Confiança do Agronegócio avança e atinge 100,3 pontos no 3º trimestre

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Os produtores e empresas ligadas ao agronegócio brasileiro mostraram-se moderadamente otimistas no terceiro trimestre de 2018. O Índice de Confiança (IC Agro) do setor encerrou o período marcando 100,3 pontos – uma alta de 1,9 ponto sobre o 2º trimestre. O resultado reflete uma gradual recuperação dos problemas da primeira metade do ano, como os causados pela greve dos caminhoneiros, embora uma boa dose de incertezas tenha permanecido sobre o setor. De acordo com a metodologia do estudo, resultados superiores a 100 pontos demonstram otimismo. Resultados abaixo disso indicam pessimismo.

Houve avanço também no Índice de Confiança da Indústria (Antes e Depois da Porteira), que subiu 0,8 ponto, atingindo 99,3 pontos. Porém observa-se um comportamento distinto entre as empresas classificadas como Antes da Porteira, cuja desconfiança aumentou – e as indústrias situadas Depois da Porteira, que recuperaram um pouco do entusiasmo.

Na Indústria Antes da Porteira (Insumos Agropecuários), a queda no 3º trimestre foi de 3,8 pontos, para 95,4 pontos. As incertezas com relação à economia brasileira pesaram para o esfriamento dos ânimos. Mas nem todos os aspectos que compõem o índice são negativos. “De fato, a percepção sobre as condições do negócio melhorou no trimestre – o que era de esperar diante de entregas recordes de fertilizantes em julho, agosto e setembro, que mostraram recuperação frente aos problemas causados pela greve dos caminhoneiros e pela indefinição dos fretes, que travou o mercado”, disse Roberto Betancourt, diretor titular do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp.

No acumulado do ano (janeiro/setembro), as entregas de fertilizantes somaram 25,9 milhões de toneladas, 4,4% acima do recorde registrado no mesmo período do ano passado. O setor de máquinas agrícolas também mostra sinais de recuperação. As vendas acumuladas de junho a setembro são 18% maiores do que no mesmo período do ano passado (embora, no acumulado do ano, de janeiro a setembro, o mercado ainda esteja abaixo de 2017).

As indústrias Depois da Porteira (Alimentos) recuperaram um pouco da confiança no atual levantamento. O Índice desse segmento chegou a 101,0 pontos, alta de 2,7 pontos, o suficiente para sair de uma faixa moderadamente pessimista para uma situação de leve otimismo.

De maneira geral, a recuperação se deve à melhora da percepção em relação às condições atuais do setor. “É bom lembrar, por exemplo, que no terceiro trimestre houve a retomada das negociações de grãos, praticamente interrompidas durante a greve dos caminhoneiros e no período subsequente”, destacou Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Favorecidas pela guerra comercial entre Estados Unidos e China, as exportações brasileiras de soja seguem em ritmo forte e o mercado já trabalha com a possibilidade de chegarem a 80 milhões de toneladas – recorde absoluto, 12 milhões de toneladas acima do registrado em 2017. “O resultado só não é melhor porque o milho brasileiro perdeu competitividade – e num ano de quebra da safrinha, os embarques do grão devem ficar cerca de 5 a 6 milhões de toneladas abaixo do volume do ano passado”, complementa Freitas.

Para o setor de carnes, os embarques da proteína bovina também aumentaram nos últimos meses, acumulando volumes recordes e amenizando o tom pessimista de parte da indústria, especialmente aves e suínos – que ainda tenta lidar com os problemas causados pelo fechamento de diversos mercados aos produtos brasileiros. Outro segmento cuja situação melhorou foi o sucroenergético. De junho para setembro, os preços do etanol hidratado no mercado doméstico subiram 5%, acompanhando o aumento do petróleo no mercado externo e a desvalorização do real, aliviando a situação das usinas, que vinham pressionadas pela baixa no mercado de açúcar, apontou ainda a pesquisa.

Já para o índice de confiança do produtor agropecuário (agrícola e pecuário), houve recuperação da confiança perdida no levantamento anterior. Seu Índice subiu para 101,7 pontos na pesquisa atual, avanço de 3,3 pontos. O aumento ocorreu tanto entre os produtores agrícolas quanto entre os pecuaristas, com maior otimismo com as condições do negócio do que com as condições gerais da economia para ambos. A pesquisa mostra que os motivos para isso sustentam-se em três pilares: preços, crédito e produtividade.

O Índice de Confiança dos produtores agrícolas chegou a 106,0 pontos, crescimento de 3,1 pontos sobre o trimestre anterior e 13,1 pontos a mais do que o mesmo período de 2017. Um dos principais aspectos que impulsionaram a alta é a produtividade: os agricultores mostram-se confiantes em um novo bom desempenho nas lavouras. “O clima colaborou nas regiões em que o plantio começou em setembro. É o caso do milho de 1ª safra no Sul do Brasil e em São Paulo e da soja no Paraná e em boa parte do Centro-Oeste (principalmente Mato Grosso e Mato Grosso do Sul)” disse Freitas.

Diretor titular do Deagro, Betancourt destaca ainda que outro aspecto em que aumentou o otimismo está relacionado ao crédito. “Neste ano agrícola, as taxas de juros caíram não só no crédito oficial e nos recursos postos à disposição pelo Plano Safra, mas nos financiamentos em geral, a mercado, abrindo mais alternativas de crédito para os produtores”, disse.

Entre os pecuaristas houve melhora na confiança no trimestre, com seu índice chegando a 88,9 pontos (alta de 3,6 pontos). O avanço foi puxado pelos pecuaristas de corte – com o maior ganho relacionado aos preços, refletindo a recuperação do mercado no período de junho a setembro. Isso ainda não foi o suficiente para fazer com que o ânimo dos pecuaristas saísse da faixa considerada pessimista pela metodologia do estudo. Os produtores pecuários compõem o segmento de menor confiança entre todos os analisados.

Confiança do Agronegócio cai 8,6 pontos no 2º trimestre, para 98,5 pontos

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), marcou 98,5 pontos no 2º trimestre deste ano. O resultado representa queda de 8,6 pontos em relação ao 1º trimestre, quando alcançou o valor mais elevado (107,1) desde que o indicador começou a ser medido, no fim de 2013. O resultado ligeiramente abaixo dos 100 pontos indica pessimismo moderado, de acordo com a metodologia do estudo. A pesquisa foi feita com 645 produtores e industriais do agronegócio.

As entrevistas para o levantamento do índice ocorreram durante e logo após a greve dos caminhoneiros que praticamente paralisou o país por cerca de 10 dias do fim de maio ao início de junho. “O movimento colocou em evidência a perda de fôlego da recuperação econômica e as dúvidas quanto aos projetos que emergirão das urnas nas próximas eleições. De fato, a principal contribuição para a perda de confiança se deve à piora significativa na percepção quanto a situação do país, que caiu bruscamente em todos os elos pesquisados da cadeia”, destaca Roberto Ignácio Betancourt, diretor titular do Deagro da Fiesp. Isoladamente, esse indicador recuou 41,7 pontos de um trimestre para o outro, uma queda inédita.

O recuo do indicador foi percebido em todos os segmentos pesquisados. A indústria antes da porteira (insumos agropecuários) atingiu 99,2 pontos, queda de 16,9 pontos ante o trimestre imediatamente anterior. Essa é a maior queda trimestral desde que o indicador começou a ser medido, e o primeiro resultado abaixo de 100 pontos desde o 2º trimestre do ano passado. “O resultado reflete a turbulência gerada pela greve dos caminhoneiros. No caso dos fertilizantes, por exemplo, além da deterioração na avaliação sobre as condições gerais da economia, o setor foi fortemente impactado pela paralisação – e posterior indefinição sobre o tabelamento dos fretes mínimos. O mês de maio fechou com entregas de apenas 1,8 milhão de toneladas, cerca de 700 mil t abaixo do volume que seria considerado normal para o mês”, complementou Betancourt.

Para a indústria depois da porteira (como as de alimentos e tradings), houve retração de 7,9 pontos, para 98,2 pontos, ante o último levantamento. Os ânimos dessas empresas pioraram tanto a respeito das condições atuais quanto em relação às expectativas para o futuro ― embora, nesse último caso, ainda haja um otimismo moderado. A pesquisa mostra que essas empresas demonstram um pouco mais de confiança nas condições do próprio negócio do que nas condições gerais da economia brasileira, que foi o fator preponderante para a queda do indicador.

Já para o produtor agropecuário, houve recuo de 6 pontos em relação ao trimestre anterior, para 98,5 pontos. Entretanto, Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), lembra que há uma distinção entre os agricultores, que ainda permanecem relativamente otimistas, e os pecuaristas, cujo indicador é o mais pessimista entre os segmentos analisados no estudo.

Nessa trajetória de queda, para o produtor agrícola a retração foi de 4,3 pontos ao alcançar 102,9 pontos. Contudo, ainda se mantém na faixa considerada otimista pelos critérios do estudo. “Ainda assim, é importante destacar a interrupção de uma trajetória de três altas consecutivas, iniciada no 3º trimestre do ano passado. A percepção a respeito da economia brasileira pesou sensivelmente para a queda” aponta Freitas. Outro aspecto negativo são os custos, cujo indicador de confiança é o mais baixo desde o primeiro trimestre de 2016, pressionado principalmente pelas expectativas, que alcançou 49 pontos. “Muitos agricultores já anteveem que terão de pagar mais pelos insumos, diante do esperado aumento nos fretes e repasse da alta do dólar observado nos últimos meses. O fato de os produtores agrícolas sustentarem uma certa confiança pode ser explicado principalmente pelo momento no mercado de grãos, cujos preços permanecem num bom patamar, apesar de uma relativa desvalorização no fim do segundo trimestre. Para ficar em dois exemplos: de junho de 2017 a junho deste ano, a soja valorizou quase 24% ― o milho, mais de 50%”, disse.

Por fim, a confiança dos pecuaristas recuou 11 pontos no trimestre, chegando a 85,3 pontos. Os pecuaristas de corte são os mais desanimados. Segundo Freitas “os preços do boi gordo estão em queda desde janeiro. Os produtores de gado leiteiro, por sua vez, impediram uma perda de confiança ainda maior, tendo em vista a recuperação dos preços do leite nos últimos meses”. Outra variável que pesou para a percepção pessimista do produtor pecuário foi o custo de produção (48,9 pontos), que recuou para níveis similares ao observado em meados de 2015 e início de 2016.

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Confiança do Agronegócio avança para 100,3 pontos e encerra 2017 com otimismo moderado

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Produtores e indústrias ligados à agropecuária brasileira terminaram 2017 com um nível de otimismo moderado, como o demonstrado no início do mesmo ano. No começo de 2017, o indicador havia marcado 100,5 pontos. O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) fechou o quarto trimestre de 2017 em 100,3 pontos ao avançar 1,2 ponto em relação ao trimestre imediatamente anterior. De acordo com a metodologia do estudo, resultados acima de 100 pontos correspondem a otimismo. Pontuações abaixo disso demonstram baixo grau de confiança. O IC Agro é um indicador medido pela Fiesp e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

“Esse resultado sinaliza uma recuperação dos ânimos que haviam esfriado ao longo do ano, principalmente entre os produtores agrícolas e os fabricantes de insumos. Entre os pecuaristas e as indústrias de forma geral, o nível de desconfiança continuou maior”, disse Antonio Carlos Costa, gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro).

A queda de 4 pontos na confiança da indústria (antes e depois da porteira), para 99,3 pontos em relação ao trimestre anterior, não significa necessariamente um esfriamento geral dos ânimos, pois o resultado foi influenciado por segmentos específicos da indústria depois da porteira, como as empresas de trading e logística, atividades nas quais as margens de lucro se mantiveram bastante pressionadas nos últimos tempos. Contudo, a maioria dos setores que compõem esse grupo – como os de alimentos e sucroenergético – apresentou maior confiança em relação ao trimestre anterior. Já a indústria antes da porteira (insumos agropecuários) apresentou avanço de 0,4 ponto, para 105,2 pontos no encerramento do 4º trimestre, mantendo-se praticamente estável.

“Os resultados do indicador refletem em boa parte o que aconteceu ao longo do ano. No segundo trimestre, os produtores foram mais reticentes em avançar com as negociações de fertilizantes e defensivos, num momento em que os preços das principais commodities agrícolas, como a soja e o milho, estavam em baixa. Do terceiro trimestre em diante, porém, a comercialização de insumos se normalizou, diante de uma recuperação gradual nas cotações e um clima favorável ao desenvolvimento da safra de verão”, explica Costa.

Houve avanço também para o índice de confiança do produtor agropecuário (agrícola e pecuário), que encerrou o 4º trimestre de 2017 em 101,8 pontos, alta de 8,6 pontos ante o terceiro trimestre. Contudo, esse foi o único período do ano em que o indicador para esse segmento ficou na faixa considerada otimista.

Segundo os resultados, há mais entusiasmo entre os produtores agrícolas do que entre os pecuaristas. No primeiro caso, o índice subiu 11,1 pontos, chegando a 104 pontos.

“A recuperação dos preços de commodities como soja e milho, nos últimos três meses de 2017, ajuda a explicar um pouco o aumento no otimismo. Outro destaque é o humor dos produtores em relação ao crédito agrícola, que está num dos melhores níveis da série histórica. Um ponto negativo que merece atenção, porém, é o sentimento em relação aos custos de produção, uma variável em que o pessimismo aumentou nos últimos dois levantamentos. Os estoques de produtos (insumos agropecuários) nas mãos de fabricantes e revendas estão caindo gradativamente, abrindo espaço para recomposição de margens”, diz Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.

Entre os pecuaristas a confiança ficou praticamente estável. O indicador desse grupo subiu 0,9 ponto, fechando o ano em 95,1 pontos. A falta de ânimo em relação aos custos de produção pesou para manter o indicador num patamar baixo – o que era de se esperar diante do aumento nos preços de insumos importantes, como é o caso do milho, ao longo do segundo semestre de 2017. Outro aspecto no qual houve perda de confiança foram os preços – nesse caso, a queda foi mais acentuada entre os produtores de leite do que entre os pecuaristas de corte.

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Confiança do Agronegócio cede 8,2 pontos no 2º trimestre e fica abaixo da linha de 100 pontos

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), caiu para 92,4 pontos no segundo trimestre de 2017, queda de 8,2 pontos em relação aos 100,5 pontos do trimestre imediatamente anterior.

O resultado é o mais baixo desde o segundo trimestre do ano passado, quando produtores, indústrias e cooperativas que compõem o agronegócio iniciaram uma fase otimista. Nesse período, o índice havia registrado 102,1 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, pontuação acima de 100 pontos corresponde a otimismo, e resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança.

Essa queda foi fortemente percebida na indústria de insumos, antes da porteira, cuja confiança passou para 93,8 pontos, recuo de 15,5 pontos. “A comercialização de soja e milho esteve muito lenta no período, o que prejudicou as aquisições de insumos. Claramente, os produtores esperaram um pouco mais para realizar as suas compras, esperando uma reação de preços dos grãos e uma melhora nas relações de troca, desfavoráveis até então em comparação a períodos anteriores”, ressalta Antônio Carlos Costa, gerente do Deagro.

No entanto, com a reversão do cenário de preços no início de julho, que pode se prolongar, dependendo do que ocorrer ao longo do mês nas lavouras norte-americanas, é possível que os produtores voltem às aquisições, o que gera uma perspectiva mais otimista para a próxima tomada.

Para a indústria Depois da Porteira (alimentos, principalmente), a queda no 2º trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior foi de 5,1 pontos, para 96,9 pontos, mostrando-se também abaixo do patamar otimista. A percepção dessas empresas sobre a economia brasileira piorou no período avaliado e também houve perda de confiança em relação às condições do próprio negócio.

Existia uma expectativa de crescimento mais expressivo da economia, o que impactaria diretamente essa indústria, a partir da recuperação do poder de compra da população. “Vale lembrar que 60% do PIB sob a ótica da demanda é formado pelo consumo das famílias, que gastam, em média, cerca de 20% da sua renda na aquisição de alimentos. Dessa forma, toda melhora do cenário econômico impacta bastante esse setor, e a indústria de alimentos esperava um crescimento mais robusto, que não aconteceu até agora”, de acordo com Costa.

Cabe ressaltar que a avaliação sobre as condições do negócio foi também afetada pelas alterações normativas vigentes no Plano Agrícola e Pecuário 2017/18 (PAP 17/18), motivadas sobretudo pelo posicionamento adotado pela equipe econômica do governo, de retirar o crédito com recursos obrigatórios vinculados às agroindústrias e cooperativas.

“No PAP 17/18, as cooperativas foram cortadas de algumas linhas de crédito rural obrigatório, por exemplo, rubricas de industrialização, de adiantamento para cooperados e até de comercialização de produtos. Isso atinge fortemente o setor, causando um impacto de custo muito grande. A estimativa é de um prejuízo de cerca de R$ 1,5 bilhão, apenas nessa safra”, explica Márcio Freitas, enfatizando que a OCB tem realizado diversas iniciativas de sensibilização com o objetivo de reverter esses impactos.

O índice do Produtor Agropecuário também recuou no fechamento do 2º trimestre – queda de 8,1 pontos, para 87,3 pontos. Esse resultado foi acentuado pelo Produtor Pecuário, que marcou 80,2 pontos, o que significa quase 20 pontos de queda na comparação com o mesmo período de 2016. “A explicação para esse resultado se deve à combinação de fatores como a suspensão das exportações para os EUA, a operação carne fraca, a situação da empresa líder do setor, que possui presença majoritária em vários Estados, gerando insegurança na comercialização e queda de preço acentuada”, diz Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB.

Este cenário levou à forte desconfiança do pecuarista em relação ao próprio setor, variável esta que registrou queda de 17,3 pontos, para 78,6 pontos. O quadro preocupa especialmente quando o produtor aponta para um resultado ainda pior em relação às expectativas futuras. A queda no índice da pecuária só não foi mais acentuada por conta do leite, que se manteve estável.

Para o produtor agrícola, a produtividade continua como o item mais bem avaliado, marcando 137,5 pontos, no maior patamar histórico. Ainda assim, pesaram fatores como a piora na percepção da economia, além da queda muito acentuada dos preços no período. Dessa forma, culturas que em 2016 tiveram forte destaque positivo, como a laranja, café e cana-de-açúcar, este ano lidam com preços em baixa. Essa queda de preços também ocorreu de forma muito expressiva nos grãos, em especial no segundo trimestre.

“No caso dos grãos, os EUA ditarão os patamares de preços, que responderão à extensão dos problemas climáticos que o país enfrenta. É cedo ainda para cravar uma aposta, mas as altas no início de julho impressionaram, diz Freitas”, que complementa: “havendo recuperação dessas culturas, alguma melhora no cenário político e revisão dos normativos que atualmente impactam negativamente o acesso ao crédito às cooperativas agropecuárias, como dito anteriormente, o índice poderá encerrar o terceiro trimestre invertendo a curva, depois de três quedas consecutivas”, conclui.

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Confiança do Agronegócio cede 3,9 pontos no 1º tri, para 100,5 pontos, e se mantém em nível otimista

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pelo Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), caiu 3,9 pontos no 1º trimestre deste ano em relação ao 4ª trimestre de 2016, ficando em 100,5 pontos. Na comparação com o 1º trimestre de 2016, o índice é 17,9 pontos superior, o que mostra que a mudança no patamar de confiança em relação ao ano anterior se mantém.

Apesar da oscilação para baixo do ICAgro no trimestre analisado, os produtores e empresas que compõem o agronegócio mantiveram-se na faixa acima de 100 pontos. De acordo com a metodologia do estudo, pontuação acima de 100 pontos corresponde a otimismo e resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança.

Ainda que tenha ocorrido uma queda no índice geral, as indústrias de insumos mantiveram-se em um patamar elevado de confiança, em 109,4 pontos. “O resultado positivo advém de uma safra recorde de grãos, que tende a elevar a demanda deste segmento, como foi possível observar nos resultados de entregas de fertilizantes, bem como nas vendas de máquinas agrícolas, em recuperação em relação aos anos anteriores”, aponta Antonio Carlos Costa, gerente do Deagro da Fiesp. De acordo com os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de janeiro a março deste ano foram vendidos, no mercado brasileiro, 9,5 mil tratores de rodas, cultivadores e colhedeiras, um crescimento de 45% sobre o mesmo período do ano passado.

Para a indústria Depois da Porteira, em especial as de “Alimentos”, a queda no 1º trimestre deste ano em relação ao 4º trimestre de 2016 foi de 2,6 pontos, para 102,0 pontos, mantendo o patamar otimista. A percepção dessas empresas sobre a economia brasileira melhorou no período avaliado, mas houve uma relativa perda de otimismo com as condições do negócio. O sentimento é reforçado pelos dados de vendas no varejo de alimentos e bebidas divulgados pelo IBGE, que registrou recuo de 3,1% no mesmo trimestre pesquisado.

O índice do Produtor Agropecuário também recuou no fechamento do 1º trimestre – queda de 7 pontos, para 95,5 pontos. Esse cenário foi impactado especialmente pelo Produtor Agrícola, que ficou em 97,5 pontos, 8,2 pontos abaixo do último trimestre de 2016. Apesar da constatação de uma preocupação muito menor que o usual do produtor em relação ao clima e das ótimas avaliações quanto à produtividade, o resultado foi fortemente afetado pela queda nos preços dos principais produtos agrícolas.

A percepção é que o período de alta nas cotações de soja, milho, açúcar e etanol – cujos picos foram registrados de maio a novembro do ano passado – ficou para trás. Os preços da laranja, ainda em alta, e do café, relativamente estáveis, são as exceções.

Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, aponta que “o resultado deste início de 2017 poderia ser pior, não fosse o excelente desempenho das safras de soja e milho, que apresentam ganhos de produtividade de 16,3% e 28,8%, respectivamente, em relação à safra anterior, segundo a Conab”. A liderança cooperativista esclarece, ainda, que o indicador de produtividade atingiu o valor mais elevado da série histórica, ajudando a segurar uma queda mais acentuada no otimismo dos produtores agrícolas.

Por fim, o índice de Confiança do Produtor Pecuário fechou em 89,5 pontos, 3,7 pontos abaixo do 4º trimestre do ano passado. Assim como ocorreu com os produtores agrícolas, os preços estão entre os aspectos sobre os quais a percepção dos criadores mais piorou. Entre dezembro de 2016 e março deste ano, as cotações do boi caíram 4% – a queda acumulada em doze meses é de 8%. Esses números explicam a desconfiança dos pecuaristas de corte. No caso do leite, os preços neste ano subiram 4% de dezembro do ano passado a março deste ano. Ainda assim, estão quase 20% abaixo do pico registrado em agosto de 2016.

Segundo o Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, “o nível de otimismo está em linha com os dados divulgados na última semana pelo IBGE, que apontou um crescimento de 13,4% do PIB da agropecuária no primeiro trimestre de 2017. Ainda que ocorram oscilações naturais de humor fica evidente a competência e a capacidade do agronegócio em gerar bons resultados para a economia e a sociedade brasileira, tão necessários para impulsionar a retomada do crescimento e a geração de empregos”.

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Confiança de que Brasil sairá de sua maior crise sustenta recorde do IC Agro, diz Skaf

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) do 3º trimestre, medido pela Fiesp e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), alcançou 106,3 pontos, alta de 4,2 pontos em relação ao trimestre anterior. A pontuação é recorde na série histórica do indicador, iniciada em 2013, e confirma o otimismo do setor.

De acordo com a metodologia da pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (10), uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados acima disso indicam confiança.

Entre as variáveis que contribuíram para o resultado do IC Agro, o destaque ficou novamente com o item “economia do Brasil”, com alta de 14 pontos, atingindo um patamar de 98 pontos, marca superior a qualquer sondagem anterior.

Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, esta sondagem confirmou a forte variação de quase 20 pontos ocorrida no segundo trimestre deste ano. “Da mesma forma, o principal indicador a alavancar o resultado foi a economia do país. Mesmo com o crescimento da preocupação com a queda dos preços, por exemplo, a confiança de que o Brasil sairá da maior crise econômica de sua história sustentou o índice em níveis elevados.”

No entanto, complementa Skaf, “sabemos que a confiança dificilmente se manterá se os indicadores econômicos não apresentarem uma melhora efetiva, o que somente ocorrerá com as reformas estruturantes de que precisamos e essa agenda começa com a aprovação da PEC do teto dos gastos públicos pelo Senado Federal”.

Os índices de confiança dos produtores agropecuários e das indústrias Antes e Depois da Porteira também retratam otimismo do setor. A confiança dos produtores agropecuários chegou a 108,2 pontos, 4,7 pontos em relação ao trimestre anterior, que pela segunda vez consecutiva registra pontuação acima dos 100 (que representa visão positiva).

O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, destaca que a confiança do produtor agropecuário, que registrou o quinto aumento trimestral consecutivo, foi influenciada por uma situação mais favorável para culturas que vinham sendo muito castigadas, como a cana-de-açúcar, o café e a laranja, que compensaram a falta de entusiasmo com a queda nos preços de grãos, cujas cotações vêm caindo desde que atingiram o pico, no segundo trimestre deste ano. “O clima mais favorável ao plantio também ajuda, já que os últimos anos foram marcados por quebras de safras de diferentes produtos em diferentes Estados, e traz uma boa expectativa quanto à produtividade para a safra 2016/17”.

Como em todos os elos da cadeia analisados pelo indicador, os fornecedores de insumos agropecuários (indústria Antes da Porteira) fecharam o terceiro trimestre com 108,2 pontos, 6,4 pontos a mais que o resultado anterior. Os setores de fertilizantes e defensivos agrícolas contribuíram para o otimismo.

No entanto, neste elo da cadeia, as condições específicas do negócio preocupam, como os preços dos grãos para a próxima safra, o que afeta o agronegócio de forma geral.

No terceiro trimestre de 2016, a indústria Depois da Porteira (Alimentos), conseguiu sustentar o otimismo e a avaliação positiva que conquistou no trimestre anterior – depois de registrar pontuação abaixo dos 100 pontos por oito trimestres consecutivos – e avança 2,8 pontos, fechando o período com 103,4 pontos.

No entanto, a recuperação do consumo mais lenta do que a esperada limitou ganhos mais expressivos de confiança.

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Menos crédito, mais trocas, aponta a Sondagem de Mercado do Agronegócio do 2º trimestre de 2016

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Produtores rurais brasileiros usaram outras opções, além do tradicional crédito bancário e uso do capital próprio, para bancar a safra 2015/16. Na busca de financiamento, ganharam importância fornecedores que vendem a prazo, fora do sistema financeiro, e que negociam insumos em operações de troca, o chamado barter.

A conclusão é da Sondagem de Mercado do Agronegócio do 2º trimestre de 2016, realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e divulgada nesta quinta-feira (6/10).

O levantamento aponta que 11% do financiamento para a safra 2015/16 veio das revendas, ante os 3% apontados no levantamento anterior, do 4º trimestre de 2015. No mesmo período, a participação das cooperativas passou de 10% para 14%, além da parcela das indústrias de insumos ter subido de 2% registrados na Sondagem anterior, para os atuais 5%.

Em contrapartida, o percentual da safra financiado por bancos caiu de 42%, registrados no final de 2015 para 37% na atual pesquisa, participação menor do que a prevista anteriormente.

De acordo com o gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro), Antonio Carlos Costa, o resultado é o reflexo do cenário econômico no país. “Os atrasos na liberação do crédito pré-custeio em 2015 já apontavam para uma modificação no funding da operação agrícola. Concluída a safra 2015/16, constatou-se que o financiamento via revendas, tradings e aquele feito diretamente pelas indústrias de insumos ganharam importância em relação ao apontado pela sondagem anterior”, explica.

Segundo Costa, o ambiente de queda da participação dos canais mais tradicionais de crédito pode se intensificar, caso a taxa básica de juros se mantenha muito próxima do atual patamar.

A persistência da busca por soluções alternativas para custear a safra fez com que a participação das cooperativas agropecuárias se intensificasse no contexto da atual Sondagem, passando a responder por 14% do mix de financiamento da produção.

De acordo com o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, “o aumento da procura pelas cooperativas, inclusive para operações de barter, mostra que o sistema cooperativista está alinhado com as necessidades dos produtores rurais, desempenhando um importante papel neste momento de crédito mais caro e mais escasso”.

Em relação ao uso de recursos próprios, 32% do financiamento da safra saiu diretamente dos produtores. No entanto, a parcela foi menor do que os 41% estimados no levantamento anterior.

Planejamento da safra 2016/17

FUNDING – Os produtores não preveem mudanças na participação das principais fontes de financiamento das operações agrícolas da safra 2016/17. Para eles, a distribuição será semelhante à registrada em 2015/16: 37% dos recursos virão dos bancos, 32% do capital próprio, 14% das cooperativas, 11% das revendas, 5% das indústrias de insumos e 1% das tradings.

SAFRINHA – A Sondagem de Mercado também investigou em que período do ano é definido o planejamento para a compra de insumos da safrinha. As decisões sobre as aquisições de fertilizantes, defensivos e sementes se concentram no último trimestre do ano (outubro, novembro e dezembro), confirmando que os produtores esperam finalizar o plantio da soja precoce para planejar a semeadura da segunda safra de milho.

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Melhora na percepção da economia faz agronegócio recuperar otimismo

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Agronegócio brasileiro retomou o otimismo neste segundo trimestre de 2016. O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), saiu de 82,6 para 102,1 pontos, na comparação entre trimestres. A alta de 19,4 pontos, que volta aos maiores patamares da série histórica, iniciada no terceiro trimestre de 2013, foi causada, principalmente, pela combinação entre a melhora na percepção da economia e os bons preços das commodities.

De acordo com a metodologia do estudo, uma pontuação igual a 100 pontos corresponde à neutralidade. Resultados abaixo disso indicam baixo grau de confiança.

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A confiança do setor na economia brasileira subiu 40 pontos em relação ao último levantamento, passando de 43,8 para 83,8 pontos.  Para o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, esse resultado é um termômetro de que realmente o Brasil está voltando aos trilhos do crescimento.

“Hoje estamos melhor do que estávamos há três meses e até o final do ano estaremos melhor do que estamos hoje”, afirma Skaf. “Retomada da economia pressupõe confiança, credibilidade e equilíbrio. Um exemplo disso está na venda de fertilizantes, que cresceu 13%, e na venda de máquinas, com alta de 19% em relação ao mês anterior.”

A visão mais positiva a respeito das condições gerais do país também impulsionou o avanço nos índices de confiança, tanto dos Produtores Agropecuários quanto das Indústrias Antes e Depois da Porteira.

A confiança dos produtores apresentou alta de 11,6 pontos em relação aos três primeiros meses do ano, fechando o segundo trimestre com 103,5 pontos. A pontuação acima dos 100 é inédita para este elo da cadeia, ou seja, é a primeira vez em que o otimismo aparece para os produtores agropecuários.

Segundo Márcio Lopes de Freitas, presidente da OCB, a retomada na confiança dos produtores vai além do atual momento de reorganização da economia do país. “Os bons preços das principais commodities agrícolas, que se mantiveram em alta em boa parte do segundo trimestre de 2016, favoreceram o sentimento mais otimista por parte do produtor rural, melhorando também sua percepção em relação aos custos, uma vez que a relação de troca entre os produtos agrícolas e os fertilizantes e defensivos torna-se mais vantajosa.”

Já os fornecedores de insumos agropecuários (Indústria Antes da Porteira), além da melhora na percepção da economia, tiveram também como fator positivo para o aumento da confiança uma evolução significativa na percepção das empresas quanto às condições do setor.

Com uma relação de troca favorável em referência aos principais produtos agrícolas, como soja e milho, os fabricantes de adubos e defensivos têm conseguido antecipar com os produtores a negociação de insumos para a próxima safra de verão. Este cenário propício fez com que o ICAgro deste elo subisse 28,5 pontos, alcançando 101,8 pontos.

A Indústria Pós Porteira, por sua vez, conseguiu sair da condição pessimista – na qual ficou durante oito trimestres consecutivos – e volta a um nível neutro, com 100,7 pontos. A alta de 23,7 pontos em relação ao primeiro trimestre de 2016 mostra que a percepção com relação à situação atual melhorou menos do que suas expectativas para o futuro, o que é condizente com a situação desse grupo de indústrias, composto principalmente por fabricantes de alimentos.

Isso mostra que os produtores acreditam na retomada da confiança também pelas famílias.  “É o que sempre digo, confiança gera confiança, e não tenho dúvidas de que esses números mostram que as coisas estão voltando para os trilhos”, conclui Skaf.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento.

Sondagem de Mercado da Fiesp e da OCB mostra queda da participação de bancos no financiamento da safra

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Para custear a safra 2015/16, os produtores rurais brasileiros diminuíram a parcela de crédito obtido com instituições financeiras. Em compensação, utilizaram mais capital próprio e de fontes de financiamento como cooperativas, revendas e indústrias. É o que mostra a 2ª Sondagem de Mercado, pesquisa elaborada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB), divulgada nesta quarta-feira (23/3).

Em comparação com os dados coletados no segundo trimestre de 2015, relativos à safra 2014/15, a parcela de financiamento obtida com os bancos para custear a safra atual caiu de 51% para 42%. Em contrapartida, as participações do capital próprio aumentaram de 35% para 41% e o crédito fornecido pelas cooperativas passou de 8% para 10%.

De acordo com a 2ª Sondagem, durante o quarto trimestre de 2015 revendas também registraram aumento, de um ponto percentual, passando de 2% para 3%.  Já a fatia financiada pelas indústrias atingiu 2%, o dobro do índice registrado da última vez. Em contrapartida, a única fonte de funding que apresentou retração, além dos bancos, foram as tradings (de 3% para 2%).

As restrições na liberação do crédito de custeio (também chamado de “pré-custeio”), explica o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, podem ser consideradas o principal fator da redução da participação dos bancos no mix de financiamentos dos agricultores.  Segundo dados do Banco Central, foram liberados pouco mais de R$ 50 bilhões em crédito rural para custeio de lavouras no acumulado do ano passado. Praticamente o mesmo valor do que o registrado em 2014.

É justamente neste momento em que as fontes alternativas devem surgir, e o crescimento da participação das cooperativas mostra que o setor está estruturado para aumentar sua participação de forma sustentável neste processo, a benefício da produção agropecuária.

“Em função do aumento dos custos de produção da atual safra, observados principalmente pela desvalorização do câmbio, o produtor se viu obrigado a recorrer a outras fontes para financiar suas necessidades de custeio”, explica Freitas. “Neste cenário, as cooperativas – pelo relacionamento direto com seus associados – possibilitaram que os produtores mantivessem os níveis de investimento e expansão dos seus negócios, via operações de troca e compra direta de insumos com prazos adequados, servindo como uma importante opção para financiamento de suas operações.”

Além disso, o gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa, comenta que a memória do que ocorreu no ano passado está viva na cabeça dos produtores, tanto que 60% dos produtores entrevistados se mostraram preocupados ou muito preocupados com o crédito de pré-custeio para a próxima safra, 2016/17.

“A preocupação se justifica a partir do momento em que a pesquisa mostra que a maior parte dos agricultores concentra a compra de insumos para a safra de verão entre os meses de março a maio”, completa Costa. “Com o atraso da liberação dos recursos do crédito rural no ano passado, muitos produtores se viram forçados a revisar o planejamento das compras.” Neste caso, mostra a pesquisa, a situação influenciou negativamente os resultados de vendas dos principais insumos agropecuários, que registraram quedas expressivas em 2015.

Os percentuais da sondagem foram calculados pela média simples das respostas dos produtores entrevistados. Como não foi adotada nenhuma ponderação pelo tamanho de cada produtor, os dados relativos ao funding fornecem uma indicação do grau de importância dos diferentes agentes no financiamento do custeio agrícola, mas não representam o volume de crédito negociado no Brasil.

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Distribuição de insumos

Ainda de acordo com a 2º Sondagem de Mercado Fiesp/OCB, as cooperativas são o principal canal de distribuição de defensivos, corretivos, fertilizantes e sementes para os produtores.

Na hora de comprar fertilizantes, 48% dos entrevistados disseram recorrer a essas entidades, seguida pelas revendas, com 35%, e 30% afirmaram negociar diretamente com as indústrias. Negociações com tradings e cerealistas foram indicadas por 5% dos entrevistados.

Quanto às aquisições de defensivos, 47% compram das cooperativas, 45% através de revendas e 22% diretamente com as indústrias. Já 3% dizem negociar com as tradings e cerealistas.

A proporção também se mantém equilibrada na obtenção de sementes: 41% as adquirem nas cooperativas, 39% nas revendas, 26% nas indústrias e 7% nas tradings e cerealistas.

A sondagem aponta ainda que a maior parte das aquisições de insumos é paga pelos produtores à vista ou em até 180 dias, independentemente do fornecedor ou do insumo adquirido. A exceção fica por conta das aquisições de defensivos com as tradings, para as quais os mais comuns são o pagamento efetuado até o final da colheita (prazo safra ou mais de 180 dias) e operações barter (troca de insumos pelo produto agrícola).

Clique aqui para ter acesso à íntegra da pesquisa.

Índice de Confiança do Agronegócio se mantém estável, em campo pessimista

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio, medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), apurou uma queda de 0,4 ponto no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o período imediatamente anterior.  Embora seja o menor recuo registrado no ano, esta é terceira vez consecutiva que o ICAgro registra queda.

A confiança do setor entre julho e setembro deste ano caiu para 82,4 pontos, ante 82,8 do segundo trimestre de 2015. O resultado pode ser explicado pelo equilíbrio entre os aspectos positivos para o agronegócio – como por exemplo, as perspectivas de bons preços em reais para produtos agrícolas – e situações negativas, como o quadro geral de incertezas na economia brasileira.

A sondagem, divulgada nesta quinta-feira (29/10), destaca certa recuperação da confiança da indústria “antes da porteira” (insumos agropecuários), que apresentou alta de 7,3 pontos em relação ao segundo trimestre de 2015, a maior entre todos os elos. A pontuação de 73,3 pontos reflete, em parte, a retomada das entregas/vendas a partir de maio/junho.

O gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa, explica que ocorreu uma certa reversão das expectativas, especialmente nos segmentos de fertilizantes e defensivos, que sofreram muito nos dois primeiros trimestres do ano. A partir de junho, ele diz, o crédito voltou, ainda que não da forma ideal e a valorização do dólar frente ao real impulsionaram a retomada das vendas. “O crédito é decisivo para o desempenho das indústrias de sementes, defensivos e fertilizantes, o que não significa que a confiança nesta variável tenha sido totalmente retomada.”

Já a confiança da indústria depois da porteira (alimentos) caiu 3,1 pontos fechando em 82,7 pontos ante 85,8 do último levantamento. O recuo neste elo se deve, principalmente, à retração da economia e à deterioração do mercado de trabalho, que já afetavam negativamente as vendas do setor, e às expectativas de continuidade de um cenário negativo para 2016. É importante lembrar que essas indústrias, por muito anos, se aproveitaram de um movimento consistente de elevação do consumo, que agora começa a apresentar retração devido a fatores negativos da economia brasileira.

O IC Agro apurou ainda que a confiança do produtor agropecuário manteve-se praticamente estável neste terceiro trimestre. A alta de 0,9 ponto na confiança do produtor agrícola foi anulada pela queda de 5,7 pontos no índice do produtor pecuário.

O índice geral para este elo da cadeia fechou o período em 85,9, queda de 0,8 ponto em relação ao levantamento anterior.

O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, explica que do ponto de vista do produtor agrícola a melhora nos ânimos em relação à precificação das commodities, provocada pelo câmbio, suplantou a queda registrada pelos custos de produção, componente afetado negativamente pela desvalorização do real. Já para o produtor pecuário, o aumento do preço das rações e o recuo dos preços do boi e do leite, abaixo dos níveis registrados no ano, geraram a deterioração do indicador, uma vez que o componente preço condiciona suas expectativas em relação à confiança. “Acreditamos que, apesar de alguns indicadores permanecerem sólidos, a exemplo da confiança do produtor no seu próprio negócio, o cenário de relativo pessimismo deva persistir, agravado sobretudo pela instabilidade econômica e política vivenciada pelo país. ”

Preocupações x Investimentos

Entre julho e setembro, o clima ocupou o topo da lista das preocupações, com 35% das respostas, seguido pelo aumento do custo de produção, com 34%. Os dois itens já lideravam o ranking na sondagem anterior. A ordem, porém, era invertida: o custo liderava com 42%, e o clima vinha em segundo, com 37%.

Os efeitos da desvalorização do real sobre as cotações das commodities agrícolas diminuíram os temores a respeito da remuneração dos produtores. No segundo trimestre de 2015, o preço de venda ocupava o terceiro lugar da lista de preocupações, com 23% das respostas. Na sondagem atual, o item foi apontado por 16% dos entrevistados, caindo para o quarto lugar.

Já a escassez de crédito foi relacionada como um problema por 13% dos produtores, quatro pontos percentuais a menos do que no levantamento anterior.

O IC Agro também apura as intenções de investimento do agronegócio brasileiro. Na sondagem atual, 52% dos produtores agrícolas informaram que pretendem investir mais em tecnologia. No primeiro trimestre de 2015 esse índice era de 68%.

Enquanto isso, 66% dos produtores pecuários afirmaram que pretendem direcionar a maior parte dos investimentos para avanços tecnológicos. Queda de sete pontos se comparado à sondagem de janeiro a março deste ano.

Ainda segundo a sondagem, apenas 14% dos produtores agrícolas demostraram disposição de ampliar o investimento na aquisição e modernização de máquinas e equipamentos, enquanto 26% devem investir mais no aperfeiçoamento da gestão de pessoas.

Para acessar o estudo completo, clique aqui.

Fiesp e OCB lançam “Sondagem de Mercado do Agricultor Brasileiro”

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB) lançam, nesta terça-feira (29/09), um novo produto que poderá auxiliar as indústrias e os produtores a entender melhor a dinâmica de mercado do setor e, consequentemente, aprimorar suas estratégias de negócios: a “Sondagem de Mercado do Agricultor Brasileiro”.

Em sua primeira divulgação, o levantamento entrevistou mais de 500 produtores em todas as regiões do Brasil para identificar quais são os principais agentes financiadores do custeio da produção agrícola em solo nacional. Também foi levantado qual o principal período de aquisição e recebimentos de insumos ao longo do ano.

Segundo o gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa, a ideia do projeto nasceu da necessidade de acompanhar mais de perto as possíveis modificações na dinâmica de financiamento da produção, comercialização e aumento/redução do pacote tecnológico. “Esse tipo de informação é de fundamental importância em um ambiente de incertezas, em que o cenário macroeconômico brasileiro está afetando o desempenho do setor”, completa Costa.

Realizada entre julho e agosto, a sondagem revelou que os produtores agrícolas se utilizam majoritariamente dos bancos públicos para financiar sua operação agrícola, com 62%, seguido das cooperativas, com 16%. Bancos privados e cooperativas de crédito são responsáveis por 13% cada. Já tradings, revendas e indústria de insumos foram citados por menos de 10% dos produtores, como mostram os gráficos abaixo.

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Para o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, houve fortes avanços na contratação dos financiamentos de crédito rural suportados pelas cooperativas de crédito, com tickets médios que refletem a utilização dos recursos especialmente por pequenos e médios agricultores. “Atualmente, são mais de 4 mil pontos de atendimento em todo o Brasil que oferecem serviços de crédito rural”, conta.

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Em relação à época de compra e recebimento de insumos, a Sondagem de Mercado mostrou que queda significativa na aquisição destes produtos durante o primeiro semestre de 2015, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Escassez do crédito pré-custeio, atraso na comercialização do grão e a espera do novo Plano Safra, fizeram com que o produtor postergasse a decisão de compra.

A Sondagem de Mercado, produzida pela Fiesp e OCB, será realizada periodicamente e o acesso às informações completas é totalmente gratuito. Para saber mais clique aqui.

Confiança do agronegócio tem queda de 13,4 pontos ao longo do ano, segundo ICAgro

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro), elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), acumula queda de 13,4 pontos ao longo do ano. O resultado para o terceiro trimestre de 2014, 89,3 pontos, é o menor da série histórica, iniciada no quarto trimestre de 2013. Segundo a metodologia do estudo, leituras acima de 100 pontos indicam otimismo e abaixo, pessimismo.

Para o Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, o resultado foi influenciado pela corrida à eleição presidencial que estava no ápice em setembro, quando as pesquisas que compõem o ICAgro foram realizadas.

“As incertezas geradas pela indefinição eleitoral no período do levantamento preocuparam o setor, que ficou receoso, especialmente sobre a indefinição de como seria a condução da política econômica daqui para frente”, analisa o diretor titular do Deagro, Benedito Ferreira. “Não é à toa que a avaliação sobre a economia do Brasil foi a variável que mais contribuiu para a redução do índice que inclui todos os elos da cadeia produtiva (antes, dentro e depois da porteira da fazenda).”

Também foi o item “economia”, somado às avaliações sobre as condições da região e do setor, que contribuiu para a queda de 15,4 pontos na confiança da indústria de insumos. O índice do elo “pré-porteira” passou de 94,1 pontos registrados no segundo trimestre, para 78,7 pontos, computados no terceiro trimestre.

“A queda das cotações de soja, milho e algodão, em razão das estimativas de uma safra recorde no mundo, também contribuiu negativamente para as expectativas futuras de todos os segmentos da indústria de insumos. Para um dos setores que demostrou maior preocupação, o de defensivos agrícolas, essas culturas representam cerca de 70% do faturamento”, explica o gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos Costa. “Se por um lado, a queda dos preços tende a beneficiar a indústria pós porteira, por outro impacta diretamente os insumos agrícolas como um todo.”

Já o elo “depois da porteira”, que engloba as indústrias de logística e alimentos, apresentou um aumento discreto, de 0,7 ponto. O otimismo desse segmento quanto às condições atuais e futuras foi influenciado pela queda dos preços das commodities (que representa redução dos custos da produção) e a alta da taxa de câmbio no período do levantamento, fator que auxilia o elo exportador da cadeia.


Preocupação é maior entre produtores agrícolas em comparação ao pecuário

No terceiro trimestre do ano, a confiança dos produtores agrícolas caiu 2,2 pontos, parando em 90 pontos. A preocupação com a “situação da economia brasileira” foi, novamente, o item que mais puxou o resultado para baixo, principalmente para os produtores de laranja e cana-de-açúcar que apresentaram, pela primeira vez, uma avaliação sobre a “situação atual” abaixo de 30 pontos.

O produtor pecuário, por sua vez, foi o único, entre todos os elos pesquisados, que mostrou melhora consistente na confiança, fechando o período em 103 pontos. O aumento foi de 4,8 pontos em relação à pesquisa anterior. A redução dos custos de produção e a recuperação dos preços foram os responsáveis por essa condição “otimista”, a qual só não foi maior devido a avaliação do item “economia brasileira”, que seguiu a mesma tendência negativa apresentada pelos demais elos da cadeia.

Segundo o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, “é importante notar que em um período de processo eleitoral, de incertezas quanto à economia, queda de preços de alguns produtos e eventos climáticos catastróficos, a confiança dos produtores na maior parte de seus setores ainda não é pessimista”.

“Isso nos mostra um produtor mais amadurecido e ainda confiante na sua capacidade de gerenciar os riscos e planejar seus negócios, com credibilidade nos demais agentes das cadeias produtivas onde atua”, ressalta.
Sobre o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro)

Apurado trimestralmente pela Fiesp e pela OCB, o Índice de Confiança do Agronegócio (ICAgro) mede, por meio de um conjunto de variáveis, a expectativa dos agentes do setor em relação ao seu negócio e ao ambiente econômico de forma geral.

A pesquisa é feita com os três elos que compõem o segmento: antes da porteira da fazenda (indústria de fertilizantes, máquinas e implementos, defensivos, nutrição e saúde animal, cooperativas, revendas, entre outros), dentro da porteira (produtores agropecuários) e depois da porteira (indústria de alimentos, tradings, cooperativas, armazenadores e operadores logísticos).

Os resultados, compostos por um painel de 645 respostas, são direcionados aos especialistas, acadêmicos, empresários, técnicos e jornalistas que desejam aprofundar o conhecimento estratégico do setor.

Para dar robustez aos resultados, outros dois levantamentos são realizados: o Perfil do Produtor Agropecuário e o Painel de Investimentos. Embora não entrem na composição do Índice de Confiança, essas sondagens ajudam a explicar o seu resultado.

Para saber mais sobre o ICAgro, acesse www.icagro.com.br

Confiança do Agronegócio cai mais de 10 pontos no 2º trimestre, mostra índice da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A confiança do agronegócio piorou acentuadamente no segundo trimestre do ano. A principal influência para essa percepção é uma avaliação mais negativa, por parte dos empresários, com relação aos rumos da economia brasileira em geral. A conclusão é resultado do Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O estudo foi divulgado nesta segunda-feira (25/08).

“Esse resultado marca uma reversão importante de expectativas, o que pode determinar uma tendência para os próximos meses. A piora na avaliação da economia e a preocupação com os custos de produção são componentes fundamentais para explicar o resultado”, diz Antonio Carlos Costa, gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp.

Costa também explica que o resultado já era esperado, tanto pelo comportamento dos preços internacionais de parte das commodities agrícolas, influenciado pelos levantamentos que apontam safra recorde nos EUA, quanto pela impossibilidade do setor passar imune ao desempenho da economia brasileira como um todo.

Segundo o levantamento, a confiança do setor, incluindo os elos da cadeia produtiva antes (indústria de insumos), dentro (produção agropecuária) e depois da porteira da fazenda (indústria de alimentos), piorou para 91,8 pontos no segundo trimestre de 2014, uma queda de 10,9 pontos em comparação ao primeiro trimestre, quando a confiança do setor pairava sobre o patamar ligeiramente positivo, de 102,7 pontos.

A pesquisa da Fiesp e da OCB avalia a confiança do setor em uma escala de 0 a 200 pontos, sendo que uma leitura em torno dos 100 pontos indica neutralidade.

Entre as indústrias antes da porteira, o índice de confiança piorou 7,8 pontos, para 94,1 pontos, ante 101,9 pontos no primeiro trimestre do ano. Já as indústrias depois da porteira foram as que registraram a maior queda, com baixa de 19,8 pontos, marcando: 88,9 pontos.

“Outro ponto a se destacar é em relação à intensidade. A queda da confiança aconteceu mais forte nos segmentos da indústria do que no segmento dentro da porteira da fazenda propriamente dito. A expectativa que temos é que a piora nesse segmento possa ser mais intenso nos próximos levantamentos”, explicou Benedito Ferreira, diretor titular do Deagro.

Segundo o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, o pessimismo aumenta em decorrência de fatores externos, como a economia do país, resultando em um cenário de incertezas. “Caso se concretize a perspectiva apontada especialmente pela indústria pós-porteira, devemos estar atentos aos efeitos para os demais elos da cadeia.”

Preocupação é maior entre produtores agrícolas em relação ao pecuário
No segundo trimestre do ano, a confiança dos produtores agrícolas caiu seis pontos para 92,2 pontos, contra leitura anterior de 98,2 pontos. As preocupações com a economia, a reversão da expectativa em relação aos preços de venda e os custos de produção são os responsáveis pelo resultado negativo.

O produtor pecuário foi o único, entre todos os elos pesquisados, que apresentou uma pequena melhora na confiança, de 4,4 pontos, em relação à pesquisa anterior. O preço de venda do produto e a queda dos preços do milho, importante componente da ração animal, foram determinantes para o aumento do otimismo no momento da pesquisa.

Clima
Quando questionados sobre os maiores problemas do negócio, o clima ainda lidera a lista de preocupações do produtor agropecuário, muito embora o item apareça com intensidade menor à registrada na pesquisa anterior, no auge da seca ou excesso de chuvas em diferentes regiões do Brasil. No entanto, no momento da sondagem, exerceu influência nas culturas perenes, como o café e laranja, além da pecuária.

Para Márcio Freitas, “essa preocupação com o clima ainda reflete os danos causados nos primeiros meses do ano, e se soma aos impactos negativos que estão previstos no próximo ciclo, principalmente para as culturas perenes”.
O preço de venda do produto, que anteriormente era o quarto item de preocupação, passou a figurar em segundo lugar, reflexo da tendência de queda das principais commodities agrícolas.

Além disso, problemas como a alta incidência de pragas e doenças e a falta de trabalhadores qualificados continuam como pontos de grande atenção.
Investimentos
Mesmo com a queda no humor do produtor agropecuário, a intenção de investimentos segue com poucas alterações em relação ao período anterior, em áreas como tecnologia/custeio, máquinas e equipamentos, gestão de pessoas e infraestrutura.

Sobre o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro)
Apurado trimestralmente pela Fiesp e pela OCB, o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) mede, por meio de um conjunto de variáveis, a expectativa dos agentes do setor em relação ao seu negócio e ao ambiente econômico de forma geral.

A pesquisa é feita com os três elos que compõem o segmento: antes da porteira da fazenda (indústria de fertilizantes, máquinas e implementos, defensivos, nutrição e saúde animal, cooperativas, revendas, entre outros), dentro da porteira (produtores agropecuários) e depois da porteira (indústria de alimentos, de energia, tradings, cooperativas, armazenadores e operadores logísticos).

Os resultados, compostos por um painel de 645 respostas, são direcionados aos especialistas, acadêmicos, empresários, técnicos e jornalistas que desejam aprofundar o conhecimento estratégico do setor.

Para dar robustez aos resultados, outros dois levantamentos são realizados em paralelo: o Perfil do Produtor Agropecuário e o Painel de Investimentos. Embora eles não entrem na composição do Índice de Confiança, essas sondagens ajudam a explicar o seu resultado.

>> Conheça o site do IC Agro
www.icagro.com.br

Confiança do agronegócio cai no primeiro trimestre do ano

Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) apresentou queda de dois pontos no primeiro trimestre de 2014, em comparação ao último trimestre de 2013. Na escala de 0 a 200, o IC Agro geral (que abrange os segmentos “antes” e “depois da porteira” mais o “produtor agropecuário”) variou de 104,5 para 102,7 pontos, demonstrando uma percepção ainda mais cautelosa em todos os elos da cadeia.

Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (27/05) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), idealizadoras do índice.

Na análise por elo da cadeia, todos apresentaram variações negativas: “Indústria Antes da Porteira” (- 8 pontos), “Produtores Agropecuários” (- 0,4 ponto) e “Indústria Pós Porteira” (- 0,6 ponto).

Para o diretor do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira, a queda significativa na confiança do primeiro elo foi provocada, especialmente, pelo setor de máquinas agrícolas,  que registrou queda de 21,3% nas vendas entre Janeiro e Março, se comparados com o mesmo período do ano anterior.

“Embora pessimista em relação à situação atual, a indústria ‘antes da porteira’ mostra-se otimista em relação às expectativas futuras. Seja em relação ao setor em que atuam, ou à economia brasileira, eles acreditam que o cenário mudará para melhor”, explica Ferreira.  “Esse otimismo foi influenciado, especialmente, pelas revendas, indústrias de defensivos agrícolas e os bancos que financiam o setor.”

Já os produtores agropecuários se mostraram satisfeitos em relação aos preços e à confiança no setor. Porém, isso não foi suficiente para manter o Índice de Confiança deste elo em alta. A desesperança com a economia brasileira e os custos de produção puxaram os resultados de 97,5 para 97,1.

“Apesar da evolução de preços de alguns produtos agropecuários e da confiança no próprio setor, é importante lembrar que o primeiro trimestre deste ano foi marcado como um período de falta de chuvas em diversas regiões”, ressalta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas. “Consequência do clima, a redução da produtividade média e elevação de custos, somados ao pessimismo em relação aos indicadores macroeconômicos, fizeram com que a confiança caísse.”

Preocupações x Investimentos

A questão climática continua sendo o principal problema para o setor agropecuário. Em um questionário onde puderam escolher mais de uma alternativa, 82,2% dos produtores agropecuários elegeram “clima” como sua maior preocupação.

“A porcentagem dos entrevistados que escolheram esse item quase que dobrou entre as duas aferições”, observa Ferreira, ao lembrar que no último resultado apresentado, a opção “clima” possuía 46,8% de escolha. “Isto ocorre por uma questão sazonal, seja por influência do excesso de chuvas que ocorreram na região Centro-Oeste ou pela seca observada nas regiões Sul/Sudeste”, explica.

As alternativas “alta incidência de pragas e doenças” e “falta de trabalhador qualificado” aparecerem como a segunda e terceira maior preocupação para 30,4% e 22,5%, respectivamente. Também são elas que impulsionaram o aumento de 10,3 pontos percentuais na expectativa de investimentos em tecnologia ligada ao custeio. Os agricultores que responderam que farão investimentos

adicionais nesta área representam 63% na sondagem atual, contra 52,7% na anterior.

Em relação aos demais itens, 27% dos agricultores entrevistados disseram que farão investimentos adicionais em “máquinas e equipamentos” agrícolas, com destaque para a aquisição de tratores, seguidos pela intenção de compra em colheitadeiras e plantadeiras.

Embora o resultado seja significativo, a variação foi negativa em relação ao último trimestre de 2013. A queda pode ser explicada pelo fator sazonal, uma vez que o levantamento para os resultados deste trimestre foi realizado na época de plantio, quando o produtor já havia feito as compras necessárias.

Metodologia

Para melhor captar as percepções de todos os elos que envolvem o Agronegócio, a pesquisa de campo consultou agentes que atuam antes, dentro e depois da porteira da fazenda.

No primeiro e no último grupo foram realizadas cerca de 50 entrevistas com indústrias fornecedoras de insumos e serviços aos agricultores, além de cooperativas e indústrias compradoras de commodities agrícolas e produtoras de alimentos.

Já no quadro “dentro da porteira” foram realizadas 1500 entrevistas, sendo 645 válidas, com produtores agrícolas e pecuários.

O IC Agro é uma realização da Fiesp e OCB, com o apoio da Anfavea e Andef. Os dados que compõem o índice são atualizados trimestralmente e a próxima divulgação está prevista para o mês de Agosto.

Outros detalhes e o download do estudo completo estão disponíveis no site: www.icagro.com.br


Valor Econômico destaca Índice de Confiança Agronegócio da Fiesp e da OCB

Agência Indusnet Fiesp

A confiança do agronegócio ocupa um patamar de otimismo moderado. A conclusão é de um indicador inédito apurado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). No primeiro levantamento, que dá início à série histórica do Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), a leitura foi de 104,5 pontos em um escala que varia de 0 a 200, sendo até 100 pessimismo e acima otimismo.

Em matéria de uma página, o jornal Valor Econômico destacou o IC Agro na edição desta segunda-feira (24/2).  Segundo a reportagem, o cenário incerto da economia global e acomodação dos preços das commodities para baixo “esfriaram os ânimos do campo brasileiro”.

Baseada nos primeiros números do IC Agro, a reportagem ainda citou que a maior parte da preocupação com o agronegócio ronda os produtores de café, laranja e cana-de-açúcar, enquanto os agentes dos setores de soja e algodão puxaram o índice para cima.

“O IC Agro será uma ferramenta essencial para toda a cadeia produtiva. É um material de referência e sem dúvida será usado para auxiliar a tomada de decisões de indústrias, empresários e cooperativas”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao jornal.

Cautela

O primeiro IC Agro da Fiesp e da OCB ficou em 104,5 pontos, indicando uma confiança cautelosa por parte dos produtores agropecuários. Na variável Antes da Porteira (indústria de fertilizantes, máquinas e implementos, defensivos, nutrição e saúde animal, cooperativas, revendas, entre outros), a confiança também expressou um tímido otimismo, com 109,8 pontos.

O produtor agropecuário (Dentro da Porteira) se mostrou mais pessimista, segundo apurações do IC Agro, e o índice fechou o período de novembro do ano passado a janeiro deste ano com leitura de 97,5 pontos. Enquanto o indicador Depois da Porteira (indústria de alimentos, energia, tradings, cooperativas, armazenadores e operadores logísticos) apontou 109,3 pontos na levantamento do trimestre.  

O gerente do Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), Antonio Carlos Costa, avaliou que a média de 104,5 pontos do índice geral indica um “otimismo moderado” no setor, segundo a reportagem do Valor.

Para compor o IC Agro, foram realizadas 1500 entrevistas para a formação de um painel com 645 produtores agropecuários de diversas culturas, localizados em 16 estados brasileiros. Foram considerados na pesquisa o porte, a cultura e a região dos produtores.

Para ler a reportagem no site do jornal, clicar aqui. (Sujeito a cadastro e a paywall)

Conheça o site do IC Agro.


IC Agro vai nortear agronegócio, diz presidente da Fiesp em lançamento de indicador

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro), criado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), é uma contribuição da entidade, com riqueza de informações, para o setor e uma ferramenta importante para a criação de eventuais políticas públicas de apoio ao agronegócio brasileiro, afirmou na manhã desta segunda-feira (24/02) o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante café da manhã com executivos do setor no evento de lançamento do indicador.

“O índice vai nortear e ajudar muito o agronegócio. Ter um índice com informações do setor – antes e depois da porteira– sem dúvida será uma ferramenta importante para toda a cadeia produtiva e para a formulação de políticas públicas também”, disse Skaf.

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Skaf: IC Agro é ferramenta importante para toda a cadeia produtiva. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


A cada três meses, o Deagro e a OCB vão mensurar a percepção dos agentes do agronegócio em relação a um conjunto de informações que impactam a atividade, como a situação da economia brasileira, do setor, disponibilidade de crédito, expectativa de investimento, preços e produtividade.

Os objetivos do índice são compreender os pontos de convergência e divergência entre os elos da cadeia produtiva, medir a disposição de realizar novos investimentos e antecipar mudanças de tendências.

No levantamento que dá início à série histórica, o IC Agro registrou 104,5 pontos em uma escala que varia de 0 a 200, sendo 100 o ponto de neutralidade, o que significa um otimismo moderado por parte dos segmentos entrevistados.

Estão incorporados ao índice mais dois levantamentos, um sobre o perfil do produtor agropecuário, atualizado a cada dois anos, e o Painel de Investimentos, atualizado a cada trimestre.

No perfil do produtor, 58,3% dos entrevistados estão pessimistas quanto aos esforços do governo brasileiro para investir em infraestrutura e logística para escoar a produção agropecuária.

Skaf disse ainda que a percepção não muito otimista do agronegócio em relação à economia brasileira, revelada pelo IC Agro, aplica-se a outros setores produtivos do país. “É um resultado que não seria muito diferente se fizéssemos uma pesquisa em qualquer outro setor.”

Além de executivos de empresas que atuam no setor, o evento contou com a presença do Departamento do Agronegócio(Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira e do presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, João de Almeida Sampaio Filho, além de autoridades do setor como o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, presidente da Academia Nacional de Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP).

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Fiesp e OCB criam Índice de Confiança do Agronegócio Brasileiro, o IC Agro

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Site do IC AGro traz as principais informações sobre o estudo e a possibilidade de download do documento completo.

A partir de fevereiro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu  Departamento de Agronegócio (Deagro), e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) passam a mensurar a percepção dos agentes do agronegócio em relação a um conjunto de informações que impactam a atividade, como a situação da economia brasileira, do setor, disponibilidade de crédito, expectativa de investimento, preços e produtividade.

O Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) será divulgado trimestralmente e tem como objetivos compreender os pontos de convergência e divergência entre os elos da cadeia produtiva, medir a disposição de realizar novos investimentos e antecipar mudanças de tendências.

“O IC Agro, primeiro produto do tipo no Brasil, será uma ferramenta essencial para toda a cadeia produtiva. É um material de referência e sem dúvida será usado para auxiliar a tomada de decisões das indústrias, empresários e cooperativas, frente aos resultados obtidos”, explica o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “Por outro lado, ele também pode ser usado pelo governo como um termômetro já que permite apontar as necessidades de implementação e melhoria de políticas públicas para o setor”.

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O presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, reforça a opinião de Skaf e chama a atenção para o benefício direto ao produtor cooperado. “Teremos a oportunidade de olhar o agronegócio de maneira integrada, já que as cooperativas são agentes importantes nesse contexto, dentro e fora da porteira. Elas são verdadeiros centros de segurança para os seus cooperados e, com as informações do IC Agro, poderão rever estratégicas e identificar novos caminhos para potencializar a competitividade dos seus associados”.

Metodologia

Para melhor captar as percepções de todos os elos que envolvem o Agronegócio, a pesquisa de campo – realizada pelo Agro IPES– consultou agentes que atuam antes, dentro e depois da porteira da fazenda.

No primeiro e no último grupo foram realizadas cerca de 40 entrevistas com indústrias fornecedoras de insumos e serviços aos agricultores, além de cooperativas e indústrias compradoras de commodities agrícolas e produtoras de alimentos.

Já no quadro “dentro da porteira” foram realizadas 1500 entrevistas, sendo 645 válidas, com produtores agrícolas e pecuários.

As consultas foram feitas entre novembro de 2013 e janeiro de 2014.

Resultados

Neste levantamento que dá início à série histórica, o IC Agro registrou 104,5 pontos em uma escala que varia de 0 a 200, sendo 100 o ponto de neutralidade.

Desta forma, o primeiro resultado demonstra um otimismo cauteloso por parte dos segmentos entrevistados.

A confiança dos produtores, entretanto, ficou um pouco abaixo do índice geral, com 97,5 pontos.

Dos três elos da cadeia, o que mais contribuiu positivamente para a formação do índice geral foi o “antes da porteira”, que fechou o trimestre em 109,8 pontos.

Antonio Carlos Costa, gerente do Deagro, explica que os resultados podem ser melhor compreendidos a partir do momento em que se avaliam as variáveis que mais impactaram o resultado, tanto para cima, quanto para baixo. “O pessimismo em relação à economia brasileira é comum às indústrias e aos produtores, que registraram idênticos 84,9 pontos. Ao mesmo tempo, a confiança no setor puxou o resultado para cima, com 105 pontos na avaliação do produtor e importantes 123,5 pontos na expectativa da indústria”.

Preocupações x Investimentos

O IC Agro também mediu as preocupações atuais do produtor agropecuário. Em um questionário onde puderam escolher mais de uma alternativa o clima, preço de venda do produto e aumento do custo de produção lideram lista, seguidos de perto pela alta incidência de pragas e doenças, falta de trabalhador qualificado, legislação ambiental e trabalhista, além da infraestrutura logística. Questionado sobre a disposição em realizar investimentos adicionais aos que faz normalmente, o produtor agrícola respondeu que os recursos iriam, em sua maior parte, para o controle de pragas, doenças e ervas daninhas, aquisição de máquinas e implementos, armazenagem e formação técnica dos operadores de máquinas e equipamentos.

“É interessante notar que a intenção de investimento do produtor está diretamente direcionada à resolução dos problemas por ele apontados, diz Benedito Ferreira, diretor titular do Deagro. É muito clara a disposição em investir, por exemplo, em máquinas e implementos para mitigar o aumento do custo de produção e a preocupação com os problemas trabalhistas”. Ao mesmo tempo, o incremento na venda de máquinas e a falta de trabalhador qualificado geram a necessidade de fortes investimentos na formação técnica dos operadores de máquinas e implementos, completa Ferreira.

Já o produtor agropecuário pensa em investir em reforma e recuperação de pastagens e manejo rotacionado do pasto.

O IC Agro é uma realização da Fiesp e OCB, com o apoio da Anfavea e Andef. Os dados que compõem o índice são atualizados trimestralmente e a próxima divulgação está prevista para o final de março.

Outros detalhes e o download do estudo completo estão disponíveis no site: www.icagro.com.br