Diretor da Fiesp diz que burocracia restringe abertura de mercado brasileiro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540251500

Diretor adjunto do Derex, Newton de Melo (dir.) e embaixador Mbete em encontro da África do Sul com Brasil. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A razão de o mercado brasileiro ser restrito às parcerias comerciais internacionais é o excesso de burocracia dos órgãos reguladores, avaliou o diretor adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Newton de Mello.

Ele participou de um seminário sobre oportunidades de investimento e negócios entre o Brasil e a África do Sul, organizado por uma missão sul-africana, e apresentou o panorama da economia brasileira.

“Eu penso que a razão para essa abertura comercial pequena se deve ao excesso de regulamentação em todos os setores. O país é muito grande e complexo. Então, para importar ou exportar determinado produto precisa de autorização de vários órgãos”, disse Newton de Mello.

De acordo com o diretor, “não é algo intencional do governo, nem da iniciativa privada brasileira, mas uma característica do funcionalismo brasileiro”.

O diretor do Derex também criticou o elevado patamar da taxa básica de juros, a Selic. Ele afirmou que as altas taxas “têm acarretado um problema para o setor industrial”. Outro entrave para a atividade da indústria brasileira, ressaltou, são os custos trabalhistas.

“Temos o segundo maior encargo social do trabalho do mundo. Cada R$ 100 pago ao funcionário, custa à empresa R$ 200”, disse.

Ele reiterou ainda que, por essa razão, a indústria brasileira não consegue competir com mercados como a China.

“A indústria brasileira não teme concorrência com produtos europeus, nem com produtos norte-americanos. A questão que tememos é o comércio com a China, que tem um nível de remuneração de mão de obra muito baixo”, afirmou.

Melhora em 10 anos
Apesar de mostrar um cenário negativo da economia brasileira, Newton de Mello relembrou a boa fase econômica do Brasil em anos anteriores. O diretor apresentou dados sobre o crescimento da renda per capita no país.

Segundo ele, a renda per capita, que em 1995 chegava US$ 6,3 mil, em 2012 alcançou o patamar de US$ 11,7 mil. A taxa de desemprego também diminuiu ao longo dos últimos 10 anos, de pouco menos de 12% em 2004 para 5% em 2014.

“Foi criada no Brasil uma nova classe média. Embora isso seja muito discutido, de fato houve uma distribuição de renda muito grande no país”, ponderou.

Ebola
O seminário sobre oportunidades de negócios entre Brasil e África do Sul também contou com a presença do embaixador do país africano no parceiro sul-americano, Mphakama Nyangweni Mbete.

A autoridade sul-africana aproveitou a ocasião da abertura do seminário para desmistificar algumas ideias sobre a epidemia do Ebola em países vizinhos da África do Sul. Mbete lamentou que a falta de informação correta faça com que seu país seja às vezes incluído no surto do vírus.

“O Ebola afeta apenas três países e não se moveu além disso. Gostaria de dizer que temos que realmente passar a mensagem correta. Todas as medidas estão sendo tomadas pelos países e acreditamos que a questão do Ebola será resolvida.”

Um surto devastador do vírus Ebola atingiu pelo menos cinco países africanos: Libéria, Serra Leoa, Libéria, Nigéria e Senegal. A doença já matou mais de 2,5 mil pessoas.

Na manhã desta terça-feira (21/10) a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que a Nigéria venceu oficialmente o surto.

Delegação da Tailândia faz visita à Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540251500

Visita: diálogo sobre possibilidade de aumento do volume de negócios entre os dois países. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O embaixador da Tailândia no Brasil, Spitchayaphant Charnbhumidol, visitou nesta terça-feira (02/09) a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Acompanhado por assessores, ele foi recebido pelos diretores titulares adjuntos do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da entidade, Antonio Fernando Guimarães Bessa e Newton de Mello e pelo diretor Harry Chiang. A delegação tailandesa foi composta por integrantes da Comissão Tailandesa de Investimentos, entre outros.

Ministro da província canadense de Ontário visita a Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O ministro de Desenvolvimento Econômico e Comércio Exterior da Província de Ontário, Canadá, Eric Hoskins, acompanhado por uma delegação de empresários e autoridades daquele país, visitou a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta quinta-feira (23/01).

O objetivo do encontro, além de apresentar os trabalhos realizados pela Fiesp na área, foi debater os entraves ao comércio internacional em relação às questões regulatórias e aos custos para as empresas brasileiras. Além disso, estiveram em pauta os desafios e oportunidades de investimento canadense no Brasil em áreas relacionadas a infraestrutura, transporte, mineração, água e esgoto e energias renováveis.

A delegação estrangeira foi recebida por Newton de Mello, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex)  da Fiesp, e Geraldo Ribeiro do Valle Haenel, terceiro diretor Financeiro do departamento.

O encontro com os canadenses na Fiesp nesta quinta-feira (23/01): oportunidades. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O encontro com os canadenses na Fiesp nesta quinta-feira (23/01): oportunidades. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Além de Hoskins, também compunham a delegação canadense Allan O’Dette, presidente da Câmara de Comércio de Ontário, Stéphane Larue, cônsul geral do Canadá em São Paulo e Sandra Watts, presidente da empresa de exportação POSTO9.

Entre outros temas abordados, os participantes da reunião discutiram a história dos canadenses no estado de São Paulo, a questão energética brasileira, os entraves burocráticos e tarifários do Brasil e o trabalho educacional realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Fiesp recebe vice-ministra de Comércio e Indústria da África do Sul

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Após participar de um seminário sobre oportunidades de negócios na África do Sul, organizado pela representação diplomática sul-africana em São Paulo, a vice-ministra do Comércio e Indústria da Elizabeth Thabethe visitou a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na manhã desta quarta-feira (23/10).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540251500

Vice-ministra Elisabeth Thabethe. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

No encontro, conduzido pelos diretores titulares adjuntos do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Eduardo Ribeiro e Newton de Mello, as autoridades sul-africanas discutiram oportunidades de parceria em projetos de educação profissional com o Serviço Nacional de Aprendizagem de São Paulo (Senai-SP).

O diretor de relações externas do Senai-SP, Roberto Monteiro Spada, participou do encontro e falou sobre a participação da instituição em projetos educacionais na África.

Em agosto, o Senai-SP formou ao menos 10 gestores de departamentos técnicos pelo programa Nigeria Industrial Revolution Plan, fruto de uma cooperação entre a escola e autoridades nigerianas para realinhar a educação profissional no país africano.

“Estamos totalmente abertos para discutir oportunidades na África do Sul, como fizemos na Nigéria”, afirmou Spada.

O diretor do Senai-SP deve se reunir com a cônsul geral da África do Sul em São Paulo, Mmaikeletsi M. Dube, na próxima semana para discutir maneiras de colocar a parceria em prática.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540251500

Roberto Monteiro Spada, Newton de Mello e Eduardo Ribeiro na reunião com comitiva sul-africana liderada pela vice-ministra Elisabeth Thabethe. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ministra de Gana apresenta oportunidades de investimento no país africano durante visita à Fiesp

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A ministra das relações exteriores de Gana, Hannah Tetteh, esteve na manhã desta quarta-feira (31/07), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para apresentar oportunidades de investimento em seu país.

Ela veio acompanhada do diretor do Departamento de Américas do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Integração Regional, Karlk Asmah, do vice-diretor do Departamento de Américas do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Integração Regional, Robert Afriyie, e do secretário Executivo da Ghana Free Zones Board, Kwadjo Twum Boafo.

Hannah: investimentos em infraestrutura para atrair estrangeiros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Hannah: investimentos em infraestrutura para atrair estrangeiros para Gana. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Hannah também falou sobre a atual situação econômica do país africano e sobre os investimentos recentes feitos em infraestrutura e energia. Ela também apresentou as “free zones” de Gana e reforçou o crescimento e a estabilidade do país.

“Crescemos muito rápido, mas não por acaso, foi resultado de uma série de ações realizadas nos últimos 20 anos”, disse a ministra. “Temos estabilidade, uma democracia que funciona e eleições, mas sem os conflitos que acontecem em outros países africanos”, afirmou.

No encontro, o diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Newton de Mello, apresentou um panorama da economia brasileira, além de destacar a atuação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Já o diretor de relações externas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Roberto Monteiro Spada, participou do encontro falando sobre  o trabalho da instituição na África.

Hannah afirmou que há um grande interesse em desenvolver parcerias com o Brasil. “De todos os países do Brics, com exceção da África do Sul, o mais próximo de Gana é o Brasil. Por isso, acredito que teremos muito progresso nessa parceria”, disse a ministra, que fez um convite para que representantes da Fiesp visitem o seu país.

“Estamos no momento ideal para começar a construir parcerias. Gana é um país pequeno, mas gostaria de convidá-los para conhecer a nossa terra e fazer negócios conosco”, explicou a ministra. “E não só trocas comerciais, mas também investimentos na indústria.”

Também participaram do encontro Antonio Bessa, diretor titular adjunto do Derex, e Irene Gala, embaixadora do Brasil em Gana.


Presidente da Catalunha visita a Fiesp para promover o intercâmbio com o Brasil

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Buscando incentivar os negócios entre o Brasil – em especial o estado de São Paulo – com a Catalunha, o presidente da comunidade espanhola, Artur Mas i Gavarró, visitou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na manhã desta quarta-feira (10/07).

Além dele, cerca de 50 empresários catalães também estiveram na Fiesp para saber mais sobre a indústria e a economia brasileiras. Antes de vir a São Paulo, a delegação já havia passado pelos estados do Ceará, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

O diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Antonio Fernandes Guimarães Bessa, deu as boas-vindas ao presidente. “É grande o nosso interesse e o nosso esforço para receber as autoridades e os empresários da Catalunha, uma vez que temos um grande número de pessoas e de empresas de lá no nosso país.”

O encontro com os catalães na Fiesp: troca de experiências em diferentes áreas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Encontro com catalães na Fiesp: troca de experiências em diferentes áreas. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“Nos anos 90, quando abrimos uma delegação específica do governo catalão no Brasil, escolhemos colocá-la em São Paulo porque sabíamos que era a principal economia do Brasil, da mesma forma que a Catalunha é a principal economia da Península Ibérica e do sul da Europa”, disse o presidente. “São Paulo, com uma dimensão grande; nós, com uma dimensão menor, mas ocupando a mesma posição sob o ponto de vista da liderança econômica.”

Considerando as dimensões de São Paulo e da Catalunha, o presidente citou uma série de ações de sucesso, que podem servir de exemplo para o estado, como o investimento em desenvolvimento científico da Catalunha, que tem hoje 12 universidades, sendo nove públicas e três privadas. “A Catalunha representa apenas 0,1% da população mundial, mas responde por 1% de toda produção científica mundial, dez vezes mais do que corresponderia à nossa população.”

Referência em transporte público

Outro exemplo catalão mencionado pelo presidente foi o transporte público, que segundo Gavarró foi um dos assuntos da sua conversa com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. “Temos um dos melhores sistemas de transporte público de toda União Europeia e dos mais avançados do mundo”, afirmou. “Nós, que somos bem menores que São Paulo, com 7,5 milhões de habitantes sendo apenas 3,5 milhões na área metropolitana, temos mais que o dobro de linhas de metrô e de quilômetros que São Paulo, que tem 12 milhões de pessoas na capital.”

Gavarró: Catalunha é referência em transporte e meio ambiente. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Gavarró: Catalunha é referência em transporte e meio ambiente. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O presidente também falou da importância do investimento da Catalunha em meio ambiente. “Nos últimos 20 anos, houve um grande esforço de modernização na Catalunha para coleta e tratamento de resíduos, entre outras ações ambientais. Como resultado, as praias catalãs hoje são consideradas as melhores da Europa.”

Gavarró mencionou o trabalho realizado na área de arquitetura e urbanismo. “Há cerca de 25 anos, de forma democrática, começamos a transformar bairros degradados, construídos nos anos 50 sem controle, em lugares não só com qualidade urbanística, mas com qualidade de vida. Podemos também contribuir com São Paulo na área de planejamento urbano e em programas de desenvolvimento social.”

O presidente encerrou a sua apresentação na Fiesp falando sobre o potencial turístico que ainda não foi totalmente explorado no Brasil. “Todos os anos, a Catalunha recebe 15 milhões de turistas estrangeiros, que é mais que o dobro da nossa população. A Espanha, que tem 45 milhões de habitantes, recebe 63 milhões de turistas. Que é mais do que recebe todo o Brasil, com 200 milhões de habitantes. Podemos também oferecer nossa experiência nesse campo.”

Economia brasileira

 Para dar um panorama amplo da economia brasileira, foram convidados representantes de diversos setores para apresentar dados recentes e informações relevantes sobre a atividade nacional.

O diretor do Derex, Antonio Fernandes Guimarães Bessa, apresentou a situação macroeconômica do Brasil e também falou sobre tecnologia da informação. A apresentação sobre as medidas e políticas mais recentes na área de infra-estrutura foi feita pelo gerente do Departamento de Infra-estrutura  (Deinfra) da Fiesp, Roberto Moussalem. Anícia Aparecida Pio, gerente do Departamento de Meio-ambiente (DMA), apresentou as vantagens e os problemas brasileiros na área ambiental.

Moussalem participou do encontro representando o Deinfra. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Moussalem participou do encontro representando o Deinfra, da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Sobre o setor de autopeças e metalurgia, o convidado foi Francisco Marianno, do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). O diretor do Derex, Newton de Mello, falou sobre o setor de maquinário agrícola.

O encerramento do encontro foi feito por Felipe Puig, chefe de governo da Catalunha, que reforçou a importância da troca de experiências com São Paulo, destacando as experiências catalãs. “Somos um país que não tem riquezas naturais como o Brasil. Não temos água em abundância como vocês e não temos Estado próprio. Mesmo assim, a Catalunha desenvolveu um sistema empresarial e industrial de alta competitividade mundial”, disse. “Viemos para o Brasil com interesse para conhecer o que vocês podem oferecer às nossas empresas. Mas também para oferecer ao Brasil um modelo de gestão e a nossa experiência em diferentes áreas.”