Benjamin Steinbruch no Globo: 2015 será uma oportunidade de ajustar o país

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, foi o entrevistado do jornal carioca “O Globo” na sexta-feira (26/09).

Na entrevista, Steinbruch diz o que mais prejudica a indústria em sua visão. “Precisamos de uma condição compatível com a que existe no mundo. O câmbio, por exemplo, tem que flutuar. Hoje, o real ainda está muito valorizado. Precisamos de um dólar a R$ 2,50 ou R$ 2,52 para que haja uma perspectiva de exportação e, ao mesmo tempo, se dificulte um pouco a importação. Se você começa a alterar artificialmente esses quesitos (o câmbio), você impede o desempenho normal da indústria e dos outros setores produtivos. Além disso, os juros altos asfixiaram a economia.”

Segundo ele, o ano de 2015 não será um ano fácil. “Vamos viver uma crise brava. Já estamos prestes a ver demissões em massa e mais paradas na produção, que já começaram. ”

O presidente da Fiesp, no entanto, disse acreditar que 2015 também será uma oportunidade de “ajustar o país para voltar à normalidade.”

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Em artigo nos jornais, Rubens Barbosa faz análise sobre fornecimento e demanda global de petróleo

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo denominado “O novo mapa do petróleo”, publicado na manhã desta terça-feira (23/04), nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, o presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), embaixador Rubens Barbosa, faz uma análise sobre o petróleo, no Brasil e no mundo.

“Segundo recentes relatórios especializados, dois fatos novos deverão trazer significativas implicações políticas, econômicas e estratégicas no cenário internacional: as fontes de produção de petróleo deverão mudar e a demanda global, em especial da China, Índia e Oriente Médio, crescerá de 35% a 46% entre 2010 e 2035”, escreve Barbosa.

No artigo, o embaixador ainda ressalta que na América Latina, o país mais afetado deverá ser a Venezuela por conta da redução das importações de petróleo pelos Estados Unidos da América (EUA), hoje situadas ao redor de 10% da demanda americana. E conclui: “no caso do Brasil, o petróleo do pré-sal não mais será absorvido pelo mercado americano, como inicialmente esperado. Outros destinos deverão ser buscados, em especial China e Índia.”

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

Rubens Barbosa, do Coscex Fiesp, alerta sobre o Brasil não estar integrado às cadeias produtivas globais

Os jornais O Estado de S. Paulo e O Globo publicaram o artigo O Brasil fora das cadeias produtivas globais, do presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o embaixador Rubens Barbosa, nesta terça-feira (26/02).

No artigo, Barbosa afirma que: “Se a política do Governo Dilma visando ao fortalecimento da indústria nacional der certo, sem o Brasil estar integrado ao dinâmico intercâmbio da cadeia produtiva global, o máximo que o País pode almejar no longo prazo é manter a produção industrial para o mercado interno com medidas protecionistas, para compensar a maior competitividade dos produtos importados. O mundo não vai esperar o Brasil. Ou o Brasil recupera o tempo perdido e reformula a sua estratégia de negociação comercial externa, ou vai tornar-se cada vez mais isolado no mundo real do comércio global e de investimentos.”

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

Punição aos corruptores

Punição aos corruptores

Paulo Skaf (Presidente da Fiesp/Ciesp) e Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (Presidente da Firjan)

O filósofo italiano Norberto Bobbio se referiu a política e moral como “códigos diferentes mas necessários”. Em artigo escrito há mais de 30 anos, Bobbio alertava para a acusação de moralista que costuma pesar sobre os que privilegiam em suas abordagens princípios como “não matar”, “não mentir”, “respeitar os outros como pessoas”. É preferível correr o risco de ser tachado de moralista se este é o preço a pagar pela defesa de valores morais.

Em nome da governabilidade, já houve quem defendesse jogar para debaixo do tapete um vasto rol de práticas condenáveis. Na confusão entre público e privado no Brasil, a figura do corruptor é muitas vezes encarada com indulgência. O corrupto é alvo de pouca tolerância e execração pública (a punição nem sempre acompanha o linchamento moral), mas não é parte da cultura brasileira o raciocínio óbvio de que não há corrupto sem corruptor. No já distante ano de 1995, o senador Pedro Simon propôs a criação da CPI dos Corruptores como resultado das investigações conduzidas pelas CPIs do PC Farias e dos anões do Orçamento. Nada aconteceu.

Mais recentemente, um grande passo foi dado por iniciativa do Executivo. Ocorreu em 2010, com o encaminhamento do projeto de lei n 6.826, que responsabiliza pessoas jurídicas por atos praticados contra a administração pública. Uma Comissão Especial foi criada para proferir parecer ao PL 6.826.

Assim como não se admite a generalização de que são vítimas os “bons” empresários quando alguém que se autointitula empreendedor pratica uma ilicitude, é inaceitável que um empresário que goza de credibilidade entre seus pares não hesite em firmar vínculos com agentes públicos para obter favores em concorrências públicas. O argumento de que o achaque precedeu o ato da corrupção não encontra mais eco numa sociedade que amadurece e consolida o viés de estímulo à ética e à transparência no trato da coisa pública.

Os índices de popularidade de uma chefe do Executivo que se notabiliza pela intolerância ao que definiu como “malfeitos” revelam o anseio da sociedade civil pelo cerco definitivo aos que insistem em atravessar as áreas de fronteira entre público e privado. É dever de todo cidadão, em especial dos empresários brasileiros, apoiar um projeto de lei que estabelece penalidades rigorosas a atos como suborno ou corrupção de agente público e fraude em licitações. É como se a sociedade tivesse agora a oportunidade de instituir uma espécie de Lei da Ficha Limpa do mundo privado.

O empresário no Brasil é acima de tudo um sobrevivente diante de um ambiente inóspito para a atividade produtiva, penalizada pela maior carga tributária do planeta, infraestrutura ineficiente, taxas de juros elevadas e legislação trabalhista que desestimula a contratação. Este mesmo empresário deve celebrar o PL 6.826, que banirá por longo tempo da atividade econômica os que não reúnem atributos morais para figurar entre seus pares e que, como se não bastassem todas as mazelas citadas, provocam, em sua ação nefasta, uma concorrência desleal ao empresário que respeita a Lei e a Constituição de seu país. Não se trata de moralismo, e sim de levantar a bandeira de uma sociedade transparente na política e na esfera privada.

O Brasil, sexta maior economia do mundo, ocupa apenas a 73 colocação no ranking que mede a percepção de corrupção da ONG Transparência Internacional. Escândalos recentes atestam a necessidade de perseguir as melhores práticas no relacionamento entre os setores público e privado. A punição severa e exemplar à figura do corruptor, a partir de um projeto de lei amadurecido por mais de dois anos de debates, é um passo essencial para mostrar que é possível compatibilizar política e moral no Brasil.