Nova diretoria do Sinditêxtil tomou posse nesta quinta-feira, 28

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

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Em pé, à direita: o presidente eleito do Sinditêxtil, Alfredo Bonduki, com o governador Geraldo Alckmin, premiado por seu apoio ao setor têxtil

Empresários do setor têxtil paulista, autoridades do governo do Estado, presidentes de entidades patronais e outros setores da economia estiveram presente, na noite desta quinta-feira (28), à solenidade de posse da nova diretoria do Sinditêxtil-SP, no Jockey Clube de São Paulo.

Alfredo Emílio Bonduki, presidente eleito do sindicato, destacou a necessidade de lutar pelo fortalecimento das indústrias têxteis. Além disso, Bonduki prometeu intensificar os esforços na luta pela redução da taxa de juros e impostos abusivos. E propor políticas de incentivos para o setor como as adotadas nos países asiáticos.

Bonduki elogiou a atuação de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que durante sua gestão à frente do sindicato contribuiu com a integração da cadeia produtiva do setor têxtil, no período de sua pior crise, durante a invasão dos produtos chineses no mercado brasileiros.

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Em destaque: Paulo Skaf, da Fiesp, e Josué Gomes da Silva, da Coteminas, ladeiam Fuad Mattar, da Paramount Têxteis, que recebeu o prêmio Personalidade Têxtil

Skaf parabenizou Rafael Cervone, 1º vice-presidente do Ciesp, por sua atuação à frente do Sinditêxtil. Além disso, reiterou o compromisso da Fiesp com os pleitos e ações da categoria: “Contem comigo, pois estarei sempre à disposição da cadeia têxtil”, afirmou.

Homenagens

Durante a cerimônia, o empresário Fuad Mattar, proprietário da Paramount Têxteis, recebeu o prêmio de Personalidade Têxtil, por sua defesa, ao longo das décadas, pelo fortalecimento do setor, tendo inclusive auxiliado na fundação da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). “Nosso País merece ter uma política industrial setorial forte e dinâmica. Sem essa medida será difícil manter a força da indústria nacional”, analisou.

Já o governador Geraldo Alkmin recebeu o prêmio pelo suporte ao setor têxtil, tanto na parte tributária (ICMS) quanto na capacitação de mão de obra especializada, com a criação de cursos nas Etecs, Fatecs e USP Leste. “É uma das nossas responsabilidades apoiar o setor que contribui com o crescimento da economia paulista”, afirmou.

O sindicato agraciou também os três cases vencedores do Prêmio Sinditêxtil:

  • Categoria inovação:
    Empresa Rhodia, pelo case do Fio Emana;

  • Categoria meio ambiente:
    Empresa Tavex, por sua pesquisa voltada à neutralização de efluentes com o uso de CO²;

  • Categoria mérito exportador:
    Empresa Coats Corrente, pelo pioneirismo na industrialização e exportação no Estado de São Paulo;

Histórico

Fundado na década de 30, o Sinditêxtil está entre os sindicatos mais antigos do estado de São Paulo e representa toda a cadeia produtiva têxtil, defendendo os interesses do setor junto às autoridades governamentais.

O Brasil é o quinto produtor têxtil do mundo, com faturamento anual de US$ 52 bilhões/ano. A indústria têxtil emprega oito milhões de trabalhadores em todo o País.

Departamento de Infraestrutura apresenta nova estrutura e diretoria

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

Na presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o diretor-titular do Departamento de Infraestrutura, Carlos Cavalcanti, apresentou nesta quarta-feira (23) a nova estrutura e diretoria da área.

Foram criadas as diretorias de Saneamento, Energia, Logística e Telecomunicações, coordenadas pelos respectivos diretores: Nádia Paterno, Carlos Frederico Hackerott, Pedro Moreira e Paulo Gomes Castelo Branco.

“Quero agradecer e cumprimentá-los por terem aceito o meu convite e por estarem trabalhando voluntariamente. Sei que todos estão preocupados com o nosso país e as nossas indústrias”, declarou Skaf.

O dirigente industrial explicou que cabe aos novos membros monitorar o andamento das obras públicas para que a Fiesp possa analisar, discutir e defender pontos de interesse da indústria. E completou: “A importância do Deinfra é muito grande por sua abrangência”.

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra, salientou que o Estado brasileiro precisa recuperar sua capacidade de planejamento. “O Departamento vai trabalhar nesta direção: cobrar planejamento, regulação dos setores e defender a participação do investimento privado em obras públicas”.

Ele lembrou que a indústria é o principal “cliente” da área de infraestrutura cujo alto custo afeta a atividade produtiva. “Precisamos pensar na competitividade da economia brasileira e nos espaços que a indústria já perdeu, que dificilmente serão recuperados”, concluiu.