Iniciativas Sustentáveis: Lubrasil – Promoção da saúde biopsicossocial

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Por Karen Pegorari Silveira

O modelo de saúde biopsicossocial é um conceito amplo que estuda a causa ou o progresso de doenças utilizando-se de fatores biológicos (genéticos, bioquímicos, etc), fatores psicológicos (estado de humor, de personalidade, de comportamento, etc) e fatores sociais (culturais, familiares, socioeconômicos, médicos, etc). O modelo biopsicossocial é o contrário do modelo biomédico atual, o qual atribui a doença apenas a fatores biológicos como vírus, genes ou anormalidades somáticas.

Este conceito, se usado dentro das organizações, pode promover a saúde, bem-estar, qualidade de vida e produtividade dos colaboradores e apesar de poucas empresas utilizarem, algumas já notam os benefícios da adoção desse modelo, como a Lubrasil, empresa do setor industrial de rerrefino de óleo lubrificante da cidade de Piracicaba, no interior paulista.

A empresa promove de forma integral a saúde de seus colaboradores por meio de ações que envolvem a saúde biológica, psicológica e comportamental. As atividades desenvolvidas na empresa vão desde as Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho), passando por consultas com psicólogos e workshops para sensibilização, inclusão e acolhimento de pessoas com deficiência.

De acordo com a supervisora de Recursos Humanos da Lubrasil, Vivian R. Lanzoni Menichetti, notou-se a necessidade de desenvolver uma cultura inclusiva entre os colaboradores a partir da dificuldade que eles apresentavam em relação a convivência e relacionamento com as pessoas com deficiência. “O principal desafio foi trabalhar a empatia, fazendo com que os mesmos se colocassem no lugar da pessoa com deficiência e se sensibilizassem para o respeito às suas necessidades e potencialidades”, relata.

Para dar vida ao desenvolvimento de uma cultura inclusiva, a Lubrasil teve o apoio do SESI com o Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência na Indústria. O objetivo do projeto é o de desenvolvimento de lideranças e gestores sobre conceitos básicos relacionados à promoção da diversidade e gestão de inclusão como valores estratégicos para o negócio e parte da Responsabilidade Corporativa. Foram realizados workshops de sensibilização e capacitação com lideranças e colaboradores.

Vivian conta ainda que após esta participação foi possível perceber mudanças no comportamento dos colaboradores, no sentido de ampliar a reflexão sobre as barreiras enfrentadas no dia a dia pelas pessoas com deficiência e com isso conseguiram incentivar a adoção de novas atitudes na convivência e relacionamento dos mesmos.

As atividades, segundo a supervisora de RH, proporcionaram melhora no relacionamento, engajamento e aproveitamento das pessoas com deficiência tornando-as parte do todo. Em sua percepção, os colaboradores estão com um novo olhar sobre a Inclusão.

Com relação a saúde psicológica dos colaboradores, a empresa implementou o Projeto Plantão Psicológico, que consiste no atendimento individual através de acolhimento, escuta e intervenção de uma psicóloga. Segundo Vivian, de um modo geral, as demandas observadas eram referentes a conflitos de relacionamento dentro da empresa, problemas com dependência química e problemas familiares.

A atenção à saúde e bem-estar físico dos colaboradores também é trabalhada na empresa através de conscientização. São realizadas palestras com temas de ergonomia, prevenção de câncer, saúde bucal, prevenção de acidentes, proteção auditiva, entre outros temas relevantes. Mais de 100 colaboradores participaram das últimas iniciativas em favor da saúde.

Para o presidente da Lubrasil, Nilton Torres de Bastos, as ações de Responsabilidade Social ajudam as empresas a engajarem seus colaboradores em temas importantes para sua competitividade, como saúde, qualidade de vida e inclusão. “A atividade da Lubrasil envolve riscos de uma refinaria e de transporte de resíduo perigoso e havia uma resistência por parte dos nossos colaboradores em colocar pessoas com deficiência no quadro. Para conscientizar e sensibilizar esses profissionais foi preciso um trabalho especializado como o do SESI, o que garantiu o bom relacionamento profissional e a aceitação desses trabalhadores”, relata Bastos.

Sobre a Lubrasil

A Lubrasil Lubrificantes, tem como principal atividade a coleta e o rerrefino de óleo lubrificante usado e ou contaminado (OLUC), a matriz está localizada em Piracicaba (SP) e possui filiais (pontos de coleta de oluc) distribuídas nas cidades de Santos (SP); Ribeirão Preto (SP); Serra (ES); Feira de Santana (BA); Rio Largo (AL); Araucária (PR); e Betim (MG). Atualmente possui 192 pessoas em seu quadro de colaboradores e possui certificações das normas NBR ISO 9001:2008, ISO 14001-2004 e OHSAS 18001:2007.

publicado em 03 de abril de 2018

Cores discute temas de saúde e segurança do trabalhador

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Por Equipe Cores

De acordo com dados do INSS, no ano de 2013 houve no Brasil mais de 710 mil acidentes de trabalho, sendo 14 a cada 15 minutos de uma jornada diária e segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil é quarto colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho.

Preocupados com dados como esse, o Comitê de Responsabilidade Social (CORES), promoveu no último dia 26 um encontro com representantes da Cosan/Comgás, GE, GE/Latam, Roche, Telefônica-Vivo e On Telecomunicações para discutir a sustentabilidade das empresas e as dificuldades com relação à saúde e a segurança do trabalhador.

O diretor do CORES, Nilton Torres de Bastos, falou sobre a relevância do tema para a indústria, visto que as empresas brasileiras, apesar de estarem cada vez mais comprometidas com a promoção de ambientes de trabalho saudáveis e seguros, continuam encontrando dificuldades e barreiras em vários níveis, como: legislação, tributação, regulamentação, custos com assistência à saúde suplementar, saúde, segurança no trabalho, etc.

Durante a reunião, os participantes apresentaram suas dificuldades e suas expectativas em relação à criação de um grupo de discussões sobre o tema e o diretor Nilton Bastos concluiu que a interação foi muito positiva. “A conversa foi rica, interessante e conseguimos identificar situações e dificuldades comuns à várias empresas”, relata Bastos. O diretor se colocou ainda à disposição para atuar como interlocutor, pois segundo ele, a Fiesp tem condições de desenvolver estudos e projetos, e de influenciar tomadores de decisão, políticas públicas e legisladores.

Os especialistas do comitê, Alberto Ogata e Grácia Fragalá, destacaram também a importância de sensibilizar representantes da CNI e promover uma aproximação com o grupo. Isso poderá ser feito por meio do Conselho Superior Temático de Responsabilidade Social na CNI, do qual o diretor Bastos é integrante.

Para saber mais sobre o grupo de empresas que vão discutir temas de sustentabilidade, entre eles a saúde e segurança no trabalho, envie uma mensagem para ‘cores@fiesp.com’.



Liderança das mulheres e atuação socioambiental da indústria são discutidas na Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta quinta-feira (03/04), foi realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da entidade.

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Reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/FIESP


A reunião contou com a participação especial do sociólogo e professor de relações sindicais da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore; do também sociólogo e ex-deputado federal, Paulo Delgado; e da embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues, diretora titular adjunta do Departamento e Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

Na abertura do encontro, o vice-presidente da Fiesp, Nilton Torres de Bastos – que também ocupa a vice-presidência do Consocial e é diretor titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da entidade – explicou que a atuação de todas as áreas da Fiesp sempre está alinhada aos interesses da indústria e às necessidades da sociedade. “O presidente da Fiesp sempre diz que se é bom para o país é bom para indústria, mas primeiro tem que ser bom para o país.”

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Nilton Torres Bastos. Vice-Presidente da Fiesp e do Consocial. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Ele destacou a Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, evento promovido pelo Cores que trouxe à tona as boas práticas de sustentabilidade socioambiental da indústria. E anunciou que uma nova edição do evento será realizada neste ano, além de dois workshops, nos meses de julho e agosto, nas cidades de Marília e São José dos Campos.

Nilton Torres citou o papel do Comitê em disseminar informações às indústrias e destacou iniciativas como o manual sobre Fator Acidentário de Prevenção (FAP), o boletim Sustentabilidade e uma pesquisa que vem sendo feita em conjunto com o Departamento de Competitividade (Decomtec) da Fiesp,  sobre Gestão em Responsabilidade Socioambiental e Competitividade.

O vice-presidente também relembrou as dificuldades enfrentadas pelas indústrias para atender as leis de cota para pessoas com deficiência, tema que foi alvo dos debates realizados no último dia 31, durante o Fórum Sou Capaz promovido pela Fiesp. “Em certos setores e operações, até por razões de segurança para o próprio trabalhador, não se pode contratar pessoas com nenhum tipo de deficiência”, afirmou, citando o exemplo de indústrias com equipamentos de alta precisão, como refinarias.

Mulheres e liderança

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José Pastore e embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues apresentou dados sobre a participação mundial da liderança da mulher. O tema que será amplamente discutido no Woman in Latin America Leadership – W.I.L.L, que será realizado dia 10 de abril na Fiesp. 

Segundo ela, o ingresso do número de mulheres na universidades na América Latina cresceu 51% desde 1980. “Na América do Norte, para cada 100 homens há 140 mulheres que ingressam na universidade; no mundo, essa participação é de 108 mulheres e na América Latina e Caribe 127.”

Este dado é bastante positivo pois “quem educa uma menina, educa uma nação”, afirmou a embaixadora, citando o slogan da campanha da Unicef para o Dia Internacional das Meninas, celebrado pelas Nações Unidas.

Contudo, ela destacou um dado alarmante: 11% das mulheres graduadas em universidade no mundo não entram no mercado de trabalho. “Nos países nórdicos, esse percentual é de apenas 2%, enquanto que na América Latina é de 19%.”

Segundo Maria Celina esse é um grande desperdício, cujas causas precisam ser investigadas bem como medidas para reverter essa situação.

Por outro lado, ela destacou que o percentual de mulheres em cargo de liderança nas empresas vem se mantendo na média dos 24%, desde 2004. Os dados são de um estudo que avaliou apenas mulheres que ocupam cargo de liderança e que possuem nível universitário. Se avaliarem o número de empreendedoras, sem graduação universitária, esse percentual será maior.

Maria Celina destacou que o Woman in Latin America Leadership – W.I.L.L será uma grande oportunidade de debater o tema que é de relevância tanto para mulheres como mulheres, contando com a participação de grandes empresárias, como Luiza Helena Trajano (presidente do Magazine Luiza), Andrea Alvares (presidente da Divisão de Bebidas da Pepsico), Elizabeth Farina (presidente da Unica), Chieko Aoki (presidente do Blue Tree Towers Hotels), entre outras.

Boletim Sustentabilidade Fiesp

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O Boletim Sustentabilidade Fiesp é um informativo eletrônico, mensal, que tem o objetivo de compartilhar conhecimentos e tendências em Sustentabilidade e Responsabilidade Social Corporativa. Em cada edição, ele traz o ponto de vista de um especialista, uma entrevista com um profissional do mercado e cases de sucesso em sustentabilidade de empresas industriais. O objetivo é apresentar as iniciativas de Responsabilidade Social do setor, seus desafios e  resultados, a fim de estimular empresários e profissionais a integrarem princípios e diretrizes que contribuam para o desenvolvimento sustentável. Nestes três anos, já foram apresentados mais de 30 cases de sucesso da Indústria. O Boletim é destinado ao público em geral, sobretudo a empresários, empreendedores e profissionais do meio empresarial.

Produção – Equipe do Comitê de Responsabilidade Social – Cores

  • Direção: Grácia Elizabeth Fragalá
  • Coordenação: Alberto Ogata e Claudia Saka
  • Conteúdo: Karen Pegorari Silveira
  • Colaboração: Elisângela Bueno e Raquel Corrêa Sajonc

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