Indústria paulista abre 1.000 vagas em julho

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A Pesquisa de Nível de Emprego, levantamento feito pela Fiesp e pelo Ciesp divulgado nesta sexta-feira (17 de agosto), mostra abertura de 1.000 vagas na indústria de transformação paulista em julho, em relação a junho. A variação (0,04% sem ajuste sazonal e -0,1% na taxa ajustada) configura estabilidade e é o melhor resultado para o mês de julho desde 2013.

No ano, ainda é positiva a geração de postos de trabalho, com 17.000 novas vagas, mas esse total é inferior à média histórica de contratações no período de janeiro a julho (43.000 postos criados por ano). E como o segundo semestre de cada ano costuma ter número de demissões que ultrapassa o de contratações no início do ano, pode se frustrar a expectativa de criação líquida de vagas em 2018.

“Não há fato novo que faça prever melhora do emprego até o final do ano”, afirma José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp. “Nos últimos dez anos, somente em um deles, 2010, houve criação de empregos”, destaca. “Isso é muito ruim, porque a indústria sempre foi a mola propulsora do desenvolvimento de São Paulo. Passar esse longo tempo sem gerar mais empregos, com baixo investimento, é muito preocupante.”

O ritmo abaixo do esperado da recuperação da economia, ao lado da repercussão da greve dos caminhoneiros, ajuda a explicar o menor número de vagas criadas. Há cautela entre os empresários, provocada pela incerteza em relação ao custo do frete rodoviário e à eleição de outubro.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

Setores

Dos 22 setores industriais acompanhados pela pesquisa, 11 contrataram mais do que demitiram, 3 ficaram estáveis e 8 cortaram vagas. O destaque foi o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, com saldo de 1.585 vagas em julho. Em máquinas e equipamentos foram criados 1.311 postos de trabalho, e em produtos diversos 1.252.

Houve o fechamento de 2.738 vagas em confecção de artigos do vestuário e acessórios, e em produtos alimentícios houve redução de 664 postos de trabalho.

Regiões

A análise por região do Estado, que segue a divisão das diretorias regionais do Ciesp, mostra resultados positivos em relação ao emprego em 16 delas, negativos em 13 e estabilidade em 7. É desde 2012 o mês de julho com mais regionais com saldo positivo de vagas. Araçatuba teve crescimento de 2,06% no Nível de Emprego, e Matão, 1,44%.

Santa Barbara D’Oeste foi a região com o comportamento mais negativo, com redução de 5,51% no nível de emprego, seguida por Bauru (-1,6%) e Presidente Prudente (-1,54%).

Clique aqui para ter acesso à pesquisa completa e a sua série histórica.

Indústria paulista gera 9,5 mil postos de trabalho em abril, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista encerrou abril com geração de 9,5 mil novos postos de trabalho, uma alta moderada de 0,44% em relação a março na série sem ajuste sazonal. No acumulado do ano, o resultado também sofreu variação positiva, com 32 mil novas vagas (+1,50%). Com ajuste sazonal, o índice apresentou recuo de -0,18% no mês. Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta quarta-feira (16/05) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, o resultado mostra um viés de baixa para o emprego na indústria paulista. “Apesar de este ser o segundo ano consecutivo em que o emprego em abril apresenta um resultado positivo, os dados estão aquém do esperado, com o nível de emprego industrial exibindo uma recuperação bastante lenta. Por conta ainda de um ambiente de incertezas no cenário político, e os elevados níveis dos spreads bancários, percebemos que há uma perda de fôlego no processo de retomada da atividade econômica”, avalia Roriz.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de abril, 13 ficaram positivos, 3, estáveis e 6, negativos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de produtos alimentícios, com geração de 5.817 postos de trabalho, seguido por coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (+1.435), produtos de metal (+1.397) e veículos automotores, reboques e carroceria (+810).

No campo negativo ficaram, principalmente, confecção de artigos do vestuário e acessórios (-941) e produtos têxteis (-380).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do CIESP. Por grande região, a variação no mês ficou positiva igualmente em 0,44% no Estado de São Paulo e no Interior paulista. Já na Grande São Paulo, houve queda (-0,07%).

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 27 que apontaram altas, destaque por conta de Franca (2,97%), influenciada pelo setor de artefatos de couro e calçados (4,10%) e produtos alimentícios (2,71%); Sertãozinho (2,58%), por produtos alimentícios (2,41%) e produtos de metal (1,46%) e Piracicaba (2,56%), por produtos alimentícios (9,94%) e veículos automotores e autopeças (1,87%).

Já das 8 negativas, destaque para Jaú (-2,22%), por artefatos de couro e calçados (-28,98%) e produtos de metal (-7,14%); Santos (-1,86%), por impressão e reprodução gravações (-13,82%) e confecção de artigos do vestuário (-13,33%); São Caetano do Sul (-1,37%), influenciado por produtos de metal (-2,65%) e produtos alimentícios (-0,79%).

Para conferir a pesquisa completa, é só clicar aqui.

Indústria paulista cria 10.000 vagas em março, e 1º trimestre tem melhor desempenho desde 2013

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista criou 10.000 postos de trabalho em março, mostra a Pesquisa de Nível de Emprego da Fiesp e do Ciesp, divulgada nesta segunda-feira (16 de abril). O resultado é superior ao do mesmo mês em 2017 (9.500 novas vagas). No ano, houve acréscimo de 23.000 postos. É o maior saldo no primeiro trimestre de um ano desde 2013, quando foram criadas 34.500 vagas.

José Ricardo Roriz Coelho, segundo vice-presidente da Fiesp e diretor titular de seu Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia, destaca que a recuperação da economia está em trajetória de crescimento, ainda que o ritmo esteja aquém do desejado.

“Continuamos com a recuperação do emprego. Ela é lenta, com um crescimento não tão forte como gostaríamos, por alguns problemas de rota. Agora, nossa preocupação é que esse crescimento passe a ter ritmo mais acelerado”, para compensar a queda habitual do segundo semestre de cada ano. “Se reformas como a da Previdência tivessem sido feitas, acredito que a situação seria bem melhor”, afirma Roriz.

O destaque foi o setor sucroalcooleiro, que devido à época de safra de cana-de-açúcar teve saldo positivo de 5.183 vagas (52% do total dos novos postos industriais).

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

Nas regiões e setores analisados pela pesquisa houve resultados positivos em 64%.

Dos 22 setores industriais, 14 tiveram aumento do número de postos de trabalho, 2 ficaram estáveis, e 6 apresentaram redução.

O destaque ficou para produtos alimentícios, em que foram criadas 4.349 vagas, variação positiva de 1,24%. Em coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, o aumento foi de 6,25% (2.528 novos postos).

Das 36 regiões em que a pesquisa é dividida, 23 tiveram saldo positivo de empregos, 5 se mantiveram estáveis, e em 8 houve redução do número de vagas.

Como destaques positivos, Sertãozinho teve 4,75% de crescimento no número de postos de trabalho. Na região de Bauru, o crescimento foi de 1,96% e na de Presidente Prudente, de 1,63%.

Clique aqui para ter acesso à íntegra da pesquisa de março e à séria histórica.

Persiste queda na atividade da construção em julho

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção do Estado de São Paulo recuou novamente no mês de julho. O indicador caiu de 43,6 em junho para 40,0 pontos, permanecendo abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos) e mantendo-se em contração. No mesmo mês do ano passado o indicador havia registrado 39,8 pontos.

No que se refere à mensuração da Atividade em Relação ao Usual, apesar do indicador melhorar ligeiramente, de 26,4 para 26,7 pontos, a sinalização ainda é de forte contração.

Já o índice de Número de Empregados do setor teve expressivo recuo na passagem de junho para julho. Nesta leitura o índice caiu de 42,0 para 36,1 pontos, após em maio atingir o maior patamar desde junho de 2014 (43,6 pontos).

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (23 de agosto).

A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) cresceu novamente e registrou a maior porcentagem desde outubro do ano passado, atingindo 56,0%, contra 54,0% do mês anterior.

Os indicadores das expectativas, por sua vez, continuam em patamares bem depressivos. Entre os que se encontram em forte retração, o indicador de Investimentos recuou para 18,6, pontos, em relação aos 23,1 pontos de junho, voltando para o mesmo nível de novembro de 2016. Da mesma forma, o item Compras de Matérias-Primas teve queda para 39,5 pontos (de 40,1), sendo que em março deste ano o indicador chegou próximo aos 50,0 pontos (em 49,1 pontos). O indicador de Número de Empregados sofreu o segundo declínio seguido, passando de 42,4 para 40,9 pontos.

O Nível de Atividade para os próximos seis meses passou de 41,0 pontos para 41,9 pontos em julho, e o indicador de Novos Empreendimentos e Serviços foi para 43,7 pontos,ante 43,3 pontos no mês anterior.

Indústria paulista gera 13,5 mil vagas no 1º trimestre do ano

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O nível de emprego da indústria paulista apresentou variação positiva de 0,45% em março, com a geração de 9,5 mil postos de trabalho, sem ajuste sazonal. Com ajuste, há recuo de 0,12%. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e divulgada nesta terça-feira (18 de abril).

O resultado positivo, registrado após um mês de quedas, foi influenciado principalmente pelo setor de açúcar e álcool, que está aquecido por conta do período de safra agrícola. Com os dados apresentados, o primeiro trimestre do ano acumula saldo positivo de 13,5 mil vagas na indústria paulista (o equivalente à variação de 0,62%). No ano passado, esta variação foi de -1,33% no período de janeiro a março/16.

De acordo com o gerente do Depecon Guilherme Moreira, o emprego industrial aponta para a estabilidade neste ano. “ O resultado positivo de março mais que compensou a queda verificada em fevereiro. Essas oscilações são normais e mostram que o emprego tende a se estabilizar”, detalha Moreira.

>> Ouça boletim sobre a Pesquisa de Nível de Emprego

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de março, 8 ficaram positivos, 12 negativos e 2 permaneceram estáveis. Entre os positivos, o destaque fica por conta do segmento de coque, petróleo e biocombustíveis (7,31%) e produtos alimentícios (2,47%). Do lado negativo, o segmento que mais demitiu foi o de produtos diversos (-1,82%) e o de impressão e reprodução de gravações (-0,98%).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do Estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,45%) e no interior paulista (0,82%). Na Grande São Paulo, houve recuo de 0,53%.

O dado positivo foi percebido também em 16 diretorias regionais. Em Piracicaba (3,13%), o resultado foi influenciado pelo setor de produtos alimentícios (11,47%) e máquinas e equipamentos (1,30%), em Jaú (2,98%), por produtos alimentícios (6,41%) e artefatos de couro e calçados (3,09%), e em Limeira (2,56%), por produtos diversos (15,63%) e coque, petróleo e biocombustíveis (8,09%).

Já as variações mais negativas foram registradas em Botucatu (-1,58%), influenciada por produtos de metal (-40,00%); Santa Barbara D’Oeste (-1,54%), no rastro de produtos de metal (-7,21%) e de produtos de borracha e plástico (-5,20%); Sorocaba (-1,49%), seguido por máquinas e equipamentos (-16,74%) e produtos de metal (-5,21%).

Clique aqui para ter acesso à pesquisa completa e a sua série histórica.

Nível de emprego na indústria paulista recua 0,14% em fevereiro

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O nível de emprego da indústria paulista apresentou queda de 0,14% em fevereiro, com fechamento de 3.000 postos de trabalho no mês, sem ajuste sazonal. Com ajuste, o recuo apurado chega a 0,40%. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e divulgada nesta quinta-feira (16/3).

Apesar da baixa para fevereiro, o saldo no acumulado do ano segue positivo em 3.500 postos de trabalho (0,16%), já que em janeiro o setor manufatureiro paulista havia contratado 6.500 funcionários. O segmento de açúcar e álcool foi responsável por gerar 1.050 vagas em fevereiro.

Na comparação de fevereiro deste ano com o mesmo mês de 2016, o resultado segue ainda negativo (-5,32%). No acumulado desse período, foram demitidos 122 mil trabalhadores das indústrias do Estado.

De acordo com o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, os resultados do mês mostram que o emprego industrial tende a passar por períodos de oscilação até uma recuperação consistente. “A atividade da indústria está hesitante, próxima do aumento. Nós estamos em um período de transição. Enquanto a produção física não apontar claramente para cima, o emprego, que é o último a se recuperar, ainda viverá esse período de altos e baixos”, aponta.

Setores e regiões

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o mês de fevereiro, 15 ficaram negativos, 4 no campo positivo e 3 permaneceram estáveis. Entre os positivos, o destaque foi o segmento de artefatos de couro, calçados e artigos para viagem (3,94%). Do lado negativo, o segmento que mais demitiu foi o de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,83%).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do Estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no mês ficou negativa no Estado de São Paulo (-0,14%), na Grande São Paulo (-0,33%) e no interior paulista (-0,06%).

O recuo foi percebido também em 25 diretorias regionais das 36 avaliadas. Em Botucatu (-3,29%), a queda foi influenciada pelo setor de minerais não-metálicos (-53,80%) e produtos de metal (-14,81%); Jaú (-2,95%), por artefatos de couro e calçados (-7,95%) e produtos de metal (-13,33%) e Araçatuba (-1,30%), por móveis (-2,58%).

Já as variações mais positivas foram registradas em Franca (6,08%), influenciada por artefato de couro e calçados (12,35%) e coque e biocombustíveis (2,71%); Bauru (1,51%), no rastro de máquinas e equipamentos (8,86%) e de artefato de couro e calçados (10,14%); Sertãozinho (0,81%).

Clique aqui para ter acesso à pesquisa completa e a sua série histórica.

>> Ouça boletim sobre o Nível de Emprego

Queda menor do nível de emprego em outubro faz Fiesp e Ciesp reverem projeção para o ano

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

A pesquisa de Nível de Emprego de outubro, divulgada nesta sexta-feira (18/11) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), indica que a indústria paulista perdeu 6.500 postos de trabalho, o que representa um recuo de 0,28%, em relação ao mês de setembro. Desde o início do ano, o total acumulado é de 92 mil demissões.

De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, o resultado da pesquisa levou à revisão da projeção, feita pelas entidades, de 165 mil postos de trabalho a menos na indústria paulista em 2016. “Continuamos perdendo, mas de forma atenuada e devemos chegar a, no máximo, 150 mil demissões”.

O diretor afirma, no entanto, que a situação da indústria é muito grave e que ser melhor do que 2015 – quando foram registrados 235 mil postos de trabalho a menos – é quase uma obrigação do setor. “Não conseguimos ver ainda a marca do que poderíamos chamar de recuperação e retorno do crescimento. Melancolicamente caminhamos para mais um final de ano negativo na economia brasileira e na indústria de transformação.”

>> Ouça a análise de Paulo Francini

Setores e regiões

Em outubro, dos 22 setores apurados pela pesquisa, 13 (59%) demitiram, cinco apresentaram estabilidade e quatro registraram contratações. Três setores se destacam no caso de perda de vagas: Outros Equipamentos de Transporte (-2.045 vagas); Veículos automotores (-1.522) e Produtos Alimentícios (-885).

Das 36 Diretorias Regionais do Ciesp incluídas na pesquisa, 18 (50%) registraram queda, com destaque para Limeira (-4,31%), Santa Bárbara d’Oeste (-3,46%) e São José dos Campos (-2,56%). A quantidade de Diretorias com índices negativos, no entanto, é menor do que a registrada pela pesquisa no mês de outubro dos três anos anteriores (20 negativas em 2013, 30 em 2014 e 31 em 2015).

Para 12 (33%) das regionais o saldo de postos de trabalho foi positivo, com destaque para Matão, que registra contratações pelo segundo mês consecutivo, (1,92%), Santos (1,75%) e Santo André (0,90%).

Para conferir a íntegra da pesquisa, só clicar aqui.

 

Indústria paulista demite 11.500 em setembro e fecha trimestre com perda de 29.000 vagas

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O nível de emprego da indústria paulista em setembro recuou 0,51% em relação a agosto, com a perda do equivalente a 11.500 vagas de trabalho. No terceiro trimestre de 2016, a perda acumulada é de 29.000 postos, e no ano, de 86.000. Os dados, divulgados nesta terça-feira (18/10), são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Paulo Francini, diretor titular do Depecon, explica que o ritmo de queda diminuiu, mas ainda continua a haver cortes. “O que se quer é que não haja demissões.” Francini lembra que a previsão do Depecon é fechar 2016 com o saldo negativo de 165.000 vagas. Somando as 235.000 demissões de 2015, a perda total atingirá 400.000 vagas em dois anos. “É uma tragédia”, diz Francini. “E é uma tragédia que não chegou ao final.”

A perda de postos de trabalho deste ano para o mês de setembro só é menor, na série histórica iniciada em 2006, que a de 2015.

Setores

Dos 22 setores pesquisados, houve queda do nível de emprego em 13 (59%). Quatro permaneceram estáveis, e cinco apresentaram comportamento positivo. Esta distribuição é diferente da observada no ano de 2015, quando os setores negativos foram 19, os positivos, 2, e 1 apresentou estabilidade.

Não há, explica Francini, nenhum setor que se destaque. A queda acumulada do PIB brasileiro, de cerca de 8% entre 2015 e 2016, é semelhante à que ocorre em países em guerra, diz o diretor do Depecon. “E num país em guerra, quem mais sofre é a sociedade.”

>> Ouça a análise de Paulo Francini

Em valores absolutos, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias foi o que mais demitiu em setembro (saldo negativo de 3.108 vagas). Em máquinas e equipamentos, o corte foi de 2.714 postos de trabalho. Entre os setores que tiveram mais contratações que demissões, o primeiro é o de produtos minerais não metálicos (174 vagas).

Das 36 diretorias regionais em que se divide a pesquisa, 25 (70%) tiveram desempenho negativo em setembro, em 10 ele foi positivo, e 1 ficou estável. A maior variação negativa (de -4,14%) ocorreu em Santo André. Matão teve a maior alta (2,6%).

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento e à série histórica.

Indústria paulista fecha 11.000 vagas em agosto

Bernardete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

A indústria de transformação paulista fechou 11.000 postos de trabalho no mês de agosto, recuo de 0,49% em relação ao mês anterior. Com ajuste sazonal, a retração foi de 0,27%. Os dados são da pesquisa de Nível de Emprego do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgada nesta quinta-feira (15/9).

Para o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, o resultado da pesquisa indica que não houve alteração no mercado em relação à oferta de empregos na indústria. “É uma continuidade, um sinal de que o emprego continuará caindo e, infelizmente, isto deve prosseguir até o final do ano”, explica.

O diretor reafirma a projeção do encerramento de 165.000 vagas de trabalho este ano, contra a perda de 235.500 postos no ano passado. “Este ano vamos perder três estádios de futebol, destes construídos para a Copa, cheios de trabalhadores da indústria.”

De acordo com Francini ainda não é possível enxergar nitidamente uma tendência de recuperação do cenário. Ele lembra que o emprego é sempre a última variável a sofrer e a se recuperar dos efeitos de uma crise econômica. “Nós ficamos ansiosos por querer enxergar a luz no final do túnel. Por enquanto estamos vendo apenas redução da taxa de queda”, conclui.

>> Ouça a análise de Paulo Francini


Setores

Dos 22 setores que integram a pesquisa do Depecon, 73% (16) registraram queda do nível de emprego, com destaque para Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2.187 postos); Produtos Alimentícios (-1.981postos) e Produtos de Borracha e de Material Plástico (-1.624 postos). Três setores ficaram estáveis e outros três apresentaram variação positiva no mês de agosto.

Regiões

Em agosto, das 36 regiões consideradas no levantamento, 28 apresentaram variação negativa no nível de emprego em agosto, 4 registraram aumento de vagas, e 4 ficaram estáveis.

Revisão do PIB

A Fiesp revisou a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2016. A nova estimativa é de retração menor (-3%) do que a divulgada em junho, de -3,2%. A projeção da entidade para o crescimento do país para 2017 continua sendo de alta, passando de 0,6% para 0,9%.

Paulo Francini afirma que o anúncio de queda de 0,6% do PIB do segundo trimestre de 2016, em relação ao primeiro trimestre, divulgado pelo IBGE, foi pior do que o mercado esperava. “Para 2017, quando projetamos cerca de 1% de crescimento podemos dizer que paramos de cair, mas a recuperação será vagarosa, até esta máquina enorme, que é o Brasil, ganhar força e impulso para apresentar taxas melhores”, conclui.

Clique aqui para o levantamento do cenário econômico.

Diminui ritmo de queda do nível de emprego na indústria paulista

Bernadete Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

A pesquisa de Nível de Emprego do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgado nesta terça-feira (16/08), registra a perda de 6.000 vagas de trabalho na indústria paulista em julho, recuo de 0,26% em relação a junho. Com ajuste sazonal, a retração foi de 0,15%.

Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, é possível afirmar que o ritmo da queda do nível de emprego está menor, e a tendência é a estabilidade.  “Teremos ainda algumas quedas, mas em menor dimensão do que há seis ou oito meses, mas podemos dizer que está se estabilizando.”

Ao reafirmar que a projeção para este ano é a eliminação de 165.000 vagas de trabalho, contra perda de 235.500 vagas no ano passado, Francini cita as demissões ocorridas nos primeiros meses do ano e os cortes esperados para dezembro.

“Tivemos um início de ano muito ruim, e como uma perda grande sempre acontece em dezembro, esta é inexorável; vamos ter mais desemprego ainda. Um quadro ainda ruim, mas com tendência de até o final do ano alcançarmos uma estabilidade”, explica.

>> Ouça comentários de Paulo Francini

Setores

Dos 22 setores que integram a pesquisa do Depecon, 68% (15) registraram queda do nível de emprego, com destaque para Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-1.077 postos); Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (-883 postos) e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (-750). Um setor ficou estável, e 6 obtiveram variação positiva.

Regiões

Em julho, das 36 regiões consideradas no levantamento, 25 tiveram variação negativa no nível de emprego em julho, 9 registraram aumento de vagas, e 2 ficaram estáveis.

Indústria paulista perde mais de 57 mil vagas de trabalho no primeiro semestre

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

No primeiro semestre de 2016, a indústria paulista perdeu 57.500 postos de trabalho. Só no mês de junho, sem ajuste sazonal, a retração foi de 0,73% em relação ao mês de maio, o equivalente a 16.500 postos a menos.

Os números são da pesquisa de Nível de Emprego do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e foram divulgados nesta sexta-feira (15/7).

De acordo com o diretor do Depecon, Paulo Francini, a variação neste semestre (-2,50%) foi idêntica à registrada nos primeiros seis meses de 2015. “2016 é a continuidade de uma tragédia, apesar de termos fechado o segundo trimestre um pouco melhor do que no ano passado”, explica.

O diretor informa que a projeção para este ano é a eliminação de 165.000 vagas de trabalho, contra perda de 235.500 vagas no ano passado. “Se somarmos, temos 400 mil empregos a menos, oito estádios de futebol cheios. Existem sinais de que o ritmo de queda vai se atenuar, mas o emprego é a última variável a parar de cair. Torcemos e temos esperança de que isso aconteça”, afirma Francini.

>> Ouça a análise de Paulo Francini

Setores e regiões

Em junho, 20 dos 22 setores pesquisados registraram queda nas vagas de emprego. O setor de Informática foi o único a contratar (2,16%), e o de Produtos Farmoquímicos e Farmacêuticos se manteve estável (0,03%).

Os setores que se destacaram negativamente em relação ao nível de emprego foram Máquinas e Equipamentos (-3.112 postos); Confecção de Artigos do vestuário e Acessórios (-3.092 postos); e Couro e Calçados (-2.348 postos)

Das 36 diretorias regionais, 31 tiveram variação negativa no índice de emprego em junho, 3 ficaram estáveis, e 2 contrataram mais do que demitiram.

Trimestre tem fechamento de 31.000 vagas na indústria paulista, mostra pesquisa da Fiesp e do Ciesp

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O nível de emprego industrial paulista teve novo recuo em março, de 0,61% (com ajuste sazonal) em relação a fevereiro. O levantamento, feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) e divulgado nesta quinta-feira (14/4), mostra que neste ano já houve a perda de 31.000 postos de trabalho, dos quais 3.500 em março.

Quando não são considerados fatores sazonais, o mês de março registra a menor eliminação (-0,15%) de postos de trabalho desde maio de 2015, graças, em parte, à antecipação da safra do setor de açúcar e álcool. Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, com a previsão da chegada do período de seca é normal a contratação de mão-de-obra para a colheita, que envolve logística e transporte. “Isso atenuou, evidentemente, a queda apontada pela pesquisa, mas os outros setores também perderam menos vagas em relação aos meses anteriores”, explicou. “Então, foi um mês que não dá para ter alegria, mas a quantidade de choro não fica tão grande.”

>> Ouça os comentários de Paulo Francini

Setores

Em março, 14 setores, dos 22 pesquisados, tiveram queda no nível de emprego, 6 apresentaram crescimento, e 2 ficaram estáveis.

De forma semelhante ao cenário do mês de fevereiro, os setores que se destacaram com a ampliação de vagas foram produtos alimentícios (6.819 postos), coque e biocombustíveis (3.333 postos) e couro e calçados (1.322 postos) – que contrata há três meses consecutivos.

Esse último, segundo Francini, foi beneficiado pela desvalorização do real. “É um setor que tem se dado melhor que outros. Não significa que eles estejam felicíssimos, mas o câmbio fez com que empresas tivessem mais condições de exportar, enquanto determinados calçados importados que penetravam no mercado brasileiro não o fazem mais, pois não competem mais em preço com a produção doméstica. É um duplo efeito da taxa de câmbio”, explica.

Entre os setores que mais demitiram em março estão os ligados à produção de veículos. É o caso do setor de produtos de borracha e de material plástico, o que teve maior perda de vagas (3.422, variação negativa de 1,85%).

Regiões

O resultado do segmento de açúcar e álcool contribuiu para que o Interior do Estado registrasse taxa de variação positiva no mês de março, de 0,41% em relação ao mês anterior. Foram 12 as regiões que registraram expansão do nível de emprego. Entre elas, destaque para Jaú (3,43%), seguida de São Carlos (1,57%) e São José do Rio Preto (1,23%). Na contramão, das 24 que registraram queda, as maiores delas foram verificadas em Cubatão (-3,28%), Mogi das Cruzes (-3,04%) e Santos (-2,76%).

Indústria paulista fecha 19 mil vagas em novembro

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

A tendência de queda no nível de emprego nas indústrias do Estado de São Paulo se manteve em novembro. No mês, houve saldo negativo de 19 mil vagas, com 19.037 demissões e apenas 37 contratações, segundo a Pesquisa do Nível de Emprego da Fiesp e do Ciesp, divulgada nesta quarta-feira (16/12). O indicador, na leitura com ajuste sazonal, caiu 0,67%.

Apesar de não ser a maior queda percentual num mês de novembro, “não dá para fazer festa”, afirmou Paulo Francini, diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), responsável pelo levantamento. Francini ressaltou que a variação interanual, comparando novembro de 2015 com novembro de 2014, foi de -8,66%, a mais forte queda desde o início do acompanhamento. Foram cerca de 225 mil vagas a menos no período.

No acumulado de 2015 (janeiro a novembro), a perda foi de 180 mil vagas (-7,15%). Em dezembro tradicionalmente há perda mais acentuada de vagas, o que deve levar ao fechamento de 220 mil a 230 mil empregos em 2015, o que, lembrou Francini, “continua a ser um número pavoroso”.  “É o dobro do máximo que já foi perdido [num ano] pela indústria de transformação nos últimos 10 anos.”

O ano deve ser o pior para o nível de emprego da indústria paulista desde o início da série, em 2006. E “não dá para ficar contente” em 2016, afirmou Francini. O começo do ano será ruim, e a discussão sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que pode levar “tempo longuíssimo”, tende a provocar uma paralisia. “Vai piorar”, disse Francini, lembrando que “não há mal que seja eterno”. Uma hora vai melhorar, lembrou. A questão é quando. “Não tenho a menor ideia.”

Setores e regiões

A queda no emprego foi verificada em 21 dos 22 setores pesquisados pelo Depecon. Apenas o setor de máquinas, aparelhos e matérias elétricos teve estabilidade (com 37 contratações, variação mensal de 0,04%).

O maior número de demissões, em valores absolutos, foi no setor de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com 3.888 vagas a menos. Em produtos alimentícios, a perda foi de 1.995 vagas, e em confecção de artigos do vestuário e acessórios, 1.388. São setores, lembrou Francini, que tradicionalmente contratam trabalhadores temporários.

Na variação acumulada do ano, a maior queda ocorreu no setor de máquinas e equipamentos, com perda de 13,35% das vagas, seguido por produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (12,9% a menos) e móveis, com -12,62%

O percentual de queda na Grande São Paulo (0,75%) em novembro foi semelhante ao do Estado como um todo (0,8%). No interior, a redução foi de 0,83%.
>> Ouça boletim sobre a Pesquisa de Nível de Emprego

Das 36 regiões pesquisadas, 30 tiveram queda, 3 se mantiveram estáveis, e 3 apresentaram crescimento. Jacareí (-4,17%), Rio Claro (-2,52%) e Osasco (-2,27%) apresentaram as maiores baixas. Entre as que contrataram, a maior alta foi em São Caetano do Sul (0,77%), graças a novas vagas na indústria de móveis. Sertãozinho (0,61%) deve as contratações a produtos de metal e máquinas e equipamentos. Em Indaiatuba (0,11%), as vagas surgiram em máquinas e materiais elétricos.

Indústria de SP demite 30,5 mil em julho e deve encerrar 2015 com 200 mil empregos a menos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O setor manufatureiro paulista fechou 30,5 mil postos de trabalho em julho, o equivalente a uma queda de 1,07% em relação ao quadro de funcionários em junho, na leitura com ajuste sazonal. Este é o pior julho desde 2006, início da Pesquisa de Nível de Emprego da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

“É trágico. O final do ano talvez nos entregue 200 mil empregos a menos que no ano passado”, estima Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, responsável pelo levantamento.

De acordo com o diretor, “se somarmos os empregos perdidos em 2014 e 2015, são 10 estádios da Copa lotados”. Em 2014, a indústria paulista registrou o fechamento de 130 mil postos de trabalho.

Segundo a pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (13/8), de janeiro e julho deste ano a indústria já demitiu 92,5 mil funcionários, o pior resultado para o período na série histórica do levantamento, iniciado em 2006. E se comparado com julho de 2014, são 205,5 mil vagas a menos no setor, também o pior patamar da história.

Francini avalia que tanto a crise econômica quando a crise política são influências de igual peso na situação de emprego na indústria.

“É difícil dividir se é uma crise política ou econômica, é a junção de tudo que faz estarmos nessa situação gravíssima”, diz. “E alguns perguntam: Por que o empresário não pega o seu espírito animal e parte para investir? Mas como ele vai fazer isso se não tem uma visão de futuro? Numa situação de perda constante da economia, é muito difícil criar um ambiente de esperança”.

Setores

A indústria de açúcar e álcool foi responsável por 2.718 demissões em julho, enquanto o restante do setor de transformação fechou 27.782 postos de trabalho.

Dos 22 setores avaliados pela pesquisa do Depecon, 17 registraram baixa em seu quadro de funcionários, três registraram contratações e dois ficaram estáveis.

A indústria de veículos automotores demitiu 6.661 funcionários em julho, enquanto o setor de produtos de borracha e de material plástico fechou 3.970 vagas. E o segmento de produtos têxteis registrou 2.389 demissões.

O setor que mais contratou no mês passado foi o de produtos diversos, que criou 172 vagas no Estado.

No acumulado do ano, a indústria automotiva é que registra maiores perdas, com uma variação negativa de 9,4%.

Regiões

O Depecon sonda o emprego em 36 regiões paulistas. Em julho, 31 anotaram demissões, três contrataram e duas se mantiveram estáveis.

A região de São Bernardo foi destaque entre as perdas de emprego, com variação negativa de 3,48%, influenciada por baixas nas indústrias de veículos automotores e autopeças (6,85%) e de borracha e plástico (-3,18%).

São Caetano também amargou perdas em julho, de 3,02% em meio a demissões também nos setores de veículos automotores e autopeças (- 5,82%) e de borracha e plástico (-1,74%). E São João da Boa Vista registrou queda de 2,63%, pressionado pelos segmentos de produtos alimentícios (-3,50%) e máquinas e equipamentos (-4,83%).

Já entre os ganhos, destaque para a região de Osasco, com alta de 0,19%, influenciada por algumas contratações das indústrias de impressão e reprodução (6,37%) e produtos alimentícios (1,90%). Jacareí também registrou contratações. A região anotou crescimento de 0,17% no mercado de trabalho, motivado pelos setores de produtos de metal (3,36%) e de papel e celulose (1,55%). Matão subiu 0,12% em julho, impulsionado pelo segmento de produtos alimentícios (0,99%).

>>Ouça boletim sobre o emprego em SP

Indústria de SP demite mais de 50 mil de janeiro a outubro de 2014

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O setor manufatureiro de São Paulo demitiu 51 mil funcionários de janeiro a outubro deste ano, o pior resultado desde 2006, ano em que a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) apresentaram sua primeira pesquisa sobre o mercado de trabalho do segmento.

Na avaliação do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, o emprego na indústria deve encerrar 2014 com um saldo negativo de mais de 100 mil vagas.

“Eu diria que, ao concluir o ano, teremos eventualmente o pior ano da série [histórica]. A nossa previsão, tida como alarmista, encaminha-se para esse resultado”, afirma Francini.

A pesquisa havia registrado uma demissão tão expressiva somente no ano de 2009, auge da crise financeira internacional, quando a indústria demitiu ao menos 26 mil funcionários em São Paulo.

Em outubro deste ano, a indústria paulista fechou 12.500 vagas, o equivalente a uma queda de 0,37% do quadro de funcionários em comparação com setembro, na leitura com ajuste sazonal.

“Setembro é, tradicionalmente, o melhor mês de emprego da indústria e normalmente em outubro já cai, comparativamente a setembro”, explica Francini, acrescentando que justamente por isso a expectativa não era positiva. Em setembro, a indústria demitiu seis mil funcionários.

As demissões no setor de açúcar e álcool também influenciaram a queda do índice para o mês. Em outubro, o segmento foi responsável por 4.054 do total de vagas fechadas, enquanto o restante da indústria demitiu 8.446 no mês.

De janeiro a outubro deste ano, a indústria sucroalcooleira criou 8.407 vagas, com uma participação total de 7,7% no total de empregos. Essa participação foi de 14% durante o mesmo período em 2013, de 26,2% em 2012 e chegou a 40,3% em 2009, ano da crise.

“Açúcar e álcool vêm, na verdade, influenciando nos últimos anos por ser [um setor] cada vez menos gerador de empregos. A mecanização [da colheita] acabou reduzindo, como já era esperado, uma porção de postos de trabalho ligados ao setor”, diz Francini. “Adicionalmente há uma crise no setor influenciada por preços e uma crise no ano em que a produção foi baixa por conta da pluviometria no estado de São Paulo”, completa o diretor.

Setores e regiões

Dos 22 setores avaliados pela pesquisa da Fiesp e do Ciesp, 14 demitiram, seis contrataram e dois mantiveram seu quadro de funcionários. A quantidade de setores negativos também é a mais expressiva da série histórica do levantamento.

A indústria de produtos alimentícios fechou 5.205 postos de trabalho, enquanto o setor de máquinas e equipamentos demitiu 1.680 funcionários.

No campo das contratações, o segmento de confecção de artigos de vestuário e acessórios se destacou a criar 414 vagas.

A pesquisa apura o emprego industrial em 36 regiões de São Paulo, e 29 computaram baixa no mercado de trabalho do setor, cinco informaram contratações e duas ficaram estáveis.

Entre os resultados positivos, destaque para São Carlos, cujo mercado trabalho da indústria cresceu 1,67%, impulsionado pelas indústrias de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (9,38%) e de produtos de borracha e plástico (16,39%). O emprego em São Bernardo do Campo também subiu, 0,74%, em meio a contratações nos segmentos de veículos automotores e autopeças (1,49%) e de produtos alimentícios (1,03%).

A região de Santos também registrou alta, a 0,58%, estimulada pelo crescimento do emprego nos setores de confecção e artigos de vestuário e acessórios (5,29%) e produtos de minerais não metálicos (1,65%).

Rio Claro se destacou entre as perdas com queda de 2,54%, influenciada por demissões nas indústrias de produtos alimentícios (-10,33%) e de máquinas e equipamentos (-4,50%). Sertãozinho também anotou forte queda, de 2,23%, em meio a reduções nos segmentos de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (-3,49%) e, também, de produtos alimentícios (-0,89%).

A região de São João da Vista computou baixa de 1,98% no emprego, abatida pelo setor de produtos de borracha e de material plástico (-11,76%) e pela indústria de máquinas e equipamentos (-2,57%).

‘Agora é hora de olhar para a economia’, afirma Benjamin Steinbruch

Agência Indusnet Fiesp

No artigo “Enquanto a bola rolava”, publicado no jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (15/07), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, faz vários alertas à opinião pública, após o término da Copa do Mundo da Fifa.

Um deles é que “a bola parou e é hora de encarar uma realidade nada agradável, a de que o país caminha para uma recessão”.

Segundo Steinbruch, enquanto todos os olhos estavam voltados para os jogos do campeonato mundial, vários indicadores confirmaram o esfriamento da atividade em vários setores, inclusive no comércio, que deveria ser beneficiado pelo movimento de compras da Copa. Ele destacou as quedas sucessivas na produção industrial, sentidas nos últimos meses, que provocam reflexos claros no nível de emprego.

Outro fato alarmante, na opinião do presidente da Fiesp, é a ideia conservadora de que a solução única é o corte de gastos públicos, sejam eles correntes ou de investimentos, e de uma rigorosa política monetária. Benjamin também aponta como “aberração” as elevadas taxas de juros adotadas no Brasil (11%), enquanto, a Europa e nos EUA tais taxas estão próximas a zero.

Na opinião de Steinbruch, os olhos devem se voltar rapidamente à economia do país e às eleições e sugere que, em pleno período de campanha eleitoral, será útil aprofundar a discussão em relação a pontos cruciais da condução econômica, como juros, câmbio, crédito, política fiscal e de desenvolvimento, incentivo ao capital nacional e à inovação tecnológica. Em conclusão, ele afirma: “Não bastam discursos teóricos, que muitas vezes expõem uma clara contradição com outras posições conservadoras de assessores e apoiadores. E há providências que nem podem esperar as eleições”.

Para ler o artigo na íntegra, acesse o site do jornal Folha de S.Paulo (sujeito a paywall).

 

 

Indústria fecha 4,5 mil vagas de trabalho em junho; Fiesp revisa para baixo estimativa para 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A indústria paulista encerrou o mês de junho com 4,5 mil empregos a menos em comparação com o quadro de funcionários verificado em maio, mostrou a Pesquisa Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Segundo as entidades, o setor manufatureiro paulista deve encerrar 2013 com 20 mil empregos gerados. O prognóstico ficou abaixo da expectativa anterior da Fiesp e do Ciesp, que estimavam a criação de 30 mil vagas no ano.

“Não é um mês de junho bom e acho que vai ao tom do desempenho da própria economia brasileira desse ano”, afirmou Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp. “Estamos fazendo uma revisão das nossas projeções e a atividade da indústria de transformação vai para um valor mais próximo de 1%”, acrescentou. A Fiesp está revisando também seu prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, com viés de baixa.

Apesar dos estímulos à atividade industrial dados pelo governo desde o ano passado, a indústria ainda não mostra vigor em sua trajetória de recuperação, uma vez que a retomada de crescimento deve acontecer com o tempo. Nem mesmo a correção da taxa de câmbio, uma demanda do setor manufatureiro, conseguiu dar fôlego à produção. Segundo Francini, a correção cambial é positiva para o desempenho da indústria, mas no médio prazo.

“A taxa de câmbio possui dois componentes: um que direciona para a geração de inflação e outro que melhora a atividade da indústria; porém, não ocorrem ao mesmo tempo”, afirmou o diretor.

Ele explicou que o efeito adverso da desvalorização cambial sobre a inflação acontece antes do efeito benéfico. “Como estamos em uma situação delicada de inflação, com uma taxa quase superior a meta, há um pouco de preocupação”, completou.

Para Francini, o patamar atual do dólar perto de R$2,20 é “de qualquer maneira uma melhora para indústria”.

Emprego em Junho
A Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo apontou uma queda de 0,23% em junho, considerados os efeitos sazonais, o equivalente a 4,5 demissões no mês.

De janeiro a junho deste ano foram gerados pela indústria paulista 59,5 mil empregos, com uma variação positiva de 2,31%. Mas a pesquisa revelou que nos últimos 12 meses foram fechados 28 mil postos de trabalho, o equivalente a uma queda de 1,05% no mês passado em relação a junho de 2012.

De acordo com Francini, a indústria de transformação não terá condições de recuperar a perda registrada em 2012, a demissão de pouco mais de 50 mil empregados.

Do total de demissões no mês, a indústria de açúcar e álcool foi responsável pelo fechamento de 2.670 vagas, enquanto os outros setores da indústria de transformação demitiram 1.830 trabalhadores em junho.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 28.077 vagas, número que deve zerar ao final do ano com o término da colheita da safra 2013/2014. Já os outros segmentos do setor manufatureiro criaram 31.423 novos empregos desde janeiro até o mês passado.

Setores e regiões
Das atividades analisadas no levantamento, 12 computaram queda, oito fecharam o mês em alta e duas ficaram estáveis. O emprego no setor de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a maior queda do mês com 1,6%, o que representa a demissão de 790 empregados. Outro desempenho negativo foi o da indústria de Impressão e Reprodução de Gravações, que encerrou o mês com perdas de 1,5% ao fechar 676 vagas em junho.

O emprego nos setores de Produtos Diversos e de Outros Equipamentos de Transporte apurou ganhos no mês de 2,3% e 1,3% respectivamente. O segmento de Produtos Diversos contratou 1.490 empregados, enquanto a indústria de Outros Equipamentos de Transporte abriu 390 postos de trabalho.

A pesquisa da Fiesp e do Ciesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 19 apresentaram quadro negativo, 13 ficaram positivas e quatro regiões encerraram o mês estáveis.

Santos foi a cidade que apresentou a maior alta, com taxa de 2,20% em junho, impulsionada por Produtos Alimentícios (4,37%) e Confecção de Artigos do Vestuário (3%). A região de Santo André registrou ganho de 1,23% sob influência positiva dos setores de Produtos Diversos (26,52%) e Confecção de Artigos do Vestuário (5,26%).

O índice de emprego em Jacareí subiu 0,63%, influenciado por Produtos de Borracha e Material Plástico (4,28%) e Produtos de Minerais Não Metálicos (0,57%).

Entre as cidades com desempenho negativo, Araraquara computou a queda mais expressiva do mês com 2,06%, abatida pelas perdas em Produtos Têxteis (-6,48%) e Produtos de Borracha e Plástico (-2,15%). São Carlos fechou o mês com baixa de 1,79%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Produtos Alimentícios (-8,31%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-5,13%). O emprego em Matão caiu 1,44%, com fortes perdas em Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-6,81%) e Produtos Alimentícios (-3,92%).

Indústria paulista cria 10 mil empregos em janeiro, mas sinais de recuperação ainda não são claros

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp

A indústria paulista criou 10 mil postos de trabalho em janeiro na comparação com o quadro de funcionários verificado em dezembro, mostrou pesquisa da Fiesp nesta terça-feira (19/02). O destaque do mês foi a contratação de ao menos dois mil empregados pelo setor de Máquinas e Equipamentos. Os números são positivos, mas ainda não mostram com clareza que a esperada recuperação do parque produtivo brasileiro vai acontecer este ano.

A avaliação foi feita pelo diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, durante apresentação do Nível de Emprego do Estado de São Paulo, levantamento divulgado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em coletiva de imprensa.

“Não nos dá nenhum sinal de euforia nem de pânico. Se comparamos o crescimento de janeiro 2013 com outros janeiros, vemos que ele está abaixo daquilo que tem sido nos anos anteriores, portanto, não dá pra afirmar que tenha sido um mês incentivador de uma recuperação que nós esperamos”, explicou Francini.

No acumulado de 2013, considerando ainda apenas o mês janeiro, a indústria paulista gerou 10 mil empregos, com uma variação positiva de 0,38%, mas demitiu 46 mil funcionários nos últimos 12 meses, o equivalente a uma queda de 1,75% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Do total de contratações ocorridas em janeiro, a indústria foi responsável pela criação de 11.835 vagas. Mas o setor de açúcar e álcool abateu o quadro ao eliminar 1.835 vagas, o equivalente a uma queda de 0,07% em comparação com dezembro.

“Tivemos um ano de 2012 um pouco anormal para o setor de açúcar e álcool, já que [a safra] prolongou-se além do tempo que normalmente ocorre e isso fez com que parte dela terminasse de ser colhida ainda no mês de janeiro”, esclareceu Francini. “Então, houve uma queda em função disso, mas ela é sazonal”, completou.

Sinal

O diretor da Fiesp afirmou que os 2.080 empregos criados pelo setor de Máquinas e Equipamentos em janeiro podem ser considerados como um “bom sinal”. Mas ponderou que vale aguardar comportamento do mercado de trabalho da indústria nos próximos meses para confirmar se o setor começa a “se mover de maneira positiva”.

“No final do ano passado, o BNDES já havia informado um aumento do número de consultas para aquisição de máquinas e equipamentos e isso pode ser um sinal de que aqueles comentários feitos na época estejam se fortificando como maior atividade do setor”, disse Francini sobre as contratações do segmento e janeiro. “Vamos aguardar o que o futuro nos reserva.”

A Fiesp estima que o emprego industrial deve encerrar o ano de 2013 com crescimento de 2% com relação a 2011. O prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) é de uma expansão de 3% este ano.

“O ano de 2012 foi tão terrível. Perdemos quase 60 mil empregos da indústria de transformação de São Paulo. Repetir 2012 seria uma tragédia. Nós não queremos e não esperamos que aconteça isso”, concluiu Francini.

Setores e regiões

Dos setores cuja situação de emprego foi analisada no levantamento, 14 apresentaram efeitos positivos, três fecharam o mês em queda e cinco ficaram estáveis. O emprego no setor de Couros e Fabricação de Artigos de Couro, Viagem e Calçados registrou o crescimento mais expressivo com 3,2% em janeiro versus dezembro, seguido pelo bom desempenho da indústria de Produtos Têxteis, com 1,2%.

Já o emprego no segmento de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a queda mais significativa com 5,8% em janeiro contra dezembro. A indústria de Bebidas também encerrou o mês em baixa, com variação negativa de 0,6%.

A pesquisa da Fiesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 23 apresentaram quadro positivo, oito ficaram negativas e cinco regiões encerraram o mês estáveis.

Sertãozinho foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 2,76% em janeiro, impulsionada por Produtos Alimentícios (2,53%) e Máquinas e Equipamentos (7,08%). A região de Franca registrou ganho de 2,49%, sob influência positiva dos setores de Artefatos de Couro e Calçados (4,66%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (2,80%). Enquanto Araçatuba subiu 2,31%, influenciada por Celulose, Papel e Produtos de Papel (4,87%) e Artefatos de Couro e Calçados (3,36%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para São João da Boa Vista, que computou a queda mais expressiva do mês com 1,28%, abatida pelas perdas em Produtos Alimentícios (-8,52%) e Confecções de Artigos do Vestuário (-3,70%). Presidente Prudente fechou o mês com baixa de 0,91%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Produtos Minerais Não Metálicos (-8%) e Produtos Alimentícios (-0,76%). O emprego em São José do Rio Preto caiu 0,70%, com perdas mais expressivas em Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-11,99%) e Confecção de Artigos do Vestuário (-2,49%).

Retrospectiva 2012 – Fiesp lidera ações para vencer desafios do emprego na indústria brasileira

Agência Indusnet Fiesp

Ao longo do ano de 2012, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acompanhou mês a mês os números de ocupação na indústria paulista por meio da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada pelo Departamento de Economia da entidade (Depecon).

Paulo Francini divulga a Pesquisa do Nível de Emprego na indústria. Foto: Julia Moraes

Na pesquisa mais recente, em novembro, o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecom) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Francini, fez uma estimativa de 60 mil vagas de trabalho a menos no ano de 2012. No entanto, ele avaliou que a desaceleração da queda no emprego em novembro “pode ser o princípio de um sinal positivo” para a indústria em 2013.

Preocupada com a competitividade e o crescimento do país, se engajou em debates e ações em busca de soluções para aumentar a competitividade brasileira e assim garantir mais empregos, diminuindo a enorme lacuna de profissionais qualificados.

 

Busca de soluções

Em fevereiro, o presidente da Fiesp encontrou-se com líderes dos trabalhadores para discutir recuperação da indústria.

 

Paulo Skaf e líderes de centrais sindicais. Foto: Junior Ruiz

 

Esses diálogos culminaram em um movimento de empresários e trabalhadores pela competitividade brasileira e manutenção do emprego.

Equipes de reportagem cobriram o Grito de Alerta na Assembleia Legislativa de SP

 

Manifesto Grito de Alerta em Defesa da Produção e Emprego movimentou trabalhadores e empresários em cinco capitais brasileiras e foi destaque na imprensa.

Cassius Marcellus Zomignani e Sydney Sanchez em reunião do Dejur. Foto: Everton Amaro

Os obstáculos à geração de emprego foram alvo de vários debates na Fiesp ao longo do ano. No mês de abril, o Conselho Superior Jurídico (Conjur) da Fiesp reuniu especialistas para discutir a oneração da folha de pagamento .

Em setembro, o Ministério da Fazenda divulgou lista com 25 setores que entraram para a lista de desoneração da folha de pagamento. Entre eles, 20 eram de segmento industrial. O presidente da Fiesp, em nota oficial,  elogiou a iniciativa, mas enfatizou a importância de desonerar também os itens da cesta básica dos trabalhadores.

No mesmo mês, a senadora Marta Suplicy veio à Fiesp apresentar aos empresários suas propostas para mudança do FGTS. O anteprojeto defende extinção da multa de 10% devida pelo empregador ao FGTS, em caso de demissão sem justa causa.

Senadora Marta Suplicy é recebido por Paulo Skaf e Guilherme Sabino Ometto. Foto: Junior Ruiz

 

 

A proposta da senadora Marta Suplicy também foi avaliada em reunião do Departamento Sindical (Desin) da Fiesp. O especialista Cassius Zomignani, diretor do Desin, avaliou que há necessidade de adequação da base de cálculo do FGTS, para afastar a insegurança jurídica que as empresas enfrentam.

Debates

Ao longo do ano, a Fiesp se engajou em debates e ações para vencer esses desafios. A visão empresarial sobre investimento em Capital Humano esteve presente nas pautas de grandes eventos promovidos pela entidade, como o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria e o Forum do Capital Humano .

A gestão de recursos humanos foi destaque no Congresso da Micro e Pequena Indústria. Foto: Everton Amaro

 

 

No Fórum Capital Humano, o Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto, afirmou que a expectativa é de aquecimento dos empregos.

Fórum Capital Humano debateu os instrumentos para capacitação competitiva dos trabalhadores. Foto: Everton Amaro

No mesmo evento, levantamento do Sebrae-SP demonstrou que a queda de emprego foi sentida ainda mais nas micro e pequenas indústrias.

A perspectiva de redução do desemprego foi apontada no seminário A Indústria Frente à Necessidade e Conhecer seu Mercado, na Fiesp, como item essencial para manter o varejo aquecido e a economia brasileira em crescimento.

Fiesp e Ciesp divulgam nesta quinta, 13/12, índice de nível de emprego de novembro

Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, divulga nesta quinta-feira (13/12) o Índice de Nível de Emprego da Indústria de São Paulo, referente ao mês de novembro.

O anúncio será feito durante coletiva de imprensa a partir das  às 11h, na sede das entidades.

Serviço:

Divulgação do Índice de Nível de Emprego da Indústria Paulista de Transformação – Estado e Regiões
Local: Auditório 10º andar – Av. Paulista, 1313
Data: 13/12 (quinta-feira)
Horário: 11h