Comitê da Fiesp debate investimento social como valor para o negócio

Agência Indusnet Fiesp

Para discutir mecanismos e estratégias de ações sociais desenvolvidas pelas empresas, o Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp (Cores) realizou nesta quarta-feira (22  de novembro) o seminário Investimento Social como Valor de Negócio.

Especialistas e participantes detalharam conceitos sobre sustentabilidade, investimento social, além de práticas do ambiente corporativo brasileiro com experiências do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), da Vedacit, Instituto Elos, Instituto Saúde e Sustentabilidade e Observatório Social. O encontro foi mediado pelo presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp, Raul Cutait, e pela vice-presidente do Conselho e diretora titular do Cores, Grácia Fragalá.

Na visão do fundador do IDIS, Marcos Kisil, é importante que os projetos do setor social, mesmo quando filantrópicos, mirem resultados efetivos e avaliem seus reflexos. “Quanto mais diversidade nos projetos, melhor. Quanto mais dificuldades existirem, mais um planejamento estratégico forte será necessário”, defende.

Já a diretora de projetos do IDIS, Raquel Coimbra, apontou como principal premissa das iniciativas sociais o alinhamento entre as comunidades assistidas e as empresas envolvidas.

Do lado contábil e financeiro das organizações sociais não governamentais, a professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie Ana Lucia Vasconcelos falou sobre a cultura organizacional e como a política e as motivações das companhias devem nortear os investimentos também no contexto social e de sua cadeia de impacto. “Devemos compreender que qualquer investimento social deve prever fases de implementação, com atores articulados dentro do processo”, explica. Nesse sentido, a diretora do Observatório Social do Brasil, Gioia Tosi, tratou do olhar da Receita Federal aos projetos sociais desenvolvidos dentro das corporações.

Experiências bem sucedidas

Luis Fernando Guggenberger, da gerência de Sustentabilidade da Vedacit, contou como as iniciativas da área social auxiliaram uma transição de modelo mental na empresa, para que o produto da marca passasse a significar mais do que apenas sua utilidade final.

No Instituto Elos, o diretor-executivo Rodrigo Alonso detalhou um case da operadora de telecomunicações GVT, que após ser comprada pela Vivo enfrentou reclamações de moradores da Vila Madalena, em São Paulo. O que era para ser dor de cabeça virou uma oportunidade de assistência social para a GVT-Vivo com a revitalização de uma praça no bairro, ideia que mais tarde foi reproduzida pela empresa em outras cidades do Brasil.

Por fim, a diretora técnica do Instituto Saúde e Sustentabilidade, Evangelina Vormittag, falou da experiência da organização na arrecadação de recursos junto aos departamentos das empresas.


Especialistas e participantes detalharam conceitos sobre sustentabilidade e investimento social

Sul-africanos pedem aproximação com Brasil em visita à Fiesp

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A fim de promover uma cooperação mais intensa entre o Brasil e a África do Sul, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) recebeu em 8 de junho uma delegação sul-africana para identificar novas oportunidades de intercâmbio.

Segundo o diretor titular adjunto do Derex Newton de Mello, ambos os países possuem raízes multiculturais fortes e mais pontos em comum do que divergências, o que facilita a perspectiva de novos acordos.

Na visão do embaixador da África do Sul no Brasil, Ntshikiwane Mashimbye, é importante que as duas economias encontrem negócios de benefício mútuo. “Já temos uma boa interação com brasileiros, seja para estudos ou turismo; temos em comum nações bonitas e vibrantes. Além disso, a África do Sul é a economia mais sofisticada de seu continente, sabemos que podemos oferecer parcerias interessantes e queremos estar mais próximos”, afirmou.

O diretor titular adjunto do Derex Antonio Fernando Bessa, por sua vez, apresentou os dados econômicos brasileiros dos últimos anos, destacando as preocupações da Fiesp com uma agenda de integração regional consistente.

Do Ministério da Agricultura da província de Northern Cape, a mais extensa de sua região, Norman Shushu elencou seus principais setores industriais. São mineração, fabricação e desenvolvimento de equipamentos automotivos, desenvolvimento de cidades e processamento agropecuário focado em segurança alimentar no longo prazo, conectando os produtores e os mercados, por exemplo.

Já Saki Zamxaka, da agência de desenvolvimento da província de Gauteng, falou da possibilidade da África do Sul usar serviços e companhias brasileiras como um complemento para sua indústria. Nesse sentido, o gerente de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Casemiro Taleikis, introduziu representantes de mais dez empresas brasileiras do segmento de maquinário agrícola, interessadas em obter novas oportunidades de negócios com o país.

Para além dos acordos comerciais, o diretor de Relações Externas do Senai-SP, Roberto Spada, detalhou as experiências de cooperação técnica do serviço de formação profissionalizante da indústria no exterior. De acordo com Spada, um novo projeto do Senai, desenvolvido especialmente para sul-africanos, irá receber novos alunos no Brasil para trabalhos com duração de até 10 meses.

Atualmente, a África do Sul figura como principal indústria e economia da região, é responsável por 24% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente e possui 11 línguas oficiais, com o inglês para negócios. O país também faz parte da cúpula dos países em desenvolvimento, os chamados Brics, e figura como único país africano no grupo das 20 maiores economias do mundo, o G20.


Newton de Mello: África do Sul e Brasil possuem raízes multiculturais fortes (Foto: Everton Amaro/Fiesp)

Foto: Paulo Skaf abre Feira do Empreendedor do Sebrae-SP

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, abriu neste sábado (20/2) a 5ª edição da Feira do Empreendedor do Sebrae-SP, entidade que também dirige. Na abertura do evento, Skaf destacou que o evento tem como meta dar ao empreendedor todas as oportunidades para traçar o caminho para seu negócio. “Olhar esses corredores lotados durante esses dias, de gente que quer trabalhar, de gente que quer empreender, de gente que quer ter seu negócio, isso é empolgante, isso é do que o Brasil precisa, isso é o verdadeiro Brasil”, disse.

Clique aqui para saber mais sobre a Feira do Empreendedor, que termina nesta terça (23/2).

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, na 5ª Feira do Empreendedor do Sebrae-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Empresa polonesa de fertilizantes assina contrato na Fiesp para estender fornecimento

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A fabricante polonesa de fertilizantes Zaklady Azotowe Pulawy S.A assinou nesta quarta-feira (28/11), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), um acordo com a Companhia de Comércio Exterior (Comexport) para estender o contrato de fornecimento de fertilizantes ao Brasil.

O acordo foi assinado durante o encerramento do seminário Brasil-Polônia: Oportunidades de Cooperação Bilateral, realizado pela Fiesp, e tem ainda o objetivo de estimular investimentos na produção de fertilizantes na Polônia e no Brasil.

“Neste segmento há espaço para negócios com a Polônia”, afirmou Benjamin Steinbruch, primeiro vice-presidente da Fiesp.

Benjamin Steinbruch e o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski. Foto: Julia Moraes

Steinbruch acredita que o Brasil vive o momento ideal para estreitar laços comerciais com a Polônia. “Os dois países estão em um momento muito bom de crescimento. Eu farei o meu melhor com a Fiesp para propor alguns segmentos onde podemos elevar essa relação”, afirmou.

Para o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, o país pode ser parceiro do Brasil no fornecimento de maquinários para plataformas de exploração de petróleo.

“A Polônia tem coisas que vocês precisam. Vocês vão precisar de plataforma offshore e nós fabricamos isso”, afirmou Sikorski.

A corrente de comércio polonesa com o mundo movimentou US$ 397,3 bilhões em 2011. O principal parceiro comercial da Polônia naquele ano foi a Alemanha, que respondeu por 26% das exportações polonesas e 22% das importações do país. O Brasil ocupou a 31ª posição no ranking.

Negócio com chineses é 60% pautado por relacionamento, segundo escritório de advocacia especializado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

José Ricardo dos Santos Luz Júnior: 'Demora para fechar negócio com chineses desestimula o empresário'. Foto: Everton Amaro

Parceiros comerciais chineses são muito ágeis em desfazer negócio. No entanto, para celebrar um acordo, é necessário tempo e dedicação em um relacionamento interpessoal, destacou nesta terça-feira (06/11) o consultor José Ricardo dos Santos Luz Júnior, sócio da Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados.

“Detalhes são imprescindíveis para celebrar o negócio: são 60% relacionamento e 40% contrato”, disse Luz Júnior, ao participar do seminário Mercado Foco China, realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O objetivo do encontro é explorar estratégias e soluções para empresas brasileiras que desejam exportar para a China, ou ampliar a sua presença naquele mercado. Um dos obstáculos para fechar negócio com chineses, na avaliação do advogado, é a demora, que acaba desestimulando o empresário.

“Por que muito dos contratos celebrados entre chineses e brasileiros não são respeitados? Quando a gente leva em consideração o custo para prestação judicial e o tempo disso, muitos empresários brasileiros se sentem frustrados, porque é inviável”, afirmou José Ricardo Luz Júnior.

Indústria brasileira terá oportunidades com 18 plataformas da Petrobras em operação a partir de 2016

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Gerente de fornecedor de bens e serviços da Petrobras, Victor de Saboya. Foto: Helcio Nagamine

Gerente de fornecedor de bens e serviços da Petrobras, Victor de Saboya. Foto: Helcio Nagamine

Oportunidades de negócios devem surgir com o plano de construção, entre os anos de 2016 e 2020, mais 18 unidades das plataformas flutuantes com conteúdo nacional elevado, de acordo com Victor de Saboya, gerente de fornecedor de bens e serviços da Petrobras – palestrante no evento de lançamento do Programa NAGI PG (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeira de Petróleo e Gás) realizado na manhã desta quarta-feira (25/10) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

“Um estaleiro do Rio Grande [do Sul] já está construindo os cascos para outras unidades que vão ser utilizadas a partir de 2016”, afirmou Saboya. “Essas 18 unidades vão ser próprias. Então é aí que entra a grande oportunidade da indústria nacional de vender equipamentos para as empresas que vão ser responsáveis pelas montagens”, completou o engenheiro, que já exerceu a gerência de planejamento e gestão da Unidade de Operação/Baixada Santista.

De acordo com Saboya, a implementação das plataformas geram imensas oportunidades para a geração de bens e serviços. “Cada planta de processo que fica dentro do próprio navio tem milhares de equipamentos, válvulas, linhas, conectores, manômetros, medidores de temperatura, bombas, permutadores.

É quase uma minirefinaria, que separa o óleo do gás”, explicou ao apresentar um desenho esquemático de um FSPO – sigla em inglês para a estrutura usada na perfuração em alto mar que abriga trabalhadores e máquinas de perfuração de poços.

As sete FSPO da Petrobras na Bacia de Santos foram “afretadas” (espécie de arrendamento tomado de terceiros) porque havia pressa da empresa em desenvolver os campos descobertos no pré-sal e, segundo Saboya, a indústria nacional não teria capacidade de entregar unidades no prazo estabelecido.

Gás da Bolívia

Saboya afirma que, apesar de a unidade Polo Mexilhão, em Santos, ter capacidade para produzir até 10 milhões de metros cúbicos de gás, o Brasil ainda vai continuar dependente do gás da Bolívia.

Segundo o gerente, o estado de São Paulo consome ao menos 20 milhões de metro cúbicos de gás por dia enquanto a Bolívia, maior fornecedor para o Brasil, oferece entre 25 e 30 milhões de metros cúbicos por dia.

O programa NAGI

O gerente da Petrobras foi primeiro palestrante do evento de lançamento do Programa NAGI PG (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeira de Petróleo e Gás), fruto de uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP), Fiesp e Ciesp.

O objetivo da iniciativa é capacitar 400 pequenas e médias indústrias paulistas da cadeia de petróleo e gás para desenvolver projetos de inovação. O programa deve ser aplicado em quatro cidades do estado ainda este ano (São Paulo, Vale do Paraíba, Baixada Santista e Sertãozinho) e em seis regiões em 2013 (Osasco, Guarulhos, ABCD, Campinas, Sorocaba e Piracicaba).

A Financiadora de Projetos (Finep) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apoiam financeiramente o programa com cerca de R$ 2 milhões.

Paulo Skaf diz que esforço da Fiesp visa aproximar empresas brasileiras e argentinas

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista coletiva, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, comentou a visita de aproximadamente 120 empresários argentinos do setor de autopeças para mais uma rodada de negócios bilaterais. A delegação veio acompanhada pelo secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno.

Veja os principais trechos da coletiva:

Objetivo da rodada de negócios

Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf: "Nosso esforço é no sentido de juntar empresas brasileiras e argentinas". Ao lado, Guillermo Moreno (secretário de Comércio Interior argentino). Foto: Junior Ruiz.

“Essa reunião reflete aquilo que nós combinamos na reunião passada. Identificamos [em uma pesquisa] que poderíamos melhorar o fluxo de comércio entre o Brasil e a Argentina porque muitos produtos que o Brasil importava de terceiros países poderiam ser comprados da Argentina e muitos produtos que a Argentina compra de terceiros países poderia comprar do Brasil. Então, a nossa meta não era a Argentina comprar menos do Brasil – é comprar mais. Mas o Brasil também comprar muito mais da Argentina, buscando maior equilíbrio na balança comercial. Ficamos desde 2005 em superávit comercial com a Argentina. E no ano passado tivemos US$ 5,8 bilhões como superávit. Temos que entender que a Argentina é nossa vizinha e nossa parceira no Mercosul.”

A pesquisa

“A principal razão de as empresas brasileiras não estarem comprando mais produtos argentinos era o desconhecimento. Então, nosso esforço é no sentido de juntar empresas brasileiras e argentinas para que elas se conheçam mais, realizem mais negócios e melhorem nossas relações.”

Avaliação do encontro

“Recebemos 105 empresas argentinas. Estão [na Fiesp] também 90 empresas brasileiras. São cerca de 200 empresas argentinas e brasileiras que realizaram durante o dia 1.200 reuniões produtivas. De acordo com relatórios que recebi, havia, em cada mesa, um tempo de meia hora [para as negociações], e houve casos de reuniões em que as pessoas pediam para ficar mais, ou seja, os encontros foram proveitosos.”

Próximos passos

“Esse é um trabalho que temos que intensificar mais. Ainda esta semana vamos receber um grupo argentino apresentando os projetos de investimentos que terão em hidrelétricas na Argentina para que tenhamos também uma integração no setor de infraestrutura.”

Arestas

“Há um diálogo bom com o governo argentino hoje com o secretário [Guillermo] Moreno. Ele reiterou que não vai aceitar qualquer desvio de comércio, ou seja, a Argentina deixar de comprar do Brasil para comprar de um terceiro país. Nós combinamos que qualquer fato concreto nesse sentido, que seja demonstrado e que ele tomará providências. E, da mesma forma, o Brasil também não pretende deixar de comprar produtos argentinos para comprar de terceiros países. E essa relação boa é importante para que a gente possa melhorar cada vez mais nosso Mercosul.”

 Aumento da alíquota de importação

“As alíquotas que aumentaram [em 25%] foram dentro dos limites internacionais, mas, sem dúvida nenhuma, o governo brasileiro fez um estudo criterioso de produtos cujas importações estavam com crescimento absurdo e que estávamos com dificuldades de exportar e cujos preços haviam caído. Enfim, dentro de certas características técnicas, foram escolhidos 100 produtos e me parece que isso é positivo para o Brasil. Não resolve o problema, mas vai ajudar.”

Moeda local nas negociações bilaterais

“Isso não depende de uma discussão nossa, é dos bancos centrais do Brasil e da Argentina. Se perguntarem a minha opinião, estou de acordo em encontrarmos um caminho para podermos ter o comércio em moeda local. Isso, sem dúvida nenhuma, destravaria totalmente o comércio entre os dois países. Seria em peso de um lado e em real de outro lado. (…) Daria para a Argentina um total interesse de ampliar e muito as nossas compras. A Argentina é um grande cliente de manufaturas brasileiras e beneficiaria a todos nesse momento. O Brasil, nesse momento, está com mais de US$ 2 bilhões de superávit com a Argentina em manufatura, então nós devemos fechar esse ano em torno de US$ 3 bilhões de superávit. E a balança de manufaturas com o mundo é de US$ 100 bilhões negativos, então, sejamos justos.”

USP sedia debate sobre as novas tecnologias e seus reflexos nos negócios e no direito

Agência Indúsnet Fiesp, com informações da USP

Nos próximos dias 24 e 25 de setembro, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da Universidade de São Paulo (USP) sediará o “Technology, Business & Law”, evento que integra os principais setores envolvidos nas discussões sobre as novas tecnologias e seus reflexos nos negócios e no direito. O objetivo é promover a interdisciplinaridade e discutir o assunto pelas diferentes visões. As inscrições são gratuitas. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Promovido pela USP, em conjunto com a Escola de Direito do Brasil (EDB), a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net) e o Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito (Condepi), o evento abordará, entre outros, os temas:

  • Direitos fundamentais e as políticas de privacidade;
  • Marco civil da internet;
  • Negócios, compras e meios de pagamento na rede;
  • Sustentabilidade digital
  • Desafios do setor de infraestrutura para as demandas do setor de tecnologia.

Participam dos debates Gilmar Ferreira Mendes (STF), Gil da Costa Marques (Superintendente de TI da USP), Ingo Wolfgang Sarlet (PUCRGS), Marcel Leonardi (Google), Laura Fragomeni (Mercado Livre), Ludovino Lopes (Presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico – Camara-e.net), João Paulo Foini (Imprensa Oficial), Rubens Beçak (FDRP-FD | USP), David Zylbersztajn (USP), Eduardo Meirelles Massaud (Alcatel-Lucent) e outros especialistas.

Além dos debates, estão abertas as inscrições para a apresentação de artigos científicos para os Grupos de Trabalho (GTs) organizados pelo Condepi. Os trabalhos escolhidos serão publicados em revistas científicas e livros organizados a partir dos resultados do evento. Serão dois GTs, sobre “sustentabilidade digital” e “marcos regulatórios, negócios, compras e meios de pagamento na internet”.

Serviço
Local: Universidade de São Paulo (USP) | Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) – Cidade Universitária
Data: 24 e 25 de setembro – Inscrições gratuitas | vagas limitadas
Os debates ocorrem nas duas manhãs, a partir das 9h, e os GTs no período da tarde, a partir das 14h45.

Inscrições e informações:
www.edbcursos.com.br/tbl
relacionamento@edbcursos.com.br
Tel. (11) 3272-2321

O número de vagas é limitado e as inscrições são gratuitas. O evento terá transmissão ao vivo pelo site da USP (http://www5.usp.br).

Apoio: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (Cesa), Interamerican Bar Associacion (FIA), Google, Mercado Livre, Polycom, União Nacional dos Advogados Públicos Federais (Unafe), Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonocate), Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3a Região (Emag), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP), Instituto Brasiliense de Direito Público  (IDP), APG/PUC-SP, ParaSaber, Solve System, Vida Jurídica Acadêmica e Fundação Escola do Comércio Álvares Penteado (Fecap).

Energia: ‘Inépcia do regulador justifica a necessidade de leilões’, diz Carlos Cavalcanti

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em seu pronunciamento na abertura do 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra), Carlos Cavalcanti,  fez uma analise das políticas públicas que, em sua opinião, impedem o desenvolvimento da infraestrutura brasileira e minam toda a competitividade da economia do país.

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra da Fiesp, discursa na abertura do 13º Encontro Internacional de Energia. Foto: Junior Ruiz

Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra da Fiesp, discursa na abertura do 13º Encontro Internacional de Energia

“Podemos antecipar que, sem diagnóstico, o governo não sabe onde estamos. Sem planejamento, o governo não sabe para onde vamos. Sem estratégia, o governo não sabe como vamos”, assinalou.

Cavalcanti listou exemplos de corrupção, dispersão administrativa, ausência de planejamento e de estratégia na expansão dos ativos e incompetência no cálculo de avaliação dos negócios concessionados.

O diretor da Fiesp criticou a subordinação dos interesses públicos aos monopólios estatais, a valorização dos interesses dos concessionários em detrimento dos interesses dos consumidores, o atraso nos aperfeiçoamentos regulatórios e casos em que a autoridade regulatória assume o papel de formulador de políticas e não promoção da concorrência.

Cavalcanti alertou que o governo federal pretende editar medida provisória prorrogando as concessões do setor elétrico. “Felizmente, nossa Constituição não dá margem ao Governo para essa aventura política”, reforçou, lembrando que no último ano, o Brasil mudou por conta da conscientização da campanha Energia a Preço Justo.

“A inépcia do regulador brasileiro é uma das razões mais veementes para que a solução dessa questão seja submetida aos leilões públicos. Apenas por meio destes, o povo brasileiro poderá ter segurança do preço justo de sua energia”, destacou o diretor da Fiesp, acrescentando que os consumidores e a população despertaram para a satisfação dos seus direitos.

“A sociedade brasileira pode contar com a Fiesp, em todas as trincheiras, políticas e jurídicas, para resistir a essa ameaça”, completou.

 

  • Clique aqui para ler a íntegra do discurso de Carlos Cavalcanti.

 

O evento

O 13º Encontro Internacional de Energia acontece nos dias 06 e 07 de agosto, no Hotel Unique, em São Paulo, com o tema “Energia no Brasil: tão limpa, tão cara”. Durante dois dias são realizados vários debates com presença de autoridades e especialistas brasileiros e estrangeiros. Ao todo serão 27 painéis, mais de 110 palestrantes do Brasil, América do Sul e dos Estados Unidos. A realização é da Fiesp com correalização da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Sistema Firjan).

O evento também pode ser acompanhado pela internet por meio de transmissão on-line.

Entrevista: Alisson Sato, 2º colocado no II Concurso de Negócios CJE & Anjos do Brasil

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Com o projeto Eco Tampas Qualinova, Alisson Heidi Sato recebeu um cheque de R$ 5.000 relativo à segunda colocação do II Concurso de Negócios CJE & Anjos do Brasil. O evento de premiação aconteceu na noite de quarta-feira (27/06) em realização conjunta do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Alisson Sato, 2º colocado no Concurso, recebeu um cheque de R$ 5.000

Engenheiro com MBA em “Gestão com Ênfase em Empresas Industriais”, pela Unindus, Alisson Sato mantém desde 2009 na região metropolitana de Curitiba (PR) uma indústria de bebidas, a Qualinova, que, segundo ele, tem seus esforços direcionados para a inovação.

Leia a entrevista por e-mail:

Explique seu projeto, o Eco Tampas Qualinova.

Trata-se de uma embalagem no formato de uma tampa, encaixável nos modelos padronizados de garrafas PET de água mineral. Dentro da tampa, vários compostos nutritivos, de diferentes sabores, podem ser acondicionados para se misturar à água no momento do uso.

Qual foi o ponto de partida para o desenvolvimento?

O desenvolvimento do projeto Eco Tampas foi um afunilamento de várias ideias. Verificamos que o mercado de bebidas tem alguns fatores críticos de sucesso que tornam difícil a competição com as grandes indústrias. Trata-se de um mercado competitivo, no qual qualquer redução de custo é expressiva para os resultados e, sem economia de escala, fica muito difícil. Decidimos agregar valor, reduzindo custos logísticos e de produção através da inovação. Apresentamos um projeto ao CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico], um parceiro que apoiou nossa causa e nos fornece mão de obra especializada. Hoje temos dois mestres trabalhando na empresa.

Quais os benefícios oferecidos pelo produto?

Nosso produto tem os principais diferenciais: ser ecologicamente correto, ter menores custos de produção – e consequente menor preço – e nos permitir utilização de uma infinidade de matérias-primas.

Quais foram os principais desafios nesse processo? E em que estágio o projeto se encontra?

A viabilidade técnica e econômica do projeto já foi realizada. Estamos buscando investidores que tenham know how comercial e possibilitem o lançamento do produto numa escala maior. Nossos maiores desafios estão por vir: a explicação clara dos conceitos aos consumidores e a “pulverização” dos produtos nos pontos de venda.

Alisson Sato: ser ecologicamente correto, ter menores custos de produção e nos permitir utilização de uma infinidade de matérias-primas são os diferenciais do Eco Tampas Qualinova

Caso algum investidor-anjo venha a se interessar pelo projeto, de que modo serão aplicados os recursos?

Os recursos serão utilizados para aquisição de maquinário e capital de giro.

Quais são as perspectivas de retorno para o investimento?

Nossa perspectiva é haver um retorno do investimento em 24 meses. Mas nós sabemos que esse tempo será possível (podendo inclusive ser bem reduzido) com o apoio de um investidor com conhecimento de mercado e uma rede de contatos forte.

Visando lançar esse produto, quais os próximos passos para a sua empresa?

Nós temos em mente que sempre teremos que inovar. O mercado é muito competitivo e, sem inovação, nenhuma empresa sobrevive dois anos.

O que significa ter sido o projeto escolhido na segunda colocação entre os mais de 900 inscritos neste concurso do Comitê dos Jovens Empreendedores da Fiesp?

A segunda colocação ainda nos parece um sonho. Sabemos que existem excelentes projetos dentro desse grupo de mais de 900 inscritos, e ficar na segunda colocação nos enche de orgulho e disposição para continuar trabalhando e inovando.

Como você começou a empreender?

Desde pequeno tinha o sonho de montar meu negócio e meus pais – como empreendedores – sempre me incentivaram. Na época do vestibular, tive a ideia de montar uma indústria de bebidas e decidi cursar engenharia de alimentos. Desde então, meu foco foi sempre tornar esse sonho uma realidade. Agora, meu objetivo é fazer a empresa crescer de forma sustentável para um dia (quem sabe?) me tornar um empreendedor Endeavor.

Brazil Automation ISA 2012 acontece de 6 a 8 de novembro em SP

Agência Indusnet Fiesp

Apresentar tendências tecnológicas e os mais expressivos lançamentos do mercado mundial no setor de automação. Este é o objetivo do Brazil Automation ISA 2012 – 16º Congresso Internacional e Exposição de Automação, Sistemas e Instrumentação, que acontece de 6 a 8 de novembro no Expo Center Norte, São Paulo.

Consagrado entre os profissionais da área como o mais amplo fórum de debates sobre o estado da arte da tecnologia e, ainda, como a maior vitrine de produtos e soluções das Américas, o evento é uma realização da Associação Sul-Americana de Automação – ISA Distrito 4, coligada à ISA – International Society of Automation, principal organização mundial do setor de automação, que reúne cerca de 30 mil membros em mais de 50 países.

Há 16 anos funciona como ambiente para negócios entre empresas e profissionais interessados em estreitar relações e firmar parceiras comerciais em diferentes segmentos industriais, com ênfase para os setores de óleo e gás, químico e petroquímico, papel e celulose, mineração, metalurgia e siderurgia, alimentos, bebidas e embalagens, açúcar e etanol, saneamento, farmacêutico, manufatura, predial, dentre outros.

Nesta edição, além das novidades para o setor de automação, o Brazil Automation ISA 2012 irá proporcionar capacitação técnica e uma ampla integração entre usuários, fabricantes, distribuidores, pesquisadores, estudantes, prestadores de serviços e demais profissionais.

A expectativa dos organizadores é a de que o evento conte com a participação de 150 conferencistas no Congresso, 130 expositores e receba 16 mil visitantes. Mais informações no site: http://www.brazilautomation.com.br

Serviço
Brazil Automation ISA 2012 – 16º Congresso Internacional e Exposição de Automação, Sistemas e Instrumentação
Data: 6 a 8 de novembro de 2012
Local: Expo Center Norte – Pavilhões Branco 7 e 8, São Paulo, SP
Contatos: tel. (11) 5053-7400, e-mail: isa2012@isadistrito4.org.br

Agenda: Fiesp recebe missão empresarial da Itália na segunda-feira

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em busca de oportunidades de negócios no Brasil, representantes de aproximadamente 250 empresas italianas estarão nesta segunda e terça-feira (21 e 22/05), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A missão italiana traz à Fiesp empresários dos setores de aviação, alimentos, agroindústria, tecnologia da informação, automotivo, construção civil, energia, moda, decoração, logística, entre outros, para encontros com autoridades e executivos brasileiros. A realização é do ministério das Relações Exteriores e do Departamento para Promoção de Intercâmbios da Embaixada da Itália (ICE).

A agenda do grupo inclui visitas a polos industriais em cidades paulistas como Santos e São José dos Campos, e a capitais de outros Estados, como Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG), a partir de quarta-feira (23/05).

Para Giovanni Sacchi, diretor do ICE, a missão deve “promover a sinergia da produção de componentes e o intercâmbio de conhecimento e tecnologia entre as empresas”.

Confira aqui a programação do evento na Fiesp.

Rodada de negócios reúne mais de 300 empresas argentinas na Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, nesta terça-feira (08/05), das 8h45 às 18h, Rodada de Negócios Brasil-Argentina. O evento é resultado da visita que o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, fez ao país no início deste ano propondo maior cooperação bilateral e equilíbrio nas relações comerciais.

A Rodada reúne mais de 300 empresas argentinas de diversos setores – entre eles o de alimentos, farmacêutico, máquinas e equipamentos, autopeças, têxtil e químico – e busca a substituição das importações brasileiras de outros países por produtos argentinos.


Serviço
Data/horário: 8 de maio de 2012, terça-feira, às 8h30 às 18h
Local: Foyer do Teatro do Sesi São Paulo – Av. Paulista, 1313, capital

Insegurança jurídica afeta negócios e crescimento econômico no Brasil

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Visando debater e estabelecer consenso quanto à atual legislação tributária, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou nesta segunda-feira (07/05) o Seminário Internacional sobre o Contencioso Administrativo Fiscal. O evento contou com a presença de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e de Andrea Calabi, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, entre outras autoridades.

O seminário teve início com uma análise do coordenador dos secretários de Fazenda no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Cláudio José Trinchão Santos, para quem o ambiente de negócios requer um desmonte dos entraves burocráticos e estruturais. Esta medida exige modernizar a administração pública para simplificar as obrigações tributárias acessórias, reduzindo custos fiscais e administrativos das empresas. “O Estado deve ser parceiro da iniciativa privada”, sustentou Trinchão Santos.

Paulo Skaf (2º da esq. p/ dir.): 'interesse por investimentos no Brasil deve ser acompanhado de segurança jurídica'

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, destacou o cenário positivo do país. “O Brasil está em evidência, vive um momento especial como local de melhor oportunidade para investimentos, mas este interesse deve ser acompanhado de segurança jurídica”, comentou o presidente da Fiesp.

O secretário estadual Andrea Calabi (Fazenda) concordou que é preciso aprimorar a interface com o contribuinte. Segundo Calabi, reduzindo os riscos, é possível estimular os investimentos atraídos por condições mais seguras e estáveis de retorno.

De acordo com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tramitam no Brasil 82 milhões de processos. Na execução fiscal, são 30 milhões. Em sua avaliação, “a ineficiência do contencioso fiscal” certamente contribui para a insegurança jurídica. A mudança de cultura é uma das soluções apontadas para evitar a judicialização.

Outro participante do seminário, o advogado geral da União Luiz Inácio Lucena Adams, destacou que a dívida ativa da União já ultrapassou a marca de R$ 1 trilhão de reais.

Workshop

Em workshop realizado na etapa final do seminário, o professor Marco Aurélio Greco, integrante do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da Fiesp, relacionou o que considera como os principais gargalos para que se estabeleça um consenso quanto ao contencioso administrativo fiscal: a multiplicidade de leis, cadastros e a interpretação diversa das mesmas leis; o tempo para se conhecer o posicionamento do fisco quanto a divergências; e o prejuízo à concorrência.

No quadro atual, Greco apontou a incerteza quanto à regra a ser aplicada, a distorção na competição e, por fim, o modelo desproporcional de multas. O professor fez ainda uma série de sugestões nos âmbitos federal e estadual, incluindo o resgate dos pareceres normativos e a uniformização interpretativa.

O diretor do Departamento Jurídico da Fiesp (Dejur), Helcio Honda, deu dois encaminhamentos, aprovados por unanimidade, que serão transformados em documentos e em ações, posteriormente:

1. Implementação da atuação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) como órgão que traga ferramentas que possibilitem a uniformização entre os Estados, tanto da jurisprudência como da interpretação da legislação do ICMS. Outra ação diz respeito à possibilidade de se utilizar o processo eletrônico (e-processo), de forma similar, em todos os Estados brasileiros;

2. Estudos para elaboração de Projeto de Lei que crie normas gerais de processo administrativo fiscal aplicáveis em toda a Federação.

As demais sugestões propostas pelo professor Greco também serão estudadas e encaminhadas.

Questão ambiental é imprescindível na logística reversa e nos resultados dos negócios

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Ministro Gilmar Mender, do STF,durante seminário na Fiesp

O conceito “poluidor-pagador” foi um dos temas em debate durante o Seminário Tributação Ambiental: seu papel para o desenvolvimento econômico sustentável, realizado nesta segunda-feira (12), na Fiesp.

Foi consenso entre os participantes que a terminologia é questionável e inapropriada pois remete à ideia de que é possível pagar para se poluir. Diante das atuais discussões sobre economia verde e de um consumidor cada vez mais exigente, o conceito aceitável seria o de “protetor-recebedor”.

De acordo com Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o amplo debate sobre tributação ambiental permitirá a adoção de medidas de incentivo às boas práticas ambientais.

“Diante deste novo fenômeno de múltiplas proteções ao meio ambiente, precisamos avaliar os termos da legislação tributária e realizar alguns experimentos. Um exemplo bem-sucedido foi a distribuição do ICMS para os municípios de acordo com determinada postura e condutas positivas com relação ao meio ambiente”, destacou.

O ministro lembrou que está em fase de construção a jurisprudência sobre temas ambientais. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) nº 1823, trata do Cadastro Técnico de Fontes Poluidoras e é um debate recente, exemplificou.

“A própria Constituição vem sendo atualizada para valorar o Meio Ambiente”, afirmou Mendes, ao citar a Emenda 42. Em um de seus dispositivos, ela trata da defesa do meio ambiente, incluindo tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação. E, ainda, do tratamento diferenciado e favorecido para microempresas e empresas de pequeno porte.


Papel do Estado

Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da Fiesp e diretor do DMA

O especialista em Direito Tributário, Heleno Torres, criticou as reformas tributárias que não foram feitas. “Hoje, o chamado ICMS ecológico é uma fraude, é inconstitucional”, pontuou.

Torres citou, como exemplo, a instalação de uma distribuidora de combustível que paga três taxas a título de proteção ambiental. Assim, o contribuinte se vê triplamente onerado com impostos federais, estaduais e municipais.

Ouro exemplo dado pelo especialista se refere ao Cide/Combustível – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. “O projeto do fundo que seria usado para a proteção ambiental contra eventuais danos de hidrocarboneto sequer saiu do Ministério, está lá há quase uma década. Estão parados, neste fundo, mais de R$ 8 bilhões sem destinação alguma”, desabafou.

Em sua opinião, todos os tributos devem estar orientados para a proteção ao Meio Ambiente a fim de garantir a sustentabilidade, pensando nas gerações futuras.

O advogado Tácio Lacerda Gama, observou que o papel do Estado não é de intervenção, mas sim de incentivar o desenvolvimento, exercendo seu poder fiscalizador. Gama reconheceu, porém, que o entendimento a respeito do meio ambiente evoluiu: “O que era um bem intangível para a empresa passou a ser fundamental com o advento da logística reversa, já que ela envolve não só tomadas de decisão como está diretamente ligada ao resultado do negócio”, completou.


Crescente Tributação

Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da Fiesp e diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA), sinalizou que a tributação ambiental é central para os setores de reciclagem, por exemplo. “Não há problemas de tecnologia ou de logística, mas sim de tributação.”

Sobre a crescente carga tributária, a desembargadora federal Consuelo Yoshida deu um exemplo de descompasso: a Lei da Reforma Agrária. A legislação classifica as áreas como produtivas e improdutivas, a despeito das florestas e vegetações nativas que devam ser preservadas. Então, muitos acabaram fazendo plantios.

“É preciso uma política tributária que preserve, pois os produtos poluentes podem ser baratos por não encamparem estas externalidades que têm custo social. Caso contrário, deveriam se buscar saídas tecnológicas”, afirmou a desembargadora.

Empresários brasileiros e primeiro-ministro de Aruba discutem oportunidades de negócios

Agência Indusnet Fiesp

Em busca de maior abertura econômica e aproximação comercial do Brasil com outros países, o presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, promove nesta terça-feira (6) encontro de empresários brasileiros com o primeiro-ministro de Aruba, Mike Eman.

Na ocasião, painéis com os temas “Infraestrutura”, “Economia e Sustentabilidade” e “Oportunidades de Investimentos” serão apresentados para industriais de diversos setores produtivos. A intenção é incentivar mais investimentos entre as duas nações e fomentar o comércio bilateral.



Ministro de Negócios do novo governo britânico reúne-se com empresários na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp,

O Ministro de Negócios, Inovação e Treinamento do Reino Unido, Vince Cable, lidera uma delegação com 25 grandes empresas que estará na Fiesp nesta quarta-feira(1º/9), às 9h.

Com a previsão de que o Brasil se torne a quarta maior economia do mundo em 2050, esta é a segunda visita que cumpre a promessa do governo de coalizão de consolidar relações com parceiros-chave no século XXI.

Além disso, Vince Cable também vai explorar o potencial desta parceria em diversos setores. Os objetivos são de desenvolver a expertise mundial necessária para garantir Jogos Olímpicos bem-sucedidos em Londres, em 2012, e no Rio, em 2016, além de encorajar a cooperação industrial em setores como defesa e segurança, energia e engenharia avançada.

Antes de iniciar sua visita ao Brasil, Vince Cable ressaltou a importância do País. “O governo britânico acredita que é prioritário fortalecer nossas relações com parceiros-chave. Assim sendo, decidi que uma das prioridades seria encontrar pessoalmente meus colegas no Brasil, que é a nova potência crescente das Américas”, explicou.

“O Brasil é a oitava maior economia do mundo, respondendo por metade do PIB total da América do Sul. Estou muito animado com o fato de que as exportações de produtos britânicos mais do que dobraram desde 2004, alcançando £1,7 bilhão em 2009, apesar da recessão. O Reino Unido pode exercer um grande papel à medida que mais e mais empresas brasileiras buscam a internacionalização”.

Empresas britânicas são líderes em muitas áreas de real importância para a economia brasileira, e muitas delas já operam no País:

Educação – Um exemplo é a Pearson, que fornece serviços educacionais para a crescente força de trabalho do Brasil;

Energia – A Shell e a Cosan acabam de assinar acordo para suprir biocombustíveis; a BG é a maior investidora no setor de óleo e gás no Brasil;

Infraestrutura – A Halcrow realizou estudo de viabilidade para o trem de alta velocidade que ligará Rio de Janeiro e São Paulo;

Engenharia avançada – A Rolls Royce e a GKN são fornecedores líderes de mercado;

Biotecnologia e Farmacêutica – A AstraZêneca e a GlaxoSmithkline são também key players no mercado brasileiro.