Para o PIB crescer mais em 2018, juros precisam cair

Os números do PIB de 2017, divulgados nesta quinta-feira (1º de março) pelo IBGE, confirmam as expectativas da Fiesp. Houve crescimento de 1% no ano, com estabilidade da indústria total e expansão de 1,7% da indústria de transformação.

Depois de duas fortes quedas, em 2015 e 2016, ano passado representou a virada para o crescimento. Vale destacar o resultado de estabilidade no dado anual do investimento, com crescimento nos últimos trimestres.

Para 2018, esperamos números melhores. O PIB total e a indústria de transformação devem crescer 3%. E o crescimento poderá ser ainda mais robusto se o sistema bancário reduzir os juros para as empresas e famílias. Cabe ao Banco Central tomar medidas concretas para aumentar a concorrência e reduzir os spreads bancários.

Há margem para isso. A taxa Selic caiu de 14,25% ao ano para 6,75% ao ano, porém os juros para os tomadores finais continuam bastante elevados.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp

É hora de construir

A Câmara dos Deputados tomou hoje sua decisão soberana sobre a denúncia apresentada pelo procurador geral da República contra o presidente Michel Temer. Ela cumpriu sua missão constitucional, dentro das regras do Estado de Direito Democrático.
Com isso, o Brasil supera mais uma etapa da crise que tanto sofrimento vem trazendo aos brasileiros e pode trabalhar para construir o futuro. Os sinais de recuperação da economia que já começamos a ver no horizonte precisam se fortalecer e se multiplicar.
O governo deve agora empenhar todo o seu esforço na retomada do crescimento, com geração de emprego e renda, sem aumento de impostos ou medidas que sacrifiquem ainda mais a sociedade.
A Fiesp tem estado ao lado do Brasil em todos os momentos importantes e continuará lutando por um país mais próspero, desenvolvido e justo para todos os brasileiros.

Paulo Skaf
Presidente da Fiesp e do Ciesp

É hora de, todos juntos, reconstruirmos o Brasil, afirma Skaf

O Brasil vive hoje um dia histórico. Em total respeito à Constituição e às leis, e dentro das normas do Estado Democrático de Direito, o Congresso Nacional concluiu o julgamento da presidente da República, aprovando seu afastamento definitivo e dando posse ao presidente Michel Temer.

Não é hora de comemoração! É o fim de um longo e desgastante processo. A denúncia que originou o processo de impeachment foi apresentada ao Congresso há exatamente um ano, no dia 31 de agosto de 2015. Nesse período, o debate político se acirrou, opondo apoiadores e contrários ao impeachment. Amizades foram desfeitas. Familiares brigaram. O Brasil se dividiu.

A economia, já combalida, experimenta seus piores dias: o desemprego atinge 12 milhões de trabalhadores, e mais de 100 mil lojas e quase 10 mil fábricas foram fechadas. O recuo do PIB chega a 8%, o consumo das famílias também diminuiu 8%, e o investimento despencou 25%. O crédito está travado, a inflação chegou a 11%, e a taxa de juros, a 14,25% ao ano.

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) não só acompanhou, como apoiou o processo de impeachment na condição de representante de importantes setores da sociedade brasileira. O processo terminou. Agora é hora de virar a página, deixar as diferenças para trás, arregaçar as mangas e, de braços dados, reconstruir o Brasil.

A confiança está sendo retomada, mas é preciso mais. A reconstrução do Brasil demandará grande esforço da sociedade. O Ajuste fiscal é a mãe de todas as reformas. O governo deve controlar seus gastos, eliminar os desperdícios e combater a corrupção. O equilíbrio fiscal deve ser feito sem aumento de impostos. Os brasileiros não admitem aumento de impostos.

Por isso, não podemos esperar para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional que institui o teto para os gastos públicos, limitando-os à inflação do ano anterior. Não há alternativa. Se tivéssemos aprovado o teto há dez anos, a dívida pública, que hoje é de quase R$ 4 trilhões, estaria em R$ 700 bilhões, ou seja, seis vezes menor. Não gastaríamos os R$ 500 bilhões de juros por ano, e a taxa de juros poderia ser igual à do resto do mundo.

Precisamos também reformar a Previdência para ter capacidade de continuar pagando nossos aposentados. Para fazer isso com justiça, é necessário definir regras de transição para garantir direitos de pessoas que estão mais próximas de se aposentar.

A taxa de juros deve cair. No início do ano, a Selic era de 14,25% ao ano, quando a inflação era de 11%. Agora a inflação está em pouco mais de 7%. Isso significa que a taxa de juros real passou de pouco mais de 3,5% para quase 7% ao ano, ou seja, quase dobrou.

O governo deve tomar medidas para aumentar a oferta de crédito, pois o crédito está travado pelo sistema bancário.

Para incentivar as exportações, que começam a se recuperar e são extremamente importantes para a retomada da economia, o Banco Central deve cuidar para que o real não se valorize demais em relação ao dólar.

Temos ainda que destravar as obras de infraestrutura no país, acelerando as concessões e Parcerias Público-Privadas. É fundamental permitir rentabilidade adequada para os projetos, adotando regras claras e estáveis. Precisamos atrair mais investidores, aumentar a concorrência de forma saudável e combater a corrupção. 

Nos últimos anos, o Brasil andava como um trem descarrilhado. Chegou a hora de voltar aos trilhos da confiança, do desenvolvimento, da gestão eficiente, da boa governança, do crescimento e da geração de empregos e riquezas para o país. Os desafios são grandes, as medidas necessárias são complexas, e os resultados serão obtidos com o tempo. O novo governo chega com um voto confiança da nação. Mas deve, com a ajuda de todos, ser firme no esforço diário para reconstrução do nosso Brasil. É hora de, todos juntos, reconstruirmos o Brasil.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp

 

Nota oficial da Fiesp

O empresário Laodse de Abreu Duarte renunciou ao cargo de diretor não remunerado, voluntário, da Fiesp. Apontado em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo como o maior devedor da União, Duarte está contestando os débitos na Justiça.

A Fiesp não faz pré-julgamentos sobre casos que estão na esfera judicial.

A Fiesp reafirma seus princípios: da mesma forma como condena a excessiva carga tributária do país, é intransigente no combate à sonegação e à corrupção.

A Fiesp é um dos principais apoiadores do projeto de iniciativa popular das 10 medidas contra a corrupção.

Vale lembrar que a indústria é a maior pagadora de impostos do Brasil. Embora responsável por 11% do PIB, paga 30% da carga tributária do país, ou seja, de cada 3 reais arrecadados, 1 real é pago pela indústria.

A Fiesp não abre mão de cumprir seu papel institucional na luta incansável pela criação de um ambiente de negócios limpo e favorável ao desenvolvimento do Brasil e à geração de empregos. O combate à absurda carga tributária é parte fundamental dessa luta.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Nota Oficial: Para a Fiesp, censura à bandeira brasileira é absurda

Agência Indusnet Fiesp 

A Fiesp considera absurda a censura imposta pela prefeitura ao maior símbolo do Brasil, que é a bandeira nacional, em decisão tomada no dia 9 de julho, que proíbe projetá-la na fachada do prédio em qualquer circunstância. A indústria, por meio do Sesi-SP, dá à população de São Paulo e de todo o Brasil a oportunidade de ter contato com exposições nacionais e internacionais gratuitamente.

A Galeria de Arte Digital Sesi-SP, a primeira a céu aberto da América Latina, desde 2012 democratiza a arte e a cultura, levando-as para a avenida Paulista, um dos endereços mais conhecidos do Brasil. Milhões de pessoas já viram as obras da galeria digital, que se tornou referência na cidade. Não faz sentido impedir um espaço público e democrático de exibir uma das imagens que mais trazem orgulho aos brasileiros, a nossa bandeira.

 

 

“Do jeito que está, não pode continuar, pois está tendo um alto custo para a nação brasileira”, afirma Paulo Skaf

Nesta terça-feira (1/12), o IBGE divulgou o resultado do PIB do terceiro trimestre de 2015. Sem grandes surpresas, o PIB geral apresentou queda de 1,7% na comparação com o trimestre anterior.

Houve recuo na agropecuária (-2,4%), na indústria (-1,3%) e nos serviços (-1,0%). Na indústria, a maior queda se deu na indústria de transformação. A construção civil e a extrativa mineral também registraram resultado negativo no terceiro trimestre do ano.

O consumo das famílias (-1,5%) caiu pelo terceiro trimestre seguido. A única variação positiva foi do consumo do Governo, que cresceu 0,3% em relação ao trimestre anterior. Algo totalmente contrario ao discurso de ajuste fiscal.

“Neste momento, a crise econômica e a crise política se agravam e paralisam o país. O Governo está enfraquecido, não consegue se impor na área da política e, assim, gera desconfiança em relação ao futuro e agrava a crise econômica”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“Mais uma vez, reafirmamos que o Governo deve acertar suas contas, cortando gastos e melhorando a gestão. O Governo tem que ser capaz de fazer mais, com muito menos. No entanto, o que os dados do IBGE mostram é que o Governo age na contramão, pois a única rubrica que se expandiu no terceiro trimestre de 2015 foi justamente o consumo do Governo”, argumenta o líder empresarial.

“Do jeito que está, não pode continuar. Está tendo um alto custo para a nação brasileira “, conclui Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp

Nota oficial: Aumento de impostos é castigo para toda a sociedade

A produção industrial brasileira recuou 1,3% em setembro na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE. Em relação a setembro do ano passado, a queda é de 10,9%.

Após encolher 2,9% em 2014, a indústria deverá fechar o ano com queda de 8,0%. Para 2016, as perspectivas também não são nada animadoras.

A crise econômica e a crise política se agravam e paralisam o Brasil. Lamentavelmente, o governo apresenta medidas inconsistentes e desconexas. A única ação visível é mais uma tentativa de subir os impostos, tanto por parte do governo federal como de alguns estados, entre eles, São Paulo.

Aumentar impostos não é solução. Ao contrário, é um castigo não só para a indústria, mas para toda a sociedade. Aumento de imposto reduz a competitividade e as vendas, aumenta o desemprego, tira a capacidade de consumo das pessoas e cria um círculo vicioso que agrava a queda da economia. Isso é ruim para todos que trabalham nesse país, mas sobretudo para os mais pobres, que acabam sendo os mais sacrificados pelo aumento dos impostos.

Os governos foram eleitos para, entre outras coisas, administrar os orçamentos públicos. Se há queda de receita, devem fazer como todos os brasileiros fazem: adequar seus gastos à nova realidade e não repassar o ajuste para a sociedade.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp

Venda da Gaspetro é novo capítulo na série de maus negócios da Petrobras

A Petrobras está para fazer mais um mau negócio. Está para ser anunciada a venda de 49% da Gaspetro, o braço de gás natural da empresa. Feita de forma apressada e sem transparência, a operação vai agravar a brutal falta de concorrência no setor.

O negócio não é apenas ruim. É o pior possível. Da forma como está sendo encaminhado, com todas as distribuidoras da Petrobras sob a holding Gaspetro, a alienação conseguirá preço mais baixo na venda dos 49% das ações do que se fosse feita a oferta, em leilões sucessivos, de cada distribuidora de gás separadamente ou em blocos regionais. Este modelo seria capaz de gerar concorrência entre os compradores interessados, despertando o apetite dos investidores, aumentando os ganhos da empresa.

A Petrobras negociou com nove empresas, mas sete já se desinteressaram pelo negócio.  “Do jeito que foi noticiado, é claro que pouca gente vai querer comprar”, avalia Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A Petrobras manteria o controle da empresa, cabendo aos novos acionistas apenas o papel de coadjuvantes. “É como comprar um carro novo e não poder dirigi-lo.”

A Fiesp propõe que a Petrobras atue na área de exploração e produção e deixe a operação da malha de gasodutos e a distribuição de gás natural. “Obviamente, o resultado seria mais efetivo se a Petrobras vendesse, neste momento, 100% de sua participação nas distribuidoras, concentrando-se na produção de petróleo e gás, que é sua atividade-fim”, diz Skaf.

A Fiesp, em total alinhamento com a sociedade brasileira e com o momento político, advoga transparência irrestrita nos negócios envolvendo a Petrobras, para evitar a repetição dos episódios da história recente da empresa. O processo de venda da Gaspetro, bem como o programa de desinvestimento da estatal, precisa ser interrompido imediatamente para ser retomado depois de uma ampla discussão com a sociedade. Orgulho e patrimônio do Brasil, a Petrobras precisa dialogar com os brasileiros. “Não dá para a discussão ser feita a portas fechadas, por instâncias internas da empresa”, afirma Skaf.

A Fiesp recorrerá aos órgãos de controle da administração pública, ao Poder Legislativo e, caso necessário, à própria Justiça, para garantir a satisfação dos interesses da sociedade brasileira.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Skaf: Levy não vê problema em terminar o ano com 1,5 milhão de empregos a menos

Agência Indusnet Fiesp,

A semana começou com crise nas bolsas asiáticas, e a queda se espalhou para os outros países.

O epicentro do terremoto foi a China, que viu sua bolsa despencar, caindo mais de 16% entre segunda e quarta-feira.
Mas as autoridades chinesas não tardaram a agir. Cortaram o depósito compulsório dos bancos, reduziram as taxas de juros e aumentaram o crédito, sempre buscando minimizar os efeitos sobre o crescimento econômico, a produção e o emprego da China.

“No Brasil, vimos o oposto. Enquanto o PIB deverá encolher 3% no ano, a política econômica se baseia em aumento da taxa de juros, redução do crédito e aumento de impostos, ou seja, ações que tendem a ampliar os efeitos negativos da crise. Não há nenhum estímulo à retomada da economia”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

A taxa de juros Selic que começou o ano em 10% aa, já está em 14,25% aa, o que eleva o custo anual da dívida em mais de R$ 120 bilhões. Na semana passada, em reunião com líderes de diversos setores produtivos, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, defendeu o aumento de impostos da contribuição da previdência, mesmo alertado de que a medida provocará mais desemprego. “Pelo visto, para o ministro, terminar o ano com fechamento negativo de 1,5 milhão de empregos a menos parece não ser um problema”, conclui Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo 

Jornal Nacional entrevista Paulo Skaf sobre proposta de união pela governabilidade

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, declarou nesta quinta-feira (6/8) ao Jornal Nacional, da Rede Globo, que “é momento do Congresso votar projetos que sejam bons para o Brasil, é momento do governo cortar suas despesas”.

A reportagem do Jornal Nacional destacou o apoio dado por Fiesp e Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) à proposta do vice-presidente da República, Michel Temer, de união em busca de responsabilidade, diálogo e ação para preservar a estabilidade institucional do Brasil. “Essa busca de entendimento é necessária, para o bem do Brasil”, afirmou Skaf.

Clique aqui para assistir à reportagem do Jornal Nacional. As declarações de Skaf também foram veiculadas nesta sexta-feira (7) no Bom Dia Brasil, jornal matinal da Rede Globo.

Paulo Skaf durante entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo. Imagem: Reprodução

Nota oficial – FIRJAN e FIESP em prol da governabilidade do país

A FIRJAN e a FIESP vêm a público manifestar seu apoio à proposta de união apresentada ontem pelo Vice-Presidente da República, Michel Temer. O momento é de responsabilidade, diálogo e ação para preservar a estabilidade institucional do Brasil.

A situação política e econômica é a mais aguda dos últimos vinte anos. É vital que todas as forças políticas se convençam da necessidade de trabalhar em prol da sociedade.

O Brasil não pode se permitir mais irresponsabilidades fiscais, tributárias ou administrativas e deve agir para manter o grau de investimento tão duramente conquistado, sob pena de colocar em risco a sobrevivência de milhares e milhares de empresas e milhões de empregos.

O povo brasileiro confiou os destinos do país a seus representantes. É hora de colocar de lado ambições pessoais ou partidárias e mirar o interesse maior do Brasil. É preciso que estes representantes cumpram seu mais nobre papel – agir em nome dos que os elegeram para defender pleitos legítimos e fundados no melhor interesse da Nação.

Ao mesmo tempo, é preciso que o governo faça sua parte: cortando suas próprias despesas; priorizando o investimento produtivo; deixando de sacrificar a sociedade com aumentos de impostos.

É fundamental ainda apoiar todas as iniciativas de combate à corrupção e punir exemplarmente todos os desvios devidamente comprovados.

É nesse sentido que a indústria brasileira se associa ao apelo de união para que o bom senso, o equilíbrio e o espírito público prevaleçam no Brasil.

 

Paulo Skaf                                    Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira

Presidente da FIESP                        Presidente da FIRJAN

“Estamos vivendo um conjunto de más notícias”, afirma Skaf

Agência Indusnet Fiesp,

Com crescimento da economia em 0,1% e com retração de 3,8% para a indústria de transformação, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) consideram os dados ruins e já trabalham com mais contração na economia em 2015. O IBGE também publicou a revisão da série trimestral das contas Nacionais.

Diante deste novo conjunto de informações a Fiesp estima é uma retração de 1,4% para a economia como um todo enquanto o PIB da indústria de transformação terá uma queda de 4,9% em 2015.

Para o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, as previsões negativas mostram que a crise é grave.

“Estamos vivendo um conjunto de más notícias: aumento do desemprego, restrição de crédito no mercado, inadimplência, queda dos negócios, falta de contratação de obras, o não pagamento de fornecedores, Petrobras completamente parada, envolvimento das grandes construtoras na Lava Jato, e ainda a escassez de energia e água, ou seja em meio a toda essa confusão, a verdade é que a somatória de tudo isso nos leva a crer que o ano de 2015 será um ano só de dificuldades”, afirma Skaf.

O presidente da Fiesp, reforça que no meio de todo esse ambiente bastante carregado, as entidades estão buscando caminhos e uma agenda de trabalho positiva, para que a travessia em meio a esses momentos de tantas dificuldades, seja com o menor prejuízo possível. “Diante de tudo isso, o governo federal precisa dar exemplo também. Assim como as donas de casas e empresas que em momentos de crise ajustam seus orçamentos, o governo precisa cortar despesas”.

“É preciso reduzir os 23 mil cargos em comissão com custo anual da ordem de RS$ 2 bilhões; rever o excessivo número de ministérios (total de 39). Em 2015 o governo federal terá gastos de custeio da ordem de R$ 200 bilhões, é preciso cortar os excessos e fazer boas compras, aplicando o dinheiro público com a qualidade e eficiência que o momento exige”, afirma Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Sociedade não aceitará aumento de impostos, afirma Skaf em nota

O governo publicou nesta sexta-feira (27/2) a Medida Provisória 669, que eleva as alíquotas de contribuição para a Previdência das empresas sobre a receita bruta, instituída no processo chamado de desoneração da folha de pagamento, a partir de 2011.

As empresas que recolhiam 1% sobre a receita bruta, passam a recolher 2,5%, e as que tinham alíquota de 2%, pagarão 4,5%.  Segundo a MP, as empresas poderão optar por pagar as novas alíquotas ou voltar ao sistema anterior.

Na prática, o governo acaba com o programa de desoneração da folha de pagamento.

Seria mais coerente se tivesse assumido de uma vez que o seu objetivo é extinguir o programa – aliás criado por esse mesmo governo com o objetivo de incentivar a criação de empregos e sob o argumento de que era necessário dar instrumentos para melhorar a competitividade das empresas.

É, portanto, um absurdo que o governo tenha que recorrer novamente ao aumento da carga tributária para socorrer suas finanças, num momento de queda da produção da indústria e de forte redução do emprego no país. Só em 2014, a indústria fechou 216 mil postos de trabalho e há grande chance de o PIB registrar crescimento negativo, tanto no ano passado quanto neste ano.

O ajuste fiscal que as contas públicas necessitam tem que ser baseado no controle do gasto, e não no aumento da tributação e no corte do investimento. O Brasil já paga uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo, de 37% do PIB, quando os países com nível de desenvolvimento semelhante praticam entre 20% e 25% do PIB.

O governo promete corte de gastos, quando na prática o que se vê é que a estrutura continua inabalável. Nada aconteceu ainda.

As pessoas já estão sufocadas por tantos impostos e não podem arcar com mais nenhum aumento. A sociedade brasileira não aceitará aumento de impostos.

Paulo Skaf, presidente do Federação e do Centro das Indústrias das Indústrias do Estado de São Paulo  

‘Aumento do PIB per capita cubano poderá duplicar nos próximos dez anos’, diz Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) apoiam o restabelecimento das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e Cuba.

Fato histórico, a reaproximação entre as duas nações permitirá não só o avanço econômico da ilha caribenha, como também o incremento do fluxo comercial do país com seus principais parceiros. O Brasil, entre eles.

“Com o fim do embargo norte-americano, o aumento do PIB per capita cubano poderá duplicar nos próximos dez anos”, afirma o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf.

Para o diretor do departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, “agora é a hora de o Brasil intensificar essa política ainda mais, uma vez que esses investimentos, certamente, irão estimular a exportação de bens e serviços brasileiros para Cuba e toda a América Latina.”

Em 2013, o Brasil teve um superávit comercial de US$ 431 milhões com Cuba. Os principais produtos exportados foram alimentos e máquinas. A corrente de comércio bilateral somou US$ 624 milhões.

Como o país já possui bons indicadores nas áreas de saúde e educação, os futuros investimentos poderão ser concentrados em outros setores da economia, abrindo uma grande possibilidade para os produtos brasileiros.

Nota oficial: ‘Banco Central erra ao subir juros’, diz Paulo Skaf

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) criticam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de elevar a taxa Selic em 0,5 pp, passando a 11,75% a.a.

“Ao utilizar apenas a taxa de juros como instrumento de controle da inflação, o governo erra e derrubará ainda mais a atividade econômica, que já se encontra anêmica”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram queda no consumo das famílias no terceiro trimestre, devendo encerrar o ano de 2014 com crescimento ao redor de 1%, o desempenho mais fraco desde 2003.

Além disso, a indústria de transformação e os investimentos devem encerrar o ano com queda em torno de 3,5% e 7,0%, respectivamente.

O Brasil precisa urgentemente retomar o crescimento econômico, pois assim teremos o aumento da arrecadação sem elevação da carga tributária sobre famílias e empresas, solucionando a questão fiscal.

“O governo gasta muito e gasta mal. A nova equipe econômica deve ter como prioridade o controle dos gastos correntes e o aumento da eficiência e não o aumento de juros”, conclui Skaf.

Na terça-feira (03/12), às 11h30, o Jurômetro da Fiesp indicava que o governo brasileiro havia pago, desde o início do ano, 253,2 bilhões de reais em juros. Há um ano, no mesmo horário, o gasto com juros calculado pelo Jurômetro era de R$ 226 bilhões.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Nota oficial: Fiesp e Ciesp vão recorrer da decisão do aumento do IPTU em São Paulo

Nota oficial

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) sobre a constitucionalidade da lei que aumenta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no município de São Paulo (SP), a não ser que a promessa feita pelo advogado da Câmara Municipal, autorizado pelo Executivo e Legislativo, de que será enviado um novo projeto de lei não apenando os contribuintes para o exercício, seja cumprida.

Para a Fiesp e o Ciesp, o aumento do IPTU viola os princípios da razoabilidade e da moralidade por ser superior ao crescimento da economia.

Segundo as entidades, aumentar o IPTU em média 55% nas residências e 88% no comércio em 2014 – objetivo inicial da prefeitura – é fazer o cidadão pagar além da sua capacidade contributiva.

“Não vamos aceitar aumento de impostos por parte dos governos municipais, estadual e federal”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Fiesp divulga posicionamento sobre extensão de contrato temporário de trabalho

Nota oficial

O setor sindical da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avalia como positiva a Portaria 789/2014,  que estende de seis para até nove meses o contrato temporário, por garantir segurança jurídica e em vigor desde 1º de julho deste ano.

Antes dessa publicação, eram necessárias prorrogações constantes especialmente em relação à licença maternidade e em períodos sazonais. O impacto do contrato temporário na indústria se dá mais na Páscoa, Dia das Crianças e festas de final do ano.

Antes, os contratos de trabalho temporário – tanto para substituição de trabalhador regular e permanente, quanto por acréscimo extraordinário de serviços – só podiam ser feitos por três meses, prorrogáveis por mais três, somando seis meses, no máximo.

De acordo com definição do Ministério do Trabalho, “trabalho temporário” é aquele que atende a “necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente em uma empresa, ou acréscimo extraordinário de serviços”.

Esta segunda hipótese trata de contratações que ocorrem em épocas como Natal, por exemplo, quando aumenta a demanda do período.

Nessas situações, a regra permanece a mesma que antes da nova portaria, ou seja, somente será possível ampliar em três meses o termo do contrato, observando-se os três meses inicialmente permitidos pela lei.

Portanto, ele não pode ser confundido com o trabalho por tempo determinado firmado pelo próprio empregador e limitado a dois anos.

Nota Oficial: Economia brasileira entra em recessão

Agência Indusnet Fiesp

A divulgação do PIB do segundo trimestre de 2014, apontando contração de 0,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mais a revisão do resultado do primeiro trimestre, de ligeira alta de 0,2% para recuo de igual magnitude, confirma o quadro de recessão da economia brasileira.

O caso da indústria de transformação é ainda pior, já que a queda de 2,4% no segundo trimestre foi a quarta consecutiva, acumulando perdas de 5,5% nesses quatro trimestres. “Infelizmente, acreditamos que não há perspectiva de reversão desse quadro recessivo do setor num horizonte de curto prazo”, afirma Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Adicionalmente a esse cenário, também ocorreu forte queda dos investimentos Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) entre abril e junho, na ordem de 5,3%, em relação ao primeiro trimestre deste ano. Com isso, os investimentos sofreram o quarto recuo consecutivo. De acordo com Francini, esses resultados, combinados com a contínua deterioração dos fundamentos econômicos, não permitem vislumbrar recuperação expressiva da economia brasileira nos próximos trimestres.

“Que o ano em curso será um desastre para a nossa economia, já sabemos. Queremos ter visão sobre urgência de medidas capazes de, a partir do próximo ano, alterar este cenário de queda”, conclui Francini.

Nota oficial: Fiesp lamenta a morte de Antônio Ermírio de Moraes

Agência Indusnet Fiesp

É com profundo pesar que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lamenta a morte de seu presidente emérito Antônio Ermírio de Moraes, um dos mais importantes líderes empresariais do país.

Em seus mais de 50 anos de vida empresarial, participou ativamente dos principais temas do país e nunca deixou de defender suas convicções para construir um Brasil melhor. Destacou-se também como cidadão brasileiro, no mais verdadeiro sentido da palavra, levando seu brilhantismo às ações voltadas às áreas social, da saúde, artística e política. Perdemos um parceiro, mas seu nome sempre foi e sempre será inestimável referência à história da indústria.

Antônio Ermírio de Moraes recebeu o título de Presidente Emérito da Fiesp em 7/11/2005, com homenagem realizada no Teatro do Sesi-SP.

 

Nota oficial: Fiesp e Ciesp lamentam falecimento de Eduardo Campos

Nota oficial

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) recebem consternadas a notícia da morte do candidato à Presidência da República, Eduardo Campos.

O país perde um grande brasileiro de trajetória política marcada por dedicação diante de suas convicções.

Neste momento de dor e pesar, a Fiesp e o Ciesp prestam solidariedade à família de Eduardo Campos.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)