SINDICATO RESPONSÁVEL: SINDIGRAF – PARCERIAS PELA EDUCAÇÃO

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Por Karen Pegorari Silveira

Segundo a Unesco, no século 21 a educação deixa de ser um mero instrumento de transmissão de informação e passa a ter a responsabilidade de fomentar valores e habilidades.

Por isso entidades do setor industrial também apoiam a melhoria da educação através de programas que beneficiam milhares de crianças, como é o caso do Sindicato da Indústria Gráfica do Estado de São Paulo, o SINDIGRAF.

Criado em 2005, pelo SINDIGRAF-SP e ABIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas já inaugurou 22 bibliotecas em todo o Estado nestes 12 anos de atividade. O projeto é realizado em parceria com as Prefeituras Municipais, que cedem espaços reformados para equipar com computadores e uma extensa variedade de livros, selecionados pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Em 2017 ultrapassaram a marca de mais de 25 mil livros doados, sempre com o apoio das Seccionais Ribeirão Preto e Bauru da ABIGRAF-SP, fundamentais para a escolha das cidades que recebem as novas Bibliotecas. São milhares de livros, cadernos, cartilhas, entre muitos outros materiais para a formação dos brasileiros.

Segundo o presidente do SINDIGRAF-SP, Levi Ceregato, “Como a entidade representa uma indústria forte e presente no cotidiano, acreditamos que é nosso dever ir além da produção. Temos que apoiar o desenvolvimento educacional, e por isto criamos, em parceria com a ABIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas, ação que visa revitalizar bibliotecas no Estado de São Paulo, premiando alunos que se destacam por meio da leitura”, diz.

Outro projeto da entidade é o Cartão Material Escolar um cartão de débito disponibilizado pelas Prefeituras aos pais de alunos matriculados na rede pública. É uma solução que auxilia na redução de desperdício de recursos na educação, fomenta a economia de Estados e Municípios e fortalece o comércio local, além da geração de empregos e renda. Atrelado a estes benefícios econômicos, o Cartão Material Escolar, aumenta a satisfação e motivação dos alunos da rede pública, por terem liberdade de escolher o seu próprio material.

Entre as vantagens citadas pela entidade estão a eliminação das licitações, o aumento da autoestima do aluno, que pode escolher o seu próprio material, o fomento a economia dos municípios, uma vez que os recursos financeiros permanecem na região, a geração de empregos no comércio local e nas papelarias, eliminação dos atrasos na entrega do material escolar para os alunos, e uma das questões mais importantes: o resgate do envolvimento da família na educação das crianças.

Há também os Seminários de Educação – Escolar Office Brasil, criado em 2013 com o objetivo de promover a formação de professores e educadores de redes públicas e privadas, de forma gratuita, durante a feira Escolar Office Brasil, que chega a sua 31º edição.

A ação conta ainda com a curadoria do Instituto Cultural Lourenço Castanho (ICLOC), e a cada edição aborda temas relacionados à transformação na escola, tendências, gestão escolar entre muitos outros. Na edição que acontecerá no dia 25 de julho de 2017, no Expo Center Norte, estão pré-inscritos mais de 1800 participantes.

Conheça mais ações do Sindicato, acesse – www.sindigraf.org.br


INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: TETRA PAK – CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL

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Por Karen Pegorari Silveira

De acordo com a diretora de Meio Ambiente da Tetra Pak, Valéria Michel, há mais de 20 anos a Tetra Pak investe em educação ambiental. “Acreditamos que a educação fará a diferença na criação de uma cultura voltada para preservação ambiental. Consumidores mais conscientes tomam decisões acertadas no momento das compras e cumprem com o seu papel na realização da coleta seletiva e reciclagem dos materiais”, afirma.

Dessa forma a empresa trabalha, desde 1997, com diversos projetos, como o Cultura Ambiental nas Escolas, em parceria com a Faculdade de Educação da Unicamp – que oferece material didático sobre meio ambiente e abordagem transversal, propondo atividades em diversas disciplinas. O material está estruturado em cadernos para o professor e para o aluno, complementados por vídeos no site. Com o aprimoramento do projeto, a partir de 2001, iniciou-se a realização de oficinas, com o objetivo de mostrar como trabalhar os conteúdos propostos, gerar discussões e alternativas de aplicação nas mais diversas realidades da sala de aula. Em 2009 nasceu o Portal Cultura Ambiental nas Escolas, com conteúdo didático desenvolvido para o projeto e adaptado para internet de modo a se criar um portal de educação ambiental moderno e interativo.

Outros projetos neste sentido são as ações culturais que já instruíram milhões de pessoas em todas as regiões do País nos últimos 10 anos. Em 2015, os projetos itinerantes (Re)ciclo de Cinema, Cena Ambiental e Palco da Reciclagem passaram por 45 cidades. Mais de 88 mil crianças participaram das atividades e, no total, quase 108 mil pessoas assistiram às apresentações.

O Cena Ambiental é um projeto que leva cultura, lazer e consciência sobre o meio ambiente, por meio de um teatro itinerante de fantoches. Em 2015, o projeto esteve em mais de 18 cidades da região Nordeste, levando cultura e educação ambiental para mais de 36 mil crianças. O (Re)Ciclo de Cinema realiza a exibição gratuita de filmes com o objetivo de mostrar a importância e os benefícios da reciclagem para a comunidade. Em 2015, a ação foi realizada em mais de 20 cidades da região Centro-Oeste, atingindo mais de 18 mil alunos. O Palco da Reciclagem é outro programa com peças de teatro interativas que têm como objetivo incentivar a coleta seletiva e levar ao público o conhecimento sobre as cooperativas de catadores de material reciclável. Em 2015, mais de 34 mil alunos foram impactados.

Este ano, 2017, a Tetra Pak conquistou o Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental na categoria Responsabilidade Socioambiental, com outro projeto, o Cuidando do Futuro, que desenvolve líderes para gerir, de forma sustentável, cooperativas de catadores de materiais recicláveis espalhadas pelo Brasil. Por meio de reuniões presenciais com consultores especializados na formação de liderança corporativa, os participantes aprendem desde o papel do gestor, até o processo de tomada de decisão em grupo e identificação de sucessores. Desde 2014, o projeto já capacitou 105 lideranças de 23 cooperativas de 13 municípios de São Paulo.

Segundo a diretora da empresa, Valéria Michel, inicialmente a ação foi criada para desenvolver lideranças nas cooperativas de catadores. “Mas o projeto também eleva a autoestima dos cooperados e os motiva a assumirem posições de maior responsabilidade no dia-a-dia de trabalho. Além disso, por meio do ‘Cuidando do Futuro’ oferecemos uma contribuição para a vida destas pessoas”, afirmou.

Sobre a Tetra Pak

A Tetra Pak é uma empresa multinacional de origem sueca que fabrica embalagens para alimentos. Foi fundada em 1951, na Suécia e está presente em mais de 170 países com cerca de 24 mil colaboradores. Seu nome é a combinação do grego τἐτρα (quatro) com o inglês pack, pacote ou embalagem.

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: GRUPO POSITIVO – APOIO À EDUCAÇÃO PÚBLICA

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Por Karen Pegorari Silveira

Segundo o documento Repensar a Educação (Unesco, 2016), isoladamente, a educação não pode esperar resolver todos os desafios relacionados ao Desenvolvimento Sustentável, mas uma abordagem humanista e holística da educação pode e deve contribuir para alcançar um novo modelo de desenvolvimento. Nesse modelo, o crescimento econômico deve ser orientado por uma gestão ambiental responsável e pela preocupação com paz, inclusão e justiça social. Os princípios éticos e morais de uma abordagem humanista ao desenvolvimento levantam-se contra a violência, a intolerância, a discriminação e a exclusão. No que se refere à educação e à aprendizagem, significa ir além da estreita visão utilitarista e economista, buscando integrar as múltiplas dimensões da existência humana. Essa abordagem enfatiza a inclusão de pessoas frequentemente discriminadas – mulheres e meninas, povos indígenas, pessoas com deficiência, migrantes, idosos e pessoas que vivem em países afetados por conflitos. Ela requer uma abordagem aberta e flexível à aprendizagem, tanto ao longo da vida quanto em todos os seus aspectos: uma abordagem que ofereça a todos a oportunidade de concretizar seu potencial para construir um futuro sustentável e uma vida digna.

Este também é o pensamento do Grupo Positivo, que através de seus projetos tem por objetivo melhorar a educação pública brasileira apoiando o Programa Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADE), por meio do seu Instituto. Atualmente em 22 municípios de Santa Catarina, os municípios não trabalham mais isoladamente, mas em rede, trocando experiências e buscando solucionar de forma conjunta as dificuldades da área educacional. O Instituto Positivo assumiu o compromisso de apoiar as secretarias municipais de educação a implantarem um modelo estratégico de cooperação.

Os benefícios para os municípios são diversos, com destaque para a troca de experiências intermunicipais, compartilhamento de informações sobre o acesso à programas e a verbas públicas, empoderamento da comunidade e ampliação da participação social, planejamento e realização de projetos conjuntos, além da possibilidade de as ações educacionais não serem interrompidas em função das sucessões de mandatos governamentais.

Para a diretora executiva do Instituto Positivo, Eliziane Gorniak, a empresa reconhece a colaboração como instrumento de transformação e qualificação da educação pública brasileira. “Por essa razão o Instituto apoia grupos de municípios na implantação da metodologia dos Arranjos de Desenvolvimento da Educação – ADE.  O principal objetivo é reunir as organizações não governamentais, as empresas privadas, a academia e o poder público, em especial os profissionais da educação para, juntos, planejarem e implantarem estratégias visando a otimização de recursos e a melhoria do ensino oferecido pelos municípios. A proposta, baseada em metas e indicadores prioritários identificados no território, estimula o trabalho em rede ao mesmo tempo que fortalece a formação contínua de gestores municipais. O diferencial do trabalho é o diálogo, o debate construtivo, a soma e a troca de conhecimentos e o empoderamento de todos os envolvidos”, afirma.

Ao todo existem 422 escolas públicas municipais que atendem a 82.274 estudantes na educação básica. O volume de alunos está assim distribuído: 29.796 alunos nos anos iniciais, 17.223 nos anos finais, 16.430 nas pré-escolas, 13.227 nas creches, 4.302 no EJA e 1.296 na educação especial. Considerando o Ideb, indicador de desenvolvimento da educação básica, a média dos resultados do território nos anos iniciais é de 6,18 e para os anos finais – 3,65.

O Instituto Positivo conduz a realização do diagnóstico educacional e situacional do território, a fim de identificar os principais pontos de atenção para a melhoria da educação dos municípios. Os Secretários de Educação discutem conjuntamente tais indicadores visando a identificação das prioridades para a construção de um plano de ação territorial. O Instituto Positivo tem a função de estimular a formalização de um espaço aberto de debate entre os parceiros do programa, com o objetivo de: Apresentar e debater os resultados obtidos pelo programa; buscar soluções para desafios relacionadas ao atingimento das metas; debater novas ideias e rumos para a sustentabilidade do programa. A longo prazo espera-se a implantação de uma cultura de atuação cooperativa entre Secretários de Educação e suas equipes técnicas; Perpetuação de um espaço formal e suprapartidário para debate; Melhoria dos indicadores de educação; Promoção de iniciativas conjuntas que reduzam custos e ampliem o alcance dos resultados; Promoção de uma política educacional de qualidade para a sociedade; Possibilidade de implantação de consórcios intermunicipais de educação; Continuidade dos projetos constituídos pelo arranjo, mesmo diante de mudanças sucessivas dos governantes.

Outro projeto realizado pelo grupo é o Pense Matemática, um programa desenvolvido pela Positivo Tecnologia Educacional e direcionado a alunos e educadores da Educação Infantil ao Ensino Fundamental 2, que apresenta dinâmicas de aulas para ensinar os alunos a pensar matematicamente. As atividades são baseadas em um conjunto de tecnologias e recursos para serem realizadas em cada série, ao longo do ano letivo, em paralelo ao ensino curricular da disciplina. “O objetivo é despertar a percepção de como a Matemática está presente no cotidiano e sua importância, estimulando os alunos a adquirirem confiança em usar a criatividade para propor diferentes caminhos para resolver problemas”, explica Elaine Guetter, Vice-Presidente da Positivo Tecnologia Educacional.

O Pense Matemática propõe desafios, criação e resolução de problemas, investigações e experimentos de diferentes formas de achar respostas por meio de problemas de codificação, materiais manipuláveis e interativos além do incentivo a participação em concursos e olimpíadas de Matemática. Para os alunos de Educação Infantil, o foco é desenvolver o senso numérico, base para todo o conhecimento matemático, enquanto para estudantes dos ensinos fundamental 1 e 2, as atividades exploram a matemática do cotidiano, com problemas e desafios.

Elaine Guetter comenta ainda que todos podem aprender Matemática. “As pessoas não aprendem do mesmo jeito nem na mesma velocidade. O erro faz parte da construção do conhecimento; é preciso interpretar a sua lógica. Os alunos podem se beneficiar de situações de intercâmbios de ideias e pontos de vista, e o Pense Matemática foi concebido para tornar o aprendizado mais motivador e para preparar os alunos para resolver os problemas do século XXI”. 

Sobre o Instituto Positivo

O Instituto Positivo (IP) foi criado em 2012 e atua como gestor do Investimento Social Privado do grupo Positivo, e desde 2015 passou a instituir como prioridade de ação o fortalecimento e a melhoria da educação básica brasileira.

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: TELEFÔNICA VIVO – EDUCAÇÃO DISRUPTIVA

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Por Karen Pegorari Silveira

O setor educacional é um dos que mais receberam aporte de Investimento Social Privado. Dados da pesquisa BISC 2016, que tem como objetivo fazer o acompanhamento anual dos investimentos sociais privados no Brasil, revelam que a educação recebeu mais de 800 milhões no ano de 2015, período base da pesquisa. Esta informação vai ao encontro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especificamente a meta 4, que promove o aumento do acesso à Educação de Qualidade.

A Fundação Telefônica Vivo também apostou seus investimentos na educação, especialmente em modelos inovadores, com o objetivo de incentivar o uso de tecnologias digitais de aprendizagem através do programa Inova Escola. A Fundação acompanha seis escolas públicas no país, que integram o restrito grupo de 4% das unidades escolares com conexão do país – EMEF Desembargador Amorim Lima (SP), Presidente Campos Salles (SP), EM André Urani (RJ), EMEF Zeferino Lopes (RS), EM Manoel Domingos (PE) e a EMEF Maria Luiza Fornasier Franzin (SP).

Desde 2012, o Inova Escola visa impulsionar processos educacionais diferenciados nas escolas do campo, disponibilizando infraestrutura tecnológica, formação docente, metodologias inovadoras de ensino e aprendizagem, além de conteúdo diversificado sobre e para a educação do campo. O programa conta com duas grandes frentes de atuação: a oferta de cursos para os professores do campo na plataforma Escolas Conectadas; e a implementação de escolas laboratório para a experimentação de tecnologias digitais, que utilizam novas tecnologias em diferentes formatos e contextos educacionais. Entre os diferenciais do projeto, destacam-se a formação de professores “sob medida” e co-criada de acordo com as necessidades do contexto de cada escola com o objetivo de inovar práticas pedagógicas antenadas com o século XXI, com uso de tecnologias e plataformas de aprendizagem; encontros bimestrais de integração entre docentes dessas escolas para troca de experiências; e avaliação externa em parceria com a UNESCO. O projeto proporciona ainda upgrade na infraestrutura tecnológica das escolas acompanhada de formação para professores para uso qualificado; escolas com práticas mais inovadoras, com trabalho colaborativo; novo papel do professor; trabalho por projetos; menos aulas expositivas; avaliação formativa, entre outros; sistematização das experiências dessas escolas para inspirar outras escolas e redes de ensino a inovarem; desenvolvimento de competências do século XXI em estudantes e professores como, por exemplo, comunicação, colaboração e criatividade; além das competências básicas de língua portuguesa e matemática.

A Fundação tem, ainda, a publicação Inova Escola com práticas inovadoras de educação, voltado para professores, educadores e gestores escolares. O material, que conta com o apoio do Instituto Natura, e parceria com o LABi (Laboratório de Inovação Educacional), apresenta uma coletânea de casos bem-sucedidos de inovação educacional, além de orientações e evidências de transformações em mais de 30 escolas nacionais e internacionais, incluindo as que integram o projeto Inova Escola. A publicação traz seis conceitos principais, identificados após a análise dos casos pesquisados: Personalização – o cada estudante é único e merece a chance de traçar o próprio caminho de aprendizagem; Projeto de vida – o estudante deve ter espaço e apoio para dedicar-se aos seus interesses e objetivos de vida; Papel do professor – o professor é uma das inúmeras fontes de conhecimento dos alunos e seu papel precisa ser repensado; Recursos tecnológicos – a tecnologia já é parte da realidade dos alunos e nosso papel é trazê-la como aliada e ferramenta para a aprendizagem; Espaços diferenciados – a sala de aula não precisa estar organizada ao redor do professor, mas ser repensada de forma a facilitar a aprendizagem; Gestão inovadora – os profissionais da escola não são os únicos responsáveis pela aprendizagem dos jovens.

Outro projeto da empresa, é a Escola Digital, uma plataforma gratuita voltada para alunos, educadores e redes de ensino, acessada por redes estaduais, municipais, escolas públicas e privadas de todas as regiões do Brasil desde 2013. Iniciativa do Instituto Inspirare, Instituto Natura e Fundação Telefônica Vivo, é um projeto que coloca a tecnologia como aliada do aprendizado e da igualdade de oportunidades na educação.  São 18 mil conteúdos pedagógicos digitais, com indicações de vídeos, games, animações, videoaulas, infográficos e mapas categorizados por disciplina, série, tema, tipo de mídia e idioma. Na plataforma, as disciplinas da educação básica são passadas por meio de vídeos, infográficos, mapas, jogos, simuladores e e-books, separados por série escolar, tema, idioma e nível de acessibilidade para pessoas com deficiência. A Fundação Telefônica Vivo também tem parceria com secretarias estaduais e municipais de educação, para que a rede pública customize a plataforma e a iniciativa funcione como apoio das práticas pedagógicas. Hoje, o Escola Digital já foi customizado por 31 Secretarias de Educação, entre elas os Estados de Acre, Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Pará, Paraíba Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

O Profuturo Aula Digital, lançado em abril deste ano em parceria com a prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed) da cidade é uma iniciativa global da Fundação Telefônica, que visa melhorar as oportunidades das crianças na África, Ásia e América Latina, incorporando a inovação nas escolas por meio da tecnologia e de novas metodologias de ensino e aprendizagem. Desenvolvido no Brasil exclusivamente pela Fundação Telefônica Vivo, o projeto é baseado em quatro pilares: Formação de professores, Conteúdos Pedagógicos Digitais, Equipamento Tecnológico e Acompanhamento na escola. O ProFuturo Aula Digital visa formar e acompanhar 700 educadores da rede municipal de ensino, desenvolver conteúdos educativos digitais e oferece às unidades de ensino dispositivos tecnológicos, com o objetivo de facilitar o acesso de crianças de entornos vulneráveis à tecnologia e à uma educação mais inovadora. A ação é pioneira no Brasil, mas já acontece em outros países. Mais de 30 mil alunos, do 1° ao 3° ano do Ensino Fundamental, de 140 escolas municipais de Manaus, serão beneficiados com o Profuturo Aula Digital. Há também o Escolas Conectadas, um programa de formação online que oferece cursos certificados a educadores de todo o país. Desenvolvido pela Fundação Telefônica Vivo, a plataforma oferece cursos gratuitos com conteúdo e metodologias inovadoras, além de cultura digital, praticas pedagógicas diferenciadas e o auxílio da tecnologia nas atividades em sala de aula. O projeto contempla cursos com carga horária variáveis (de 5h a 40h), formações mediadas por especialistas, flexibilidade para o educador escolhe o melhor dia e horário para estudar e certificação – a partir de 30 horas cursadas, o professor recebe certificação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERGS. Em 2016, foram certificados cerca de 7.913 mil educadores, impactando indiretamente a mais de 174 mil estudantes da rede pública de escolas do Brasil. Exemplos de cursos oferecidos: “Educação para Todos: promovendo uma educação antirracista”, “Resolução de problemas para além das aulas de matemática”; “Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência”, “Escola na nuvem: ferramentas gratuitas de produção online”.

De acordo com Americo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Vivo, “O objetivo da Fundação Telefônica Vivo ao desenvolver os projetos é romper as barreiras do ensino tradicional e permitir uma educação mais disruptiva, personalizada e em linha com os avanços tecnológicos para elevar o nível educacional do País. Por isso, desenvolvemos projetos com foco nos professores e alunos, presenciais e a distância, para o público do campo e da cidade, além de diferentes vídeos e publicações gratuitas que mostram o que temos aprendido com essas experiências e podem ser replicadas em escolas com diferentes perfis”, afirma.

Sobre a Telefônica Vivo

Um dos maiores grupos de comunicação, informação e entretenimento do mundo, presente em 21 países com mais de 125 mil colaboradores. No Brasil suas atividades começaram em 1998, e hoje oferece serviços como banda larga fixa e móvel, voz, ultra banda larga, TV e TI.

ENTREVISTA: COMO APOIAR A EDUCAÇÃO DE QUALIDADE NO BRASIL

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Por Karen Pegorari Silveira

Natacha Costa, diretora da Associação Cidade Escola Aprendiz, sugere como as indústrias podem se envolver na melhoria da educação no Brasil

Para ela, o setor empresarial pode ser interlocutor e apoiador da sociedade civil no monitoramento das políticas de educação, pode ser importante aliado na efetivação do Marco Legal da Primeira Infância, pode favorecer o aleitamento materno e ainda oferecer estrutura para creches, entre outras iniciativas.

Leia Mais na íntegra da entrevista:

Qual o papel das indústrias no apoio ao ODS 4 – Educação de Qualidade?

Natacha Costa – A indústria necessita do investimento em educação; ela se beneficia da melhoria da educação tanto em seus quadros, quanto em relação à qualidade de vida do conjunto social no qual está inserida. Quando uma indústria atua em determinado território, ela pode e deve investir em atividades de interesse da população local, trabalhando em colaboração com o poder público e agentes da sociedade e também, quando do interesse do território, financiando, por exemplo, a execução de pesquisas, diagnósticos, formações que apoiem a melhoria da educação local.

As indústrias também podem ser interlocutores e apoiadores da sociedade civil no monitoramento e no advocacy por políticas por priorização da educação no investimento público, se responsabilizando, inclusive, por contrapartidas com foco nas políticas educacionais.

Por fim, a indústria deve monitorar a si própria. Ou seja, garantir que suas atividades estejam em consonância com os ODS e com a efetivação do direito educação.

Por que é importante as indústrias colaborarem com a educação na primeira infância de modo que as crianças estejam prontas para o ensino primário?

Natacha Costa – Para que as crianças possam acessar o primário com qualidade, é necessário que tenham tido garantido seu direito à educação infantil. Especialmente na primeira infância é fundamental que as crianças possam acessar políticas integradas de saúde, assistência social, lazer e cultura – para que, assim, possam se desenvolver em todo seu potencial. É fundamental que as crianças possam viver sua infância com dignidade.

Inúmeros estudos identificam que o investimento na primeira infância é fundamental para o desenvolvimento sustentável do país – e que sociedades mais justas e equânimes investiram fortemente na garantia de políticas de primeira infância.

As indústrias podem ser importantes aliadas na efetivação do Marco Legal da Primeira Infância, conquista da sociedade civil e da Frente Parlamentar da Primeira Infância que indica os passos necessários para o desenvolvimento de políticas adequadas aos bebês e crianças, desde a gestação. Para que a Lei seja aplicada de fato é necessária a integração de todos os agentes da sociedade, especialmente na pressão pela qualidade das políticas.

O Marco explicita o interesse já pactuado da sociedade e é um poderoso instrumento de referência também para o investimento social privado e para a própria atuação da indústria. De forma prática, por exemplo, é fundamental que as indústrias atentem para suas políticas de apoio à maternidade e paternidade, garantindo estrutura adequada para que mães e pais possam se dedicar às crianças. Iniciativas de apoio ao aleitamento materno, creches para os filhos dos funcionários e licença paternidade são exemplos importantes de como a indústria pode apoiar a primeira infância.

Quais as vantagens para as empresas que investem na educação e qualificação de seus colaboradores?

Natacha Costa – A inovação – “matéria-prima” do fazer industrial não é gerada espontaneamente. Para inovar, é necessário que haja pesquisa. E para que haja pesquisa, a educação é fundamental. Precisamos qualificar não apenas os trabalhadores, mas ampliar fortemente o acesso ao ensino superior e diminuir as desigualdades educacionais da nossa população. A indústria se desenvolve ao passo que a sociedade se desenvolve, e o desenvolvimento está associado à possibilidade de a população pensar, criar caminhos para sua emancipação, imaginar, pesquisar e consequentemente criar e inovar.

Como as micro e pequenas empresas podem contribuir para que as metas do Objetivo 4 sejam alcançadas?

Natacha Costa – Em primeiro lugar, independente do seu porte, as empresas devem investir em políticas de formação de seus colaboradores, garantir o direito que elas e eles têm à maternidade e paternidade, garantir o direito dos pais a participarem de reuniões nas escolas, de levar seus filhos ao médico sem sanções, etc.

Como um segundo ponto, as pequenas empresas normalmente estão nos territórios – e por isso elas podem e devem se aproximar das escolas da região, atuando como colaboradoras locais, compartilhando seus conhecimentos e se tornando parceiras na promoção de oportunidades de desenvolvimento para os estudantes. São muitas as possibilidades – desde a colaboração com eventos nas escolas (com doação de materiais e recursos, apoio à qualificação da infraestrutura, etc.) até a participação de planejamentos coletivos com a escola para construção de atividades conjuntas, como a criação de um espaço na comunidade para compartilhamento dos projetos dos estudantes, ou com convite para palestrantes e formadores da comunidade, ou ofertando diretamente alguma atividade para os estudantes ou seus familiares.

Qual o item do ODS 4 é o mais importante e que necessita de maior apoio do setor empresarial?

Natacha Costa – Todos os subitens do objetivo 4 estão, em alguma medida, inter-relacionados ao primeiro deles, que preconiza que até 2030, possamos garantir que todas as meninas e meninos completem o ensino primário e secundário livre, equitativo e de qualidade, que conduza a resultados de aprendizagem relevantes e eficazes. Como afirma nossa Constituição, a educação é dever do Estado e da família em colaboração com toda a sociedade.

Para que possamos atingir aos demais subitens, precisamos avançar tanto na garantia do acesso e da qualidade às creches e à pré-escola, quanto qualificar a educação básica. Cada vez mais, precisamos atuar coletivamente para que a educação seja prioridade no investimento público, um projeto de Estado contínuo e comprometido, e uma causa compartilhada por todos os agentes sociais.

Ao mesmo tempo, a indústria pode colaborar diretamente com o subitem 4b. que diz que é necessário ampliar globalmente o número de bolsas de estudo para o ensino superior, incluindo programas de formação profissional, de tecnologia da informação e da comunicação (TIC), técnicos, de engenharia e científicos programas científicos em países desenvolvidos e outros países em desenvolvimento. A indústria pode e deve apoiar a criação de bolsas de estudo que tenham, inclusive, foco na redução das desigualdades educacionais de gênero, étnico-raciais e sociais.

Ao mesmo tempo, as indústrias podem apoiar todos os subitens, por meio do investimento em pesquisa e levantamento de dados, em seminários e debates de interesse sobre a temática e em iniciativas da sociedade civil que tenham como foco o direito à educação pública.