Apresentações do 5º Workshop Tecnológico – Equipamentos Especiais para a Indústria Naval e Offshore

Apresentações feitas durante o 5º Workshop Tecnológico  – Equipamentos Especiais para a Indústria Naval e Offshore realizado na Sede da FIESP em 05/12/13.

* apresentações disponíveis no link à direita “Todos Demais Arquivos”

Empresas palestrantes:

01 – Contromation

02 – Contromation

03 – Tecmar

04 – Termodin

05 – GE Marine

06 – Junqueira Compressores (Parte 1 e Parte 2)

07 – SKM

08 – Apema

09 – FINEP

10 – ONIP

 

 

 

 

Workshop apresenta demandas para produção de equipamentos navais para petróleo e gás

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Começou na manhã desta quinta-feira (5/12) o workshop “Tecnológico –Equipamentos Especiais para Barcos de Apoio” na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O objetivo da oficina é apresentar meios de financiar e produzir maquinários utilizados na exploração de petróleo e gás.

Organizadores do encontro, o Comitê da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás (Competro) da Fiesp e a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) pretendem acelerar o processo de nacionalização de equipamentos e serviços para o setor.

O workshop sobre meios de financiar e produzir maquinários utilizados na exploração de petróleo e gás. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O workshop: meios de financiar e produzir maquinários para o setor de petróleo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Segundo o Competro, serão apresentados ao menos 10 equipamentos selecionados na carteira de projetos do Plataformas Tecnológicos (Platec) para elétrica e eletrônica, automação e metal-mecânica na indústria naval e offshore.

As empresas devem apresentar ao longo da programação suas demandas tecnológicas às indústrias fornecedoras participantes, com o objetivo de desenvolve projetos de fabricação de equipamentos utilizados em barcos de apoio, em parceria com empresas nacionais.

“A partir desse momento, o evento começa a ganhar um cunho bem mais técnico, onde estaremos investigando as tecnologias. E o principal objetivo é encontrar para cada equipamento a formação de uma equipe em torno desse projeto para que possamos rumar  para nacionalização dos equipamentos que serão apresentados”, explicou Jorge Bruno, gerente de tecnologia da Onip.

Roriz Coelho fez a abertura do evento na Fiesp nesta quinta-feira (05/12). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Roriz Coelho fez a abertura do evento na Fiesp nesta quinta-feira (05/12). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O chefe do Departamento de Operações Descentralizadas Reembolsáveis da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Rodrigo Coelho, apresentou os programas de financiamento e crédito do órgão para projetos ligados à exploração de petróleo e gás.

O workshop foi iniciado com palavras de boas vindas do coordenador do Competro, José Ricardo Roriz Coelho.

Graça Foster atribui a condições offshore preço menos competitivo do gás brasileiro

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Ao responder pergunta do presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, sobre por que o preço do gás natural brasileiro é tão elevado se comparado com os valores praticados em outros países, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou que não é possível comparar os valores ante custos de produção diferentes.

Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras

“Existe uma diferença. Nosso gás não pode ter o mesmo custo de mercado que tem o shale gas americano”, disse a presidente da Petrobras, explicando que o gás brasileiro, por ser extraído predominantemente de reservas offshore (perfuração em alto mar), tem um custo de investimento e de produção que não são baixos, enquanto o gás dos Estados Unidos é explorado onshore (em terra firme), onde são menores os aportes na operação e em tecnologia.

De acordo com Graça Foster, ainda estão sendo amortizados investimentos em gasodutos, mas o Brasil está caminhando para outra fase. “O que a gente espera para frente é que se houver descobertas significativas [de reservas], os preços possam ser mais competitivos.”

A presidente da Petrobras informou que a empresa está construindo um terceiro terminal de gás em forma liquefeita como sinal de que é possível ter gás em volume suficiente para baixar o preço.

Fiesp recebe comitiva empresarial da Finlândia

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta segunda-feira (9/11), uma delegação de empresários finlandeses do setor marítimo e de offshore (equipamentos para exploração e produção de petróleo em alto mar) esteve na Fiesp para conhecer as oportunidades de negócios com as indústrias brasileiras.

O encontro contou com a presença de Paavo Väyrynen, Ministro de Desenvolvimento e Comércio Exterior da Finlândia, Ilpo Manninen, Embaixador da Finlândia no Brasil e Jan Jarne, Cônsul-Geral Honorário.

O diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti, apresentou um panorama da economia brasileira dos últimos quarenta anos e ressaltou que o Brasil vive hoje um ótimo momento em sua economia. A despeito da crise financeira internacional, vários setores vêm obtendo bons resultados, o que leva a prever um crescimento de 5% acima da média para o próximo ano.

Segundo Giannetti, apesar dos grandes desafios que precisam ser enfrentados – como déficit em infraestrutura, alta carga tributária, difícil regulamentação trabalhista e necessidade de investir em educação – o Brasil é um bom país para se investir e com um amplo leque de oportunidades, inclusive nas áreas de combustível e energia. “Somos o maior exportador de etanol do mundo e líderes na produção de automóveis bicombustíveis, tendo sido desenvolvido aqui a tecnologia flex fuel”.

O Ministro Paavo Väyrynen comentou que a Finlândia acompanha com entusiasmo o avanço do Brasil no desenvolvimento do etanol e na eficiência tecnológica da indústria aeronáutica Embraer.

Sobre a delegação empresarial finlandesa, Väyrynen esclareceu que é composta pelas principais indústrias de equipamentos e projetos navais e de offshore, que representam a grande expertise do país na produção de navios, plafatormas e tanques petrolíferos, submarinos e equipamentos meteorológicos.

César Prata, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Navais de Offshore (Csen) e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) apresentou um panorama da indústria naval brasileira, composta por 200 fábricas, e pontuou o que é e o que não é produzido no Brasil nessa área.

Entre outros dados, Prata acrescentou que há várias oportunidades de negócios e parcerias entre os dois países, relembrando a ausência de barreira tarifária para itens como peças de navios.