Missão dada, missão cumprida na palestra de consultor de Tropa de Elite no Congresso de Empreendedorismo do Ciesp

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O antropólogo e professor universitário Paulo Storani, ex-capitão do Bope e consultor do filme “Tropa de Elite”, eletrizou a plateia com sua palestra cheia de energia no 12º Congresso Estadual de Empreendedorismo NJE-Ciesp, nesta sexta-feira (25/9). Falou mais de uma hora quase sem parar um segundo – e comandou o público num exercício prático sobre determinação de objetivos, planejamento, preparação de equipe, trabalho em conjunto e avaliação de resultados.

Storani fez a plateia rolar de rir com seu relato sobre o método de seleção e o treinamento do Bope (Batalhão de Operações Especiais) do Rio e sua adaptação para a seleção e o treinamento do elenco do filme “Tropa de Elite”. Ao mesmo tempo, conseguiu passar sua mensagem sobre compromisso, adequação de perfil, formação de indivíduos e de equipes e gestão.

O lema de “Tropa de Elite”, missão dada é missão cumprida, foi repetido várias vezes por Storani. E vale para sua apresentação, que cumpriu à risca a missão dada pelo NJE do Ciesp, de pensar fora da caixa.

Paulo Storani comanda a plateia em exercício prático: Primeiro, determinar o objetivo e preparar a missão. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Equipe no momento em que se lança à missão. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Missão cumprida! Hora de avaliar os resultados, na palestra de Paulo Storani. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“Erro é a solução”, diz juiz federal em congresso de empreendedores do Ciesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Seguindo à risca o tema do Congresso de Empreendedorismo do Ciesp, “Pense Fora da Caixa”, o juiz federal William Douglas utilizou conceitos bíblicos para dar dicas de sucesso para empreendedores do estado de São Paulo.

Segundo o “guru dos concursos”, como é conhecido por ter lançado diversos livros com dicas para candidatos, o princípio bíblico número um a ser adotado é “tratar os outros como você gostaria de ser tratado, ou seja, amar o próximo como a ti mesmo”. Outro conselho, não menos importante, é ter coragem para conquistar o objetivo, apesar dos tropeços.

“A mesma pessoa que coleciona derrota pode colecionar vitórias, se evoluir, sacrificar-se e preparar-se. Você erra 100% dos tiros que você não dá. Então erro é solução”, afirmou Douglas ao lembrar a quantidade de reprovações acumuladas em inúmeros concursos que prestou antes de se tornar juiz federal no Rio de Janeiro, o primeiro colocado em produtividade.

Semente boa

Outro princípio importante para o empreendedor ser bem sucedido é escolher bons ambientes e equipes para plantar a sua ideia, além tratar como gostaria de ser tratado. Isso não exclui, no entanto, as tentativas em “terras menos férteis”, que são necessárias para o crescimento, defendeu Douglas.

“A semente boa em terra boa produz muito e compensa todas as sementes que você lançou e deram errado. Se você não quer acreditar na Bíblia porque ela tem esse ranço religioso, acredite na agronomia”, disse.

Juiz William Douglas em palestra durante o Congresso NJE-Ciesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Juiz William Douglas em palestra durante o Congresso NJE-Ciesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

O juiz também aconselhou sua plateia, com centenas de ouvintes, a elogiar sua equipe. “Elogio funciona. E você também aproveite e ouça quem te anime, quem te melhora. Quando eu estou desanimado, chateado com o governo, quem me motiva é o meu time”.

Douglas também afirmou que uma grande visão pode impulsionar uma equipe. “Sempre que há um projeto grande, as pessoas se entusiasmam”.

Principal concorrente

O consultor e presidente da Empreenda, Cézar Souza, também participou da primeira rodada de exposições do Congresso do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Ciesp. Segundo ele, o maior concorrente que um empreendedor pode enfrentar está dentro de sua “própria casa”.

“O problema da Volkswagen está no concorrente? Não, está dentro da empresa. É um problema ético”, disse Souza ao se referir a recente fraude em 11 milhões de veículos da montadora alemã para passar em detectores de poluentes. O presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkorn, renunciou ao cargo em meio ao escândalo.

Souza acrescentou ainda que a falta de clareza e a estrutura incoerente dentro da própria organização são os principais concorrentes das empresas. Ele também alerta para uma liderança que saiba integrar as áreas. “O papel do líder é transformar ilhas de competências em um arquipélago de excelência”.

Esta é a 12º edição do Congresso Estadual de Empreendedorismo NJE-Ciesp. O encontro foi organizado na sede da Fiesp e do Ciesp.

“Nós não acreditamos em Estado grande, complicado, engessado”, diz Skaf na abertura do Congresso de Empreendedorismo do Ciesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil é um país altamente burocrático, com muitas questões complicadas que atrapalham e atrasam a vida dos cidadãos. No complicado, o cidadão deixa de realizar atividades e busca alternativas que estão longe do ideal. No simples, os resultados positivos são potencializados. A avaliação foi feita pelo ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, durante sua apresentação no 12º Congresso Estadual de Empreendedorismo do Núcleo dos Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), nesta sexta-feira (25).

Segundo Afif, os desafios que o Brasil tem pela frente em relação à busca do simples não dizem respeito apenas ao conceito da legislação.  Os resultados valem a pena. “O simples é fácil, o complicado é trabalhoso. O simples é rápido, o complicado é lento. O simples é unanimidade, o complicado é polêmico. O simples atrai, e o complicado afasta. O simples beneficia milhões, e o complicado prejudica milhões”,

O presidente do Ciesp e da Fiesp, Paulo Skaf, elogiou o trabalho do ministro no combate à burocracia, principalmente em um momento de crise, em que prevalece uma imagem ruim da classe política e do poder público.

“Nós não acreditamos em Estado grande, complicado, engessado. Nós não acreditamos em alta carga tributária, que aumentar imposto seja distribuição de renda. Nós não acreditamos que a burocracia, a dificuldade e a complicação levem a nenhum lugar positivo. Nós acreditamos na facilidade, na simplicidade, no Estado menor, em menos impostos”, disse Skaf.

Paulo Skaf e Guilherme Afif Domingos na abertura do Congresso de Empreendedorismo do CIesp. Foto: Aytron Vignola/Fiesp

>> Ouça Skaf e Afif Domingos no Congresso de Empreendedorismo

O ministro Guilherme Afif apresentou o programa “Bem Mais Simples” que, segundo ele, é uma ampliação da experiência positiva que foi o programa “Simples” para outros campos, principalmente no atendimento da vida do cidadão brasileiro. “O cidadão é submetido a um massacre burocrático no dia a dia, exatamente porque o Estado não conversa entre si”, comentou.

Afif explicou que o Bem Mais Simples é uma forma de existir intercomunicação no governo, com o objetivo de aliviar a vida do cidadão de tanta burocracia e obter resultados positivos, criando um ambiente simplificado para haver crescimento. “Quando você simplifica e cria uma fórmula de permitir ao cidadão ter acesso aos benefícios sociais, pagar sua contribuição social para a Previdência, de forma totalmente desburocratizada e de acordo com o bolso dele, o sucesso é garantido”.

Tom Coelho, diretor-titular do NJE, explicou que o objetivo do Congresso é reunir e aproximar jovens lideranças para discutir temas importantes para o Brasil. Neste ano, o tema principal do Congresso “Empreendedorismo: Pense Fora da Caixa”.  O NJE incentiva o empreendedorismo e a liderança, promovendo eventos, debates e palestras sobre diversas áreas do universo empreendedor.

“Liderança a gente não impõe, a gente conquista. É preciso fazer acontecer, fazer o que é certo, fazer o que é do bem. Liderança precisa ser inspiradora. Saiam daqui com mais informações para empreender melhor, mas também como ser bons líderes, líderes de sua própria vida”, disse Tom Coelho na abertura do evento.

“O valor de uma empresa está nas pessoas”, afirma palestrante em evento do NJE do Ciesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Gestão significa cuidar. E é necessário cuidar das pessoas, em primeiro lugar, inclusive no âmbito empresarial. O valor de uma empresa está nas pessoas, sejam as que operam máquinas, as que cuidam de processos ou atuam em qualquer outra função. Com esses conceitos o administrador e empresário Luiz Trivelatto deu início à apresentação “Gestão de mudanças que geram valor”, na palestra mensal do Núcleo dos Jovens Empreendedores do Ciesp (NJE-Ciesp), nesta quinta-feira (21/5).

“Precisamos pensar em algo que gera valor, que parte de algo que não existe, ou que estava ali e ninguém percebeu. A gestão de mudanças resgata esses valores”, afirmou. Trivelatto explicou que gestão de mudanças é o gerenciamento dos impactos das transformações nas pessoas, mas que existem muitos entraves para que isso aconteça de forma eficaz.

“Uma plataforma de TI que não funciona ou a dificuldade de uma empresa em negociar contratos corretamente, por exemplo, não são motivos para que mudanças não aconteçam. As mudanças não acontecem devido à resistência dos funcionários e da cultura empresarial a que estamos acostumados”, justificou.

Luiz Trivelatto: “Ferramentas não resolvem problemas, apenas potencializam soluções, pois os problemas estão nos indivíduos”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ele explica que frequentemente é muito difícil operar mudanças em empresas porque estamos acostumados com a ideia de que ferramentas são suficientes para a resolução de problemas. “Ferramentas não resolvem problemas, apenas potencializam soluções, pois os problemas estão nos indivíduos”, destacou o empresário.

Para isso, segundo ele, é necessário entender com quais tipos de mudanças estamos lidando (administrativa, organizacional, modelo de negócios, inovações, entre outras) e quem são os clientes envolvidos nesses processos. Os clientes podem ser internos, que são os funcionários, intermediários e externos, e um depende do outro. Trivelatto evidenciou que as mudanças dependem muito dos funcionários. “Os funcionários não podem se sentir desestimulados e precisam confiar na empresa. Com pessoas engajadas, as coisas funcionam muito melhor”, disse.

De acordo com o palestrante, as empresas precisam ter metas claras, mostrando para os funcionários o objetivo que eles precisam alcançar. “As pessoas precisam ver o resultado, mesmo que seja uma parcela dele, para não ficarem desmotivadas.” Ele afirmou ainda que é ideal enxergar o que foi feito, recompensando o esforço de todos os envolvidos, e não destacar somente as falhas.

Trivelatto, que é coordenador do NJE Sul, apresentou um método com 12 passos sobre como implantar ideias empreendedoras para posicionar uma empresa no mercado. Veja a seguir:

12 passos para gestão de mudanças:

1- Identificar quem é o agente de mudanças.

2- Analisar os recursos disponíveis.

3- Observar a capacidade de troca.

4- Criar uma equipe líder.

5- Conhecer Missão, Visão e Valores da empresa.

6- Organizar tarefas e pessoas.

7- Motivar os funcionários.

8- Levantar as competências de implantação

9- Mensurar realizações de curto e longo prazo.

10- Consolidar os resultados.

11- Promover uma mudança cultural.

12- Proporcionar à empresa um crescimento sustentável.

NJE/Ciesp promove Feirão do Imposto para revelar peso das taxas no Brasil

Agência Ciesp de Notícias

Desde o início deste ano, os números do impostômetro não param de rodar. As crifras já ultrapassaram a quantia de R$ 1,130 trilhão de recolhimento de impostos municipais, estaduais e federais.  Com esse valor é possível pagar 64.623 meses de contas de luz de todos os brasileiros, construir mais de 841.562 quilômetros de estrada, fornecer medicamentos para toda a população do país por 374.861 meses e pagar mais de 1.555.939.650 salários mínimos à população.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a alta carga tributária no Brasil, o Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) organiza o Feirão do Imposto.

Neste sábado (13/09), em oito cidades do Estado concomitantemente: Alta Noroeste (Araçatuba), Americana, Guarulhos, Jacareí, Jaú, Jundiaí, São Bernardo do Campo e Taubaté. Voluntários dos NJEs regionais e universitários estarão mostrando à população o quanto é recolhido em cada produto comprado ou serviço prestado.

Durante o Feirão, os visitantes receberão tabela que mostra o peso dos impostos em dezenas de itens de consumo. A lista mostra a carga que incide no açúcar, que é de 30,60%, leite (18,65%), medicamentos (33,87%), gasolina (53,03%), conta de luz (48,28%), água (24,02%), micro-ondas (59,37%) e também na dose de cachaça (81,87%), a mais alta da lista. Na média, o consumidor recolhe mais de 45% em impostos em cada produto ou serviço que adquire. Clique aqui para abrir as tabelas de produtos e impostos cobrados.

O Feirão do Imposto é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) e de entidades em São Paulo, como a Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), representados respectivamente pelo CJE e o NJE.

‘Abrir mão da indústria é está incapacitado de se desenvolver’, afirma Paulo Francini

Amanda Viana, Agência Ciesp de Notícias, de Santo André (SP)

O custo do produto industrializado no Brasil é 34% maior que o custo do produto industrializado em parceiros industriais. E a realidade é ainda pior quando se fala em oportunidades de negócios: o país ocupa o 116º lugar.

Com esses números, o diretor do Departamento de Economia (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, iniciou sua apresentação no 11º Congresso Estadual de Empreendedorismo, realizado na sexta-feira (05/09), em Santo André.

Francini: perda da força da indústria de transformação no PIB é ameaça para a economia do país. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para um público de mais de 500 pessoas, Francini fez uma síntese dos fatores que vêm contribuindo para o cenário econômico pouco animador no país. “Alta tributação, juros altos, baixa infraestrutura logística, taxas de câmbio, energias e matérias primas, burocracia excessiva e altos gastos públicos”, enumerou, pouco depois de afirmar que no Brasil o ambiente de negócios é hostil e que isso desestimula o empreendedorismo.

No entanto, nem tudo está perdido, segundo Francini. “De 2004 a 2014, tivemos um crescimento de 34% em relação à ascensão da classe média, e um crescimento vigoroso dos salários”, explicou, ponderando que, com a elevação do crédito, o aumento do poder de compra da sociedade cresceu 80% no período. “Com o aumento do potencial econômico da população brasileira, temos uma força crescente.”

Força da indústria

Outra ameaça para a economia nacional, destacou o diretor das entidades, é a perda da força da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) do país, que deverá recuar em 2014 para 12,6% – nível observado em 1954.

“Um país que abre mão de sua indústria está incapacitado de se tornar um país desenvolvido. A indústria é base fundamental de transformação e de desenvolvimento de uma nação”, defendeu.

Criticou a falta de planejamento para o país e para o cidadão brasileiro, o palestrante disse que o Brasil precisa de oportunidades e de um plano estratégico em busca de soluções.

Francini também comentou sobre a necessidade de combate às fraquezas brasileiras, principalmente as relacionadas ao Custo Brasil. E reforçou que uma das ameaças para o país é a perda da competitividade do setor produtivo, tornando ainda mais urgentes as reformas estruturais. “Nossa força está no poderoso mercado interno, turbinado pelo aumento do acesso ao crédito e dinamização do mercado de trabalho.”

Ao apresentar alguns dos setores essenciais para o crescimento do país, o diretor de Economia observou que o ideal seria um plano de ação para dinamizar setores que possuem capacidade de impulsionar o desenvolvimento econômico.

Para ele, o empreendedor está associado à intenção de vencer obstáculos e ultrapassar barreiras. E essa é uma das forças que podem mover o país. “A consequência do ato de empreender promove riquezas para o país, que nem sempre é a riqueza material, mas também a do conhecimento e do saber”, finalizou Francini.

No Congresso do NJE/Ciesp, empresário apresenta receita de ‘boa negociação’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Santo André

Com ampla experiência no segmento do chocolate, o empresário Carlos Chaer apresentou  nesta quinta-feira (04/09), em Santo André, os ingredientes para uma boa negociação durante 11º Congresso Estadual de Empreendedorismo, promovido pelo Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). A programação de palestras prossegue nesta sexta-feira (05/09).

Carlos Chaer falou ainda sobre os três Cs da negociação: conhecimento, comunicação e cooperação. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Apaixonado por chocolate, Chaer acumulou mais de 30 anos nessa área, com a rede Monte Verde. Para dividir sua experiência, ele buscou apresentar a receita certa para negociar com perfeição, o que segundo ele é fundamental para o empreendedorismo, mas também necessário em outros aspectos da vida.

O empresário trouxe conceitos e competências essenciais para um negociador, além das seis etapas que envolvem o processo: preparação, abertura, proposta, clarificação, barganha e acordo. Chaer falou ainda sobre os três Cs da negociação.

“O primeiro é o conhecimento. Eu viajei para conhecer o chocolate de outros países, fui a feiras no Brasil e no exterior e queria saber mais do que qualquer um que tivesse chocolate no Brasil”, lembrou.

Nesse momento, o chef belga Philippe Vancayseele explicou também a importância do conhecimento para a fabricação do chocolate. Para isso, começou a derreter e preparar bombons no palco.

“Outro ‘C’ importante é a comunicação. É a mais importante de todas as nossas habilidades, principalmente em uma negociação”, retomou Chaer, enquanto o chef se “comunicava” com o chocolate, esperando dar o ponto certo.

“Cooperação é o último ‘C’, algo que me ajudou bastante na minha vida e nos meus negócios”, finalizou o empresário. “É preciso compreender as necessidades e os desejos dos seus clientes e, para isso, é preciso ter confiança em você e no seu produto e conquistar a confiança dos outros.”

Chaer e Vancayseele encerraram a palestra dizendo tudo que aprenderam com o chocolate. “O chocolate é a nossa paixão, é a história da nossa vida. E você? Qual é o chocolate da sua vida?”, perguntaram ao público, que ganhou bombons especialmente preparados pelo chef.

Para incentivar jovens lideranças, Ciesp realiza 11º Congresso de Empreendedorismo

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp 

Com organização do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), teve início nesta quinta-feira (04/09), o 11º Congresso Estadual de Empreendedorismo, realizado na cidade de Santo André, no ABC paulista.

O objetivo do evento é reunir jovens lideranças para debater temas ligados à gestão e ao empreendedorismo, além de promover o intercâmbio entre os profissionais, por meio da troca de informações e experiências.

“O principal problema do nosso país para construir a visão de futuro é a instabilidade das regras”, disse Fausto Cestari, vice-presidente do Ciesp, na abertura oficial do evento. “Apesar disso, o Brasil tem demonstrado ser um campeão de empreendedorismo. Seria ótimo se todos empreendedores transformassem suas ideias em empresas sólidas.”

Palestras

Na ampla programação do congresso foi realizada a palestra “Empreendedorismo, oportunidade e inovação”, com o especialista em comércio eletrônico e marketing digital, João Kepler. Em sua apresentação, ele deu dicas de como empreender com criatividade.

“Muitas vezes a gente bate na porta errada e por isso encontra essa porta fechada. E muitos não querem continuar. No entanto, são nos fracassos que descobrimos quão forte e quão resiliente a gente é”, alerta Kepler, que conta que já quebrou duas vezes. “Só deve empreender quem estiver disposto a ter tudo mas também perder tudo”, afirmou.

O palestrante também falou que o desconforto tem que mover o empreendedor. “Só vence quem tem a cabeça fora do lugar, quem não é acomodado. Se você tem atitude para criar, inovar, refazer e reinventar, qualquer coisa pode mudar a situação”, disse ele, que destacou a necessidade de mudar a perspectiva e o modo de observar as coisas.

“O que queremos hoje são coisas menos tangíveis do que antigamente. Ninguém quer comprar um CD ou ter um aparelho de DVD, mas quer ouvir a música e ver um filme. Antes a gente buscava um computador potente, com mais capacidade. Hoje quer um tablet com Google Drive resolve o problema”, comentou.

“As tecnologias que vão mudar as nossas vidas já existem. A mudança agora é social e de valores, com novas formas de pensar, novas profissões e novos modelos de negócios. Por isso é fundamental ter novas perspectivas de mundo e formas de pensar diferentes”, concluiu Kepler.

Depois de Kleper, quem subiu ao palco foi seu filho, Davi Braga, que aos 13 anos já é empreendedor. Ele apresentou a palestra “Não existe idade para empreender”, onde pontuou alguns problemas do Brasil e do mundo, como a fome, a violência e as doenças.

“Quem tem que resolver os problemas da sociedade é a nossa geração”, disse o adolescente, que vê o empreendedorismo como uma saída para os problemas atuais. “Empreender é ter vontade de crescer, oportunidade de liderar e mudar o mundo.”

Davi contou a história da sua start-up, em que contou o investimento do pai, mas assumiu o compromisso de pagar tudo, “uma questão de honra”, segundo ele. Foi em uma viagem aos Estados Unidos que ele teve seu primeiro insight de empreendedor.

“Comprei uma máquina de chicletes e várias bolinhas de chiclete. Mas como todo empreendedor, enfrentei dificuldades e o inspetor me proibiu de vender chiclete na escola. A saída que encontrei foi dar chicletes para o inspetor fazer vista grossa”, conta o menino.

Ele conseguiu fazer a empresa crescer, comprou outras máquinas e contratou vendedores, mas acabou falindo sua primeira empresa por não ter planejado a demanda. Mas não desistiu e em sociedade com a irmã começou um negócio de cupcakes, que eram vendidos na escola.

Proibido de vender na escola novamente, agora pela diretora, Davi encontrou outra saída. Criou um grupo no aplicativo whatsapp para receber os pedidos de cupcakes e apenas fazia a entrega na escola – e não a venda. O resultado foi a compra de uma smart TV 32 polegadas com o dinheiro das vendas. “Foi quando eu disse: eu quero trabalhar, quero continuar fazendo isso.”

Atualmente, Davi trabalha na plataforma List it, que é voltada para a compra de material escola online. “Sou uma criança normal, gosto de brincar, de aplicativos e telefone. E quero ser feliz e mudar o mundo”, avisa o jovem empreendedor, que convidou o público para empreender também.

Comunicação, direito empresarial e marketing em debate no segundo dia do 10º Congresso Estadual de Empreendedorismo em Santos

Odair Souza, Agência Indusnet Fiesp, de Santos

Os mais de 600 participantes do 10º Congresso Estadual de Empreendedorismo, promovido pelo Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Santos, São Paulo, acompanharam, na manhã desta sexta-feira (06/09) três palestras focadas na arte de empreender – tema do evento.

Na primeira apresentação, o consultor Reinaldo Polito falou da importância da comunicação na gestão dos negócios. Ele chamou a atenção para quatro posturas que o empresário deve ter para ganhar credibilidade junto ao cliente na hora de vender seu produto: conduta exemplar, naturalidade, conhecimento e emoção.

Polito: investimento em comunicação para ter mais credibilidade junto aos clientes. Foto: Odair Souza

Polito: investimento em comunicação para ter mais credibilidade junto aos clientes. Foto: Odair Souza/Ciesp

 

“Se a comunicação com o cliente tiver qualidade, emoção, naturalidade, envolvimento e interesse pelo assunto que está sendo transmitido, o empreendedor pode se sair muito bem em uma negociação”, completou.

Na sequência, o advogado e especialista em direito empresarial Eduardo Moretti falou do papel que o profissional jurídico tem na condução dos negócios do empreendedor. “Ter um departamento jurídico ajuda, e muito, o empresário a reduzir riscos e evitar conflitos, principalmente os de origem trabalhista”, observou o palestrante. Segundo ele, é fundamental que o homem de negócios trabalhe sempre com foco na prevenção de riscos.

Moretti: menos riscos e conflitos com orientação jurídica. Foto: Odair Souza

Moretti: menos riscos e conflitos se há boa orientação jurídica. Foto: Odair Souza

De acordo com Moretti, no estado de São Paulo há, em média, 3 mil novos processos tramitando em tribunais. E eles levam anos para serem julgados e finalizados. “Esse acúmulo de processos se torna uma longa jornada para o empresário e uma fonte inesgotável de recursos financeiros”, disse o advogado.

Moretti falou ainda sobre fusão, cisão, incorporação e transformação da empresa. “Investidores estrangeiros procuram empresas que não têm problemas, principalmente com ações trabalhistas”, reiterou.

Óculos escuros

Para fechar os trabalhos da manhã, o NJE convidou o empresário Caito Maia para falar sobre sua trajetória de sucesso à frente da Chilli Beans, marca brasileira de óculos escuros.

Formado em música, Maia criou uma empresa que hoje tem 600 pontos de vendas, sendo 80 no exterior. “Nosso objetivo é chegar a 1000 pontos até a Olimpíada de 2016”, diz o empreendedor.

Maia: foco nos funcionários e na opção pelo varejo. Foto: Odair Souza

Maia: foco nos funcionários e na opção pelo varejo, além da vitrine aberta. Foto: Odair Souza/Ciesp

O segredo de sucesso da Chilli Beans? “Investimento nas pessoas que fazem a diferença dentro da empresa, os trabalhadores”, observou Maia. Ele também citou a opção “pelo varejo e não pelo atacado” como um diferencial.

Outros fatores que influenciam no sucesso da empresa são “as vitrines abertas, que não chegam a registrar 1% de roubos”. “O cliente não pode ter obstáculos na hora da compra”, ensinou o empreendedor.

Mencionou ainda segredos que fazem crescer as vendas da Chilli Beans: “Preço, agilidade e bom atendimento”, disse Maia. “E cuidar do rosto do cliente utilizando um importante apelo de marketing, a moda”.

Jovens empreendedores discutem a arte de empreender durante evento promovido pelo NJE/Ciesp

Agência Indusnet Fiesp 

Pessoas com espírito empreendedor terão a oportunidade de conhecer experiências bem sucedidas no mundo de negócios, durante o 10º Congresso Estadual de Empreendedorismo, promovido pelo Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), nos dias 5 e 6 de setembro, em Santos, litoral paulista. Neste ano, o tema do evento é ‘A Arte de Empreender’ e conferencistas de diversas áreas vão interagir com os participantes em um debate propositivo de temas relacionados ao empreendedorismo e às boas práticas de gestão.

Informações oficiais do Governo Federal mostram que o Brasil já tem quase 22 milhões de empreendedores. Isso significa que 17% da população brasileira aposta no negócio próprio como alternativa para viver. O país ocupa a terceira posição no ranking mundial em termos de participação de jovens empreendedores (25%), sendo superado somente pelo Irã (29%) e pela Jamaica (28%).

“O Brasil só conseguiu chegar ao posto de 6ª maior economia do mundo porque tem um povo empreendedor. Este espírito, o desejo de ser dono e conduzir o próprio negócio, se incorporou aos brasileiros”, observa o presidente do Ciesp e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que estará na abertura do evento, na próxima quinta-feira (05/09).

Nos dois dias de evento participam ainda Tom Coelho, diretor-titular do NJE; Caíto Maia, fundador da Chilli Beans; Ernesto Haberkorn, fundador da TOTVS; Martha Gabriel, especialista em Marketing Digital e Mídias Sociais; Ozires Silva, Fundador da Embraer; Reinaldo Polito, referência em Oratória, Suzy Fleury, fundadora da Academia Emocional; Gustavo Cerbasi, autor do best-seller ‘Casais inteligentes enriquecem juntos’; entre outros.

O Congresso contará ainda com uma feira de exposição de produtos e serviços, voltada ao público empreendedor, e apresentações do Coral Cênico do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do espetáculo teatral ‘A Arte da Guerra’.

Para mais informações, acesse o site: www.nje.com.br.

Serviço
10º Congresso Estadual de Empreendedorismo
Data: 5 e 6 de setembro de 2013
Local: Mendes Convention Center (Av. General Francisco Glicério, 206 – Santos)

Ana Paula Padrão e Patrícia Meirelles contam lições de esforço e sucesso em reunião do CJE/NJE

Isabela Barros e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Diante de um teatro cheio de jovens interessados em discutir o empreendedorismo e o esforço pessoal, foi realizada, na noite desta terça-feira (25/06), no Teatro do Sesi São Paulo, a reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). O evento, conduzido pelo diretor-titular do CJE, Sylvio Gomide, teve como palestrantes a jornalista Ana Paula Padrão e a membro-diretora do CJE, fundadora e presidente do Lide Futuro e idealizadora do Like the Future, Patrícia Meirelles.

“Fizemos esse evento no teatro devido à grande procura pelo evento, o que para nós é motivo de orgulho”, disse Gomide.

Patrícia Meirelles e Ana Paula Padrão na reunião ordinária do CJE/NJE. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Patrícia Meirelles e Ana Paula Padrão na reunião ordinária do CJE/NJE. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

Na ocasião, foi apresentado ainda o 9º Festival do Empreendedorismo, que já está sendo organizado pelo CJE/NJE. A ser realizada nos dias 25 e 26 de setembro, em São Paulo, a iniciativa deve reunir 10 mil pessoas no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

Patrícia Meirelles destacou a importância de trabalhar com empenho e dedicação. “Cada um precisa encontrar aquilo que ama fazer”, afirmou. “Quando a gente faz o que gosta, tudo fica mais fácil, a gente conquista as pessoas”.

Fã da dinâmica do CJE, Patrícia falou de suas diversas experiências profissionais até a descoberta da sua verdadeira vocação, que é reunir, promover a interação entre empreendedores. Principalmente os jovens que com ela fazem parte do Lide futuro. “Ter sido convidada para presidir o Lide Futuro foi uma oportunidade de ouro”, destacou. “Precisamos de referência e inspiração para impactar os jovens do Brasil”.

Tempo de Ana Paula

Responsável pelo portal “Tempo de Mulher”, de temas de interesse do universo feminino, uma produtora de eventos e um banco de inteligência sobre a mulher brasileira, Ana Paula Padrão também falou sobre a sua trajetória pessoal e destacou a importância do trabalho do CJE. “Talvez se eu tivesse tido algo como o CJE quando eu era garota, não estaria contando essa história para vocês aqui hoje”, disse.

Para a jornalista, sucesso é um estado de espírito. “Qualquer coisa que aconteça na sua vida pode ser um sucesso. Ou não”, afirmou.

Ana Paula Padrão, Sylvio Gomide e Patrícia Meirelles: inspiração para os jovens empreendedores. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Ana Paula Padrão, Sylvio Gomide e Patrícia Meirelles: inspiração para os jovens empreendedores. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Filha de uma radialista e de um advogado, Ana Paula nasceu em Brasília, numa família de classe média baixa. E diz ter aprendido cedo uma reflexão do ex-primeiro ministro do Reino Unido Winston Churchill que diz que “sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”.

Ao entrar na TV nos anos 1980, quando muitos jornalistas queriam trabalhar nas redações de jornais, Ana Paula chegou a ouvir, num teste para repórter da então TV Bandeirantes em Brasília, que nunca teria sucesso com televisão. “Três meses depois, a Globo me chamou e lá eu trabalhei por 18 anos”, lembrou. Por essas e outras, a jornalista diz não acreditar em coincidências. “Se você bate na mesma porta todos os dias, um dia ela se abre”, destacou. “Como a minha vida não foi fácil, eu aprendi a fazer planejamento de tudo. E quando você planeja uma coisa incessantemente, você consegue o que quer”.

Sylvio Gomide: "Todo mundo se identificou com os cases das convidadas". Foto: Julia Moraes/Fiesp

Sylvio Gomide: "Todo mundo se identificou com os cases das convidadas". Foto: Julia Moraes/Fiesp

Orgulhosa por, aos 47 anos, estar “fazendo uma vida nova” para si mesma, Ana Paula contou que seu sucesso sempre foi baseado no esforço. “Sigo isso na vida. Ouvi muitos nãos e estar aqui hoje, dando essa palestra, é um enorme sucesso para mim”.

Para Sylvio Gomide, as apresentações das duas convidadas agregaram muito ao público da reunião. “Todo mundo se identificou com os cases delas”, concluiu.

 

Nesta sexta-feira (14/09), Feirão do Imposto revelará peso das taxas no Brasil

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Desde o início deste ano, os números do impostômetro não param de rodar e já ultrapassaram a quantia de R$ 1 trilhão de recolhimento de impostos municipais, estaduais e federais. Até o dia 13 de setembro, o equipamento marcava R$ 1,56 trilhão. Para se ter uma ideia do que representa a quantia recolhida em impostos, com esse valor é possível pagar 64.623 meses de contas de luz de todos os brasileiros, construir mais de 841.562 quilômetros de estrada, fornecer medicamentos para toda a população do país por 374.861 meses e pagar mais de 1.555.939.650 salários mínimos à população.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a alta carga tributária no Brasil, o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) organiza o Feirão do Imposto.

Nesta sexta-feira (14/09), na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Fiesp, serão instalados diversos estandes padronizados com gôndolas para exposição de vários produtos com destaque para impostos cobrados sobre eles.

A ideia é reproduzir um supermercado onde a população possa tirar dúvidas referentes aos encargos e se familiarizar com as taxas que fazem diferença em seu orçamento, mas que nem sempre são conhecidas.

O Feirão do Imposto é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) e de entidades em São Paulo, como a Fiesp e o Ciesp, representados respectivamente pelo CJE e o NJE.

Produtos e serviços com e sem impostos

Produto Imposto (%)
Amoxicilina 500 mg – 21 comprimidos 33,87%
Almoço em restaurante 32,31%
Aparelho de MP3 ou IPOD 49,45%
Arroz 17,24%
Café  19,98%
Cerveja (garrafa) 54,80%
Conta de água 24,02%
Conta de luz  48,28%
Conta de telefone  46,12%
Feijão 17,24%
Gás de cozinha 34,04%
Geladeira 36,98%
Leite 18,25%
Sabão em pó 40,80%

 Fonte: IBPT

O Feirão do Imposto será na entrada principal da Fiesp (Av. Paulista, 1313), das 8h às 18h.

Feirão do Imposto alerta população sobre malefícios da alta carga tributária no país

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 70% da população brasileira não sabem que pagam impostos em itens de alimentação, remédios, veículos e bebidas e, muito menos, o seu impacto no custo do salário mínimo. Os dados foram divulgados pelo coordenador Nacional do Feirão do Imposto, Tiago Coelho, durante o lançamento da 10ª edição do Feirão do Imposto, realizado nesta terça-feira (11/09), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

O evento contou com a participação do presidente em exercício do Ciesp, Rafael Cervone; do ex-ministro de Infraestrutura e ex-presidente da Embraer e Petrobrás, Ozires Silva; do coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE), Carlos Schneider; do presidente da Confederação Nacional dos Jovens Estudantes (Conaje), Marduk Duarte; do diretor do Núcleo Jovens Empreendedores do Ciesp (NJE), Tom Coelho; e do diretor-titular-adjunto do Comitê dos Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), Marcos Zekcer.

Rafael Cervone: "Temos que trabalhar por uma desoneração forte e não podemos continuar aceitando isso". Foto: Everton Amaro

Rafael Cervone ressaltou o empenho da Fiesp e do Ciesp, por meio do presidente Paulo Skaf, na luta por uma carga tributária mais justa. Cervone parabenizou os representantes do Conaje e os membros do NJE e CJE por conscientizar a população sobre o quanto a carga tributária representa no dia a dia da sociedade brasileira.

“Esse evento é fundamental para esclarecer a população e, mais do que isso, reduzir esta carga tributária. Nós temos que trabalhar por uma desoneração forte e não podemos continuar aceitando isso”, afirmou Cervone.

De acordo com o presidente da Conaje, Marduk Duarte, a realização da 10º edição do Feirão do Imposto – marcada para este sábado (15/09) em 200 municípios de 18 Estados brasileiros; no Estado de São Paulo a mobilização acontecerá nesta sexta-feira (14/09), à partir das 9h, em frente ao prédio da Fiesp – só foi possível graças à mobilização das entidades de classes e representantes da indústria de todo o país.

Marduk Duarte, presidente do Conaje. Foto: Everton Amaro

“Está na hora de abrir este debate para toda a população. Eu tenho certeza de que com o apoio da sociedade, das entidades da indústria e de outros setores, todos unidos, vamos conseguir um resultado mais rápido”, salientou Duarte.

Desoneração do ensino

O ex-ministro Ozires Silva lembrou que o Brasil é um dos únicos no mundo que concede tributos na área educacional. Para ele, esta “medida equivocada” contribui para que o país perca espaço no mercado internacional.

“É um disparate tão grande tributar a educação. O país dá um tiro no pé do cidadão no instante em que ele está sendo preparado para se tornar um grande cidadão, pagador de imposto; ele acaba sendo derrubado pela própria tributação”, avaliou Silva. “Com essa estrutura educacional e incapacidade que estamos transmitindo para cada brasileiro nós não vamos construir o país que sonhamos.”

Ozires Silva, ex-ministro de Infraestrutura. Foto: Everton Amaro

O ex-ministro acredita que a mobilização dos jovens empreendedores contribuirá para a adoção de políticas de qualidade de vida para as próximas gerações. “Fico triste de ver que o Brasil está sem plano de futuro, sem projeto, sem saber para onde ir. Nós precisamos mudar este país para assegurar às próximas gerações uma qualidade de vida que nós, agora, não estamos podendo desfrutar”, disse.

Para Carlos Schneider, coordenador do MBE, o evento ajudará a conscientizar a população sobre os malefícios da carga tributária, que, por sua vez, cobrará do governo transparência a correta aplicação destes recursos.

“Se a população for esclarecida, ela pode ser parceira neste esforço”, ressaltou. E completou: “O Brasil não tem senso de urgência para entender os problemas e resolver no tempo certo. À medida que a gente consiga melhorar a eficiência da gestão pública, o governo precisará de menos recursos”.

Em Campinas, Skaf exalta importância do jovem empreendedor para o Brasil

Odair Souza, Agência Ciesp de Notícias

Cerca de 250 pessoas participaram na manhã desta quinta-feira (30/08), em Campinas, da abertura do IX Encontro Jovem Empreendedor, realizado pelo Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Paulo Skaf em Encontro Jovem Empreendedor Campinas.

 

O encontro, que reuniu jovens empreendedores de Campinas e região e dos 29 núcleos regionais do NJE, contou também com a participação de personalidades da área empresarial e política, como o presidente  da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp),  Paulo Skaf, e o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, José Afonso Bitencourt, entre outros.

Com o tema central Caminhos para o Crescimento, o evento apresentou os painéis complementares Caminhos da Educação, Oportunidades de Negócios para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016. No período da tarde, os participantes acompanharão cases como História empreendedora, Novos modelos de negócios e Motivação e trabalho em equipe.

O presidente do Ciesp e da Fiesp, Paulo Skaf, considerou o envolvimento da juventude em ações proativas como “um espírito voltado para a geração de riquezas, de empregos e tudo o que é bom para a sociedade e o País”.

Skaf destacou o trabalho realizado pelos milhares de jovens membros dos NJE, do Ciesp, e do CJE, da Fiesp. “Esse engajamento demonstra a preocupação deles com empreendedorismo, com a educação e o bem-estar das pessoas”.

Condições para o Brasil crescer

Antes da abertura, o presidente do Ciesp e da Fiesp enfatizou as ações do empresariado na busca da competitividade do País e voltou a cobrar isonomia para que o setor produtivo brasileiro vença o desafio de competir em igualdades de condições no mercado global. Segundo ele, o grande desafio para alcançar essa meta é a diminuição dos custos de produção.

Em entrevista à imprensa, Paulo Skaf afirmou que os empresários continuam em “campanha” pela queda no preço da energia elétrica, do gás, dos juros, pela melhoria logística e da infraestrutura em aeroportos, portos, estradas e ferrovias. “Competitividade do País, é isso que vamos discutir aqui”, completou Skaf.

Nesta manhã, o presidente do Ciesp e da Fiesp, Paulo Skaf, voltou a comentar a queda da taxa Selic, para 7,5% aa, anunciada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. “Há espaço para baixar mais. A taxa Selic pode ficar próxima à inflação que está projetada entre 4,5% e 5%.”

Na visão de Skaf, um patamar de 5% na taxa é bom para o brasileiro, para a indústria e para o governo, que terá seus gastos públicos diminuídos. Ele lembra que em 2011 o governo federal gastou quase R$ 180 bilhões com pagamento de juros. “É muito mais do que se investe em saúde e educação”, completou.

Motivação é a chave do sucesso, afirma Giovane Gávio

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Giovane Gávio, bicampeão mundial de voleibol e técnico da equipe masculina do Sesi-SP

“Não me considerava um craque do voleibol. Tudo foi construído com muito trabalho e esforço. O segredo para vencer está no dia a dia, na forma como cada pessoa administra o seu tempo”, declarou o bicampeão mundial de voleibol e técnico da equipe masculina do Sesi-SP, Giovane Gávio, aos mais de cem participantes da reunião do Núcleo dos Jovens Empreendedores (NJE) do Ciesp, na noite desta quinta-feira (21), na sede da Fiesp.

No encontro, Giovane Gávio compartilhou com os jovens empreendedores as experiências vividas dentro e fora das quadras. Para ele, motivação e trabalho árduo são os segredos para formar uma equipe competitiva, com atletas vencedores dentro e fora das quadras.

“Os acertos do passado não garantem o sucesso do futuro. O jogo é ganho durante o treinamento. Você precisa vencer, constantemente, cada desafio”, afirmou o treinador.

Para Gávio, o seu grande desafio foi superar a vaga de jogador reserva da seleção brasileira de voleibol. Em sua opinião, este foi o período mais produtivo de toda a sua carreira, durante o qual teve a possibilidade de avaliar as jogadas dos companheiros de equipe, orientar os atletas e, desta forma, dar os primeiros passos na profissão de técnico.

No Mundial de Voleibol Masculino, em 2002, realizado na Argentina, ele atingiu o ápice da sua carreira, após um ponto de saque, na disputa do tie-break contra a Rússia, que garantiu o título mundial para seleção brasileira.

“Senti no ar que deveria inovar e alterar a direção do saque. Deu certo. Durante o torneio, o Giba marcou uns trinta pontos e eu fiz apenas três, mas também fui considerado um dos heróis desta conquista”, disse Gávio, provocando risos na plateia. E concluiu: “Às vezes a gente se sente muito pequeno e acha que não pode fazer a diferença. Pode sim! Basta querer. Às vezes uma ligação telefônica pode cair na sua mesa e melhorar a vida de toda a empresa”, incentivou o atleta.

Na ocasião, o ex-jogador escreveu um poema inspirado nos atletas do time: Um diamante de 12 faces.