Code discute oportunidades de negócio durante as Olimpíadas

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp (Code) se reuniu na tarde desta quarta-feira (27/4), na sede da entidade, para discutir a realização de Rodadas de Negócios com empresas brasileiras e estrangeiras durante o período dos Jogos Olímpicos no Brasil, a fim de estabelecer parcerias de transferência de tecnologia e inovação para o setor esportivo.

O coordenador do comitê, Mario Eugenio Frugiuele, conduziu a reunião, que contou com a participação do secretário municipal de esportes de São Paulo, José de Lourenzo Messina, e de Campinas, Dário Jorge Giolo Saadi.

Também compuseram a mesa principal os coordenadores adjuntos do Code, Vitor Hajjar e Maurício Fernandez, o ex-jogador olímpico de vôlei, José Montanaro, o presidente do Sindicato dos Clubes do Estado de São Paulo (SindClube), Cezar Roberto Leão Granieri, e o vice-presidente do Ciesp, José Eduardo Camargo.

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Reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp sobre oportunidades de negócio nas Olimpíadas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Jogos Olímpicos transformarão o Rio de Janeiro, afirma gerente do Comitê Organizador Internacional

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

João Saraiva, gerente de suprimentos do Comitê Organizador Internacional dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro de 2016, falou sobre os intensos preparativos para os eventos, durante painel do segundo dia do Festival de Empreendedorismo (Festemp). O evento é realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-SP) no Anhembi, na capital paulista.

Saraiva, responsável por contratar servidores e fornecedores para atuaram diretamente durante o “maior evento da humanidade”, contou que jamais pensou em trabalhar com administração esportiva. “Os jogos sempre pareceram longe da nossa realidade. Nunca havia trabalhado com administração esportiva. Era apenas um fanático por esportes”, lembrou.

Saraiva em sua palestra no Festemp: preparação para as competições de 2016 no Rio a todo o vapor. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Saraiva em sua palestra no Festemp: preparação para as competições de 2016 no Rio. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


De acordo com ele, trata-se de uma organização complexa, afinal, “são dois grandes eventos, a Olimpíada e a Paralimpíada”.

De acordo com o dirigente, as duas atrações não são uma conquista do Rio de Janeiro. “É uma conquista do Brasil. Muita gente vem trabalhando há três anos para realizar uma competição de alto nível”, disse.

Números olímpicos

“Realizaremos, em 15 dias, 41 campeonatos mundiais”, disse Saraiva.

Os números dos jogos comprovam a complexidade para a organização. “São 10.500 atletas de 204 países, 25.100 profissionais de mídia credenciados e 70 mil voluntários”, explicou. “E isso com uma estimativa de 8,8 milhões de ingressos vendidos”.

Os Jogos Paralímpicos, que acontecem duas semanas após o encerramento das Olimpíadas, também são de encher os olhos. “São 22 categorias em 12 dias, 4.200 atletas de 164 países e 30 mil voluntários”, detalhou.

A vez do Rio

Segundo Saraiva, as Olimpíadas de 2016 serão diferentes de todas as anteriores. “Terão a nossa cara”.

Saraiva listou os “pilares estratégicos da competição”.  “Precisamos de excelência técnica, trabalhamos ao lado de grandes empresas para entregar celebrações memoráveis. Trabalhamos, também, com a imagem que o mundo terá do Brasil”.

Para o dirigente, a capital carioca precisa se servir dos Jogos.  “Usaremos o evento para desenvolver a cidade, com investimentos pesados em infraestrutura”.

Segundo ele, a rede hoteleira dobrará até 2016. “Para isso, trabalhamos com empresas estrangeiras para que se estabeleçam por lá e desenvolvam a capacidade local”, afirmou.

“Os jogos transformarão completamente a cidade maravilhosa”, prometeu.

 >> Conheça a programação do Festemp

Vôlei: Brasil bate Japão e está na final pelo bicampeonato contra os EUA

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Seleção feminina comemora vitória sobre o Japão - Fabiana (camisa 1) e Dani Lins (camisa 3) são as atletas do Sesi-SP na equipe titular.


A seleção brasileira de vôlei feminino venceu a equipe do Japão nesta quinta-feira (09/08) e vai enfrentar a dos Estados Unidos da América (EUA) na final da disputa pelos Jogos Olímpicos de Londres-2012.

O Brasil bateu o Japão por 3 sets a 0. No primeiro, o time brasileiro fechou por 25/18, seguido de 25/15 e 25/18.

Ao lado de Sheilla, a central Fabiana Claudino, atleta do Sesi-SP, foi a maior pontuadora do Brasil, marcando 13 pontos (nove de ataque, três de bloqueio e um no saque). A levantadora Dani Lins também pontuou – três de ataque e um no bloqueio. Tandara, oposta do Sesi-SP, entrou em alguns momentos da partida.

É a segunda final consecutiva do vôlei feminino do Brasil – em Pequim-2008, a equipe do técnico José Roberto Guimarães chegou ao lugar mais alto do pódio ao vencer a seleção americana por 3 sets 1. A central Fabiana é uma das remanescentes daquele grupo.

Também nesta quinta-feira (09/08), a equipe dos Estados Unidos, adversária da final,  venceu a Coreia do Sul por 3 sets a 0.

O jogo

O time que ganhou sem muito esforço do Japão não parece o mesmo que  enfrentava uma crise na primeira semana de competição, com a classificação ameaçada, depois de perder dois jogos – para os próprios Estados Unidos e para a Coreia do Sul.

Liderada por Thaisa e Sheilla, a equipe brasileira chegou a abrir vantagem de 10 pontos no segundo set. Destaque também para atuação de Jaqueline e da levantadora Dani Lins, que soube distribuir as bolas.

Ficha técnica
Brasil: Dani Lins, Sheilla, Jaqueline, Fernanda Garay, Fabiana e Thaisa. Líbero – Fabi
Entraram: Tandara e Fernandinha
Técnico – José Roberto Guimarães

Japão: Takeshita, Araki, Otomo, Shinnabe, Ebata e Kimura. Líbero – Sano
Técnico – Masayoshi Manabe

Para diretor do COB, disputa e interesses comerciais facilitam entrada do doping nos Jogos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Eduardo De Rose, diretor do Depto. Antidoping do COB

O diretor do Departamento Antidoping do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Eduardo De Rose, afirmou nesta segunda-feira (29) que não só a competição entre os países, mas também os interesses comerciais, criaram a entrada do doping nos Jogos Olímpicos.

“Essas duas coisas exigem muito que o atleta ganhe. De um lado há interesse do atleta em representar bem o seu país e de outro, o interesse em vender o seu produto e mostrar um sistema de governo”, disse Eduardo De Rose, que também é membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Ele acrescentou que as sanções do esporte ao atleta barrado no exame antidoping não dependem da substância, e sim de quanto determinado componente vai interferir no desempenho ou não, e do grau de culpa e negligência do atleta.

“Há situações em que o atleta não tem culpa; outras em que ele tem culpa mediana e, ainda, outras em que tem muita culpa”, reforçou.

Segundo o diretor do COB, substâncias anabólicas oleosas podem ser detectadas no organismo do atleta até um ano após a suspensão do uso. No caso de anabólico oral, o componente ainda permanece no organismo até três meses depois.