Portugal apresenta oportunidades de investimentos, na Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro de Portugal. Foto: Helcio Nagamine

A pedido do Consulado de Portugal, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou na tarde desta terça-feira (06/12) encontro entre representantes do governo português e empresários brasileiros de diversos setores.

Com o objetivo de estreitar os laços econômicos entre as duas nações, o seminário “Oportunidades de Investimento em Portugal” abordou temas jurídicos e políticos sobre o processo de investimento de capital estrangeiro no país europeu.

Segundo Carlos Moedas, secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro de Portugal, o Brasil tornou-se o pais do momento e tem muito a ensinar às nações desenvolvidas, principalmente quanto à “resiliência e paciência nos assuntos econômicos”.

Ele declarou: “Estamos a pedir aos nossos amigos que venham investir em Portugal. Queremos muito ver o brilhantismo do empreendedorismo brasileiro gerar frutos no nosso país”.

Reafirmando o discurso feito pelo ministro da Economia de seu país em recente visita à Fiesp, Moedas apresentou algumas mudanças que o governo português implementou na economia para garantir a segurança e facilitar a aplicação de investimentos brasileiros no país.

“Contra a crise econômica, adotamos o orçamento mais rígido desde 1999 e que está baseado na contenção de gastos, fiscalização e boa gestão”, explicou. “Temos também alterações nas leis trabalhistas e a nova lei da concorrência, que permite acesso mais rápido ao processo de investimentos estrangeiros.”

As oportunidades para investidores estão, principalmente, no setor de construção civil e nas estatais, já que o governo português irá privatizar a EDP e a Galp, empresas do setor de energia, além da companhia aérea TAP e da operadora aeroportuária ANA.

Debate sobre investimentos na África reúne mais de 100 empresários na Fiesp

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp (ao centro), abriu o Seminário Brasil-África, realizado na sede da entidade em parceria com o Instituto Lula e a Febraban

Oportunidade foi a palavra de ordem do Seminário Brasil-África, realizado nesta quarta-feira (16) em São Paulo pelo Instituto Lula, em parceria com a Fiesp e a Febraban, com a participação de especialistas, representantes do governo, de universidades, empresários brasileiros e africanos.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, abriu o encontro destacando a importância de se intensificar a cooperação e o relacionamento entre o Brasil e os países da África. “Temos de identificar seis ou sete pontos prioritários e organizar missões daqui para lá e de lá pra cá. É importante focarmos nesses setores selecionados e observarmos aquilo que os africanos priorizam e que também seja do interesse dos brasileiros”.

Rubens Sardenberg, economista-chefe e diretor de Assuntos Econômicos, representou o presidente da Febraban, Murilo Portugal. E lembrou que a atuação dos bancos no exterior estava voltada, até há pouco tempo, exclusivamente para a captação de recursos. “A partir de agora, os bancos começam a procurar novos centros de negócios e oportunidades de internacionalização. Nesse contexto, o continente africano é visto como grande e nova fronteira. Esse movimento já está em desenvolvimento na América Latina e agora começa a olhar para a África.”

Pelo Instituto Lula, Paulo Okamoto leu mensagem enviada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos presentes, por meio da qual pede que o Brasil assuma seu papel de país desenvolvido e contribua de forma decisiva para o desenvolvimento da África. Para ele, é preciso ampliar o consumo naquele continente – bem como na América Latina – com mais produtores e mais produtividade, conhecendo, nos engajando na cultura e atendendo aos anseios locais.

“O Brasil é o país com a segunda maior população negra do mundo. Boa parte da riqueza do país foi construída pelas mãos dos africanos e seus descendentes. Nunca podemos nos esquecer da dívida histórica que temos com os povos da região por conta da iniquidade do escravismo. E, a melhor forma de compensarmos isso é olharmos pra frente e nos empenharmos em conhecer os desafios e as necessidades atuais para podermos nos associar e contribuir na melhoria das condições de vida dessa população.”

BNDES

Após a abertura, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho e os africanos Bobby Pittman (Banco Africano de Desenvolvimento) e Jay Waydoo (Global Alliance for Improved Nutrition) falaram sobre projetos, planos, iniciativas e oportunidades entre Brasil e África.

Coutinho informou que, em 10 anos, o continente terá mais oportunidades a serem aproveitadas do que dificuldades. “Hoje são 55 países, população de aproximadamente um bilhão, e 60% das terras aráveis não aproveitadas do planeta. O PIB da região passa de R$ 1 trilhão e 90 milhões de pessoas já pertencem à classe média local”, disse.

Segundo ele, dados do FMI mostram que a África vem crescendo mais do que qualquer outra região no mundo, a taxas que, até a crise de 2008, passavam de 6,5% na média dos países. Após uma queda nos últimos dois anos, o continente já está novamente crescendo acima de 5% e deverá fechar 2012 com média de 5,8%. “Essa performance não vem dos estímulos comerciais provenientes dos países ricos, mas principalmente dos Brics. Com o Brasil como um dos mais importantes vetores desse crescimento”, afirmou.

O presidente do BNDES citou as áreas nas quais o Brasil poderia ampliar sua atuação na África, como: Agricultura (clima e solo muito similares); Biocombustíveis (Etanol e Biodiesel); Energia Elétrica (Eólica, hídrica); Petróleo e Gás; Mineração e Infraestrutura (urbana e logística).

Coutinho mencionou ainda as oportunidades inexploradas pelo Brasil no continente africano, como: Serviços Bancários, Telecomunicações (móvel), Comércio (varejo e atacado) e Turismo. No setor industrial, o presidente do BNDES citou Alimentos Processados, Têxteis, Cosméticos, Proteínas, Calçados, Medicamentos e Farmoquímicos.

O diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, falou sobre as dificuldades logísticas daquele continente, onde já esteve mais de 70 vezes. Ele propôs a criação de um “hub” em um dos países africanos por onde as mercadorias pudessem entrar e ser distribuídas pelos demais.

Luciano Coutinho anunciou que o BNDES está interessado em financiar projetos na área de integração logística entre Brasil e África.

Convidados africanos

Os dois representantes do continente africano, Jay Waydoo (GAIN) e Bobby Pittman (Banco Africano de Desenvolvimento) deram ênfase ao protagonismo do Brasil no cenário econômico mundial e sua liderança em commodities minerais, agrícolas e energéticas (renováveis, principalmente).

Para Waydoo, a África precisa da ajuda do Brasil para desenvolver esses setores a partir de transferência de tecnologia e conhecimento, além dos modelos de políticas sociais brasileiras que tiraram milhões de pessoas da pobreza nos últimos anos. Ele não esqueceu os esforços que estão em andamento tanto lá quanto aqui para combater a corrupção e dar mais segurança jurídica aos negócios.

“Todos os anos, US$ 160 bilhões são roubados da África com evasão tributária. O combate a esse mal já começou com a Primavera Árabe. Vai haver um Verão Africano e vamos responsabilizar nossos líderes, gostem eles ou não”, observou.

Já Pittman fez uma análise macroeconômica da África e apontou para a evolução da região nos últimos dez anos. “Metade das economias que mais cresceram no mundo na última década estão na África. Isso se deve a três pontos principais: crescimento da atividade econômica; melhoria nas condições de governança (transparência, respeito a contratos, combate à corrupção); e Crise Global (África foi menos atingida pela crise).

Encontro com empresários brasileiros aborda investimentos na África

Agência Indusnet Fiesp

Em parceria com a Fiesp e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Instituto Lula realizará na próxima quarta-feira (16), às 9h, na sede da Fiesp, reunião reservada com empresários brasileiros de diversos setores. O objetivo do encontro é discutir investimentos que tenham como meta o desenvolvimento dos países da África.

O encontro reunirá empresários que já investem ou que tem interesse em fazer negócios no continente africano. Também contará com a participação de representantes de organismos multilaterais, do governo brasileiro e embaixadores de países africanos em Brasília, além de técnicos e acadêmicos.

Para falar sobre o papel do setor privado e o desenvolvimento do Continente Africano, está prevista a participação do vice-presidente para Infraestrutura do Banco Africano de Desenvolvimento, Bobby Pittman, do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e do presidente da organização Global Alliance for Improved Nutrition, Jay Naidoo. A presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não está confirmada.

A Nigéria promove o 17º Nigerian Economic Summit

Agência Indusnet Fiesp

O Diretor Geral do Nigerian Economic Summit (NESG) e ex-Ministro das Comunicações da Nigéria, Frank Newke Jr. convida investidores e empresários brasileiros a participarem do 17° NESG, que será realizado em Abuja, entre os dias 10 e 12 de novembro. O evento contará com a presença do Presidente da Nigéria, Sr. Goodluck Jonathan e da Ministra das Finanças, Sra. Ngozi Okonjo-Iweala, entre outras autoridades.

O 17° Nigerian Economic Summit abordará oportunidades de negócios abertas pelas demandas infraestruturais da Nigéria, particularmente nos setores de energia elétrica, estradas, ferrovias, aviação, tecnologia da informação e, ainda, serviços financeiros, minerais sólidos e agricultura.

A Nigéria é considerada o maior mercado da África, com uma população de 160 milhões de pessoas e 15% do PIB do continente. Segundo o Presidente do Export-Import Bank o país africano está entre os novos países no mundo identificados pelo Banco por possuir as maiores oportunidades para as empresas norte-americanas.

Mais informações sobre o evento, como programação e formulário de registro, estão disponíveis no site www.nigerianeconomicsummit.org.

Há espaço para ampliar exportações brasileiras à ONU, afirma ministro Rubens Gama Filho

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Ministro Rubens Gama Filho, do MRE: "Há muito espaço para crescer – na prestação de serviços de toda ordem, venda de bens, alimentos e equipamentos"

O Sistema da Organização das Nações Unidas (ONU) importou de diversos países do globo cerca de 14 bilhões de dólares entre serviços e bens no ano de 2010. A cifra sugere que a organização não oferece apenas soluções políticas ao redor do mundo, mas oportunidades para negócios envolvendo também empresários brasileiros.

Embora o valor importado pela ONU no último ano seja estimulante, a participação do Brasil neste mercado ainda é tímida. Em 2010, o País exportou 227 milhões de dólares para o sistema ONU. Os produtos mais vendidos pelo Brasil foram vacinas, alimentos, equipamentos médicos, de informática e telecomunicações e inseticidas. Os principais serviços prestados por empresários brasileiros foram transferências de fundos, serviços de viagem e sociais.

“Há muito espaço para crescer: na prestação de serviços de toda ordem, venda de bens, alimentos e equipamentos. As Nações Unidas compram muitos equipamentos”, afirmou nesta quarta-feira (28) o ministro Rubens Gama Filho, diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Ministério das Relações Exteriores, durante o seminário “Como vender para a ONU”.

Organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São (Fiesp) e pelo Ministério das Relações Exteriores, o seminário é uma iniciativa do Programa de Promoção das Exportações para o Sistema Nações Unidas (PPE-ONU), conduzido pelo Itamaraty, em cooperação com o Serviço de Compras das Nações Unidas.

O PPE-ONU foi concebido pelo Itamaraty em 2004 e os objetivos do programa são: aumentar as exportações brasileiras ao sistema; informar sobre as regras e princípios adotados pelas agências da ONU no momento da compra; orientar empresas brasileiras no processo de registro e cadastro para participação do mercado.

Natasha Fernandez, representante de compras governamentais: "Quanto mais empresas participarem, melhor para nós"

Gama Filho ressaltou ainda um outro forte interesse do Itamaraty em relação às exportações para a ONU: a participação política do Brasil no organismo por meio dos negócios. “Não é só exportação, mas estamos muitos interessados em saber que temos mais de mil empresas brasileiras cadastradas e com voz neste sistema. Isso nos dá peso político”, completou o ministro.

Como vender para ONU

As Nações Unidas possuem a Divisão de Licitação para regular as ofertas e os negócios alcançados com fornecedores de diversos países. Segundo o ministro Gama Filho, como parte do processo de aquisições, e por uma questão de princípios, a ONU busca evitar que as compras se concentrem demais nos países mais competitivos, dando oportunidade de suas licitações aos países em desenvolvimento. “As nossas empresas não podem ficar fora desse sistema, é uma boa oportunidade comercial, mas politicamente também”, reforçou.

Para participar do processo de licitação na ONU é necessário registrar a empresa no site do orgão. A representante de compras governamentais Natasha Fernandez explicou que, por se tratar de um organismo com grande variedade de agências, e necessidades, o registro da empresa é obrigatório e importante para definir à qual das 37 agências se aplica determinada oferta de bens ou serviços.

“Por terem propósitos diferentes, elas compram mercadorias diferentes, é fundamental que você faça sua lição de casa, o registro”, afirmou Natasha durante o seminário. Em 2009, a ONU importou 6,3 milhões de dólares em serviços e 7,4 milhões em bens, somando 13,7 bilhões de dólares em um ano.

Concorrência

Natasha Fernandez acrescentou que a expectativa da Divisão de Licitações da ONU é que um número cada vez maior participe dos processos de licitação. “Quanto mais empresas participarem, melhor para nós. Não queremos o melhor, nem o mais barato. Queremos a melhor combinação entre preço e qualidade”, concluiu.

Empresários da Flórida buscarão novas oportunidades de negócios no Brasil em outubro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Schoueri, diretor da Cser/Fiesp: "A força da Fiesp é construída por todos os nossos setores"

Uma delegação com mais de 60 empresários da Flórida vai visitar a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no final de outubro com o objetivo de fechar novos negócios no Brasil, confirmou nesta terça-feira (28) o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) durante evento com novas empresas associadas a sindicatos representados pela entidade.

No encontro Expo Florida, realizado pela Fiesp, Enterprise Florida e pelo US Commercial Service, empresas do estado norte-americano apresentarão produtos, tecnologias e serviços aos empresários brasileiros.

Novas associadas

Durante café da manhã nesta terça-feira, a Fiesp apresentou os serviços da federação para as novas empresas que se associaram aos 17 sindicatos presentes no encontro com mais de 150 convidados.

“É importante vocês participarem da vida do sindicato. A força da Fiesp é construída por todos os nossos setores e a casa não é apenas de empresas grandes”, afirmou o diretor-titular da Central de Serviços (Cser) da Fiesp, Paulo Schoueri.

Israel Vieira, gerente da Têxtil J. Serrano, fábrica de tecidos de Vargem Grande Paulista, classificou o encontro como “excelente, principalmente pelo ponto de vista prático, pois reúne pessoas que necessitam de um serviço e mostra o que a Fiesp oferece a essas empresas. Essa aproximação é extremamente positiva.”

A Têxtil J. Serrano se associou ao Sindicato da Indústria de Especialidades Têxteis do Estado de São Paulo (Sietex) há mais de dois anos, completou Vieira.

Reino Unido busca novos investimentos no Brasil

Agência Indusnet Fiesp

Em visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Richard Ottaway, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Parlamento Britânico (Foreing Affairs Commitee – FAC) e sua comitiva analisaram as oportunidades de negócio entre as indústrias brasileiras e britânicas.

João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp, enfatizou o crescimento da demanda dos setores de infraestrutura e da construção civil, com destaque para o pré-sal e as obras para Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, como boa oportunidade de negócios para os empresários britânicos.

Ottaway informou que o governo britânico busca o investimento das indústrias brasileiras em seu país, especialmente para o setor de defesa.

Após o encontro, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp ficou de elaborar um relatório com os principais pontos da discussão, a ser enviado para o governo do Reino Unido.

Dinamarca quer ampliar negócios e investimentos no Brasil

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/ dir.: Svend Roed Nielsen, embaixador da Dinamarca no Brasil, Newton de Mello, diretor do Derex/Fiesp, e Lene Espersen, ministra das Relações Exteriores da Dinamarca, durante encontro empresarial na Fiesp

 

 

Energias limpas, tecnologias sustentáveis aplicadas aos setores alimentícios e da construção civil e oportunidades de negócios são os focos do Encontro Empresarial Brasil-Dinamarca, que se realiza ao longo desta quarta-feira (dia 30), na sede da Fiesp.

A ministra das Relações Exteriores da Dinamarca, Lene Espersen, na abertura do evento, ressaltou que tanto Brasil como Dinamarca estão em franco crescimento econômico, apoiados na economia sustentável. Por esse motivo, têm muito a aprender um com o outro e podem compartilhar suas experiência no desenvolvimento em tecnologias amigas do meio ambiente. “O mundo já descobriu, o que para a Dinamarca não é nenhum segredo, que soluções sustentáveis são um bom negócio”, afirmou.

Espersen apresentou dados que comprovam que soluções sustentáveis acompanharam o crescimento econômico do seu país. Graças às soluções tecnológicas para armazenamento e tratamento dos resíduos, o país conseguiu saltar, desde a década de 1980, de 10% para 90% no tratamento e reúso da água. Na década de 1990, reduziu seu índice de poluição em 40%. Quanto ao impacto ao aquecimento global, também diminuiu suas emissões de CO2 em 40%, e mais da metade do seu consumo enérgico provém de energia renovável.

Parceria público-privada

A chanceler relembrou que isso foi possível devido à parceria público-privada, com legislações que acompanham e orientam o desenvolvimento do país para uma economia verde. Para a ministra, o que acontece hoje no mundo exige soluções globais: “Acreditar que os governos conseguirão resolver sozinhos essas questões, sem o apoio do poder econômico das empresas, é no mínimo ingênuo”.

Espersen finalizou suas palavras expressando seu otimismo na relação entre Brasil e Dinamarca, uma cooperação já evidente na presença de empresas dinamarquesas em solo brasileiro.

O diretor-adjunto do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, Paulo Dallari, admitiu que o Brasil ainda tem problemas em preservação ambiental e que as empresas nacionais têm consciência disso. Porém, observou que o País está se movimentando para resolver esses problemas e quer aprender com a Dinamarca nesse tema.

O evento contou com a presença de Svend Roed Nielsen, embaixador da Dinamarca no Brasil, Newton de Mello, diretor do Departamento de Comércio Exterior e Relações Internacionais da Fiesp, e de representantes de 17 empresas dinamarquesas que participarão das rodadas de negócios no período da tarde.

Na parte da manhã, especialistas brasileiros e dinamarqueses apresentaram, em três painéis, estudos sobre tecnologia de alimentos, green building e inovações e oportunidades de negócios na geração de energia limpa.

Fiesp avança no debate sobre integração produtiva Brasil-Uruguai

Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Ministro Antonio Patriota, na Fiesp

Os governos e o setor privado de Brasil e Uruguai deram um importante passo para avançar na agenda de integração produtiva dos dois países. A complementação industrial em setores potenciais e o fortalecimento político e comercial do Mercosul como bloco econômico foram as principais discussões do fórum realizado na Fiesp nesta segunda-feira (14), em São Paulo.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, anunciou que a presidenta Dilma Rousseff cumprirá agenda política no Uruguai no dia 16 de maio. O fórum promovido na Fiesp servirá de base para a pauta do encontro. Para o chanceler brasileiro, este é o pontapé inicial das relações entre os vizinhos sul-americanos.

“A presidenta Dilma procurará recolher muitas das propostas debatidas aqui. Os principais desafios estão nas áreas de infraestrutura, energia e industrial. O Uruguai não aspira à indústria automotiva, por exemplo, mas pode ser um importante fornecedor de partes e peças”, afirmou o chanceler Patriota.

O seminário “Brasil-Uruguai – Oportunidades de Integração Produtiva e de Comércio Bilateral” segue na parte da tarde, com 175 reuniões de negócios programadas entre empresários de ambos os países.

Oportunidades

Os presidentes Paulo Skaf (Fiesp/Ciesp) e José Mujica (do Uruguai) durante encontro na sede da federação

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, classificou o encontro como um divisor de águas nas relações empresariais entre Brasil e Uruguai. “Com a corrente de comércio equilibrada e investimentos recíprocos, temos uma agenda rica. Inclusive para fortalecer nossas produções para terceiros mercados”, frisou.

O encontro contou com a presença dos ministros de Relações Exteriores, de Economia e Finanças e de Indústria, Energia e Minas do Uruguai, e do presidente da República, José Mujica. O líder incitou brasileiros e uruguaios a pensarem e agirem como região, acima das fronteiras nacionais, que estão “cada vez mais permeáveis”.

“Aqui está o núcleo mais forte da economia da América Latina. Com seu peso, o Brasil deve cumprir o papel de reunir aliados, multiplicar nossos talentos, defender nossa cultura, buscar pontos-chave comuns. É muito o que temos a fazer pela nossa região. Pertencemos à mesma matriz neste continente”, saudou o chefe de Estado uruguaio, que foi condecorado com a Ordem do Mérito Industrial São Paulo.

Parceria

Em entrevista coletiva, o dirigente Paulo Skaf antecipou que o objetivo é realizar fóruns permanentes com lideranças políticas e empresariais dos dois países para manter uma agenda dinâmica, e buscar facilidades para aumentar a pauta e o fluxo comercial entre Brasil e Uruguai.

“Não há fórmula mágica, teremos de arregaçar as mangas”, sintetizou Skaf, que acenou também com a possibilidade de uma parceria com o Senai-SP para formação profissional da mão de obra uruguaia.

Comércio bilateral

O Brasil é o principal parceiro comercial do Uruguai – detém 19% das importações uruguaias, mas vem perdendo espaço para a China, que saltou de 10,7% em 2007 para 14% em 2010. A corrente de comércio entre os países atingiu US$ 3,1 bilhões, um crescimento médio de 18,2% ao ano desde 2005. Superavitário para o Brasil até 2009, o saldo comercial no último ano foi favorável ao país vizinho em US$ 43 milhões.

Os principais itens da pauta exportadora brasileira são os manufaturados, como automóveis – 20,1% do total vendido; máquinas e materiais elétricos (11,1%) e máquinas e instrumentos mecânicos (8,4%). Do lado das importações, os principais produtos consumidos do Uruguai são cereais (30%), plástico e suas obras (10,3%) e produtos da indústria de moagem (9,6%).

Brasil será convidado de honra na Batimat 2011 em Paris

Claudinei Florêncio, Agência Indusnet Fiesp

José Carlos de Oliveira Lima (3° à esq.), durante reunião na Embaixada do Brasil em Paris

O vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da entidade, José Carlos de Oliveira Lima, esteve em reunião na Embaixada do Brasil em Paris, na última sexta-feira (21).

Participaram do encontro a chefe do Setor de Promoção Comercial (Secom), Bertha Gadelha, e a nova diretora da Divisão da Construção Reed Expositions, Stéphanie Auxenfants, para apresentar e definir o plano de ação brasileiro do Projeto Batimat 2011, que será realizado em novembro, na França.

No encontro, definiu-se uma parceria entre a Fiesp, por meio do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), e o Secom, para coordenar a participação dos empresários brasileiros que desejam buscar novas tecnologias, parcerias, fusões e joint-ventures.

Como ação imediata, já está em andamento o planejamento da realização conjunta de um Seminário Internacional, que ocorrerá no período da Batimat 2011, em Paris, com a participação do setor público e privado, para tratar das oportunidades de negócios entre os dois países.

Investimentos no Brasil

De olho nos grandes eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos, Oliveira Lima ressaltou que o País tem se projetado mundialmente como uma das nações com maior estabilidade econômica, financeira e política, para receber investimentos internacionais.

“Na edição de 2009, a Fiesp liderou um grupo de 100 empresários, com extensa programação de atividades durante o período da feira, o que permitiu um avanço de conhecimento para todos eles”, explicou.

Como o Brasil será o convidado de honra, há planos para uma grande área brasileira no evento. “Queremos contar com a

Da esq. p/ dir.: José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Consic e Stéphanie Auxenfants, diretora da Divisão da Construção Reed Expositions

Fiesp para viabilizar esse grande acontecimento”, disse a nova diretora, reforçando o apoio da Embaixada Brasileira na elaboração e execução do projeto.

Neste ano, a feira contará com mais de 2.000 expositores para receber os 400 mil visitantes esperados. De acordo com Stéphanie Auxenfants, a previsão de brasileiros deverá ultrapassar facilmente o número de 2009, que foi de 1,3 mil visitantes.

“Estamos muito otimistas. A exemplo do que foi realizado em 2009, queremos ampliar os negócios entre os dois países, e este evento é uma grande oportunidade para viabilizar esses negócios”, afirmou Auxenfants.