“O valor de uma empresa está nas pessoas”, afirma palestrante em evento do NJE do Ciesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Gestão significa cuidar. E é necessário cuidar das pessoas, em primeiro lugar, inclusive no âmbito empresarial. O valor de uma empresa está nas pessoas, sejam as que operam máquinas, as que cuidam de processos ou atuam em qualquer outra função. Com esses conceitos o administrador e empresário Luiz Trivelatto deu início à apresentação “Gestão de mudanças que geram valor”, na palestra mensal do Núcleo dos Jovens Empreendedores do Ciesp (NJE-Ciesp), nesta quinta-feira (21/5).

“Precisamos pensar em algo que gera valor, que parte de algo que não existe, ou que estava ali e ninguém percebeu. A gestão de mudanças resgata esses valores”, afirmou. Trivelatto explicou que gestão de mudanças é o gerenciamento dos impactos das transformações nas pessoas, mas que existem muitos entraves para que isso aconteça de forma eficaz.

“Uma plataforma de TI que não funciona ou a dificuldade de uma empresa em negociar contratos corretamente, por exemplo, não são motivos para que mudanças não aconteçam. As mudanças não acontecem devido à resistência dos funcionários e da cultura empresarial a que estamos acostumados”, justificou.

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Luiz Trivelatto: “Ferramentas não resolvem problemas, apenas potencializam soluções, pois os problemas estão nos indivíduos”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ele explica que frequentemente é muito difícil operar mudanças em empresas porque estamos acostumados com a ideia de que ferramentas são suficientes para a resolução de problemas. “Ferramentas não resolvem problemas, apenas potencializam soluções, pois os problemas estão nos indivíduos”, destacou o empresário.

Para isso, segundo ele, é necessário entender com quais tipos de mudanças estamos lidando (administrativa, organizacional, modelo de negócios, inovações, entre outras) e quem são os clientes envolvidos nesses processos. Os clientes podem ser internos, que são os funcionários, intermediários e externos, e um depende do outro. Trivelatto evidenciou que as mudanças dependem muito dos funcionários. “Os funcionários não podem se sentir desestimulados e precisam confiar na empresa. Com pessoas engajadas, as coisas funcionam muito melhor”, disse.

De acordo com o palestrante, as empresas precisam ter metas claras, mostrando para os funcionários o objetivo que eles precisam alcançar. “As pessoas precisam ver o resultado, mesmo que seja uma parcela dele, para não ficarem desmotivadas.” Ele afirmou ainda que é ideal enxergar o que foi feito, recompensando o esforço de todos os envolvidos, e não destacar somente as falhas.

Trivelatto, que é coordenador do NJE Sul, apresentou um método com 12 passos sobre como implantar ideias empreendedoras para posicionar uma empresa no mercado. Veja a seguir:

12 passos para gestão de mudanças:

1- Identificar quem é o agente de mudanças.

2- Analisar os recursos disponíveis.

3- Observar a capacidade de troca.

4- Criar uma equipe líder.

5- Conhecer Missão, Visão e Valores da empresa.

6- Organizar tarefas e pessoas.

7- Motivar os funcionários.

8- Levantar as competências de implantação

9- Mensurar realizações de curto e longo prazo.

10- Consolidar os resultados.

11- Promover uma mudança cultural.

12- Proporcionar à empresa um crescimento sustentável.

Advogado conta sua história de superação no Congresso NJE/Ciesp

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Santo André

Superar limites, habilidade fundamental para um empreendedor, é uma constante na vida do bacharel em direito Marcos Rossi, um dos palestrantes do 11º Congresso Estadual de Empreendedorismo, realizado pelo Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), nesta quinta-feira (04/09), em Santo André.

História de superação foi uma das atrações do evento do NJE. Foto: Everton Maro/Fiesp

História de superação foi uma das atrações do evento do NJE. Foto: Everton Maro/Fiesp


Por causa de uma síndrome rara, ele nasceu sem os membros superiores e inferiores. Mas como faz questão de ressaltar, nunca ficou questionando os motivos pelos quais isso aconteceu. Ele enfrentou os desafios e se arriscou a fazer tudo que sempre teve vontade.

“Quantas vezes a gente questiona as coisas que acontecem na nossa vida e são aparentemente ruins? Esquecemos que existe um propósito maior”, disse Rossi. “Meu primeiro conselho é: abra a sua mente, preste atenção às oportunidades que estão a nossa volta. Todos os recursos que precisamos para resolver as adversidades estão ao nosso lado.”

O palestrante contou que, desde criança, nunca deixou de fazer o que gostava. Mesmo com a deficiência, encontrou maneiras de brincar de pega-pega, jogar futebol, entrar no mar. Aos 15 anos, outro problema de saúde apareceu no seu caminho e foi preciso fazer uma cirurgia na coluna para implantar uma haste, por causa de uma escoliose.

Mas a superação dos limites passou a ser um vício. “O impossível só existe até que alguém faça. E quando você faz, isso vira combustível para várias e várias realizações”, declara Rossi, que coleciona feitos que podem parecer impossíveis para alguém com sua deficiência.

Seja surfe, mergulho, skate, bateria de escola de samba, integrante de uma banda, profissional de um grande banco, ser pai, ele conquistou todos os objetivos a que se propôs.

“Comecei na escola de samba tocando ganzá, um instrumento quase que exclusivo de mulheres. Mas minha meta era não parar de tocar. Na hora de escolher outro instrumento, não me perguntei “o que a minha deficiência vai permitir que eu toque?”, mas sim “qual o instrumento que eu mais gosto”, lembra ele que há 14 carnavais desfila pela X-9 Paulistana.

Na área musical, além do samba, ele também é vocalista do grupo Sem Limites e é DJ. “Você contrataria um DJ sem mãos para a sua festa?”, brinca Rossi, que conta com a tecnologia para manejar o equipamento.

O palestrante diz que mais do que conquistar os seus sonhos, ele busca dividir suas conquistas com quem precisa. No caso do skate, por exemplo, usando os recursos que tinha a sua volta, ele fez as adaptações para que conseguisse fazer as manobras e, quando conseguiu, criou o “Skate sem Limites”, para que outras pessoas com deficiências pudessem sentir a mesma emoção.

Como conselhos para o sucesso, Rossi diz que, primeiro, é preciso acreditar que é possível, parar de reclamar e saber que todos são dotados de capacidades ilimitadas. “Limitação é um conceito que está dentro da cabeça das pessoas. Cada dia é a oportunidade de tornar sua vida o que você quer que ela seja”, garante ele.

Jovens empreendedores discutem a arte de empreender durante evento promovido pelo NJE/Ciesp

Agência Indusnet Fiesp 

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540337284Pessoas com espírito empreendedor terão a oportunidade de conhecer experiências bem sucedidas no mundo de negócios, durante o 10º Congresso Estadual de Empreendedorismo, promovido pelo Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), nos dias 5 e 6 de setembro, em Santos, litoral paulista. Neste ano, o tema do evento é ‘A Arte de Empreender’ e conferencistas de diversas áreas vão interagir com os participantes em um debate propositivo de temas relacionados ao empreendedorismo e às boas práticas de gestão.

Informações oficiais do Governo Federal mostram que o Brasil já tem quase 22 milhões de empreendedores. Isso significa que 17% da população brasileira aposta no negócio próprio como alternativa para viver. O país ocupa a terceira posição no ranking mundial em termos de participação de jovens empreendedores (25%), sendo superado somente pelo Irã (29%) e pela Jamaica (28%).

“O Brasil só conseguiu chegar ao posto de 6ª maior economia do mundo porque tem um povo empreendedor. Este espírito, o desejo de ser dono e conduzir o próprio negócio, se incorporou aos brasileiros”, observa o presidente do Ciesp e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que estará na abertura do evento, na próxima quinta-feira (05/09).

Nos dois dias de evento participam ainda Tom Coelho, diretor-titular do NJE; Caíto Maia, fundador da Chilli Beans; Ernesto Haberkorn, fundador da TOTVS; Martha Gabriel, especialista em Marketing Digital e Mídias Sociais; Ozires Silva, Fundador da Embraer; Reinaldo Polito, referência em Oratória, Suzy Fleury, fundadora da Academia Emocional; Gustavo Cerbasi, autor do best-seller ‘Casais inteligentes enriquecem juntos’; entre outros.

O Congresso contará ainda com uma feira de exposição de produtos e serviços, voltada ao público empreendedor, e apresentações do Coral Cênico do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do espetáculo teatral ‘A Arte da Guerra’.

Para mais informações, acesse o site: www.nje.com.br.

Serviço
10º Congresso Estadual de Empreendedorismo
Data: 5 e 6 de setembro de 2013
Local: Mendes Convention Center (Av. General Francisco Glicério, 206 – Santos)

Em Campinas, Skaf exalta importância do jovem empreendedor para o Brasil

Odair Souza, Agência Ciesp de Notícias

Cerca de 250 pessoas participaram na manhã desta quinta-feira (30/08), em Campinas, da abertura do IX Encontro Jovem Empreendedor, realizado pelo Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

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Paulo Skaf em Encontro Jovem Empreendedor Campinas.


O encontro, que reuniu jovens empreendedores de Campinas e região e dos 29 núcleos regionais do NJE, contou também com a participação de personalidades da área empresarial e política, como o presidente  da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp),  Paulo Skaf, e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, José Afonso Bitencourt, entre outros.

Com o tema central Caminhos para o Crescimento, o evento apresentou os painéis complementares Caminhos da Educação, Oportunidades de Negócios para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016. No período da tarde, os participantes acompanharão cases como História empreendedora, Novos modelos de negócios e Motivação e trabalho em equipe.

O presidente do Ciesp e da Fiesp, Paulo Skaf, considerou o envolvimento da juventude em ações proativas como “um espírito voltado para a geração de riquezas, de empregos e tudo o que é bom para a sociedade e o País”.

Skaf destacou o trabalho realizado pelos milhares de jovens membros dos NJE, do Ciesp, e do CJE, da Fiesp. “Esse engajamento demonstra a preocupação deles com empreendedorismo, com a educação e o bem-estar das pessoas”.

Condições para o Brasil crescer

Antes da abertura, o presidente do Ciesp e da Fiesp enfatizou as ações do empresariado na busca da competitividade do País e voltou a cobrar isonomia para que o setor produtivo brasileiro vença o desafio de competir em igualdades de condições no mercado global. Segundo ele, o grande desafio para alcançar essa meta é a diminuição dos custos de produção.

Em entrevista à imprensa, Paulo Skaf afirmou que os empresários continuam em “campanha” pela queda no preço da energia elétrica, do gás, dos juros, pela melhoria logística e da infraestrutura em aeroportos, portos, estradas e ferrovias. “Competitividade do País, é isso que vamos discutir aqui”, completou Skaf.

Nesta manhã, o presidente do Ciesp e da Fiesp, Paulo Skaf, voltou a comentar a queda da taxa Selic, para 7,5% aa, anunciada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. “Há espaço para baixar mais. A taxa Selic pode ficar próxima à inflação que está projetada entre 4,5% e 5%.”

Na visão de Skaf, um patamar de 5% na taxa é bom para o brasileiro, para a indústria e para o governo, que terá seus gastos públicos diminuídos. Ele lembra que em 2011 o governo federal gastou quase R$ 180 bilhões com pagamento de juros. “É muito mais do que se investe em saúde e educação”, completou.