Problemas das empresas e eleição indefinida não permitem saber se 2019 será melhor, afirma Roriz

Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista publicada neste sábado (16 de junho) no jornal O Estado de S. Paulo, o presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz Coelho, analisa o efeito da paralisação dos caminhoneiros na economia e o cenário para 2019. “A greve traz uma série de novos problemas para empresas que já vinham com dificuldades”, afirma Roriz.

“A capacidade ociosa de boa parte das empresas beira 30%, e a maioria opera com margens baixas e dificuldade de crédito”, explica o presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp.  A isso se somam as dúvidas trazidas pela eleição indefinida, com propostas que “não convencem, não trazem a confiança necessária para dizer que em 2019 estaremos numa situação melhor que a de agora.”

Roriz defende a volta do crescimento do Brasil. “Vamos conversar com todos os presidenciáveis”, afirmou. “O nosso maior objetivo é o Brasil voltar a crescer, gerar emprego, aumentar renda para estimular o consumo.”

Clique aqui para ler a entrevista no site do jornal.

Paulo Skaf em entrevista ao Estado de S. Paulo: ‘Ainda não pegamos o embalo no crescimento econômico’

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que a entidade estima que o Brasil deve fechar o ano com um crescimento de 2,2%. “Com esse resultado do terceiro trimestre a gente acredita que o crescimento deste ano vai ficar equilibrado com o mundial, que esse ano deve dar também em torno de 2,2%”, disse.

Para Skaf, em 2014 o resultado “deve se descolar um pouco”. “(…) Imaginamos crescimento mundial em torno de 3% para o ano que vem e o Brasil vai ficar em torno dos 2%”, afirmou. “Ainda não pegamos o embalo no crescimento econômico, lamentavelmente.”

De acordo com o presidente da Fiesp, o Brasil “tem que buscar ser competitivo com redução de custos, juros isonômicos, menos burocracia e reformas que simplifiquem a vida das pessoas”.

Para ler a reportagem na íntegra, só clicar aqui.

 

Vice-presidente da Fiesp destaca reindustrialização em artigo no jornal O Estado de S. Paulo

Agência Indusnet Fiesp

O vice-presidente e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, trata de reindustrialização em artigo publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo na sexta-feira (18/10).

No texto “Reindustrialização, um projeto nacional”, Roriz destaca o fato de que “penalizada pela taxa de câmbio persistentemente sobrevalorizada e pelo custo Brasil (…), a indústria de transformação perdeu competitividade nos últimos anos”.

O diretor titular do Decomtec lembra ainda que, superado o debate sobre a desindustrialização, “o aspecto relevante é como inverter esse processo, como reindustrializar o Brasil”. E mais: “A importância de recuperar a participação da indústria é realçada pelas evidências encontradas no estudo da Fiesp ‘Por que Reindustrializar o Brasil?’. A pesquisa mostra que, entre os países mais relevantes em termos de PIB [Produto Interno Bruto] e população (80% do PIB mundial), todos os que conseguiram alcançar renda per capita de US$ 20 mil (PPC a preços constantes de 2005) – nível de entrada para ser considerado um país desenvolvido – apresentavam participação de, no mínimo, 20% da indústria de transformação no PIB”.

Ao finalizar o artigo, Roriz assinala que “para recuperar a competitividade industrial brasileira, é necessário remover os entraves estruturais e macroeconômicos à competitividade, além de compatibilizar a política industrial e tecnológica com a política econômica, unindo-as em política de Estado, num projeto nacional de desenvolvimento econômico, para o qual a Fiesp buscou dar os primeiros passos com a realização do seminário. É fundamental que esse debate esteja presente na campanha eleitoral do ano que vem”.

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Editorial do Estadão cita estudo da Fiesp sobre reindustrialização

Agência Indusnet Fiesp

O editorial “Desidratação da indústria”, publicado na edição desta segunda-feira (02/09) do jornal O Estado de S. Paulo, cita estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre reindustrialização para mostrar os problemas enfrentados pelo setor.

Segundo o texto, um “estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que a participação da indústria de transformação na formação do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 13,3% em 2012. Esse nível é semelhante ao de 1955 – um ano antes do lançamento do Plano de Metas, com o qual o presidente Juscelino Kubitschek pretendia acelerar a industrialização do País, então considerado subdesenvolvido. A Fiesp alerta ainda que a participação poderá recuar para 9,3% em 2029”.

Em outro trecho, a Fiesp é novamente citada: “A Fiesp considera que o País já está desindustrializado – tanto é que o título de seu estudo é Por que reindustrializar o Brasil? -, mas essa conclusão é discutível. Falta muito ainda para atingirmos a etapa pós-industrial, em que o setor manufatureiro não seja mais o esteio do emprego e da renda, como acontece nos países ricos. O problema da indústria brasileira é de estagnação, em razão da falta de competitividade e da baixa produtividade”.

O editorial termina com a reflexão de que “para reverter esse quadro, urge que governo e empresários revisem suas estratégias, a começar do básico: em lugar de erráticas políticas de incentivo, que só favorecem alguns setores privilegiados, é preciso investir em inovação e qualidade, reduzir custos e diversificar as fontes de financiamento”.

Para ler o texto na íntegra, só conferir abaixo ou clicar aqui.

 

‘Isolamento e protecionismo não são opções para o Brasil’, defende embaixador Rubens Barbosa no Estado de S.Paulo

Agência Indusnet Fiesp

Embaixador Rubens Barbosa: isolamento do processo de mudança do comércio internacional e o protecionismo não são opções para o Brasil Foto: Julia Moraes/Fiesp

As edições desta terça-feira (25/06) dos jornais Estado de S. Paulo e O Globo trazem textos do presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), embaixador Rubens Barbosa. O tema é um documento divulgado recentemente pela entidade, “Agenda de Integração Externa”, que apresenta propostas para promover a competitividade da indústria nacional por meio de uma nova estratégia de negociação comercial.

“As propostas feitas pela Fiesp cobrem a integração regional e extrarregional, as negociações multilaterais, as parcerias econômicas e a reforma da estrutura institucional na área de comércio exterior”, diz o embaixador no texto publicado no Estado de S. Paulo.

Barbosa diz que a baixa competitividade da economia brasileira representa um obstáculo quando se trata de negociar acordos que liberalizam o intercâmbio comercial brasileiro, mas que esse fato, porém, não deveria afastar a possibilidade de entendimentos com terceiros países, enquanto faz-se imprescindível que o governo e o setor privado avancem numa agenda de eliminação ou, ao menos, de redução do custo Brasil.

“Para a Fiesp, o isolamento do processo de mudança do comércio internacional e o protecionismo não são opções para o Brasil”, afirma Barbosa.

>> Leia no Estado de S. Paulo o artigo ‘Agenda de Integração Externa’ (com paywall)

Resposta a editorial

Sobre o mesmo tema, no sábado (22/06), o Estado de S. Paulo publicou uma carta assinada por Rubens Barbosa e Thomaz Zanotto, diretor-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, com esclarecimentos sobre o editorial “Uma Fiesp bolivariana?” publicado em 20 de junho.

Eles afirmam: “O editorial faz interpretação equivocada dos objetivos da nossa Agenda de Integração Externa. Em relação ao Mercosul, mercado mais importante para a indústria de manufaturas (28% das exportações), a Fiesp defende a possibilidade de flexibilização de normas para acomodar acordos ambiciosos de livre comércio.

No caso da União Europeia, a recomendação é que se negocie a lista de produtos de forma independente. Ademais, a referência de apoio da Fiesp à suspensão do Paraguai no Mercosul não tem respaldo no documento nem nos fatos. Nada menos bolivariano que propor iniciar negociação de acordo de livre comércio com os EUA e concluir os entendimentos de livre comércio com o México e o Canadá, conforme o documento. Não há discrepância nas posições da Fiesp, da CNI e do Iedi”.

‘Brasil e imprensa perdem um grande brasileiro’, comenta presidente da Fiesp sobre morte de Ruy Mesquita

Agência Indusnet Fiesp

Em página dedicada a depoimentos de autoridades e amigos no suplemento especial da edição desta quarta-feira (22/05) do “O Estado de S.Paulo”, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, lamenta a morte de Ruy Mesquita.

O jornalista, que comandou o “Jornal da Tarde” e “O Estado de S.Paulo”, onde exercia a função de diretor de Opinião desde 2003, faleceu na noite de ontem (21/05), às 20h40, em São Paulo.

“O Brasil e a imprensa perderam um homem corajoso e inovador, um grande jornalista, um grande democrata, um grande brasileiro”, afirma Skaf no suplemento especial do jornal.

 

Em artigo nos jornais, Rubens Barbosa faz análise sobre fornecimento e demanda global de petróleo

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo denominado “O novo mapa do petróleo”, publicado na manhã desta terça-feira (23/04), nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, o presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), embaixador Rubens Barbosa, faz uma análise sobre o petróleo, no Brasil e no mundo.

“Segundo recentes relatórios especializados, dois fatos novos deverão trazer significativas implicações políticas, econômicas e estratégicas no cenário internacional: as fontes de produção de petróleo deverão mudar e a demanda global, em especial da China, Índia e Oriente Médio, crescerá de 35% a 46% entre 2010 e 2035”, escreve Barbosa.

No artigo, o embaixador ainda ressalta que na América Latina, o país mais afetado deverá ser a Venezuela por conta da redução das importações de petróleo pelos Estados Unidos da América (EUA), hoje situadas ao redor de 10% da demanda americana. E conclui: “no caso do Brasil, o petróleo do pré-sal não mais será absorvido pelo mercado americano, como inicialmente esperado. Outros destinos deverão ser buscados, em especial China e Índia.”

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

Fiesp faz campanha pela aprovação da MP dos Portos

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) deu início na terça-feira (16/04) a uma campanha pela aprovação da Medida Provisória 595, a MP dos Portos.

“Quem é contra a MP dos Portos é contra os interesses do Brasil”, afirma a mensagem principal de anúncios de página inteira divulgados pela Fiesp nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S.Paulo nas edições de terça (16/04) e quarta-feira (17/04).

O anúncio assinala que os portos brasileiros são ineficientes e operados pelas mesmas concessionárias “há décadas” e que aprovar a MP apresentada pela presidente Dilma Rousseff irá promover a modernização das instalações, estimulando a concorrência e  movimentando cargas com menor preço.

“Se a MP dos Portos for aprovada, serão investidos R$ 54 bilhões e o Brasil poderá dobrar sua capacidade portuária”, informa a Fiesp. “Mas tem gente jogando contra.”

O anúncio faz um apelo a senadores e parlamentares pela aprovação da medida e é encerrado com uma frase do presidente da Fiesp, Paulo Skaf: “Assim como a MP da Energia reduziu a conta de luz de todos os brasileiros, a MP dos Portos vai garantir desenvolvimento e empregos no Brasil.”

Anúncio Fiesp - MP dos Portos

 

Jornal O Estado de S. Paulo cita estudo da Fiesp sobre custo de produção no Brasil

Agência Indusnet Fiesp 

Nesta quarta-feira (20/03), o jornal O Estado de S. Paulo destacou um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sobre o Custo Brasil, que ajuda a elevar o déficit comercial.

De acordo com o estudo, em 2012 os produtos brasileiros custaram 34,2% mais do que os dos principais países que exportam para o Brasil; 30,8% mais do que os dos países desenvolvidos; 38% mais do que os dos emergentes; e 34.7% mais do que os dos produtores chineses.

Clique aqui para ler a matéria na íntegra.

 

Rubens Barbosa, do Coscex Fiesp, alerta sobre o Brasil não estar integrado às cadeias produtivas globais

Os jornais O Estado de S. Paulo e O Globo publicaram o artigo O Brasil fora das cadeias produtivas globais, do presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o embaixador Rubens Barbosa, nesta terça-feira (26/02).

No artigo, Barbosa afirma que: “Se a política do Governo Dilma visando ao fortalecimento da indústria nacional der certo, sem o Brasil estar integrado ao dinâmico intercâmbio da cadeia produtiva global, o máximo que o País pode almejar no longo prazo é manter a produção industrial para o mercado interno com medidas protecionistas, para compensar a maior competitividade dos produtos importados. O mundo não vai esperar o Brasil. Ou o Brasil recupera o tempo perdido e reformula a sua estratégia de negociação comercial externa, ou vai tornar-se cada vez mais isolado no mundo real do comércio global e de investimentos.”

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

Uso do câmbio para controlar inflação é ‘grave equívoco’, afirma Giannetti

Agência Indusnet Fiesp

Usar o câmbio como instrumento para controlar a inflação pode ter resultados positivos no curto prazo, mas traz como consequência a desindustrialização, avaliou o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca.

Em entrevista concedida ao AE Broadcast Ao Vivo, serviço em tempo real da Agência Estado, Giannetti afirma que um valor entre R$ 2,20 e R$ 2,30 representa um patamar de dólar favorável para a indústria brasileira.

“A nossa instituição diz que um câmbio entre R$ 2,20 e R$ 2,30 seria muito mais adequado para representar a real competitividade e equilíbrio de mercado entre importação e exportação a economia brasileira”, afirmou Giannetti.

Leia aqui matéria na íntegra publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Plano Brasil Maior: Estadão repercute artigo de Roberto Giannetti, da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira (15/08), o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Giannetti, analisa que o Plano Brasil Maior – lançado pela presidente Dilma Rousseff em 2011 – teve resultados modestos. E para que a economia brasileira seja dinamizada, afirma, é preciso que a execução de políticas fiscais seja eficiente.

Entre outras medidas, Giannetti ressalta no texto que a redução do custo da eletricidade é item prioritário da agenda competitiva brasileira. “A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tem divulgado intensamente sua proposta neste tópico. Sem energia e frete doméstico competitivos, o setor produtivo não prosperará tanto quanto seria possível”, traz o artigo, assinado pelo diretor.

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

Energia: em editorial, Estadão cita posição da Fiesp em favor de leilões para concessões

Agência Indusnet Fiesp

Na edição deste domingo (29/07), o jornal O Estado de S. Paulo publicou editorial intitulado “A eletricidade e o custo Brasil”, no qual menciona que “o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, continua defendendo a realização de novas licitações para a seleção das empresas prestadoras dos serviços de eletricidade”.

“Além disso – prossegue o editorial –, empresários do setor manufatureiro cobram reduções bem mais amplas do custo da energia. Com um corte de 10%, a energia brasileira apenas passaria do terceiro para o quarto lugar na lista das mais caras do mundo, argumentou um crítico, citando um levantamento da Firjan”.

Jornal acentua que, “embora importante, essa iniciativa (de baixar o custo da energia) eliminará apenas uma fração do famigerado custo Brasil”.

Veja o editorial no site do jornal

 

Estadão destaca estudo da Fiesp sobre impacto de prazo curto para recolher impostos

Agência Indusnet Fiesp

O editorial “Fisco e resquício inflacionário”, publicado no sábado (14/07) pelo jornal Estado de S. Paulo, reforça pleito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), apresentado pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, aos governos federal e estadual.

De acordo com o jornal, o recolhimento antecipado de impostos acarreta um alto custo para as empresas. A opinião do Estadão é embasada por um estudo da Fiesp, “Necessidade de Capital de Giro para Recolhimento de Tributos e o seu Custo Financeiro para a Indústria de Transformação”, desenvolvido pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec).

“Segundo o estudo da Fiesp, o ciclo médio da produção é de 73 dias, o prazo médio de pagamento dos fornecedores é de 65 dias e o prazo médio de recebimento das vendas é de 55 dias, mas o prazo médio de recolhimento dos tributos é de apenas 31 dias. Esta defasagem obriga a indústria a usar quase um quinto do seu capital de giro para financiar os governos”, afirma o Estadão.

A proposta da Fiesp, informa o editorial, é a de alongar em 60 dias o prazo de pagamento de tributos como PIS, Cofins, IPI e ICMS, o que propiciaria um alívio de estimados R$ 139,5 bilhões em capital de giro. O custo financeiro da tomada desse capital dos bancos é avaliado em R$ 7,5 bilhões por ano, segundo o diretor-titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho.

Leia a íntegra do texto no site do Estado de S. Paulo

Em editorial, Estado de S. Paulo cita estudo da Fiesp sobre Infraestrutura

Agência Indusnet Fiesp

Os investimentos públicos em infraestrutura de transportes não estão conseguindo evitar o agravamento dos problemas enfrentados pelo setor produtivo para escoar suas mercadorias, o que impõe perdas cada vez maiores à economia brasileira e reduz ainda mais sua competitividade.

A afirmação é do jornal O Estado de S. Paulo em seu editorial “Infraestrutura ruim e cara”, publicado nesta terça (10/07), com referência a estudo desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Recente estudo da Fiesp estimou que as más condições das estradas, a pequena capacidade das ferrovias, a burocracia e o sucateamento dos portos e o custo de armazenagem impõem à indústria paulista gastos adicionais de R$ 17 bilhões por ano”, informa o editorial.

De acordo com a opinião do jornal, a infraestrutura de transportes não evoluiu na mesma velocidade que a economia por causa da falta de investimentos. “Em termos relativos, é como se ela estivesse submetida a um processo ininterrupto de deterioração. Nessa área, o Brasil caminha para trás”, assinala o Estadão.

Leia a íntegra do texto no site do Estado de S. Paulo.

Cinco Vezes Dilma

Cinco Vezes Dilma

Paulo Skaf

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) está satisfeita com os resultados de sua campanha “Energia a Preço Justo”. Criada para alertar a sociedade a respeito do vencimento das concessões do setor elétrico a partir de 2015, a iniciativa conquistou o apoio de centenas de milhares de cidadãos, entidades empresariais e organizações de defesa dos consumidores.

A Fiesp calculou o impacto do fim dos contratos sobre o preço da energia elétrica no Brasil e chegou a números estarrecedores. Com a licitação dos ativos, determinada pela Constituição, a sociedade poderá economizar nada menos do que R$ 1 trilhão nos próximos 30 anos. Os defensores da reprorrogação das concessões, por sua vez, não demonstram a mesma transparência e sugerem uma mudança na lei para beneficiar algumas poucas empresas em detrimento de 190 milhões de brasileiros. Nesse aspecto, a campanha teve sua segunda vitória: antes tida como “consenso”, a tal reprorrogação passou a ser tratada como “impasse”.

A solução desse impasse está nas mãos de uma pessoa que não apenas conhece o setor elétrico, como também já demonstrou, em diversas oportunidades, ser contra a reprorrogação das concessões: a presidente Dilma Rousseff. Sempre que esteve diante do tema, Dilma agiu no sentido de preservar a lei e os interesses maiores do Brasil.

A questão do fim dos contratos tem sido apreciada por Dilma desde 2003 e, por cinco vezes, ela mostrou ser contra qualquer possibilidade de reprorrogação. A Medida Provisória n.º 144 de 2003, conhecida como a Lei de Reforma do Setor Elétrico, assinada pelo então presidente Lula e por sua ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, varre da ordem jurídica qualquer possibilidade de reprorrogação das concessões de geração para os contratos firmados depois de 2003. Nos contratos de transmissão e distribuição, limitou rigorosamente as condições de prorrogação a “no máximo igual período” do contrato original. Ou seja, um veto a qualquer hipótese de reprorrogação. Para os contratos anteriores a 2003, Dilma aquiesceu a ato de governo anterior que prorrogara os contratos em 1995, por 20 anos. Sua lei reafirmou o término dos contratos a partir de 2015. Essa foi a primeira vez.

Dilma seguiu como ministra de Minas e Energia por quase dois anos mais. Rejeitando pressões e não convencida de qualquer erro em sua lei, nunca a alterou. Essa foi a segunda vez.

Na segunda metade de 2005, Dilma foi convocada para a chefia da Casa Civil da Presidência da República. Sabe-se que a questão do fim dos contratos do setor elétrico lhe foi submetida, requentada, inúmeras vezes. Em nenhum momento, contudo, Dilma tomou qualquer iniciativa para revogar a sua lei. Essa foi a terceira vez.

Entre março e outubro de 2010, na campanha para a Presidência que a consagraria com o voto de mais de 55 milhões de eleitores, a candidata Dilma, que os brasileiros já conheciam, nunca disse ter passado a concordar com a reprorrogação de concessões. Essa foi a quarta vez.

Agora, em 2012, o governo Dilma anuncia sua rejeição à tese de reprorrogação das concessões dos terminais portuários. E decide cumprir a lei e licitá-los novamente. Essa foi a quinta vez.

Desta forma, sugerir que a presidente da República admita voltar atrás num tema que lhe é tão familiar só pode ser fruto de incoerência. A trajetória política de Dilma Rousseff forjou uma mulher comprometida com a sua palavra, com a sua história e com o seu povo. Pedir-lhe que renuncie a tudo isso é desconhecer o seu caráter. Fazer isso em nome do interesse de poucos é um desrespeito. Querem convencer Dilma a desfazer tudo o que ela fez. Ao que tudo indica, sairão frustrados.

Chega de ‘mais do mesmo’!

Chega de ‘mais do mesmo’! 

Paulo Skaf

Um dos maiores gênios da humanidade, o físico alemão Albert Einstein definiu como tolice o ato de fazer a mesma coisa esperando que ela produza resultados diferentes. É o popular “mais do mesmo”. Na semana passada, assim que foram divulgados os dados relativos ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2011 e da Produção Industrial Mensal (PIM) de janeiro, o governo voltou a falar em medidas urgentes – mas, de novo, paliativas, incompletas, tardias e ineficazes para resolver o gravíssimo problema que está por trás da anemia dos números. O Brasil vive um dramático processo de desindustrialização e de “mais do mesmo”.

O crescimento (sic) da indústria de transformação foi de 0,1% no ano passado. Em janeiro de 2012, segundo os dados da PIM, a atividade recuou 2,1%. O resultado líquido da criação de postos de trabalho em 2011 foi zero. Ou seja, as fábricas – onde estão bons empregos e salários, interessantes oportunidades e muito do nosso futuro – não foram capazes de absorver os milhares de jovens que entraram no mercado de trabalho.