Foto: Fiesp recebe representante da Embaixada da Nova Zelândia no Brasil

Agência Indusnet Fiesp

Thomaz Zanotto e Tony Clark em reunião. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

O encarregado de Negócios da Embaixada da Nova Zelândia no Brasil, Tony Clark, participou de reunião na tarde desta sexta-feira (12/12) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A comitiva foi recebida por Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), com o objetivo de apresentar oportunidades para a indústria brasileira advindas da assinatura de acordo de livre comércio entre Nova Zelândia e China.

Além disso, durante o encontro, os participantes debateram a organização de um evento em conjunto entre a Fiesp e a Embaixada da Nova Zelândia no Brasil e falaram sobre a visita do ministro de Educação Superior, Desenvolvimento Econômico e Ciência e Inovação da Nova Zelândia, Hon Steven Joyce, ao país, em 2015.

Brasil precisa aumentar corrente de comércio com Nova Zelândia, afirma 2º vice-presidente da Fiesp

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

O comércio entre Brasil e Nova Zelândia tem muito espaço para expansão, de acordo com o 2º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), João Guilherme Sabino Ometto.

“O Brasil, que atualmente é uma das maiores economias do mundo, não está nem um pouco satisfeito em ser o 47º principal parceiro comercial da Nova Zelândia. Queremos avançar e temos certeza que esse é também o objetivo dos senhores”, disse Ometto ao primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, em encontro na manhã desta segunda-feira (11/03), na sede da entidade.

João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

 

Ometto lembrou que, em 2012, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 125,5 milhões, com saldo negativo de US$ 1,1 milhão de dólares para o Brasil.

“As vendas brasileiras, concentradas nos setores de gorduras e óleos, café e chá e outros produtos de origem animal, já pautam nossas importações da Nova Zelândia”, afirmou Ometto, destacando boas possibilidades de negócios em setores que produzem proteínas, colas, enzimas, máquinas de aparelhos mecânicos e produtos diversos da indústria química .

De acordo com o 2º vice-presidente da Fiesp, o encontro representa uma excelente oportunidade para estreitar os laços comerciais bilaterais. “A rodada de negócios [realizada na sequência] é uma nova porta para a competitividade internacional entre os nossos países. Além de promover a expansão no comércio bilateral, vai fortalecer o intercâmbio e conhecimento sobre nossos produtos e mercados”, afirmou Ometto diante de uma comitiva de 47 empresários neozelandeses.

Entre as oportunidades de investimentos no Brasil, Ometto citou o programa de concessões de infraestrutura, que soma US$ 235 bilhões, e a realização de três grandes eventos internacionais: a Copa das Confederações, em junho de 2013; a Copa do Mundo de futebol, em 2014; e os Jogos Olímpicos, em 2016.

Em visita à Fiesp, premiê da Nova Zelândia busca fortalecer laços comerciais com Brasil

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu na manhã desta segunda-feira (11/03), em sua sede, o primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key. O encontro teve a finalidade de apresentar as potencialidades do país na relação bilateral com o Brasil, especialmente nos setores de agronegócio, máquinas agrícolas e tecnologia.

Em sua primeira visita ao Brasil, o premiê disse buscar investimentos e parcerias. “É bastante claro que as relações entre Brasil e Nova Zelândia são muito estreitas e nossa intenção aqui é de aumentar isso”, afirmou Key, que veio ao Brasil com uma comitiva de 48 empresários para uma rodada de negócios.

John Key, primeiro-ministro da Nova Zelândia, durante discurso em visita à Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

De acordo com o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, o encontro representou uma excelente oportunidade para estreitar os laços comerciais entre os dois países. “O Brasil, que atualmente é a sexta maior economia do mundo, não está nem um pouco satisfeito em ser o 47º principal parceiro comercial da Nova Zelândia”, comentou Ometto.

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Um dos temas de relevância durante o encontro foi o comércio de manufaturados e parcerias que envolvem tecnologia e educação. Segundo o primeiro-ministro neozelandês, seu país tem a oportunidade de investir no Brasil com tecnologia e know-how.

“Vemos grandes chances em ter o Brasil como parceiro comercial”, afirmou ao destacar algumas áreas de interesse, como esporte, turismo e educação. “Temos dois mil estudantes brasileiros na Nova Zelândia e queremos dar mais oportunidades para esses jovens”, explicou.

Key afirmou que as empresas que buscarem parcerias comerciais com a Nova Zelândia terão excelentes oportunidades. “Nosso país é muito amigável e muito fácil de fazer negócios, pois somos transparentes, não temos corrupção, temos boa infraestrutura e uma economia aberta.”

O primeiro-ministro da Nova Zelândia reconheceu que o Brasil é um país líder na América Latina. “Já é tempo de enxergar grandes oportunidades no Brasil, um país de rápido crescimento”.

Na sequência da programação, John Key tem encontro com a presidente da República, Dilma Rousseff.

Nova Zelândia tira o foco da Europa e mira projetos na América Latina

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

Tim Grosser, ministro de Comércio da Nova Zelândia. Foto: Vitor Salgado

No segundo dia de reuniões com dirigentes da Fiesp e empresários brasileiros, o ministro de Comércio da Nova Zelândia, Tim Grosser, disse nesta quarta-feira (27) que a América Latina, principalmente o Brasil, entrou para os planos de ampliação econômica de seu país.

Grosser enfatizou que seus planos para o Brasil estão focados em tecnologia na agricultura, com mira no aumento da demanda mundial por alimentos.

“Nos próximos anos, cerca de 90 milhões de pessoas emergirão para a classe média e, consequentemente, aumentará a demanda por alimentos. O Brasil é um dos poucos países do mundo capazes de suprir esta necessidade. O mundo precisará aumentar sua produção de alimentos em 70% até 2020”, destacou o ministro, no encontro empresarial Brasil-Nova Zelândia.

“Nossa prioridade hoje deixou de ser os países da Europa e miramos nas boas perspectivas que a América Latina oferece, em especial o Brasil”, acrescentou.

Grosser disse ainda que país nenhum do mundo pode ignorar o fato de o Brasil ter conseguido tirar 30 milhões de brasileiros da linha da pobreza. E ressaltou, com entusiasmo, a presença da Petrobras na exploração de hidrocarbonetos, em águas profundas ao norte da Nova Zelândia: “Foi uma surpresa para mim, quando soube que meu país tem uma grande reserva de hidrocarbonetos”.

Comércio

A corrente de comércio Brasil-Nova Zelândia registrou um crescimento médio de 18,9% ao ano de 2004 até 2008. As exportações brasileiras para o parceiro apresentaram queda de 50,9% de 2008 para 2009, o que refletiu no saldo comercial, fechando negativo em US$ 12,4 milhões o primeiro desde 2004.

Mário Marconini, diretor de Negociações Internacionais da Fiesp. Foto: Vitor Salgado

Segundo dados de 2009 do Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior do Brasil, os principais produtos exportados pelo Brasil para a Nova Zelândia são: café, produtos hortícolas e instrumentos mecânicos, que representam 10,9%, 10,4%, e 9,1% do total, respectivamente. Caldeiras e máquinas e materiais elétricos concentram 47,6% dos produtos importados do parceiro pelo Brasil em 2009.

Para o diretor de Negociações Internacionais da Fiesp, Mário Marconini, o comércio entre os dois países ainda é muito baixo. No ano passado, o saldo não chegou a US$ 100 milhões, com vantagem para os neozelandeses, que registraram um superávit de US$ 12,4 milhões em cima do Brasil.

Marconini defendeu um acordo de livre comércio entre o Mercosul, Nova Zelândia e Austrália, como forma de explorar, segundo ele, o promissor mercado da Oceania.

“Os acordos brasileiros vêm se mostrando mais políticos do que econômicos. Defendo um acordo com Nova Zelândia e Austrália por serem países orientados por regras”, finalizou Marconini.