Diretor do Derex será moderador de painel sobre os EUA e a China no 35º Encontro Nacional de Comércio Exterior

Agência Indusnet Fiesp 

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, será moderador, nesta quarta-feira (23/11), do painel “Estados Unidos e China: Mercados Especiais, Atenção Prioritária”, do 35º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro.

Para Zanotto, a discussão envolverá as perspectivas de mercados dos Estados Unidos e da China, devendo ser um dos mais importantes do evento. “Estamos em um momento em que vozes protecionistas se levantam, mas o Brasil colocou o comércio exterior na centralidade de sua recuperação econômica”, afirmou. “O comércio global, pela segunda vez desde 2007, está crescendo 1,6%, abaixo dos 2% da economia mundial”, disse.

O painel será composto por Marcos Caramuru, embaixador do Brasil na China, e Sergio Amaral, embaixador do Brasil nos Estados Unidos. “Eles são os dois melhores e mais experientes diplomatas brasileiros”, destacou Zanotto. “Amaral foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no Governo Fernando Henrique Cardoso, além de presidente do Conselho Empresarial Brasil-China”, disse. “Caramuru foi cônsul-geral em Xangai e, durante um período, atuou como empresário. Ele montou uma consultoria que prestava serviços a empresas brasileiras interessadas em operar na China, mora em Xangai há bastante tempo. É competente, conhece a economia chinesa e as dificuldades de empreender naquele país”, afirmou Zanotto.

Carlos Geraldo Langoni, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-presidente do Banco Central, também estará no painel.

Representando a Fiesp, Zanotto também receberá o Prêmio Destaque do Comércio Exterior 2016, na categoria “Apoio à Exportação”, em reconhecimento às empresas e instituições que se destacaram na área em 2015.

O Enaex é promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e será realizado nos dias 23 e 24 de novembro, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro. O tema do evento esse ano será “Exportar para Crescer”. Serão dois dias de workshops, painéis e discussões sobre os principais temas ligados ao comércio exterior brasileiro.

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‘Até uma imobiliária de bairro, com dois sócios, deve ter um programa de compliance’, diz executiva em painel do II Congresso Internacional de Direito Digital da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Uma aula de compliance para as empresas marcou o último painel de debates, na tarde desta quarta-feira (28/09), do II Congresso Internacional de Direito Digital, realizado na sede da Fiesp. A discussão foi mediada pela diretora executiva jurídica da Fiesp, Luciana Freire.

Entenda-se por compliance nada mais do que seguir normas legais e regulamentares para evitar desvios e fraldes.

Participante do painel, a procuradora federal da AGU em São Paulo Lucia Lombardi destacou que, quando se fala que a administração pública precisa entrar numa era de governança digital, é preciso lembrar da importância de adotar uma visão corporativa da gestão do poder público. “Estava aqui na Fiesp quando a minha estagiária me avisou que o nosso servidor havia travado, afetando o andamento de 1.600 processos”, disse. “Ainda temos processos costurados e amarrados, esse é um desafio para nós”.

Christina Montenegro Bezerra, diretora de Ética e Compliance do Grupo Makro, falou sobre a experiência da empresa nesse campo. De origem holandesa e familiar, com capital fechado, a rede de varejo tem, segundo Christina, “valores muito fortes”. “Nos baseamos em integridade, lealdade e confiança”, disse. “Para nós, a ética vem antes de compliance, que é simplesmente cumprir as normas”.

Para ela, ainda falta informação em torno do assunto. “As pessoas ainda não sabem o que é compliance, não entendem que isso passa pelo controle interno, por mecanismos que assegurarem o cumprimento das normas”.

Nesse sentido, ela destacou os três pilares da prática: “Prevenção, detecção e remediação do descumprimento de normas”. “Mas a primeira coisa para que tudo isso funcione é o compromisso da alta gestão. Se ela não quiser que aconteça, não vai dar certo”.

Responsável pelo Departamento de Compliance da Willis Towers Watson, Renata Fonseca Andrade afirmou que “integridade e conformidade nas empresas” são pontos que precisam ser coordenados. “Compliance é formato, ferramenta que encerra alguns valores e condutas”, disse. “Quanto maior é a indústria e mais organizado é o setor, talvez seja mais fácil ter um programa assim. Mas mesmo imobiliária de bairro, com dois sócios, deve ter compliance”.

Nesse sentido, o diretor de Compliance para a América Latina da Samsung, Pyter Stradioto, lembrou que a prática é simplesmente levar em conta a noção de cumprimento. “É apenas uma palavra que significa cumprimento, cumprir a lei na área em que você atua”, explicou.

E esse cuidado independe do porte da empresa. “Quem quer implementar programas de compliance e tem uma pequena e média empresa tem que começar pelo dono do negócio”, afirmou. “Dê o seu recado para os funcionários: o que você tem a dizer sobre ética? Quais são os valores e princípios que você quer que os seus funcionários sigam?”, questionou. “A questão está na sua palavra”.

Para a diretora executiva jurídica da Fiesp, o debate mostrou que “é possível cumprir e fazer cumprir qualquer legislação anticorrupção”.

O painel de debates sobre compliance: prevenção, detecção e remediação do descumprimento de normas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp