Coscex discute perspectivas para as negociações externas em 2017

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A questão da competitividade da economia e da indústria brasileira deve estar na pauta de comércio internacional do país este ano, defendeu nesta terça-feira (21/2) o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp (Coscex).

“Esta agenda [de regras para o comércio exterior] é pesada, como tudo no Brasil, mas deve ser repensada. Estamos isolados do mundo há 15 anos, fazendo uma política de avestruz”, criticou Barbosa durante o primeiro encontro do Coscex do ano.

Segundo ele, os assuntos relacionados às negociações externas do país sofreram um peso ideológico muito grande durante os governos da ex-presidente Dilma Rousseff.

Na avaliação de Welber Barral, da Barral M. Jorge Consultores Associados, expositor convidado pelo Coscex para a reunião, a administração da petista se perdeu nas questões externas, que ganharam recentemente um novo fôlego com a entrada de José Serra no Ministério das Relações Exteriores.

Desafios tecnológicos

Para o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, o mundo está passando por uma fase de troca de paradigmas muito rápida, e as instituições terão de lidar com isso para garantir competitividade.

“As novas tecnologias serão os principais desafios do emprego no futuro, com interrupções estruturais nas cadeias industriais. Precisamos nos preparar para essa realidade”, completou.

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Reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp em 21 de fevereiro. Foto: Everton Amaro/Fiesp