Indústria deve encerrar 2013 com a criação de até 15 mil empregos, mas não recupera perdas do ano de 2012

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544669178

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon). Foto: Julia Moraes/Fiesp

A indústria paulista encerrou o mês de julho com 5,5 mil empregos a menos em comparação com o quadro de funcionários em junho, o equivalente a uma variação negativa de 0,36% na comparação com junho, com ajuste sazonal.  Este é o pior desempenho para o mês da série histórica da pesquisa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O resultado foi mais pressionado por um fato isolado do que pela conjuntura econômica, explicou o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini.

No mês passado, uma indústria do setor de couro e calçados da cidade de Franca foi encerrada por ordem judicial. Cerca de mil funcionários foram demitidos.

“É um fator episódico, e não daria destaque a isso dentro de uma conjuntura econômica. Se não fosse por isso, os 0,36% negativo não ganharia essa medalha de pior julho de todos os anos”, afirmou Francini, diretor do Depecon.

Segundo o levantamento, o emprego na indústria de Franca com queda de 5,89%, foi pressionado pelo segmento de Artefatos de Couro e Calçado, que anotou baixa de 10,86% em seu quadro de funcionários.

Francini manteve a previsão de ganho de 10 a 15 mil empregos para a indústria ao final de 2013. “Recuperar é bom, mas para quem perdeu 53 mil vagas o ano passado, isso não dá tanta alegria”, ponderou.

A Fiesp e o Ciesp projetam um crescimento de 0,4% do emprego industrial em 2013, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) deve encerrar o ano com crescimento de 1,9%, antes a entidade previa uma expansão de 2,5%, e a atividade industrial deve chegar ao final de 2013 com variação positiva de 3,2%.

Câmbio

Francini avaliou que a valorização do dólar ante o real é favorável para a indústria, mas os resultados positivos disso só serão percebidos em 2014.

“Devemos retomar certa competitividade em função da taxa de câmbio que nos abre uma perspectiva para 2014, mas necessitamos de tempo para que isso se estabeleça melhor, do que 2013”, afirmou o diretor.

Para ele, o câmbio de R$2,30 a R$2,40 deve se firmar como o patamar mais adequado para a competitividade da indústria brasileira, mas para promover os esperados efeitos positivos é necessário que essa taxa “seja crível como sendo algo que veio para ficar”, explicou.

 Pesquisa

De janeiro a julho deste ano foi gerado pela indústria paulista 53,5 mil empregos, com variação positiva de 2,08%. Mas a pesquisa também revelou que nos últimos 12 meses foram fechados 34,5 mil postos de trabalho, o equivalente a uma queda de 1,29% no mês passado em relação a julho de 2012.


Do total de demissões no mês passado, a indústria de açúcar e álcool foi responsável pelo fechamento de 2.403 vagas, enquanto os setores da indústria de transformação demitiram 3.097 trabalhadores.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 30.096 vagas. Já os outros segmentos do setor manufatureiro criaram 23.404 novos empregos desde janeiro até o mês passado. Segundo Francini, o setor deve devolver até o final os 30 mil empregos gerados para temporada de colheita da cana-de-açúcar, enquanto a indústria devolverá cerca de 10 mil vagas em 2013, o que chegaria a saldo de 10 a 15 mil postos de trabalho criados neste ano.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, 11 computaram queda, 10 fecharam o mês em alta e uma ficou estável. O emprego no setor de Artefatos de Couro, Calçados e Artigos para Viagem registrou a maior queda do mês com 3,8%, o que representa a demissão de 2.913 empregados. Outro desempenho negativo foi o da indústria de Produtos Minerais Não-Metálicos, que encerrou o mês com perdas de 0,9% ao fechar 1.003 vagas em junho.

Indústria fecha 4,5 mil vagas de trabalho em junho; Fiesp revisa para baixo estimativa para 2013

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544669178

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A indústria paulista encerrou o mês de junho com 4,5 mil empregos a menos em comparação com o quadro de funcionários verificado em maio, mostrou a Pesquisa Nível de Emprego do Estado de São Paulo, divulgada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Segundo as entidades, o setor manufatureiro paulista deve encerrar 2013 com 20 mil empregos gerados. O prognóstico ficou abaixo da expectativa anterior da Fiesp e do Ciesp, que estimavam a criação de 30 mil vagas no ano.

“Não é um mês de junho bom e acho que vai ao tom do desempenho da própria economia brasileira desse ano”, afirmou Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp. “Estamos fazendo uma revisão das nossas projeções e a atividade da indústria de transformação vai para um valor mais próximo de 1%”, acrescentou. A Fiesp está revisando também seu prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, com viés de baixa.

Apesar dos estímulos à atividade industrial dados pelo governo desde o ano passado, a indústria ainda não mostra vigor em sua trajetória de recuperação, uma vez que a retomada de crescimento deve acontecer com o tempo. Nem mesmo a correção da taxa de câmbio, uma demanda do setor manufatureiro, conseguiu dar fôlego à produção. Segundo Francini, a correção cambial é positiva para o desempenho da indústria, mas no médio prazo.

“A taxa de câmbio possui dois componentes: um que direciona para a geração de inflação e outro que melhora a atividade da indústria; porém, não ocorrem ao mesmo tempo”, afirmou o diretor.

Ele explicou que o efeito adverso da desvalorização cambial sobre a inflação acontece antes do efeito benéfico. “Como estamos em uma situação delicada de inflação, com uma taxa quase superior a meta, há um pouco de preocupação”, completou.

Para Francini, o patamar atual do dólar perto de R$2,20 é “de qualquer maneira uma melhora para indústria”.

Emprego em Junho
A Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo apontou uma queda de 0,23% em junho, considerados os efeitos sazonais, o equivalente a 4,5 demissões no mês.

De janeiro a junho deste ano foram gerados pela indústria paulista 59,5 mil empregos, com uma variação positiva de 2,31%. Mas a pesquisa revelou que nos últimos 12 meses foram fechados 28 mil postos de trabalho, o equivalente a uma queda de 1,05% no mês passado em relação a junho de 2012.

De acordo com Francini, a indústria de transformação não terá condições de recuperar a perda registrada em 2012, a demissão de pouco mais de 50 mil empregados.

Do total de demissões no mês, a indústria de açúcar e álcool foi responsável pelo fechamento de 2.670 vagas, enquanto os outros setores da indústria de transformação demitiram 1.830 trabalhadores em junho.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 28.077 vagas, número que deve zerar ao final do ano com o término da colheita da safra 2013/2014. Já os outros segmentos do setor manufatureiro criaram 31.423 novos empregos desde janeiro até o mês passado.

Setores e regiões
Das atividades analisadas no levantamento, 12 computaram queda, oito fecharam o mês em alta e duas ficaram estáveis. O emprego no setor de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a maior queda do mês com 1,6%, o que representa a demissão de 790 empregados. Outro desempenho negativo foi o da indústria de Impressão e Reprodução de Gravações, que encerrou o mês com perdas de 1,5% ao fechar 676 vagas em junho.

O emprego nos setores de Produtos Diversos e de Outros Equipamentos de Transporte apurou ganhos no mês de 2,3% e 1,3% respectivamente. O segmento de Produtos Diversos contratou 1.490 empregados, enquanto a indústria de Outros Equipamentos de Transporte abriu 390 postos de trabalho.

A pesquisa da Fiesp e do Ciesp mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 19 apresentaram quadro negativo, 13 ficaram positivas e quatro regiões encerraram o mês estáveis.

Santos foi a cidade que apresentou a maior alta, com taxa de 2,20% em junho, impulsionada por Produtos Alimentícios (4,37%) e Confecção de Artigos do Vestuário (3%). A região de Santo André registrou ganho de 1,23% sob influência positiva dos setores de Produtos Diversos (26,52%) e Confecção de Artigos do Vestuário (5,26%).

O índice de emprego em Jacareí subiu 0,63%, influenciado por Produtos de Borracha e Material Plástico (4,28%) e Produtos de Minerais Não Metálicos (0,57%).

Entre as cidades com desempenho negativo, Araraquara computou a queda mais expressiva do mês com 2,06%, abatida pelas perdas em Produtos Têxteis (-6,48%) e Produtos de Borracha e Plástico (-2,15%). São Carlos fechou o mês com baixa de 1,79%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Produtos Alimentícios (-8,31%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-5,13%). O emprego em Matão caiu 1,44%, com fortes perdas em Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-6,81%) e Produtos Alimentícios (-3,92%).

Em mês ‘morno’, indústria paulista cria 13 mil empregos em março

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544669178

Diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O quadro de funcionários da indústria paulista aumentou em 13 mil vagas em março na comparação com fevereiro, revela a pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada nesta terça-feira (16/04) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Apesar das contratações, o levantamento indicou um mês “morno” para o setor manufatureiro, enquanto as perspectivas da Fiesp e do Ciesp para 2013 ainda são de uma recuperação modesta.

“Não chega a ser uma apresentação empolgante quanto aos números porque não representa nem uma melhoria sensível nem uma perda sensível”, afirma Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades. “Eu diria que o mês foi bastante morno quanto à questão de geração de emprego.”

A pesquisa da Fiesp e do Ciesp aponta uma variação negativa para o emprego na indústria se considerado o período dos últimos 12 meses. No período foram fechados 24,5 mil postos de trabalho, ou seja, um recuo de 0,93%.  No acumulado do ano foram gerados pela indústria paulista 33,5 mil empregos, com uma variação positiva de 1,29%.

Na leitura com ajuste sazonal, o nível de emprego na indústria caiu 0,11% em março versus fevereiro. “O que faz o dado dessazonalizado virar negativo é o setor de açúcar e álcool”, avalia Francini.

De acordo com Francini, o excesso de chuvas no final do segundo semestre de 2012, que atrasou o início da colheita da safra 2012/2013 de cana-de-açúcar, afetou as contratações de trabalhadores em 2013.  No ano passado, as usinas moeram cana até dezembro, quando o normal é a colheita terminar entre outubro e novembro.

“O que as empresas geralmente fazem num término normal de colheita é demitir todo o pessoal do campo para recontratar em fevereiro e março. Como prolongou, as usinas acharam que não havia necessidade de demitir para contratar, então permaneceram com seus funcionários no campo e diminuíram as contratações esse ano”, afirma o diretor do Depecon.

Do total de vagas criadas em março, 10.196 foram geradas pelo setor de açúcar e álcool, o equivalente a uma taxa positiva de 0,39% para o mês na comparação com fevereiro, já 2.804 foram criadas pela indústria de transformação.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 14.618 vagas enquanto os outros segmentos da produção brasileira abriram 18.882 novos postos de trabalho.

Recuperação
Na análise do diretor da Fiesp e do Ciesp, a indústria deve se recuperar este ano, mas de forma moderada e em pequena dimensão.  “Uma ligeira melhora, porém não entusiasmante, e que, talvez, ao final do ano, remova pelo menos parte das perdas.”

A Federação e o Centro mantêm a projeção de crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, expansão de 2,9% do PIB da Indústria este ano e aumento de 1,6% do emprego industrial em São Paulo.

Setores e regiões
Das atividades analisadas no levantamento de março, 11 apresentaram efeitos positivos, oito fecharam o mês em queda e três ficaram estáveis. O emprego no setor de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a maior alta com 5,7% em relação a fevereiro, seguido pelo desempenho positivo na indústria de Produtos Alimentícios, que encerrou o mês com ganhos de 2,5%.

Já os segmentos de Produtos de Madeira e Metalurgia apuraram perdas no mês de 0,8%. A pesquisa da Fiesp mostra ainda que das 36 regiões analisadas, 23 apresentaram quadro positivo, onze ficaram negativas e duas regiões encerraram o mês estáveis.

Araçatuba é a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 3,80% em março, impulsionada por Produtos Alimentícios (10,01%) e Confecção de Artigos do Vestuário (5,73%). A região de Sertãozinho registrou ganho de 3,68% sob influência positiva dos setores de Coque, Petróleo e Biocombustível (13,75%) e Produtos Alimentícios (10,13%). Enquanto São João da Boa Vista subiu 2%, influenciado por Produtos Alimentícios (6,03%) e Máquinas e Equipamentos (2,16%).

Entre as cidades com desempenho negativo, São José doso Campos liderou as perdas com -2%, abatida pelo desempenho ruim no setor de Veículos Automotores e Autopeças (-6,66%) e Máquinas e Equipamentos (-1,80%). Matão fechou o mês com baixa de 1,36%, pressionado por quedas em Produtos Alimentícios (-4,25%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2,45%). O emprego em São Bernardo do Campo caiu 0,52%, com perdas mais expressivas em Produtos de Borracha e Material Plástico (-1,71%) e Máquinas e Equipamentos (-1,05%).

Indústria paulista deve fechar 65 mil vagas de emprego em 2012

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544669178

Paulo Francini, diretor do Depecon/Fiesp, durante coletiva de divulgação do índice de emprego. Foto: Mauren Ercolani

A indústria de transformação do Estado de São Paulo deve encerrar o ano com 65 mil empregos a menos. Essa é a projeção de Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). De acordo com a pesquisa divulgada pelas entidades nesta terça-feira (13/11), a indústria paulista fechou 3.500 postos de trabalho em outubro na comparação com o quadro de funcionários verificado em setembro.

Apesar dos resultados negativos verificados na indústria ao longo do ano, Francini projeta um cenário mais otimista para 2013. A Fiesp/Ciesp manteve projeção de queda de 2,4% para a atividade da indústria em 2012, mas prevê um crescimento de 2,8% no desempenho industrial no próximo ano.

“Teremos um carregamento estatístico muito positivo para 2013. Um crescimento trimestral da ordem de 0,8 ponto percentual haverá de nos levar a uma expansão do Produto Interno Bruto de 3,5% para o próximo ano”, afirmou o diretor.

O índice de emprego da Fiesp/Ciesp também deve mostrar recuperação no mercado de trabalho da indústria no próximo ano, mas os ganhos não devem compensar as perdas de 2012, alerta Francini. Segundo ele, o emprego industrial deve fechar o ano em baixa de 2,3 pontos percentuais e apresentar alta de 1,8 ponto percentual em 2013, o que significa uma recuperação de aproximadamente 50 mil postos de trabalho.

Segundo a pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, a variação do emprego ficou negativa em 0,05% no mês com ajuste sazonal.

No acumulado do ano, a indústria paulista gerou 21,5 mil novos postos de trabalho, com uma variação positiva de 0,81%. O estudo aponta, no entanto, que esta é a menor taxa de criação de vagas desde 2006, início da pesquisa, com exceção da crise de 2009, quando o índice apurou perdas de 1,10% no acumulado daquele ano. Nos últimos 12 meses foram fechadas 62,5 mil vagas, ou seja, um recuo de 2,35% em relação ao mesmo período imediatamente anterior.

Nível de Emprego – Outubro 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Surpresa negativa

Francini avalia que 2012 foi um ano surpreendentemente negativo tanto para indústria quanto para o governo, o qual tem anunciado ao longo do ano medidas de incentivo à produção nacional, como a redução ou isenção do IPI para diversos setores, o corte da taxa básica de juros Selic para o menor patamar da história do Comitê de Política Monetária do Banco Central e a elevação do câmbio a um patamar mais competitivo.

“Acredito que nem o próprio governo esperava que o desempenho fosse tão ruim. Foram dados vários mecanismos e estabelecidas providencias para recuperar a indústria de transformação. Acreditamos que está respondendo, porém em um ímpeto e vigor muito menor do que o desejado e o necessário”, avaliou o diretor.

Açúcar e Álcool

Do total de demissões ocorridas em outubro, o setor de açúcar e álcool contribuiu com o fechamento de 1.302 postos no mês, o equivalente a uma taxa negativa de 0,05% para o mês na comparação com setembro. Segundo Francini, o setor sucroalcooleiro ainda não devolveu as vagas criadas para a temporada de colheita da safra por uma questão climática.

“Um retardamento motivado por chuvas fez com que a colheita se prolongasse e, por causa disso, não houve ainda queda acentuada no mês de outubro dos empregos gerados, mas é esperada para acontecer até o final do ano”.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 41.588 vagas, enquanto os outros segmentos da produção brasileira fecharam 20.088, deixando um saldo de 21,5 mil empregos gerados entre janeiro a outubro deste ano.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, nove apresentaram efeitos negativos, nove fecharam o mês em alta e quatro ficaram estáveis. O emprego no setor de Produtos Diversos registrou a maior queda, com 1,2% em outubro versus setembro, seguido pelo desempenho ruim na indústria de Metalurgia, que encerrou o mês com queda de 1%.

Já os segmentos de Bebidas e Produtos de Borracha e Material Plástico apuraram ganhos no mês de 2% e 0,4%, respectivamente. A pesquisa mostrou ainda que das 36 regiões analisadas, 16 apresentaram quadro negativo, 12 ficaram positivas e oito regiões encerraram o mês estáveis.

Santa Bárbara do Oeste apresentou a maior alta, com taxa de 2,54% em outubro, impulsionada por Produtos Têxteis (5,12%) e Produtos de Borracha e Plástico (3,62%). A região de Franca registrou ganho de 0,94%, sob influência positiva dos setores de Máquinas e Equipamentos (2,64%) e Artefatos de Couro e Calçados (1,40%). Enquanto Botucatu subiu 0,91%, influenciado por Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (3,28%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (1,95%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Araçatuba, que computou a queda mais expressiva do mês, com 1,11%, abatida pelas perdas em Produtos de Madeira (-3,57%) e Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-2,30%). Jacareí fechou o mês com baixa de 0,99%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2,64%) e Produtos Têxteis (-0,84%). O emprego em Cubatão caiu 0,65%, com perdas mais expressivas em Metalurgia (-2,01%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-0,35%).

Confira aqui a íntegra do estudo da Fiesp/Ciesp.