Fiesp apoia com ressalvas pacote de medidas do governo para exportações

Agência Indusnet Fiesp 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu de maneira positiva o pacote de medidas dirigido às exportações, anunciado quarta-feira (5), pelo Governo, em Brasília.

Limitadas e setoriais, sem garantir competitividade, mesmo assim as medidas devem estimular as exportações e podem contrabalançar a repentina alta das importações que tem provocado forte redução no saldo comercial brasileiro.

O pacote contemplou várias propostas feitas pela Fiesp ao Governo, numa demonstração inequívoca de que, no Brasil, o independente diálogo entre a iniciativa privada e o poder público não apenas é uma realidade, bem como, gera concretos resultados. Entre os pontos positivos das medidas estão: facilitação ao comércio e, principalmente, a criação do Eximbank, um importante respaldo às exportações do País.

Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp, “no momento econômico que estamos vivendo, num esforço mundial após uma grave crise, estas medidas do Governo representam um estímulo e podem trazer imediatos benefícios ao Brasil. Mas, é claro, sabemos que ainda há gargalos a serem resolvidos: juros altos, carga tributária elevada, logística, burocracia e outros problemas que agravam o preço de nossos produtos e tiram a nossa competitividade”.

A principal preocupação dos exportadores, após o anúncio das medidas, está na pouca efetividade do mecanismo de restituição dos créditos tributários. Para estabelecer mais competitividade ao setor, é preciso garantir a devolução, e o mais rápido possível, dos créditos tributários retidos nos cofres públicos.

Entretanto, para Skaf, “diante dessa iniciativa do Governo cabe ponderar, com lucidez, as diferenças entre o que seria ideal do que é possível. Embora o pacote dirigido às exportações não contemple o todo necessário, ele é consistente e deverá ajudar bastante no equilíbrio da balança comercial. E o que é bom para o Brasil, é bom para nós”.