Participantes do 1º Congresso Brasileiro de Indústria 4.0 visitam exposição no Senai-SP

Agência Indusnet Fiesp

Participantes do 1º Congresso Brasileiro de Indústria 4.0, realizado por Fiesp, Ciesp, Sesi-SP, Senai-SP e ABDI, visitaram nesta quarta-feira (6 de dezembro) exposição tecnológica na Escola do Senai Armando de Arruda Pereira, em São Caetano do Sul.

Osvaldo Maia, gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, fez no local a palestra A Quarta Revolução industrial, a empresa digital e o futuro do emprego.

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Visita ao Senai-SP por participantes do 1º Congresso Brasileiro de Indústria 4.0. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Indústria 4.0 exige, e Senai-SP forma profissionais capazes de interagir com novas tecnologias e processos de produção

Isabela Barros e Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

É preciso estar atento, forte e, principalmente, preparado. A indústria 4.0, na qual ferramentas digitais integram todas as etapas da produção, permitindo a automação e a integração de modo nunca visto antes, pede trabalhadores flexíveis, qualificados e, principalmente, abertos a novos aprendizados o tempo todo. Num cenário em que os bancos de dados de todas as plantas industriais podem ser acessados a qualquer hora, de qualquer ponto, a formação profissional na área também precisa mudar, se adaptar. Não à toa essa é uma das discussões mais importantes atualmente no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

O assunto foi tema do Workshop “Indústria 4.0”, realizado nesta quinta-feira (23/06), na Escola Senai Armando de Arruda Pereira, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Em palestra sobre “A Indústria 4.0 e o futuro dos empregos”, o gerente de inovação e de tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Maia, destacou que tantas mudanças têm reflexos na mão de obra que a instituição forma e que essa nova “revolução industrial” veio para mudar tudo. “O chão de fábrica vai mudar muito a partir dessa interação proporcionada pela tecnologia”, explicou. “Os profissionais precisam se adaptar”.

E como será essa adaptação? “Os alunos e trabalhadores da área precisarão ser mais críticos, flexíveis, aptos a usar as novas mídias e dispostos a aprender sempre”, disse Maia.

Segundo ele, a estimativa, nesse contexto de mudança, é de que, num prazo de cinco anos, 35% de todo o conhecimento assimilado seja descartável. “Quem faz Engenharia, por exemplo, já se forma tendo que descartar 35% daquilo que aprendeu no início da faculdade”, afirmou.

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Maia durante a palestra sobre a indústria 4.0: "Os profissionais precisam se adaptar". Foto: Divulgação


E tem mais: a estimativa é de que, em todo mundo, entre 2015 e 2020, 7 milhões de vagas de trabalho sejam eliminadas por conta da expansão da indústria 4.0.

Entre os novos conhecimentos que passarão, cada vez mais, a fazer parte do dia a dia das empresas do setor, estão a inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, impressão 3D e biotecnologia.

Aos gestores e responsáveis por recursos humanos na área, Maia recomenda atenção a alguns pontos, como o incentivo ao aprendizado contínuo. “É preciso repensar os sistemas educacionais, integrar conhecimentos antes separados, como os de exatas e humanas, estimular a colaboração entre o público e o privado e a integração entre as indústrias”.

Segundo Maia, “a sobrevivência das empresas depende disso, porque o mundo está mudando, e a forma de fabricar e comercializar produtos também. Somente por meio da educação profissionalizante será possível preparar o futuro profissional para o novo mercado de trabalho.”

As ações do Senai-SP

O que o Senai-SP tem feito no sentido de formar profissionais para a indústria 4.0? Pelo menos três ações: a oferta, a partir de julho, de uma pós-graduação em Internet das Coisas na Escola Senai Mariano Ferraz, na Vila Leopoldina, em São Paulo; a abertura, em 2017, de um Centro de Tecnologia da Ciência da Computação em São Caetano do Sul e a inauguração de uma nova sede para a escola de Mecatrônica da instituição, também em São Caetano do Sul, no segundo semestre de 2016.

“Temos uma base forte em eletrônica e mecatrônica, áreas muito importantes da indústria 4.0”, explicou Maia. “Queremos estar no centro da discussão desse processo de mudança.”

O workshop teve apresentações também a cargo de representantes da Siemens, Lincoln, Festo e TecnoHow, além do diretor do Senai de São Caetano, Osvaldo Luiz Padovan.


Hannover Messe: o Senai-SP e a indústria 4.0

Isabela Barros

Bem vindos à era da indústria 4.0. Ao tempo em que as ferramentas digitais integram todas as etapas da produção nas fábricas, permitindo a automação e a integração dos processos de modo nunca visto antes. Foi com esse mundo novo que três representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) tiveram contato no último mês de abril, quando visitaram a Hannover Messe, considerada a mais importante feira do setor manufatureiro. Realizado em Hannover, na Alemanha, o evento apresentou soluções e produtos os mais variados, apontando tendências para o presente e para o futuro.

“A indústria 4.0 é aquela na qual sistemas inteligentes de manufaturas integram o chão de fábrica e os bancos de dados de todas as plantas industriais, com qualquer informação sendo acessada a qualquer hora, de qualquer ponto”, explica o gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP Osvaldo Maia.

Um dos gerentes da instituição que visitaram a feira, Maia destaca também o monitoramento interno das máquinas feito com sensores, outra tendência apresentada em Hannover. “Assim, é possível saber, de outro país, informações completas a respeito do desempenho de uma máquina específica, inclusive a tempo de prevenir eventuais danos, evitando que o equipamento pare de funcionar”.

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A Hannover Messe: sistemas inteligentes de manufaturas integram o chão de fábrica e os bancos de dados de todas as plantas industriais. Foto: Osvaldo Maia


Para o gerente regional do Senai-SP José Carlos Dalfré, também presente no evento, o aumento da eficácia das linhas de produção está no centro do debate a respeito do futuro da indústria. “O objetivo é reduzir custos e falhas humanas”, explica.

Nesse cenário, a internet está disponível até mesmo nos objetos. “São máquinas que ‘conversam’ com outras máquinas por meio de internet sem fio, por exemplo”, diz Maia.

Novas energias, materiais e tecnologias

Outro ponto de debates na feira, segundo Dalfré, foi o uso de energias renováveis. “A discussão envolve até a possibilidade de armazenamento de energia para uso futuro”, diz. “Tudo pensado para um mundo no qual faltará petróleo um dia”.

Entre essas inovações, materiais diferenciados também ganham espaço. Como o polímero que, capaz de se distender, controla a umidade e a quantidade de raios ultra violeta que entram numa estufa, por exemplo. “O material se estica ou se fecha para permitir a maior entrada de luz, tudo controlado por sensores”, explica Maia.

A chamada super condutividade foi outra novidade apresentada, com peças de aço que se movem flutuando no ar a partir do controle de campos magnéticos. “Isso ainda permite a colocação dessas peças no ponto certo, com toda a precisão”, diz Dalfré.

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O equipamento no qual peças de aço flutuam no ar a partir do controle de campos magnéticos. Foto: Osvaldo Maia


Outra tendência tecnológica importante, o uso das impressoras 3D veio para ficar. E ajuda a indústria a reduzir custos na medida em que não há descarte de materiais no processo de produção. “Cerca de 30% do Boeing 787 já é feito com impressão em 3D”, afirma Maia.

Motor de mudanças

Diante dessas tendências, diz Maia, o Senai-SP tem a missão de ser motor de tantas mudanças. “Queremos que o Senai-SP seja indutor dessas modificações”, diz. “Precisamos estar prontos para preparar mão de obra para essa indústria de vanguarda, levar essas tecnologias para os nossos cursos e para os serviços que prestamos”.

Nesse ponto, a Hannover Messe teve um setor exclusivo para a aprendizagem industrial, discutindo como as empresas, internamente, preparam as suas equipes. “A formação técnica é reconhecida, respeitada na Alemanha, na Europa”, explica Maia.

Com tantas novidades na bagagem de volta ao Brasil, o Senai-SP não terá outro caminho a seguir que não o de ser referência para a manufatura nacional. “Vem muita evolução por aí”, diz Dalfré.

Aberto ao mundo, Senai-SP investe em parcerias com instituições estrangeiras

Isabela Barros

O mundo é o limite na hora de oferecer o melhor. E de trabalhar em sintonia com as tecnologias oferecidas lá fora. Nas salas de aula e laboratórios do Serviço Nacional de Aprendizagem de São Paulo (Senai-SP), a internacionalização do ensino superior é uma prática que se refere, entre outros pontos, a programas de cooperação com universidades no exterior.

“Buscamos internacionalizar os nossos cursos superiores, fechando parcerias com instituições na Europa e na América”, afirma o diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra.

Segundo ele, o objetivo é promover o intercâmbio de alunos e professores, além de receber visitantes de fora e desenvolver, de forma conjunta, projetos de pesquisa. “E isso sempre com o envolvimento das empresas, do setor produtivo”.

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Terra: envolvimento das empresas no fechamento de parcerias com universidades estrangeiras. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Para tanto, profissionais da instituição trabalham com a missão de buscar centros de referência estrangeiros. “Os nossos cursos superiores estão num patamar equivalente aos dos melhores do mundo”, diz o gerente de inovação e tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Maia.

Nesse sentido, teve início, em 2014, uma série de visitas a universidades fora do Brasil. “São contatos com o objetivo de entender como funcionam esses centros acadêmicos, e, possivelmente, fechar parcerias”, explica.

Entre as instituições pesquisadas estão a  Universidade  Fontys, na Holanda, Universidade  Ryerson e Federação das Cégeps (escolas técnicas), no Canadá, Universidade do Texas em Austin, Instituto  Rochester de Tecnologia e Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. “No MIT, por exemplo, temos interesse em projetos para a definição de ecossistemas de inovação”, diz Maia.

Além desse trabalho de prospecção, o Senai-SP é sondado pelos estrangeiros o tempo todo. “Toda semana chega gente aqui para tentar fechar parcerias conosco”, conta.

Passaporte para conferir as novidades

Outra iniciativa internacional importante é o “Programa de Prospecção e Vigilância Tecnológica Internacional”, promovido pela diretoria técnica da instituição para identificar tecnologias emergentes que possivelmente chegarão às indústrias brasileiras nos próximos anos, com reflexos na educação profissional e nos serviços tecnológicos oferecidos.

De acordo com o especialista em educação profissional do Senai-SP, Marco Antonio Chagas, o programa iniciado em 2011 chegará ao final de 2015 com a participação de 254 colaboradores de 32 diferentes áreas, distribuídos em 104 missões pelo mundo.

Os países mais visitados são: Alemanha, Canadá, China, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Reino Unido e Suíça. Com destaque para a Alemanha, sede, entre outras feiras, da Hannover Messe, que ocorrerá no período de 13 a 17 de abril, na cidade de mesmo nome, reunindo novidades em mais de dez setores tecnológicos, como automação industrial, eletroeletrônica e energia, entre outros. Serão encaminhados 3 colaboradores para o evento.

“As feiras internacionais funcionam como uma espécie de radar tecnológico, onde podemos obter informações relevantes para a instituição”, explica Chagas. “É nelas que as empresas fazem os lançamentos dos seus produtos, soluções e tecnologias, tudo devidamente testado, validado e pronto para ser comercializado”.

Ao final de cada viagem são produzidos boletins de difusão tecnológica com os detalhes de tudo o que foi visto. Esses conteúdos são apresentados em workshops para o público interno e para empresários. “Os objetivos do programa compreendem também o fortalecimento das relações do Senai-SP com a indústria, a troca de experiências com instituições de ensino internacionais e a atualização dos colaboradores da rede com o que há de mais atual no exterior”, diz Chagas, orgulhoso por acompanhar de perto os passos de uma instituição cada vez mais atenta ao que acontece no mundo.

Entrevista: gestores falam sobre a participação paulista no Inova Senai 2014

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Dos 50 projetos selecionados para a próxima edição do Inova Senai, competição que premia as melhores criações desenvolvidas em escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de todo o Brasil, um total de 19 tem origem na regional de São Paulo – o Senai-SP.

De acordo com o gerente de Inovação e de Tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Lahoz Maia, o número representa um crescimento de 14% na participação paulista ante 2012. “Podemos afirmar que esse aumento é fruto de maior consciência de professores e alunos para a inovação bem como o desenvolvimento de novos produtos e processos”, analisa Maia.

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Osvaldo Maia (gerente de Inovação e de Tecnologia do Senai-SP) e Renata Ponçano (coordenadora) lideram o Inova Senai na regional em São Paulo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


No Inova Senai, que acontece de 3 a 6 de setembro, como parte da Olimpíada do Conhecimento, em Belo Horizonte, os projetos são apresentados ao público geral e a um grupo de especialistas em prospecção de mercado que avaliam o potencial de se tornarem um produto comercial.  O evento premia as criações mais bem avaliadas.

Os 50 projetos foram selecionados em um universo de 240 ideias analisadas por uma banca que levou em consideração critérios como viabilidade do projeto e inovação. E disputam prêmios, no valor de R$ 2 mil, nas categorias tecnologias industriais (produto e processo), tecnologias educacionais, tecnologias inclusivas e voto popular.

Nessa entrevista, Osvaldo Lahoz Maia e Renata Ponçano, coordenadora do Inova Senai do Departamento Regional de São Paulo (DR-SP), falam sobre a participação do Senai-SP na iniciativa.

Dezenove projetos desenvolvidos pela regional São Paulo foram selecionados para o Inova Senai. Houve um aumento do número de projetos em relação à edição de 2012? Esse aumento é representativo do investimento do Senai-SP no estímulo à prática inovativa em suas escolas? 

Osvaldo Lahoz Maia – Em relação à última edição da etapa Nacional do Inova Senai, ocorrida em 2012,  houve um crescimento de 14% na quantidade de projetos aprovados. Nesta edição, o Departamento Regional de São Paulo (DR-SP) [o Senai-SP] representa 38% do total da exposição, sendo a maior delegação de São Paulo já participante e a maior delegação desta edição no Inova Nacional. Com base nestes dados, com certeza, podemos afirmar que esse aumento é fruto de maior consciência de professores e alunos para a inovação bem como o desenvolvimento de novos produtos e processos.

A qualidade dos projetos melhorou em relação a anos anteriores? E em que aspectos?

Renata Ponçano –  Sim, sensivelmente. Pois houve melhor entendimento das necessidades da indústria e isso se refletiu na melhoria dos projetos e no desenvolvimento de suas tecnologias. A inserção e absorção de conceitos de inovação em toda a cadeia envolvida no desenvolvimento dos projetos proporcionou um aumento qualitativo nos resultados provenientes das ideias dos alunos que, cada vez mais, mostram-se aplicáveis à realidade das corporações.

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Osvaldo Maia e Renata Ponçano: inovação e empreendedorismo fazem parte do esforço do Senai-SP em formar melhores profissionais em nossos cursos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Quantos projetos já tiveram ou estão em vias de pedir registro de patente? 

Renata Ponçano –  Atualmente contamos com 53 pedidos de patentes (invenção e modelo de utilidade) e/ou registros de desenhos industriais de projetos provenientes do Inova Senai. Dos projetos apresentados na edição Estadual de 2013, temos 29 em processo de proteção, dos quais 10 estarão presentes na etapa nacional do Inova Senai deste ano.

Como o Senai-SP tem incentivado, entre alunos e professores, uma mudança de visão na formulação de projetos, de um formato mais acadêmico para uma visão de mercado? 

Osvaldo Lahoz Maia – O Senai-SP tem feito diversas ações de incentivo neste sentido. Uma delas e de maior destaque são os cursos de recesso para docentes nas áreas de propriedade intelectual, projetos, criatividade e inovação que têm contribuído significativamente na melhoria da qualidade dos projetos e no melhor entendimento e direcionamento das tecnologias desenvolvidas às necessidades do mercado. Outra ação, desenvolvida no âmbito no Inova Senai Nacional e proporcionada pelo Departamento Nacional, é a participação de alunos e professores dos projetos classificados para a exposição em cursos de empreendedorismo desenvolvidos por empresas como a Endeavor e customizados para o público do Senai que prepara os envolvidos para a apresentação em um Fórum de Investimentos que ocorre durante o evento e do qual fazem parte grandes empresários.

Um dos objetivos do Senai-SP é preparar esses profissionais para integrar equipes de inovação nas empresas?

Osvaldo Lahoz Maia – Inovação e empreendedorismo fazem parte do nosso esforço em formar melhores profissionais em nossos cursos. Como resultado disso, nossos alunos, futuros profissionais, estão capacitados a compor equipes de Pesquisa e Desenvolvimento e gestão das empresas.

A ideia é que no futuro a indústria origine a demanda por inovação nas escolas do Senai-SP? De que modo?

Renata Ponçano –  Sim, em verdade isso já está acontecendo pois muitas das ideias de alunos e professores são inspiradas em demandas atuais e reais da indústria.

Senai-SP é premiado na França por formação profissional e inovação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) recebeu o prêmio internacional Hermès de l’Innovation 2014  pelo Instituto Europeu de Estratégias Criativas e de Inovação e pelo Clube de Paris de Diretores de Inovação na França.

A entidade foi contemplada na categoria “Melhoria nas Relações entre Pessoas e Trabalho” por seu trabalho de formação profissional. Dos  4 milhões de profissionais capacitados no Brasil em um ano, ao menos 1 milhão foram treinados pelo Senai de São Paulo.

O professor Osvaldo Maia, gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, recebeu o prêmio. Segundo ele, o trabalho do Senai  ficou conhecido entre os franceses por conta de  uma apresentação feita por ele na Casa Brasil-França no ano passado, em São Paulo. “É uma ação importante de reconhecimento do trabalho que as escolas estão fazendo pela inovação”, diz Maia.

A cerimônia de premiação em Paris: trabalho de formação reconhecido. Foto: Divulgação

A cerimônia de premiação em Paris: trabalho de formação reconhecido. Foto: Divulgação


Para ele, o reconhecimento internacional “é muito mais que uma questão de quantidade de matrículas, mas de qualidade de formação profissional que leva em conta aspectos inovadores”.

Há uma semana, o Senai recebeu o prêmio Hermès em um auditório com ao menos 400 especialistas em inovação de importantes grupos e instituições da Europa, dos Estados Unidos e da Ásia.

Em sua quinta edição, o prêmio Hermès destacou iniciativas inovadoras em oito categorias, entre elas a “Melhoria da Condição Humana”, “Melhoria das Relações Humanas”, “Melhoria da Vida na Cidade” e “Melhoria da Relação Sustentável entre Humanos e Natureza”.

A Prefeitura de Curitiba venceu a categoria “Melhoria da Vida na Cidade” por seus projetos de inovação em urbanismo.

Comitê da Bioindústria da Fiesp e Senai-SP assinam protocolo para construção de centro de biotecnologia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil ainda está em tempo de concorrer em condições de igualdade com o resto do mundo no mercado de biotecnologia, afirmou o coordenador do BioBrasil e do  Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Combio) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ruy Baumer.  Com o objetivo de estimular a competitividade do setor, Baumer, o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Walter Vicioni, e outros coordenadores da Fiesp assinaram, nesta quarta-feira (17/07), um protocolo de intenções para a construção do Centro Senai-SP de Biotecnologia.

“O foco principal é atender uma demanda pelo desenvolvimento da biotecnologia no Brasil”, disse Baumer. “No caso do Senai-SP, nosso objetivo é capacitar profissionais para isso. Estamos focando os nossos esforços nos biofármacos e em outros materiais”, explicou.

Reunião do Combio: articulação para o projeto do Centro Senai-SP de Biotecnologia. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Reunião do Combio: articulação para o projeto do Centro Senai-SP de Biotecnologia. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Da parte do Senai-SP, Vicioni garantiu que o projeto não vai “ficar no meio do caminho”, uma vez que a escola tem uma tradição em realizações. “A gente pretende unir o meio de produção com o meio de formação profissional e planejar uma escola juntos”, assinalou.

O protocolo foi assinado por Baumer, Vicioni e também por Eduardo Giacomazzi, coordenador adjunto do Combio e por Eduardo Perrilo, membro do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaúde) da Fiesp, do qual Baumer também é coordenador.

Vicioni: laboratório construído em parceria. Foto: Julia Moraes

Vicioni: formação profissional. Foto: Julia Moraes

“Esse é um momento histórico porque essa plataforma de educação a partir de hoje é uma realidade”, afirmou Giacomazzi.

Próximo passo

Segundo o gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, professor Osvaldo Maia, os próximos passos para viabilizar a construção do centro de biotecnologia serão construir corpos técnicos sob a coordenação do Senai-SP e orientar os comitês da Fiesp relacionados ao assunto.

Os convites para a formação dos corpos técnicos devem ser feitos a partir da próxima semana.

Em uma apresentação para os membros do Comsaúde e do Combio sobre as próximas ações do Senai-SP para atender ao protocolo, Maia acrescentou que será feito também um levantamento da demanda profissional para o setor de biotecnologia, além da elaboração conjunta de um projeto de construção do centro.

“Estamos muitos felizes de nesse momento poder dar essa resposta à bioindústria brasileira. Pretendemos trabalhar na área da saúde, dos fármacos, das biossínteses e dos biopolímeros”, disse Maia.

Na prática, o Senai-SP vai desenvolver projetos  em engenharia de processo, química analítica e automação, desenvolvimento de bioativos e formação de bancos de células, bactérias e enzimas. “Temos hoje algumas escolas com capacidade instalada e existem outras  unidades muito bem equipadas para darem início ao atendimento. O que falta é uma articulação com vocês”, disse Maia aos membros do Comsaúde e do Combio.