Mercado brasileiro cresce mais que o da China

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Jaime Parreira, diretor da Infraero, durante reunião do Coinfra/Fiesp

O diretor de engenharia da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Jaime Parreira, participou nesta quinta-feira (6), da reunião do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra), da Fiesp. Durante o encontro, ele detalhou o plano de obras estruturais de 15 aeroportos nacionais, entre os quais o de Viracopos (Campinas), Cumbica (Guarulhos), Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Minas Gerais).

As reformas são essenciais para suprir o aumento de demanda que será causado pela Copa (2014) e Olimpíadas (2016), porém, algumas mudanças já se fazem necessárias para atender ao crescimento da procura doméstica, especialmente na aviação civil comercial e executiva. “Tivemos nesses últimos anos uma alteração muito importante no acesso da população ao transporte aéreo, o que acarretou na transformação de todo planejamento feito ao longo dos últimos anos”, disse Parreira.

Segundo o diretor, a média de crescimento, que circulava na faixa de 7% a 9% ao ano, em 2004 e 2005, saltou para 25% no último triênio. A China, por exemplo, apresentou alta de 16% neste mesmo período. “Nossos índices de crescimento são superiores aos chineses. É claro que isso refletiu em todo o complexo que temos no Brasil”, explicou o diretor. “[Por isso] temos que acelerar os processos de investimento e de infraestrutura, além de melhorar a gestão dos aeroportos.”

“Puxadinhos” para agilizar a otimização

Um meio de agilizar a otimização dos aeroportos é a construção de terminais remotos e módulos operacionais, conhecidos popularmente como “puxadinhos”. Parreira esclareceu que essa é uma boa solução para “trocar o pneu com o carro andando”, ou seja, dar início a obras que atendam à necessidade factual e instantânea, sem com isso atrapalhar a movimentação e atividades diárias.

De acordo com a Infraero, esse é um recurso largamente utilizado em vários aeroportos do mundo. São investimentos menores em complexidade e de execução rápida, na qual o metro quadrado custa 30% a menos do que a de um terminal definitivo, pré-moldado.

No entanto, o diretor alertou que é apenas uma solução momentânea, para dar fôlego e permitir que a expansão ocorra dentro de seu tempo. “Alguns módulos operacionais com vida útil de 10 a 15 anos não serão desfeitos, ao contrário de outros que serão desmontados para dar origem à expansão definitiva”, finalizou.

Coinfra

O Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) é um órgão técnico estratégico da Fiesp coordenado pelo Instituto Roberto Simonsen (IRS), e tem por objetivo debater, realizar estudos e propor políticas na área de infraestrutura, promovendo, assim, a permanente interação das entidades com o setor. Mensalmente, os membros do conselho – presidido pelo empresário Fernando Xavier Ferreira – se reúnem com o intuito de discutir os principais assuntos relacionados ao segmento.

Na Fiesp, ministro da Justiça anuncia Sistema Nacional de Segurança Pública

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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Ministro José Eduardo Cardozo fala na abertura do Congresso Segurança Brasil 2011, na Fiesp

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, avaliou nesta segunda-feira (12), durante a abertura do Congresso Segurança Brasil 2011, na Fiesp, que, ao se afirmar que o primeiro passo é reconhecer a existência de um problema, o segundo é entender que não se faz segurança pública sem integração.

Segundo o ministro, o governo federal anunciará, nos próximos dias, um Sistema Nacional de Estatística, Informação e Segurança Pública, baseado no tripé informação-planejamento-gestão, que estará pronto para a Copa. “Para a presidente Dilma Rousseff, a segurança é prioritária e tema entendido como de responsabilidade de todos os entes federativos”, revelou.

No entendimento de Cardozo, há carência e deficiência atual de informações. O mapa da violência, por exemplo, foi divulgado recentemente, mas traçado com dados de 2008. “Não há sintonia metodológica, há subnotificação e subregistro de infrações, e o sistema não é alimentado com novos dados”, criticou. A intenção, a partir de agora, é criar uma metodologia a fim mapear áreas onde os crimes se concentram, além de suas características.

Para o ministro da Justiça, assim será possível enfrentar a criminalidade com a colaboração conjunta dos Estados que receberão, em contrapartida, verbas federais. O desafio será envolver estados, municípios, União, além das forças policiais distintas.

Segundo esclareceu, a coordenação dessa integração estará a cargo da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos com a missão de superar entraves e disputas corporativas. “O objetivo não é só garantir segurança para a realização da Copa e das Olimpíadas, mas também deixar um legado de segurança para toda a sociedade”, concluiu.

Problema mundial

“A questão de segurança é internacional, especialmente quando se fala de tráfico de drogas e do crime organizado, mas nenhum país conseguiu ainda resolvê-la”, pontuou Cardozo.

Questionado, o ministro disse que não há preocupação com um estado especificamente, mas com todos os que compõem o País. E sinalizou que se faz análise de risco e acompanhamento permanentemente através dos serviços de inteligência.

Ele reforçou o papel indispensável das Forças Armadas em colaboração com as Polícias Rodoviária, Federal, Militar e Civil. Disse também que, em breve, serão anunciadas a construção e a ampliação de vagas no sistema prisional. “A sociedade e o Estado brasileiros são mais fortes do que o crime organizado e nós iremos derrotá-lo”, enfatizou.

Agenda construtiva

O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, José Ricardo Botelho, prometeu que as demandas e necessidades dos onze estados-sede levantadas durante o Congresso serão analisadas. “Em encontros como este se dá forma à parceria público-privada”, afirmou.

Botelho informou que o planejamento estratégico da nação já está praticamente pronto, aguardando avaliação do Ministério da Justiça e da presidente Dilma Rousseff.

Já a secretária de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Eloísa de Sousa Arruda, citou outro ponto de atenção para a Copa e as Olimpíadas: o grande tráfego de pessoas e eventuais manifestações homofóbicas e de racismo.

O Brasil se tornou um celeiro de oportunidades, afirma diretor da Fiesp

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

José Carlos de Oliveira Lima, vice-presidente da Fiesp e diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), ministrou palestra no Seminário Green Buildings and Brazil, realizado pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra), na quarta-feira (30), na sede da entidade, em São Paulo, com a participação de empresários americanos e brasileiros.

O dirigente abordou o tema “Oportunidades de investimentos no Brasil” e falou sobre o potencial do País para os novos negócios. “O Brasil se tornou um celeiro de oportunidades. A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 vão gerar muitos negócios. Queremos ser vitrine nesses dois grandes eventos esportivos”, afirmou.

Oliveira Lima também destacou a importância do setor para o desenvolvimento brasileiro. “O setor da construção representa 12% de toda a riqueza produzida no Brasil. Em 2022, temos que estar entre as cinco maiores economias mundiais e o segmento certamente contribuirá com isso”, concluiu.

Veja abaixo as palestras proferidas durante o seminário. (Arquivos em pdf)

Copa do Mundo e Jogos Olímpicos serão ‘xeque-mate’ na estrutura burocrática do País

Agência Indusnet Fiesp

O Brasil estará, pelos próximos dez anos, no centro da agenda de eventos esportivos internacionais e terá uma oportunidade única de se mostrar diante do mundo. Este é o primeiro desafio que se impõe ao País com a conquista do direito de sediar a Copa das Confederações em 2013, a Copa do Mundo no ano seguinte e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro, além dos Jogos Mundiais Militares em 2011.

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Orlando Silva, ministro do Esporte. Foto: Kênia Hernandes

“Infraestrutura é um tema que nós necessariamente teremos que enfrentar na preparação do Brasil para os grandes eventos. A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 significarão um xeque-mate na estrutura burocrática do nosso país”, afirmou o ministro do Esporte, Orlando Silva, na abertura do 8° Construbusiness, realizado nesta segunda-feira (30/11) na Fiesp.

“Ou teremos outra dinâmica na resposta desses desafios, ou corremos o risco de expor nosso país a um colapso”, prosseguiu.

Impactos na logística

Segundo o ministro, mesmo com a viabilização dos investimentos projetados para os aeroportos paulistas de Congonhas (Capital), Viracopos (Campinas) e Cumbica (Guarulhos), que formam a base central do sistema aeroportuário para a Copa do Mundo, a operação estará no limite de capacidade em 2014 – levando em conta as demandas de fim de ano e as taxas de crescimento para o período.

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Oitava edição do Construbusiness lotou o Teatro do Sesi-SP, na sede da Fiesp


“Os eventos esportivos vão exigir não apenas mudanças na gestão, mas nas normas, de modo a definir um sistema mais ágil de processamento de contratos públicos que garanta o cumprimento dos prazos. Deverá ser um esforço de mãos dadas entre os governos e o parlamento brasileiro, para que os investimentos aconteçam sem sobressaltos”, cobrou Orlando Silva.

Temas-chave

O ministro do Esporte antecipou que 64 intervenções em mobilidade urbana nas 12 cidades da Copa foram estudadas e selecionadas pelo Governo, e devem ser anunciadas em dezembro pelo presidente Lula.

Segundo Orlando Silva, as intervenções no sistema somarão R$ 13 bilhões, e devem facilitar a circulação nos pontos de conexão entre a rede hoteleira, os portos, aeroportos, rodoviárias e estádios.

O principal investimento em mobilidade focado em 2014 será feito na cidade de São Paulo, de acordo com o ministro. Um consórcio formado pelos três níveis de governo deverá viabilizar, com R$ 3,5 bilhões, a conexão de Congonhas com o sistema metroviário e a CPTM em três pontos distintos.

Além disso, serão investidos R$ 6 bilhões nos 16 aeroportos localizados nas cidades da Copa, em ampliação da capacidade de terminais de passageiros, e de pousos e decolagens. No sistema portuário, R$ 0,5 bilhão será usado na qualificação de terminais de passageiros.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também autorizou uma linha de financiamento de R$ 4,8 bilhões para investimentos nas arenas esportivas e acessibilidade no entorno das instalações, e também prepara uma linha para financiar a expansão e a qualificação da rede hoteleira do país.

Segundo o ministro Orlando Silva, um estudo de impacto socioeconômico encomendado à Fundação Instituto de Administração (FIA/USP) indicou que, na preparação dos Jogos Olímpicos, 10,5% do efeito econômico total se dará na cadeia produtiva da construção.

“Além disso, 53% dos empregos gerados se darão fora das fronteiras do Rio de Janeiro. Isso nos mostra que os Jogos e a Copa serão um fator de indução nacional de crescimento econômico”, arrematou o ministro do Esporte.