, afirma Guido Mantega

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Os preços vão cair no Brasil, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na noite desta quinta-feira (25/04) após encontro com empresários e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para avaliar o desempenho econômico do país.

Segundo Mantega, os problemas que impulsionaram a inflação vieram da quebra de safra e têm reflexos da mudança cambial ocorrida no ano passado.

“A inflação vai cair no Brasil. Nós tivemos seca nos Estados Unidos que elevou os preços dos grãos, tivemos seca aqui no Brasil, tivemos uma mudança cambial ano passado que criou uma inflação momentânea naquele ano”, explicou Mantega sobre os índices de preços divulgados no ano passado.

Mantega: 'Temos condições perfeitas para reduzir a inflação no país.' Foto: Junior Ruiz/Fiesp

 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), usado como base para as metas do governo, fechou 2012 a 5,84%. A variação mensal de dezembro ficou em 0,79%, a maior desde março 2011. Mantega, no entanto, afirma que o cenário de 2013 sugere queda dos preços.

“Nós temos condições perfeitas para reduzir a inflação no país. Este ano não está prevista seca nem nos Estados Unidos e no Brasil. O preço das commodities já estão caindo no atacado e o preço dos alimentos já caiu. Portanto, estamos com a  inflação descendente no país”, alentou.

Emprego

Mantega também demonstrou otimismo com a situação do emprego e informou que se comprometeu na reunião com empresários a analisar outros empecilhos de crescimento ao setor produtivo, entre eles o entrave de custos como o da mão de obra.

“Estamos quase com pleno emprego, os trabalhadores estão ganhando mais, mas isso significa um custo maior para alguns setores. Falta mão de obra em alguns setores, isso eleva o custo e nós estamos procurando equilibrar isso fazendo desoneração da folha de pagamento”, afirmou Mantega.  “Combinamos de analisar os vários problemas que persistem no setor produtivo para que juntos possamos dar soluções ou acelerar soluções que já foram tomadas”, garantiu.

Em março deste ano, o quadro de funcionários da indústria paulista aumentou em 13 mil vagas na comparação com fevereiro. Os dados são da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, da Fiesp e do Ciesp. Apesar das contratações, o levantamento indicou um mês “morno” para o setor manufatureiro, enquanto as perspectivas entidade para 2013 ainda são de uma recuperação modesta.

A pesquisa apontou uma variação negativa para o emprego na indústria se considerado os últimos 12 meses. No período foram fechados 24,5 mil postos de trabalho, ou seja, um recuo de 0,93%. Já no acumulado do ano foram gerados pela indústria paulista 33,5 mil empregos, com uma variação positiva de 1,29%.

A Fiesp projeta para o ano de 2013 um aumento de 1,6% do emprego industrial no Estado de São Paulo.

Fiesp e CNI lançam Olimpíada do Conhecimento 2012 nesta quinta (20/09)

Rosângela Gallardo, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), lançam nesta quinta-feira (20/09), às 10h, na sede da Fiesp, a 7º edição da Olimpíada do Conhecimento. Trata-se do maior torneio de educação profissional realizado nas Américas.

Este ano, a Olimpíada do Conhecimento colocará em disputa mais de 600 estudantes do ensino profissional de todo o país, de 12 a 18 de novembro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Os melhores colocados nas 52 profissões avaliadas classificam-se para o WorldSkills – torneio internacional com a presença de jovens de mais de 50 países que será realizado em 2013 em Liepzig, na Alemanha.

Durante a cerimônia de lançamento, será divulgado o Mapa do Trabalho Industrial – uma pesquisa inédita com a projeção da necessidade de qualificação de mão de obra de nível técnico e de média qualificação para os próximos três anos em todo o Brasil.

No Foyer do Teatro do Sesi São Paulo, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, haverá exposição de equipamentos com  tecnologias de última geração utilizadas na indústria.

Com 809 unidades operacionais em todo o país, o Senai é a maior rede privada de educação profissional da América Latina e que atende 28 setores industriais. No ano passado, a entidade contabilizou mais de 2,5 milhões de matrículas e tem expectativa de chegar a 4 milhões em 2014.

Serviço
Evento: Lançamento da Olimpíada do Conhecimento – Etapa Nacional
Data/horário: 20 de setembro de 2012, às 10h
Local: Espaço Fiesp – Térreo Inferior (Av. Paulista, 1313)

 

Crise pode ser superada com mais facilidade que em 2008, diz Mantega em entrevista

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Guido Mantega, ministro da Fazenda e Paulo Skaf, presidente da Fiesp, durante entrevista coletiva

Em entrevista coletiva logo após o “Seminário Econômico Fiesp e Lide – Agenda Brasil, Proposta para o Avanço Acelerado do País”, na Fiesp, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo federal vem tomando medidas para tornar a economia brasileira mais competitiva.

“Mudamos o mix da política fiscal, monetária e cambial, e isso tem um impacto muito grande na produção da indústria e em todos os setores da economia brasileira. A redução dos juros e do custo financeiro é fundamental, e este é um dos maiores ônus que o Brasil tem”, destacou Mantega, que declarou estar aberto à inclusão de novos setores na desoneração da folha de pagamentos para impulsionar a competitividade na indústria brasileira.

De acordo com o ministro da Fazenda, a crise atual se aproxima da ocorrida em 2008 na extensão das consequências sobre todos os países. “A redução da economia mundial e dos mercados atinge principalmente a indústria mundial. Não podemos menosprezar essa crise. Desde o ano passado vimos dizendo que esta crise é grave, e mostramos que nós temos condições de superá-la, aqui no Brasil, com mais condições do que em 2008.”

Ousadia de todos

Na avaliação de Guido Mantega, embora as empresas estejam em melhor situação e o governo tenha mais reservas do que em 2008, é preciso ousadia de todos os agentes para superar o atual cenário. “O governo tem que ser o mais ousado para tomar medidas na área tributária e nos custos de infraestrutura. E o setor privado tem que acreditar que vamos reverter este quadro; assim o Brasil pode crescer 4%, 5% perfeitamente nos próximos anos”, ressaltou, acrescentando que empresariado, setor financeiro e governo devem manter uma colaboração conjunta.

O ministro prevê para o segundo semestre um crescimento 3,5% a 4%, fator que ele reconhece depender muito da atitude dos três atores. “O governo federal está tomando todas as medidas necessárias para que isso aconteça, até com medidas adicionais, de longo, médio e curto prazo”, sublinhou o ministro, e emendou que é preciso ação do setor empresarial, com aumento de investimentos.

“Temos um mercado, o emprego continua crescendo no país. É preciso que haja mais crédito com spread caindo e que o setor empresarial crie coragem de fazer investimentos antes mesmo de as condições serem dadas, quem sai na frente tem vantagem depois”, analisou.

Crise é tão intensa quanto a de 2008 e afeta mais a indústria, afirma Guido Mantega

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Apesar de ter começado de forma mais lenta, a crise financeira que se propagou pela Europa apresenta um quadro tão grave quanto o colapso de 2008 e prejudica principalmente a indústria, avaliou nesta quarta-feira (04/07) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na sede da Fiesp.

Ministro da Fazenda, Guido Mantega: 'Maior prejudicado com a crise internacional é indústria, não só do Brasil, mas também no mundo inteiro'

Ele participou da abertura do Seminário Econômico Fiesp e Lide – “Agenda Brasil, Proposta para o Avanço Acelerado do País”, que reuniu centenas de empresários para discutir eficiência no setor público, transformação de juros em infraestrutura local, inovação e sustentabilidade, entre outros assuntos.

“Essa crise parece menos intensa que a de 2008, mas não é. Ela tem um formato diferente. A crise de 2008 começou com um grande estresse, uma parada súbita do crédito e do comércio e por isso todo mundo ficou impactado. Agora ela começa mais lentamente e vai se agravando e produzindo os mesmos efeitos deletérios da crise daquele momento”, afirmou Mantega.

Segundo o ministro da Fazenda, o grande complicador, e que afasta a possibilidade de um fim da turbulência no curto prazo, é a lentidão com a qual o Banco Central Europeu conduz as medidas para sair da crise.

“A diferença é que em 2008 nós tínhamos o epicentro nos Estados Unidos e o Fed (banco central norte-americano) tinha agilidade e rapidez para enfrentar a crise. Coisa que o Banco Central Europeu não tem, porque são vários países que não se entendem, e aí a crise vai sendo empurrada com a barrigada”, comparou o ministro.

Indústria

Para Mantega, o maior prejudicado com a crise internacional é indústria, não só do Brasil, mas também no mundo inteiro. Ele comentou os resultados do PMI (Purchasing Managers’ Index) de manufatura – medido pelo Markit Economics em conjunto com o HSBC –, divulgados no início da semana.

Segundo o levantamento com gerentes de compras da produção indústria no mundo, o PMI da Zona Euro permaneceu em 45,1 na leitura de junho, enquanto o Brasil atingiu patamar de 48,5 no mês passado.  Conforme o indicador, pontuação abaixo de 50 indica retração do setor produtivo. De acordo com o Markit, ao menos 17% das empresas registraram queda de novos pedidos.

“Essa crise atinge mais a indústria, o setor mais afetado no mundo. Quando o PMI fica abaixo de 50%, significa que os gerentes de compra estão prevendo que a indústria vai desacelerar. E ela vai desacelerar não só nos países europeus, mas também na China e no Brasil. Este é o panorama da economia mundial”, concluiu Mantega.

Skaf pede a Mantega para aumentar em 60 dias prazo para recolhimento de impostos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, aproveitou a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na manhã desta quarta-feira (04/07), na sede da entidade, para sugerir a ampliação do prazo para recolhimento de impostos, em mais 60 dias, como medida de curto prazo para estimular a competitividade da indústria brasileira.

“Seria até a oportunidade de propor uma medida dos governos federal e estadual, de alongar em mais 60 dias o prazo para o recolhimento de impostos. Isso irrigaria a economia com recursos de forma linear, democrática, correta, horizontal, e daria imediatamente um folego para a economia no ano de 2012. Isso é uma medida de curto prazo”, afirmou Paulo Skaf durante abertura do Seminário Econômico Fiesp e Lide – “Agenda Brasil, Proposta para o Avanço Acelerado do País”.

Organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o seminário aborda propostas para o aumento da eficiência no setor público, transformação de juros em infraestrutura local, eficiência fiscal e competitiva, socialização da riqueza nacional e do tripé educação, inovação e sustentabilidade como pontos cruciais para o crescimento do Brasil. Cerca de 400 empresários participam dos debates.

Na avaliação do presidente da Fiesp, com a inflação controlada, é possível retomar a prorrogação do prazo para a indústria brasileira recolher os impostos. “Há 30 anos, nós tínhamos até 120 dias para recolher. Então as empresas compravam sua matéria-prima, transformavam, recebiam do cliente e depois pagavam o imposto. Com a alta da inflação, os prazos tanto de para venda de mercadoria quanto para recolhimento dos impostos foram sumindo. Quando a inflação ficou sob controle, o prazo para venda das mercadorias foi prorrogado de novo, mas o prazo para os impostos foi muito pouco prorrogado”, enfatizou Skaf, ao abrir o seminário ao lado do ministro Guido Mantega e do secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Andrea Calabi.

Segundo Skaf, o setor produtivo financia uma defasagem de 49 dias em relação ao pagamento de impostos e o lucro: “Ou seja, as empresas pagam os impostos e, só 49 dias depois, a maioria dos setores recebe de seu cliente. Isso tem de ser corrigido”, reforçou.

Médio prazo

Para o médio prazo, o presidente da Fiesp propôs a adoção por parte do governo de uma agenda mais voltada para superar obstáculos à competitividade da produção brasileira, como os custos com energia, logística e infraestrutura deficientes, inovação tecnológica e educação e formação de mão de obra.

“Educação de qualidade, questões de infraestrutura e logística são coisas que poderão resolver, realmente, o problema. Isso depende de nós. O problema da Grécia, da Espanha, depende deles, mas quanto mais fizermos a nossa parte, mais fortes estaremos para o desenvolvimento do nosso país e mais resistentes estaremos em relação aos outros países”, argumentou Skaf.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a crise atual é tão intensa quanto a de 2008 e afeta mais a indústria. Comentou ainda que sua expectativa de crescimento econômico para o Brasil é de um percentual entre 4% e 5% nos anos de 2013 e 2014.

Paulo Skaf participa de encontro com pais e alunos do Sesi/Senai-SP em Mogi Guaçu

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP, durante reunião com pais alunos e educadores em Mogi Guaçu

Em visita a Mogi Guaçu, nesta sexta-feira (16), o presidente da Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP, Paulo Skaf, participou de uma reunião com pais, alunos e educadores, promovida pelas escolas das entidades no município.

O encontrou contou com a presença mais de 200 pessoas. Skaf disse que todas as sugestões e criticas feitas pelos pais e estudantes são importantes para as melhorias no projeto educacional das instituições da industria: “Eu aprendo muito com todos vocês. Muitas coisas foram corrigidas e melhoradas graças ao apoio dos alunos, professores e pais”.

Segundo ele, os investimentos promovidos pela indústria paulista na área de educação contribuem com a formação integral do ser humano, além de preparar os jovens para o mercado de trabalho.

Também presente à reunião, o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, reforçou que as famílias desempenham papel decisivo no desempenho dos estudantes. E pediu aos pais que incentivem seus filhos na escola. “O que todos nós queremos é que esses jovens tenham sucesso e vençam na vida”, completou.

Rosemeire Andrade Ataíde de Lima, mãe do Jhonatas Roberto, aluno da 8ª série do ensino fundamental, saiu do encontro satisfeita: “Achei muito proveitoso esse bate-papo com Paulo Skaf porque estamos vendo soluções para os nossos problemas com prazos estabelecidos”.

O filho de Rosemeire é especial. Por conta das aulas de natação, desenvolveu sua coordenação motora e melhorou a comunicação com outras pessoas. “O professor de educação física faz um trabalho muito bonito, que favoreceu o desenvolvimento físico do meu filho e, consequentemente, aumentou sua autoestima. Jhonatas era um menino muito tímido. Depois da natação, passou a conversar mais com as pessoas.”

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