Consic defende aprovação da reforma da Previdência por novos governantes

Agência Indusnet Fiesp

Representantes da cadeia produtiva da construção voltaram a defender a urgência da aprovação da reforma da Previdência durante reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) nesta terça-feira (12/06). “Estamos vivendo um período institucional muito difícil, com erros do governo passado. Qualquer candidato que for eleito terá de fazer a reforma da Previdência para colaborar com a recuperação econômica, que deve acontecer antes de 2023”, avalia Antônio Carlos Teixeira Álvares, diretor titular adjunto do Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da Fiesp.

“Vamos continuar lutando, apresentando propostas para o governo. A construção ainda está sem um planejamento”, disse o presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima.

Segundo Manuel Carlos de Lima Rossitto, vice-presidente do Consic, a retomada da economia tem que passar pelo setor da construção. Estamos estruturando propostas do setor para apresentar aos candidatos à Presidência da República e ao governo do Estado de São Paulo. Queremos uma agenda de propostas de mudanças institucionais para aumentar a competitividade da cadeia produtiva da construção, além da responsabilidade com os investimentos.”

Por fim, José Carlos de Oliveira Lima, no encerramento do evento, apontou que é preciso propor propostas para sair da crise e manter o crescimento econômico.

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Reunião de 12 de junho do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Desenvolvimento da mobilidade urbana depende da estruturação de bons projetos

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Em sua primeira reunião deste ano, o Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) trouxe nesta sexta-feira (8 de maio) como tema a necessidade do desenvolvimento da mobilidade urbana e a estruturação de bons projetos nessa frente. Para Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp e vice-presidente do Consic, “é preciso engajar os governos para estratégias de desenvolvimento do país, para a retomada econômica”.

Presente também no evento, o deputado Itamar Borges, coordenador da Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC), aproveitou o gancho e destacou a relevância da parceria com a Fiesp para levar temas como esse adiante perante o governo, na busca de ações efetivas. “Temos o privilégio de trabalhar com o Deconcic e o Consic. Temos que trabalhar na mudança da lei de licitações. Nossa missão não é apenas legislar, mas fazer essa interlocução com o Executivo. Essa pauta precisa ser levada para presidente e governador. Para isso, é fundamental cobrar compromisso de quem vai assumir os novos postos.”

O presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima, lembrou da criação de importantes programas dentro da Fiesp que foram tocados por governos. “Criamos dentro do Deconcic programas como o Minha Casa Minha Vida (MCMV) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)”, disse.

Inácio Bento de Morais Junior, secretário nacional de mobilidade urbana do Ministério das Cidades, expôs sobre a necessidade de debater junto ao setor da construção a política nacional de mobilidade urbana. “Não resta dúvida que o transporte coletivo é um importante meio de desenvolvimento”, disse.

Segundo Bento de Morais, houve a prorrogação para apresentação dos planos de mobilidade urbana pelos municípios. “O prazo inicial era 2015, prorrogado agora para 2019 diante do baixíssimo índice de municípios a fazer suas apresentações de projetos. Sem plano de mobilidade urbana, os municípios ficariam sem direito aos recursos da União. Para isso, a secretaria está disponibilizando até o próximo mês um site para que municípios passem a desenvolver esses planos”, explicou.

Os principais investimentos feitos pela secretaria de mobilidade urbana são feitos no setor de transporte público coletivo, motorizado e individual. “Mas o individual sempre recebeu prioridade. Porém modais como o ferroviário não podem deixar de ser prioridade ”, observou.

As desapropriações são apontadas por Bento de Morais como obstáculos que travam os projetos e seu desenvolvimento. “Cada município pode apresentar mais de um projeto, de acordo com sua necessidade na cidade. Os financiamentos podem ser usados para pavimentação de vias, mobilidade urbana, iluminação, sinalização de vias, abrigou ou estações, acessibilidade, como pequenas pontes e passarelas, calçadas adequadas ao pedestre”, explicou, lembrando que os municípios ainda têm deficiência na equipe técnica, com dificuldade de manter profissionais qualificados, o que trava os projetos.

“As principais dificuldades são falta de planejamento, demora nas desapropriações, dificuldade na obtenção da licença ambiental, judicialização, estruturação do projeto de forma inadequada, sem considerar a operação do empreendimento”, complementou.

Vicente Abate, diretor do Deconcic, lembrou da revitalização pela qual passaram os trens do metrô. “Os trens do metrô têm 40 anos e todos foram revitalizados. Esse processo de sucesso poderia ser replicado nas cidades, como nos metrôs de Brasília e Rio de Janeiro”, disse.

Newton Cavalieri, diretor titular adjunto do Deconcic, também chamou atenção para a necessidade de bons projetos. “O que a gente enxerga é a necessidade de fomentar a estruturação de projetos de melhor qualidade. O processo dos programas de concessão de rodovias do país hoje está profissionalizado, mas os primórdios foram feitos por empresas construtoras. Uma sugestão é fomentar esse desenvolvimento de reestruturação desses projetos. A solução de mobilidade urbana para essas cidades de médio e pequeno porte através dessas empresas. Nosso sindicato da construção pesada está de portas abertas para ouvir sugestões, como essas empresas poderiam atuar no sentido de privilegiar investimentos nessas cidades”, disse.

Claudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), falou sobre o projeto de calçadas que está em andamento nas cidades de Marília e Araçatuba. “É um programa interessante de reformulação de todas as calçadas que está sendo feito e que pode ser facilmente replicado para outros municípios. Os projetos estão todos disponíveis na internet. As entidades poderiam funcionar em apoio, mostrar como os modelos funcionam e são fáceis de ser replicados”, observou.

Diante desse tema, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, diretor titular do Deconcic, propôs o encaminhamento do projeto de calçadas, com um convênio entre Fiesp, Ciesp, Caixa Econômica, secretaria de mobilidade para acelerar essa ação.

Por fim, Ulisses Castro, da Itaca Advisory, falou sobre a estruturação dos projetos. “As concessões e as parcerias público privadas são a principal alavanca para investimento em infraestrutura e inserção de novos players nesse mercado. É preciso estudos com maior capacitação técnica e qualidade”, disse.

No encerramento, Andre Dabus, diretor de infraestrutura e power & utilities – Marsh, lembrou que gestão de riscos, seguro e garantias são fatores que devem ser considerados na estrutura.

“Não existe solução milagrosa, mas somatória de valores que podem contribuir”, disse.

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Reunião do Consic, que teve entre seus temas a mobilidade urbana. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Consic dispara discussão sobre Código de Defesa do Investidor

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

“Estamos caminhando para o Código de Defesa do Investidor”, disse nesta terça-feira (14 de novembro) José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic), após consultar os demais conselheiros sobre a proposta feita pelo coordenador do grupo de trabalho Competitividade na Indústria da Construção, Manuel Rossitto, de disparar um processo de consulta sobre o tema.

O debate ocorreu durante a última reunião deste ano do Consic. Oliveira Lima anunciou que vai pedir a Paulo Skaf, presidente da Fiesp, a recondução de todo o corpo de conselheiros para 2018.

A ideia de Rossitto para o pontapé inicial do Código é submeter o tema a diversas instâncias internas da Fiesp que tenham ligação com isso, à Câmara de Conciliação, Mediação de Arbitragem Ciesp/Fiesp e a entidades externas, como a Frente Parlamentar da Indústria da Construção. O embaixador Adhemar Bahadian, coordenador das Atividades dos Conselhos Superiores Temáticos da Fiesp, disse considerar a iniciativa importantíssima e com impacto. Sugeriu o envio do tema ao Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos da Fiesp (Conjur).

Isso permitiria iniciar em 2018 o trabalho de estruturação do Código. Rossitto explicou que saiu do conteúdo das apresentações dos 10 palestrantes convidados pelo grupo de trabalho de Competitividade ao longo do ano a percepção sobre a necessidade de criar o Código de Defesa do Investidor.

Problemas como a judicialização, as elevadas taxas de juros e a alta carga tributária foram pontos constantes apontados por palestrantes e debatedores como desafios para a competitividade no Brasil nas palestras, lembrou Rossitto, defendendo que o Código busque regras claras, transparentes e duradouras. No grupo de trabalho, disse, é preciso falar mais sobre logística e sua relação com a indústria da construção. Estruturação de projetos é outro assunto que precisa ser discutido no grupo, em sua análise, para atacar pontos que dificultam o investimento.

Oliveira Lima consultou os participantes, e ficou decidido o encaminhamento da proposta de Rossitto para o início da discussão do Código.

Segurança

Na reunião, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, vice-presidente do Consic e diretor titular do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic), anunciou a publicação no Diário Oficial da portaria 643, do Ministério das Cidades, resultado de convênio assinado no ConstruBusiness sobre uso de geração de energia fotovoltaica nas unidades do Minha Casa Minha Vida.

Rossitto comentou o anúncio feito por Auricchio, destacando que isso é um avanço em sustentabilidade. O consumidor vira um parceiro na geração de energia, e recebe por isso, explicou. “O custo da casa não aumenta.” Agora, disse, há um trabalho importante a fazer no desenvolvimento da indústria nacional para suprir a demanda.

Auricchio destacou também o lançamento feito pelo Deconcic em 30 de outubro do Guia da Edificação Segura. “Vale a pena consultá-lo. Está muito completo.” Ele relatou também que o está sob análise pelo Deconcic o programa Avançar, do Governo Federal, com R$ 130 bilhões disponíveis para 2017 e 2018. Outro tema avaliado pelo departamento é o Marco Regulatório da Mineração. Há preocupação com o aumento de custo esperado para o setor e com a instabilidade jurídica, mas ele deve ser implantado. Entre as atividades do Deconcic, avançaram as negociações com secretarias do Estado de São Paulo visando ao destravamento de investimentos no setor.

Auricchio anunciou que em 30 de novembro será lançado o estudo Pavimento de Vias no Brasil, iniciado por Manuel Rossitto e continuado por Newton Cavalieri. É uma análise da cadeia produtiva de pavimento, que propõe soluções para seus problemas.

Sustentabilidade

O conselheiro do Consic José Joaquim do Amaral Ferreira, diretor de Certificação da Fundação Vanzolini, fez apresentação sobre Sustentabilidade na Construção Civil, seus Desafios e Oportunidades. Sustentabilidade é palavra muito pronunciada, mas pouco compreendida, afirmou, com diferentes interpretações e um tratamento superficial que confundem seu significado.

Muda muito rapidamente o conceito de sustentabilidade. “O que vale hoje é o potencial para incorporar novas tecnologias e caminhar para a frente”, disse. Há oportunidades para ganhar dinheiro com a sustentabilidade. Fazer questionamentos pode gerar economia. Deu como exemplo as formas para concreto: é mais barato alugar de aço que descartar as feitas com madeira comprada para uma obra específica, método tradicionalmente usado.

Todas as fases de uma obra podem incorporar soluções sustentáveis, frisou. Grandes resultados podem ser obtidos na gestão da obra. Materiais passam a ser muito importantes.

“Precisamos cutucar nossos engenheiros, fazer nossos alunos pensarem.”

Não é verdade, afirmou, que seja mais caro construir com sustentabilidade. Só se não for bem pensado ou se a solução não for a mais adequada. Uma obra sustentável exige mais dedicação na gestão, mas se paga com o tempo.

No futuro quem não for sustentável estará fora do mercado. Não será diferencial de venda. Hoje as empresas brasileiras perdem a oportunidade porque não informam corretamente seus clientes. Explicou que as certificações estabelecem padrões e quebram a barreira da baixa credibilidade.

Usou como exemplo o hotel Transamérica de Holambra, que exigiu intenso uso dos conceitos de sustentabilidade para convencer em audiência pública a comunidade local a mudar o zoneamento municipal e aprovar o projeto. Tem a certificação do Processo Aqua. “Muitas vezes se viabiliza um projeto mostrando com transparência o que está sendo feito.”

O presidente do Consic, Oliveira Lima, cuja empresa é responsável pela obra em Holambra, disse que a certificação Aqua foi difícil, e o trabalho de convencimento, que levou seis meses, resultou em aprovação por unanimidade.

Ferreira destacou que o mercado exige ainda mais transparência da construção civil. As características importantes de um produto têm que ser decididas junto com a sociedade, defendeu.

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Reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp em 14 de novembro. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Rodovias

Olavo Amorim Silveira Neto, diretor da Conter, empresa fundada em 1956 e responsável por importantes obras por todo o Brasil, fez apresentação sobre infraestrutura, na série Desafios e oportunidades para destravar o investimento da cadeia construtiva da construção pesada.

Usando dados da Abdib, explicou que o investimento em infraestrutura recuou ao nível de 2004. Foi de 1,7% do PIB em 2016, enquanto somente para compensar a depreciação seria preciso ter 3% investidos. E o nível ideal seria de 5% do PIB.

O modelo atual de concessão não funciona bem, disse Silveira, que explicou a proposta da Conter de manter as grandes concessões, mas determinando que o investimento a partir dos recursos arrecadados deva ser destinado às rodovias de médio ou baixo VDN.

Nas de VDN alto, o modelo seria greenfield, de investimento privado, e nas de médio e baixo seria brownfield, com investimento pelo setor público.

Rossitto comentou que a proposta é muito importante, principalmente em relação às outorgas, por transferir os recursos para a manutenção, evitando o erro de levar o dinheiro para o Tesouro, que o dirige para custeio.

Modernização trabalhista

A reunião do Consic teve também a palestra “Oportunidades para as empresas com a Reforma Trabalhista”, por Marcos Martins, sócio do escritório Cordeiro Lima e Advogados, e Jefferson Cabral Elias, coordenador da área contenciosa do escritório. Em cinco anos se poderá fazer uma análise da reforma, destacou Martins. “Estamos meio no limbo agora.”

Ressaltou a alteração na inclusão do polo passivo para responder com dívida de empresas, que antes incluía qualquer empresa com relação societária, próxima ou remota, com a empresa devedora. Agora passa a ser necessário provar que as empresas com sócios comuns tenham interesses comerciais comuns e atuem de forma conjunta nas mesmas atividades.

E o sócio retirante será responsabilizado somente se a ação trabalhista for ajuizada em até 2 anos após sua retirada da empresa e depois de esgotadas as possibilidades de pagamento pela empresa devedora e sócios atuais.

Outra mudança importante foi a adoção da desconsideração da personalidade jurídica do Código Civil, o que não havia na CLT.

E passou a ser possível a terceirização de todas as atividades da empresa.

Jefferson disse que para a cadeia da construção civil a terceirização é muito importante porque as atividades são muito especializadas e na maioria dos casos demandam a contratação de mão de obra específica. Espera-se a queda do discurso de terceirização irregular, até porque é difícil conceituar o que é fim e o que é meio numa obra de construção civil.

Com o acordo extrajudicial, fica permitida a dispensa de reclamação trabalhista para negociação de acordo com empregados.

A regulamentação do teletrabalho vai trazer benefícios para o trabalhador e para o empregador, avaliou Martins.

O trabalho intermitente ainda gera dúvidas, como em relação à Previdência.

Também fica aberto leque de possibilidades a negociação com executivos, funcionários com nível superior e salário superior a dois salários mínimos. Além disso, os contratos com eles poderão incluir cláusula compromissória de arbitragem.

Jefferson destacou a alteração representada pela retirada da característica salarial de itens como premiação por produtividade, isentando-os por exemplo de contribuição previdenciária. Mudança importante também foi nas regras de equiparação salarial. Permite por exemplo estabelecer salários diferentes para diferentes unidades de uma empresa.

Para obras de infraestrutura é novidade bem-vinda o conceito de horas in itinere não serem computadas na jornada no trabalho.

Nas negociações coletivas não é mais necessário indicar expressamente o que foi ajustado como contrapartida nos acordos. A comissão de empregados, usual na indústria automobilística, deverá ser criada em empresas com mais de 200 funcionários. Seus membros têm estabilidade desde a candidatura até um ano depois de concluído o mandato.

Na Fiesp, presidente da Câmara Brasil-China critica juros altos

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Charles Andrew Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), participou de reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) nesta terça-feira (8 de agosto). José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, conduziu o evento, que teve também apresentação do projeto GMT, um supertelescópio no Chile que busca a participação de indústrias paulistas em sua construção.

Tang criticou os juros altos e os obstáculos ao crescimento econômico brasileiro. “Os juros brasileiros não são civilizados”, afirmou. Tang elogiou a aprovação da reforma trabalhista e disse que se forem também realizadas a da Previdência e a fiscal estarão cortadas as amarras que impedem o crescimento do Brasil.

Na avaliação do presidente da CCIBC, “o empresário brasileiro é um herói nacional. Apanha de todo lado para ter o direito de gerar empregos”. Em sua opinião, se não houver uma verdadeira política industrial o país não vai crescer. “Não podemos continuar sucateando a indústria”, defendeu. É preciso dar condições aos empresários para competir, disse.

Comparou o desenvolvimento do Brasil e da China, afirmando que a diferença de visões de prioridades econômicas entre os países permitiu à China sair de um quinto para nove vezes o tamanho da economia brasileira.

Por que a China cresceu tanto, e o Brasil não, se era muito mais rico? Seu país é um dos mais capitalistas do mundo, disse. Saiu da ideologia de Mao Tsé Tung para o pragmatismo de Deng Xiaoping, com a China fazendo tudo para crescer. No Brasil, a prioridade, em sua avaliação, nunca foi a prosperidade – sempre foi a estabilidade monetária. O Brasil, afirmou, continua persistindo no erro de quebrar periodicamente as empresas ao praticar juros altos. “Nunca permitimos no Brasil o crescimento. Cada vez que se ensaia um crescimento as taxas de juros são aumentadas, em nome da estabilidade monetária.”

O Brasil é muito fácil de mudar, disse. Dos 7 países em que morou, o Brasil tem o povo mais patriota e disciplinado, capaz de fazer sacrifícios em nome do sonho de um país melhor. Falta basicamente um plano econômico voltado ao crescimento, afirmou. A China, explicou, teve uma visão econômica.

Investimentos

A China, destacou Tang, já investiu muito no Brasil. As empresas gostam de começar aqui em projetos não muito grandes e depois ampliam os investimentos, explicou. Nos últimos 2 anos e meio, a China State Grid e a China Three Gorges, do setor de energia, investiram mais de R$ 20 bilhões. No petróleo, a Sinopec já investiu US$ 15 bilhões em ativos brasileiros. “Não é só num ramo de atividade, como energia. E há mais 6 gigantes desse setor vindo para o Brasil.” Vai vir muito mais investimento para energia, afirmou. E para ferrovias também.

Segundo Tang, a China é único país que reúne a disponibilidade financeira com a disposição de investir no risco Brasi. Há uma visão de longo prazo no país, e isso é uma grande chance para o Brasil. A vinda de mais investimentos, que vai acontecer, dará alento a construtoras e empreiteiras, disse.

As empresas e os empregos são patrimônio da sociedade, e não somente de seus proprietários, defendeu. “Na China, mais de 100.000 dirigentes estão presos por corrupção, mas nenhuma empresa foi fechada por isso.”

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Reunião do Consic com a participação de Charles Tang, da CCIBC, e de representantes do projeto do megatelescópio GMT. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Essa diferente visão permitiu à China sair de um quinto para nove vezes o tamanho da economia brasileira. A China investe ao redor do mundo para ter lucro e expandir suas multinacionais e também para ter acesso aos produtos de que precisa para seu crescimento estratégico e garantir a segurança alimentar de sua população. E há também certa disputa geopolítica internacional. “O quintal norte-americano, América Latina e Caribe, está plantando um jardim chinês”, afirmou. E na África o investimento chinês em infraestrutura deu esperança ao continente, disse. Também investe porque tem excesso de capacidade em quase tudo. Ou fecha fábricas ou exporta – e ganha.

Sua visão nos negócios é de ganha-ganha. Cria infraestrutura enquanto vende seus produtos. Há, afirmou, uma transformação da liderança e da governança global. A China ganha papel de liderança, em parte por seu protagonismo e em parte pela retração dos EUA. O país tem a visão de que a prosperidade de seus parceiros trará prosperidade também à China.

Nenhum empresário, nenhum executivo graduado pode se dar ao luxo de não saber tudo que a China oferece, disse. E o melhor lugar para saber o que há é a Feira de Cantão, afirmou. Lembrou feira organizada pela Fiesp para lá, em 2005, que permitiu o fechamento de negócios lucrativos.

Oliveira Lima explicou a Tang a estrutura e funcionamento do Consic e disse que foi brilhante a palestra do presidente da CCIBC. Ressaltou que em 2005 o grupo resolveu apresentar uma forma de desenvolvimento do país ao futuro presidente, para isso contratando a Fundação Getúlio Vargas, para discutir o fomento do setor de construção e infraestrutura, com o objetivo de melhorar o IDH do Brasil, com investimentos em habitação e saneamento, o que resultou no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Depois foi feito outro projeto, o Minha Casa Minha Vida, por entender que a habitação leva ao desenvolvimento em geral.

Perguntou no que erramos. Tang disse que é a visão econômica errada. Enquanto persistirmos nessa visão de matar o crescimento com juros altos, o problema vai persistir, afirmou.

Competitividade

Manuel Carlos Rossitto, integrante do Consic, listou avanços do grupo Competitividade na Indústria da Construção, que coordena. Destacou a importância da participação dos conselheiros na definição de palestrantes para as reuniões do Consic.

Explicou que depois das reuniões mensais, é feita uma síntese do currículo do palestrante, com fotos do palestrante e do evento, divulgação do evento nos sites da Fiesp e resumo das palestras evidenciando seu teor, separando o que é político do que é técnico setorial.

Rossitto comentou a palestra da reunião anterior, feita pelo senador da Itália Fausto Longo, sobre efeitos da operação anticorrupção Mãos Limpas. Frisou seu impacto na indústria da construção e defendeu a discussão do setor de construção no Brasil para que aqui a retomada da atividade seja segura.

Também ressaltou a importância da interação com universidades.

Carlos Eduardo Auricchio, vice-presidente do Consic e diretor titular do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic), anunciou prioridade de seu departamento nas ações de curto prazo, para a retomada do investimento em obras. Disse também que depois de seis meses consecutivos de queda, houve recuperação nas vendas de agregados em julho.

Segundo Auricchio, o Observatório da Construção, da Fiesp, gerenciado pelo Deconcic, vai lançar o hotsite Guia da Edificação Segura, com informações para conscientizar a sociedade sobre a importância do tema. Também destacou o novo marco regulatório da mineração, instituído por meio de três medidas provisórias.

Megaobra no Chile

“Oportunidades para a Indústria Brasileira na Construção do Maior Telescópio do Mundo” foi o tema da palestra do professor José Octavio Armani Paschoal. O GMT (Telescópio Gigante de Magalhães) será o primeiro de seu tipo, o de telescópios extremamente grandes. Terá altíssima resolução e será construído por um consórcio, com a participação do Brasil. Pela primeira vez a construção será feita em concreto armado, em vez de aço. Espera-se que seja criado um consórcio brasileiro para participar da construção, que, afirmou, representa um desafio gigantesco. A cúpula rotativa terá 60 metros de altura.

Sua construção, no deserto do Atacama, no Chile, a 2.500 metros de altitude, custará US$ 1 bilhão. Deverá estar concluído em 2024. A indústria brasileira vai fornecer instrumentos para o GMT.

João Steiner, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, coordenador do Projeto GMT Fapesp e integrante do Board do GMT, explicou que após consulta à Nasa ficou estabelecido que do ponto de vista de custo/benefício seria melhor fazer a estrutura em concreto armado em vez de aço. Não há projeto detalhado nem se sabe seu custo, mas se quer saber se a indústria paulista encara o desafio.

Oliveira Lima propôs que integrantes do Consic dos diferentes segmentos se reúnam para discutir como participar do projeto do GMT.

Também integraram a mesa principal da reunião do Consic Claudio Semprine, diretor de Novos Negócios de Furnas, Renato José Giusti e Carlos Alberto Orlando, vice-presidentes do Consic. Alexandre Martins Cordeiro, superintendente executivo da Superintendência de Grandes Empresas da Construção Civil da Caixa, também compareceu ao evento.

Estamos num período de recuperação da economia, diz na Fiesp o ministro do Planejamento

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O ministro Dyogo Oliveira (Planejamento, Desenvolvimento e Gestão) participou nesta sexta-feira (17/2) de reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic). Em sua apresentação, disse que “o pior já passou”. Segundo o ministro, “está bem claro que estamos num período de recuperação da economia brasileira. O contato dia a dia com o setor produtivo me mostra que os empresários estão recuperando a confiança”.

A inflação está controlada, e isso não é pouca coisa, disse Oliveira.  Os investidores estão mais confiantes, e o risco país está abaixo de 279 pontos, aproximando-se do nível de quando o Brasil tinha grau de investimento. Além disso, ações na Bolsa reagiram.

Notícia muito importante, destacou Oliveira, foi a “reanimada” do crédito. Para as famílias o número de novos financiamentos subiu de 6,7 milhões para 7,2 milhões em dezembro. Pessoa jurídica, de 4,8 milhões para 5,2 milhões. A tendência é clara, afirmou. Já houve uma queda do endividamento das famílias, e a liberação das contas do FGTS vai reduzir ainda mais o endividamento. No crédito habitacional há estabilidade no endividamento, o que tem efeitos positivos no futuro, explicou o ministro, graças à propriedade do imóvel.

Também caiu a inadimplência das famílias e das empresas, o que Oliveira vê como sinal de redução de spreads adiante.

O ministro falou também sobre estímulos à retomada do crescimento. As medidas do FGTS sozinhas injetarão na economia o equivalente a 0,67% do PIB brasileiro. O impacto será relevante este ano, segundo Oliveira.

O saque das contas inativas do FGTS, explicou, não tira a capacidade do fundo de fazer os investimentos em infraestrutura. O resultado do FGTS vai ser mais bem distribuído entre os cotistas, e a multa de 10% nas demissões será gradualmente reduzida.

Quanto ao aumento do teto de valor de imóveis para financiamento com recursos do FGTS, para R$ 1,5 milhão, era novidade que Oliveira tinha guardado para divulgar na Fiesp, “mas vazou”.

Houve atualização dos parâmetros do Minha Casa Minha Vida, lembrou o ministro. O valor dos imóveis foi atualizado, bem como a faixa de renda das famílias. Na prática, explicou Oliveira, isso representa diminuição dos juros, devido às regras do programa.

Novas iniciativas em discussão incluem a questão dos distratos (rescisão de contrato de compra de imóvel na planta), importante especialmente para o setor de alta renda. Oliveira defendeu um equilíbrio entre os consumidores que querem o distrato e os que não querem.

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Reunião do Consic, da Fiesp, com a participação do ministro Dyogo Oliveira. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


A lógica dos ajustes

Oliveira destacou a importância do ajuste macroeconômico (para domar inflação e juros) e do ajuste fiscal, com a PEC dos Gastos e o encaminhamento da reforma da Previdência. A meta de 2016 foi cumprida, ressaltou. “Há um conjunto de ações em curso para diminuir o tamanho do Estado, reduzir seu custo para a sociedade e torná-lo mais eficiente.”

O objetivo do ajuste macroeconômico e do fiscal é criar a base para o ajuste da atividade econômica, para permitir o crescimento do país, ressaltou Oliveira.

“Com muito apoio da Fiesp, enviamos para o Congresso a proposta de reforma trabalhista”, afirmou o ministro. Isso será uma grande revolução nas relações trabalhistas, reduzindo a litigância, disse.

Na proposta da nova lei de licitações, a ideia é agilizá-las, deixando para uma segunda fase a habilitação. “Nossa maior aposta nos investimentos em concessões” é a proposta de novos investimentos em concessões existentes, disse.

Nas concessões, foi concluída a privatização da CELG, e em março serão leiloados quatro aeroportos. Foi lançada consulta pública sobre a BR-101, com leilão previsto para novembro. O leilão da BR-364/365 está planejado para dezembro.

Segundo Oliveira, a criação de um grupo de trabalho para simplificar o processo de concessões e parceiras público-privadas envolvendo ministérios e agências deve permitir a redução do tempo entre o lançamento de uma concessão e sua efetivação, que hoje chega a quatro anos.

Para concessões menores, a ideia é ter em 30 a 40 dias um projeto de lei para simplificar e agilizar PPPs. “O Estado não tem hoje condições de realizar um volume elevado de investimentos. Precisamos de um mecanismo simples e fácil para o poder público, para que as coisas avancem.” A ideia é reduzir a burocracia e facilitar empreendimentos .

Nas desapropriações a ideia é separar o que é valor incontroverso e o que está em contestação, permitindo a imissão de posse. “Enquanto isso a vida segue e a gente trabalha.”

Novo marco de licenciamento ambiental, mais simplificado, com menos exigências, está em preparação.

Há disposição, afirmou o ministro, do governo de incluir novos temas nesta agenda de melhora da nossa produtividade, da nossa eficiência sistêmica. “É preciso avançar nisso para termos uma retomada do crescimento mais vigorosa.”

Para dar velocidade às ações que permitirão a recuperação da economia é necessário melhorar a articulação, talvez com a criação de uma comissão especial no Congresso, defendeu Oliveira.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, destacou a alta capacidade do ministro, “que conhece os problemas brasileiros”. Uma proposta apoiada pelo Consic, de permitir a realização de obras de saneamento sem a necessidade de licenciamento ambiental, é defendida também peloo ministro do Planejamento.

Oliveira Lima destacou que há taxação sobre construção industrializada, de concreto ou metálica, que não existe no caso da construção úmida. A maior distorção, lembrou Dyogo Olyveira, está no ICMS. O ministro se disse adepto da construção industrializada, que traz oportunidade de ganho de escala e de produtividade. Seria natural o incentivo a ela, mas a questão jurídica impede isso.

>> Ouça Dyogo Oliveira

ConstruBusiness é o início do trabalho, destaca presidente do Consic

Agência Indusnet Fiesp

Reunião conjunta do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) e do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) nesta segunda-feira (12/12) fez balanço do 12º ConstruBusiness.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, abriu a reunião destacando o momento agudo de crise, mas lembrando que o que ConstruBusiness faz é discutir como sair dela. Lima parabenizou o Deconcic pela qualidade do evento. Destacou o cuidado e o equilíbrio na elaboração do material. “Acredito que vamos tirar muitos proveitos” do CostruBusiness, disse. O dia do congresso, afirmou, foi o começo do trabalho, não foi a conclusão.

Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Deconcic, ressaltou o trabalho conjunto de Consic, Deconcic e outros departamentos da Fiesp. “Não lembro de um momento tão complicado” para realizar um ConstruBusiness, disse Auricchio. “Mas me parece que ele teve o tom adequado.”

O diretor do Deconcic explicou a fase de crescimento até 2014 e o mergulho em 2015 e 2016.

Além do público – 700 pessoas no teatro e 3.900 online – Auricchio destacou a extensa divulgação do ConstruBusiness em meios de comunicação, com mais de 400 reportagens publicadas.

Os protocolos assinados durante o congresso também foram citados por Auricchio. E o trabalho, destacou, já avança, com a escolha de nomes para integrar grupos de trabalho com o governo.

Também foi importante, disse Auricchio, a decisão do Ministério das Cidades, tomada no dia do ConstruBusiness graças a pedido de Fiesp, de alterar já em dezembro o cronograma de pagamentos de obras do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). “Graças a isso milhares de pessoas vão poder receber o 13º.”

Auricchio disse que há um desafio na comunicação, porque há grande variedade de temas em discussão.

Lima anunciou a recondução de conselheiros ao Consic e a volta, como vice-presidente, de Carlos Orlando. Também informou que Mario William Esper, diretor titular adjunto do Deconcic, foi eleito vice-presidente da ABNT. A instituição precisa ser repensada, com novos paradigmas e melhor dinâmica, disse Esper.

O deputado estadual Itamar Borges, presidente da Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC), destacou que na Fiesp há ação em relação ao setor e que pode vir da entidade o impulso para sua recuperação.

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Reunião conjunta do Consic e do Deconcic teve como tema o 12º ConstruBusiness

Tema do 12º ConstruBusiness é definido em reunião do Consic

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Na reunião desta segunda-feira (10/10) do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic), na sede da entidade, ficou definido o mote do 12º ConstruBusiness, programado para 21 de novembro. A opção dos conselheiros, a partir de consulta lançada por José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, foi “Investir com responsabilidade”.

Na reunião, Fernando Garcia, consultor do Deconcic, explicou as novidades do ConstruBusiness para este ano, após ressaltar que os dados da publicação passaram a ter atualização trimestral via Observatório da Construção. O Capítulo 1 do ConstruBusiness vai funcionar como sumário executivo, com a listagem dos problemas e sua solução. No final do relatório haverá 3 blocos importantes, como capítulos ou subcapítulos. O primeiro discute o que precisa ser feito rapidamente para assegurar a continuidade da cadeia pelos próximos dois anos. O segundo é de Responsabilidade de Investimento, com o ideário e dois casos. No terceiro, uma atualização sobre o Compete Brasil mostrando o que mudou nos últimos dois anos, ajudando a cumprir sua pauta.

Outro ponto de sua apresentação foi o sistema de acompanhamento de obras, uma ferramenta online em desenvolvimento pela Fiesp que permitirá monitorar o andamento de obras emblemáticas. Graças a isso, a análise da execução do orçamento vai permitir que a Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC) atue pelo cumprimento de projetos.

Oliveira Lima disse que a FPIC vem sendo exemplo de atuação, pelo envolvimento de Itamar Borges, seu presidente. A frente parlamentar nacional, em Brasília, deve ser realinhada para permitir a extensão do trabalho feito em São Paulo, explicou Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic).

O presidente do Consic lembrou que a visita da presidente do BNDES à Fiesp, programada para este mês, pode ser ocasião para uma conversa sobre infraestrutura e outros temas de interesse do setor de construção, como o cartão BNDES e o programa Minha Casa Minha Vida. “O BNDES tem que cuidar de micro e pequena empresa, principalmente o setor da construção civil, que tem tudo a ver com o desenvolvimento econômico e social.”

FGTS

Na reunião do Consic, Bolivar Moura Neto, secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, fez apresentação sobre as condições do fundo e sua atuação. Em dezembro o FGTS tinha ativo beirando R$ 460 bilhões, que deve chegar neste ano a R$ 500 bilhões. No passivo há R$ 457 bilhões, sendo o principal componente os depósitos em contas vinculadas dos trabalhadores (R$ 345 bilhões). O resultado positivo do FGTS este ano deve atingir R$ 20 bilhões, mostrando equilíbrio, destacou Moura Neto.

Arrecadação líquida em agosto deste ano, de R$ 6 bilhões, é metade da do mês em 2014. Apesar das demissões, destacou Moura Neto, o FGTS continua a ter número positivo.

O orçamento para aplicação do FGTS este ano é de R$ 103 bilhões, dos quais R$ 84 bilhões em habitação. Para 2017 a previsão é de R$ 78 bilhões por ano, e R$ 70 bilhões para 2018 e 2019, com R$ 56,6 bilhões a cada ano para habitação.

Ressaltou que sempre há recursos em grande volume para saneamento básico, mas não há a execução (R$ 7,5 bilhões este ano). Entre os gargalos está a falta de capacidade das companhias estaduais para tomar empréstimos.

“O problema [do FGTS] não é dinheiro”, afirmou, lembrando que a arrecadação deve fechar o ano em cerca de R$ 120 bilhões.

O ano deve fechar com quase 700 mil unidades habitacionais financiadas pelo FGTS. Disse, no entanto, que é preocupante a queda no número de unidades financiadas pelo SBPE nos últimos dois anos. “Tem que buscar uma solução para a poupança”, afirmou, lembrando que ela já perdeu R$ 40 bilhões este ano. O FGTS vem fazendo sua parte, disse, ressaltando sua importância para a construção, por se concentrar em imóveis novos.

Moura Neto explicou também o funcionamento do FI-FGTS, para investimentos na área de infraestrutura. Trinta por cento de seus recursos vão para energia. No total tem R$ 34 bilhões para investir.

Entre os desafios do FGTS estão o estímulo às aplicações em saneamento e mobilidade urbana e o incentivo à retomada de obras paralisadas.

Oliveira Lima elogiou o tom de conversa da participação de Moura Neto, e Auricchio pediu a Moura Neto reunião de trabalho em Brasília antes do fechamento do ConstruBusiness.

Na reunião do Consic, Auricchio comentou também a reunião da semana anterior (no dia 6/10) com Bruno Araújo, ministro das Cidades, destacando o fato de ele ter nomeado um interlocutor oficial com a Fiesp. O canal de diálogo direto com o ministério, por meio de um funcionário de primeiro escalão, é algo importante, ressaltou.

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Reunião do Consic, com a participação de Bolivar Moura Neto, do Conselho Curador do FGTS. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Federação das Indústrias do Estado da Bahia participa de reunião do Consic

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) realizou, na manhã desta terça-feira (9/8), reunião mensal para debater o desenvolvimento do setor e colher sugestões dos membros do conselho. Participou como convidado Carlos Henrique Jorge Gantois, 1º vice-presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb). Gantois falou sobre o momento atual do Brasil.

“Vivemos uma crise econômica grave aliada a uma crise política que gera desconforto social. Isso atingiu fortemente a indústria da construção, com perda de 530 mil empregos em todo o Brasil, de 2014 para 2016. Na Bahia, houve redução de 45 mil postos de trabalho no setor”, disse. O vice-presidente também alertou que o quadro atual pode tornar-se mais gravoso, caso o governo federal busque fazer ajuste fiscal à custa do setor produtivo.

No entanto, Gantois afirmou não perder as esperanças. “Temos que lutar sempre em prol da indústria, que é estratégica para o desenvolvimento do Brasil, principalmente no Nordeste, que é responsável por 13% do PIB do país. Espero que o novo governo, assim que efetivado, possa ser firme e promover as reformas que se fazem necessárias, como a trabalhista, previdenciária e tributária, e não podemos permitir que isso recaia no aumento de tributos, ele tem que cortar primeiro na carne”, ressaltou. Gantois endossou que a importância de todas as federações fazerem um trabalho interativo e harmônico “para o governo perceber a força que o setor produtivo tem”.

Para José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, o trabalho junto ao governo é de extrema importância. “O Brasil tem que renascer, chegamos no fundo do poço e estamos andando nele, depende de nós ajudar o governo para termos a retomada de crescimento”, afirmou.

Grupos de trabalho
Manuel Rossitto, diretor titular adjunto do Deconcic, falou sobre o projeto Cadeia Produtiva do Asfalto.  “Nossa ideia é propor que a Petrobras produza só asfalto não especificado. Com isso, há competição de preço e produto.” Além disso, Rossitto também citou necessidade de fiscalizar com balanças as rodovias. “Não existe pavimento sem controle de peso”, afirmou.

Sérgio Cançado, coordenador do grupo de trabalho ambiente de negócios, deu um panorama das ações do grupo e reafirmou que a principal preocupação é com relação ao distrato. “É prioridade número zero”, afirmou. Além disso, Cançado também informou sobre emenda feita no PLS 774/2015. “Antes a multa básica era de 25% para rescisão de contrato de compra de imóvel na planta, e agora limitou novamente para 10% – e tem que ser pago à vista”, disse. Roberto Petrini, diretor titular adjunto do Deconcic, sugeriu a intervenção da Fiesp para fazer o projeto caminhar.

João Crestana, presidente do Secovi, propôs a discussão sobre o fato de a nova geração não se preocupar em ter uma propriedade. “Hoje em dia, essa molecada que alugar imóvel, e isso é um negócio que precisa ser pensado”. Segundo ele, o mundo aluga, e o Brasil está entrando nessa “onda”. “A locação é um tema que precisamos trazer para o nosso fórum”, afirmou.

Participaram também da reunião Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), que apresentou alguns números de produção de materiais de construção, comércio, emprego, financiamento e perspectivas do setor; Sérgio Vieira, empresário do setor, e Paulo Guimarães, diretor presidente da Mutua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea.

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Reunião plenária do Consic, que teve a participação da Fieb. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Consic debate concessões e PPPs com Secretaria de Governo

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) realizou reunião extraordinária na tarde desta terça-feira (28/6), na sede da entidade, com a Secretaria de Governo do Estado de São Paulo, para falar sobre o programa de concessões e futuras Parcerias Público Privadas (PPPs).

Durante o encontro, a subsecretária de Parcerias e Inovação, Karla Bertocco Trindade, apresentou panorama detalhado das concessões e PPPs em São Paulo, apontando obras em andamento e novos projetos, como linhas de trem e metrô, PPPs na área habitacional, aeroportos e projetos na área de saneamento e recursos hídricos. Segundo Karla Trindade, o governo já conseguiu obter investimento auditado de mais de R$ 100 bilhões em infraestrutura no Estado de São Paulo.

A subsecretária afirmou que desde o ano passado o foco central do governo estadual foram as concessões, tendo em vista que as PPPs são mais complexas e possuem grandes desafios para atrair parceiros dispostos a viabilizar projetos, como o rating de crédito do país, a desvalorização cambial, o cenário político institucional, o comprometimento fiscal e restrições orçamentárias do Estado. “Dentre as propostas para lidar com os desafios que se instalam atualmente, desponta para nós como prioridade a necessidade de aprimoramento das parcerias travadas com a iniciativa privada”, disse.

Trindade também apresentou projetos que estão em fase de desenvolvimento, como o Sistema Produtor do Alto Tietê, Moradias de Interesse Social no centro de São Paulo, aeroportos, ônibus intermunicipais, trem intercidades e o trecho norte do Rodoanel.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, afirmou que a Fiesp deve ajudar o governo a agir para ter os avanços necessários. “A infraestrutura no Brasil é um problema e nossa grande preocupação é com a insegurança jurídica”, disse Lima.

Presente no encontro, o deputado estadual Itamar Borges (PMDB-SP) reforçou a importância de construir parcerias para abrir caminhos e oportunidades no setor. Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic), fez uma alerta sobre o licenciamento ambiental. “É preciso que o processo de licenciamento saia antes das licitações, para não haver imprevisibilidade no setor”, disse.

Outro ponto de preocupação, comentado por Auricchio, é o crescimento significativo da informalidade no setor, que promove um ambiente de concorrência desleal e queda na arrecadação, entre outros problemas. Foi sugerido incluir o tema na pauta prioritária do Consic.

Para Manuel Carlos de Lima Rossitto, diretor titular adjunto do Deconcic, é preciso um trabalho em conjunto para criar uma lei financeira. “Isso vai trazer segurança ao investidor”, disse ele. Além disso, Rossitto também citou alguns pontos deficientes na governança, como a questão do excesso de peso nas rodovias.

Compuseram também a mesa de trabalho o diretor titular adjunto do Deconcic Cristiano Goldstein, o empresário do setor Sérgio Vieira e, representando a Caixa Econômica Federal, Alexandre Martins Cordeiro, superintendente de Construção Civil do banco.

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Reunião extraordinária do Consic, com a participação da Secretaria de Governo do Estado de São Paulo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Com infraestrutura e habitação entre seus temas, reunião com Temer foi positiva, diz presidente do Consic

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) realizou na manhã desta terça-feira (14/6) sua reunião mensal, na sede da entidade, para discutir questões do setor.

José de Oliveira Lima, presidente do Consic, abriu a reunião falando de sua participação no encontro de empresários, liderado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, com o presidente interino, Michel Temer, no dia 8 de junho, em Brasília.

“Depois de uma longa espera, temos excelentes notícias. Nosso encontro foi uma prova de que governo e empresariado vão caminhar juntos. Os discursos foram afinados e tivemos a oportunidade de conversar com o Temer e com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, sobre infraestrutura e habitação. Computo esse encontro com o saldo positivo e acho que estou com novas esperanças para o Brasil. Com certeza esse governo, com a nossa ajuda, vai voltar a colocar a economia brasileira nos trilhos”, afirmou o presidente.

Habitação

Presente na reunião, Jerônimo Romanello Neto, membro do conselho, falou sobre o impacto do novo código de processo civil (CPC), que entrou em vigor em 18 de março de 2016, com diversas mudanças que afetam diretamente o mercado imobiliário brasileiro.

Dentre tantas alterações, Neto citou a contagem dos prazos, que agora será feita apenas em dias úteis, com suspensão no fim do ano; a busca pela conciliação e mediação, sendo o Judiciário obrigado a criar centros para realização de audiências de conciliação; procedimentos para a desconsideração da personalidade jurídica da empresa; a impenhorabilidade dos créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob o regime de incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra (art. 833, XII) e o  inciso XII do art. 833, que preserva os recursos destinados à execução da obra e entrega de unidades aos adquirentes adotando e reforçando o regime de afetação patrimonial.

Questionado sobre como Neto enxerga a questão do distrato, o conselheiro alertou que a anulação do contrato é uma ação feita de comum acordo entre o comprador e construtora e que a melhor forma de proteger os dois lados dessa situação emergencial é fazer um seguro de responsabilidade civil para obra.

FPIC
Manuel Carlos de Lima Rossitto, diretor adjunto do Deconcic, também esteve presente no encontro e fez uma síntese do trabalho feito pela Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC), liderada pelo deputado Itamar Borges.

Rossitto afirmou que hoje sente uma grande aproximação junto ao governo graças aos encontros realizados pela Frente com diversas secretarias. Segundo ele, as pautas apresentadas durantes esses encontros estão alinhadas com as ações do Programa Compete Brasil e têm três pilares principais: gestão, recursos financeiros e tributação.

Participaram também da reunião Teotônio Costa Rezende, Renato Giusti e Walter Cover.

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Reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp em 14 de junho. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Conselho Superior da Indústria da Construção reforça compromisso com eficiência e sustentabilidade

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O deputado federal Julio Lopes (PP-RJ), participante da reunião desta terça-feira (8/3) do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp  (Consic), defendeu a criação de uma nova cultura para o setor brasileiro da indústria da construção. “Precisamos dar tangência na competitividade e produtividade no setor, que é produtivo e pode reconstruir um novo Brasil em médio prazo. Se não idealizarmos um país melhor, jamais o faremos”, disse.

O deputado enfatizou a importância da qualidade e previsibilidade dos projetos no Brasil. “Para termos isso, é imprescindível a adoção de ferramentas e serviços certificados, como o Building Information Modeling (BIM). A plataforma envolve toda a cadeia produtiva e tem benefícios evidentes em todas as fases das obras, dos primeiros estudos até a operação, passando pelo detalhamento do projeto e sua construção”, afirmou.

Durante a reunião, José de Oliveira Lima, presidente do Consic, alertou sobre a importância do encontro. “A ideia aqui é discutir projetos em prol do setor e melhorar a construção sustentável, em busca de um custo menor com um desenvolvimento maior, tanto na área de habitação quanto na área de infraestrutura”, disse.

Na ocasião, foram feitas apresentações institucionais da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci – Brasil) e da Gerdau Aços Brasil. Rodrigo Uchôa Luna, presidente da Fiabci, reforçou a relevância do encontro. “Este é o momento de descruzar os braços e fazer o nosso papel para melhorar o ambiente de negócios”, disse. Já Antonio Cesar Testa Sander, diretor de vendas da Gerdau, falou das principais contribuições que a companhia pode dar ao setor. “Podemos ajudar na evolução da construção sustentável, no aumento de produtividade e na inovação”, afirmou.

FPIC

O deputado Itamar Borges, coordenador da Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC), fez um balanço e falou sobre as motivações para a criação da frente. “A ideia é fortalecer a construção paulista criando medidas para sustentação dos investimentos em planejamento e gestão, previsibilidade e segurança jurídica e controle de prazos curtos para a redução do ciclo e obras”, afirmou.

Desde o seu lançamento, em novembro de 2015, a FPIC vem cumprindo uma agenda de reuniões com secretarias estaduais para discutir as pautas prioritárias do setor. “Nós, como parlamentares, temos o dever de cobrar e encaminhar soluções e sugestões e buscar melhoria do ambiente para caminhar com tranquilidade e gerar desenvolvimento econômico”, disse.

Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, ressaltou que, nos encontros com as secretarias, não houve um ponto que não estivesse contemplado no programa Compete Brasil. Ele acredita na melhora do setor. “É o momento de transformar gargalos em soluções. Vamos atingir os objetivos que o setor já identificou, por meio do Compete Brasil. Os resultados estão próximos de acontecer”, disse.

Novos conselheiros

Assumiram como conselheiros do Consic Rodrigo Uchôa Luna, presidente da Federação Internacional Imobiliária (Fiabci – Brasil); Antonio Cezar Testa Sander, diretor de vendas da Gerdau Aços Brasil; Jeronimo Romanello, advogado especializado em direito empresarial e imobiliário.

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Reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp em 8 de março. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Perfil: José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

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José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic

José Carlos de Oliveira Lima é  o presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Graduado em Engenharia Civil pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, entre as atuações do empresário José Carlos de Oliveira Lima destacam-se a presidência do conselho deliberativo do Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de São Paulo (Sinprocim) e do Conselho Deliberativo e Fundador do  Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim).

Preside também o Grupo Mediterrânea e o Centro Empresarial Boulevard Business Center. É presidente-fundador do Instituto Construbusiness e vice-presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nos mandatos 1998/2004 e 2007/2015.

Entre 1987 e 2007, coordenou o Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria da Construção Civil (Comcic) da Fiesp, sendo este transformado em departamento. Fundou e exerceu a presidência da Associação Brasileira da Indústria de Lajes (Abilaje), de 1995 a 2010. Também foi vice-presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Campinas (AEAC), de 1989 a 1991.

Oliveira Lima é idealizador do reconhecido evento “Prêmio Qualidade Sinaprocim/Sinprocim”, que há mais de 15 anos tem como objetivo reconhecer e divulgar o trabalho e a dedicação das empresas associadas de produtos de cimento, fornecedores de insumos, revendedores e construtoras, na melhoria de seus sistemas de qualidade e produtividade.

É pioneiro na redução das alíquotas de ICMS e IPI para produtos da Cesta Básica de Materiais de Construção, além da efetiva atuação na implantação do Projeto Minha Casa, Minha Vida e do PAC.

Também é o idealizador do Seminário da Indústria Brasileira da Construção, o Construbusiness, que conta com a presença de importantes autoridades, como ministros, senadores, deputados, entre outros, além de entidades e empresários de toda cadeia produtiva da indústria da construção.

O 5º Construbusiness, com a presença do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, teve como conquista, dentre outras, a redução do IPI para 37 produtos da cesta básica de matérias de construção.

Participa de missões empresariais internacionais, bem como feiras e congressos relacionados à Cadeia Produtiva da Indústria da Construção, como principal palestrante em vários países, destacando-se: Argentina, Estados Unidos, Espanha, França, Itália e Turquia, como também dos principais eventos em âmbito nacional.