Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista sobe 12,1% em junho

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de transformação paulista cresceu fortemente em junho (12,1%) em relação a maio, na série com ajuste sazonal. O resultado indica que a atividade industrial paulista recompôs as perdas sofridas em maio (-10,8%) por conta da greve dos caminhoneiros. A principal influência dessa recuperação veio da variável total de vendas reais, que subiu 24,7% após ceder 16,6% em maio, seguida por horas trabalhadas na produção (0,9%), Nível de Utilização da Capacidade Instalada (1,2p.p.) e a projeção para a PIM-SP (15,7%). Na série sem ajuste, o indicador também mostrou variação positiva no mês (7,2%), na comparação com junho do ano anterior (4,2%) e no acumulado em 12 meses (5,5%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (31 de julho) pela Fiesp e pelo Ciesp.

Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, esse resultado positivo do INA em junho não indica recuperação da atividade da indústria paulista. “O que se verificou foi uma recuperação das perdas do último mês em razão da greve dos caminhoneiros.  Em relação a projeções futuras, nos preocupam ainda as incertezas constantes. Elas afetam os empresários, que ficam receosos para investir. Sem investimento não temos recuperação do emprego, que é fator determinante para recuperação de renda e melhora da situação da capacidade ociosa das empresas, hoje perto de 30%. Estamos longe de começar uma recuperação.”

Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de móveis, cuja atividade cresceu 15,9% em junho no Estado de São Paulo, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e o Nuci subiram 0,6%, 11,5% e 0,7p.p., respectivamente.

O INA do setor de produtos farmacêuticos avançou 2,0% no mês. As horas trabalhadas na produção, o total de vendas reais e Nuci subiram 0,7%, 2,4% e 0,2 p.p., respectivamente.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

Sensor

A pesquisa Sensor de julho, também produzida pelas entidades, voltou a mostrar força, marcando 53,8 pontos, ante os 50 pontos em junho. A marca mantém o Sensor acima dos 50 pontos pelo 12º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas avançou 9 pontos, para 60,1 pontos em julho. O indicador de estoques subiu 4,8 pontos ante junho (45,9 pontos), marcando 50,7 pontos no mês de julho; de tal forma, indica que os estoques estão próximos do nível desejado.

Para a variável que capta as condições de mercado, o avanço foi de 4,2 pontos, passando de 51,8 pontos em junho para os 56,1 pontos no mês de julho. Acima dos 50,0 pontos indica expectativa de melhora das condições de mercado.

Apenas o indicador de emprego mostrou recuo, passando de 50,6 pontos para 50,2 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês.

Confiança dos construtores volta a subir em junho

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade em relação ao mês anterior do setor de construção paulista voltou a subir em junho, indo de 41,8 pontos para 48,7 pontos na passagem mensal. O resultado, embora interrompa uma sequência de dois meses consecutivos de queda, consolida a quinta leitura do indicador abaixo da linha dos 50,0 pontos. Em relação à pontuação de junho de 2017, quando registrou 43,6 pontos, o indicador apresenta alta.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira (30 de julho). Clique aqui para ter acesso à íntegra da Sondagem da Construção de julho e à série histórica da pesquisa.

O mesmo ocorreu com os indicadores número de empregados e atividade em relação ao usual. Enquanto o primeiro passou de 43,8 pontos para 45,0 pontos, o segundo foi de 31,5 para 35,5 pontos. Os resultados representam avanços também em relação a igual período de 2017.

O nível de utilização da capacidade instalada, por sua vez, interrompeu quatro leituras de queda consecutivas ao avançar 4,0 pontos percentuais, para 53,0%. Após atingir em janeiro o maior nível em 17 meses, com 60,0%, o índice voltou ao mesmo patamar de agosto de 2017.

No que se refere às variáveis de expectativas da sondagem, com exceção de nível de atividade para os próximos seis meses – que recuou apenas ligeiramente, de 48,9 para 48,8 pontos -, todas avançaram em junho. O destaque fica com novos empreendimentos e serviços, com avanço de 3,5 pontos no período, voltando a ultrapassar a linha dos 50,0 pontos, com 50,4 pontos. Compras de matérias-primas para os próximos seis meses, evolução de empregados e investimento seguem abaixo dos 50,0 pontos, embora tenham avançado 4,3, 0,3 e 3,8 pontos, respectivamente, para 47,1, 46,2 e 25,4 pontos, nesta ordem.

Confiança dos construtores volta a ter queda em maio

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade em relação ao mês anterior do setor de construção paulista teve nova baixa em maio, indo de 44,7 pontos para 41,8 pontos na passagem mensal. Com o resultado, que consolida seu quarto mês consecutivo abaixo da linha dos 50,0 pontos, o indicador voltou ao mesmo patamar de novembro de 2017 (41,6 pontos). Em relação à pontuação de maio de 2017 (quando registrou 46,5 pontos), o indicador também apresentou forte queda.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (28 de junhoo). Clique aqui para ter acesso à íntegra da Sondagem da Construção de junho e à série histórica da pesquisa.

Os indicadores número de empregados e atividade em relação ao usual foram na contramão do indicador que mede o nível de atividade em relação ao mês anterior e avançaram no período. Enquanto o primeiro passou de 43,4 para 43,8 pontos, o segundo foi de 29,8 para 31,5 pontos. Vale lembrar que, em abril, os dois indicadores haviam recuado.

O nível de utilização da capacidade instalada, por sua vez, registrou sua quarta leitura de queda consecutiva, indo de 52,0% para 49,0%. Após atingir, em janeiro, o maior nível em 17 meses, com 60,0%, o índice voltou ao mesmo patamar de novembro de 2016.

No que tange às variáveis de expectativas da Sondagem, todas tiveram forte queda em maio. Destes, evolução de empregados e nível de atividade para os próximos seis meses são destaques negativos neste mês por recuar para sinalização pessimista da pesquisa. Enquanto o primeiro caiu de 51,3 para 45,9 pontos, o segundo teve uma queda um pouco mais moderada, de 50,5 para 48,9 pontos. Compras de matérias-primas para os próximos seis meses, novos empreendimentos e serviços e investimento seguem abaixo da linha dos 50,0 pontos. Em maio, contudo, seus níveis diminuíram ainda mais. O primeiro indicador foi de 45,2 para 42,8 pontos no período; o segundo, de 49,3 para 46,9 pontos; e o último chegou a 21,6 pontos (ante 26,0 pontos em abril), sua menor pontuação desde julho de 2017 (18,6 pontos).

Sondagem da Construção mostra expectativas otimistas para 6 meses

Agência Indusnet Fiesp

Após registrar 52,2 pontos em janeiro, o nível de atividade do setor de construção paulista voltou a sinalizar contração, recuando na passagem mensal para 44,6 pontos em fevereiro. Na comparação com igual período de 2017, quando o indicador registrou 40,1 pontos, houve alta de 4,5 pontos.

O indicador número de empregados comparado ao mês anterior também recuou, saindo de 49,7 para 41,6 pontos em fevereiro. Abaixo da linha dos 50,0 pontos, o indicador também indica contração. O mesmo ocorreu com a Utilização da Capacidade de Operação (UCO), que passou de 60,0% em janeiro para 59,0% em fevereiro. Em termos interanuais, houve avanço para os dois indicadores: em janeiro de 2017, o número de empregados comparado ao mês anterior registrava 40,9 pontos, enquanto a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) estava em 54,0%.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (27 de março).

Com queda de 35,4 pontos para 32,9 pontos, o nível de atividade em relação ao usual continua bem abaixo da linha dos 50,0 pontos. Em fevereiro de 2017, o indicador registrava 30,0 pontos.

O indicador de Expectativas para o nível de atividade para os próximos seis meses, que havia registrado 55,0 pontos em janeiro, voltou a cair. Apesar da queda, o indicador continua acima da linha dos 50,0 pontos, sinalizando otimismo em relação ao futuro. O mesmo ocorreu com os indicadores de Compras de matérias-primas e Novos Empreendimentos e Serviços, que ao passar de 54,5 e 54,3 pontos para 51,9 e 50,5 pontos, respectivamente, registraram queda, mas se mantiveram sinalizando otimismo no setor de construção paulista. A variável de Empregados, por sua vez, avançou na passagem mensal, de 50,0 para 53,1 pontos, reforçando a sinalização de otimismo do setor. O indicador de Investimentos, com nova queda em fevereiro (de 33,1 para 22,9 pontos) é o único indicador de expectativas que continua a sinalizar pessimismo no setor.

Após três anos de queda, Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista avança 3,5% em 2017

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

Após três anos consecutivos de queda, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista fechou 2017 com avanço de 3,5%, impulsionado pelo total de vendas reais, que subiram 7,1% no período, estimuladas pelo aumento da produção física da indústria paulista, que segundo estimativa da Fiesp e do Ciesp é de uma provável alta de 3,3% nesse período. Por outro lado, a variável de horas trabalhadas na produção caiu -2%, na série sem ajuste sazonal, e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) apresentou alta modesta de 0,2p.p. no ano, sinalizando que o aumento da atividade ocorreu em razão do aumento de produtividade do trabalho na indústria de transformação. Os dados acumulados em 12 meses até novembro para a indústria paulista são de aumento de 4,7%, acima da média da série histórica iniciada em 2003, que é de 2,1%.

Nos fechamentos de 2014, 2015 e 2016, o recuo do INA foi de -6%, -6,2% e -8,9%, respectivamente. Nesse período, o indicador acumulou perda de cerca de 20%. Na análise mensal, houve queda de -4,2% em novembro e de -13,9% em dezembro. Já na série com ajuste, o resultado para novembro e dezembro ficou positivo em 0,5% e 1,4%, nessa ordem. Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira (31 de janeiro) pela Fiesp e pelo Ciesp.

De acordo com o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, juros baixos e inflação estável devem impulsionar a retomada da economia. “A economia tem apresentado melhoras, e os dados do INA confirmam essa análise. O indicador apontou que tivemos um grande aumento de produtividade ao longo de 2017, o que deve ser mantido em 2018”, destaca Roriz.

A variação do INA ficou positiva em 9 dos 20 setores acompanhados em 2017. O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria de transformação paulista, que subiram 2,6%, 0,2% e 0,1 p.p., na série com ajuste sazonal em dezembro.

Entre os setores de destaque está o de metalurgia básica, que teve crescimento de 5,3% no ano, sem ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção caíram 3,4%, mas o total de vendas reais e o Nuci avançaram 9,1% e 4 p.p., respectivamente.

O INA de artigos de borracha e plástico subiu 3,1% no ano, puxado pelo avanço de horas trabalhadas na produção, que avançou 3,7%, seguida do total de vendas reais, que cresceram 4,6%, e do Nuci, que teve leve crescimento de 0,1 p.p., respectivamente.

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Sensor

A pesquisa Sensor do mês de janeiro segue pelo décimo segundo mês consecutivo acima dos 50 pontos ao fechar em 54,5 pontos, na série livre de influências sazonais, contra 55,5 pontos de dezembro. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês. Já a variável de vendas recuou 4,4 pontos, saindo de 58,7 pontos para 54,3 pontos.

No item condições de mercado, o indicador foi de 63,5 pontos em dezembro para 58,6 pontos em janeiro, queda de -4,9. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado. Já o indicador de emprego avançou 0,3 pontos, para 52,8 pontos, ante os 52,5 pontos de dezembro. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

O nível de estoque também avançou. Foi de 48,9 pontos em dezembro para 52,6 pontos em janeiro. Leituras superiores a 50,0 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores indicam sobrestoque.

Nível de atividade da construção em SP atinge maior patamar em 4 anos

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo subiu de 42,8 pontos em setembro para 51,6 pontos em outubro, maior patamar desde novembro de 2013 (53,0 pontos). Valores acima de 50,0 pontos indicam otimismo.

Também o indicador Número de Empregados voltou a indicar expansão e chegou ao maior patamar desde novembro de 2013, com 50,5 pontos, contra 40,2 de setembro.

No que se refere à mensuração da Atividade em Relação ao Usual, o indicador ainda permanece bem deprimido, mesmo crescendo ligeiramente, de 32,2 para 32,4 pontos.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (30 de novembro).

O levantamento mostra também que a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) cresceu para 60,0%, frente a 56,0% de setembro, atingindo assim a maior porcentagem desde agosto de 2016.

No sentido oposto, o indicador das expectativas para o Nível de Atividade para os próximos seis meses, que durante um bom período sempre havia ficado acima do indicador de situação atual, teve queda em relação ao mês anterior, de 51,7 pontos de setembro para 48,3 neste mês. A variável de Empregados também recuou na passagem mensal, voltando a sinalizar pessimismo, de 50,5 para 49,6 pontos.

Indicador de Nível de Atividade da indústria recua 0,6% em agosto, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista recuou em agosto 0,6% em relação a julho, na série com ajuste sazonal, interrompendo uma sequência de quatro altas consecutivas. Já na série sem ajuste, o resultado para o mês e o na comparação anual ficam no campo positivo, 3,3% e 1,5%, respectivamente. No acumulado em 12 meses há queda de 1,6%.

O resultado negativo para o INA em agosto teve forte influência de todas as variáveis de conjuntura, que declinaram no período. O total de vendas reais cedeu 1,7%, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu 0,5 ponto percentual (p.p.), e as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis (0,0%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28 de setembro) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon).

Segundo Paulo Francini, diretor titular do Depecon, a queda de agosto mostra uma oscilação pontual em torno de uma recuperação ainda lenta da indústria. “Esse resultado negativo não é preocupante. Não significa que a tendência de crescimento não será mantida. Apesar de ainda lenta, a economia está em recuperação”, afirma Francini.

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Entre os setores pesquisados, os destaques ficaram por conta de produtos farmacêuticos, com alta de 1,5% em agosto, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção ficaram estáveis (0,0%), o total de vendas reais subiu 7,8%, e o NUCI recuou 0,1 p.p.

O INA de veículos automotores também avançou no mês (3,6%). As horas trabalhadas na produção subiram 4,7%, vendas reais, 6,6%, e o NUCI cedeu 0,3 p.p. Já para o setor de celulose, papel e produtos de papel houve retração do INA de 2,1% em agosto. As vendas reais cederam 2,4%, as horas trabalhadas na produção recuaram 1,6%, e o NUCI caiu 0,7 p.p.

Clique aqui para ter acesso a todos os dados do INA e a sua série histórica.

Sensor

A pesquisa Sensor de setembro, também realizada pelo Depecon, seguiu acima dos 50 pontos, marcando 51,0, avanço de 0,4 ponto ante agosto, quando chegou a 50,6 pontos. Leituras acima de 50,0 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o que capta as condições de mercado subiu para 53,3 pontos em setembro, ante os 52,9 pontos de agosto. Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

O avanço também foi verificado no indicador de emprego, que teve variação positiva de 2,1 pontos, para 52,2 pontos, ante os 50,1 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês. A variável de vendas também avançou, saindo de 50,4 pontos para 51,8 pontos.

Apenas o indicador de estoque apresentou queda, marcando 45,4 pontos, ante os 48,3 pontos do mês anterior, indicando que os estoques estão acima do nível desejado.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do Sensor de setembro e a sua série histórica.

Sondagem da Construção mostra nova queda do nível de atividade do setor

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo recuou novamente no mês de junho. Nesta leitura, o indicador passou de 46,5 para 43,6 pontos, permanecendo abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos) e se mantendo em contração. No mesmo mês do ano passado o indicador havia registrado 41,1 pontos.

No que se refere à mensuração da Atividade em Relação ao Usual, o indicador também mostrou queda em comparação ao mês anterior. A pontuação passou de 31,5 para 26,4 pontos.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (27 de julho).

O índice de Número de Empregados do setor teve queda na passagem de maio para junho. Nesta leitura o índice caiu de 43,6 pontos para 42,0 pontos, resultado superior ao de junho de 2016 (36,5 pontos).

Já a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) atingiu 54,0% neste mês, mais elevada que a dos três meses anteriores e a mesmo registrada em fevereiro.

Os indicadores das expectativas, assim como a avaliação atual, mostraram relevantes quedas em junho. Todos os cinco componentes registraram queda de pontuação no período. O indicador de Atividade para os próximos seis meses passou de 48,0 para 41,0 pontos, sinalizando a manutenção do pessimismo. As expectativas de Compras de matérias-primas passaram de 47,8 para 40,1 pontos, e as expectativas para Empreendimentos e serviços passaram de 47,5 pontos para 43,3 pontos em junho. Já as expectativas quando ao Número de empregados passaram de 45,5 para 42,4 pontos.

Concluindo, a expectativa quanto aos Investimentos para os próximos seis meses registrou o patamar de 23,1 pontos. No relatório anterior o resultado havia sido de 26,4 pontos.

Ainda abaixo da linha de estabilidade, nível de atividade da construção paulista tem terceira alta seguida

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo voltou a registrar alta na passagem mensal, pelo terceiro mês seguido. Em março, o indicador subiu de 40,1 para 41,1 pontos, permanecendo abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos) e ainda sinalizando contração.

No que se refere à mensuração da atividade em relação ao usual, o indicador sofreu uma leve queda em relação ao mês anterior, quando foi alcançado o maior patamar desde junho de 2015, indo de 30,0 pontos para 29,9.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (2 de maio).

O índice de número de empregados do setor superou a marca alcançada em março (41,6 pontos, contra 40,1). Continua sendo a mais alta desde junho de 2014.

Já a Utilização da Capacidade Operação (UCO) atingiu 53,0% neste mês, leve baixa frente aos 54,0% do mês passado. Esta acomodação se deve às pequenas empresas, que reduziram seu UCO de 50,0% para 40,0%.

Os resultados das expectativas apontam para uma leve melhora do quadro em março. O indicador de atividade para os próximos seis meses entrou em sinalização de expansão, ao variar de 49,2 pontos em fevereiro para 52,7 pontos em março. As expectativas para empreendimentos e serviços apresentaram nova elevação, com 53,7 pontos alcançados ante 50,4 pontos do mês anterior. Ambos chegaram ao maior patamar desde dezembro de 2013. Nas compras de matérias-primas, apesar de ainda haver sinal de contração, a pontuação passou de 47,0 para 49,1 pontos, aproximando-se dos 50,0 pontos.

Por outro lado, os indicadores de expectativa para tomada de investimento e novas contratações de empregados tiveram sua pontuação rebaixada no mês. Para o primeiro indicador, o recuo se deve a uma acomodação do forte crescimento em fevereiro. O indicador passou de 32,1 pontos para 30,0 pontos, um patamar que ainda sinaliza forte contração. Já para o segundo, a queda verificada igualou a pontuação de janeiro de 2017, em 45,3 pontos. No mês de fevereiro, o resultado foi 47,7 pontos.

 

Indicador de Nível de Atividade da indústria avança 1,9% no 1º trimestre

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou avanço de 1,9% no primeiro trimestre de 2017, encerrando uma série consecutiva de 7 trimestres de queda, na série com ajuste sazonal. No mesmo período do ano anterior, o recuo foi de 2,4%. No resultado apurado em março, houve queda de 0,9%. Já no acumulado em 12 meses, na série sem ajuste sazonal, a retração foi de 6,6%. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (27 de abril) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon). O INA acompanha o total de vendas reais, as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada (NUCI) da indústria de transformação paulista.

De todos os indicadores de conjuntura que compõem o INA em março, a variável das horas trabalhadas na produção (-1,6%) foi a que exerceu maior influência na formação do resultado negativo no mês apresentado. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu 0,6 ponto percentual (p.p). No sentido contrário, o total de vendas reais subiu 1,7%.

Para Paulo Francini, diretor do Depecon, o resultado negativo de março não invalida a tendência de recuperação já avaliada pela entidade, tendo como base para isso este primeiro trimestre positivo do indicador. “Mês passado falamos em uma tendência de recuperação lenta, gradual e turbulenta para a indústria. Hoje, acrescentamos que ela se manterá assim, porém com fragilidade e, claro, carregando um olhar também político das reformas, que, de certa maneira, vai moldar o ânimo da economia”, detalha Francini.

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Dos 18 setores divulgados, três tiveram destaque. O de veículos automotores registrou contração de 5,6% em março, na série com ajuste sazonal. As horas trabalhadas na produção recuaram 8,0%, as vendas reais caíram 7,6%, e o NUCI cedeu 2,7 p.p.

O INA de máquinas e equipamentos ficou praticamente estável (-0,1%). As horas trabalhadas na produção recuaram 1,5%, as vendas reais subiram 1,0%, e o NUCI avançou 0,2 p.p. Já nos produtos farmacêuticos, o avanço foi de 4,0%, com destaque para vendas reais, que subiram 9,8%. O total de horas trabalhadas na produção avançou 1,0%, e o NUCI, 0,8 p.p.

Clique aqui para ter acesso à pesquisa na íntegra e a sua série histórica.

Sensor

A pesquisa Sensor do mês de abril, também realizada pelo Depecon, manteve-se estável, acima dos 50 pontos pelo terceiro mês consecutivo: 50,4 pontos, ante os 50,7 pontos de março, na série com ajuste sazonal. Leituras acima de 50 sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, o estoque se destacou, com 49,2, pontos, avanço de 2,2 p.p ante os 47,0 de março, indicando ter havido diminuição da percepção de estoques excessivos.

O indicador de vendas avançou de 50,1 para 52,8 pontos. Já o indicador de mercado passou para 51,5 pontos (de 52,8 pontos). Acima dos 50,0 pontos, indica melhora das condições de mercado.

O resultado para o indicador de emprego foi de 50,1 pontos, recuo de 3,2p.p quando registrava no mês anterior 53,3 pontos. Resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de admissões para o mês.

Clique aqui para ter acesso à pesquisa completa e a sua série histórica.

Indicador de nível de atividade da construção tem alta, mas continua abaixo da linha de estabilidade

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo em fevereiro registrou alta na comparação com o mês anterior, mas mesmo passando de 36,0 para 40,1 pontos, permaneceu abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos), sinal de contração. No que se refere à mensuração da atividade em relação ao usual, o indicador alcançou a maior pontuação desde junho de 2015 (33,1) ao crescer de 24,4 para 30,0 pontos no mês.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo e divulgado nesta sexta-feira (24 de março)

O índice de número de empregados do setor também alcançou uma considerável marca, em 40,9 pontos, a mais alta desde junho de 2014. Em janeiro ficou em 36,3 pontos em janeiro. Só que mesmo com a melhora do índice, o número de empregados segue diminuindo (índice está abaixo dos 50,0 pontos).

Com relação à Utilização da Capacidade Operação (UCO), o resultado voltou a subir, após cair 9 p.p. em janeiro, passando de 43,0% para 54,0%.

Os resultados das expectativas apontam que o pessimismo dos empresários da construção persiste, apesar das marcas alcançadas entre os indicadores componentes da sondagem. O índice de atividade para os próximos seis meses variou de 47,8 pontos em janeiro para 49,2 pontos em fevereiro. As expectativas para compras de matérias-primas também apresentaram elevação, de 44,3 pontos para 47,0 pontos. Ambos chegaram ao maior patamar desde dezembro de 2014.

As expectativas para empreendimentos e serviços variaram de 44,5 para 50,4 pontos. Quanto às perspectivas do número de empregados, o índice de fevereiro melhorou na comparação com janeiro, passando de 45,3 para 47,7 pontos. Para esses componentes, o resultado foi o mais alto desde dezembro de 2013 e janeiro de 2014, respectivamente. Por fim, as perspectivas de investimento tiveram uma expressiva alta de 61,3%, passando de 19,9 pontos para 32,1. O indicador, porém, permanece em contração, estando bem abaixo dos 50,0 pontos.

Expectativas do setor da construção voltam a piorar em dezembro

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo em dezembro de 2016 registrou queda na comparação com novembro. O indicador passou de 36,4 para 32,3 pontos, permanecendo abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos) e sinalizando contração.

No que se refere à mensuração da atividade em relação ao usual, o indicador também apresentou redução, atingindo 24,4 pontos, ante 25,8 pontos.

O número de empregados do setor voltou a cair, pelo quarto mês seguido. O indicador passou de 32,3 pontos em novembro para 30,3 pontos em dezembro, ainda bem abaixo da média histórica.

Com relação à Utilização da Capacidade Operação (UCO), houve um aumento de 3 pontos percentuais (p.p.) em dezembro, atingindo 52,0%. Não foi porém suficiente para recuperar a considerável queda em novembro, frente aos 58,0% de outubro.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo e divulgado nesta sexta-feira (27/1).

Os resultados da sondagem sinalizam que o pessimismo dos empresários da construção persistiu no mês. Após uma queda de mais de 4 pontos em novembro, o índice de atividade para os próximos seis meses caiu levemente, com 41,7 pontos em dezembro em relação aos 41,8 pontos do mês anterior. As expectativas para compras de matérias-primas também apresentaram uma pequena baixa, de 39,7 pontos para 39,2 pontos.

As expectativas para empreendimentos e serviços voltaram a crescer e passaram de 35,7 pontos para 43,6. Quanto às perspectivas do número de empregados, o índice de dezembro manteve os mesmos 39,3 pontos de novembro. Por fim, as perspectivas de investimento voltaram a crescer frente à forte piora do mês anterior, passando de 18,0 pontos para 23,2 pontos. Mesmo assim, permanece a contração, por estar abaixo dos 50,0 pontos.

Nível de atividade do setor de construção paulista volta a cair

Agência Indusnet Fiesp

Depois de se recuperar em outubro, o nível de atividade do setor de construção de São Paulo em novembro registrou queda na comparação com o mês anterior. O indicador passou de 40,8 para 36,4 pontos, permanecendo abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos) e sinalizando contração.

Na Utilização da Capacidade Operação (UCO) houve considerável queda em novembro, para 49,0%, frente a 58,0% em outubro. Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo e divulgado nesta segunda-feira (19/12).

Segundo a pesquisa, o indicador da atividade em relação ao usual apresentou ligeira alta, indo de 25,6 para 25,8 pontos, mas o número de empregados do setor voltou a cair. O indicador passou de 35,3 pontos em outubro para 32,3 pontos em novembro, ainda bem abaixo da média histórica.

Expectativas

Os resultados da sondagem sinalizam que o pessimismo dos empresários da construção aumentou em relação ao mês anterior. O índice de atividade para os próximos seis meses chegou a 41,8 pontos em novembro, contra 45,6 pontos em outubro. As expectativas para compras de matérias-primas também apresentaram baixa (de 45,0 para 39,7 pontos).

As expectativas para empreendimentos e serviços passaram de 43,4 para 35,7 pontos. Nas perspectivas do número de empregados, o índice de novembro atingiu 39,3 pontos (43,9 pontos em outubro). Por fim, as perspectivas de investimento tiveram forte piora quando comparadas à leitura anterior, passando de 27,3 para 18,0 pontos.

Ritmo de contração da atividade na construção diminui em março, mas setor demite mais

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo, acompanhado pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Depecon), registrou em março forte alta. O indicador passou de 26,1 para 36,2 pontos, o que ainda está muito abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos). O indicador de atividade em relação ao usual também subiu, de 20,6 para 27,4 pontos, mas houve queda no número de funcionários do setor. O indicador passou de 31,8 pontos em fevereiro para 31,6 pontos em março, mantendo-se abaixo da média histórica (44,1 pontos).

A Utilização da Capacidade Operação (UCO) subiu para 62,0% em março, contra 54,0% em fevereiro.

Expectativas

Os resultados da sondagem sinalizam que os empresários da construção continuam sendo atingidos pelo cenário de incertezas, apesar da maior parte dos indicadores ter apresentado melhora na comparação com o mês anterior. O índice de atividade para os próximos seis meses chegou a 30,9 pontos em março, contra 22,6 pontos no mês anterior. As expectativas para compras de matérias-primas passaram de 23,0 pontos para 29,8 pontos.

Nas expectativas para empreendimentos e serviços o indicador passou de 19,4 para 27,0 pontos. Em relação às perspectivas quanto ao número de empregados, o índice de março atingiu 26,9 pontos (alta em relação aos 25,7 pontos em fevereiro). Também as perspectivas de investimento apontaram elevação em relação à leitura anterior, passando de 19,6 para 21,1 pontos.

 

Nível de atividade da construção paulista tem leve alta, mas expectativa continua a piorar

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo em fevereiro registrou ligeira alta, de 25,4 para 26,1 pontos, mas continuou muito abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos). No que se refere à mensuração da atividade em relação ao usual, o indicador diminuiu, passando de 24,2 para 20,6 pontos. Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento mensal feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Depecon).

Houve ligeira melhora também no número de funcionários do setor. O indicador passou de 30,6 pontos em janeiro para 31,8 pontos em fevereiro, mantendo-se abaixo da média histórica (45,0 pontos).

Já na Utilização da Capacidade Operação (UCO) houve queda no mês de fevereiro, com índice de 54,0%, contra 60,0% no primeiro mês do ano de 2016.

Expectativas

Os resultados da sondagem sinalizam que os empresários da construção continuam sendo atingidos pelo cenário de incertezas, com piora na maior parte dos indicadores em relação ao mês anterior. O índice de atividade para os próximos seis meses chegou a 22,6 pontos em fevereiro (foi de 33,8 pontos em janeiro). As expectativas para compras de matérias-primas passaram de 29,6 pontos para 23,0 pontos, exibindo ainda mais pessimismo acerca da retração das compras de insumos.

No que tange a expectativas para empreendimentos e serviços, o indicador passou de 27,9 para 19,4 pontos, denotando queda na leitura atual. Em se tratando das perspectivas quanto ao número de empregados, o índice de janeiro atingiu 25,7 pontos, contra 30,4 pontos em dezembro. E as perspectivas de investimento apontaram piora em relação à leitura anterior, passando de 23,6 para 19,6 pontos.

Atividade industrial sobe 0,2% em abril; Fiesp reduz previsão do PIB para 2,5%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Resultado do primeiro trimestre ficou aquém das nossas expectativas, disse Paulo Francini. Foto: Everton Amaro

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista apontou crescimento de 0,2% em abril sobre março, livre de efeitos sazonais, mostrou pesquisa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). O levantamento apurou estabilidade do índice. Ao divulgar os números de abril, o diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades, Paulo Francini, informou que a federação revisou para baixo sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 2013 – de 3% para 2,5%.

Para o PIB do primeiro trimestre de 2013, que deve ser divulgado na manhã desta quarta-feira (29/05), a Fiesp projeta um crescimento de 0,8%. O número é abaixo do apurado pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que tenta antecipar o resultado do PIB, que registrou aumento dessazonalizado de 1,04%.

“Eu diria que o ânimo com o qual entramos em 2013, prevendo taxa de crescimento de 3%, diminuiu”, disse Francini. “O resultado do primeiro trimestre – provavelmente errático nos meses de janeiro, fevereiro e março – ficou aquém das nossas expectativas e isso nos obrigou, e eu diria que obrigou a todas as entidades que fazem previsões, a rever os prognósticos”, completou.

A Fiesp também revisou para baixo a projeção para o PIB da indústria de transformação em 2013. Caiu para 1,9% ante estimativa anterior de 2,4%. A perspectiva para o PIB da construção civil também foi revista para baixo: 1,9% este ano versus 2,4% previsto anteriormente para o mesmo período.

O emprego industrial também deve desacelerar segundo novas estimativas da federação. Anteriormente a taxa do emprego na indústria paulista era atingir 1,6% em 2013; agora, os prognósticos indicam um crescimento de 1%.

Na contramão, o Indicador de Nível de Atividade (INA) da Fiesp deve fechar o ano com variação positiva de 3,2%. A expectativa anterior era de 2,3% para o ano.

Segundo Francini, no entanto, as ações do governo como redução da taxa Selic, desvalorização de 25% da moeda, desoneração da folha de pagamento para alguns setores e redução do spread bancário são “indiscutíveis”. Mas, apesar de o INA sofrer revisão para cima, o setor manufatureiro do país ainda não demonstra sinais claros de recuperação.

“A indústria padece de um período longo de grande descaso. Foi submetida a um processo cruel de valorização da moeda e penetração feroz da produção importada”, afirmou o diretor da Fiesp e Ciesp.

“Em 2007, a balança comercial de produtos manufaturados era equilibrada, próxima de zero entre importado e exportado”, lembrou Francini. “Esse ano devemos bater um déficit de US$110 bilhões na balança comercial de produtos manufaturados. Para você ver a deterioração da indústria de transformação do Brasil”, alertou.

Atividade Industrial

Em relação a abril do ano anterior, o índice de atividade da indústria medido pela Fiesp e pelo Ciesp apresentou um crescimento de 10,4%, enquanto o dado de abril sobre março sem ajuste sazonal apresentou ganhos 3,8%.

Francini explica, no entanto, que a variação bem mais positiva comparativamente ao número com ajuste sazonal (0,2%) se explica no fato de abril ter contado dias úteis a mais este ano.

“O mês de abril foi excepcional porque teve dois dias úteis, trabalhados, a mais para indústria do que a média. Portanto, teve 10% mais de tempo de trabalho. O dessazonalizador pegou esse efeito e transformou em 0,2%”, explicou.

No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria foi negativo em 1%. Já no acumulado de janeiro a abril de 2013, o indicador registrou variação positiva de 4,3% em relação ao mesmo período de 2012.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) de abril permaneceu no mesmo patamar de março, ou seja, 82,1%, na leitura com ajuste sazonal.

Dos setores avaliados pela pesquisa em abril, o segmento de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos foi destaque de alta com variação positiva de 12,4% na leitura com ajuste sazonal, enquanto a atividade industrial no setor de Máquinas e Equipamentos encerrou o mês estável.

Já o setor de Metalurgia Básica registrou a maior queda, de 6,1% sobre março, em termos ajustados.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de maio, medida pelo Sensor Fiesp, registrou leve queda: 51,6 pontos contra 50,9 pontos em abril.

O item Mercado apresentou estabilidade no mês corrente, ficando 53,1 pontos versus 54,5 em abril. O mesmo aconteceu com o indicador Estoque: 51,2 pontos atuais contra 50,8 pontos em abril.

A percepção dos empresários quanto ao Emprego apresentou melhora de ao menos sete pontos, passando de 44,3 pontos no mês anterior para 51,7 pontos em maio. A situação para o Investimento também melhorou para 55,2 pontos no mês atual contra 53 pontos.

Na contramão, a percepção quanto ao indicador Vendas piorou para 46,6 em maio ante 52,1 pontos em abril.

Com exceção do item Estoque, resultados do Sensor acima de 50 pontos revelam uma percepção positiva do industrial sobre o comportamento do componente no mês de referência.

Atividade industrial paulista interrompe trajetória de queda e fecha 3º tri em alta de 1,2%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Diretor do Departamento de Economia da Fiesp/Ciesp, Paulo Francini. Foto: Julia Moraes

Depois de cair por cinco trimestres seguidos, a indústria paulista encerrou o terceiro trimestre de 2012 em alta de 1,2% em relação ao período anterior, motivada principalmente pela indústria automobilística, em meio a incentivos concedidos pelo governo – como a redução do IPI para veículos, que contribuiu em 34% para crescimento da atividade econômica entre maio e agosto.  O mês de setembro registrou uma elevação de 0,2%.

O diagnóstico é fruto da pesquisa Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria, realizada mensalmente pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e o Centro das Indústrias do Estado São Paulo (Fiesp e Ciesp), e divulgada nesta quarta-feira (31/10).

Apesar da alta no trimestre acima do esperado, as projeções para a atividade da indústria em 2012 e para o desempenho da economia em geral continuam pessimistas, uma vez que a persistente crise financeira no mundo, principalmente nos países da Europa, minimiza o impacto positivo de políticas de incentivo do governo sobre a produção nacional.

“Existe uma indústria de transformação com capacidade excedente para o atual nível de demanda do mundo”, disse Paulo Francini, diretor do Depecon.

Segundo a Fiesp/Ciesp, o nível de atividade da indústria paulista deve encerrar o ano de 2012 negativo em 4,5%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer apenas 1,4% no mesmo ano e o PIB industrial deve apresentar uma variação negativa de 2,5%.

Para Francini, medidas como a redução da taxa Selic para níveis mais baixos da história, controle sobre o spread bancário e intervenções para elevar o patamar do dólar versus o real estão na direção correta, mas a indústria não conseguiu reagir este ano com a força que se esperava dado o aprofundamento da desindustrialização no país.

“Todos estes fatores estão na direção correta. Nós esperávamos que a indústria reagisse a eles com um pouco mais de vigor. Os resultados não têm o vigor que teriam se o mundo estivesse bombando. Nós temos que lembrar que o mundo bombava no inicio dos anos 2000”, afirmou.

Segundo o diretor da Fiesp/Ciesp, a recuperação da atividade industrial em 2013 deve acontecer e será “resistente”.

Menor Participação da indústria no PIB

De acordo com cálculos da Fiesp/Ciesp, a participação da indústria de transformação no PIB, atualmente em 14,6%, deve diminuir em 0,6 ponto percentual até o final de 2012 para 14%.

“Se em 2012 ocorrer o que nós estamos prevendo em relação ao PIB e à evolução do PIB da indústria de transformação, a participação há de ser 14%, aprofundando o processo de desindustrialização”, afirmou Francini. A participação industrial no PIB já chegou ao patamar de quase 25% no início dos anos 1980.

Atividade em São Paulo

INA – Setembro/2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

Segundo o Depecon, a atividade industrial paulista aumentou 0,2% em setembro. Já o desempenho do setor produtivo entre janeiro e setembro deste ano foi negativo em 5,9%, sem ajuste sazonal – a maior queda desde 2003, ano de início da pesquisa. A exceção foi registrada em 2009, quando o INA chegou a -10,6%. No acumulado de 12 meses, o nível atividade da indústria, sem ajuste sazonal, foi negativo em 5,3%. 

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) se manteve estável na comparação mensal, permanecendo em 81,3% em setembro. Já na leitura sem ajuste sazonal, o componente caiu um ponto percentual para 82% no mês passado, contra 83,1% em agosto.

Dos setores avaliados pela pesquisa em setembro, o segmento de Máquinas e Equipamentos apresentou queda de 3% na leitura mensal, considerando os efeitos sazonais. Já o de Celulose, Papel e Produtos de Papel registrou ganhos de 1,3% sobre agosto, em termos ajustados, enquanto a atividade da indústria de Artigos de Borracha e Plástico anotou variação positiva de 1,5%, com ajuste, na comparação com agosto.

Expectativa

A percepção geral dos empresários com relação ao cenário econômico no mês de outubro, medida pelo Sensor Fiesp, ficou em 50,6 pontos no mês corrente, contra 52,3 pontos em setembro, indicando estabilidade na expectativa do empresário.

Pesquisa Sensor – Outubro 2012 from Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP

O item Mercado caiu quase quatro pontos no mês corrente e chegou a 55,5 pontos, versus 59,3 pontos em setembro, enquanto o indicador Vendas manteve-se estável em 55,9 pontos no mês corrente, ante 55,8 no mês passado.

O indicador de Estoque passou para 44,7 pontos em outubro, ante 40,8 pontos em setembro. O grupo Emprego registrou queda de mais de três pontos percentuais para 46,2 este mês, versus 49,8 no mês passado.

A percepção dos empresários quanto ao Investimento apresentou queda de mais de quatro pontos, passando de 54,7 em setembro para 50,7 pontos em outubro.