Retrospectiva 2012 – As principais ações da Fiesp na área de agronegócio

Agência Indusnet Fiesp

No ano de 2012, como forma de contribuição para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu Departamento do Agronegócio (Deagro), apoiou iniciativas, estimulou debates e elaborou estudos.

Outlook Brasil 2022

Outlook Brasil 2022. Foto: Divulgação

Em maio, especialistas da Fiesp, em parceria com o Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), elaboraram as projeções para o agronegócio brasileiro para os 10 anos seguintes. O documento, intitulado Outlook Brasil 2022, analisou 16 produtos agroindustriais – entre eles milho, soja, carnes e fertilizantes – e traçou projeções para o consumo doméstico, produção, exportação, importação, estoques, área plantada e consumo de fertilizantes. Impactos futuros desses segmentos na economia e infraestrutura de transporte do país também foram mensurados.

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Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho. Foto: Helcio Nagamine

O tema ganhou destaque no seminário Segurança Alimentar e Sustentabilidade no Agronegócio, realizado em junho, no Rio de Janeiro, como parte da programação do megaevento Humanidade 2012 – iniciativa da Fiesp e de parceiros para realçar o papel do Brasil no debate mundial sobre sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

O seminário teve a participação do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Jorge Alberto Portanova Mendes Ribeiro Filho, do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Geraldo Coutinho e do presidente da Organização das Cooperativas Brasileira (OCB), Márcio Lopes de Freitas. E discutiu meios para garantir o cumprimento das Metas do Milênio, que prevê a produção de alimentos para sete milhões de habitantes no planeta sem prejudicar o meio ambiente.

Também no Humanidade 2012, a entidade organizou uma reunião entre ministros da Agricultura e autoridades governamentais estrangeiras para debater a experiência brasileira em agricultura tropical.

Na sequência, o Deagro da entidade divulgou um levantamento sobre o peso dos tributos sobre os alimentos no Brasil. Na ocasião, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, enfatizaram a necessidade de se desonerar os alimentos, lembrando que são os pobres os mais atingidos pela carga tributária.

Rally da Pecuária

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André Pessoa, coordenador do rally da pecuária e sócio-diretor da Agroconsult. Foto: Júlia Moraes

A edição 2012 do Rally da Pecuária registrou uma melhoria significativa nas informações coletadas em nove unidades da federação brasileiras. Durante a cerimônia de encerramento, realizado na sede da Fiesp, o diretor da Agroconsult e membro do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da entidade,  André Pessoa, afirmou ter chegado a “conclusões heroicas”, já que a avaliação apontou números mais consistentes.

Apesar de estar sob pressão devido à competição com outras atividades, como a agricultura, Pessoa afirmou que as perspectivas para o setor no Brasil são mais favoráveis, mas há necessidade de investimentos em tecnologia e aumento de produtividade.

China

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Subdiretor-geral do Departamento de Cooperação Internacional da China, Xie Jianmim, quer conhecer as demandas do mercado brasileiro. Foto: Everton Amaro

Em novembro, durante visita ao Brasil, o subdiretor-geral do Departamento de Cooperação Internacional da China, Xie Jianmim, participou de um encontro empresarial promovido pela Fiesp. Acompanhado por uma comitiva de 20 pessoas, entre representantes do governo e de grupos empresariais do setor de agronegócio chinês, Jianmim afirmou que o principal objetivo da vista foi conhecer as demandas do mercado brasileiro e, também, prospectar ações e projetos de cooperação comercial no setor de agronegócio entre os países, contemplando as áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica.

Homenagem

Em outubro, o diretor-titular do Deagro/Fiesp, Benedito da Silva Ferreira, recebeu, no Rio de Janeiro, o prêmio Destaques – A Lavoura, concedido pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). Benedito da Silva Ferreira foi reconhecido na categoria Informação.

Fiesp lança estudo com projeções do agronegócio para 2022

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp 

Pela importância que o agronegócio representa para a economia brasileira e para o mundo, onde cumpre o papel de um dos maiores fornecedores de alimentos, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com o Instituto de Estudos do Comércio e Negóciações Internacionais (Icone), elaborou as projeções para o agronegócio brasileiro na próxima década.

Outlook Brasil 2022 analisou 16 produtos agroindustriais – entre eles milho, soja, carnes e fertilizantes – e traçou projeções para o consumo doméstico, produção, exportação, importação, estoques, área plantada e consumo de fertilizantes. Impactos futuros desses segmentos na economia e infraestrutura de transporte do país também foram mensurados.

“A Fiesp trabalha pelo desenvolvimento do Brasil e, neste sentido, sempre atuou para garantir a integração e o crescimento dos diversos setores da economia”, explica Paulo Skaf, presidente da Fiesp. “Nosso Departamento do Agronegócio nasceu dessa visão e da necessidade de formular e propor políticas que levem em conta a interdependência natural entre a atividade agropecuária e a indústria de insumos e alimentos. Assim, como resultado dessa iniciativa, idealizamos o Outlook que, com certeza, irá contribuir de forma muito positiva para o país, ao antecipar as ações necessárias para promover o crescimento e a geração de empregos e riquezas para o Brasil.”

Essa ação reflete três anos de trabalho do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp e do Icone, em parceria com institutos de pesquisa internacionais, como o Center for Agricultural and Rural Development e o Food and Agricultural Policy Research Institute (Card/Fabri), da Universidade de Iowa/EUA (ISU), com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de outras instituições do setor.


Grãos e carnes

Destaque na balança comercial brasileira, a soja apresentará crescimento de 43% de suas exportações e a produção total atingirá a marca de 96,9 milhões de toneladas, puxada especialmente pelos ganhos de produtividade. Segundo o estudo da Fiesp, a região Centro-Oeste Cerrado consolidará sua posição de principal produtora, com 34% do total.

As projeções para os produtos da cesta básica, como o arroz e o feijão, por exemplo, são conservadoras. Mesmo com um tímido crescimento do consumo per capita, a produção projetada de arroz, que atingirá 14,1 milhões de toneladas em 2022, será insuficiente para atender o mercado interno. O fato resultará em um déficit comercial de 679 mil toneladas em 2022.

Já a produção de feijão deve aumentar 938 mil toneladas para atender a demanda doméstica, o que também será insuficiente para fazer frente ao consumo. Sendo assim, daqui a dez anos, o Brasil continuará sendo importador líquido de feijão, adquirindo no exterior um volume de 114 mil toneladas.

Em contrapartida, as exportações de carne de frango, bovina e suína apresentarão incrementos significativos. O Brasil continuará sendo um grande fornecedor para o mercado mundial, aumentando a sua participação como o maior exportador de carnes de frango e bovina, além de disputar o terceiro lugar em carne suína com o Canadá.

As exportações serão divididas da seguinte maneira: 5,9 milhões de toneladas de carne de frango, 2,7 milhões de toneladas de carne bovina e 700,2 mil toneladas de carne suína – um crescimento para o período projetado de 46%, 87% e 28% respectivamente. Estima-se que, em dez anos, a produção desses três produtos juntos atingirá a marca de 32,9 milhões de toneladas.


Fertilizantes

Para o setor de fertilizantes destaca-se a redução da dependência do Brasil em relação ao mercado internacional. Se atualmente o país importa 71% da sua necessidade de nutrientes (nitrogênio, fósforo e potássio), em 2022 esse percentual cairá para 56%. O fato se deve à ampliação da capacidade de produção da indústria de fertilizantes, que crescerá 54% no período.


Logística

A importância da logística de transporte da produção futura foi alvo de análise. Para isso, o estudo projetou três diferentes cenários, com destaque para aquele que considera a inclusão da hidrovia Teles Pires Tapajós como alternativa ao escoamento da safra de grãos, principalmente no Centro-Oeste Cerrado. Nessas condições, o fluxo total de transportes em ferrovias e rodovias seria reduzido em 4% e o transporte por hidrovias dobraria em 2022 em comparação a 2010.


Impactos socioeconômicos e ambientais

O Outlook Brasil também analisou a dinâmica do uso da terra. Os dados apontaram substancial redução da necessidade de novas áreas para produção agropecuária, consequência dos ganhos de produtividade e da ampliação das lavouras sobre as pastagens, que cederão 5,4 milhões de hectares para a produção de grãos.

Em termos econômicos, o trabalho mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos setores analisados apresentará incremento de 42% na próxima década. Somente os produtos analisados responderão por 19% dos empregos, isto é, mais de 23 milhões de pessoas em atividade.

O Outlook Brasil 2022 ainda realizou projeções para o incremento de renda e computou dados regionais.


Departamento do Agronegócio (Deagro)

O agronegócio brasileiro é considerado um dos mais dinâmicos do mundo e representa, aproximadamente, 22% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Para oferecer maior suporte às indústrias deste setor, a Fiesp criou, em janeiro de 2007, o Departamento do Agronegócio (Deagro).

Formado por divisões que representam os quatro principais elos do agronegócio – Indústrias de Insumos, Agropecuária, Indústria de Alimentos e Comércio Exterior –, o Deagro trabalha alinhado ao conceito de cadeias produtivas para proporcionar o máximo de integração entre as diversas áreas que compõem o setor.

Na Fiesp, o departamento representa trinta sindicatos e mais trinta entidades representativas nacionais e lida, constantemente, com questões como tributação na cadeira de alimentos, política agrícola, facilitação de comércio, sanidade e qualidade de alimentos e legislações ambientais.

Dentre as prioridades do Deagro, está a publicação de estudos estratégicos que ajudem a aumentar a competitividade dos diversos setores do complexo agroindustrial brasileiro, antecipando tendências e oferecendo informações de qualidade. Além deste Outlook Brasil 2022, o departamento já lançou estudos sobre as tendências do consumidor de alimentos, sobre o peso dos tributos nos alimentos no Brasil, entre outros.

As publicações na íntegra e outras informações sobre o departamento podem ser encontradas no site www.fiesp.com.br/agronegocio.