Tiros em Osasco: Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso abre espaço para o teatro que encara os problemas

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A cena está aberta ao debate. Aos assuntos que simplesmente não dá para evitar. Com essa temática, estreia, em 18 de agosto, no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista, a peça Tiros em Osasco. O título é uma referência à chacina que deixou 19 mortos e cinco feridos nas cidades de Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, em agosto de 2015.

Escrito por Cássio Pires e dirigido por Yara de Novaes, o espetáculo tem no elenco doze atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP.

“O que está em jogo em Tiros em Osasco é o teatro que enfrenta problemas”, diz Pires. “Não estamos fazendo apenas entretenimento: queremos que o teatro seja essa cena aberta da discussão de um tempo no país”.

Para o dramaturgo, a peça fala de assuntos “que a gente não pode mais evitar”.

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Cena de Tiros em Osasco: assuntos que a sociedade não pode mais evitar. Foto: Leekyung Kim/Divulgação


Na trama, são apresentadas cenas curtas divididas em cinco apartamentos similares onde homens e mulheres de classe média vivem, pensam, opinam, entram em conflito. Um único personagem sai de sua moradia e vai até Osasco, costurando a trama.

A cenografia ajuda a compor esse clima de tensão. “O mais marcante do cenário é a repetição, a reprodução desses espaços pré-fabricados em que a gente vive hoje”, explica o cenógrafo de Tiros em Osasco, André Cortez. “O que só reforça essa sensação de opressão”.

A voz do artista

Nessa linha de debate e reflexão, a diretora do espetáculo, Yara de Novaes, destaca que a violência urbana é um assunto que diz respeito a todos. “Não podemos ver a periferia como algo distante”, afirma.

Impressionada com a dedicação dos atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP, Yara sugere que eles se organizem para “montar uma companhia”. “São todos muito disciplinados e talentosos”, diz.

Para ela, a voz do artista precisa ir além dos palcos, como é o caso daqueles que estão no elenco de Tiros em Osasco. “A voz do artista precisa reverberar além da cena”, afirma. “É preciso ter consciência do que é ser artista”.

Serviço

Tiros em Osasco

Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso

Espaço Mezanino

50 lugares – Entrada Gratuita

Temporada de 18 de agosto a 6 de novembro

De quartas a sábados, às 20h30. Domingos às 19h30.

Os ingressos são distribuídos nos dias do espetáculo, de

acordo com o horário de funcionamento da bilheteria.


Sesi-SP recebe Osasco em jogo que pode definir classificação final da Superliga Feminina

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Faltam apenas dois jogos para o término do turno de classificação da Superliga Feminina e o time feminino de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) sabe que não pode perder nenhum ponto, sob o risco de cair de posição e perder a vantagem de mando de quadra nos playoffs. Atualmente na segunda colocação com 55 pontos, mesmo que perca o clássico de sexta-feira (6/3) contra o Molico Osasco, às 21h30, na Vila Leopoldina, o Sesi-SP não cai para terceiro, mas terá que torcer contra as rivais, que possuem um jogo a menos, para se manter na vice-liderança. Após o duelo de sexta, as meninas da Vila terão apenas mais um jogo, contra o líder Rexona, fora de casa, dia 13/3. O Osasco, por sua vez, terá duas partidas: contra as cariocas e o confronto com São José fechando a fase.

Após o revés de terça-feira (3/3) contra o Praia Clube, uma derrota não passa pela cabeça do Sesi-SP. Para a levantadora Carol Albuquerque, o último jogo em Uberlândia serviu para acordar a equipe em momento crucial da Superliga.

“O resultado atrapalhou, ninguém queria perder, mas serviu como um alerta. Temos que entrar muito mais fortes sexta, contra o Osasco, para tentar os três pontos”, disse Carol, que já prevê como será a partida contra as rivais de São Paulo.

“É uma briga direta contra o Osasco agora. Elas virão com o time completo e a partida será decisiva para ver se mantemos o segundo lugar. Vai ser um jogão, com certeza, muito nervoso, com muita disputa dentro de quadra e a rivalidade toda. Elas estão em momento melhor, ganharam do Praia de três a zero e a gente perdeu, mas temos conjunto e time para brigar de igual”.

Nas últimas cinco partidas, o Sesi-SP levou vantagem sobre o Osasco. E durante a Superliga, as meninas da Vila sempre estiveram acima na tabela. Para Carol, o favorito é o outro time, com mais tradição, investimento e craques em quadra.

“O Sesi-SP não é favorito. Não mesmo. Favoritas são elas, pelo elenco cheio de atletas da seleção, pelo investimento maior feito e pelo histórico. Mas nós temos time e já mostramos que podemos igualar o jogo, e é o que vamos fazer”, finalizou a veterana levantadora de 37 anos.

No primeiro turno da Superliga, o Sesi-SP venceu o Osasco fora de casa pelo placar de três sets a zero. O jogo terá transmissão ao vivo pelo SporTV.

‘Medalha mostra que estou no caminho certo’, diz Aline Silva, da luta olímpica do Sesi-SP

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Dia 10 de setembro ficou marcado na história do esporte brasileiro com a conquista inédita da atleta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) Aline Silva, medalha de prata no Mundial de Luta Olímpica, no Uzbequistão. Foi o melhor resultado do Brasil na modalidade esportiva.

Assim como a conquista inédita, a manhã desta sexta-feira (19/09) também ficará gravada na memória de Aline. Emocionada, a lutadora foi recebida com muita festa pelos alunos do Sesi-SP do Centro de Atividades (CAT) Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, em Osasco, onde treina a equipe de luta olímpica. Ganhou buquês de flores, abraços, beijos e posou para muitas fotos.

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Dia de festa no Sesi-SP de Osasco, com a presença da medalhista mundial, Aline Silva. Foto: Tâmna Waqued

“Maior que a medalha é esse momento de reconhecimento.  Geralmente eu falo muito, mas hoje eu estou sem palavras” disse, chorando de emoção com a calorosa recepção.“Essa medalha mostra que estou no caminho certo, que tenho que me aperfeiçoar e seguir treinando forte”.

Durante a celebração, a atleta relembrou as dificuldades que precisou superar para a conquista inédita no Uzbequistão. “Depois de 2006, tive uma lesão na coluna, problemas financeiros, cheguei a passar fome quando morei em Curitiba, fui diagnosticada com um problema na tireoide”.

Para a atleta, o Sesi-SP foi “essencial” para a conquista inédita. “O Sesi-SP me resgatou, em 2009 e foi fundamental para eu conquistar essa medalha”.

Com a medalha de prata no pescoço, Aline começa a pensar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. “Apesar de buscar uma vaga nas Olímpiadas, penso com cautela. Irei trabalhar campeonato por campeonato até lá”, conta.

Aline ainda ressaltou o papel que o atleta profissional tem na formação de uma nova geração de esportistas. “Todo atleta tem a responsabilidade de ser exemplo para essas crianças. Treinamos aqui e os alunos nos observam e se espalham em nós. É ótimo”.

Senai-SP de Osasco recebe investimento de mais R$ 27 milhões

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Osasco

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Paulo Skaf inaugura novas instalações do Senai de Osasco. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Uma das maiores referências no ensino de metalurgia no país, a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) de Osasco celebrou nesta terça-feira (01/04) um investimento de cerca de R$ 27,4 milhões.

O aporte resultou em uma grande transformação dos ambientes de ensino. Além da reforma geral na escola, passaram por modernização as oficinas de metalurgia, mecânica geral e eletroeletrônica, com melhorias na estrutura e a chegada de novos equipamentos e mobiliário. 

O evento de inauguração das novas instalações teve a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Senai-SP, Paulo Skaf, e do vice-prefeito de Osasco, Valmir Prascidelli.

Também participou da solenidade o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves.

“Essa unidade do Senai-SP tinha um fundição que foi descontinuada no final dos anos 80. Hoje, tem uma oficina de fundição moderníssima. E fomos ainda mais longe, criando a fundição artística, que não existia no Brasil”, afirmou Vicioni.

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Walter Vicioni Gonçalves: “Brasil precisa de bons exemplos”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Em todas as escolas do Senai-SP existe a visão da inovação e da tecnologia. É preciso seguir o exemplo da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, que são instituições que não ficam no falar, mas partem para o fazer. O Brasil precisa de bons exemplos, porque, pelo exemplo, também se educa.”

Em seu pronunciamento, Skaf destacou o papel dos funcionários do Senai-SP. “

Não adiantaria nada a vontade da indústria, do presidente da Fiesp, do Conselho e da diretoria, se não fossem os colaboradores, que fazem com que os sonhos, ideais e objetivos e virem realidade. Seja por meio da discussão dos projetos, da realização das obras, ou do dia a dia do Senai-SP, sempre com dedicação de corpo e alma”, assinalou o diretor regional da instituição.

Como homenagem aos alunos, o presidente da Fiesp e do Senai-SP chamou ao palco os alunos medalhistas na Olimpíada do Conhecimento em 2013. Entre eles, Wellyngton Tadeu Ribeiro Labes – medalha de ouro com maior pontuação.

Durante o evento, Skaf atendeu a uma demanda dos alunos. Eles pediram a cobertura da quadra de esportes, obra que deve começar no segundo semestre. O presidente também anunciou o início da criação de um centro de nanotecnologia, na unidade de Osasco. A previsão é que as atividades comecem no início de 2015.

“Aproveitem as novas instalações, aproveitem a oportunidade de estar no Senai-SP, perguntem, tirem todas as suas dúvidas, porque é assim que se aprende. Só assim vocês vão formar o maior patrimônio que alguém pode ter, que é o conhecimento”, aconselhou Skaf.

“E acreditem no Brasil. Temos que nos orgulhar muito por sermos brasileiros.”

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Na cerimônia, alunos pediram a cobertura da quadra de esportes. Obra deve começar no segundo semestre. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Além do investimento no Senai-SP, a indústria paulista também está investindo mais R$ 65 milhões em Osasco, na obra de uma nova escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), que vai centralizar todas as unidades do município.

Sobre as novas instalações

Para a área de metalurgia do Senai-SP de Osasco, foram adquiridos equipamentos automatizados na oficina de fundição e tecnologias de injeção de metal. Atendendo às demandas do mercado foram criados os laboratórios de nanotecnologia, de prototipagem rápida e de digitalização de imagem 3D.

Além da metalurgia, os novos equipamentos vão ajudar os alunos do Centro Técnico de Fundição Artística – único curso nessa área no Brasil.

Também foi feita a modernização tecnológica dos laboratórios de microscopia, tratamento térmico, química, ensaios mecânicos e tratamento de superfícies. A área de soldagem recebeu equipamentos de automatização e robotização.

Os ambientes pedagógicos da área de mecânica geral receberam máquinas CNC, de eletroerosão a fio e a penetração, laboratórios de medição a CNC, de CAD e CAM, de pneumática e hidráulica e novos tornos convencionais, que atendem às novas normas técnicas.

Essa atualização tecnológica também foi feita no setor de eletroeletrônica, que recebeu máquinas CLPs e novas tecnologias no laboratório de automação predial.

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‘Trabalhar no Sesi-SP é ter a responsabilidade de dar o exemplo’, diz Talmo de Oliveira

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Em 2011, o ex-levantador Talmo de Oliveira assumiu o comando da equipe de vôlei feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), com a missão de formar um time competitivo, mas também ter uma equipe que fosse um exemplo de dedicação, trabalho e superação. Neste domingo (09/02), com a conquista do Campeonato Sul-Americano, o técnico mostrou que esses objetivos estão sendo conquistados.

“Nossa responsabilidade é muito grande, somos exemplo para todos os alunos da rede do Sesi-SP e do Senai-SP”, diz. “Além de trabalhar para conquistar os títulos, trabalhamos para ser exemplo, não só com discurso, mas colocando valores em prática. E fazendo valer o lema da Fiesp: Crescem as pessoas, cresce o Brasil”, afirma Talmo.

Ele destaca o ambiente de trabalho como um diferencial de trabalhar no Sesi-SP. “Desde o meu primeiro dia no Sesi, sempre disse para as jogadoras que a quadra seria a extensão da nossa família e vice-versa. Com um ambiente assim, todos vêm trabalhar com mais amor e alegria.”

Talmo: quadra é extensão da família, em ambiente que estimula a busca por bons resultados. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Talmo: quadra é extensão da família, em ambiente que leva aos bons resultados. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Para o técnico, a conquista do sul-americano é resultado desse trabalho, que começou há três anos. “Esse time vem sendo construído desde o nosso primeiro dia. Tivemos dificuldades e aprendemos com todas as situações. Vitórias e derrotas sempre vão fazer parte da nossa história. Mas a maneira como se ganha ou perde é o grande diferencial.”

A vitória sobre o Molico/Nestlé na final do sul-americano é um bom exemplo do aprendizado com as derrotas. O Sesi-SP perdeu duas finais contra o time de Osasco, mas isso não fez com que as jogadoras entrassem em quadra sem vontade de vencer. Pelo contrário. “As derrotas fazem a gente aprender e, nas partidas com o Osasco, aprendemos a jogar contra uma equipe forte e estruturada. Sabíamos que precisávamos jogar bem”, conta. “Treinamos forte, estudamos muito e não tivemos medo de arriscar. Só pedia para que não perdermos para nós mesmos, para os nossos erros e medos.”

Mesmo com o histórico negativo, com os desfalques do time, o time se superou e não perdeu nenhum set. “Meu objetivo foi preparar as atletas tecnicamente, porque sabia que, se elas estivessem seguras, conseguiriam executar o que fosse preciso”, diz. “Com confiança, elas fizeram o melhor que podiam fazer”, conta o técnico.

Próximos desafios

Depois da dedicação ao campeonato, o time agora volta os treinamentos para a Superliga. “O título nos dá um corpo mais forte, consolida o Sesi-SP como uma força no voleibol e aumenta a nossa responsabilidade”, explica Talmo. “Vamos continuar trabalhando para que a equipe siga crescendo na Superliga, fique entre os melhores e consiga a classificação para os playoffs”.

E a preparação para o Mundial, em maio? “Vai ser um campeonato difícil, com equipes muito fortes do mundo inteiro. Mas a Superliga vai ser a melhor maneira de nos prepararmos. Só depois vou pensar no Mundial. Meu foco agora é no Barueri, nosso próximo adversário.”

Carreira

Como jogador e como técnico, Talmo foi um vitorioso. Entre as conquistas mais importantes, foi medalha de ouro com a seleção brasileira de vôlei na Olimpíada de 1992. Mas, em sua carreira, aprendeu a dar valor a cada acontecimento.

“Cada conquista tem um sabor especial, porque a história nunca se repete. Você pode até ganhar a mesma competição, mas a trajetória é diferente. Até as derrotas têm sua importância e servem como experiência”, afirma. “As vitórias não podem nos deixar tão eufóricos que nos impeçam de reconhecer as nossas limitações e as derrotas não podem nos desanimar a ponto de não valorizarmos as nossas virtudes.”

Com 44 anos, Talmo dedicou mais de duas décadas de sua vida ao voleibol. “Comecei a jogar aos 12 anos, na escola, mas nessa época cheguei a praticar outras modalidades. Só aos 14 passei a me dedicar exclusivamente ao voleibol. Logo mudei de cidade para jogar como profissional e rodei por vários clubes”, lembra o mineiro de Itabira.

“Enquanto era jogador, resolvi fazer faculdade de educação física e me preparar para ser técnico. Cheguei a começar um mestrado, mas parei por causa do trabalho como técnico”, conta.

Além das constantes viagens, Talmo tem treinos diários, em dois períodos. E ainda precisa acompanhar os jogos dos 13 times adversários na Superliga. “Eu e a comissão técnica trabalhamos o tempo inteiro, ligados 24 horas para melhorar cada detalhe e achar as melhores soluções táticas.”

Hoje ele se considera realizado. E garante que vive um dia de cada vez, sem criar grandes expectativas. “Nunca penso muito na frente. O meu sonho hoje é consolidar a situação do Sesi-SP, fazer muito bem feito o meu trabalho. O futuro, eu deixo nas mãos de Deus.”

‘A conquista delas nos orgulha’, diz Serginho sobre o título do vôlei feminino do Sesi-SP

Guilherme Abati e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A vitória da equipe feminina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) no Sul-Americano Feminino de Clubes de Vôlei, neste domingo (09/02), sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16), também motivou o time masculino da modalidade. Orgulhosos das companheiras, os jogadores da instituição elogiam a conquista e desde já desejam boa sorte para as atletas no Campeonato Mundial, na Suíça, em maio.

Entre os meninos, o central Sidão tem um motivo extra para celebrar o resultado: ele é noivo de Dani Lins. “Eu estava tão nervoso por elas que preferi ver o jogo de casa”, disse. “Elas sempre chegavam à final, agora deu tudo certo”.

Para o jogador, a conquista foi merecida. “O time delas está jogando muito bem neste ano. O volume do jogo está muito bom e a cobertura e o ataque, bem trabalhados. Até a vibração delas mudou”, afirmou.

O líbero Serginho foi outro que vibrou com a partida. “O mérito delas é muito grande”, disse. “Elas apresentaram um vôlei de alto nível e deram ao Sesi-SP um título importante, que prova a evolução da equipe”.

Serginho: “O mérito delas é muito grande”. Foto: Sesi-SP Mauá

Serginho: “O mérito delas é muito grande”. Foto: Sesi-SP Mauá

Para ele, além do orgulho, foi um estímulo e tanto para todos os atletas da modalidade na instituição. “A conquista delas nos motiva e nos orgulha”.

As outras que se cuidem

Segundo o ponta Lucarelli, as meninas do vôlei provaram ser “muito qualificadas”, já que tiveram um jogo “tranquilo”. “Elas estão de parabéns”, contou.

Tanto que o caminho está aberto para a obtenção de bons resultados no Campeonato Mundial, na Suíça, em maio. “Elas têm time para isso”, disse. “Quem deve se preocupar são os times de fora”.


 


Jogadoras do Sesi-SP comemoram vitória

Guilherme Abati e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

É hora de comemorar. Entre as jogadoras da equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o dia foi de boas lembranças diante da vitória impecável, neste domingo (09/02) sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16).

Em partida realizada no ginásio José Liberatti, em Osasco, as meninas conquistaram o Sul-Americano Feminino de Clubes de vôlei. Com isso, se preparam para carimbar o passaporte em maio, quando viajam para o Campeonato Mundial, na Suíça.

Para Dani Lins, foi uma disputa de “pura superação”.  “Tentávamos bater o time favorito, com jogadoras de seleção”, disse. Segundo a atleta, para vencer o campeonato, não foi necessário apenas superar a qualidade das adversárias. “A Ju Costa, a Pri Daroit e a Mari Casemiro estavam contundidas, por isso precisamos jogar no limite”, disse.

Dani: disputa foi de “pura superação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Dani: disputa foi de “pura superação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Segundo a levantadora, a vitória é algo a se comemorar muito. “Achávamos que era impossível vencer como vencemos. A união do time e a nossa tranquilidade fizeram a diferença”, disse.

O campeonato, de acordo com a oposto Ivna, foi conquistado depois de um “treinamento pesado”. “Queríamos muito esse título. Treinamos pesado para isso”, afirmou. “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. “Estou muito feliz”, revelou Ivna

Ivna: “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ivna: “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

De acordo com a ponta Suelle, o título do Sul-americano Feminino de Clubes de vôlei é resultado do crescimento do grupo no último mês. “Mostramos a nossa evolução, resgatando o jogo coletivo e nos entregando totalmente”, disse.

Para ela, o título não vai sair da memória tão cedo. “Foi memorável pela forma como jogamos, consegui firmar a minha posição na equipe”.


Para contar aos netos

Suellen: “Aqui todo mundo joga pelo time”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Suellen: “Aqui todo mundo joga pelo time”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A líbero Suellen foi outra jogadora que passou o dia nas nuvens depois da vitória. “Começamos o campeonato pensando nesse jogo, a gente se preparou muito bem”, contou. “Aqui todo mundo joga pelo time”.

Assim, no futuro, quando for falar sobre a conquista do campeonato para os netos, ela já sabe como vai contar essa história. “Vou dizer que nós vencemos um time que todo mundo achava imbatível”, disse. “Apenas fomos lá e fizemos o planejado”.