Apresentações Seminário Indicadores de Sustentabilidade – 11.06.2015

Comitê de Responsabilidade Social – Cores


Acesse as apresentações do Seminário Indicadores de Sustentabilidade – ferramentas para melhorar a performance das empresas, que aconteceu dia 11 de junho às 9h na Fiesp.

– Global Reporting Initiative (GRI) – Glaucia Terreo, diretora da GRI no Brasil

– Indicadores Ethos para Negócios Sustentáveis e Responsáveis – Caio Magri, diretor-executivo de Operações, Práticas Empresariais e Políticas Públicas do Instituto Ethos

– Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) – Sonia Favaretto, diretora de Sustentabilidade e Imprensa da BM&FBovespa

– Modelo Sesi de Sustentabilidade – Vitor Seravalli, especialista em Sustentabilidade e diretor da Seravalli Consulting


Retrospectiva 2013 – Sustentabilidade cada vez mais no dia a dia da indústria

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O ano de 2013 foi marcado, por mudanças na gestão do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp. O principal foco de Comitê, criado em 2004, continuou a ser o de disseminar o conceito de Responsabilidade Social Corporativa nas indústrias paulistas e estimular a adoção desta forma de gestão para o crescimento, a competitividade e a perenidade das empresas, com o desenvolvimento sustentável da sociedade.

A reunião conjunta do Consocial, Conjur e Cosema: responsabilidade social. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em reunião conjunta do Consocial, Conjur e Cosema, especialistas debatem a debatem ISO 26000. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Sob a liderança do novo diretor titular, o empresário e economista Nilton Torres de Bastos, foram formados grupos de trabalho baseados nos temas da Norma Internacional de Responsabilidade Social ISO 26000, meio ambiente, gestão e governança, práticas de trabalho, envolvimento e desenvolvimento da comunidade, direitos humanos, práticas leais de operação (temas relacionado à corrupção) e questões relativas ao consumidor. Uma das metas para 2014 é fortalecer esses grupos e ampliar a discussão os temas para discussão.

Na opinião de Nilton Bastos, o reflexo dessa nova visão empresarial é extremamente positivo: “As empresas que instituíram pelo menos três políticas de responsabilidade social tiveram taxa de retorno superior, patrimônio valorizado e melhor desempenho em períodos de crise no mercado e na bolsa”, afirmou.

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Boletim Sustentabilidade Fiesp, novo veículo de divulgação do Cores/Fiesp

Ao longo do ano, o Cores tratou temas como a gestão responsável para sustentabilidade, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e a educação de jovens para o mundo do trabalho.

Outra grande novidade foi a criação de um boletim informativo mensal, lançado em agosto. Com média de 3 mil envios por edição, o material mostra os benefícios e  os da gestão voltada para a responsabilidade social. Cases de sucesso, orientações de especialistas das áreas e informações de boas práticas são notícia no Boletim do Cores.

O próximo passo é envolver outros departamentos da Fiesp e tornar o boletim, cada vez mais, uma fonte de inspiração para empresários.

Jornada pela Sustentabilidade

Em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a Fiesp promoveu, em 2013, a “Jornada da Indústria pela Sustentabilidade. Com a participação de mais de 600 empresários, nas edições em São Paulo e Campinas, o evento buscou apresentar ferramentas de gestão socialmente responsável, principalmente para as micro, pequenas e médias indústrias, e estimular a adoção dessas práticas.

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O diretor-titular do Cores da Fiesp, Nilton Bastos, no Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, em setembro. Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Para o ano de 2014, a meta é levar a Jornada da Indústria pela Sustentabilidade para outras cidades do estado, além de desenvolver um segundo módulo para as pessoas que já participaram da primeira edição.

Outro evento de sucesso em 2013 foi a comemoração dos 22 Anos da Lei de Cotas no Brasil, feito em conjunto com o Departamento de Ação Regional (Depar). Ciente das dificuldades que a indústria tem para cumprir a lei (que envolve uma série de fatores, como a falta de mão-de-obra), o evento buscou esclarecer questões e estreitar o diálogo com o poder público e a sociedade.

Indústria promovendo inclusão social

A indústria paulista, no ano de 2013, comprovou a importância do seu papel social, por meio da atuação dos seus braços sociais: Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP).

Loures fez a abertura oficial do lançamento e Seminário da 5ª Edição do Prêmio ODM Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Secretário executivo do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, Rodrigo Loures, lança Prêmio ODM Brasil, na Fiesp; Foto: Helcio Nagamine/FIESP

Com apoio da Fiesp, foram realizados os eventos como o Sesi-SP Cidadania em várias cidades, oferecendo gratuitamente à população serviços de cidadania, saúde e qualidade de vida, e o lançamento do Prêmio ODM – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República, Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A Fiesp articulou também parcerias para oferecer cursos profissionalizantes do Senai-SP às pessoas em situação de risco social.

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Aula inaugural no Senai Ipiranga: oportunidade para entrar no mercado de trabalho. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Em junho foi firmado acordo com a Prefeitura de São Paulo, para capacitar moradores de rua na capital paulista.

Em setembro, deu-se início a capacitação de egressos do sistema prisional para o setor da panificação. A iniciativa é fruto da parceria da Fiesp, AfroReggae, Senai-SP e Sindipan-SP.



Atuação internacional

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Reunião com delegação coreana, na Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIESP

Ao longo do ano, o Cores recebeu delegações internacionais interessadas em conhecer o trabalho da Fiesp na área de sustentabilidade.

Em fevereiro, o comitê recebeu representantes da Women Business Association (WBA), organização internacional que atua na promoção de oportunidades e apoio ao crescimento das mulheres nos negócios. Em abril, o encontro aconteceu com duas organizações coreanas, a Witeck (Women in Science, Engineering and Technology in Korea) e a Associação Economia Verde Brasil – Coreia (Korea Brazil Green Economic Association). Em agosto, o Cores participou de uma reunião com o Cônsul Geral do Chile em São Paulo, Hermán Bascuñan, e o presidente da Fundação América Solidária, Benito Baranda.

Especialistas debatem compromisso da indústria com a sustentabilidade em seminário na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, realizada na manhã desta terça-feira (24/09), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), reuniu especialistas e representantes de empresas para a discussão do atual desempenho da responsabilidade social e da gestão responsável voltada para a sustentabilidade. O evento é uma iniciativa da Fiesp, do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Nilton Bastos, coordenador do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, abriu o encontro, realizado no Teatro do Sesi-SP, na sede da entidade, na Avenida Paulista. “Uma das missões do Cores é inserir cada vez mais a sustentabilidade nas indústrias e na sociedade. É um tema presente há muito tempo, na verdade”, disse Bastos.

Bastos: "Uma das missões do Cores é inserir cada vez mais a sustentabilidade nas indústrias e na sociedade”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Bastos: "Uma das missões do Cores é inserir a sustentabilidade nas indústrias”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Segundo o dirigente, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, tem um compromisso “muito grande” em relação à sustentabilidade. “É uma questão que preenche todas as ações das nossas instituições”.

Nesse sentido, segundo Bastos, “o grande caminho que devemos seguir é unir as partes em prol desse tema de tamanha importância e relevância”. “A sinergia é que determinará o maior sucesso e a superação dos obstáculos”, concluiu.

Rogério Ruschel, membro da R&A Negócios e Sustentabilidade, foi o moderador do primeiro painel do evento: “Liderança e Gestão para Sustentabilidade”.

“O objetivo desta jornada é somar, compartilhar ideias, propostas e experiências para uma diretriz que mostre as vantagens competitivas da adoção da gestão da sustentabilidade nos processos das indústrias”, afirmou. “Estamos aqui para trocar ideias e impressões, para fazer da indústria e do mundo locais cada vez mais sustentáveis”, disse.

Ruschel: vantagens competitivas da adoção da gestão da sustentabilidade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ruschel: análise das vantagens competitivas da gestão da sustentabilidade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ruschel ressaltou a importância que a sustentabilidade tem recebido dentro das cadeias produtivas. “Empresas micro, pequenas médias e grandes precisam estar atentas a esse tema, pois, caso não o façam, correm risco de perder competitividade e mercado”.

De acordo com Ruschel, cada vez mais as grandes empresas estão exigindo de seus fornecedores práticas e gestões sustentáveis.

Exemplo de gestão de sustentabilidade

Marise Barroso, presidente da Masisa, empresa líder na comercialização de painéis de madeira na América Latina, foi a segunda palestrante do debate. “A sustentabilidade permite que as empresas tenham importantes vantagens competitivas em seus setores”, iniciou.

Marise explicou a atuação de sua empresa. “Produzimos painéis de madeira de baixa emissão de produtos químicos como o formaldeído – somos os únicos no mercado a fazer isso”, contou.

Devido à sua atuação na gestão da sustentabilidade, a Masisa foi eleita em 2011, pelo Fórum Mundial, um das empresas com melhores práticas sustentáveis no mundo.

A empresa, que “nasceu sustentável”, é um modelo de sustentabilidade no Brasil. “Todos os nossos insumos são provenientes de matas reflorestadas. Queremos ter o melhor produto na ponta, para o consumidor final, sabendo que é ambientalmente correto”.

Marise: produção de painéis de madeira com baixa emissão de produtos químicos na Masisa. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Marise: produção de painéis de madeira com baixa emissão de produtos químicos na Masisa. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Para Marise, a gestão socioambiental de uma corporação é tão importante quanto a sua gestão econômica. “A totalidade dos nossos colaboradores são remunerados através de indicadores sociais, ambientais e econômicos”.

A presidente da Masisa falou também sobre uma parceria firmada com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

“Estabelecemos uma parceria para a criação de um curso de marceneiro, de 320 horas. Além disso, abriremos um curso de construtores de móveis em 34 escolas”, disse. “Nossa meta é criar um novo padrão dentro da indústria moveleira”, finalizou.

Além da imagem

Adriano Pereira Nunes da Silva, diretor de responsabilidade da InterCement, empresa de cimento do Grupo Camargo Corrêa que “busca desafiar os funcionários a entrar no mundo da sustentabilidade”, fez a sua apresentação em seguida.

“Temos várias empresas em estágios diferentes de sustentabilidade. O nível de agressão ao meio ambiente é tão grande que sempre teremos o que fazer em prol da sustentabilidade”, iniciou.

Segundo Silva, práticas sustentáveis devem servir como uma fortaleza da indústria brasileira, pois isso leva à criação de valor para toda a cadeia. “A busca por práticas sociais resulta em um capital para a empresa que vai muito além da imagem”.

Silva: funcionários desafiados a entrar no mundo da sustentabilidade na InterCement. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Silva: funcionários desafiados a entrar no mundo da sustentabilidade na InterCement. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O diretor explicou como o tema da sustentabilidade é tratado dentro da Camargo Corrêa. “A Camargo Corrêa atua em uma variedade ampla de atividades econômicas. Temos ainda o Instituto Camargo Corrêa, nossa inteligência social, que cria estratégias e modelos de responsabilidade social baseada em valores”, afirmou.

Para Silva, empresas são agentes de transformação e precisam atuar em suas comunidades.  “Parcerias com associações locais só fazem sentido quando atingem status de redes, com interação entre indústrias, governos e associações da comunidade”.

Segundo o executivo, é preciso “fazer diferente”. “Não faz sentido continuar fazendo as coisas erradas que fazíamos antes”, disse. “É preciso inovar para gerar lucro e desenvolvimento nas comunidades, sempre com respeito ao ambiente”.