Brasil será inovador quando for capaz de se inserir em mercados sofisticados, diz presidente do Conic

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O que gera valor é a gestão, organização e estratégia, mas não existe uma política pública de fomento à formação de gestores qualificados para cuidar de inovação no Brasil. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (28/06), pelo presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rodrigo Costa da Rocha Loures.

A reunião do Conic: inovar para competir no mercado externo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A reunião do Conic: inovar para ter mais chances de competir no mercado externo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“O Brasil poderá ser considerado um país inovador quando empresas forem de capazes, por exemplo, de passarem em processos de seleção e estarem em incubadoras”, disse Loures. “Os Estados Unidos têm 3 mil incubadoras”, acrescentou.

Em 2011, segundo a Associação Nacional das Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores, o Brasil contava com 384 incubadoras de empresas, entidades que promovem empreendimentos inovadores.

Loures: incubadoras são suporte para as empresas inovarem. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Loures: incubadoras são suporte para as empresas brasileiras inovarem. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Nossos projetos deveriam ser capazes de serem qualificados para se inserir no mercado norte- americano”, disse Loures. “Quando nós, empresários brasileiros, formos de capazes de nos inserir em um mercado sofisticado, poderemos dizer que  estamos no caminho certo”, alertou.

Os membros do Conic se reuniram na sede da Fiesp também para debater as ações de inovação do Senai-SP. Durante o encontro, foram apresentadas pelo gerente de Inovação de Tecnologia do Senai-SP, Oswaldo Lahoz Maia, as principais ações do Plano de Inovação da instituição. Segundo Maia, a iniciativa se baseia em quatro pilares: atendimento às empresas, inovação na educação profissional, prospecção da inovação e gestão de produtos tecnológicos.