Sindicato Responsável: Sindirepa-SP, parcerias pela qualificação

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Por Karen Pegorari Silveira

O Sindirepa-SP firmou parceria com Senai para que seus associados tenham condições diferenciadas de pagamento em cursos da instituição e para que possam melhorar seus processos operacionais. Para ser beneficiada, a empresa precisa ter Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) específico de reparação de veículos.

O curso tem duração de 40 horas e a programação oferece ensinamentos sobre fluxograma de processos na oficina automotiva; como potencializar a eficiência com o uso de ferramentas como TPMO (Tempo Padrão de Mão de Obra Automotiva), check list, ordem de serviço, orçamento de peças e mão de obra.

Também são abordados o processo de garantia de produtos e serviços; a importância do conhecimento do Código do Consumidor; organização e limpeza; e segurança do trabalho.

Além disso, o Sindirepa-SP também realizou convênio com TecDoc e Partlinks para dados e informações de peças e aplicações. Tem ainda o Programa Empresa Amiga da Oficina que conta com mais de 40 empresas, entre fabricantes de autopeças e equipamentos e prestadores de serviços que promovem uma série de ações aos associados da entidade, entre elas, palestras técnicas que são muito importantes para promover o conhecimento dos profissionais e estreitar relacionamento.

Em fase piloto há também o Programa de Incentivo à Qualidade (PIQ), em parceria com o Sindirepa Nacional e o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA). Nesta iniciativa, seis oficinas de funilaria e pintura do Estado de São Paulo foram certificadas:

As entidades desenvolveram um roteiro que permite ao empresário avaliar a empresa nos estágios atual e desejável. “Usamos metodologia apropriada com pesquisa de campo e avaliação 360º. Os indicadores de performance guiam as ações e as melhorias a serem alcançadas”, explica José Nogueira, vice-presidente do Sindirepa-SP.

Por meio do programa, as empresas recebem o acompanhamento de avaliador especializado, que orienta as oficinas e entre os principais objetivos a serem obtidos seria melhoria na infraestrutura (layout), melhoria nos processos de trabalho (cliente x fornecedor interno), a criação de indicadores de qualidade, a interpretação de índices de satisfação do cliente da empresa, a visão de Recursos Humanos da empresa e oportunidade de melhoria da mão de obra com treinamentos específicos.

Para Nogueira, a expectativa é atrair mais adeptos para a cultura da qualidade. “Este programa visa a excelência no segmento de reparação automotiva, um caminho sem volta. Foi cuidadosamente estudado em bases reais, sendo assim uma escada que permite superar um degrau em cada etapa”, afirma o vice-presidente.

Para conhecer mais ações do Sindirepa-SP, acesse – portaldareparacao.com.br



Iniciativas Sustentáveis: Microsoft – Unindo esforços pela Educação

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Por Karen Pegorari Silveira

De acordo com o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, as empresas são parceiras vitais no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e elas podem contribuir através das suas atividades principais.

Neste sentido e em concordância com a meta 17 dos ODS, que visa incentivar e promover parcerias públicas, público-privadas e com a sociedade civil, a Microsoft e a Prefeitura de São Paulo firmaram um acordo que une educação e inovação.

O compromisso surgiu a partir de uma demanda identificada pela administração pública por aprimoramento de estrutura e capacitação de professores. Ao tomar conhecimento de parcerias similares em outros estados e municípios, a Secretaria Municipal de Educação iniciou tratativas com a Microsoft para selar um Acordo de Cooperação. A iniciativa tem o objetivo de oferecer a alunos e professores acesso às plataformas educacionais da empresa, além de ofertas de capacitação e doação de softwares. O termo de cooperação tem vigência de 60 meses e os investimentos em programas são equivalentes a R$ 15 milhões.

Segundo o diretor de Educação da Microsoft Brasil, Antonio Morais, o grande objetivo da parceria é fazer com que a tecnologia seja um fator que contribua significativamente para a educação. “Um dos eixos mais importante é a capacitação de professores para que utilizem os recursos tecnológicos de maneira inovadora em sala de aula. É um trabalho que terá um impacto a médio e longo prazo. Na medida em que surgirem histórias de sucesso e que as instituições incorporarem a tecnologia na gestão administrativa e na produção de conhecimento, saberemos que fizemos um trabalho consistente”, diz o executivo.

A parceria prevê a implementação da plataforma Office 365 Educacional com programas de editor de textos, planilha de cálculos, apresentação de slides, bloco de notas colaborativo e armazenamento de arquivos na nuvem.  Além dessas ferramentas, estão previstos treinamentos formais para os agentes replicadores e funcionários da Secretaria de Educação.

Como benefício dessa parceria, a empresa cita a democratização do acesso à tecnologia. “Alunos de toda rede terão acesso às mais modernas ferramentas de comunicação, colaboração e produtividade. O aumento da produtividade dos professores e maior engajamento dos alunos são também benefícios esperados. Com esse tipo de parceria também acreditamos que estamos contribuindo para preparar os jovens para as necessidades do mercado de trabalho do futuro”, acredita Antonio Morais.

Sobre a Microsoft Brasil

A Microsoft está no Brasil há 28 anos e é uma das 110 subsidiárias da Microsoft Corporation, fundada em 1975. Com a missão de empoderar cada pessoa e cada organização no planeta a conquistar mais por meio da tecnologia, a companhia quer promover a transformação digital. Desde 2003 investiram mais de R$ 560 milhões em tecnologia gratuita para cerca de 2.800 ONGs no Brasil, beneficiando vários projetos sociais. As áreas de educação e empreendedorismo são os pilares do impacto social da Microsoft no país.

Entrevista: Desafios e Benefícios na Implementação da Agenda 2030

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Por Karen Pegorari Silveira

Nesta entrevista, o Professor Doutor em Economia, Gustavo Andrey Fernandes, pesquisador nas áreas de políticas públicas – especialmente nos temas de Educação e Desenvolvimento, discorre sobre os desafios e benefícios da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na estratégia dos negócios.

Para ele, não se estabelece um processo produtivo mais sustentável sem envolver as diversas peças que compõem a cadeia produtiva, assim como consumidores e fornecedores.

Leia Mais na íntegra da entrevista:

Por que as parcerias são importantes para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)?

Gustavo Andrey – Os ODS representam uma agenda de transformação para o mundo muito mais ampla do que a Agenda 2015. É um desafio dobrado para empresas, governos, cujo resultado, se alcançado, estabelecerá um novo patamar para toda a humanidade. A Agenda 2030 propõe um conjunto de metas que vão desde processos produtivos mais eficientes, aperfeiçoando o uso de nossos recursos naturais, até a forma como lidar com as pessoas, dentro da empresa e fora. Em linhas gerais, é a humanização de relações entre pessoas e empresas, sem perder o sentido econômico inerente à produção. Neste sentido, uma agenda tão ambiciosa como os ODS torna explícito um atributo fundamental do processo de desenvolvimento que é a cooperação. Não é possível integrar, reduzir desigualdades, seja de gênero ou racial, sem unir os diversos atores envolvidos nesse processo. Ao mesmo tempo, não se estabelece um processo produtivo mais sustentável sem envolver as diversas peças que compõem a cadeia produtiva, assim como consumidores e fornecedores. E para isso, parcerias são fundamentais.

Que tipos de parcerias podem ajudar as empresas a implantarem alguns dos ODS e como elas podem ser conduzidas?

Gustavo Andrey – Pela natureza ampla e diversa dos ODS, há possibilidade de todo o tipo de parceria. Desde trabalhos em conjunto com o setor público, com ONGs e obviamente, parcerias entre empresas. Vamos pegar um exemplo concreto. A Agenda 2030 não vai abolir a inovação como uma variável fundamental para o sucesso dos negócios. No entanto, ela estabelece novos horizontes. Eliminar diferenças de gênero no local de trabalho é uma meta explícita e para isso, é preciso inovar no local de trabalho. Uma empresa pode ganhar muito ao estabelecer parcerias com ONGs que trabalhem a questão de gênero, acelerando seus passos nessa direção. E qual o resultado disso? Uma vantagem comparativa importante, pois a empresa passa a atrair melhores funcionários o que, indiretamente, impactará positivamente os negócios.

Pode nos dar exemplos de parcerias de sucesso já realizadas para inserir os ODS na estratégia dos negócios?

Gustavo Andrey – Há inúmeras iniciativas de grande importância sendo realizadas. O Pacto Global é sem dúvida uma delas e já vem produzindo excelentes resultados como indutor de transformações. No caso brasileiro, por exemplo, a ampla discussão sobre medidas anticorrupção e boas estratégias de compliance entre empresas e academia estão mudando a forma como nós fazemos negócios. A trocas de experiência, a produção de material, divulgação, o debate, estão produzindo uma verdadeira revolução. É importante destacar que isso não aborda apenas as empresas que foram de alguma forma atingidas diretamente pelas investigações. É uma mudança de mindset.

Quais os principais desafios encontrados para a implantação dos ODS nas empresas?

Gustavo Andrey – Acredito que o principal desafio seja internalizar a Agenda 2030 entre todos os colaboradores da empresa, permitindo que novos horizontes sejam percebidos. O salto dos ODM para os ODS foi muito ambicioso, de modo que, é preciso agora concretizar esse avanço dentro da firma. Seguramente, as pessoas irão se identificar com esses goals. A partir desse momento, aparece o que eu chamo de segundo desafio: criar a possibilidade de inovação dentro da firma para alcançar os ODS. É preciso não apenas entender os ODS, mas também criar a possibilidade de que algo seja feito.

A implementação bem-sucedida dos ODS resulta em quais benefícios para as empresas e sociedade?

Gustavo Andrey – Daqui para frente, não vamos apenas consumir um produto, mas uma concepção, uma ideia mais elaborada que vai além do produto em si. Isto envolve toda a cadeia produtiva, a forma como os colaboradores são tratados dentro da empresa. Muito além, isto envolve a própria visão que a empresa passa de mundo. Veja o exemplo das empresas com problemas de trabalho escravo nos seus fornecedores. A perda de clientes é imediata. É preciso, portanto, entender, que os ODS trazem novos horizontes para que as firmas inovem e alcancem vantagens competitivas. É uma Agenda de mercado também. Não podemos apostar daqui em diante, as pessoas se tornarão menos cientes das possibilidades do mundo ou mesmo indiferentes. Pelo contrário, o consumidor do século XXI é muito mais exigente e sintonizado no mundo. É essa revolução dentro das empresas que irá revolucionar toda a sociedade. Os benefícios, portanto, para a comunidade em geral são enormes. Contudo, apenas as empresas mais preparadas irão fazer parte disso. Os ODS estão aí, é preciso agarrar essa agenda de oportunidades!

Artigo: Trabalhando em prol do Desenvolvimento Sustentável

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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Por Tânia Cosentino*

Eficiência energética e baixa emissão de carbono. Estão aí duas questões urgentes que precisam ser endereçadas tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada. Sustentabilidade, mais do que nunca, deve fazer parte da estratégia de negócios. E nós, da Schneider Electric, temos orgulho de ajudar nossos clientes a repensar e reinventar seus processos, num movimento que impacta a sociedade e assegura o futuro das próximas gerações.

Ao longo de toda nossa trajetória – em 2017, completamos 70 anos no Brasil -, desenvolvemos produtos e serviços que, em suma, possibilitam às companhias produzir mais com menos. É desse modo que nossos parceiros reforçam sua atuação sustentável e fortalecem seus negócios. E nossa plataforma EcoStruxure simboliza bem tal propósito. Essa tecnologia promove automação e conectividade entre as máquinas e os dispositivos móveis, possibilitando o acesso remoto, otimizando o desempenho e melhorando a eficiência da operação, a gestão de processos e a agilidade na tomada de decisões. Só no Brasil, nossas soluções permitiram que, em 2016, nossos clientes economizassem 3TWh de energia, o equivalente a 11 dias de geração de energia da Itaipu Binacional (fonte: Itaipu Binacional) ou então ao abastecimento mensal de energia da região Norte do país (fonte: EPE).

Impactos ambiental e social sempre estiveram na agenda da Schneider Electric. Outra prova disso é que, desde 2002, trabalhamos mundialmente com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e, sem sobressaltos ou solavancos, incorporamos suas iniciativas em nossos negócios, envolvendo, inclusive, nossa cadeia de suprimentos. Não foi diferente quando a entidade lançou, em 2015, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas a serem alcançadas até 2030.

Fizemos, assim, uma avaliação profunda de nossas ações e nossos projetos, relacionando-os com os tais objetivos. Concluímos que impactamos diretamente 12 dos 17 ODS estabelecidos: erradicação da pobreza (ODS 1); educação de qualidade (ODS 4); igualdade de gênero (ODS 5); água potável e saneamento (ODS 6); energia limpa e acessível (ODS 7); emprego digno e crescimento econômico (ODS 8); indústria, inovação e infraestrutura (ODS 9); cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11); consumo e produção responsáveis (ODS 12); combate às alterações climáticas (ODS 13); paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16); e, por fim, parcerias e meios de implementação (ODS 17).

Na América do Sul, endereçamos fortemente o ODS 5 e, claro, o ODS 7, que, afinal, é nosso core business. Mas, desta vez, aproveito a oportunidade para falar de forma mais profunda sobre o ODS 17. São as parcerias firmadas com instituições sérias que nos garantem dar passos cada vez mais largos e transversais em direção ao cumprimento das metas traçadas.

Trabalhamos junto a ONGs como World Wide Fund for Nature (WWF) e Instituto Socioambiental (ISA), experientes em ações e relacionamento com comunidades isoladas que possuem baixo ou nenhum acesso à energia renovável. Nesses casos, geramos eletricidade em espaços de convivência (escolas e unidades de saúde) e aqueles destinados a atividades produtivas – pimenta, mel, castanha –, e ainda promovemos treinamentos para que os próprios moradores possam cuidar da manutenção elétrica. Agora com energia a um custo justo, essas pessoas podem, finalmente, melhorar seus processos produtivos (refrigeração, por exemplo), com impacto direto na geração de renda.

As mulheres ganham atenção especial. Junto ao ISA e ao Instituto Consulado da Mulher, valorizamos o empreendedorismo feminino, oferecendo treinamento e apoio às trabalhadoras envolvidas com a cadeia de produção de pimenta. E mais: em parceria com o ISA, levamos soluções e treinamentos para cerca de 30 aldeias do Parque Indígena do Xingu.

Ainda dentro do programa de acesso à energia, pudemos, em conjunto com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), eletrificar comunidades remotas da região, como Tumbira e Rio Negro. Além disso, lado a lado com a FAS e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), apoiamos a iniciativa Star Energy, incentivando a pesquisa científica sobre sistemas de energia sustentáveis, renováveis, replicáveis e autônomos para a Amazônia.

Também atuamos em parceria com organizações educacionais em diferentes localidades do Brasil e até de outros países, como Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Centro Universitário de Lins (Unilins) e Instituto Dom Bosco. Doamos soluções de iluminação e eletrificação solar, além de material didático, para que tais entidades possam estruturar e ofertar treinamentos de elétrica básica e energia fotovoltaica. O objetivo é beneficiar pessoas de baixa renda, ajudando-as a entrar no mercado de trabalho ou a avançar no empreendedorismo e, portanto, a sair da condição de vulnerabilidade social a que estão submetidas. Na América do Sul, em cinco anos, foram treinadas 30 mil pessoas, incluindo mulheres, elevando a renda média da comunidade piloto em 52%.

Há outros tantos parceiros fundamentais quando o objetivo é trabalhar em prol do desenvolvimento social e econômico: a ONU e seu Pacto Global, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Câmara Americana de Comércio (Amcham), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds – cujo principal intuito é influenciar políticas públicas nas esferas municipal, estadual e federal), a Plataforma Liderança Sustentável (organizada pelo consultor Ricardo Voltolini), etc.

As associações criam guias de boas práticas, fomentando e orientando ações por parte da iniciativa privada. Por meio da ONU Mulheres, por exemplo, nós firmamos compromisso com o HeForShe e com o Women Empowerment Principles (WEP) – iniciativas que visam, em linhas gerais, à eliminação das disparidades entre homens e mulheres na sociedade e ao empoderamento feminino no ambiente corporativo.

Estamos atravessando um momento bastante difícil em nosso país e no mundo. Precisamos mudar e com urgência. O planeta nem a sociedade podem esperar. E o setor privado pode e deve ajudar! Para tanto, os ODS são cruciais, porque norteiam as ações empresariais. Faço o que acredito e fico feliz de trabalhar numa empresa que me dá espaço para executar esses projetos e de ter um time apaixonado que também abraça causas tão importantes. Sou uma ativista pela inovação para a sustentabilidade. Essa é minha contribuição como executiva e como indivíduo.

*Tania Cosentino é presidente da Schneider Electric para América do Sul, foi reconhecida pela ONU como um dos 10 Pioneiros nos ODS – indivíduos de todo o mundo que estão de fato defendendo a sustentabilidade em suas companhias e mobilizando toda a comunidade de negócios para o cumprimento dos tais objetivos.