Em reunião de diretoria, Paulo Skaf anuncia criação do Conselho Superior do Desporto no IRS

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf , anunciou na noite desta segunda-feira (28/10), em reunião de diretoria da entidade, a criação do Conselho Superior do Desporto do Instituto Roberto Simonsen (IRS). O grupo será presidido pelo bicampeão mundial de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi.

Paulo Skaf (centro) sobre a nomeação de Fittipaldi (à direita): “É mais uma missão para um homem que leva o nome do Brasil para todo o mundo.” Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Para mim é uma honra”, disse o ex-piloto. “É um momento importante para o esporte brasileiro. Esporte é cultura. E temos um potencial enorme para o futuro”, afirmou.

O ex-piloto é um dos mais vitoriosos automobilistas da história. Foi o primeiro brasileiro a se tornar campeão mundial de Fórmula 1 e em categorias de ponta no automobilismo internacional, abrindo portas para Nelson Piquet e Ayrton Senna. Fittipaldi foi bicampeão da Fórmula 1 em 1972 e 1974, campeão da antiga Fórmula Indy em 1989. Além disso, venceu  as 500 milhas de Indianápolis em 1989 e 1993.

Emerson Fittipaldi destacou potencial de crescimento do Brasil no setor de esporte. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Quero fazer um pacto”, prosseguiu. “Quero trabalhar para que até as Olímpiadas de 2016 o Brasil esteja entre as cinco melhores nações do mudo”, encerrou.

Skaf comemorou a presença do piloto à frente do conselho. “É mais uma missão para um homem que leva o nome do Brasil para todo o mundo. A cadeia produtiva do esporte é extremamente importante. Temos um investimento enorme no esporte e o Emerson poderá nos ajudar ainda mais”, encerrou.

Em artigo, Paulo Skaf afirma que Brasil pode ganhar educação com Olimpíadas de 2016

Agência Indusnet Fiesp,

Em artigo publicado nesta segunda-feira (28/10) no jornal Diário de S. Paulo e nos jornais da Rede Bom Dia, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) e do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), Paulo Skaf, destaca a importância de investir em jovens talentos do esporte.

No texto, Skaf afirma que, apesar de ser apenas em 2016, o país deve adotar um regime de urgência no investimento e preparo de atletas para representar o Brasil nas Olimpíadas realizadas em solo brasileiro.

“As Olimpíadas só vão se realizar em 2016. Mas não podemos pensar em ‘só’. Temos de pensar em ‘já’. Porque preparar os talentos que estão escondidos por esse País é construir a oportunidade para que eles representem o Brasil, construam o futuro do esporte, do País, mais, o mais importante, deles mesmos”, afirma Skaf no texto.

“A indústria, por meio do Sesi-SP, vem trabalhando com empenho e investindo nos talentos de crianças e jovens de todo o Estado, para que eles possam se dedicar ao esporte”, completa o presidente da Fiesp.

Confira abaixo, na íntegra, o artigo de Skaf.

Missão da Fiesp participa de homenagem ao Brasil na maior feira mundial da construção

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil ganha cada vez mais relevância no cenário internacional de negócios. E o setor da construção é um dos mais importantes, principalmente pelas oportunidades de investimento nas áreas de habitação e infraestrutura, com ênfase para as obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Diante desse horizonte promissor, o país será homenageado na 28ª Batimat 2011, considerada a maior feira mundial do setor da construção civil, que acontece em Paris, França, entre 7 e 12 de novembro. Pela segunda vez, a Fiesp organiza uma missão à feira, formada por mais de 130 dirigentes de entidades de classe (sindicatos e associações).

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na Batimat 2011, em Paris

“Queremos proporcionar aos representantes brasileiros a oportunidade de conhecer as novidades tecnológicas da indústria mundial da construção. Ao mesmo tempo, a missão empresarial trazida pela Fiesp também vem apresentar aos empreendedores estrangeiros, as oportunidades de negócios existentes no Brasil”, afirmou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, na recepção à delegação brasileira, neste sábado (5), em Paris. “Até 2022, o país pretende investir R$ 5 trilhões de reais no segmento, sendo R$ 3 trilhões em habitação e R$ 2 trilhões em infraestrutura”, destacou.

O presidente da Fiesp e o presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic/Fiesp), José Carlos de Oliveira Lima, recepcionaram a delegação que é formada por um grupo de 150 empresários brasileiros, ao lado de autoridades como a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior.  “Estamos mostrando ao mundo todas as oportunidades de negócios existentes no Brasil, que vão muito além dos eventos esportivos”, ressaltou Oliveria Lima.

Programação

A Missão Empresarial Fiesp – Batimat 2011 terá programação diversificada. Nesta segunda-feira (7), a federação promove na capital francesa o Seminário Internacional Construbusiness – Brasil Rumo a 2022 – Planejar, Construir, Crescer, no qual José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da entidade, apresentará dados sobre a cadeia produtiva da indústria da construção, com informações do estudo feito por seu Departamento da Indústria da Construção, que traz um diagnóstico completo sobre o setor no país.

No mesmo dia, a Fiesp realizará uma Rodada de Negócios com informações sobre joint venture, fusões, aquisições, entre outros assuntos ligados às oportunidades de negócios do país.

Os integrantes da missão brasileira também poderão fazer cursos na Universidade Sorbonne Paris 1 – Panthéon. Os assuntos abordados vão desde gestão à história da arte, passando por arquitetura sustentável e direito internacional.

No espaço de exposições da Batimat, a Fiesp tem estande em conjunto com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon/SP), o que permite dar continuidade à troca de informações sobre o setor da construção. O estande, representando o Brasil, está localizado no Pavilhão – Hall 4, Rua C – 181.

Especialistas discutem projetos de infraestrutura para os grandes eventos esportivos

Agência Indusnet Fiesp

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic/Fiesp

Em reunião, nesta terça-feira (16), na Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) , falou sobre importantes temas como o Seminário Construbusiness Internacional (Congresso Brasileiro da Construção em Paris). O projeto sofrerá adequações, focando em habitação e infraestrutura, planejamento familiar, novas tecnologias e principalmente investidores nacionais e internacionais. “São projetos importantes e que faremos acontecer para mostrar um país em crescimento”, incentivou.

Oliveira Lima fortalece o coro daqueles que recomendam o Brasil ao investidor estrangeiro. Para ele, o País se encontra em uma situação muito atrativa ao olhar externo: “O Brasil hoje é mais seguro e tem estabilidade econômica e política, isso está provado. Também está mudando de uma forma incrível, por isso precisamos de investidores”.

Batimat 2011

Marie-Angie Joarlette, diretora da Promosalons Brasil

Marie-Angie Joarlette, diretora da Promosalons Brasil, falou sobre a maior feira da Construção Civil do mundo, a Batimat 2011, lembrando que neste ano teremos o Brasil como país homenageado e com uma grande expectativa de público em relação a 2009, quando o evento contou com a presença de mais de 1.500 brasileiros. A feira oferece seminários, congressos, visitas técnicas e cursos na Sorbonne (clique aqui para mais informações).

Estádio

“O Maracanã é o ícone do futebol brasileiro. Se ele não estiver ao alcance das novas arenas, vai virar ruína”, avaliou Ícaro Moreno Júnior, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro, sobre a polêmica com o Ministério Público Federal que, recentemente, entrou com uma ação na Justiça solicitando a paralisação da reforma do teto do estádio e a reconstrução da antiga marquise, demolida.

Ícaro Moreno Júnior, presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do RJ

Com um custo estimado em R$ 930 milhões, a nova arena esportiva contará com arquibancadas inclinadas e retráteis, próximas do campo. Além disso, o estádio contará com um novo sistema de segurança, o que garantirá a segurança dos 80 mil torcedores.

“Apesar das mudanças, a alma do Maracanã permanece. Ele ficará moderno, terá segurança. Vamos atrair a classe média aos estádios”, analisou o palestrante. De acordo com Moreno Júnior, 2.300 homens trabalham, dia e noite, para concluir a reforma do Maracanã, prevista para dezembro de 2012. O estádio sediará partidas das Copas das Confederações, em 2013.

Guilherme Furegato Mattar, secretário-adjunto de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, acredita que os investimentos em obras de infraestrutura para os grandes eventos esportivos marcam o inicio de uma era de prosperidade que beneficiará todo o Brasil.

Guilherme Mattar, secretário-adjunto de Relações Internacionais da Prefeitura de SP

Segundo Mattar, o governo paulista intensificou esforços nos últimos anos, a fim de atrair novos investidores para obras de mobilidade urbana e infraestrutura, com a organização de missões para 50 países diferentes, visitas de 380 delegações internacionais e a participação em feiras de investimentos.

Infraestrutura

José Cândido Senna, coordenador-executivo do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do estado de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo, explanou sobre o projeto Porto de Santos 24 horas.

Conforme Senna, o grande fluxo de embarque e desembarque de contêineres, somado à limitação do horário de atendimento dos órgãos anuentes, contribui para o moroso processo de liberação, que demora, em média 17 dias. Um prazo alarmante se comparado a portos internacionais como os Asiáticos e dos Estados Unidos, com tempo inferior a 24 horas.

José Cândido Senna, coordenador-executivo do Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do estado de São Paulo

“Não adianta o porto ficar aberto 24 horas. Diversas operações dependem de outros órgãos. Precisamos sensibilizá-los para estenderem o horário de trabalho, a medida reduziria o tempo de espera e os custos de operação para o exportador”.

Segundo o palestrante, as obras de infraestrutura dependem dos recursos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) para serem concluídas. “Precisamos que esse projeto seja cumprindo a risco, caso contrário as consequências serão avassaladoras”, analisou.

Fundo Setorial

Durante o encontro,  a criação do Fundo Setorial da Construção Civil para Desenvolvimento Tecnológico (Cide) – Construção Civil foi amplamente discutida pelos participantes. Inicialmente, as entidades presentes na reunião  mostraram-se contra a criação dentro dos parâmetros propostos pelo governo.

Dentro da complexidade do assunto, José Carlos de Oliveira Lima propôs a criação de um grupo de trabalho, que será coordenado pelo Sr. Melvyn Fox (Abramat) e pelo Sr. Luciano Amadio (Apeop), o que foi aprovado pelos presentes.

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Leia aqui a íntegra da palestra de José Cândido Senna

Brasil precisa recuperar atraso em investimentos aeroportuários, afirmam especialistas

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Depois de décadas de instabilidade no cenário econômico brasileiro, o momento atual é mais do que oportuno para discussão sobre a infraestrutura dos aeroportos do País. E isso se deve aos grandes eventos que acontecerão nos próximos anos (Copa do Mundo-14 e Olimpíada-16), entre outros fatores positivos, como o mercado interno aquecido pelo aumento de renda e consumo da classe média.

Para discutir estas questões, a Fiesp recebeu nesta terça-feira (19) dois especialistas da Deloitte Consultoria Empresarial. Reinaldo Grasson, sócio da área de Corporate Finance, e Tomas Aranda, diretor de Aviação e Aeroportos para a Espanha, expuseram seus pontos de vista sobre o panorama do setor aeroportuário do Brasil.

Segundo Grasson, enquanto a Coreia do Sul investe de 6% a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura, a exemplo de China e outros países emergentes, o Brasil possui um histórico de subinvestimento de apenas 2%. “Agora, em função destes eventos esportivos e das demandas agregadas, é hora de tentar recuperar esse atraso”, salientou.

Os aeroportos de Guarulhos (Cumbica), Campinas (Viracopos), Brasília (JK), Rio de Janeiro (Galeão) e Belo Horizonte (Confins) saíram de uma média de 15 milhões de passageiros em 2006 para mais de 25 milhões em 2010, totalizando 10 milhões de usuários a mais em quatro anos no mesmo espaço físico.

Grasson destacou que as ampliações previstas em terminais de passageiros e outras melhorias alcançam a cifra de R$ 5 bilhões. Ele prevê que estes investimentos em infraestrutura mudarão a lógica urbana, o fluxo de pessoas e criarão áreas de negócios.

“No Rio de Janeiro, por exemplo, aumentará o contingente na região dos hotéis e dos locais dos jogos olímpicos. Surgirá uma série de polos importantes de negócios, que hoje são desconhecidos ou não aproveitados”, sinalizou.

Maior demanda

Na visão do diretor de Aviação e Aeroportos, Tomas Aranda, a estimativa é de que o tráfego aéreo brasileiro supere 220 milhões de passageiros em 2020, com crescimento baseado principalmente nos voos domésticos. “Mas o nível de utilização desta modalidade no Brasil ainda está abaixo do de outros países”, analisou, reforçando a necessidade de mais investimentos.

“Quase todos os aeroportos do Brasil possuem algum tipo de restrição de capacidade de infraestrutura, e os contratos de concessão deverão estabelecer mecanismos para a mitigação dos riscos mais significativos”, pontuou Aranda.

Para Ozires Silva, ex-presidente da Embraer, ex-ministro da Infraestrutura e membro do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp, o Brasil tem uma aviação muito menor do que precisa. Ele classificou o problema como “atrito governamental” existente na extensa e complexa legislação em vigor.

“A dinâmica do transporte aéreo atual não permite que uma legislação como a nossa proporcione uma boa administração”, alegou Ozires, que defende a privatização dos aeroportos para uso público como solução para o déficit no setor.

O ex-ministro não aceita o fato de que apenas 59 dos 5.500 municípios brasileiros sejam atendidos por serviços aéreos. “Precisamos cobrar do ministro da Defesa [Nelson Jobim] o cumprimento da promessa que fez em setembro do ano passado, de regulamentar os aeroportos privados de uso público”, ressaltou.