Obesidade infantil é tema do programa +Saúde, da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A 6ª edição do programa +Saúde, da Fiesp, realizada neste domingo (2 de julho), teve como tema a obesidade infantil, um problema sério que está crescendo a cada dia no Brasil. A ação ocorreu na calçada da Fiesp, na avenida Paulista.

Durante três horas, endocrinologistas pediátricos e nutricionistas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP) deram orientação sobre os cuidados com a alimentação para evitar a obesidade infantil, um problema de saúde pública que hoje atinge cerca de 15% das crianças brasileiras. Só no Sudeste, a incidência de obesidade entre crianças de 5 a 9 anos é de 38,8%, de acordo com dados da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Os voluntários também distribuíram material explicativo e checaram o índice de massa corporal (IMC) e circunferência abdominal dos participantes mirins.

O principal objetivo do evento é levar informação adequada, direcionar as pessoas para serviços de saúde e evitar que tantos problemas relacionados à obesidade infantil ocorram.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540252519

Endocrinologistas pediátricos e nutricionistas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia participaram do +Saúde. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp



Sobre o programa

A ação é uma iniciativa do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (ComSaude), que tem como objetivo promover campanhas de educação e conscientização com entidades ligadas ao comitê, que têm como foco de suas atividades a atenção ao paciente.

O serviço de utilidade pública acontece no primeiro domingo de cada mês na calçada em frente à Fiesp, sempre após a apresentação cultural promovida pela Fiesp e pelo Sesi-SP. Durante o ano, serão trabalhados diferentes assuntos importantes relacionados à saúde que são pauta contínua de discussão, como o diabetes e a doação de órgãos, por exemplo.

O +Saúde conta com a participação de parceiros que representam instituições sem fins lucrativos, sociedades de profissionais da saúde, entidades setoriais, hospitais, profissionais da saúde e empresas do setor.

“Esta ação demonstra o compromisso da Fiesp com a saúde da população, priorizando a informação e a educação como formas de melhoria da saúde. O objetivo do ComSaude é fazer com que os domingos na Paulista sejam não só um espaço para o lazer, mas também um ambiente de orientação e conscientização do cidadão, que passa a entender que a prevenção é o melhor caminho para uma vida saudável”, explica Ruy Baumer, coordenador-titular do ComSaude.

Sobre a SBEM-SP

A SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo) pratica a defesa da Endocrinologia, em conjunto com outras entidades médicas, e oferece aos seus associados oportunidades de aprimoramento técnico e científico. Consciente de sua responsabilidade social, a SBEM-SP presta consultoria junto à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, no desenvolvimento de estratégias de atendimento e na padronização de procedimentos em endocrinologia, e divulga ao público orientações básicas sobre as principais doenças tratadas pelos endocrinologistas.

Consultora pede participação do nutricionista em políticas públicas para alimentação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540252519

Vânia Cabrera destacou a carência de preparo técnico do profissional recém-formado ante à gestão de programas alimentares das escolas públicas do País

A diretora da DAC Brasil Consultoria Ltda., Vânia Luzia Cabrera, cobrou nesta terça-feira (21) a participação do nutricionista na elaboração de políticas públicas voltadas para a alimentação escolar.

Em palestra durante o 1º Fórum Internacional da Alimentação e Nutrição Escolar Sesi-SP, Cabrera provocou o público, formado principalmente por nutricionistas e estudantes da área, quanto a atuação do profissional na gestão pública.

“Nós precisamos estar nessas equipes que formulam políticas públicas. Nós temos que ir. Quem faz? Quem vai? Quem propõe? Quem tira um pouquinho do seu e escreve uma política? A política nós saberíamos fazer, mas será que conseguiríamos? O que nos falta para isso? Quantos nutricionistas se dedicam a cargos públicos?”

Limitações técnicas

Cabrera também destacou a carência de preparo técnico do profissional recém-formado ante à gestão de programas alimentares das escolas públicas do País.

Ela frisou a necessidade de aplicar conhecimentos de logística e de direito, os quais, em sua opinião, são pouco abordados durante a graduação. “Nós respondemos ao TCU (Tribunal de Contas da União), temos que saber fazer.”

A diretora da DAC ainda alertou que “a carga horária mais comum para o estudo do Programa de Alimentação Escolar nas universidades é de até 20 horas. A maioria não estuda com profundidade. E no estágio, pouquíssimos têm a oportunidade de aprender a gestão do PAE.”