Após três anos de queda, Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista avança 3,5% em 2017

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Após três anos consecutivos de queda, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista fechou 2017 com avanço de 3,5%, impulsionado pelo total de vendas reais, que subiram 7,1% no período, estimuladas pelo aumento da produção física da indústria paulista, que segundo estimativa da Fiesp e do Ciesp é de uma provável alta de 3,3% nesse período. Por outro lado, a variável de horas trabalhadas na produção caiu -2%, na série sem ajuste sazonal, e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) apresentou alta modesta de 0,2p.p. no ano, sinalizando que o aumento da atividade ocorreu em razão do aumento de produtividade do trabalho na indústria de transformação. Os dados acumulados em 12 meses até novembro para a indústria paulista são de aumento de 4,7%, acima da média da série histórica iniciada em 2003, que é de 2,1%.

Nos fechamentos de 2014, 2015 e 2016, o recuo do INA foi de -6%, -6,2% e -8,9%, respectivamente. Nesse período, o indicador acumulou perda de cerca de 20%. Na análise mensal, houve queda de -4,2% em novembro e de -13,9% em dezembro. Já na série com ajuste, o resultado para novembro e dezembro ficou positivo em 0,5% e 1,4%, nessa ordem. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (31 de janeiro) pela Fiesp e pelo Ciesp.

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, juros baixos e inflação estável devem impulsionar a retomada da economia. “A economia tem apresentado melhoras, e os dados do INA confirmam essa análise. O indicador apontou que tivemos um grande aumento de produtividade ao longo de 2017, o que deve ser mantido em 2018”, destaca Roriz.

A variação do INA ficou positiva em 9 dos 20 setores acompanhados em 2017. O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria de transformação paulista, que subiram 2,6%, 0,2% e 0,1 p.p., na série com ajuste sazonal em dezembro.

Entre os setores de destaque está o de metalurgia básica, que teve crescimento de 5,3% no ano, sem ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção caíram 3,4%, mas o total de vendas reais e o Nuci avançaram 9,1% e 4 p.p., respectivamente.

O INA de artigos de borracha e plástico subiu 3,1% no ano, puxado pelo avanço de horas trabalhadas na produção, que avançou 3,7%, seguida do total de vendas reais, que cresceram 4,6%, e do Nuci, que teve leve crescimento de 0,1 p.p., respectivamente.

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Sensor

A pesquisa Sensor do mês de janeiro segue pelo décimo segundo mês consecutivo acima dos 50 pontos ao fechar em 54,5 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 55,5 pontos de dezembro. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês. Já a variável de vendas recuou 4,4 pontos, saindo de 58,7 pontos para 54,3 pontos.

No item condições de mercado, o indicador foi de 63,5 pontos em dezembro para 58,6 pontos em janeiro, queda de -4,9. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado. Já o indicador de emprego avançou 0,3 pontos, para 52,8 pontos, ante os 52,5 pontos de dezembro. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O nível de estoque também avançou. Foi de 48,9 pontos em dezembro para 52,6 pontos em janeiro. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores indicam sobrestoque.

Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista, da Fiesp, avança 1% em julho

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista avançou 1% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, o resultado também é positivo para o mês (3,2%) e na comparação anual (0,4%). Porém no acumulado em 12 meses há queda de 3,1%.

Esse avanço registrado para o INA em julho teve forte influência da variável de vendas reais, que subiu 4,3%, seguida por número de horas trabalhadas na produção (0,7%) e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), com avanço de 0,6 ponto percentual (pp), na série com ajuste. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (31 de agosto) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Segundo Paulo Francini, diretor titular do Depecon, o consumo é um dos principais fatores a colaborar para esse resultado. “Para isso, temos uma inflação em queda, o efeito da liberação dos recursos de contas inativas do FGTS, os juros menores, a demanda externa aquecida, que influencia as exportações. Esse conjunto de fatores sinaliza – apesar de pequena e lenta – recuperação da atividade industrial”, argumenta Francini.

O diretor do Depecon lembrou ainda que entre abril e julho a média de crescimento do INA foi de 1%, o que leva a superar a projeção de fechamento do ano, de 1,7% para próximo de 2,5% a 3%.

Dos 20 setores pesquisados, 70% cresceram em julho, resultado que não ocorria desde maio de 2009. Os destaques ficaram por conta de produtos químicos, com alta de 2,2% em julho, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção avançaram 2,3%, o total de vendas reais 4,7%, e o NUCI, 0,2 p.p.

O INA de minerais não metálicos avançou 0,4% no mês. As horas trabalhadas na produção subiram 0,2%, vendas reais, 1,9%, e o NUCI, 0,1 p.p. Já para o setor de artigos de borracha e plástico houve elevação do INA de 1,2% em julho. As vendas reais avançaram 5,9%, horas trabalhadas na produção 2,2%, e o NUCI, 0,3 p.p.

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Sensor

A pesquisa Sensor de agosto, também produzida pelo Depecon, avançou para 50,5 pontos, ante os 49,8 pontos de julho, mantendo-se estável para o mês. Leituras acima de 50,0 pontos sinalizam aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado subiu para 52,5 pontos em agosto, ante os 50,1 pontos de julho. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

O avanço também foi verificado no indicador de estoque, que subiu 2 p.p, marcando 48,7 pontos, ante os 46,7 pontos do mês anterior, indicando que os estoques estão acima do nível desejado.

Já o emprego teve variação positiva de 1,0 p.p, para 49,7 pontos. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês. Apenas a variável de vendas cedeu, saindo de 53,9 pontos para 50,6 pontos.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria avança 0,6% em maio, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou avanço de 0,6% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. O resultado teve forte influência do total de vendas reais, que subiu 2,4%. Entre as demais variáveis de conjuntura que compõem o INA, houve aumento no número de horas trabalhadas na produção (0,2%) e estabilidade no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci). O resultado positivo do INA também é mostrado na série sem ajuste, que marcou elevação de 10,4% no mês. Neste ano a queda foi de 1,6%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29 de junho) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp.

Segundo Paulo Francini, diretor do Depecon, a atividade da indústria paulista está andando de lado. “A recuperação da atividade industrial segue lenta, hesitante e com viés de baixa”, aponta.

Dos 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de bebidas registrou elevação de 0,3% em maio, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção avançaram 0,5%, o total de vendas reais caiu -0,6% e o Nuci ficou estável.

O INA de artigos de borracha e plástico avançou 2%. As horas trabalhadas na produção, vendas reais e o Nuci avançaram 2,3%, 3,2 e 0,4 ponto percentual (p.p.), respectivamente. Já para o setor de móveis houve elevação de 3,5%. As vendas reais e o total de horas trabalhadas na produção subiram 6,6% e 5,3%, respectivamente. Já o Nuci recuou 0,3 p.p.

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Sensor

A pesquisa Sensor de junho, também realizada pelo Depecon, mostrou recuo de 1 p.p., para 50,9 pontos, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado caiu 3 p.p. e passou para 51,9 pontos em junho, ante os 54,9 pontos de maio. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

A queda também foi verificada no indicador de emprego, que cedeu 2,8 p.p., marcando 48,7 pontos, antes os 51,5 pontos do mês anterior. Resultados abaixo dos 50,0 pontos indicam expectativa de demissões para o mês. Já o estoque cedeu 0,4 p.p., marcando 48,4 pontos, ante os 48,8 de maio, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

O único destaque positivo foi o componente vendas, que avançou para 54,7 pontos, ante os 53,9 pontos de maio, sendo este o melhor resultado desde junho de 2009.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria avança 1,9% no 1º trimestre

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou avanço de 1,9% no primeiro trimestre de 2017, encerrando uma série consecutiva de 7 trimestres de queda, na série com ajuste sazonal. No mesmo período do ano anterior, o recuo foi de 2,4%. No resultado apurado em março, houve queda de 0,9%. Já no acumulado em 12 meses, na série sem ajuste sazonal, a retração foi de 6,6%. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (27 de abril) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

De todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA em março, a variável das horas trabalhadas na produção (-1,6%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo no mês apresentado. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu 0,6 ponto percentual (p.p). No sentido contrário, o total de vendas reais subiu 1,7%.

Para Paulo Francini, diretor do Depecon, o resultado negativo de março não invalida a tendência de recuperação já avaliada pela entidade, tendo como base para isso este primeiro trimestre positivo do indicador. “Mês passado falamos em uma tendência de recuperação lenta, gradual e turbulenta para a indústria. Hoje, acrescentamos que ela se manterá assim, porém com fragilidade e, claro, carregando um olhar também político das reformas, que, de certa maneira, vai moldar o ânimo da economia”, detalha Francini.

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Dos 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de veículos automotores registrou contração de 5,6% em março, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 8,0%, as vendas reais caíram 7,6%, e o NUCI cedeu 2,7 p.p.

O INA de máquinas e equipamentos ficou praticamente estável (-0,1%). As horas trabalhadas na produção recuaram 1,5%, as vendas reais subiram 1,0%, e o NUCI avançou 0,2 p.p. Já nos produtos farmacêuticos, o avanço foi de 4,0%, com destaque para vendas reais, que subiram 9,8%. O total de horas trabalhadas na produção avançou 1,0%, e o NUCI, 0,8 p.p.

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Sensor

A pesquisa Sensor do mês de abril, também realizada pelo Depecon, manteve-se estável, acima dos 50 pontos pelo terceiro mês consecutivo: 50,4 pontos, ante os 50,7 pontos de março, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o estoque se destacou, com 49,2, pontos, avanço de 2,2 p.p ante os 47,0 de março, indicando ter havido diminuição da percepção de estoques excessivos.

O indicador de vendas avançou de 50,1 para 52,8 pontos. Já o indicador de mercado passou para 51,5 pontos (de 52,8 pontos). Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

O resultado para o indicador de emprego foi de 50,1 pontos, recuo de 3,2p.p quando registrava no mês anterior 53,3 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

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Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista cai 0,5% em fevereiro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou em fevereiro queda de 0,5%, na série livre de influências sazonais. Na comparação com o mesmo mês de 2016 (ano bissexto), o indicador contraiu 5,1%, resultado influenciado pelo menor número de dias úteis deste ano. Em janeiro, o dado havia também ficado no negativo, mas com a revisão passou de -0,7% para alta de 0,1%. Já no acumulado em 12 meses até fevereiro, o indicador recuou 7,8%, na série sem ajuste sazonal. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (30 de março) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

Todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA apresentaram queda em fevereiro. A exemplo dos outros meses, a variável total de vendas reais (-0,8%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo de fevereiro, seguida por horas trabalhadas na produção e pelo Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), que recuaram 0,5% e 0,5p.p., respectivamente.

“Os dados de fevereiro não anulam os saldos de dezembro e janeiro, que apresentaram altas de 3,5% e 0,1%, respectivamente. Porém, a recuperação ainda será lenta, gradual e turbulenta. Não devemos nos surpreender com solavancos”, destaca Paulo Francini, diretor do Depecon, apostando em um crescimento da atividade industrial de 1,2% para 2017.

Em 18 setores divulgados, 7 apresentaram resultado positivo em fevereiro. Destaque para o de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que apresentou variação positiva (1,9%) para o mês, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção subiram 6,6%, vendas reais caíram 1,6% e o NUCI cedeu 0,2p.p.

O INA de móveis sofreu queda de 2,8%, com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 2,9%, vendas reais caíram 3,5% e o NUCI manteve-se estável (0,1p.p.). Já nos produtos químicos, a queda foi de 4,2%. O total de horas trabalhadas na produção, total de vendas reais e NUCI tiveram queda de 1,4%, 4,4% e 2,8p.p., respectivamente.

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Sensor

A pesquisa Sensor do mês de março se manteve acima de 50 pontos pelo segundo mês consecutivo: 50,5 pontos, ante os 50,6 pontos de fevereiro, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o emprego se destacou, registrando o maior nível desde novembro de 2010: 53,7 pontos, com avanço de 1,3 ante os 52,4 de fevereiro. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O indicador de vendas apresentou queda de 5,7 na pontuação, passando de 55,0 pontos para 49,3 pontos. Já o indicador de mercado passou para 52,9 pontos, ante os 51,7 pontos. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

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Atividade industrial paulista inicia o 4º trimestre com queda, e ano deve fechar com baixa de 9%

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de São Paulo teve resultado muito ruim em outubro, com queda de 0,9% em relação a setembro. No acumulado em 12 meses o INA registra recuo de 9,6%. O levantamento, feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), foi divulgado nesta terça-feira (29/11).

Entre as variáveis de conjuntura consideradas na pesquisa, o Total de Vendas Reais teve retração de 1,9% e foi a principal influência negativa na formação do resultado do INA no período. As Horas Trabalhadas na Produção caíram 1,0%, e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) cresceu 0,2 ponto percentual (p.p.).

Com a queda verificada no início do quarto trimestre de 2016, a previsão do Depecon é que no ano o INA aponte baixa de 9%. “Não deixa de ser esperado, porque a situação da indústria continua muito ruim”, explica Guilherme Moreira, gerente do Depecon. Esse resultado, diz, “esfria a expectativa de uma recuperação no final do ano. Não tem o mesmo fôlego e não sabemos se vai ter”.

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Para 2017, a projeção do Depecon é de crescimento de 1,2%, “mas há muita incerteza”, afirma Moreira. Fatores como as elevadas taxas de juros lançam dúvidas sobre o ano.

Expectativas

A pesquisa Sensor de novembro, divulgada na mesma data que o INA pela Fiesp e pelo Ciesp, fechou em 49,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 48,2 pontos em outubro. Como está abaixo dos 50,0 pontos, o sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

Apesar do avanço nos resultados dos últimos meses, esse número mostra que há sinais de “perda de fôlego” na confiança do empresariado nos últimos meses, “diante de uma realidade que não é a esperada”, diz Moreira.

Após ser impulsionada, em certa medida, pelas expectativas positivas derivadas da mudança de governo e do ciclo de ajuste de estoques, a confiança parece estar sob reavaliação.

As elevadas taxas de juros para empresas e consumidores, e um mercado de trabalho em processo de deterioração estão entre os fatores que limitarão a velocidade de uma eventual recuperação da atividade econômica a frente. Diante disso, o Depecon considera que a possível retomada da indústria será lenta e gradual.

INA por setor

O INA do setor de minerais não metálicos exibiu retração de 2,1% na passagem de setembro para outubro, já descontadas as influências sazonais, com a contribuição negativa de todas as variáveis (-3,5% nas Horas Trabalhadas na Produção, -3,0% no Total de Vendas Reais e -0,9 p.p. no NUCI).

Nos farmacêuticos, o INA, também livre de influências sazonais, apresentou alta de 0,6% na passagem de setembro para outubro, com destaque para a alta de 1,7% no Total de Vendas Reais. Já as Horas Trabalhadas na Produção diminuíram 2,5%, e o NUCI recuou 0,2 p.p..

O INA do setor de químicos subiu 1,2% em outubro na comparação com o mês anterior, na série já dessazonalizada. O resultado do setor foi influenciado pelo aumento de 2,1% da variável Total de Vendas Reais e de 0,2% nas Horas Trabalhadas na Produção, ao passo que o NUCI diminuiu 1,7 p.p.

Clique aqui para ter acesso a todos os dados do levantamento.

Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista fica estável em abril e interrompe série de quedas

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista em abril se manteve estável em relação ao mês anterior. No acumulado de 12 meses o indicador registrou redução de 8,8%, e na comparação dos quatro primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2015, a redução foi de 10,5%. Os dados do levantamento, feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), foram divulgados nesta quinta-feira (2/6). Imagem relacionada a matéria - Id: 1544843860

De acordo com o gerente do Depecon, Guilherme Moreira, ainda não é tempo de comemoração, mas é possível manter a expectativa de que a estabilidade do indicador represente uma tendência que precisa ser confirmada nos próximos meses. “É preciso ter muita cautela na análise dos dados, mas nossa esperança é que o INA pare de cair e comece a caminhar para uma estabilização, mas ainda não há dados suficientes para afirmar que seja um processo de retomada”, explica.

O gerente do Depecon afirma, ainda, que para a retomada de crescimento a indústria de transformação depende da retomada dos mercados externo – em que já há sinais de recuperação em alguns setores, como Celulose e Papel – e interno, que depende da volta da confiança e do consumo no país.

“Fator primordial é a retomada do consumo das famílias, e isso tem a ver com a falta de confiança que se instalou na economia brasileira. Torcemos que a confiança volte com as mudanças na condução da economia.”

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A projeção para o INA é fechar 2016 com uma queda de 5,3%, depois de contração de 6,2% em 2015 e de 6,0% em 2014

Setores

O setor de Celulose e Papel registrou alta de 2,5% em abril, em relação ao mês de março, na série sem o ajuste sazonal, com destaque para o aumento de 5,9% na variável Total de Vendas Reais, de 2,7% nas Horas Trabalhadas na Produção e de 0,44 ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci).

Já o setor Têxtil apresentou queda do INA de 1,4% em abril, também na série sazonalmente ajustada. Todas as variáveis sofreram redução: Total de Vendas Reais (-2,8%), Horas Trabalhadas na Produção (-1,4%) e Nuci (- 0,2 p.p)

Sensor

A pesquisa Sensor de maio fechou em 46,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 46,4 pontos de abril, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza queda das expectativas para o indicador.

No caso das vendas houve aumento, passando de 46,0 pontos em abril para 47,2 em maio. Condições de Mercado, Nível de Estoque, Nível de Emprego e Componente de investimentos registraram queda.

Primeiro trimestre registra queda de 11% da atividade industrial paulista em relação a 2015

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544843860Nos três primeiros meses deste ano o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 11%, sem o efeito sazonal, em comparação com o mesmo período de 2015. Em 12 meses o acumulado de queda foi de 8,4%.

Os resultados divulgados nesta sexta-feira (29/4) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), responsável pelo levantamento, indicam que no mês de março a queda da atividade industrial foi de 1,3% em relação ao mês anterior. A maior influência foi a queda de 3,4% do Total de Vendas Reais, além das Horas Trabalhadas na Produção, que caíram 0,4%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou crescimento de 1,7 ponto percentual, descontada a sazonalidade.

Segundo o gerente do Depecon, Guilherme Moreira, ainda não é possível enxergar alguma melhora no setor, o que faz com que a projeção do INA para 2016 fique em -5,3% “O índice do primeiro trimestre está muito abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, que já foi horrível para a indústria. Mantemos a projeção que divulgamos em fevereiro. Um número ruim se considerarmos que em 2015 a queda foi de 6,2%.”

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Setores

Dois setores se destacam pelo resultado negativo em março. Um deles é o de borracha e material plástico, segmento que fornece insumos, principalmente para a cadeia automobilística – que se mantém em forte crise este ano – e cuja atividade teve retração de 0,7% em relação ao mês anterior, já sem os efeitos sazonais, registrando a queda de 1,8% no Total de Vendas Reais e no NUCI (-0,7 ponto percentual), enquanto o item Horas Trabalhadas na Produção teve  variação de 0,2%.

Outro setor que registrou resultado negativo foi o de metalurgia, com recuo de 4,6% no nível de atividade, sem influências sazonais, registrando todas as variáveis em queda: Horas Trabalhadas -3,4%, NUCI -3,3 pontos percentuais e Total de Vendas Reais com forte recuo de 15,1%.

O destaque positivo foi o setor de Alimentos, que avançou 4,1% em março, já dessazonalizado, em comparação ao mês de fevereiro, com o aumento de 5,1% do Total de Vendas Reais e 2,6% das Horas Trabalhadas na Produção, além do NUCI, que registrou variação positiva de 0,5 ponto percentual.

Mas, de acordo com o gerente do Depecon, o resultado positivo é pontual e não impediu que o nível de atividade do setor fechasse este trimestre em queda de 3%, em relação aos três últimos três meses de 2015, na comparação livre de influências sazonais. Ele explica que, em março, o crescimento da exportação de carnes e derivados de soja, além da antecipação da safra do setor de açúcar e álcool são fatores que podem estar ligados ao bom desempenho do segmento alimentício. “Não sabemos ainda como vai ser o comportamento daqui para frente, porque é um setor que, apesar dessa recuperação no mês, no trimestre está negativo. Mas, pode ser que isso signifique uma melhora lá na frente”, pondera Moreira.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de abril fechou em 46,1 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 43,7 pontos de março, mantendo-se abaixo dos 50,0 pontos, o que sinaliza expectativa de queda da atividade industrial para o mês.

Guilherme Moreira explica que, apesar da melhoria da maioria das variáveis de perspectivas do Sensor – pesquisa que traz as expectativas dos empresários – não é possível considerar que haja otimismo.

“Ainda não podemos afirmar que esteja havendo uma recuperação, porque as variáveis ainda estão abaixo dos 50,0 pontos e apontam um pessimismo, mas melhoraram em relação ao mês passado. Achamos que isso tem a ver um pouco com a esperança que a mudança da condução da política econômica brasileira traga melhorias e aumente a confiança.”

No item condições de mercado o indicador apontou melhora pelo segundo mês consecutivo, de 44,6 pontos em março para 46,9 em abril, descontada a sazonalidade, ainda ficando abaixo dos 50 pontos e sinalizando piora das condições de mercado.

O indicador de vendas, por sua vez, recuou 1,1 ponto e chegou a 45,9 pontos  em abril, o que representa redução de vendas para o mês por ficar abaixo de 50. Já o nível de estoque melhorou e ficou em 45,4 pontos este mês, contra 42,9 pontos registrados no mês de março.

O indicador do nível de emprego avançou em 1,1 ponto e ficou em 44 pontos em abril, já que em março o índice registrado foi de 42,9 pontos. Por estar abaixo dos 50,0 pontos, a expectativa é de demissões para o mês.

No caso do indicador de investimentos a variação foi de 8,0 pontos em relação ao mês de março e ficou em 48,8 pontos. Por estar abaixo dos 50,0 pontos a indicação é de redução dos investimentos no mês.

Atividade industrial paulista tem ligeira alta no mês, mas cai no 3º trimestre do ano

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544843860A performance da indústria paulista ficou praticamente estável em setembro ante agosto. Foi uma variação positiva de 0,1%, com ajuste sazonal, segundo o Indicador de Nível de Atividade (INA) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

O levantamento apontou, no entanto, que o desempenho do setor manufatureiro paulista encerrou o terceiro trimestre do ano com queda de 0,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

O conjunto de variáveis que compõe o INA também apresentou taxas negativas no mês passado. Mas o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, esclarece que o ligeiro crescimento do mês foi motivado pela projeção de alta de 0,5% da Produção Industrial Paulista (PIM-SP), incorporada ao levantamento do indicador das entidades.

“A nossa projeção da PIM, a despeito da taxa ruim das outras variáveis, acabou prevalecendo para estabelecer uma variação positiva”, complementa o diretor.

Embora tenha apresentado ligeira alta, a expectativa para a atividade da indústria até o fim do ano continua sendo de desaceleração. Segundo Francini, o INA deve encerrar o ano com queda de 5%.

“Pequenas altas ainda não configuram um processo de recuperação. Queiramos ou não, o panorama de 2014 já está fechado, ou seja, vai ser um ano ruim para a economia brasileira e ruim para a indústria brasileira”, reitera.

Interrupção da queda

Apesar do veredito para 2014, o diretor do Depecon avalia que a interrupção de uma queda que estava ocorrendo de forma progressiva no índice de atividade é “um elemento essencial” para que se inicie um processo de recuperação da indústria. Mesmo assim, ele analisa com cautela o resultado de ligeira alta dos últimos dois meses.

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Paulo Francini, diretor de Economia da Fiesp e do Ciesp: interrupção de queda não é suficientemente clara. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“A interrupção de queda que nós temos não é suficientemente clara porque a variação de dois meses não dá tal garantia. Nós acreditamos que ainda não é o momento de fazer tal comemoração”, diz Francini.

O Depecon revisou para cima o INA de agosto versus julho para um crescimento de 0,4%. Os últimos meses positivos não devem, segundo Francini, “variar grandemente o resultado previsto em 2014”, mas a atividade de 2015 pode não começar em queda.

Atividade em setembro

A atividade do setor manufatureiro em São Paulo caiu 5,2% no acumulado de 12 meses, contra igual período imediatamente anterior. A variação, sem ajuste sazonal, é próxima à projeção de queda de 5% para o índice no final do ano.

Com relação ao mesmo mês de 2013, o indicador apresentou recuo de 1,8%, também sem ajuste sazonal. Todas as variáveis de conjuntura mostraram fraco desempenho em setembro. O destaque negativo na composição do índice do mês foi a variável Total de Vendas Reais, que caiu 0,4% frente a agosto.

As Horas Trabalhadas na Produção caíram 0,1%, enquanto o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) registrou perdas de 0,2% ponto percentual para 79,5%.

Na contramão, o desempenho da indústria de Minerais não Metálicos registrou alta de 2,8% em setembro versus o mês anterior, na leitura com ajuste sazonal, em meio a ganhos nos itens Total de Vendas Reais (+6,9%) e Horas Trabalhadas na Produção (+2,3%).

A variação positiva de Minerais não Metálicos também se explica nas significativas vendas de materiais de construção em setembro. Já a atividade no setor de Alimentos apresentou queda consecutiva de 0,9% em setembro ante agosto, influenciada em parte por aumentos dos preços ao consumidor e piora dos fundamentos de consumo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a classe de despesa Alimentos e Bebidas registrou o maior aumento na leitura mensal, sendo o principal impacto “altista” sobre o resultado geral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período.

A indústria de Móveis também encerrou setembro em queda. O segmento registrou declínio de 1,1% no mês, abatido principalmente pela retração de 1,3% do componente Total de Vendas Reais. O fraco desempenho do setor reflete a piora dos fundamentos de consumo das famílias.

Percepção

A percepção geral dos empresários diante do cenário econômico, medida pelo Sensor Fiesp, mostrou estabilidade este mês, a 48,5 pontos em outubro contra 48,6 pontos em setembro.

A variável Mercado também ficou estável, a 50,2 pontos no mês corrente versus 52 pontos no mês anterior. O mesmo aconteceu com o componente Investimento, que ficou em 50,5 pontos em outubro versus 49,2 pontos em setembro.

A percepção quanto ao item Emprego também se mostrou estável, em 45,2 pontos em outubro ante 44,7 pontos em setembro. A variável Vendas apresentou ligeira queda, com 50,7 pontos contra 52 pontos no mês anterior.

De acordo com o levantamento, a percepção quanto ao componente Estoque ficou em 45,7 pontos em outubro ante 44,9 pontos em setembro.

Atividade industrial cai 2,7% no mês; Fiesp deve revisar para baixo previsão para 2014

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O desempenho da indústria paulista apresentou queda de 2,7% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, por conta, entre outros fatores, do número menor de horas trabalhadas na produção, reflexo da realização da Copa do Mundo de futebol no país. A queda, no entanto, já era esperada uma vez que o setor manufatureiro vem apresentando um arrefecimento da atividade cada vez mais agravado, de acordo com a análise de Paulo Francini, diretor de Economia da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp)

Os números de junho são resultado do Indicador de Nível de Atividade (INA), elaborado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

Segundo a pesquisa, a atividade da indústria no primeiro semestre de 2014 registrou queda de 7,3%, o pior desde 2003, quando o levantamento de conjuntura da produção começou a ser feito, com exceção do ano de 2009, quando o percentual de queda chegou a 15,8%, em consequência da crise econômica mundial.

Já na comparação com o mês imediatamente anterior, o resultado mensal verificado em junho é o pior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001.

“É um junho ruim que acompanha o andamento ruim da indústria, o qual infelizmente deve continuar ruim durante o ano de 2014 e sem grandes novidades a vir porque as expectativas estão todas voltadas para um novo governo que haverá de tomar posse em janeiro de 2015”, afirma Francini.

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Paulo Francini, diretor do Depecom/Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O dado de junho foi puxado principalmente pela perda de 5,5% no total de vendas reais da indústria e pela diminuição de 2,4% do total de horas trabalhadas na produção, em decorrência do Mundial de futebol realizado entre 12 de junho e 13 de julho.

“Porque você tem 20 dias do mês, praticamente, que coincidiram com a Copa. Estabeleceu-se um conjunto de interrupções dessa e daquela natureza em dias de jogos. Portanto, a queda do mês de junho foi influenciada por esta redução”, explica o diretor das entidades.

Atividade industrial ainda pior

A Fiesp e o Ciesp estimam que a indústria paulista deve encerrar 2014 com queda de 4,4% em seu desempenho, mas o Depecon está trabalhando na revisão para baixo dessa projeção.

“Já havíamos feito uma [estimativa] no final do ano passado, fizemos uma revisão em março e, terminado o primeiro semestre, estamos sendo obrigados a fazer mais uma revisão. E é muito provável que essa previsão de queda aumente para um número ainda desconhecido”, diz Francini. A federação deve divulgar suas novas estimativas ainda em agosto deste ano.

O diretor acredita que os resultados da economia brasileira como um todo devem continuar apresentando números  que ele classifica como “medíocres”.

Pesquisa

Segundo o INA, o desempenho da indústria caiu 3,9% no acumulado dos últimos 12 meses, na leitura sem ajuste sazonal. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) registrou ligeira queda, chegando a 79,1% em junho versus 79,3% em maio, sem efeitos sazonais.

A indústria de Artigos de Borracha e Plástico se destacou entre as perdas com uma queda de 6,1% em junho versus maio, com ajuste sazonal, abatida sobretudo pela queda de 7,6% do total de vendas reais, enquanto as horas trabalhadas na produção desse setor foram reduzidas em 1,4%.

Outra influência negativa sobre a indústria de Borracha e Plásticos é a queda da produção de veículos, a qual, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), contraiu-se em 19,2% entre maio e junho.

O segmento de Metalurgia Básica também computou queda em seu desempenho na passagem de maio para junho com uma variação negativa em 1,7%, com ajuste sazonal.

Na contramão, a indústria de Bebidas se destacou com um desempenho positivo em 2,8%, com ajuste sazonal, impulsionada pelo aumento de 3,9% do total de vendas do setor, em meio a um aquecimento da demanda por conta da realização da Copa do Mundo.

Percepção

Segundo Francini, “vai mal” a percepção geral dos empresários diante do cenário econômico no mês de julho, medida pelo Sensor Fiesp.

De acordo com o levantamento, o Sensor caiu para 45,8 pontos em julho ante 47,2 pontos em junho. Já a percepção quanto ao item Emprego mostrou melhora em julho para 46,3 pontos contra 41,4 pontos em junho.

A variável Estoque caiu de 44,5 pontos em junho para 34,5 pontos em julho, o que significa uma “piora muito significativa com o aumento de estoques”, afirma Francini.

O item Mercado também apresentou piora da confiança em julho para 47,7 pontos, ante 49,5 pontos em junho. O componente Investimento também caiu para 50 pontos em julho versus 53,6 pontos em junho.

A percepção dos empresários com relação a Vendas, no entanto, melhorou para 50,3 pontos em julho contra 46,7 pontos em junho.

Atividade industrial cai 0,9% em maio; Fiesp deve revisar para baixo as estimativas de 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Walter Sacca, diretor-adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp. Foto/Arquivo: Julia Moraes/Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 0,9% em maio contra abril na série com ajuste sazonal, mostrou pesquisa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), divulgada nesta quinta-feira (27/06).  A entidade deve revisar para baixo a projeção para o desempenho do setor e para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2013.

Segundo o diretor-adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Walter Sacca, o INA acumula elevação de 4,7% entre janeiro e maio de 2013 comparativamente ao mesmo período do ano anterior. No entanto, esse percentual deve se reduzir a longo do ano, já que esse crescimento se deu sobre uma base de comparação muito fraca em 2012.

“Deve haver uma redução do crescimento que a gente está verificando do índice de atividade, baseado na perspectiva mais conservadora de crescimento do PIB e no fato que a gente vai começar a comparar com um número maior de atividade no segundo semestre do ano passado”, afirmou Sacca.

Em maio, a Fiesp divulgou que esperava um crescimento de 2,5% do PIB e de 3,2% da atividade industrial. As estimativas devem ficar mais pessimistas.

“Se já era difícil fazer previsão dentro do ambiente econômico que o país estava vivendo. Nas circunstâncias atuais, com as mudanças comportamentais que estão sendo introduzidas pelo protesto popular, as previsões tornam-se ainda mais difíceis de fazer, mais imprevistas”, afirmou.

Desempenho da Indústria

Na leitura sem ajuste sazonal, o índice de atividade industrial apresentou variação positiva de 1,4% na comparação entre maio em abril. De janeiro a maio deste ano a atividade cresceu em 4,7%. No acumulado de 12 meses, o nível ficou estável. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o desempenho da indústria em maio deste ano cresceu 1,4%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou estabilidade em 81,6% em maio, versus 81,9% em abril deste ano. Na leitura sem ajuste sazonal, o componente também ficou estável, a 82,2% em abril e maio.

Dos setores avaliados pela pesquisa em maio, o segmento de Metalúrgica Básica apresentou ganhos de 6% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais.

Já a atividade nos setores de Alimentos e Produtos Químicos registrou perdas de 2% e 0,3% respectivamente.

“Não há homogeneidade de crescimento, nem uma homogeneidade de queda. Há uma oscilação, com exceção de um ou outro setor”, explicou Sacca.  De acordo com ele, a inflação sobre os preços dos alimentos prejudicou a indústria do setor, mas “há uma expectativa que se espera que seja parcialmente corrigida ao longo do ano e não deve permanecer nos níveis elevados nem continuar com uma elevação desproporcional”.

Percepção dos empresários

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de junho, medida pelo Sensor Fiesp, ficou estável: 50,8 pontos contra 51,6 pontos em maio.

O item Mercado foi o único que apresentou uma piora na sondagem, caindo de 53,1 pontos em maio para 50,3 pontos em junho. Já a percepção dos empresários com relação aos demais setores não apresentou mudança expressiva entre maio e junho.

O componente de Vendas ficou em 47,2 pontos no mês corrente contra 46,6 pontos em maio. O indicador Estoque ficou em 50 pontos este mês ante 51,2 pontos no mês anterior.

O item Emprego ficou em 51,6 pontos atuais versus 51,7 pontos em maio, e a percepção quanto ao Investimento se manteve em 55,2 pontos.

Impulsionada pelo setor de Máquinas e Equipamentos, atividade industrial sobe 2,1% em janeiro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou alta de 2,1% em janeiro, com relação a dezembro de 2012, na série com ajuste sazonal. O desempenho foi estimulado pela alta de 3,3% do setor de Máquinas e Equipamentos no mês passado.

Esses dados indicam que a indústria de transformação pode estar em trajetória de melhora, conforme mostraram os números divulgados pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) nesta quinta-feira (28/02).

Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, Paulo Francini, o bom desempenho da atividade indústria no segmento de Máquinas se configura como boa notícia para a produção e confirma o anúncio feito pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de que as consultas para investimento na indústria aumentaram nos últimos meses.

“Finalmente, Máquinas e Equipamentos começa a se mover. Há uma recuperação de investimento dando razão a expectativa do próprio BNDES, de um acréscimo importante quanto a consultas para investimento no setor”, explicou Francini. “Parece que aquilo que era consulta transformou-se em realidade de renda e de produção no mês de janeiro”, avaliou.

Dos setores analisados pela pesquisa em janeiro, o desempenho do segmento de Máquinas e Equipamentos se destacou ao registrar ganhos 3,3% na leitura mensal, considerando os efeitos sazonais, seguido por Metalurgia Básica com alta 1,3%, com ajuste. O setor de Minerais não Metálicos anotou crescimento de 0,8% na leitura mensal com ajuste sazonal.

A pesquisa de Emprego, divulgada pela Fiesp e o Ciesp na semana passada, apontou que o setor de Máquinas e Equipamentos criou  2.080 postos de trabalho em janeiro, movimento considerado por Francini como um “bom sinal”.

O diretor da Fiesp manteve os prognósticos de crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB), ganho de 2,8% para o PIB da indústria e alta de 2,3 para o INA em 2013.

“O mês de janeiro se afigura para nós como excepcional, positivamente diferente. Temos dúvida quanto a tal ímpeto de se manter, porém, de qualquer maneira, estamos numa trajetória de melhora da indústria de transformação”, afirmou o diretor da Fiesp.

Atividade industrial

Na leitura sem ajuste sazonal, o índice apresentou variação positiva de 3,7% na comparação mensal. Em comparação com janeiro de 2012, a atividade industrial durante o primeiro mês de 2013 cresceu 6,5%. No acumulado de 12 meses, o desempenho do setor manufatureiro paulista apresentou alta de 3,2%, na leitura sem ajuste sazonal, em relação ao período imediatamente anterior.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) manteve-se praticamente estável em 82,6% em janeiro, versus 82,4% em dezembro do ano passado, com ajuste. Na comparação sem ajuste sazonal, o componente também apresentou estabilidade, ficando em 80,6% contra 79,4% em dezembro.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de fevereiro, medida pelo Sensor Fiesp, melhorou: 52,2 pontos contra 49,8 pontos em janeiro.

A sondagem com relação ao item Mercado também apontou uma melhora para 55,5 no mês corrente, versus 52,8 pontos em janeiro. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas, que avançou para 52 pontos, ante 49,8 pontos no mês passado.

O indicador de Estoque ficou em 43,3 pontos em fevereiro, ante 44,4 pontos em janeiro, indicando reservas acima do desejado pela indústria. O item Emprego também se manteve estável em 50 pontos no mês corrente, contra 50,6 pontos no mês anterior.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou forte melhora, passando de 51,5 em janeiro para 60,3 em fevereiro.  “Isso para nós é muito positivo porque significa que a indústria está com uma nova percepção e isso é o que move o seu investimento”, afirmou Francini.

Com exceção do item Estoque, resultados do Sensor acima de 50 pontos revelam expectativas positivas.

Nível de atividade industrial paulista deve cair 4% em 2012, projeta Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon). Foto: Julia Moraes

A atividade da indústria de transformação paulista deve encerrar 2012 negativa em 4%, apontou a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) em sua última divulgação do Indicador de Nível de Atividade (INA) este ano. Mas as perspectivas para 2013 são mais otimistas, pondera o diretor do departamento de economia da entidade, Paulo Francini.

“Vemos estabelecido um sinal de melhora. Claramente o ano de 2013 será melhor que 2012, o qual se encerra com o desejo de esquecê-lo”, afirmou Francini, diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp.

A Federação projeta, para 2013, uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% e um crescimento de 2,8% para a indústria de transformação.

No caso da recuperação da atividade industrial prevista para 2013, Francini avalia que “não é brilhante, mas de qualquer forma, para quem está caindo, deixar de cair é sempre um consolo”.

O diretor do Depecon reafirmou que o conjunto de medidas adotadas pelo governo com relação a taxa básica de juros Selic, câmbio, spread bancário e incentivos fiscais para determinados setores produtivos deve impulsionar de forma mais expressiva uma retomada da atividade no ano de 2013, já que os reflexos a tais ações levam tempo para serem sentidos.

“Sair de 12,5% para 7,25% na Selic, conviver com taxa real de juros de 2%, isso é extremamente significativo. Mas é como na arte da culinária: não adianta jogar tudo dentro da panela, precisa deixar aquilo ter um cozimento adequado e há um tempo de espera”, explicou Francini. “Eu diria que vários ingredientes adequados foram jogados, agora, vamos esperar um pouco.”

Ele ainda destacou efeitos que estão por vir a partir de 1º de janeiro, quando entra em vigor a aplicação de 4% das alíquotas interestaduais do ICMS nas operações com produtos importados, colocando fim à chamada guerra dos portos. Outra medida é a continuidade da desoneração do INSS na folha de pagamento para dezenas de setores. “São dois motivos para promover alguma melhora no desempenho da indústria de transformação.”

Atividade em outubro

Em outubro, o indicador registrou alta de 0,6% na série com ajuste sazonal. Na leitura sem ajuste sazonal, o índice apresentou variação positiva de 5,2% na comparação entre outubro e setembro.

Atividade Industria Outubro/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

A variação do período de janeiro a outubro deste ano, no entanto, é negativa em 5% – a maior queda desde 2003, ano de início da pesquisa, com exceção de 2009, quando o indicador chegou a -10%.

No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria sem ajuste sazonal também apresenta queda, de 4,8%, ante o período imediatamente anterior. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (29/11), pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) manteve-se praticamente estável em 81,1% em outubro, versus 81,4% em setembro deste ano, com ajuste. Na leitura sem ajuste sazonal, o componente também mostrou estabilidade, ficando em 82,9%, contra 82,3% em setembro.

Dos setores avaliados pela pesquisa em outubro, o segmento de Alimentos e Bebidas anotou queda 1,2% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais, seguido pelo item de Produtos Têxteis, com baixa de 0,8%.

Já o setor de Veículos Automotores registrou ganhos de 1,6% sobre setembro, em termos ajustados. Enquanto a atividade da indústria de Produtos Químicos, Petroquímicos e Farmacêuticos registrou alta de 0,5%, com ajuste, na comparação com setembro.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de novembro, medida pelo Sensor Fiesp, ficou praticamente estável: 51,3 pontos, contra 50,6 pontos em outubro.

A sondagem com relação ao item Mercado apresentou uma piora de quatro pontos e chegou a 51,1 pontos, versus 55,5 pontos em outubro. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas, que também desacelerou de 55,9 pontos no mês passado para atuais 51,5 pontos.

Sensor Novembro/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

O indicador de Estoque passou para 46,7 pontos em novembro ante 44,7 pontos em outubro, enquanto o Emprego subiu para 48,5 no mês corrente, contra 46,2 pontos no mês anterior.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou forte melhora, passando de 50,7 pontos em outubro para 58,5 pontos em novembro.

Atividade industrial paulista interrompe trajetória de queda e fecha 3º tri em alta de 1,2%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Diretor do Departamento de Economia da Fiesp/Ciesp, Paulo Francini. Foto: Julia Moraes

Depois de cair por cinco trimestres seguidos, a indústria paulista encerrou o terceiro trimestre de 2012 em alta de 1,2% em relação ao período anterior, motivada principalmente pela indústria automobilística, em meio a incentivos concedidos pelo governo – como a redução do IPI para veículos, que contribuiu em 34% para crescimento da atividade econômica entre maio e agosto.  O mês de setembro registrou uma elevação de 0,2%.

O diagnóstico é fruto da pesquisa Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria, realizada mensalmente pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e o Centro das Indústrias do Estado São Paulo (Fiesp e Ciesp), e divulgada nesta quarta-feira (31/10).

Apesar da alta no trimestre acima do esperado, as projeções para a atividade da indústria em 2012 e para o desempenho da economia em geral continuam pessimistas, uma vez que a persistente crise financeira no mundo, principalmente nos países da Europa, minimiza o impacto positivo de políticas de incentivo do governo sobre a produção nacional.

“Existe uma indústria de transformação com capacidade excedente para o atual nível de demanda do mundo”, disse Paulo Francini, diretor do Depecon.

Segundo a Fiesp/Ciesp, o nível de atividade da indústria paulista deve encerrar o ano de 2012 negativo em 4,5%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer apenas 1,4% no mesmo ano e o PIB industrial deve apresentar uma variação negativa de 2,5%.

Para Francini, medidas como a redução da taxa Selic para níveis mais baixos da história, controle sobre o spread bancário e intervenções para elevar o patamar do dólar versus o real estão na direção correta, mas a indústria não conseguiu reagir este ano com a força que se esperava dado o aprofundamento da desindustrialização no país.

“Todos estes fatores estão na direção correta. Nós esperávamos que a indústria reagisse a eles com um pouco mais de vigor. Os resultados não têm o vigor que teriam se o mundo estivesse bombando. Nós temos que lembrar que o mundo bombava no inicio dos anos 2000”, afirmou.

Segundo o diretor da Fiesp/Ciesp, a recuperação da atividade industrial em 2013 deve acontecer e será “resistente”.

Menor Participação da indústria no PIB

De acordo com cálculos da Fiesp/Ciesp, a participação da indústria de transformação no PIB, atualmente em 14,6%, deve diminuir em 0,6 ponto percentual até o final de 2012 para 14%.

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“Se em 2012 ocorrer o que nós estamos prevendo em relação ao PIB e à evolução do PIB da indústria de transformação, a participação há de ser 14%, aprofundando o processo de desindustrialização”, afirmou Francini. A participação industrial no PIB já chegou ao patamar de quase 25% no início dos anos 1980.

Atividade em São Paulo

INA – Setembro/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Segundo o Depecon, a atividade industrial paulista aumentou 0,2% em setembro. Já o desempenho do setor produtivo entre janeiro e setembro deste ano foi negativo em 5,9%, sem ajuste sazonal – a maior queda desde 2003, ano de início da pesquisa. A exceção foi registrada em 2009, quando o INA chegou a -10,6%. No acumulado de 12 meses, o nível atividade da indústria, sem ajuste sazonal, foi negativo em 5,3%. 

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) se manteve estável na comparação mensal, permanecendo em 81,3% em setembro. Já na leitura sem ajuste sazonal, o componente caiu um ponto percentual para 82% no mês passado, contra 83,1% em agosto.

Dos setores avaliados pela pesquisa em setembro, o segmento de Máquinas e Equipamentos apresentou queda de 3% na leitura mensal, considerando os efeitos sazonais. Já o de Celulose, Papel e Produtos de Papel registrou ganhos de 1,3% sobre agosto, em termos ajustados, enquanto a atividade da indústria de Artigos de Borracha e Plástico anotou variação positiva de 1,5%, com ajuste, na comparação com agosto.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de outubro, medida pelo Sensor Fiesp, ficou em 50,6 pontos no mês corrente, contra 52,3 pontos em setembro, indicando estabilidade na expectativa do empresário.

Pesquisa Sensor – Outubro 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

O item Mercado caiu quase quatro pontos no mês corrente e chegou a 55,5 pontos, versus 59,3 pontos em setembro, enquanto o indicador Vendas manteve-se estável em 55,9 pontos no mês corrente, ante 55,8 no mês passado.

O indicador de Estoque passou para 44,7 pontos em outubro, ante 40,8 pontos em setembro. O grupo Emprego registrou queda de mais de três pontos percentuais para 46,2 este mês, versus 49,8 no mês passado.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou queda de mais de quatro pontos, passando de 54,7 em setembro para 50,7 pontos em outubro.

Atividade da indústria paulista deve encerrar 2012 com queda de 5%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Diretor de Economia da Fiesp, Paulo Francini, durante coletiva do INA

Diretor de Economia da Fiesp, Paulo Francini, durante coletiva do INA. Foto: Everton Amaro

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou queda de 0,3% em agosto sobre julho, na série com ajuste sazonal, e despencou 5,3% no acumulado dos 12 meses, em relação ao período imediatamente anterior.

A dificuldade do setor produtivo em se recuperar da queda sinaliza que o prejuízo que sofreu é mais intenso que o esperado, avalia Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“Isso mostra que a indústria estava realmente muito ofendida pelo tempo pregresso”, afirmou Francini, nesta quinta-feira (27/09), em coletiva de imprensa, ao divulgar a pesquisa da Fiesp e do Ciesp.

Sem o ajuste sazonal, o índice de atividade avançou 5% na comparação com julho. Entre janeiro a agosto de 2012, no entanto, o indicador acumula variação negativa de 6,6% em relação ao mesmo período de 2011, descontando o ajuste à sazonalidade. Esse é o pior resultado desde 2003, com exceção de 2009, quando o índice chegou a -11,3% durante o mesmo período.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) manteve-se praticamente estável em agosto: 81,1% ante 81,3% em julho, no dado com ajuste sazonal. O mesmo comportamento foi apresentado no resultado sem ajuste 83% no mês passado, contra 82,4% em julho. Segundo Francini, esse patamar demonstra um padrão “abaixo do nível razoável de eficiência” da produção. “Para atingir o patamar de eficiência, o indicador precisa operar em 85%”, argumentou.

INA – Agosto/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Inesperado

A Fiesp revisou  para -0,3% o índice de atividade de julho, ante variação positiva de 0,3%.

A queda do indicativo enfraquece o otimismo quanto ao início de uma recuperação da indústria ainda este ano, apesar dos benefícios tributários para setores como o automotivo, linha branca e materiais de construção, de um ano de redução contínua da taxa Selic e da elevação do patamar do câmbio para R$ 2. Para a federação, a recuperação deverá acontecer de forma moderada.

“A situação do mundo e seus efeitos no Brasil ocorreram pior do que pensamos que iria ocorrr. Isso se verifica na redução da nossa balança comercial, especialmente do lado das nossas exportações”, explicou Francini.

De acordo com estimativa da Fiesp, o índice de atividade da indústria paulista deve fechar o ano de 2012 negativo em 5% na comparação com 2011. No mês passado, a entidade previa uma taxa negativa em 4,4% para o indicador.

“Rasgar é fácil, consertar é mais difícil, mas ainda acreditamos que vamos ingressar num processo de recuperação suave”, avaliou Francini.

Dos setores avaliados pela pesquisa em agosto, o segmento de Minerais Não Metálicos apresentou estabilidade, com 0,8% na leitura mensal, considerando os efeitos sazonais.

Por outro lado, a atividade industrial no segmento de Outros Equipamentos de Transporte computou forte queda de 7,9% sobre julho, em termos ajustados.

O desempenho da indústria de Alimentos e Bebidas também foi fraco em agosto. O setor registrou uma baixa de 1,3% em relação a julho, na série com ajuste sazonal, pressionado também pela quebra das safras de soja e de milho dos Estados Unidos, o que elevou os preços para as commodities utilizadas por produtores de carne de frango, bovina e suína.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de setembro, medida pelo Sensor Fiesp, apresentou ligeira melhora: 52,3 pontos, contra 50,5 pontos em agosto.

Pesquisa Sensor – Setembro 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Já o item Mercado registrou alta de mais de três pontos no mês corrente e chegou a 59,3 pontos em setembro, versus 55,8 pontos em agosto, enquanto o indicador Vendas subiu levemente para 55,8 pontos no mês corrente, ante 55 pontos no mês passado.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou forte melhora, passando para 54,6 pontos em setembro, contra 49,3 pontos em agosto. Já o item Estoque continua elevado, chegando a 40,8 em setembro, ante 45,3 pontos em agosto.

O segmento Emprego registrou ligeira alta de 49,8 pontos em setembro, versus 47,4 em agosto.

Atividade industrial sobe 0,3% em julho; recuperação ocorre com pouca força e ano será negativo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Francini, diretor-titular do Depecon, durante coletiva do INA. Foto: Everton Amaro

O crescimento de 0,3% do Indicador de Nível de Atividade da indústria (INA) na série com ajuste sazonal em julho sobre junho sinaliza recuperação do setor, porém não dever ser suficiente para que 2012 seja um ano positivo para o setor produtivo. A avaliação é de Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

As entidades divulgaram os números da indústria de transformação na manhã desta quinta-feira (30/08).

“Já transcorremos sete meses de 2012, nos restam cinco e não teremos prorrogação. Mesmo acreditando em certa recuperação no segundo semestre, 2012 ainda será considerado um mau ano”, projetou Francini.

De acordo com cálculos da Fiesp e do Ciesp, para fechar 2012 negativa em 4,4%, a atividade industrial terá de registrar, de agosto a dezembro, um crescimento de 0,8% ao mês. “Portanto, mesmo com uma recuperação forte nos meses restantes vamos terminar em torno de 4%”, afirmou o diretor-titular, acreditando ser um movimento praticamente impossível.

O prognóstico da Fiesp para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 também não é otimista. Enquanto a previsão da entidade em julho para o PIB era de 1,8%, em agosto, no entanto, ela foi revisada para baixo a um crescimento de 1,4%. Para o segundo trimestre a federação espera crescimento de 0,4% em relação ao primeiro período do ano.

Recuperação “aquietada”

Os resultados positivos do INA em junho e julho forjam um cenário de recuperação com força “aquietada”, na avaliação de Francini. “Já tivemos o segundo mês positivo do índice. Isso nos dá base razoável para dizer que estamos em processo de recuperação e também para dizer que ela não é violenta, e não é como outras que já vivemos”, completou.

INA – Julho/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

A variação negativa em 6,4 entre janeiro e julho apurou a maior queda desde 2003, ano de início da pesquisa, com exceção de 2009, quando o indicador chegou a -12%. No acumulado de 12 meses, o nível atividade indústria sem ajuste sazonal foi negativo em 4,4%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) teve uma ligeira alta, passando para 81,3% em julho, ante 80,5% em junho deste ano. Já na leitura sem ajuste sazonal, o componente aumentou cerca de dois pontos percentuais, 82,2% no mês passado contra 80,7% em junho.

Dos setores avaliados pela pesquisa em julho, o segmento de Produtos Têxteis apresentou leve queda 0,5% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais. Já o setor de Celulose, Papel e Produtos de Papel registrou ganhos de 2,7% sobre junho, em termos ajustados. Enquanto a atividade da indústria de Veículos Automotores se destacou entre os comportamentos de alta, com variação positiva de 5,3%, com ajuste, na comparação com junho.

Selic

Na véspera (29/08), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou um corte na taxa básica de juros Selic em 0,50 ponto percentual, para 7,50 por cento ao ano. “Há muito tempo não víamos isso no Brasil. É um movimento extremamente exitoso conduzido pelo Banco Central que no prazo de um ano promoveu uma redução de cinco pontos percentuais na taxa Selic”, afrimou Francini.

De acordo com o diretor-titular, a trajetória de queda da Selic já surtiu efeito na economia, mas o reflexo não é sentido em sua totalidade uma vez que existe uma demora entre a tomada da decisão e sua chegada ao mercado. “Se não fosse a redução da taxa Selic teria sido pior.”

Expectativa

Pesquisa Sensor – Agosto 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de agosto, medida pelo Sensor Fiesp, ficou praticamente estável: 50,5 pontos contra 49,6 pontos em julho.

Já o item Mercado registrou alta de três pontos no mês corrente e chegou a 55,8 pontos versus 52,2 pontos em julho. O mesmo aconteceu com o indicador Vendas que também subiu de 47,9 pontos no mês anterior para atuais 55 pontos.

O indicador de Estoque passou para 45,3 pontos em agosto ante 43,2 pontos em julho. Enquanto o Emprego ficou estável em 47,4 no mês corrente contra 48,5 pontos no mês anterior. Já a percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou queda de sete pontos, passando de 56,3 pontos em julho para 49,3 pontos em agosto.

Atividade industrial cai 0,5% em março;medidas do governo não causam efeito no curto prazo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista apontou desaceleração de 0,5% em março sobre fevereiro, na série com ajuste sazonal. No primeiro trimestre do ano, a indústria de transformação recuou 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando o quarto trimestre consecutivo de queda. O resultado mensal surpreendeu a Fiesp e o Ciesp, já que março, normalmente, é um mês de crescimento.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544843860Apesar das recentes medidas tomadas pelo governo quanto ao câmbio, taxa de juros e Guerra dos Portos, os efeitos dessas ações na recuperação da atividade só surtirão efeito no longo prazo, avaliou Paulo Francini, diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas da Fiesp e do Ciesp.

“Estão acontecendo coisas que apontam para uma certa recuperação da atividade industrial, mas isso não se dará no curto prazo. Não se percebe, no desempenho do primeiro trimestre, viés de melhora para a indústria de transformação, pois ele está perdido. Eventualmente enxergamos uma trajetória de melhora, mas só para o segundo semestre deste ano”, enfatizou Francini.

Diante desse cenário, a previsão da entidade para o Produto Interno Bruto (PIB) do país foi mantida em uma taxa de crescimento de 2,6% no ano de 2012. Para a indústria em geral, a Fiesp prevê um crescimento de 1,4%, já para a indústria de transformação a taxa é de 0%.

Francini reconhece que o câmbio – principal influência para o desempenho da indústria no mercado externo e doméstico – melhorou. Mas a recuperação da competitividade do setor de transformação ante os importados “é uma questão que leva tempo.”

Sem o ajuste, o INA avançou 10% na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria sem ajuste sazonal foi negativo em 1,8%. De janeiro a março de 2012, o indicador também acumula variação negativa de 6,1% em relação ao mesmo período de 2011, descontando o ajuste à sazonalidade.

 

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) aumentou um ponto percentual: de 79,8% em fevereiro para 80,8% em março deste ano. Na leitura com ajuste sazonal, o componente ficou em 81,4% no mês passado contra 82,1% em fevereiro de 2012.

Dos 17 setores avaliados pela pesquisa em março, destacam-se as perdas nos setores de Produtos Químicos, Petroquímicos e Farmacêuticos, com queda expressiva de 7,5% na leitura mensal considerando os efeitos sazonais. E o segmento de Celulose, Papel e Produtos de Papel, com queda de 1,1% sobre fevereiro, em termos ajustados.

“A indústria de transformação apresenta um comportamento muito homogêneo entre os vários setores. Ela está próxima do zero. Sem força para grandes pioras ou para grandes melhoras”, afirmou Francini.

Já o indicador de Veículos Automotores foi destaque de alta em março com variação positiva de 5,9%, com ajuste, na comparação com fevereiro.

Fim Guerra dos Portos

Francini elogiou a aprovação da Resolução 72, pelo Senado. A medida acaba com a chamada Guerra dos Portos. O mecanismo vem sendo usado por diversos Estados brasileiros para conceder incentivos fiscais a produtos importados por meio de descontos no ICMS.

“A decisão do Senado foi positiva para a indústria. A Fiesp lutou muito para que isso acontecesse.” No entanto, a medida, que deve entrar em vigor em 2013, “também não tem efeito imediato sobre a recuperação da indústria.”

 

Expectativa

A percepção dos empresários com relação ao cenário econômico no mês corrente, medida pelo Sensor Fiesp, caiu mais de quatro pontos em abril ante março e ficou em 47,2.

O item mercado se manteve estável em 52 pontos em abril contra março. O indicador de Estoque ficou em 41,5 em abril ante 51,4 em março, indicando aumento dos estoques da indústria. Já o item Vendas recuou para 47,5, versus 51,6 em março. No segmento de Emprego, o Sensor anotou queda para 48,3 em abril contra 49,5 em março.

Puxada pelo automotivo, atividade industrial cai 0,7% em setembro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista recuou 0,7% em setembro sobre agosto, na série com ajuste sazonal. Sem o ajuste, o índice caiu 2,6% na comparação com o mês anterior, puxado principalmente pela queda de 6,2% na produção do setor automotivo.

Na leitura com ajuste sazonal, o segmento de Veículos Automotores apresentou em setembro a maior queda experimentada pelo índice desde dezembro de 2008, quando o indicador caiu 47,6%.

“A indústria automobilística está sentindo certa dificuldade, expressa até pelo acúmulo de estoques”, afirmou Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp. “É um setor que já está passando por um processo relativamente forte de ajuste.”

Os números foram divulgados na manhã desta quinta-feira (27) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). E, segundo Francini, o INA deve fechar o ano de 2011 com taxa de 2,0%, “com algumas chances de ser ligeiramente inferior”.

INA – Setembro de 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP 

No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria fechou com variação positiva de 2,6%. De janeiro a setembro de 2011, o índice acumula variação de 2,3% em relação ao mesmo período de 2010.

“Então se percebe mais claramente como é que o ano de 2011 está sendo frágil. A taxa do acumulado até setembro só encontra paralelo para trás – com exceção do ano da crise de 2009 – nos 2,7% registrados em 2006. Ou seja, é um resultado ruim comparativamente aos outros anos da série histórica”, explicou o diretor.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) recuou na série com ajuste sazonal, de 82,5% em agosto para 82,0% em setembro. Sem ajuste sazonal, o indicador fechou setembro em 83,6% versus 84,1% de agosto deste ano, e 83,7 em setembro do ano anterior. “O Nuci continua estacionado. No mês de setembro destaca-se a queda de 1,0% nas horas trabalhadas, ou seja, a produção não foi satisfatória.”

Setores

Além do componente Veículos Automotores, dos setores avaliados pela pesquisa, destaca-se a queda no setor de Produtos Minerais Não-Metálicos, termômetro para a atividade de construção civil, com declínio de 0,1% sobre agosto, na série com ajuste sazonal.

O segmento de Máquinas e Equipamentos recuou 1,0% em setembro, na série dessazonalizada, abatido pela forte deterioração da confiança do empresário industrial nos últimos meses, percepção a qual o segmento apresenta sensibilidade. “É um setor que volta a nos preocupar.”

Expectativa

Pesquisa Sensor – outubro de 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP 

A percepção dos empresários com relação ao cenário econômico no mês corrente, medida pelo Sensor Fiesp, ficou em 48,6 em outubro contra 48,9 em setembro. A apuração deste mês registrou estoque a 45,6 pontos ante 38,1 no mês anterior. No levantamento, a marca acima de 50 pontos indica crescimento. No caso dos estoques, valor abaixo de 50 aponta excesso de estoques.

“O sensor não está dizendo que lá na frente está vindo sol, como não também não está anunciando uma enorme tempestade, mas vem, pelo menos, uma garoa leve”, comentou Francini.

Crise

Francini reafirmou a perspectiva de redução do ritmo de crescimento para a economia brasileira. Já a estimativa de crescimento de 3,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 é efeito do agravamento da crise financeira mundial. “O PIB que se projeta para 2011 será um PIB que convive em um mundo com a situação econômica não confortável.”

Segundo ele, as perspectivas para a economia brasileira não estão claras, bem como os prognósticos para as demais economias do mundo. “Nós não somos exceção.”

Atividade industrial surpreende e sobe 0,8% em agosto

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista cresceu 0,8% em agosto sobre julho, na série com ajuste sazonal. Sem o ajuste, o índice avançou 6,1% na comparação com o mês anterior, informou nesta quinta-feira (29) Walter Sacca, diretor-titular-adjunto do Departamento de Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp.

“Em agosto nós apresentamos um crescimento contrariando o que falamos no mês passado: que não esperávamos coisa muito brilhante na evolução do INA para esse mês”, afirmou Sacca, embora tenha mantido perspectiva de acomodação da atividade até o fim de 2011.

O destaque foi a alta de 2,6% do componente de vendas reais. Entre janeiro de 2010 e agosto de 2011, o item mostrou um incremento de 14,5%. Os motivos de crescimento das vendas, no entanto, podem ser o aumento da participação da produção importada no movimento de vendas domésticas.

“Há bastante força na suposição de que essa exuberância de mercado não tenha uma ligação muito grande com a exuberância da produção industrial, mas sim tenha um componente de produtos importados maior do que havia no passado”, explicou Sacca.

INA Agosto de 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria sem ajuste sazonal foi de 3,1%. De janeiro a agosto de 2011, o índice acumula variação positiva de 2,6% em relação ao mesmo período de 2010 sem ajuste sazonal.

Apesar da melhora, a expectativa para o final de 2011 continua sendo de perda de ritmo da produção. “A gente mantém um quadro de perspectiva de arrefecimento na atividade industrial no final desse ano”, afirmou Sacca, acrescentando que depois da recuperação no desempenho acumulado, “não há muito brilho.”

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) registrou ligeira alta na série livre de influência sazonal, de 83% em julho para 84,1% em agosto. Na comparação com agosto do ano passado, o componente se manteve praticamente estável.

Dos setores avaliados pela pesquisa, destacam-se os ganhos em:

  • Metalurgia básica, com expansão de 1,2% sobre julho com ajuste sazonal, embora o resultado não seja capaz de compensar a queda de 4,8% acumulada pelo indicador ente junho e julho;
  • Produtos minerais não metálicos, com aumento de 1,5% em agosto contra julho com ajuste sazonal.

No universo das quedas, o componente de celulose, papel e produção de papel registrou baixa de 0,9% em agosto versus julho com ajuste sazonal.

Expectativa

Pesquisa Sensor Setembro de 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

A percepção dos empresários com relação ao cenário econômico em setembro, medida pelo Sensor Fiesp, ficou em 48,9 em setembro contra 48,5 em agosto. Abaixo de 50, a medição indica uma tendência negativa. “Mas tem estabilidade porque no mês passado já estava abaixo dessa pontuação”, reforçou Sacca.

A apuração de setembro registrou estoque a 38,1 pontos ante 42,9 no mês anterior, sugerindo acumulo das reservas. Este é o pior nível desde o abril de 2009, quando chegou a 34,7.

Câmbio

Walter Sacca avalia que o atual patamar do dólar trará mais ganhos do que perdas para a indústria no longo prazo. “Infelizmente tudo na vida tem um lado positivo e um lado negativo. Dentro do panorama da macroeconomia e dentro do dinamismo do mercado global, todas as mudanças bruscas podem deixar algum respingo negativo, mas os efeitos de médio e longo prazo sem dúvida deverão ser muito mais positivos para a indústria de transformação.”

Atividade industrial tem crescimento leve de 0,3% em julho

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou crescimento leve de 0,3% em julho sobre junho, na série com ajuste sazonal. Sem o ajuste, o índice foi de 0,6% na comparação com o mês anterior.

Apesar do aumento, o resultado não compensa a queda observada em junho, como também não altera o quadro de letargia que a atividade industrial paulista vem apresentando desde março de 2011.

Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, o relatório apresenta “mais do mesmo”. “Isso porque o que se ganha em um mês, perde-se no outro e fica tudo praticamente no zero”, explicou. “O resultado de 0,6% é medíocre. É o pior valor de julho dos últimos tempos. Apenas em 2006 é possível encontrar um paralelo.”

No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria foi de 3,5%. De janeiro a julho de 2011, o índice acumula variação positiva de 2,5% em relação ao mesmo período de 2010.

INA – Julho 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) registrou aumento de 0,5% se comparado ao mês anterior, saltando de 83 para 83,1, com ajuste sazonal. Já as Vendas Reais e as Horas Trabalhadas na Produção apresentaram queda de 0,3%, na mesma base de comparação.

Dos setores avaliados pela pesquisa, destacam-se ganhos em:

  • Fabricação de artigos de borracha e plástico, com avanço de 1,6% sobre junho, em termos ajustados;
  • Máquinas, Aparelhos e Materiais elétricos, com aumento de 0,6% na comparação de julho contra junho.

Entretanto, Francini destacou que a situação do setor de Máquinas é de alerta. “O índice não está ruim, mas se olharmos atentamente, veremos que o andar do setor é de estável, para baixo”, analisou.

O setor de Celulose, Papel e Produtos de papel apresentou variação negativa de 0,6% na leitura mensal. “[Este] setor está em queda anunciada”, advertiu o diretor do Depecon. “Seu desempenho encontra-se abaixo do INA.”

Confiança em queda

Outro índice em queda é a confiança dos empresários paulistas em relação ao cenário econômico no mês de agosto. Dados da pesquisa Sensor Fiesp apontam queda de aproximadamente quatro pontos em relação ao mesmo período de julho. Este mês o indicador fechou em 47,3 contra 51 do mês anterior, valor mais baixo desde dezembro de 2010.

“O Sensor está dizendo que vem tempo ruim à frente”, avisou Francini. Uma vez que o mês de agosto coincide com um dos picos anuais da atividade industrial, é comum ter neste mês uma excitação maior em relação ao cenário econômico nacional. “Portanto, ao pegar essa percepção negativa eu diria que o sinal de alerta está no amarelo.”

Os itens vendas e mercado também recuaram, para 45,2 (versus 52,1 em junho) e 48,6 (versus 51,7 em junho), respectivamente. O estoque apontou 42,5 pontos versus 49,7 no mês anterior, sugerindo uma acomodação da produção.

Pesquisa Sensor – Ago/11

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Indústria de Transformação

O diretor do Depecon também alertou para a situação da Indústria de Transformação no País. Para ele, as pessoas às vezes têm uma dificuldade natural em reconhecer que existem adversidades no setor enquanto a economia apresenta sinais positivos, principalmente em relação ao número de empregos e crescimento de renda.

“Na verdade, só se entende essa dicotomia ao perceber que existe um fator externo, agressor, que tira da indústria de transformação doméstica o benefício de usufruir da boa condição econômica que os cidadãos sentem com o aumento de emprego e renda”, afirmou referindo-se às importações. “Enxergamos que esse tipo de comportamento não é benéfico para o País, uma vez que faz perder a vitalidade do setor que é, exatamente, o maior gerador de riquezas e empregos qualificados: a indústria de transformação.”

Francini também alertou que a estimativa de geração de empregos para o segundo semestre deste ano não é otimista. “Ela tende a bater em zero, e não seria uma grande surpresa se ingressasse no campo negativo, ou seja, de redução no número de empregos na indústria de transformação”, concluiu.