Negociação eletrônica no mercado livre de energia ganha ritmo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Marcelo de Mello, diretor-presidente da Brix

A plataforma eletrônica da Brix para negócios do mercado de energia livre registrou a negociação de 100 contratos em seus 12 primeiros dias de operação, informou o diretor-presidente da companhia, Marcelo C. F. de Mello, na manhã desta terça-feira (16).

“Em 12 dias temos mais de 100 contratos negociados, com um volume de 200 MW médio, e estamos muito contentes com essa marca”, disse o executivo ao participar do painel Energia Elétrica e Competitividade Industrial, no 12º Encontro Internacional de Energia.

Voltada para os agentes do Ambiente de Contratação Livre (ACL), também conhecido como mercado livre, a Brix deu início às operações de sua plataforma eletrônica no final de julho e negocia contratos com vencimento até 2013.

“Nós somos um canal de comunicação para que o comprador e o vendedor se encontrem de forma mais eficiente”, acrescentou Marcelo sobre o modelo de negociação.

Mercado Livre

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Armando Henriques, presidente da Duke Energy

Implementado em 1995, o mercado livre de energia no Brasil responde por 25% do consumo de energia no País, o equivalente a R$ 25 bilhões movimentados anualmente por meio de operações de compra e venda de energia.

O modelo de compra de energia, também conhecido pelo setor como “um clube”, ainda é restrito à indústria de médio a grande porte. A pretensão do mercado é aumentar sua cobertura para segmentos comerciais e de serviços como shopping centers, supermercados e bancos. Para ser um consumidor livre, a carga de consumo deve superar 0,5 MW.

“A grande proposta [para o setor] é que esse clube, onde prevalece a competição entre distribuidores, seja ampliado a um número maior de consumidores. Para isso, a proposta é que sejam flexibilizadas as regras de consumo. Ao flexibilizar, nós podemos dobrar a quantidade de energia distribuída e multiplicar o número de empresas usando esse benefício”, explicou Armando Henriques, presidente da Duke Energy que também  participou do painel.

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Acompanhe a cobertura do 12º Encontro Internacional de Energia