Fundador de projeto de energia oferece soluções de eficiência da Petrobras e da Vale

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O fundador do Eilat-Eilot, programa de energia renovável implantando no sul de Israel para resolver a crise energética na região, Noam Ilan, apresentou soluções de eficiência energética nesta sexta-feira (29/08), para empresários, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele também esteve com representantes da Petrobras e da Vale e espera levar uma delegação brasileira para um conferência sobre o tema em Israel em dezembro deste ano.

“Estamos aqui para criar cooperação com o Brasil. Nos reunimos com a Petrobras e Vale, entendemos quais são as necessidades em bioenergia e oferecemos a essas companhias soluções, convidamos a todos para nos visitar”, contou Ilan ao participar do seminário Cooperação em Energias Renováveis, organizado pela Fiesp e pela Missão Econômica de Israel.

O seminário foi conduzido pelo diretor da Divisão de Recursos Hídricos do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, Gilberto Frederico Barbero.

Ilan: “Estamos aqui para criar cooperação com o Brasil”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ilan: “Estamos aqui para criar cooperação com o Brasil”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ilan fez ao menos 15 encontros do empresas na última semana. Na Fiesp, ele apresentou os avanços do programa Eilat-Eilot, que deve acabar com a dependência da região Sul de Israel por combustíveis fósseis até 2020.

Ele também convidou os empresários que participaram do seminário para a Conferência de Energia Eilat-Eilot,  a ser realizada entre os dias 3 e 9 de dezembro deste ano em Israel. “Esperamos ter uma delegação brasileira indo à semana da energia e ver o que temos a oferecer. Podemos organizar reuniões fora do evento, esperamos atingir colaboração plena entre os países”, afirmou o fundador da Eilat-Eilot.

Apesar das reservas offshore descobertas há dez anos, as fontes renováveis de energia representam 1% do consumo total do país. Na tentativa de elevar esse percentual, o governo israelense decidiu a participação de renováveis na matriz energética em 10% até 2020.