Fiesp está à disposição do Comitê Organizador do Rio-2016, diz Paulo Skaf a Nuzman

Flavia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Carlos Arthur Nuzman e Paulo Skaf durante encontro na Fiesp

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 representam uma excelente oportunidade para o Brasil apresentar ao mundo sua cultura, desenvolvimento tecnológico e os projetos na área de inovação. A opinião é do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ao receber nesta terça-feira (26/06), na sede da federação, a visita de Carlos Arthur Nuzman, presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Nuzman esteve na Fiesp para um encontro com empresários. O presidente do comitê organizador apresentou oportunidade de negócios e possibilidades de patrocínio durante a preparação para o evento, agendado para o segundo semestre de 2016.

Em sua participação no encontro, Skaf disse que o Brasil se tornará uma vitrine para o mundo durante os Jogos. “A Fiesp está à disposição para ajudar o presidente Nuzman em tudo que for possível durante a organização deste importante evento”, afirmou Skaf.

Skaf propôs ao comitê a realização de uma nova reunião em setembro, também na Fiesp, com representantes das indústrias paulistas. O objetivo é o de discutir oportunidades de negócios e a venda de cotas de patrocínio para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

“Independentemente dos interesses comerciais do setor produtivo, a Fiesp tem uma responsabilidade com o Brasil. E a organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos não pode ser encarada apenas como um problema do comitê olímpico, mas como um interesse de todos os brasileiros”, explicou o presidente da Fiesp.

Veja o vídeo sobre a visita de Nuzman à Fiesp:

Rio-2016 deve gerar 90 mil postos de trabalho, diz Nuzman em evento na Fiesp

Flavia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Em visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (26/06), o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman apresentou aos representantes do setor produtivo paulista oportunidade de negócios nos setores de suprimento e patrocínio, durante a organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro.

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Carlos Arthur Nuzman, pres. do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016

Segundo Nuzman, são esperados cerca de 11 mil atletas de 205 países durante os Jogos Olímpicos de 2016, além de milhares de profissionais da imprensa, turistas e torcedores. A expectativa dos organizadores é que o evento proporcione uma receita de US$ 11 bilhões para economia nacional, além da geração de 90 mil postos de trabalho.

Ainda de acordo com o presidente do comitê olímpico, o evento esportivo contará com um orçamento estimado em R$ 3 bilhões, que serão investidos em obras de infraestrutura, mobilidade urbana e projetos na área de segurança, o que possibilitará novas oportunidades de negócios para os setores da construção civil, logística, tecnologia da informação, serviços e petróleo e gás.

“Os Jogos Olímpicos são do Brasil. E com a união e o esforço de todos os setores, vamos mostrar ao mundo que somos capazes de organizar o maior evento esportivo do planeta. Para nós é uma honra muito grande ter o apoio e a participação da Fiesp neste projeto”, avaliou Nuzman.

Saiba mais sobre o processo de licitações de obras e serviços para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro no site http://www.rio2016.org/bens-e-servicos/bens-e-servicos

Veja o vídeo sobre a visita de Nuzman à Fiesp:

Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016 apresenta oportunidades de negócios na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebe, na próxima terça-feira (26/06) às 10h, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman.

Na pauta, a apresentação do Projeto Rio 2016 e as oportunidades de negócios e patrocínio dos jogos para as indústrias paulistas.Para a reunião foram convidados cerca de 40 empresários dos setores de limpeza, alimentos, vestuário, construção, entre outros.

O objetivo do evento é explicar como as empresas devem fazer para se associarem como patrocinadores ou fornecedores de produtos e serviços para os jogos. Dessa forma, o Comitê espera adquirir R$ 3 bilhões, nos próximos quatro anos.

Aruba pode oferecer ao Brasil acesso a grandes mercados, diz primeiro-ministro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto, recebeu nesta terça-feira (6), na sede da entidade, o primeiro-ministro de Aruba, Michiel Godfried Eman, para identificar oportunidades de negócios entre a ilha e o empresariado brasileiro.

As autoridades de Aruba e o vice-presidente da Fiesp, acompanhando do diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, Roberto Giannetti da Fonseca, assinaram um memorando de entendimento entre a Federação e a Associação de Comércio e Indústria da ilha (ATIA). Ao final, declarou Ometto: “Agora esse acordo tem de ser operacionalizado”.

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O premiê Eman (ao centro) recebe a Medalha da Ordem do Mérito Industrial São Paulo das mãos de Ometto (à esq.) e do diretor-secretário da Fiesp, Nicolau Jacob Neto (à dir.)

Entre as possibilidades, o premiê Eman destacou a ilha caribenha como uma vitrine estratégica para as potencialidades comerciais brasileiras. “Aruba pode funcionar, especialmente, como um centro de distribuição de bens e serviços do Brasil”, afirmou.

As autoridades de Aruba e o vice-presidente da Fiesp, acompanhando do diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, Roberto Giannetti da Fonseca, assinaram um memorando de entendimento entre a Federação e a Associação de Comércio e Indústria da ilha (ATIA). Ao final, declarou Ometto: “Agora esse acordo tem de ser operacionalizado”.

O primeiro-ministro de Aruba também foi homenageado com a entrega da Medalha da Ordem do Mérito Industrial São Paulo.

“São Paulo é nossa prioridade”, diz embaixador da Tunísia no Brasil

Katya Manyra, Agência Indusnet Fiesp

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Embaixador da Tunísia no Brasil, Mohamed Mestiri. Foto: Everton Amaro

Após ter dado início a uma onda de revoltas populares que ficaram conhecidas como “Primavera Árabe” e estabelecer, nesta terça-feira (13), um novo governo central, a Tunísia se prepara para diversificar e intensificar sua produção industrial. A afirmação é do embaixador da Tunísia no Brasil, Mohamed Mestiri.

Em reunião com representantes da Fiesp, Mestiri elogiou o know how da entidade em estimular o crescimento e defender os interesses da indústria. “Comparado ao Brasil, nosso país é muito pequeno. Nossa indústria é majoritariamente básica e só agora sua importância está crescendo”, explicou. “Devemos variar nossa produção e, para isso, precisamos da ajuda de vocês.”

Para o diretor geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, a expertise da Fiesp na formação de mão de obra técnica – através do sistema Sesi/Senai – é uma das formas de colaboração para o desenvolvimento da indústria tunisiana. “A Tunísia precisa de profissionais técnicos, operacionais e não engenheiros.”

“O grande problema do país é que as universidades não estão conectadas à realidade e, por conta disso, os jovens têm o diploma, mas não possuem emprego”, completou Mestiri, lembrando que a revolução em seu país se deu, principalmente, pelo alto índice de desemprego entre os jovens. “Nossa revolução foi pacífica e motivada pela falta de emprego e não pelo islamismo como muitos pensam”, esclareceu.

Aproximação com SP e outros estados

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Antonio Bessa (diretor do Derex) e Elias Haddad (vice-presidente da Fiesp). Foto: Everton Amaro

O embaixador vê São Paulo como prioridade para desenvolver os laços econômicos e comerciais no Brasil, ele acredita que a aproximação com o estado é capaz de facilitar o relacionamento com as demais unidades federativas.

Também presente na reunião, o vice-presidente da Fiesp, Elias Haddad, lembrou que o volume de negócios entre as duas nações é muito baixo e, por isso a aproximação com o governo de lá é uma grande oportunidade para o crescimento da agenda bilateral. “Nós temos o intuito de promover investimentos e relações econômicas entre os países, mas não podemos agir sozinhos”, expôs.

Em resposta, o embaixador prometeu que os brasileiros serão sempre bem-vindos e que certamente o novo governo apoiará e incentivará as missões empresariais promovidas em parceira com a Fiesp.

Baviera considera Brasil promissor para novos negócios

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

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Katja Hessel, secretária-adjunta de Economia, Infraestrutura, Transporte e Tecnologia do estado da Baviera

O mundo está de olho no Brasil. Áreas como tecnologia, infraestrutura, meio ambiente e energias renováveis despertam o interesse em estados como a Baviera, o maior da Alemanha, conhecido pelo seu desempenho econômico.

“O Brasil é a sexta maior economia do mundo e demonstrou isto de forma muito competente. Em breve será uma das maiores potências mundiais”, disse Martin Langewellpott, representante do estado da Baviera no Brasil, durante encontro realizado nesta nesta quinta-feira (10), na Fiesp.

Langewellpott integra a delegação, formada por 43 pessoas e chefiada por Katja Hessel, secretária-adjunta de Economia, Infraestrutura, Transporte e Tecnologia do estado da Baviera, que veio ao país com o objetivo de ampliar as relações comerciais e políticas já existentes entre Brasil e Alemanha.

Parceria com a Fiesp

Durante o encontro, Katja fez uma apresentação das empresas bávaras que participaram com suas expertises da Copa da África do Sul e querem oferecer serviços para o Mundial de 2014. “Agradeço a parceria com a Fiesp e pretendo voltar em abril do próximo ano para auxiliar as empresas a entrar no mercado brasileiro”.

Thomaz Zanotto, direto-titular-adjunto do Derex, ressaltou que esta delegação tem como particularidade empresas de alta tecnologia de diferentes setores, que vão desde máquinas e equipamentos até aquelas que fornecem elementos para estádios visando a Copa do Mundo de 2014. “Temos a oportunidade de mostrar aos alemães qual é a atual situação da economia brasileira e o enorme potencial que existe no pais em diferentes setores, que vão além da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos”.

Presidente da Fiesp firma acordo com Universidade Sorbonne de Paris

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Jean-Claude Colliard, Paulo Skaf e José Carlos Oliveira Lima, durante assinatura da carta de intenções entre Fiesp e Sorbonne, em Paris

Foi assinada nesta terça-feira (08/11) carta de intenções entre a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), representada pelo presidente Paulo Skaf, e a Universidade Paris 1 Panthéon – Sorbonne, em Paris, na França.

A cerimônia faz parte da missão empresarial Fiesp/Batimat 2011, formada por 130 dirigentes de entidades de classe (sindicatos e associações), para participar da maior feira mundial do setor da construção civil, que acontece entre 7 e 12 de novembro, na capital francesa.

A parceria entre a Fiesp e a Sorbonne tem como objetivo viabilizar a atuação conjunta na realização de estudos, apoio técnico e promoção de cursos. E, ainda, a troca de informações e divulgação de resultados alcançados referentes à cadeia produtiva.

Paulo Skaf ressaltou a importância da Universidade, instituição de excelência e qualidade, que contribui para a formação das pessoas através do ensino. “Não há desenvolvimento sem educação. O conhecimento adquirido garante pleno sucesso e independência”, disse o presidente da Fiesp, que pretende ampliar o espaço da indústria brasileira na feira, em 2012.

Skaf convidou o reitor da Universidade, Jean-Claude Colliard, a visitar o Brasil e conhecer as instalações das escolas do Senai SP e as universidades focadas em tecnologias.

Colliard reforçou a importância do acordo entre as duas instituições: “Hoje há forte cooperação entre a academia e a iniciativa privada. Existe fronteira comum de interesses mútuos para a união entre o Brasil e a França, representados pela nossa instituição e a Fiesp”

Oportunidades de Negócios

Ao longo do dia, a Fiesp promoveu rodada de negócios para apresentar aos empresários estrangeiros as oportunidades existentes no Brasil. Foram 45 encontros que contaram com a presença de dez empresas brasileiras e 13 internacionais.

Para Flórida, Brasil é o país mais importante do mundo

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) deu início nesta terça-feira (25), à Expo Flórida 2011. Promovida em parceria com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, a feira conta com 55 estandes de diversos setores, entre eles, produtos, serviços e tecnologia, e reúne mais de 200 empresários americanos. O objetivo é fomentar o ingresso de empresas brasileiras no estado norte-americano, além de expandir o volume de negócios entre o Brasil e a Flórida.

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Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebe o governador da Flórida, Rick Scott

“A meta dessa viagem é ajudar a melhorar os relacionamentos para que as empresas do Brasil e da Flórida façam melhores negócios”, afirmou o governador da Flórida, Rick Scott, na abertura do evento. “Não há nenhum país do mundo tão importante para a Flórida como o Brasil,” afirmou em encontro com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Para Gray Swoop, secretário de Comércio do Governo da Flórida e presidente do Enterprise Florida “a relação do estado com o Brasil é muito importante e deve ser usada como modelo para todos os Estados Unidos”.

Em termos de negócios, o Brasil tem para a Flórida a mesma importância comercial que a China tem para os Estados Unidos. Em 2010, o volume de importações e exportações atingiu a marca de US$ 16 bilhões, para este ano estima-se um aumento de US$ 4 bilhões neste montante.

Os principais produtos exportados para o mercado brasileiro são equipamentos para aviação, computadores e material para escritório, equipamento médico e de telecomunicações, além de circuitos eletrônicos. Em contrapartida, o estado norte-americano importa do Brasil aeronaves, óleo, celulose, café e sucos de frutas.

Cenário acolhedor

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Gray Swoop, secretário de Comércio do Governo da Flórida

Para Scott, entre os fatores que motivariam o empresariado brasileiro a investir na Flórida está a economia da região que, se fosse um país, teria o 20º maior PIB do mundo. “Nossa economia é de US$ 700 bilhões por ano, o que representa um quarto da economia brasileira. Somos o terceiro maior setor de tecnologia e o segundo maior centro de finanças dos Estados Unidos”, enumerou o governador.

A qualidade em infraestrutura logística também é um ponto atrativo para os investidores. A Flórida possui 14 portos de águas profundas e onze aeroportos com serviços internacionais, o que a torna um dos maiores pontos de partida e chegada dos Estados Unidos. Além disso, o governo promove auxílio às empresas interessadas em se estabelecer no estado.

“A Entreprise Florida tem programas para ajudar as empresas a lidar com exportações, para preparar redes com clientes em potencial e ainda lidar com todos os regulamentos do governo do estado”, explicou Scott. “A minha função [como governador] é fazer com que seja mais fácil realizar negócios com o governo.”

Para investidores, a Flórida também é interessante por ser uma porta de entrada para o mercado norte-americano.

Serviço
Expo Flórida 2011
Data/horário: 25 e 26 de outubro, das 14h às 20h
Local: Espaço Fiesp – Av: Paulista, 1313, Capital

Fiesp recebe delegação da Câmara de Comércio Brasil-Nigéria

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Emmanuel Ibru (ao centro) e Chuks Nwana (1º à dir.) destacam oportunidades de negócios com a Nigéria

A Fiesp recebeu na manhã desta segunda-feira (22) visita da delegação nigeriana, comandada pelo presidente da Câmara de Comércio Brasil-Nigéria, Emmanuel Ibru. Também participaram representantes do governo e entidades nigerianas.

O encontro teve como objetivo estreitar o relacionamento comercial e aumentar a rede de contatos entre os dois países, bem como criar um canal de informações para divulgar oportunidades de negócios.

“Queremos incrementar as negociações entre os dois continentes”, afirmou Ibru. “As empresas brasileiras podem, e devem, ver a Nigéria como uma oportunidade de negócios viável.”

Nesse sentido, foram formuladas novas leis para facilitar os investimentos estrangeiros, além de programas de isenção de impostos e facilidades na obtenção do green card, explicou o advogado e membro da Câmara de Comércio Brasil-Nigéria, Chuks Nwana. “O Brasil é muito bem-vindo para fazer negócios em nosso país.”

Colaborações

Na avaliação do diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Comerciais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Newton de Mello, o Brasil e, especificamente, a Fiesp podem colaborar muito com o aprimoramento de alguns setores produtivos da Nigéria.

“Esse encontro abre possibilidades de desenvolver nossas colaborações em diversas áreas, principalmente no que diz respeito a agricultura, etanol e escolas técnicas, como o Sesi e o Senai”, concluiu.

Fiesp lança missão empresarial para a África do Sul e Moçambique

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Yusuf Omar, Newton de Melo, Jacob Moatshe e Rodrigo Iglesias, em reunião na Fiesp

“Precisamos olhar um pouco para os lados, e não somente para o norte como os brasileiros tem feito”. A frase de Newton de Melo, diretor-titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, revela que o continente africano tem muito a oferecer ao Brasil. Para ele, a visão de afinidades com a África do Sul, ao contrário dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), contempla a cultura e a localização geográfica, fatores que aproximam os dois países.

Também estiveram presentes ao lançamento Yusuf Omar, cônsul geral da República da África do Sul em São Paulo, e Jacob Moatshe, cônsul comercial da África do Sul em São Paulo.

Convidado a elaborar um trabalho para auxiliar a definição de setores, organização e estrutura, Rodrigo Iglesias, da Unidade de Inteligência Comercial e Competitiva da Apex-Brasil, apresentou um resumo com informações relacionadas ao mercado sul-africano e moçambicano.

Segundo o representante da Apex, as perspectivas de negócios para o Brasil nestes dois mercados são promissoras, visto que o potencial econômico, principalmente da África do Sul, é muito grande. “A economia do País, em relação a outras nações desenvolvidas, recuperou-se da crise financeira mundial com muito mais rapidez”, afirmou Iglesias.

Indicadores

Moçambique importou em 2010 cerca de US$ 4 bilhões, o que representa uma participação de 1,1% de todo o continente africano, e há perspectiva de alta de 18% até 2014. Um dinamismo intermediário em relação aos países africanos, mas enérgico perante o mundo. Já a África do Sul, que importou cerca de US$ 82 bilhões no mesmo ano, representa expressivos 20% do total das importações.

Além dos números apresentados, Rodrigo Iglesias detalhou destaques e tendências para o próximo quadriênio em Moçambique e os grupos de produtos com maior potencial de negócios. Destacam-se carnes de aves, amendoim e sementes oleaginosas (exceto soja), alimentos para animais, móveis, máquinas e equipamentos, motores geradores e transformadores, tratores, artigos de couro e chassis para automóveis.

Brasil e China podem ser convergentes nos negócios

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Diversos representantes brasileiros e uma delegação de aproximadamente 60 empresários da China se reuniram nesta sexta-feira (13), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a fim de detectar as oportunidades que o País oferece em termos de investimentos e negócios.

Lideradas por Liu Zuo Zhang, diretor geral da China Investiment and Promotion Agency (Cipa), organismo de promoção comercial vinculado ao Ministério do Comércio, essas empresas representam o capital público e também o privado de 9 províncias, nas áreas automobilística, de energia, infraestrutura, bancos, tecnologia, agrobusiness, infraestrutura, petróleo e gás.

Segundo Zhang, hoje há 50 mil empresas estrangeiras em solo chinês, que têm importante papel na exportação, respondendo por 28% do total da balança. “A política de investimento fora da China faz parte da nossa política de desenvolvimento amigável, com foco na parceria ganha-ganha”, explicou.

Economias em destaque

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Da esq. para dir.: Os presidentes da CNI, Robson Braga de Andrade, e da Fiesp, Paulo Skaf, e o diretor geral da Cipa, Liu Zuo Zhang, durante evento na sede da federação



Paulo Skaf, presidente da Fiesp, lembrou que o desenvolvimento arrojado da China é respeitável, mas o relacionamento entre os dois países deverá ser norteado pelo peso do equilíbrio. Nesse cenário, enfatizou o fato de o Brasil não querer vender apenas commodities (minérios e soja), mas também manufaturas.

Skaf sinalizou um dos pontos de atenção nessa relação: a sobrevalorização do real e a desvalorização da moeda chinesa, o yuan: “O Brasil precisa saber com clareza o que é bom para si. Há regras que disciplinam os investimentos na China, e o mesmo deve ocorrer aqui”.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, frisou: “Em 2010, entraram US$ 78 bilhões de investimentos diretos no Brasil, colocando-nos como uma das principais nações receptoras dentro das economias emergentes”.

Essa avaliação tem o apoio da liderança nacional. “Ao governo brasileiro interessa a intensificação das relações comerciais entre os países, esses dois grandes atores globais, que registraram crescimento acima da média”, enfatizou Maurício Borges, presidente da Apex-Brasil.

Cenário de oportunidades

O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Paulo Godoy, detalhou as melhores oportunidades investimentos. “Há deficiências especialmente na infraestrutura brasileira, que merece atenção a fim de recuperar atrasos”, disse.

Godoy apontou duas especificidades que devem ser calibradas nessas relações: como trabalhar com o câmbio flutuante brasileiro e a excessiva valorização do real que dificulta as exportações. E mostrou as portas das oportunidades no País que se abrem via Trem de Alta Velocidade (TAV), os quinhentos possíveis investimentos para a Copa, em 2014 (segundo estudo da Abidib), os empreendimentos necessários para a realização das Olimpíadas, em 2016, no Rio de Janeiro, além das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) II.

O embaixador Rubens Antonio Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, pediu que essa relação comercial entre os dois países seja mais duradoura e não somente ocasional. Ele aconselhou a busca de parcerias locais com empresas que conheçam a cultura brasileira.

China

O país é o maior parceiro comercial do Brasil, desde abril de 2009, quando passou à frente dos Estados Unidos. O comércio bilateral saiu do patamar de US$ 2,3 bilhões, em 2000, ultrapassando os US$ 56,3 bilhões, no ano passado. Houve, portanto, crescimento de quase 2.500% ao longo de dez anos. segundo a CNI.

No balanço geral de exportações brasileiras, a China representa 15,2%. Tanto em 2009 como em 2010 (registro de US$ 5,1 bilhões), houve superávit movido especialmente pela venda de commodities e combustíveis ao parceiro comercial.

Este evento na Fiesp é uma consequência da missão recente à China da presidente Dilma Rousseff e de aproximadamente 300 empresários. O encontro, promovido pela CNI, terá desdobramentos em Brasília, na próxima segunda-feira (16).

Presidente da Fiesp defende relação recíproca com os Estados Unidos

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp

Durante encontro nesta segunda-feira (21) com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Gary Locke, e o presidente do Eximbank norte-americano, Fred Hochberg, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, voltou a defender uma relação recíproca do comércio bilateral entre os dois países.

Uma das preocupações da Fiesp são os subsídios distorcidos que a Casa Branca concede aos seus agricultores. Para Paulo Skaf, essa assistência ao setor agrícola prejudica a competitividade internacional – especialmente com o Brasil, por ser um dos maiores produtores agrícolas do mundo.

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Gary Locke, secretário de Comércio dos Estados Unidos

Gary Locke ressaltou que assuntos como esse só poderão ser resolvidos em negociações multilaterais de comércio, no caso a Rodada Doha, paralisada desde 2008, por falta de consenso entre Brasil, Estados Unidos e Índia.

Skaf argumentou que novas propostas para Doha não podem anular os avanços conquistados, especialmente nos temas agrícola e industrial. “Os Estados Unidos reconhecem que precisam flexibilizar mais sua abertura agrícola. No entanto, espero que as negociações sejam retomadas com base no texto de 2008, sem nenhuma surpresa”, disse o presidente da Fiesp.

Financiamento

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Fred Hochberg, presidente do Eximbank

Pouco antes do encontro com Gary Locke, Paulo Skaf conversou com o presidente do Eximbank – equivalente ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) –, Fred Hochberg, que anunciou financiamento de US$ 1 bilhão para empresas brasileiras envolvidas em projetos da Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Este dinheiro deverá ser utilizado para a compra de produtos dos Estados Unidos ou serviços de empresas norte-americanas. Além deste valor, o Eximbank vai emprestar US$ 2 bilhões para que a Petrobras contrate empresas ou compre produtos norte-americanos. Um empréstimo de US$ 300 milhões à companhia aérea Gol também já foi aprovado.

O presidente do Eximbank disse que o Brasil está entre os nove países que o banco considera prioritários para receber investimentos. Na lista, além do País, aparecem a China, Índia, México, Turquia, Indonésia, Colômbia, África do Sul e Nigéria. “Esperamos que esses financiamentos façam com que as empresas brasileiras alcancem um nível mais elevado na relação bilateral”, disse Hochberg, que também se reuniu com empresários dos dois países.

Índia quer ampliar acordo tarifário com o Mercosul

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

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Jyotiraditya Scindia, ministro da Ind. e Comércio da Índia. Foto: Pedro Ferrarezzi

O ministro da Indústria e Comércio da Índia, Jyotiraditya Scindia, afirmou nesta quinta-feira (2) que estuda, junto ao governo dos países do Mercosul, uma ampliação no acordo sobre redução de tarifas comerciais entre seu país e o bloco do Cone Sul.

O ministro ambiciona uma nova lista com produtos que ficaram de fora das negociações por serem considerados sensíveis.

“A ideia é aumentar a lista de preferências tarifárias […] Esperamos que até o final do ano avancemos nas negociações”, disse o ministro durante o Encontro Empresarial Brasil-Índia, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O primeiro Acordo de Preferências Tarifárias (APTF) foi negociado em 2005 e firmado somente em 2009. O acordo beneficia a importação e exportação de 452 produtos com redução ou isenção tarifária.

Alguns produtos, basicamente do setor agrícola, que ficaram de fora das negociações, como o açúcar, poderão entrar na nova lista. Em contrapartida, o Brasil também deverá abrir mais seu mercado aos indianos.

Scindia não afirmou, mas deu sinais de que as novas conversas, marcadas para o mês de novembro, serão tendenciosas a um acordo de livre comércio. Desde a criação do Mercosul, em 1991, o bloco só expandiu sua parceira de livre comércio com Israel.

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Roberto Giannetti, diretor do Derex da Fiesp. Foto: Pedro Ferrarezzi

O ministro indiano declarou que está empenhado para tirar o acordo do papel. Segundo ele, o governo indiano abriu mão de parcerias estratégicas com países desenvolvidos, particularmente os da Europa e Estados Unidos, e direcionou o foco na América Latina, especialmente no Brasil.

“Atualmente, após a crise financeira internacional, o fluxo comercial mais competitivo ficou concentrado nos países em desenvolvimento”, pontuou Scindia.

Para o ministro, a ampliação do acordo tarifário é estratégico para aumentar as trocas comerciais entre a Índia e os países membros do Mercosul.

Segundo ele, com o acordo em vigor, o fluxo comercial entre seu país e o bloco poderá alcançar US$ 30 bilhões, até 2030.

O diretor do Departamento de Relações Comerciais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, ressaltou que a entidade industrial é uma entusiasta a um acordo de livre comércio e explicou que o Brasil pode se tornar um grande parceiro dos indianos no fornecimento de comida e energia.