‘Temos muito o que evoluir’, diz vice-presidente da Fiesp na abertura de seminário e 20ª Semana do Meio Ambiente

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“O tema da sustentabilidade entrou na pauta estratégica da indústria paulista”. Foi assim, com um convite ao debate, que foi aberto o Seminário “A indústria recicla – Sistemas de Logística Reversa em Operação no Brasil”. Quem destacou o assunto foi o vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Desenvolvimento Sustentável da federação, Nelson Pereira dos Reis, que deu as boas-vindas aos participantes do encontro. O seminário faz parte da 20ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, iniciada na manhã desta terça-feira (05/06).

Reis lembrou que a relação da indústria paulista com a causa do meio ambiente começou em 1973, quando foi formada uma comissão temática. “Criamos uma área ambiental antes que o poder público o fizesse em São Paulo”, disse. “Nossa atuação institucional chega ao âmbito internacional”, destacou.

Segundo ele, é importante trabalhar para que a legislação e as normas “tenham consistência técnica e viabilidade de realização”. “Também publicamos conteúdos para ajudar os empresários e valorizamos as boas práticas, como a realização do 24º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental”.

Para Reis, “o tema da sustentabilidade entrou na pauta estratégica da indústria paulista”. “Temos muito o que evoluir”, disse.

Vereador de São Paulo, Gilberto Natalini também participou da abertura do seminário e da Semana do Meio Ambiente.

“As leis têm que pegar”, afirmou. “Que a gente possa preservar a nossa casa comum”.

Natalini disse “admirar muito a Fiesp”. “Vocês discutem questões de vanguarda, por isso venho aqui sempre que convidado”.

Deputado federal pelo estado, Arnaldo Jardim foi outro participante.  “Prefiro ver o copo meio cheio, isso dá sentido ao que ainda temos que fazer”, disse. “Temos uma das legislações mais completas do mundo na área ambiental”, afirmou. “Quero saudar a Fiesp pela militância e compromisso”.

Primeira palestra

Após a abertura dos eventos, foi realizada a primeira palestra do seminário. O tema foi a “Logística Reversa de Eletroeletrônicos”, abordado pelo gerente do Departamento de Sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Ademir Brescansin.

Brescansin destacou a atuação da Green Eletron, entidade civil criada pela Abinee para debater questões como a legislação, eficiência e segurança em relação ao uso de itens como pilhas e baterias, sempre discutindo que destino dar aos eletrônicos descartados.

“Temos termos de compromisso assinados com o estado de São Paulo para expandir o sistema de logística reversa de eletroeletrônicos”, disse.

Dessa forma, existem 20 pontos coletores da Green Eletron na capital, instalados em shoppings, escolas e praças públicas, por exemplo. “Vamos avaliar, numa segunda fase, se o comércio é o melhor ponto para o descarte de eletroeletrônicos”.

Outra ação recente foi a parceria com o Movimento Greenk, criado com a missão de conscientizar a população sobre o descarte correto do lixo eletrônico. “Fizemos uma parceria para coleta de materiais, ações educacionais para 80 escolas e até uma gincana para levar eletroeletrônicos”, disse. “Foram 74 toneladas coletadas na feira Greenk Tech Show, entre 25 e 27 de maio últimos”.

Agora, a próxima missão da Green Eletron é gerenciar, durante um ano, 15 coletores em praças municipais em São Paulo.

Para conferir a programação completa da 20ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, é só clicar aqui.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Reis (ao centro): “Publicamos conteúdos para ajudar os empresários e valorizamos as boas práticas”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Acordo de Paris: nova revolução industrial passa pela menor emissão de carbono

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O debate sobre o Acordo de Paris, que prevê ações para a redução das emissões de carbono, encerrou a 18ª Semana do Meio Ambiente, realizada desde a terça-feira (07/06), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em São Paulo. Participaram do workshop a presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBA), Elizabeth de Carvalhaes, o ambientalista Fábio Feldman, o engenheiro e professor da USP Luis Gylvan Meira Filho e o diplomata Everton Lucero.

O Acordo de Paris foi estabelecido na 21ª Conferência das Partes (COP21), em Paris, em 2015, com o objetivo de dar uma resposta global às mudanças no clima, principalmente no que se refere ao aumento da temperatura. A iniciativa foi aprovada por 195 países e visa reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

“Temos aqui na Fiesp um comitê interno de mudanças do clima”, explicou Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da federação e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação. “O Acordo de Paris estabelece que os países signatários possuem a mesma responsabilidade sobre a emissão de carbono”, disse. “Uma responsabilidade vinculada às capacidades nacionais nesse momento de tomada de decisões”.

Moderador do debate, o diretor executivo de Projetos da Fiesp e tenente brigadeiro do Ar Aprígio de Moura Azevedo, destacou que o tema “entrou de forma definitiva na agenda”. “O mundo passou a dar atenção à mudança do clima”.

Segundo Meira Filho, as implicações da assinatura do Acordo de Paris é que são importantes. “Vamos precisar de mudanças mais profundas do que aquelas a que estamos acostumados”, afirmou. “Temos que reduzir em mais de 70% as emissões de dióxido de carbono, é necessário que a indústria se prepare”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

O workshop sobre o Acordo de Paris que encerrou a 18ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Feldman, a mudança na discussão representada pelo Acordo de Paris traz o desafio de colocar na agenda de cada país uma nova governança de clima. “Nem sempre esse foi um tema prioritário no Brasil”, disse. “Precisamos pensar em como isso vai repercutir aqui, em como estabelecer políticas públicas nesse sentido”.

O envolvimento nesse sentido, para viabilizar uma “nova revolução industrial”, deve incluir o “presidente da república” e esferas como o “Itamaraty e ministérios variados, como o de Ciência e Tecnologia”, entre outros. “Que modelo de governança nós vamos ter para cumprir as nossas metas, para viabilizar essa nova revolução industrial feita com baixa emissão de carbono?”, questionou.

Uma única árvore

A implementação imediata do Código Florestal no Brasil também foi citada no workshop. “Isso é fundamental para o cumprimento das metas no Acordo de Paris”, disse Elizabeth. “O Código trata da agricultura, da energia”, afirmou. “É o maior benefício para essa nação dentro do que foi estabelecido pela Conferência do Clima, o Código seria um reforço importante para a recuperação de áreas”.

Conforme Elizabeth, a indústria precisa de políticas de longo prazo para se preparar para esse cenário novo, de novos mercados. “Precisamos migrar todos para esse conceito de indústria sustentável, que só vai se desenvolver se houver demanda”, explicou. “O consumidor tem que querer consumir dessa forma, dizer que não paga por aquilo que pode atrapalhar o meio ambiente”.

Entre as formas de chegar lá, ela citou opções como o investimento em nanotecnologia, que é aquela que trabalha em escala manométrica, produzindo dispositivos com as dimensões de átomos ou moléculas, entre outras opções. “Acredita-se que uma árvore pode oferecer ao homem mais de 5 mil usos pelo simples fato de existir”, disse. “Esse é um desafio maior do que reduzir em dois graus celsius a temperatura no planeta”.

Nessa linha de preparação, Lucero destacou que o momento é de “facilitação” para a implementação das medidas que vão garantir o cumprimento do Acordo de Paris, em 2020. “Muitos aspectos do acordo ainda precisam ser regulamentados”.

Entre os destaques do Acordo, Lucero citou o artigo 6º, que prevê “mecanismos de mercado, de desenvolvimento sustentável”. “Isso envolve definir regras, modalidades de crescimento dos países”, afirmou.

Para isso, “regras de transparência são relevantes para a implantação de mecanismos de mercado”. “Precisamos de uma conjunção de esforços, ouvir representantes dos governos e da sociedade civil”.

Economia circular em destaque na 18ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp

Amanda Viana e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp 

A economia circular no contexto de sustentabilidade, com o reaproveitamento de matérias-primas e o consumo responsável, foi o tema abordado no painel da tarde desta terça-feira (07/06), primeiro dia de apresentações da 18ª Semana do Meio Ambiente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) das entidades, afirmou que enxerga nos debates sobre o tema uma maneira nobre de introduzir o conceito na sociedade, não tratando os resíduos sólidos, por exemplo, como lixo, mas sim como insumos que a serem inseridos na cadeia produtiva.

“Há muitos anos a Fiesp tem essa preocupação com os resíduos sólidos, promovendo debates sobre como isso pode ser minimizado”, disse Reis. “Também buscamos interligar vários setores produtivos”.

Segundo Reis, a Fiesp e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) firmaram uma parceria que tem como objetivo desenvolver ações, projetos, produtos, serviços e gestão de resíduos sólidos no Estado de São Paulo.

A assinatura do protocolo de intenções nesse sentido foi feita por Nelson Pereira dos Reis e Carlos Roberto Vieira da Silva Filho, diretor presidente da Abrelpe e vice-presidente da The International Solid Waste Association (ISWA). “Estamos aprendendo como desenvolver, ampliar e implantar ações práticas dentro dos marcos regulatórios que foram criados”, explicou Reis. Já para Silva Filho, o tema é desafiador e inovador no Brasil.

O palestrante explicou que a geração de resíduos sólidos é mais elevada em áreas já desenvolvidas, ou seja, quanto mais gente e mais desenvolvimento, mais resíduos são gerados. De acordo com ele, em 2011 existiam no mundo 7 bilhões de habitantes, com uma geração de 1,3 bilhão de toneladas por ano de resíduos sólidos. A previsão é que para 2050 existam 10 bilhões de habitantes, com geração de 4 bilhões de toneladas anuais de resíduos sólidos. “Este tema deixa de ser exclusivo do meio ambiente e passa a ser um assunto de sobrevivência”, afirmou.

Só uma pequena parte

Conforme Silva Filho, apenas uma pequena parcela dos resíduos retorna como matéria-prima ou insumo. “Precisamos encaminhar um processo de mudança que valorize a reutilização e a reciclagem, seja na forma de matéria-prima ou energia, por exemplo”, explicou. “Esse é o modelo que recentemente passou a ser denominado de economia circular, buscando minimizar as ineficiências e maximizar as oportunidades”.

Nessa linha, o que se pretende com o modelo de economia circular é: mudança de padrão de produção, consumo e descarte, modelo econômico baseado no ganha-ganha, economia de bilhões para a indústria, criação de centenas de milhares de empregos, redução das emissões de carbono e outros gases de efeito estufa.

Segundo ele, para que esse conceito possa ser implementado, é preciso levar em consideração algumas interferências e complexidades. “Cerca de 70% de todos os resíduos não são reciclados ou têm destinação inadequada. E 40% do que é gerado sequer é coletado”, informou.

Também participaram do paine Fabricio Dorado Soler, do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade do escritório Felsberg Advogados, Chicko Sousa, da Greening Sustainable Solutions e Flavio de Miranda Ribeiro, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Ernani Nunes, diretor de Novos Negócios da Embraco, apresentou um caso prático de implementação da economia circular na empresa Nat. Genius.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

O painel sobre economia circular: reflexões sobre o melhor aproveitamento dos recursos. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Lá em Israel

Encerrando os debates dessa terça-feira (07/06), no painel “Caminhos para o Futuro – Inovação Tecnológica”, o cônsul para Assuntos Econômicos de Israel em São Paulo, Boaz Albaranes, citou soluções variadas desenvolvidas em seu país no que se refere ao melhor uso dos recursos naturais.

É o caso da água. Segundo Albaranes, em Israel “não tem água, mas também não falta”. “Temos tecnologia para a agricultura, economizamos água”, explicou.

Na agricultura israelense, por exemplo, o reuso chega a 80%. “As nossas fábricas, por exemplo, usam e tratam a água de novo”, diz ele. “O uso de novas águas é baixo, reutilizamos várias vezes”.

A prática da dessalinização, ou seja, o tratamento da água salgada, é outra opção muito usada. “Temos 600 milhões de metros cúbicos por ano de água dessa forma”, disse.

Albaranes citou ainda a chamada “Watergen”, solução para desumidificar o ar e assim obter água. “Esse é um recurso muito usado na Índia também”, explicou.

Segundo o cônsul, Israel está à disposição para compartilhar experiências com os empresários brasileiros. “É mais difícil avançar quando se está sozinho”.

A 18ª Semana do Meio Ambiente segue até a próxima quinta-feira (09/06). Para conferir a programação completa, só clicar aqui.


Sistema ambiental paulista avança, mas é ameaçado por gigantismo e excesso de normas

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Ao abrir nesta terça-feira (7/6) o painel “Análise Crítica do Sistema Ambiental Paulista”, parte da 18ª Semana do Meio Ambiente, Walter Lazzarini, presidente do Conselho Superior do Meio Ambiente da Fiesp (Cosema), esclareceu que o termo análise crítica subentende contribuições para a melhora do setor. Entre o que precisa melhorar está o excesso de normas (839 diplomas ambientais do Estado de São Paulo, disse Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento do Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp (DMA).

Lazzarini lembrou que a demanda no setor ambiental é crescente e vai ser acelerada quando acabar a atual crise. Defendeu o aumento de quadros do governo na área, para dar agilidade. Sugeriu também convênios com universidades, para ajudar na análise de questões ligadas ao licenciamento.

Em sua apresentação, Reis, do DMA, citou o Monitore, sistema desenvolvido pela Fiesp e pelo Ciesp, bem-sucedido, para auxiliar empresários no cumprimento das obrigações ambientais.

Por muito tempo os empresários negligenciaram o lado ambiental, disse, em autocrítica. Talvez, afirmou, devessem ter sido mais enfáticos ao longo da criação do sistema regulatório. “É um tormento lidar com os 839 diplomas ambientais do Estado de São Paulo”, lembrou. Mesmo com apoio setorial, até para grandes empresas é difícil lidar com tudo isso.

Reis explicou a atuação da Fiesp em defesa da indústria, com a participação em 190 fóruns federais, estaduais e outros – incluindo internacionais, como COP. Lembrou avaliação de Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, de que atuação na área era muito tímida. No acompanhamento da legislação, em 2015 houve a edição de 115 normais (60 estaduais e 55 federais), e há 347 Projetos de Lei em análise e acompanhamento. O trabalho de mapeamento da questão pelas entidades da indústria, revelou, deve permitir a contribuição para elaborar um código ambiental do Estado.

Vê como desafio integrar todo o arcabouço legal. Buscar um entendimento, porque dispersão e multiplicação de marcos regulatórios talvez se deva à falta de consenso sobre o que fazer. Indústria ainda é tratada com desconfiança ou paternalismo. Licenciamento não leva em conta o que as empresas fazem na elaboração de seus projetos, elevando o custo do processo, disse Reis.

Otavio Okano, presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), frisou a importância da informatização. Meta é ter a resposta mais rápida possível para seu cliente, que é o setor produtivo. “Queremos acabar com o papel nos processos dentro da Cetesb.”

Laura Tetti, membro do Cosema, considera necessário que a secretaria do Meio Ambiente retome sua relevância política. Precisa se afirmar. Nascida das demandas da sociedade civil, a secretaria tem que estar entrelaçada a ela, mas precisa ter autoridade, disse, lembrando que é normal a contestação jurídica dos atos da secretaria.

Eduardo San Martin, consultor ambiental, afirmou que o sistema é muito melhor que já foi, mas é muito maior do que deveria ser. Pergunta se não deveria se ater ao que está explícito na lei, ao beabá. Temos, disse, que diminuir o tamanho, em termos de número de atividades desenvolvidas, do sistema. Sair dos gabinetes e ir a campo.

Germano Seara Filho, secretário executivo do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) defende que o órgão deveria ser responsável por parte do que é feito hoje por meio de resoluções normativas da secretaria. Seara foi homenageado pela Fiesp por seus 25 anos no Consema.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Painel Análise Crítica do Sistema Ambiental Paulista”, parte da 18ª Semana do Meio Ambiente. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


A Secretaria do Meio Ambiente

Assessora técnica de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente, Lia Helena Demange explicou as diretrizes do sistema ambiental paulista no período 2015/18. Em sua apresentação, destacou o programa Nascentes, que inclui a restauração de matas ciliares e é auxiliar importante para a segurança hídrica.

Na gestão de resíduos sólidos, frisou a interlocução com outros componentes do governo estadual (como saúde e recursos hídricos) e a criação de normas para o Programa Estadual de Logística Reversa.

Outra conquista da pasta é o monitoramento do selo socioambiental. Já têm o selo 7% dos materiais comprados (R$ 384 milhões) pelo governo estadual. Nos serviços contratados, 30%. Em relação ao licenciamento ambiental, destacou a redução de 15% do tempo de licenciamento entre 2012 e 2015.

Mauro Antonio Mróz, consultor ambiental, lembrou do início tímido da secretaria, com poucos recursos, o que levou a protestos dos ambientalistas. Outro momento importante foi a Constituinte, por ter obrigado o setor a se organizar. Também quando passou a discutir temas internacionais.

A 18ª Semana do Meio Ambiente segue até a próxima quinta-feira (09/06). Para conferir a programação completa, só clicar aqui.

Indústria em busca da sustentabilidade nos debates da 18ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Sempre em defesa de uma “indústria sustentável”, foi aberta, na manhã desta terça-feira (07/06), a 18ª Semana do Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Realizada na sede da entidade, na Avenida Paulista, a iniciativa recebeu, em sua abertura, a secretária estadual do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias.

“A Fiesp foi a primeira entidade empresarial do Brasil a ter uma área com esse tema, em 1976, dez anos antes da criação da secretaria estadual de Meio Ambiente”, afirmou o vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação, Nelson Pereira dos Reis. “Para a Fiesp, a participação do setor produtivo nesse debate é condição fundamental para alcançar a sustentabilidade, hoje uma questão de negócio e competitividade”.

Segundo Reis, a semana, sempre realizada perto do Dia do Meio Ambiente (05/06), tem por objetivo “identificar melhorias e observar o que pode ser melhorado”. “Isso dentro do espírito de ampliar o debate, o diálogo e o conhecimento para caminharmos em busca do crescimento sustentável”, disse. “Não nos recusamos a debater nenhum tema”.

Classificando a Fiesp como “protagonista dos debates ambientais”, Patrícia Iglesias destacou que o evento confirma a ligação da indústria com a área. “Isso afasta a ideia de que o desenvolvimento econômico é inimigo do meio ambiente”, afirmou. “Não é possível implantar as políticas que nós queremos só com o apoio do poder público, esse trabalho precisa ser feito conjuntamente”.

Para a secretária, é ótimo ver “representantes da indústria paulista se debruçando sobre temas como a sustentabilidade ou o manejo de resíduos sólidos”, por exemplo.

Nesse sentido, Patrícia explica que a Lei de Resíduos Sólidos “considera a viabilidade técnica e econômica, as tecnologias disponíveis”. “Não adianta impor, é por isso que o Brasil sofre com leis que não pegaram. É preciso ver o que é viável e o que é possível fazer”.

Entre as ações realizadas pelo governo paulista na área, Patrícia destacou a reversão do estado de poluição em Cubatão, o trabalho de reflorestamento da Serra do Mar, com a realocação das famílias retiradas das áreas de risco e a expansão das áreas protegidas, com mais unidades de conservação. “Aumentamos a proteção da mata atlântica no estado mais industrializado do Brasil e criamos as primeiras áreas de proteção ambiental marinhas do país”, contou.

Patrícia recebeu da Fiesp uma placa em homenagem aos 30 anos da secretaria.

A 18ª Semana do Meio Ambiente segue até a próxima quinta-feira (09/06). Para conferir a programação completa, só clicar aqui.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Nelson Pereira dos Reis e Patrícia Iglecias: placa em homenagem aos 30 anos da secretaria estadual do Meio Ambiente

Crise hídrica NÃO acabou, mostra seminário realizado na Fiesp

Solange Sólon Borges e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O tema “Gestão da água: a crise NÃO acabou” foi escolhido para o evento anual que a Fiesp e o Ciesp realizam em comemoração ao Dia Mundial da Água, 22 de março, a fim de debater as lições aprendidas com a crise hídrica. Nelson Pereira dos Reis, diretor titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp, enfatizou na abertura do evento que “é preciso avaliar os desafios a serem enfrentados no planejamento de médio e longo prazo”. O seminário da Fiesp e do Ciesp foi realizado nesta quarta-feira, 23.

Para Reis, há reconhecimento quanto à existência de um avançado sistema de gerenciamento de recursos hídricos, com colegiados deliberativos, inclusive com instrumento econômico para a promoção do uso racional e eficiente da água que é a cobrança pelo seu uso. Mas ressaltou que, durante o auge da crise hídrica de 2014/2015, houve falta de coordenação e de maior envolvimento dos comitês de bacias e do Conselho Estadual nas discussões emergenciais a serem adotadas. O Comitê PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), porém, discutiu intensamente a gestão da água e as regras de restrição para os usuários, o que não aconteceu em outras bacias hidrográficas, como a do Alto Tietê e menos ainda no Conselho Estadual, em sua opinião.

O diretor de Meio Ambiente criticou o fato de ter sido criado um comitê de crise de forma independente do sistema estadual, ignorando a existência deste com a função de ser fórum de debates legalmente constituído. Outro fato relevante é que sequer foi dado conhecimento ao Conselho Estadual do Plano de Contingência, desconsiderando a necessária discussão que se impunha de amplo debate com a sociedade e a devida compatibilização com o Plano Estadual de Recursos Hídricos a fim de pautar as ações e os investimentos na gestão. Reis frisou acreditar na gestão participativa, integrada e descentralizada dos recursos hídricos, o que exige profunda reflexão sobre o sistema e seu papel.

“Podemos sair fortalecidos da crise, mas é preciso encarar os desafios e encontrar soluções que atendam as demandas da sociedade de forma equilibrada”, disse, ao lembrar o forte empenho da indústria nos últimos dez anos a fim de reduzir a dependência desse insumo com foco no reúso, redução do consumo e aproveitamento da água de chuva. Mesmo assim, houve o registro de indústrias que foram obrigadas a paralisar suas atividades temporariamente, amargando prejuízos econômicos e sociais pela falta de água, sinalizou Reis.

Para finalizar, Nelson Pereira dos Reis reportou a iniciativa bem sucedida da Fiesp e do Ciesp com a campanha Água na Medida, com a distribuição de 1,5 milhão de kits redutores de vazão em todo o Estado de São Paulo, que somam, com 4 redutores em cada kit, 6 milhões de unidades. Os redutores permitem economia de até 50% no ponto instalado. Foram atendidos a população, de modo geral, escolas, hospitais, prefeituras e corporações como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar, entre outros.
>> Ouça boletim sobre a crise hídrica

Celso Monteiro de Carvalho, vice-presidente do Conselho de Meio Ambiente da Fiesp (Cosema), defendeu que a cobrança de água seja feita efetivamente pelo que foi consumido. Atualmente, a cobrança é realizada como se houvesse o consumo de 10 metros cúbicos, mesmo que o uso seja mais baixo. Isso, disse Carvalho, estimula o desperdício. A cobrança pelo que foi efetivamente consumido eliminaria a cultura do desperdício.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Seminário Gestão da água: a crise NÃO acabou, realizado por Fiesp e Ciesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Água sem transparência

Sandra Akemi Shimada Kishi, procuradora regional da República, gerente do projeto Qualidade da Água, do Ministério Público Federal, listou 20 motivos que comprovam que a crise NÃO acabou. Destacou a falta de transparência, disse que não houve construção de cenários para cada uma das propostas de novas outorgas, para cada faixa. Também não há definição da vazão mínima dos corpos d’água para garantir qualidade nem relatórios de redução de perdas de água e propostas de seu equacionamento. Não há planos de segurança da água e demais medidas de contingência.

Em sua opinião, o comitê de bacia hidrográfica deveria ser paritário, com representação para permitir o controle social. Sem acesso à informação não haverá participação nem controle social, disse Sandra, que defendeu a criação de agenda e real engajamento para que haja diálogos inclusivos da sociedade civil na gestão hídrica e ambiental.

Marussia Whately, da Aliança pela Água, entidade criada em 2014 para propor soluções para a segurança hídrica em São Paulo, disse que o aprendizado tirado da crise inclui saber que a estiagem de 2014/15 foi momento agudo, mas a crise é estrutural, por fatores como a desarticulação de políticas públicas. Ao não se preparar para emergência há o risco de adotar ações que possam piorar a situação no futuro, alertou.

Marussia disse que uma dúvida não respondida é quais seriam os níveis seguros de operação das represas e defendeu que haja indicadores para sociedade avaliar a situação hídrica.

Considera importante analisar a transposição de bacias. Foco na busca de mais água não considera como tratar essa água, afirmou. Só investir no aumento da oferta de água não é a solução, mostra a experiência na Califórnia e na Austrália. Também é necessário promover a redução de consumo, em equipamentos, por exemplo.

Reúso de água como instrumento de gestão

No segundo painel do seminário, o foco dos convidados foi o reúso de água como instrumento de gestão. Américo Sampaio – coordenador de Saneamento do Estado de São Paulo –, deu destaque a dois aspectos. Um deles, o tecnológico, com ênfase no desenvolvimento, aprimoramento, técnica de tratamento de efluentes, no que, em sua análise, “estamos bem”, e citou a importância de membranas de nanotecnologia e osmose reversa. Outro aspecto é o arcabouço legal e normativo, com suas leis e normas a fim de disciplinar a prática de reúso, o que é fundamental, em sua opinião, “mas estamos mal”, no Brasil.

Sampaio citou que, após dez anos de discussão, foi promulgada a primeira Resolução [conjunta da Secretaria de Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Saúde] que disciplina a prática de reúso de água não potável no Estado de São Paulo para fins urbanos, ou seja, limpeza de logradouros, jardins e parques, combate a incêndio e limpeza de tubulações.

O problema é que “hoje opta-se pela gestão da oferta e não da demanda”, avaliou, indicando a falta de compatibilização diante de um consumo diário per capita de 238 litros/habitante.

“Na última década do século 19 e primeira do século 20, a população de São Paulo cresceu 70 vezes”, dimensionando o tamanho da crise em busca de água.

Ele citou como exemplo iniciativas tomadas em Nova York, como a da década de 1990 em que foram trocados um milhão e 300 vasos sanitários. Antes, os vasos gastavam 30 litros de água, hoje são 6 litros e se caminha para 4 litros por descarga.

De acordo com Sampaio, para se ter uma ideia, no projeto de São Lourenço, estão sendo gastos R$ 2,2 bilhões. Se fosse trocado um milhão e meio de vasos sanitários, aproximadamente, o custo seria da ordem de R$ 447 milhões, ou R$ 248,00 per capita por habitante. Ou seja, a troca significaria 20% do investimento requerido para a implantação do São Lourenço.

Uma outra opção é o desenvolvimento tecnológico de micro, ultra e nano membranas, que oferecem qualidade superior de água que a obtida pela osmose reversa. A informação é de Ivanildo Hespanhol, diretor-presidente do Centro Internacional de Referência em Reúso de Água (Cirra) da Universidade de São Paulo (USP). “O Brasil não fabrica membranas de ultrafiltração”, pontuou, ao tratar desse e de outros sistemas avançados de tratamento.

“Hoje se fala muito no Brasil em saneamento básico, água, esgoto e resíduos sólidos, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) ampliou muito isso e incluiu controle de vetores transmissores de doenças, habitação insalubre, poluição atmosférica e segurança”, informou Hespanhol. Não se sabe, disse, o quanto das doenças atuais têm relação com a falta de saneamento.  Londres limpou o rio Tâmisa, Paris limpou o Sena no início do século 19, e São Paulo tem o mesmo nível econômico do que elas. “Não podemos mais tolerar isto.”

O seminário trouxe cases industriais, como o da Aquapolo e da Ecolab.

Marcos Asseburg, diretor-presidente da Aquapolo, sociedade de propósito específico entre a Odebrecht Ambiental e a Sabesp, criado em 2009, em operação desde 2012, atendendo especialmente o Pólo Petroquímico de Capuava, divisa de São Paulo e Mauá.

Trabalha-se a partir do esgoto doméstico já tratado, mas se faz novo tratamento. “É diferente de um reúso feito de modo interno exclusivamente na planta da indústria”, explicou Asseburg, “e não houve restrição ou desabastecimento em nenhum momento com a crise hídrica”. Ele questionou “por que não existem outros projetos assim?”, pois se trata de uma solução inovadora, e frisou que é difícil pensar durante uma crise.

O diretor do Aquapolo criticou a falta de incentivos fiscais e de políticas públicas. ICMS, PIS, Cofins incidem na água de reúso que tributariamente é tratada como água potável. Ele citou a necessidade de mais subsídios e linhas de financiamento para novos projetos. Mas lembrou que há um PLS n. 12/2014, em andamento, para a redução da carga tributária.

A água impacta o coração da empresa, e poderá afetar, inclusive, seu crescimento e lucratividade. A avaliação foi feita por Luis Gustavo Esteves Pereira, vice-presidente e gerente geral da ECOLAB, voltada à tecnologia e serviços para água, higiene e energia.

Para ele, “água é risco. E como lidar com esse risco?”. A falta de água leva ao aumento de custos, do custo do seguro, mas é preciso considerar ainda riscos reputacionais que podem ocorrer diante da falta do recurso. “A água é desvalorizada mundialmente”, concluiu, e há desconexão entre o preço do mercado e o risco e impacta na tomada de decisão de se instalar fábricas em uma dada região ou em outra.

Também houve a contribuição da Agência da Bacia do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ). Constituída por 3 bacias hidrográficas, inclui 69 municípios, 5,5 milhões de habitantes e representa quase 5% do PIB nacional com demanda de 39 m³/s e disponibilidade de 38 m³/s, aproximadamente, de acordo com dados de 2014.

Os dados trazidos por Sérgio Razera, presidente da Bacia PCJ, referendam sua afirmação que a gestão deve contemplar três pilares: oferta, demanda e qualidade. De acordo com ele, o solo é uma grande caixa de água e reserva, e é preciso saber explorar isto com equilíbrio. Em sua avaliação, é preciso caminhar para um plano diretor de reúso.

“Neste país é difícil fazer gestão de recursos hídricos porque é recente a lei que criou o sistema e há dificuldade de obtenção de informações”, disse, concordando que a crise não acabou e nem deve acabar porque “isto nos ajuda a aprimorar o planejamento”.

Ação Fiesp: Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental 2016 amplia reconhecimento

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Por Karen Pegorari Silveira

A Fiesp há mais de 20 anos reconhece as empresas industriais que se destacam na busca da melhoria da qualidade ambiental no Estado de São Paulo e a partir deste ano o Departamento de Meio Ambiente (DMA), em parceria com o Comitê de Responsabilidade Social (Cores), incluiu um novo reconhecimento para o Prêmio Mérito Ambiental, o Destaque Responsabilidade Socioambiental – que vai homenagear projetos com foco social direcionados às comunidades locais e ao público interno da indústria

De acordo com Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da Fiesp e diretor titular do DMA, “a empresa que além de buscar a sustentabilidade, no seu tripé ambiental, econômico e social, e acaba muitas vezes suprindo a falta de ações mais contundentes do setor público em favor da população do entorno da fábrica com ações nas áreas da saúde, educação e geração de renda também precisa ser premiada”.

É mais um reconhecimento da Casa da Indústria para as empresas que se empenham e melhoram as condições de vida em nosso Estado.

Grácia Fragalá, vice-presidente do Conselho de Responsabilidade Social (Consocial) e diretora titular do Cores, destaca ainda que esta é uma grande oportunidade para as indústrias divulgarem suas ações sociais que impactam de forma tão positiva e profundamente a vida da comunidade do entorno e do seu público interno.

Receberão o Destaque Responsabilidade Socioambiental até dois projetos de empresas que implantarem ações de apoio às comunidades locais com foco em:

– Educação: estímulo à permanência nas escolas com atividades complementares ao currículo, como aulas suplementares das disciplinas exigidas pelo Ministério da Educação, projetos sociais de formação e capacitação profissional às comunidades carentes;

– Cultura: que possibilitem às comunidades acesso às atividades relacionadas à música, às artes plásticas, à dança, ao teatro, às manifestações da cultura local, etc.;

– Políticas públicas: fomento ao desenvolvimento de políticas que beneficiem a comunidade/ sociedade;

– Geração de renda e capacitação: incentivo ao desenvolvimento econômico das comunidades do entorno e, ao mesmo tempo, desenvolvimento para potencial profissional;

– Responsabilidade social corporativa na cadeia de valor: projetos que visem à melhoria da gestão de riscos sociais na produção, distribuição e comercialização.

Já os projetos para o Público interno serão avaliados por:

– Incentivo ao desenvolvimento profissional/pessoal por meio do acesso à formação e ao aperfeiçoamento continuado;

– envolvimento dos funcionários em alguma ação social que ajude a melhorar as condições de vida de uma comunidade e/ou público;

– engajamento para a sustentabilidade com orientação sobre questões sociais e ambientais e estimulo a adoção de uma nova postura;

– qualidade de vida com ações e iniciativas que reduzam o estresse, os desagastes físico e emocional e melhorem a performance e a produtividade dos funcionários.

Mais informações:

Data-limite para pré-inscrição online e entrega de trabalhos:  15/4/2016 

Saiba mais: http://www.fiesp.com.br/meritoambiental

Data da premiação: em junho, durante a realização da Semana do Meio Ambiente

Contato: 3549-4675 ou meritoambiental@fiesp.com

Fiesp entrega 2 mil redutores de vazão de água à Polícia Militar Ambiental

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

A ação “Água na Medida”, promovida pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) continua com a distribuição dos kits com anéis de plástico redutores de água para torneiras.

Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, entregou nesta sexta-feira (6/3), 2 mil redutores ao comandante Geral da Polícia Militar Ambiental do Estado, coronel Renato Cerqueira Campos, que serão utilizados em 114 quartéis. “Essa campanha nos dá a oportunidade de mostrar que a Fiesp tem um compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a conservação dos recursos naturais”, comentou o diretor.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Nelson Pereira dos Reis entrega o redutor de vazão ao coronel Renato Cerqueira Campos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Os redutores de vazão foram desenvolvidos por alunos do Curso de Aprendizagem Industrial – Ferramenteiro de Moldes Plásticos da Escola Senai Mario Amato. “A Fiesp sempre esteve envolvida em ações de preservação da água. Essa campanha mostra que a entidade é comprometida com a sociedade”, afirmou Nelson Pereira dos Reis.

Para o coronel Cerqueira, a ação é essencial para estimular a população a reduzir o consumo de água, e já encomendou à Fiesp mais 20 mil redutores, para estender a campanha aos 1.300 quartéis da Polícia Militar. “A ideia é envolver a PM como um todo nessa campanha de divulgação, estimulando a população a reduzir o consumo, para atingir os nossos objetivos”, disse o coronel.

“Essa campanha vai atingir não só nossos quartéis, mas também as famílias dos policiais militares, que, no contato diário com a população, levarão a mensagem de que o esforço conjunto vai garantir o sucesso sobre essa crise hídrica em nosso estado”, completou o coronel Cerqueira.

Diretor da Fiesp participa de fórum de sustentabilidade promovido pela Folha

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Nelson Pereira dos Reis: é urgente a criação de um código ambiental que supere os entraves burocráticos e que confira mais responsabilidades para as empresas e menos controle para órgãos licenciadores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis, foi um dos convidados do Fórum de Sustentabilidade, evento promovido pelo jornal Folha de S. Paulo no Museu da Imagem e Som (MIS), em São Paulo.

Em sua fala no fórum, na manhã desta terça-feira (03/06), o diretor abordou questões relacionadas aos chamados “excessos” da burocracia ambiental, fator que, em sua visão, engessa a implantação de novos projetos no Brasil. “Em muitos casos, um empreendimento pode demorar até cinco anos para obter uma licença ambiental”, afirmou.

De acordo com Pereira dos Reis, é necessária a construção de um novo arcabouço legislativo, que dê rapidez e precisão às normas ambientais, as quais, além de existirem em grande quantidade, são, em muitos casos, ineficazes. “Temos cerca de mil normas ambientais, muitas delas ultrapassadas, com objetivos opostos e em superposição”, argumentou.

Segundo o diretor da Fiesp, é urgente a criação de um código ambiental que supere os entraves burocráticos e que confira mais responsabilidades para as empresas e menos controle para órgãos licenciadores.

Pereira dos Reis disse que a descentralização das tomadas de decisão também é uma saída boa para a superação do entrave burocrático. Para ele, estados e municípios devem atuar sobre essas questões, com atenção às especificidades locais, para maiores ‘ganhos ambientais’ e com celeridade legislativa.

O painel teve a participação de André Ferretti, coordenador de Estratégias de Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.  Na opinião de Ferretti, o país evolui em leis, mas os órgãos ambientais não acompanham essa evolução e não cumprem seus papéis. “Essa burocracia atrapalha o próprio setor”, disse.


Duratex e Amidoeste são as vencedoras do prêmio de Mérito Ambiental da Fiesp

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Com objetivo de incentivar as boas práticas ambientais na indústria, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promove, há duas décadas, o Prêmio Mérito Ambiental. A 20ª edição do evento foi realizada na noite desta segunda-feira (02/06), na sede da federação, em São Paulo. As duas empresas vencedoras foram a Duratex, na categoria médio e grande porte, e a Amidoeste, em micro e pequeno porte.

O vice-presidente e diretor titular do Departamento de meio ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, fez a abertura do evento e destacou a história de 20 anos da iniciativa. “O Mérito Ambiental tem crescido em número de participantes, o que é importante, já que a ideia do prêmio, além de reconhecer as práticas, é transformar essas práticas em benchmark, para que todo universo industrial aproveite essas boas iniciativas e as incorpore em seus processos”.

O projeto vencedor da Duratex foi na área de gestão de resíduos nas unidades Deca. Nas fábricas de metais e louças, a empresa deu tratamento adequado ao óxido de zinco, à areia de fundição e à areia de macho, além dos cavacos e da sucata metálica.

A Deca também fez o aproveitamento do lodo da estação de tratamento de efluentes da galvanoplastia, um resíduo considerado perigoso, e promoveu o reaproveitamento de gesso. Assim, um grande volume de resíduos deixou de ser enviado a aterros sanitários ou outra destinação que não promova a melhoria de qualidade ambiental.

Os vencedores do Prêmio Mérito Ambiental: exemplos para a indústria. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Os vencedores do Prêmio Mérito Ambiental: exemplos para a indústria. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Representando a Deca, receberam o prêmio Alan Pereira dos Santos, gerente de fábricas – louças, e Roberto Rossi, gerente de fábricas – Metais. “O assunto sustentabilidade hoje é algo que permeia toda a organização, do presidente a todas as equipes de produção”, afirmou Santos.

A partir da esquerda: Santos, Reis e Rossi. Sustentabilidade em toda a organização. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A partir da esquerda: Santos, Reis e Rossi. Sustentabilidade em toda a organização. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Biogás como alternativa

Atuando no ramo de derivados de mandioca, a empresa Amidoeste, da cidade de Tarabai, no interior paulista, apresentou o projeto de biogás como energia alternativa no processo agroindustrial. Foram considerados os aspectos de redução dos impactos ambientais por meio da emissão do gás metano (CH4) para o meio ambiente, originado do processo de fermentação de resíduos orgânicos na água residual da produção.

Também se levou em conta a reciclagem da água utilizada em todo o processo fabril uma vez que nesse processo há a redução de Demanda Biológica de Oxigênio (DBI)  tornando a água possível de ser reaproveitada.

Renata, da Amidoeste: “Não foquem só na empresa e no lucro, façam projetos pensando em proteger o meio ambiente”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Renata, da Amidoeste: “Não foquem só na empresa e no lucro, façam projetos pensando em proteger o meio ambiente”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Bióloga, a representante da Amidoeste, Renata Moleiro Fadel deixou um alerta aos empresários. “Não foquem só na empresa e no lucro, façam projetos pensando realmente em proteger o meio ambiente. Pensando no futuro, nos nossos filhos.”

Menções honrosas

Outras empresas participantes receberam prêmios de menção honrosa:

Categoria médio e grande porte

 AES Tietê – Projeto Créditos de carbono provenientes de áreas restauradas no entorno dos reservatórios da AES Tietê.

Johnson & Johnson – Projeto Johnson & Johnson Sustentável, que promove iniciativas que otimizam o uso de recursos naturais, redução de resíduos, redução no consumo de energia elétrica e da degradação ambiental.

Honda Automóveis do Brasil – Projeto Redução da geração de resíduos, que contempla redução da umidade da borra de tinta, reciclagem da areia de fundição, reciclagem de chapas de raio-X e campanha de conscientização sobre desperdício.

Essencis Soluções Ambientais – Programa de Ecoeficiência ambiental e de processos criado com o objetivo de estabelecer metodologia para minimizar e compensar os impactos ambientais causados em operações industriais e ambientais.

Categoria Micro e pequeno porte

Apoioware Comércio de Equipamentos e Consultoria em Informática – Projeto de postes autônomos eólicos-solares, que possibilita a iluminação de áreas externas, tanto públicas como privadas, alimentando também áreas internas e residências.

Metalúrgica Inca – Projeto Multiplicadores ambientais, que conscientizou aproximadamente 15 mil pessoas a partir dos quatro anos, com palestras em escolas, além da formatação do informativo Inca com matérias, dicas e sugestões de consumo racional dos bens naturais.

Ambiental MS Projetos – Apresentação da tecnologia utilizada na construção da nova sede da Metalsinter. Desde a concepção, escolha do local e acabamento, foram reduzidos os impactos ambientais a partir de medidas como o uso de estrutura à base de pré-moldado, que dispensou a utilização de madeiras.

Arte 

Além das indústrias, o artista G. Comini também apresentou sua obra na cerimônia. Com 12 quadros expostos durante a premiação, produzidos em uma técnica de microcolagem que utiliza resíduos de revistas, folders e outras publicações gráficas, ele mostrou a filosofia da metaciclagem.

“Toda vez que as pessoas me diziam que eu fazia uma arte que reciclava, eu discordava. Mas hoje eu cheguei à conclusão de que é reciclagem sim, mas vai além. Por isso eu chamo de metaciclagem”, explica. “A metaciclagem é transformar esses resíduos sólidos por meio da arte, dando a eles uma alma e uma transcendência.”

Sociedade ainda não compreendeu a gravidade das mudanças climáticas

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Para Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da instituição, a sociedade “global” ainda não acordou para a gravidade das mudanças climáticas e suas consequências.

Entretanto, para o dirigente, que participou do primeiro painel da 16ª Semana do Meio Ambiente, evento aberto na Fiesp nesta segunda-feira (02/06) e que segue até a sexta (06/06),  se a sociedade ainda não se atentou completamente para as questões, o setor privado, ciente da necessidade de rápidas ações, já avança e dá sua contribuição.

A iniciativa é uma realização da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Para Reis, é preciso assinalar a necessidade maiores ações para enfrentar a questão ambiental. “Precisamos de harmonização nas políticas públicas e nos acordos internacionais”.

Reis: “Precisamos de harmonização nas políticas públicas e nos acordos internacionais”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Reis: “Precisamos de harmonização nas políticas públicas e nos acordos internacionais”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Entre os problemas a serem solucionados, Pereira dos Reis destacou a importância da criação de acordos mais “vinculantes”, entre eles, uma mudança política para o etanol. Segundo ele, a atual política energética do Brasil “pune” esse tipo de combustível. “Precisamos trabalhar para evitar a possível perda dos benefícios do etanol”, disse.

Além disso, na visão de Pereira dos Reis, é necessário buscar a convergência e posicionamentos fortes diante dos acordos internacionais. “Um novo compromisso deverá ser mais vinculante, caso contrário não haverá avanço nas questões”.

Em 2015

O gerente geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), Rodrigo Lima, também participou do primeiro dia da 16ª Semana do Meio Ambiente.

Segundo ele, é grande possibilidade de que o país, depois do acordo internacional na conferência climática da United Nations Framework Convention on Climate Change (Unfccc), em 2015, na França, precise atingir metas iguais às dos países desenvolvidos.

Caso isso se concretize, na visão de Lima, o Brasil precisará revisar políticas nacionais e estaduais sobre a preservação climática, com “valorização do estoque de carbono brasileiro e de recursos naturais”. O acordo, segundo Lima, poderá “reduzir o desempenho de setores industrias, agropecuários e da construção civil”.

16ª Semana do Meio Ambiente vai debater consequências das mudanças do clima

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Os impactos, vulnerabilidades e a adaptação às mudanças do clima serão os assuntos centrais da 16ª Semana do Meio Ambiente, promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a partir desta segunda-feira (02/06). O evento segue até sexta-feira (06/06).

A iniciativa é uma realização da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Participaram da abertura da Semana  o vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê de mudanças do clima, João Guilherme Sabino Ometto, o vice-presidente e diretor titular do Departamento de meio ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Rubens Naman Rizek Junior, o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos A. Klink, e o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Vanderlei Meira Nascimento.

Nelson Pereira dos Reis destacou os eventos que serão promovidos pela Fiesp e também pelo Sesi-SP e pelo Senai-SP no decorrer da semana, entre eles a entrega do 20º prêmio de mérito ambiental, na noite desta segunda (02/06).

“Durante esses dias vamos desenvolver uma série de atividades, lembrando toda questão do meio ambiente e fazendo reflexões sobre os temas que vivemos diariamente e sobre os quais nem sempre temos oportunidades de refletir, discutir e trazer propostas e soluções”, disse Reis.

16ª Semana do Meio Ambiente: abertura com debate sobre parcerias com a indústria para discutir questão. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

16ª Semana do Meio Ambiente: abertura com debate sobre parcerias com a indústria. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Educação ambiental

A importância da educação ambiental foi destacada pelo secretário municipal do Verde, que falou sobre as ações desenvolvidas pela Prefeitura, como a criação do projeto de compostagem nos parques, a implantação da coleta seletiva em toda a cidade e a construção da primeira central de triagem automatizada da América Latina, que será inaugurada no dia 5 de junho.

“A educação ambiental é o investimento nº 1 nessa área, porque nenhum outro tipo de mitigação vai chegar a lugar nenhum se não tivermos mudança de hábitos”, afirmou Nascimento. “Nesse momento, o investimento fundamental, sem prejuízo das tecnologias e de outros projetos, é a educação”.

O representante do governo estadual aproveitou para agradecer a parceria com a Fiesp em diversas áreas. “Graças à parceria do governo com a Fiesp, avançamos em questões como resíduos sólidos, qualidade do ar, recuperação de áreas contaminadas, inventário de emissões e a comissão paulista de biodiversidade”, declarou Rizek Junior, que destacou que, com ajuda da Fiesp, mais de 10 mil CNPJs firmaram termos de compromisso de logística reversa.

Rizek Junior: avanços em função da parceria com a Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Rizek Junior: avanços em função da parceria com a Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mas, segundo ele, há ainda outros temas a serem desenvolvidos em parceria com a indústria paulista. “Falta melhorar a questão da construção civil sustentável, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), a organização da legislação ambiental, os acertos fiscais e a renovação de frota de veículos.”

A Fiesp e o meio ambiente

Falando sobre o trabalho realizado pelo Comitê de Mudanças Climáticas, formado por representantes dos departamentos de Meio Ambiente, Infraestrutura, Agronegócio, Competitividade e Comércio Exterior da federação, Ometto mostrou a importância que a Fiesp dá ao meio ambiente.

“Há vários anos, a visão da Fiesp é que as questões ambientais são transversais aos processos econômicos e sociais. A conservação e o uso racional dos recursos naturais é essencial para os processos industriais e para a manutenção da qualidade de vida.”

Para o vice-presidente da Fiesp, é fundamental o equilíbrio entre meio ambiente, economia e sociedade. “Estamos construtivamente trabalhando em prol do meio ambiente somando esforços para que as soluções sejam práticas, economicamente viáveis e com a colaboração de todos os órgãos ambientais”, explicou. “Na gestão ambiental, social e econômica, o objetivo é melhorar a qualidade de vida e gerar riqueza para o País, em um ambiente de sustentabilidade.”

Primeira reunião do grupo de trabalho sobre Responsabilidade com o Investimento

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou, na tarde desta segunda-feira (12/05), a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) Responsabilidade com o Investimento.

No encontro, Manuel Carlos de Lima Rossitto, diretor titular adjunto do departamento e coordenador do grupo, apresentou os objetivos do GT.

A finalidade do grupo é, segundo Rossitto, reunir representantes da iniciativa privada e do governo para desenvolver ações que visem disciplinar a contratação de obras, a aplicação de recursos e a compra de materiais e equipamentos, destravando interferências.

“Também queremos criar uma cartilha para os presidenciáveis e para a mídia, estabelecer articulações com atores envolvidos com a temática”, explicou. “Trabalharemos em questões pós-contratuais tanto de recursos públicos quanto de recursos privados”, afirmou o coordenador.

Rossitto, ao microfone, e Reis, à esquerda: ações para dar maior disciplina ao setor. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Rossitto, ao microfone, e Reis, à esquerda: ações para dar maior disciplina ao setor. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Além disso, de acordo com ele, o grupo tratará de questões ligadas ao licenciamento ambiental e à falta de qualificação da mão de obra.

Outro tema debatido pelos participantes do grupo foi o atraso causado pela burocracia brasileira. “Precisamos de obras rodando no Brasil dentro do prazo”, finalizou Rossitto.

O vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação, Nelson Pereira dos Reis, também participou da reunião inaugural do grupo de trabalho. Para ele, uma questão importante é trabalhar na criação de um código ambiental que “facilite e simplifique o licenciamento”.

Para outubro

Outro participante do encontro foi o diretor do Departamento das Indústrias Intensivas em mão de obra e Recursos Naturais do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Otavio Bezerra Prates.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Marcos Otávio Prates: “Precisamos a levar propostas para os governos para, em 2015, tentar a implantação de medidas profundas”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para Prates, o grupo precisa apresentar propostas viáveis para, em outubro, começar a trabalhar projetos de reformas trabalhistas em sinergia com os sindicatos. “Precisamos a levar propostas para os governos para, em 2015, tentar a implantação de medidas profundas”.

Participou do encontro ainda Rodolpho Tourinho, presidente do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Fiesp.

Para conferir a apresentação do GT de Responsabilidade com o Investimento, só clicar aqui.


Ambev quer reduzir consumo de energia em 10% até 2017

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A fabricante de bebidas Ambev recebeu uma menção honrosa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante a 9ª edição do Prêmio Fiesp de Reúso da Água, em março, pelo trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos para a redução do consumo de água. A companhia reduziu o índice de consumo de 3,80 para 2,75 litros usados na produção de cada litro de cerveja em sua unidade em Jaguariúna, São Paulo, o que equivale a mais de 1,17 milhão de metros cúbicos.

A companhia ainda pretende, entre outras metas, reduzir a emissão de gases de efeito estufa e o consumo de energia em até 10% até 2017.

Para o gerente de meio ambiente da Ambev em Jaguariúna, Leandro Serra, a bem sucedida redução do consumo é um exemplo “de que como é possível fazer mais com menos”. Segundo ele, a produção de bebidas do local quase dobrou nos últimos cinco anos sem alteração na quantidade de água captada para isso.

Serra recebeu o troféu pela menção honrosa no prêmio da Fiesp do diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação, Nelson Pereira dos Reis.

Reis, à esquerda, e Serra: reconhecimento na 9ª edição do Prêmio Fiesp de Reúso da Água. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Reis, à esquerda, e Serra: reconhecimento no Prêmio Fiesp de Reúso da Água. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Veja abaixo entrevista com Leandro Serra sobre o projeto da empresa e sobre o reconhecimento no prêmio da Fiesp:

A unidade de Jaguariúna, inscrita no prêmio da Fiesp, conseguiu reduzir o consumo de água para 2,89 hectolitros para cada hectolitro de bebida produzido. A meta para 2013 era chegar a 2,75 hectolitros segundo o mesmo parâmetro.  Esse objetivo foi alcançado?

Leandro Serra – Sim! Com muito orgulho fechamos o ano de 2013 com 2,75 litros de água utilizados para cada litro de bebida produzido. Podemos dizer que a nossa unidade é um exemplo de como é possível fazer mais com menos. Nos últimos cinco anos, a produção da fábrica praticamente dobrou e a quantidade de água captada não sofreu alteração. Conseguimos estes resultados graças à eficiência de se encontrar técnicas para consumir menos água na linha operacional.

Que outros resultados a unidade de Jaguariúna alcançou com a redução do consumo de água?

Leandro Serra – O maior benefício é deixar uma maior quantidade de água disponível nas fontes de captação para outros usos. Um dos resultados que conseguimos com as práticas que adotamos é que, ao acompanhar de perto os índices de consumo de água na produção, estabelecemos entre as unidades um benchmark por etapa do processo.  Ou seja, as melhores práticas podem ser multiplicadas entre as fábricas e ainda utilizadas como especificações nas plantas inauguradas ou ampliadas.

Certamente há uma redução no custo de produção com esse consumo menor de água. A Ambev consegue repassar essa redução de custo ao consumidor?

Leandro Serra – Para que consigamos alcançar melhores índices de ecoeficiência, investimos constantemente em pesquisas e equipamentos. Avaliamos que este investimento em processos produtivos sustentáveis é uma prática que traz retorno à empresa, à sociedade e ao meio ambiente.

A Ambev traçou metas ambientais para 2017 e uma delas é reduzir o consumo interno de água para um índice de 3,2 litros de água para cada litro de bebida envasado. Houve alguma mudança nas ambições da empresa?

Leandro Serra – Há mais de 20 anos trabalhamos com o Sistema de Gestão Ambiental (SGA), no qual todas as nossas unidades fabris são incentivadas a monitora e estimular a evolução contínua dos índices de ecoeficiência da companhia. É por meio dele que conseguimos e estabelecemos as metas ambientais e as boas práticas entre as unidades.

Para 2017, continuamos com as mesmas metas anunciadas no Dia Mundial do Meio Ambiente no ano passado. Além do objetivo de alcançar o índice de 3,2 litros de água para cada litro de bebida envasado em todas as unidades da Ambev e do grupo Anheuser Busch InBev, temos também como meta trabalhar em parceria com stakeholders locais para melhorar a gestão da água em regiões-chave de cultivo de cevada; participar junto com parceiros locais de medidas de proteção de mananciais em todos os locais estratégicos onde temos instalações fabris em sete países, incluindo o Brasil; reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 10%; reduzir o consumo de energia em 10% e reduzir em 100 mil toneladas os materiais usados para as embalagens.

A companhia tem algum outro projeto específico para a preservação ambiental?

Leandro Serra – Desde 2010, decidimos levar esse empenho em prol do meio ambiente também para fora de nossos muros. Envolvemos a sociedade, por exemplo, na questão do uso racional da água e também da reciclagem. Para isso lançamos o Movimento CYAN e o Ambev Recicla.

O Movimento CYAN já conta com importantes desdobramentos como o Projeto Bacias. A iniciativa é um trabalho de preservação e recuperação de bacias hidrográficas brasileiras. O primeiro local de atuação foi a Bacia Corumbá-Paranoá, no Distrito Federal. Agora o projeto se faz presente aqui em São Paulo, em Jaguariúna, na Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Por meio dele conseguimos engajar a comunidade ribeirinha na luta pela preservação dos rios.

Já o Ambev Recicla contribui para o desenvolvimento de cooperativas modelo em diversos estados do país por meio de melhorias na gestão e doação de equipamentos, além de ter lançado a garrafa PET 100% reciclada.

Prêmio Fiesp de Conservação e Reúso da Água: cases serão referência para a indústria

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Nelson Pereira dos Reis: indústria vai aproveitar exemplos do prêmio. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Na visão do diretor titular do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis, a 9ª edição do Prêmio Fiesp de Conservação e Reúso da Água incentiva práticas de conservação ambiental ao divulgar projetos de pequenas, médias e grandes empresas voltados para a preservação do meio ambiente.

“A indústria vai aproveitar esses exemplos e utilizá-los e implantá-los em suas empresas”, disse Reis durante a cerimônia de premiação em que Toyota do Brasil e Antares Reciclagem saíram como vencedoras e Ambev do Brasil e Votorantim Metais receberam menções honrosas.

Este ano, um total de 21 empresas inscreveu projetos no prêmio, dividido em duas categorias: médio/grande e micro/pequeno porte.

Foram representados os setores de alimentos e bebidas, papel e celulose, automotivo e autopeças, eletroeletrônico, metalúrgico, cerâmico e eletrodomésticos, químico, fármaco e petroquímico.

De acordo com a organização, o prêmio também é um indicador ambiental, uma vez que forma um acervo de casos bem sucedidos de preservação no estado de São Paulo.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540096323

Eduardo San Martin: número de inscrições no prêmio é indicador da disposição dos empresários estão dispostos a produzir consumindo menos água. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Para o diretor do DMA e da área de meio ambiente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Eduardo San Martin, o número de projetos inscritos no prêmio mostra a disposição do empresário em se desenvolver com práticas mais limpas de produção.

“Temos ações concretas para mostrar que nós iniciamos esse movimento. Os senhores [representantes da indústria] decidiram apresentar os cases de suas empresas”, afirmou San Martin na solenidade.

“Isso mostra que existe na mentalidade do nosso empresário uma grande disposição de produzir consumindo menos água, energia”, completou.

>> Toyota do Brasil e Antares Reciclagem vencem 9º Prêmio Fiesp de Conservação e Reúso da Água

Diretores da Fiesp apontam perspectivas para 2014 em coletiva de imprensa da entidade

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Além do balanço de 2013 para a indústria e a economia brasileiras, apresentado pelo presidente da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, a coletiva de imprensa de final de ano das entidades contou com a participação de diretores de várias áreas de atuação da indústria paulista.

Um desses participantes foi o superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Walter Vicioni Gonçalves.

Segundo Vicioni Gonçalves, o Sesi-SP e o Senai-SP se empenham e seguirão empenhados na oferta de educação de qualidade, o que também é uma forma de “estimular o desenvolvimento econômico”. “Em 2015, teremos 90 mil alunos na educação fundamental em regime integral no Sesi-SP”, disse.

Ele lembrou ainda que o Sesi-SP fez intervenções no currículo para estimular as áreas de ciência e tecnologia na rede. “E isso para os alunos desde os seis anos de idade”, explicou. “Temos laboratórios de química e física, por exemplo”.

Vicioni na coletiva de imprensa: educação de qualidade para “estimular o desenvolvimento econômico”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Vicioni: educação de qualidade para “estimular o desenvolvimento econômico”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Projetos como o Teatro Musical, de formação de atores na área, ligado ao setor de Cultura do Sesi-SP, também foram lembrados.

Assim como as unidades móveis do Senai-SP sobre áreas como nanotecnologia, robótica aquática e aviônicos. “Para a Fiesp a educação é uma ferramenta de desenvolvimento econômico”, disse Vicioni Gonçalves.

Meio ambiente

Também presente à coletiva de imprensa, o diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, explicou que existe no estado de São Paulo um “arcabouço com mais de 800 normas ambientais”. “Isso gera uma enorme dificuldade de licenciamento e de processos de renovação de licenças”, disse.

Assim, o DMA está fazendo um ordenamento da legislação estadual a partir de um conjunto de 700 normas. “Estamos desenvolvendo uma proposta de código ambiental para facilitar a vida dos empresários”, afirmou. “É mais uma contribuição da Fiesp para ajudar São Paulo e o Brasil a serem mais competitivos”.

Reis: “Estamos desenvolvendo uma proposta de código ambiental para facilitar a vida dos empresários”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Reis: proposta de código ambiental para facilitar a vida dos empresários. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Pequena e média indústria

Diretor-titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi), Milton Bogus destacou a atuação da entidade no sentido de ajudar empreendedores de todos os portes. “Fechamos uma parceria com 20 universidades para atendimento, consultoria e palestras para mais de 6 mil empresas”, explicou.

Ele lembrou ainda que as salas de crédito realizadas na federação sempre contam com a participação dos seis principais bancos do país, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

De olho na Copa

No Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, as atenções já estão voltadas para a Copa do Mundo de 2014. “Estamos focados na segurança privada no Brasil até por conta da Copa”, disse o diretor-titular do Deseg, Ricardo Lerner.

Nesse sentido, a federação deve receber, em sua sede na Avenida Paulista, em São Paulo, em 25 de fevereiro de 2014, um evento para discutir a segurança em cada uma das cidades que vão sediar o evento no Brasil no próximo ano.

Construindo oportunidades

Para o diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, o “destravamento do setor nos diversos aspectos que têm atrapalhado a construção” é uma prioridade do departamento para 2014.

Nacionais x importados

Coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil) na Fiesp, Paulo Fraccaro, é preciso estimular a discussão, em 2014, de temas como a dificuldade de concorrência entre produtos nacionais e importados na área da saúde.

“Hospitais e órgãos públicos importam artigos na área com isenção de tributos”, disse. “Precisamos de isonomia na área, de igualdade de competição”.

O debate também vale para o setor de defesa. “A nossa busca maior é buscar a equiparação da indústria nacional com a estrangeira”, afirmou o diretor-titular do Departamento da Indústria de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Jairo Cândido.

Reunindo cadeias produtivas

Para o diretor-titular do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira, uma das principais missões da área em 2014 será continuar “reunindo cadeias produtivas”.

“Vamos sofisticar o nosso estudo Outlook com a inclusão de projeções de análise de cenários”, disse. “Por exemplo, se continuarem a existir restrições ao etanol, o que vai acontecer?”, afirmou.

Engenheiro apresenta vantagens do sistema VRF de ar condicionado para hotéis em seminário na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O sistema VRF, modelo de ar condicionado com apenas uma unidade externa ligada a múltiplas unidades internas operando individualmente, oferece o conforto de poder controlar a temperatura de um ambiente de forma individual e também reduz o consumo de energia. A avaliação é do engenheiro Ari Edison Silva, gerente da Fam da Amazônia, que participou do seminário “Setor Hoteleiro, Gestão Sustentável”, organizado pelo Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“O sistema VRF está disponível em qualquer o horário e o usuário comanda o acionamento proporcional ao seu uso, ou seja, o sistema só vai ligar quando algum usuário precisar de ar condicionado e isso também poupa energia”, explicou Silva.

Desenvolvido especialmente para residências amplas, edifícios comerciais de médio e grande porte, o Fluxo de Refrigerante Variável (VRF) opera com apenas uma unidade externa que pode ser ligada em até 64 máquinas internas.

“Para o projetista ainda traz a facilidade de não precisar de dutos e casas de máquinas, podendo ser aplicado facilmente em prédios existentes”, completou o engenheiro.

Edison: sistema sem dutos e casas de máquinas, com facilidade na instalação. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Edison: sistema sem dutos e casas de máquinas, com facilidades na instalação. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O engenheiro Oswaldo de Siqueira Bueno, da Oswaldo Bueno Engenharia, também participou do seminário. Na ocasião, o especialista em ar condicionado falou sobre o aproveitamento simultâneo da absorção e da rejeição de calor em sistemas de ar.

“O primeiro passo é olhar como vai ser o meu prédio para não colocar carga lá dentro que depois eu tenha que remover gastando muito dinheiro para isso”, disse. “Os prédios antigos eram feitos para funcionar só com ventilação natural, então tinha pátios internos, janelas que permitiam que o ar circulasse e com isso eles conseguiam um bom conforto porque a arquitetura foi estudada para permitir isso”, completou.

Hotel sustentável

Na análise do diretor titular do Departamento de meio Ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, o seminário tem o objetivo de contribuir para a discussão sobre conforto de funcionários e clientes do setor hoteleiro e, ao mesmo tempo, reduzir custos e estimular a viabilidade de projetos sustentáveis. Ele acrescentou que o encontro é uma oportunidade de levar informação para investidores de um setor em crescimento.

“A indústria tem trazido conhecimentos, novas tecnologias. E o intuito de um seminário como esse é discutir como trazer todo esse conhecimento”, disse Reis.

Fiesp lança 20º Prêmio Mérito Ambiental e estande em feira do setor no Expo Center Norte

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A 15ª Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (Fimai) foi oficialmente aberta no início da tarde desta terça-feira (05/11), no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo.

Presente à cerimônia de inauguração, o diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis, falou sobre a importância da feira e sobre o estande que a federação, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), disponibiliza ao público.

O evento marca também o lançamento do 20º Prêmio Mérito Ambiental, iniciativa da Fiesp que premia indústrias com a melhores práticas ambientais.

“A feira está em sua 15ª edição”, disse Reis. “E tem parceira com a Fiesp desde o começo. É muito gratificante ver o crescimento do evento, com a participação de expositores estrangeiros”, completou.

Nelson Pereira dos Reis (o terceiro da esquerda para a direita): crescimento ao longo dos anos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Nelson Pereira dos Reis (o terceiro da esquerda para a direita): crescimento da feira ao longo dos anos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo o diretor titular do DMA, a experiência dos outros países na área é importante para o crescimento da indústria nacional.

Sobre o prêmio, Reis disse que a iniciativa é uma inspiração para as empresas. “É bastante especial chegar à vigésima edição”, avaliou Reis.  “O prêmio é uma inspiração para as empresas, para que elas se desenvolvam, criem e inovem ainda mais na área ambiental. Temos cada vez mais empresas participando”, disse.

O diretor titular do DMA também ressaltou a importância e a evolução do prêmio. “Estamos na fase adulta da premiação. Hoje, após 20 anos, vemos que o caminho trilhado por nós valeu bastante a pena. O prêmio mostra essa evolução, que é fundamental, prova o comprometimento da indústria”, opinou.

A expectativa é alta para o próxima edição da iniciativa. “Teremos muitas atividades durante a semana que antecede o evento”, disse.

Estande Fiesp/Senai-SP

Poucos minutos após o evento ser aberto para o público, o estande da Fiesp e do Senai-SP já reunia muitos interessados.

“Temos um estande aqui, em parceria com o Senai-SP, que mostra as iniciativas do serviço  na área ambiental”, disse Reis.

O estande da Fiesp e do Senai-SP na Fimai, no Expo Center Norte: procura grande. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O estande da Fiesp e do Senai-SP na Fimai, no Expo Center Norte: procura grande. Foto: Everton Amaro/Fiesp


No estande, dois trabalhos estão sendo expostos. Um deles é a criação de um novo tipo de verniz por William Osuka, aluno do curso superior em processos ambientais do Senai-SP. “É um verniz desenvolvido a partir de materiais produzidos à base de amido, que diminui os impactos ambientais”, explicou Osuka.

O segundo trabalho é o Eco forro, projeto gerenciado pelo professor Silvio Santos, coordenador de Meio Ambiente da Escola Senai João Martins Coube, de Bauru, e pelo professor Luiz Branco, do curso técnico de Edificações da mesma unidade.

“O foco do nosso trabalho é a reutilização de resíduos contaminantes, como isopor, pneus e sacos de cimento. O objetivo é fazer esses materiais voltarem a ser utilizados  pela indústria, sem impacto ao meio ambiente”, explicou Santos.

De acordo com Branco, as ações na linha estão ligadas às demandas da indústria. “O Ecoforro atualmente está sendo patenteado. A missão do Senai-SP é desenvolver e transferir tecnologia. Desenvolvemos produtos assim devido às demandas industriais”, completou.

Serviço

15ª Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade – Fimai
Local: Pavilhão Azul do Expo Center Norte, São Paulo – SP
Data: Entre 5 e 7 de novembro de 2013

20º Prêmio de Mérito Ambiental
Site: http://www.fiesp.com.br/agenda/20o-premio-fiesp-de-merito-ambiental-2014/


‘Saneamento é primordial para o desenvolvimento sustentável’, diz diretor da Fiesp na abertura de encontro nesta terça-feira (08/10)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“É preciso avançar muito no acesso à infraestrutura básica. Saneamento é primordial para o desenvolvimento sustentável”. Foi com esse alerta que o diretor titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),   Carlos Cavalcanti, abriu, na manhã desta terça-feira (08/10), o 3º Encontro de Saneamento Básico – Recuperar o Tempo Perdido, na sede da entidade.

Em sua apresentação, Cavalcanti traçou um panorama do problema no país. “Apenas 37,5% do esgoto no Brasil é tratado”, disse. “Tudo isso repercute na saúde da população, traz severas implicações para a saúde e para o meio ambiente”.

E isso não é tudo: “Em 2010, a Organização Mundial de Saúde colocava o Brasil em 9º lugar no ranking dos países nos quais mais pessoas enfrentam problemas como a falta de banheiro em casa”, explicou. “São 13 milhões de brasileiros nessa situação”.

De acordo com o diretor do Deinfra, mais de 2 mil pessoas morrem no Brasil todos os anos por problemas intestinais e gástricos. Entre as crianças, o índice de aproveitamento escolar para quem não tem acesso ao saneamento básico é 20% menor. “O acesso ao saneamento aumenta a produtividade e a renda do trabalhador”, afirmou.

Cavalcanti: implicações para a saúde pública e até para a produtividade do trabalhador. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Cavalcanti: implicações para a saúde e até para a produtividade do trabalhador. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Nessa linha, o saneamento foi analisado como uma questão de “saúde pública”. “Para cada R$ 1 investido em saneamento, são R$ 4 economizados em saúde”, disse Cavalcanti. “O saneamento melhora a saúde, a qualidade de vida e o desenvolvimento da economia”.

A questão da titularidade

De acordo com Cavalcanti, a Constituição não estabelece especificamente de quem é a titularidade do saneamento. Dessa forma, mesmo com a adoção de uma legislação específica sobre o assunto, em 2007, “perdeu-se a oportunidade de discutir universalização da titularidade e a competência da gestão”. “Assim, o risco de problemas jurídicos compromete a expansão da rede”.

Com isso, municípios menores ficam desabastecidos. “A dúvida sobre a titularidade inibe investimentos no setor”, explicou o diretor do Deinfra. “É preciso aumentar a participação na iniciativa privada na área, ter mais parcerias com o setor público”.

Nessa linha, a revisão tarifária é uma etapa essencial para a oferta eficiente dos serviços. “A agência regularadora tem como atribuição oferecer uma tarifa justa, que incentive o concessionário, mas seja justa com os consumidores”.

Combate às perdas

Segundo Cavalcanti, em 2010 as perdas das operadoras com vazamentos e ligações irregulares chegou a 6 trilhões de litros de água dispensados. “O Brasil precisa reduzir em 20 pontos percentuais esse desperdício para chegar ao nível da Austrália”, explicou.

No caso de São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) teve perdas de 30% em 2011. “Foi um total de 1 trilhão de litros”, disse. “A Represa de Guarapiranga, por exemplo, tem 171 bilhões de litros. Ou seja, as perdas da Sabesp equivalem a esvaziar seis represas por ano”.

Diante desse quadro, não resta outra saída além de “aprimorar a gestão das empresas”. “Precisamos de melhoria de gestão, planejamento, regulação e fiscalização”, afirmou Cavalcanti. “E essas mudanças passam pela definição da titularidade e por uma política de promoção da saúde pública”.

Ações em São Paulo

Também presente na abertura do 3º Encontro de Saneamento Básico na Fiesp, o secretário de Estado de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Edson Giriboni, disse que tem havido, em âmbito estadual, uma “mudança cultural para colocar o saneamento como prioridade de governo”. “Buscamos a universalização naquilo que é responsabilidade do estado”, disse. “A Sabesp está investindo mais de R$ 2,4 bilhões”.

De acordo com o secretário, nos últimos quatro anos, foram entregues ou estão em obras 170 novas estações de tratamento e esgoto. “Mais de 80 dessas estações estão em pequenos municípios. E isso com recursos do estado”.

Giriboni: 170 novas estações de tratamento e esgoto no estado de São Paulo. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Giriboni: 170 novas estações de tratamento e esgoto no estado de São Paulo. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Na Bacia do Tietê, conforme Giriboni, está em curso o “maior programa de despoluição do mundo, com mais de R$ 5 bilhões investidos”. “Temos em São Paulo famílias com o esgoto não canalizado na porta de casa, com a fossa ao lado da cozinha”, disse. “Precisamos sair do discurso e encontrar soluções”.

Entre essas saídas, informou o secretário, está um programa de saneamento nas comunidades rurais. “Esse é um projeto difícil, longe, extenso e caro feito com recursos do governo do estado”.

Na Sabesp, segundo Giriboni, a meta é investir para chegar em breve a um patamar de perdas em torno de 17%. “O estado de São Paulo tem procurado fazer a sua parte, abrir várias frentes” disse. “Contamos com a parceria da iniciativa privada para vencer esse desafio”.

Primo pobre

Para o vice-presidente e diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, o saneamento é um dos setores “mais defasados da infraestrutura”. “O saneamento é o primo pobre da infraestrutura. Temos um quadro crítico que repercute na saúde pública e no meio ambiente”, afirmou.

Segundo Reis, a questão do saneamento “não pode ser tratada isoladamente”. “São questões que transcendem os municípios e as regiões”. Tanto que a Fiesp estimula as empresas a fazerem a sua parte. “Mais de 80% das indústrias de São Paulo adotam práticas para reduzir o consumo de água”, afirmou.

Reis: saneamento é um dos setores mais defasados da infraestrutura. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Reis: saneamento é um dos setores mais defasados da infraestrutura. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“Logo em sua primeira gestão, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criou o Prêmio Fiesp de Conservação e Reúso de Água”, disse. “A Fiesp está engajada e quer tirar da lista de desafios essa questão de deixar o saneamento sempre para segundo plano”, explicou.

Para ler na íntegra o discurso de abertura do evento feito pelo diretor titular do Deinfra, Carlos Cavalcanti, só clicar aqui.

Reunião na Fiesp discute Plano Diretor para aproveitamento da água em São Paulo

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizada na tarde desta terça-feira (01/10), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a apresentação de estudos do Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos para a macrometrópole paulista.

A macrometrópole, foco principal do estudo, concentra 70% da população do estado e compreende as regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista, Campinas, Jundiaí e Piracicaba, além dos Vales do Paraíba, Ribeira de Iguape e Sorocaba.

O evento abordou temas ligados ao abastecimento de água em residências, indústrias, comércios, hospitais e agronegócio, além da geração de energia.

A reunião de apresentação  de estudos do Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos na Fiesp. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A reunião sobre os estudos do Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Carlos Alberto Pereira, diretor técnico da Companhia Brasileira de Projetos e Empreendimentos (Cobrape), apresentou o Plano Diretor. “O tema é certamente um dos mais relevantes para a questão do saneamento e dos recursos hídricos”, disse. “É um trabalho que é realizado há cinco anos”, explicou.

Segundo Pereira, garantir a questão da segurança hídrica, mesmo durante momentos de escassez de água, é um dos principais objetivos do Plano. “Também queremos, com a criação dessas metas, atender as necessidades de desenvolvimento da região”, disse.

Com o trabalho, Pereira espera criar uma discussão dos arranjos institucionais necessários para a sustentação dos recursos. “O foco maior do Plano é criar a possibilidade de suprir com água bruta as demandas totais da macrometrópole, que representa 83% do Produto Interno Bruto do Estado de São Paulo”.

Outro grande objetivo do Plano, segundo o diretor técnico do Cobrape, é criar medidas para a solução de conflitos e discutir a necessidade das operações dos sistemas hidráulicos.

Durante a apresentação, Pereira afirmou que os recursos hídricos estão intimamente ligados ao desenvolvimento econômico. “A região da macrometrópole paulista tem vocação para se tornar uma região de primeiro mundo. Para isso, é necessária uma oferta de água abundante e de qualidade com segurança hídrica, capaz de atrair mais investimentos”.

Oferta x demanda futura

De acordo com Pereira, alimentar todas as demandas futuras da região é um “desafio significativo”. “Até 2035, a macrometrópole terá mais 6,5 milhões de pessoas, segundo a Fundação Seade”, disse Pereira.

Assim, tendo esse cenário em vista, o grupo comandado por Pereira trabalhou para a identificação de soluções viáveis, de modo que seja possível abastecer esse crescimento da demanda residencial, industrial e comercial. “Segundo um dos cenários futuros imaginados pelo Plano Diretor, será necessária uma oferta de 283 metros cúbicos por segundo em 2035“, concluiu.

Minimização de conflito

Marcelo Asquino, assessor de gabinete da secretaria estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional, que coordena os trabalhos do Plano Diretor, também falou durante o evento. “[A gestão da água] é um assunto que impacta a realidade das politicas públicas. O estudo é fundamental para que possamos nos antecipar a problemas futuros e planejar as ações a serem realizadas dentro de uma área imensa como a macrometrópole de São Paulo”, explicou.

O assessor do gabinete da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Rui Brasil Assis, foi outro participante.  “O foco do Plano é trabalhar o consumo humano, com a minimização de conflito, que já não são raros em nossa região”, iniciou Rui Assis.

“A questão dos recursos hídricos é fundamental. A partir de um planejamento das bacias do país poderíamos criar um crescimento real e sustentável. A Fiesp sempre apoiou o setor e os comitês de bacias”, disse Nelson Pereira dos Reis,  diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da instituição.

Nelson Pereira dos Reis: “A questão dos recursos hídricos é fundamental”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Nelson Pereira dos Reis: “A questão dos recursos hídricos é fundamental”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp