Atividade seguradora se mantém firme frente à crise

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Antônio Penteado Mendonça

Em meio às incertezas que os impactos da crise financeira internacional trouxeram aos setores da economia brasileira, a atividade seguradora dá sinais que não foi atingida. Melhor que isso: apresentou um faturamento de R$ 65 bilhões em 2008, conforme informou nesta quinta-feira (23) o advogado Antônio Penteado Mendonça, durante reunião do Conselho de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp, presidido por Ruy Altenfelder.

O valor representa 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Na Europa, este índice chega a 7%. Dos R$ 65 bilhões, cerca de 60% é destinado para o pagamento de sinistros, sendo que 25% são indenizações decorrentes de fraudes.

Mendonça explica que o problema do setor está nas classes C, D e E, que, segundo ele, desconhecem os procedimentos da contratação de uma apólice de seguro.

“Se uma moradia de classe média (sem seguro contra fogo) é atingida por um incêndio, a perda é muito grande em relação ao patrimônio familiar, mas não é o fim do mundo, já que haverá condições materiais para suportar os custos de um aluguel, ainda que comprometendo ou adiando outras despesas”, argumentou.

O especialista ressaltou, no entanto, que o mesmo não acontece com microempresários de baixa renda. “No caso de um incêndio, por exemplo, as vítimas perdem tudo e não têm a mais remota condição de repor o que perderam, seja pela destruição da moradia, seja pela perda de um pequeno estabelecimento comercial”.