“Temos que ser radicais. Governo nenhum pode aumentar impostos”, afirma Skaf

Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista nesta sexta-feira (21 de julho) à Rádio Gaúcha, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse que a “sociedade não tem mais tolerância em relação ao aumento de impostos”. O caminho, afirmou, é o governo se adaptar, cortar gastos, procurar eficiência, continuar o combate à corrupção. “Nós temos que ser radicais. Governo nenhum pode aumentar impostos.” Segundo Skaf, há muitas frentes a explorar, como a melhor estruturação do Refis, programa de renegociação de dívidas com a União.

“Tem que acertar as contas reduzindo a máquina pública, o pessoal, cortando despesas, fazendo mais com menos recursos e com mais eficiência”, declarou. Skaf destacou que nos cinco primeiros meses deste ano houve aumento do gasto com a folha de pagamento do governo, de 11,8% acima da inflação. “O sacrifício do governo em cortar gastos diversos, contingenciar e cortar investimentos, foi por água abaixo porque houve aumento grande da folha.” E a Previdência provocou um rombo extra de R$ 15 bilhões nesse mesmo período.

“O atual governo herdou uma bomba estourada”, disse Skaf. “Não é culpa deste governo este estouro de contas que está aí; foi uma irresponsabilidade nos últimos 10 anos, de uma série de atitudes que levaram o Estado a quebrar e ter um furo nas contas. Ele herdou um grande problema.” Skaf lembrou que o governo Temer aprovou reformas importantes, que eram discutidas havia décadas, e há outras reformas na pauta, mas, apesar da crise política, aumento de impostos não é solução.

Teríamos um outro Brasil hoje, afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp, se ao longo das últimas décadas os governos tivessem sido impedidos de aumentar impostos e tivessem buscado a eficiência, a boa gestão e resultados para a sociedade. Foi um erro, disse, aceitar o aumento de impostos. “Sempre se gastou muito e se gastou mal. E se resolveu aumentando impostos.”

Ouça boletim sobre essa matéria

Skaf explicou iniciativas tomadas pela Fiesp para protestar contra o aumento de impostos anunciado pelo governo no dia anterior. “Na avenida Paulista temos um Pato [símbolo da luta da sociedade contra o aumento de impostos], e fizemos um manifesto nos principais jornais do país.”

Pato na Fiesp, em protesto contra o aumento de impostos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Fiesp registra terceiro boletim de ocorrência contra agressões à campanha “Não Vou Pagar o Pato”

Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta quarta-feira (6/4), dois colaboradores da campanha “Não Vou Pagar o Pato” foram agredidos com empurrões pelo ex-deputado Frei Sergio (PT/RS).  O ataque, na frente do Congresso Nacional, foi testemunhado por policiais militares, que levaram o agressor para a 5ª DP de Brasília, para colher depoimento. O deputado Bohn Gass (PT/RS) também foi à delegacia.

Na terça-feira (5/4), um pato de 5 metros, que estava na SQS 311 Sul, foi furado a facadas por dois rapazes, que após a agressão saíram correndo para o apartamento do deputado e presidente do PT do Paraná, Enio Verri, onde estão hospedados. A Fiesp registrou o fato em boletim de ocorrência.

Antes disso, na tarde do sábado (2/4), por volta das 15h, um patão de 5 metros de altura que estava na SQN 202 foi rasgado a facadas por um grupo de três pessoas que se aproximaram do inflável e começaram a tirar fotos. Minutos depois, eles usaram uma faca para rasgar o pato. A ação foi fotografada por uma pessoa que passava pelo local. O caso também foi registrado na delegacia.

A Fiesp e os apoiadores da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, que se tornou um símbolo conhecido em todo o Brasil, lamentam a truculência dos que não sabem conviver numa democracia.

Em Jaú, Paulo Skaf defende solução rápida da crise política, “para as coisas voltarem ao lugar”

Agência Indusnet Fiesp

No programa Fala Cidade, do SBT de Jaú, o presidente da Fiesp, do Ciesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, lamentou o fechamento de negócios devido à crise brasileira. “O Brasil passa por uma grande e forte crise econômica, lamentavelmente causada por uma crise política, que contaminou a economia e fez com que ela parasse.” Skaf lembrou que o PIB brasileiro caiu quase 4% no ano passado, ao passo que o mundo como um todo cresceu 4%. “E a previsão para este ano é novamente um crescimento negativo. E isso não só na indústria. Lamentavelmente o que estamos assistindo é indústrias fechando, demitindo.” O mesmo acontece no comércio.

“A verdade”, disse Skaf, “é que a economia brasileira está indo mal, e a principal razão é a total falta de confiança que hoje a sociedade, os investidores brasileiros, estrangeiros, têm no governo”, o que inibe o investimento e o consumo. “A economia não anda. O que precisamos é rapidamente resolver esta crise política pela qual o Brasil passa, para as coisas voltarem ao seu lugar, e a economia reagir.”

A entrevista ao SBT foi concedida antes do lançamento em Jaú da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, contra o aumento de impostos e a volta da CPMF. Mais de 1,2 milhão de pessoas já assinaram, online ou pessoalmente, o manifesto da campanha.

Programa Atleta do Futuro

Na entrevista à TV, Skaf falou também sobre a renovação de convênios do Programa Atleta do Futuro (PAF), para beneficiar 3.500 jovens na região. Skaf destaca o papel do esporte na formação dos alunos, dando-lhes saúde, disciplina e educação. Mais de 200 municípios são atendidos por essas parcerias entre o Sesi-SP e as prefeituras.

Na entrevista, Skaf explicou que o caminho para as prefeituras é procurar a unidade mais próxima do Sesi-SP, que vai estudar as modalidades mais adequadas para a estrutura local.

Mais tarde, tendo já assinado convênios do PAF em cidades da região, Skaf destacou o papel do programa em revelar atletas. As equipes de rendimento de natação e polo aquático do Sesi-SP têm jogadores formados na base, lembrou.

O papel do educador

Em Pederneiras, Skaf exaltou a qualidade das escolas do Sesi-SP, mas ressalvou que, por melhor que seja sua estrutura, elas “são paredes. Na realidade, os grandes atores da educação são os educadores”.

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, participou do lançamento em Jaú da campanha "Não Vou Pagar o Pato". Foto: Ayrton VIgnola/Fiesp

Luta contra aumento de impostos é destaque em 2015

Agência Indusnet Fiesp

Em 2015, ano de grave crise, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) trabalhou intensamente na defesa do setor industrial e da sociedade e na busca de soluções para os problemas do país – muitas vezes, junto com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), também presidido por Paulo Skaf. Empenhou-se em iniciativas de grande visibilidade e alcance, como a campanha contra o aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”, que coletou mais de um milhão de assinaturas no último trimestre, e o apoio à regulamentação da terceirização, aprovada na Câmara dos Deputados e em discussão no Senado.

Paulo Skaf durante o lançamento da campanha Não Vou Pagar o Pato. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Paulo Skaf defendeu o projeto no Senado, em razão da segurança jurídica propiciada a empresas e trabalhadores. A regulamentação da terceirização, afirma, tem o potencial de gerar empregos. Skaf acompanha com atenção o assunto e costuma derrubar os falsos argumentos contrários ao projeto. Fiesp e Ciesp prepararam e divulgam material sobre a regulamentação da terceirização, os “Mitos e Verdades” e a “Nota Técnica” sobre a regulamentação da terceirização.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, defende no Senado regulamentação da terceirização. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

A terceirização foi tema principal da primeira reunião oficial de trabalho do Conselho Superior de Relações do Trabalho da Fiesp (Cort), em agosto. Outro conselho superior criado em 2015 (abril) é o Condesporto, presidido pelo piloto Emerson Fittipaldi, que se dedicou a temas como a integração entre esporte e educação. O Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) foi reinstalado em setembro, tendo como uma de suas áreas de atenção a obesidade infantil. No Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) a novidade foi a adoção de uma agenda positiva, para mostrar bons exemplos de sucesso em época de crise. Um de seus pontos altos foi a apresentação de Flavio Rocha, presidente da Riachuelo, maior grupo de moda do Brasil.

Outra característica dos conselhos superiores em 2015 foi sua atuação conjunta. Em abril, por exemplo, os Conselhos Superiores de Economia (Cosec), Inovação e Competitividade (Conic) e de Comércio Exterior (Coscex) trouxeram o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) para discutir o panorama da indústria de transformação.

O envolvimento de várias áreas da Fiesp e do Ciesp ocorreu em outros eventos, como a discussão sobre as leis de incentivo ao esporte promovida em novembro, com a participação do Departamento Jurídico (Dejur), Departamento da Micro, Pequena e média Indústria (Dempi) e do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code).

Sempre alerta aos temas de sua área, o Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) discutiu pontos como a  Lei 13.188 (do direito de resposta) poucos dias depois de sua sanção, em novembro. Ao longo do ano, diversos outros seminários e workshops sobre assuntos jurídicos e legislativos foram organizados pela Fiesp – por exemplo, direito digital, em outubro, e riscos à economia digital, em agosto. Em dezembro, outro tema ligado à área digital, o seminário sobre compartilhamento de informações para segurança e defesa cibernética.

Ao lado das discussões teóricas, a Fiesp atuou também na prática em diversas outras questões que de alguma forma afetavam a indústria e o país, conseguindo dezenas de conquistas –que evitaram prejuízos bilionários– graças à produção de material técnico de qualidade e à formulação de propostas no âmbito do Legislativo, do Executivo e do Judiciário. O respeito à casa da indústria paulista foi fundamental, mais uma vez, para favorecer o diálogo com diversos interlocutores. Demonstração desse prestígio foi a visita à Fiesp de Mauricio Macri, em dezembro, pouco antes de tomar posse como presidente da Argentina. Também visitou a Fiesp, em abril, a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye. Estiveram na casa da indústria 26 ministros de outros países, dois governadores de Estados norte-americanos e 30 embaixadores.

Almoço na Fiesp com Mauricio Macri, às vésperas de sua posse como presidente da Argentina. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Quando necessário, Fiesp e Ciesp asseguraram os direitos da indústria por meio de ações judiciais. E ajudaram muita gente a evitar a ida à Justiça. A Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Ciesp/Fiesp completou 20 anos de atuação, fortalecida pela recente Lei n. 13.140/2015. O workshop Presente e futuro da Mediação no Brasil, no dia 4 de novembro, discutiu com profundidade seus aspectos.

Também no estímulo ao debate dos grandes temas que afetam o país –ou o mundo, como as mudanças climáticas- a Fiesp se destacou. Promoveu, por exemplo, o seminário Uma agenda positiva para o Brasil: aprendendo com práticas internacionais, em conjunto com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), referência mundial em promoção de políticas públicas para a melhora econômica e o bem-estar social. O evento, realizado em novembro, mostrou o caminho que o Brasil deve seguir para retomar o crescimento, de forma sustentável.

Em documento enviado aos ministérios das Relações Exteriores e do Meio Ambiente, a Fiesp se posicionou em relação à posição que o Brasil deveria adotar durante a Conferência sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas (COP21), em Paris. Lançou um hotsite sobre o tema e participou da cúpula, de 30 de novembro a 11 de dezembro, integrando a delegação oficial brasileira. Para se preparar, ao longo do ano a Fiesp convidou para debater especialistas como a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e Sir David King, representante especial para mudança do clima do Ministério das Relações Exteriores britânico e referência mundial na área. Também foram realizados diversos eventos sobre o tema.

Em 2015, o Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, em parceria com Ciesp e Sesi-SP, promoveu, na Grande São Paulo e no interior paulista, workshops, seminários, encontros e reuniões técnicas com empresários, profissionais de diversos setores e entidades para disseminar o conceito de sustentabilidade nas estratégias de negócios e melhoria da competitividade. Foram nove eventos da série “Jornada da Sustentabilidade”; nove “Encontros Fiesp Sustentabilidade.

Destaque para evento promovido em dezembro pelo Cores, DMA e União Europeia para discutir sustentabilidade no mundo e apresentar casos de sucesso nas indústrias, com a presença de especialistas nacionais e internacionais, empresários e entidades ligadas ao tema.

Ainda em meio ambiente e sustentabilidade, 2015 teve novas edições de dois prêmios tradicionais, que incentivam e difundem ações do setor industrial na área. Na 17ª Semana de Meio Ambiente foram conhecidos os premiados do 21º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, cujo objetivo é reconhecer as boas práticas corporativas em ações sustentáveis como a redução de consumo e reúso de materiais e recursos naturais. Em março, foram conhecidos os vencedores da 10ª edição do Prêmio de Conservação e Reúso de Água.

O debate sobre a crise hídrica foi recorrente na Fiesp. Em agosto, por exemplo, encontro do Conselho de Meio Ambiente (Cosema) tratou das causas e dos efeitos da seca no Estado de São Paulo e na Região Metropolitana.

Em julho, workshop do Departamento de infraestrutura da Fiesp (Deinfra) teve a participação de especialistas em recursos hídricos que criticaram a gestão e a falta de planejamento no setor.

O workshop foi um dos mais de 30 promovidos pelo Deinfra para debater os gargalos, desafios e perspectivas da infraestrutura. Temas como plano municipal de saneamento básico, internet das coisas e incentivo para investimentos privados nas áreas de logística e energia foram discutidos nos encontros. Os workshops contaram com a presença de especialistas, instituições e órgãos governamentais, entre outros. Foram transmitidos online, aumentando seu alcance.

Em março deste ano, o Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic) lançou o 11º ConstruBusiness – Antecipando o Futuro, durante o Congresso Brasileiro da Construção, evento promovido pela entidade. O estudo, entregue ao Governo no evento, traz uma análise da cadeia produtiva, focando em investimentos para infraestrutura econômica (energia, transportes e telecomunicações) e desenvolvimento urbano (habitação, mobilidade urbana e saneamento), no período de 2015 a 2022. Segundo a publicação, o Brasil investiu R$ 460 bilhões em desenvolvimento urbano e infraestrutura econômica em 2014.

O Observatório da Construção, site que reúne conteúdos sobre toda a cadeia produtiva da construção, ganhou novo formato e mais conteúdo em outubro. Desenvolvido pelo Deconcic, é uma ferramenta online útil como fonte de referência para pesquisas e planejamentos, auxiliando empresas, governo, profissionais e universidades.  Para ajudar na divulgação do material, foi criado o Boletim da Construção, quinzenal, com informações exclusivas, análises e notícias da área.

Em novembro, a Fiesp foi sede do lançamento da Frente Parlamentar da Indústria da Construção, apoiada pela entidade. Integrada por deputados estaduais de São Paulo, tem o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do setor. Proposta semelhante, também apoiada pela Fiesp, por meio de seu Comitê da Cadeia Produtiva da Mineração (Comin), tem a Frente Parlamentar de Apoio à Mineração, relançada em agosto.

Além de áreas específicas, a Fiesp não tirou de vista o setor como um todo. Ao longo do ano o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) acompanhou de perto o desempenho (por meio do Índice de Nível de Atividade-INA), a expectativa dos industriais (Sensor) e o nível de emprego na indústria. Também ficou de olho no consumidor – em julho, indicou a mudança de hábitos justificada pela alta da inflação, com a troca de produtos por marcas mais baratas e itens mais baratos. Em outubro, mostrou que os brasileiros deixavam de comprar por falta de dinheiro e viam piora em suas finanças. Em dezembro, identificou que o 13º salário no ano seria usado para o pagamento de dívidas. Para refletir a alteração na metodologia do PIB adotada pelo IBGE e permitir o acompanhamento da participação da Indústria de Transformação no PIB de 1947 a 2014, o Depecon ajustou os valores anteriores, o que permitiu o encadeamento da série.

Novidade de 2015, lançada em setembro, a Sondagem de Mercado do Agricultor Brasileiro, da Fiesp e da Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB), entrevistou mais de 500 produtores em todas as regiões do Brasil para identificar quais são os principais agentes financiadores do custeio da produção agrícola em solo nacional. Também foi levantado qual o principal período de aquisição e recebimentos de insumos ao longo do ano.

Em dezembro, o Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro) lançou o Outlook 2025, que reúne diagnósticos e projeções para o setor na próxima década.

Em novembro, o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, explicou, durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp (Cosag), como o órgão que dirige planeja sua atuação para os próximos anos. Em sua apresentação, Lopes disse que o modelo atual de pesquisa expirou.

A pesquisa de novos modelos de negócios teve novamente especial atenção por parte da Fiesp. Organizado pelo Comitê Acelera Fiesp, o Acelera Startup teve sua sétima edição em novembro. Os 316 finalistas foram escolhidos entre cerca de 5 mil empresas. Depois de passar por dois dias de um exclusivo processo de aceleração, com palestras, workshops, mentorias e avaliações classificatórias, foram definidos 13 finalistas, nas categorias Geral; Agronegócio; Educação; Saúde e Bem-estar. Os vencedores foram o sistema de segurança Tela de Bloqueio e o projeto de mobilidade Livre, que transforma cadeiras de rodas em triciclos motorizados.

Participantes do Hackathon, depois de dois dias da maratona de desenvolvimento. Foto: Patrícia Ribeiro/Fiesp

 

O Comitê Acelera Fiesp (CAF) promoveu a 4ª edição do Hackathon, uma maratona hacker, em agosto. Foram 150 participantes neste ano, e os vencedores foram os aplicativos IOTility (Cadeia Produtiva), Bem Infinito (Social) e ConnectBiker (Consumidor Final).

E a Fiesp não descuidou das micro e pequenas indústrias e da inovação ao longo do ano. Em 2015, o Departamento da Micro, Pequena e Média Empresa da Fiesp (Dempi) fez 208 atendimentos em 7 salas de crédito. As duas palestras sobre crédito capacitaram mais de 150 participantes.  Em maio, o X Congresso da Micro e Pequena Indústria, com o tema Produzir mais e Melhor, teve 2.100 participantes. No Seminário da Micro e Pequena Indústria: Vender Mais e Melhor, em outubro, foram 587 participantes.

A Fiesp e o Ciesp integram a Frente Parlamentar de Empreendedorismo e Combate à Guerra Fiscal. Relançada em maio, tem como objetivo propor leis e políticas públicas de apoio ao empreendedorismo e às micro e pequenas empresas. Entre as propostas, está a ampliação dos limites do Simples Nacional, regime de tributação especial para empresas de pequeno porte, e a criação de novas regras de transição entre alíquotas.

Sempre preocupada com a indústria brasileira, a Fiesp manteve o olhar aberto para o mundo, discutindo temas como barreiras técnicas às exportações e os grandes acordos comerciais. Seu Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) organizou três missões empresariais durante 2015, para Nova York, Cuba e Milão.

Mente sã em corpo são 

Entidade irmã da Fiesp, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) teve papel essencial num feito inédito: o primeiro lugar na olimpíada da formação profissional, o WorldSkills São Paulo 2015, em agosto. Das 11 medalhas de ouro que deram ao Brasil a vitória, 6 foram de alunos do Senai-SP.

Com a bandeira do Brasil, Luis Carlos Sanches Machado Junior, do Sesi-SP: ouro, Melhor da Nação e melhor do mundo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

E o ano deu muitas medalhas e pódios à indústria também no esporte. Atletas do Sesi-SP foram destaques nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015, no Canadá, e no Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, na Rússia, conquistando 14 medalhas (3 de ouro, 7 de prata e 4 de bronze) em um mês. E houve muitas outras vitórias ao longo do ano.

Uma grande conquista foi a Carreta Musa- Mulher Saúdável. No projeto, uma carreta de alta tecnologia do Sesi-SP, totalmente equipada para fazer mamografias, esteve na Fiesp e percorreu as indústrias da Grande São Paulo, oferecendo o exame, essencial para a detecção precoce do câncer de mama, durante todo o mês de outubro. Mulheres com 40 anos ou mais ou por indicação médica tiveram acesso ao exame gratuitamente.

Inclusão

Em 2015, o Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar) trabalhou intensamente em projetos de inclusão da pessoa com deficiência (PCD). Entre eles, o “Meu Novo Mundo”, em parceria com Sesi-SP e Senai-SP, que prevê qualificação profissional e contratação de aprendizes.

Iniciado em fevereiro deste ano, 30 indústrias aderiram ao programa, contratando 400 pessoas com deficiência no cargo de aprendiz, que imediatamente começam a receber salários e benefícios oferecidos pelas empresas e, simultaneamente, a frequentar cursos técnicos do Senai-SP e atividades no Sesi-SP.

Criado para oferecer ferramentas e orientar a indústria sobre a forma de promover a real inclusão profissional de pessoas com deficiência ao mesmo tempo em que cumpre a “Lei de Cotas”, o programa “Sou Capaz” realizou em 2015 fóruns e cursos em diversas cidades paulistas, dos quais participaram 1.550 representantes de indústrias, sindicatos, instituições e órgãos públicos.

Eu Estou, do arquiteto e designer Guto Requena, na Galeria de Arte Digital. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Arte, cultura e lazer

Depois de trabalhar todos os dias, a Fiesp ainda cuida do entretenimento e da cultura aos domingos. Lançou em dezembro o projeto Fiesp na Paulista Aberta, que já virou ponto de encontro de domingo, sempre com atrações diferentes na calçada do prédio da Fiesp/Sesi-SP. Atração de peso foi a orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP, sob a regência do maestro João Carlos Martins.

Ao longo do ano, a indústria paulista ofereceu ao público, no Teatro do Sesi-SP, na Galeria de Arte do Sesi-SP e na fachada do prédio da Fiesp (a Galeria de Arte Digital do Sesi-SP) peças de teatro, espetáculos e exposições como Leonardo da Vinci: a Natureza da Invenção, que bateu recorde – foi vista por mais de 200 mil pessoas.

Aplicativos

Em agosto, o Monitor de Banda Larga da Fiesp, recurso criado em parceria com o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) que mede a velocidade da banda larga fixa, ganhou uma nova versão para verificar a banda larga móvel. Em uma segunda fase de implantação, o aplicativo foi ampliado para smartphones, tablets, plataformas Android e IOS. No caso de banda larga fixa, a ferramenta foi atualizada para Mac e MacBooks.

Outro lançamento de 2015 é o Sistema de Licitações, plataforma online que facilita o acesso aos processos de licitação do Sesi-SP e do Senai-SP. O acesso é feito via site ou aplicativo, compatível com todos os aparelhos celulares e tablets (Android, iOS e Windows Phone). O sistema descreve produtos e serviços a ser contratados e fornece informações sobre o tipo de compra ou contratação: volume, locais de entrega e condições de fornecimento.

Foto: Contra os impostos, pato de 12 metros de altura se une à multidão na Paulista

Agência Indusnet Fiesp

Um verdadeira multidão cercou neste domingo (13/12) o pato de 12 metros de altura colocado na calçada da avenida Paulista como parte da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, contra o aumento de impostos e a volta da CMPF. Prova da boa acolhida ao pato foram as mais de 12 mil pessoas que assinaram ao longo do dia o manifesto contra a elevação da carga tributária. Mais de 15 mil pessoas pegaram balões com a cara do pato. A iniciativa já tem o apoio de mais de 1 milhão de pessoas.

Milhares de pessoas cercaram o pato gigante na avenida Paulista. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

O pato gigante se juntou temporariamente a outro, de 5 metros, que está no térreo do prédio da Fiesp desde 21 de setembro, data em que mais de mais de 160 representantes da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura lançaram a campanha.

A mensagem dos balões era clara. A resposta também foi, com mais de 12 mil pessoas assinando neste domingo o manifesto da campanha. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

O pato que desde 21 de setembro está no térreo da Fiesp recebeu a companhia do pato de 12 metros e de 15 mil balões. Foto: Rose Matuck/Fiesp

 

Atração de todos os domingos, o Fiesp na Paulista Aberta teve banda de metais - cercada de patos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Mesmo do alto o pato gigante se destaca. Foto: Rose Matuck/Fiesp

 

 

Apoio de um milhão de pessoas à campanha “Não Vou Pagar o Pato” mostra que sociedade quer dar um basta, afirma Skaf

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Ao anunciar em entrevista coletiva nesta quarta-feira (2/12) que a campanha contra o aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato” superou um milhão de assinaturas de pessoas que a apoiam, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, afirmou que a adesão da sociedade mostra que ela não aguenta mais. “Não quer dar mais mesada para o Governo. Sabe que não adianta pôr mais recursos num tanque cheio de buracos.”

Skaf relatou a ótima acolhida à campanha, representada por um pato inflável gigante, que já esteve na frente do Congresso Nacional, em Brasília, em Copacabana (Rio de Janeiro) e em Salvador, cidade em que as pessoas fizeram fila para assinar o manifesto contra o aumento de impostos. O Pato vai também a Curitiba.
>> Ouça boletim sobre a marca de 1 milhão de assinaturas

Segundo Skaf, a Fiesp – assim como as centenas de entidades do Brasil todo que apoiam a campanha do pato – se manterá “radicalmente contra” a CPMF, o imposto do cheque, em 2016. O orçamento do Governo Federal para o ano que vem prevê receitas originadas na CPMF. Em vez de querer mais impostos, o Governo deveria acertar suas contas, “como uma dona de casa faz”, afirmou Skaf. Antes de eliminar o desperdício e a ineficiência, analisou o presidente das entidades da indústria, quanto mais arrecadar, mais dinheiro o Governo vai jogar fora.

Economia em baixa

A indústria terá novo encolhimento em 2016, segundo Skaf, e a queda ocorrerá sobre uma base já enfraquecida, porque em 2015 já houve fortre retração. Ele reiterou que a situação pode mudar rapidamente e que o problema está na falta de confiança em relação ao Governo. Frisou que o problema não está no país nem nas pessoas.

Lembrando as várias frentes em que a Fiesp atua, como o comércio exterior, o meio ambiente, a energia, as questões trabalhistas, Skaf afirmou que a entidade permanecerá a postos em 2016, com a coragem para defender a sociedade brasileira.

Macri na Fiesp

Durante a entrevista coletiva, realizada na sede da Fiesp, Skaf anunciou a realização de um almoço na entidade nesta sexta-feira (4) com o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri.

Paulo Skaf durante entrevista coletiva na sede da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Foto: Skaf lança em Araraquara campanha contra aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, participou nesta segunda-feira (16/11) do lançamento em Araraquara da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, contra o aumento de impostos. A iniciativa recolhe assinaturas para mostrar a rejeição às propostas feitas pelo Governo de elevar ainda mais a carga tributária – por exemplo, com a volta da CPMF. Mais de 950 mil pessoas já assinaram o manifesto.

Skaf se reuniu com empresários em Araraquara e concedeu entrevista coletiva a jornalistas da região.  Explicou que a campanha do pato é um movimento da sociedade para dizer não a qualquer tentativa dos governos de aumentar impostos. “As pessoas já pagam impostos demais. O que elas querem é ter serviços de qualidade.”

Paulo Skaf durante o lançamento em Araraquara da campanha "Não Vou Pagar o Pato". Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Sociedade quer mais respeito, não mais impostos”, afirma Skaf no Congresso de Jovens Empreendedores da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse nesta segunda-feira (9/11) durante o encerramento do Congresso CJE Superação pelo Conhecimento, organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp, que “a sociedade não quer mais impostos.”

O presidente das entidades da indústria disse que o Governo deveria cortar seus gastos, reduzir os desperdícios e a corrupção, “mas os velhos hábitos persistem”, e em vez disso se tenta, mais uma vez, aumentar os impostos.

Skaf falou sobre a importância da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, apoiada pela Fiesp, contra o aumento de impostos. “Renovo o pedido para que todos participem da campanha”, disse. “Precisamos passar de um milhão de assinaturas porque é um número significativo para levar ao Congresso e lembrar aos deputados e senadores que neste momento a sociedade não quer mais impostos. A sociedade quer mais respeito.”

Segundo Skaf, o momento é bastante delicado para o Brasil, com a crise econômica, mas o que pesa mesmo é a crise política. Ela provoca falta de confiança e de credibilidade, levando ao recuo dos investimentos e do consumo.

Lembrou que “o mundo hoje está com muito dinheiro, aplicado a juro perto de zero” e que haveria muito interesse em investir no Brasil, se houvesse confiança.

“Temos que nos esforçar para que o Governo brasileiro e o Congresso Nacional resolvam rapidamente este problema da crise política”, declarou.

Estado grande demais

É preciso segurar o tamanho do Estado, disse Skaf. “Foi crescendo, crescendo, ficou aquele monstro pesado, que pesa nas costas da sociedade.”

Skaf se disse muito preocupado com a situação. “Mas confio muito no Brasil. Estamos reduzindo o custo desta travessia, mas que vamos atravessar, vamos.”

Skaf deixou fez um pedido à plateia: “Não deixem de participar da vida do país”. Para encerrar, pediu aplausos para Gabriel, O Pensador, que apresentaria em seguida uma palestra-show.

Aproveitando a fala de Skaf, o músico abriu sua apresentação com Chega, sua música mais recente, que entre outras coisas pede um basta aos impostos excessivos.

Paulo Skaf no encerramento do Congresso CJE, entre os artistas que participaram do evento e suas obras. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Galeria digital na fachada da Fiesp vira tela gigante para o game “Star Pato”

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Uma grande batalha contra os impostos poderá ser jogada por quem passar pela avenida paulista, na fachada do prédio da Fiesp de 4 a 8 de novembro

O jogo, que faz parte da campanha “Não Vou Pagar o Pato” contra o aumento de impostos e a volta da CPMF, terá como tela o imenso painel de LED composto por 26.241 mil clusters, cada um formado por 4 lâmpadas. Todos os clusters estão instalados em 3.700 m² de estrutura metálica que reveste o prédio, considerada hoje a maior galeria digital da América Latina.

Inspirado no “Space Invaders”, febre dos anos 70, o videogame “Star Pato” tem 5 fases. Em cada uma o pato precisa exterminar uma série de impostos cobrados em combustíveis, eletrodomésticos, automóveis, energia elétrica e, por último, o grande inimigo: a CPMF.

O game Star Pato usando a fachada da Fiesp como tela. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Os jogadores ficarão posicionados em frente à sede da Federação, onde telas com controles estarão disponíveis para o acesso à batalha, que já caiu no gosto dos game players.

Produzido na tecnologia HTML5, “Star Pato” pode ser acessado pela internet http://www.naovoupagaropato.com.br/star-pato/ . Além da internet, o jogo também tem uma versão para celular.

Tela do nível iniciante do jogo "Star Pato" em sua versão para computador.

 

 “Não Vou Pagar o Pato”

O objetivo da campanha é conscientizar a sociedade sobre os altos impostos já pagos em produtos e serviços e evitar novo aumento da carga tributária – por exemplo, com a volta da CPMF, proposta pelo Governo Federal. Na internet (http://www.naovoupagaropato.com.br/), até o momento, “Não Vou Pagar o Pato” já recolheu mais de 880 mil assinaturas. A meta é atingir mais de um milhão, que serão encaminhadas ao Congresso Nacional.

A ação começou em São Paulo, em 21 de setembro, em frente à sede da Fiesp, na avenida Paulista, e está percorrendo cidades do interior paulista e de outros Estados. O pato já esteve nos municípios paulistas Araras, Guarulhos, Presidente Prudente e Votuporanga, além de Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ). A campanha deve ir também a Salvador (BA).

A campanha é uma iniciativa da Frente Nacional contra o Aumento de Impostos, criada em 3 de setembro e liderada por Paulo Skaf, com amplo apoio de mais de 160 entidades de diversos setores.

Galeria de Arte Digital Sesi-SP

Criada em 2012, a Galeria de Arte Digital Sesi-SP é a maior plataforma de arte digital da América Latina, instalada da fachada do prédio da Fiesp e do Sesi-SP. Ela é um imenso painel de LED composto por 26.241 mil clusters, cada um formado por 4 lâmpadas. Todos os clusters estão instalados em 3.700 m² de estrutura metálica que reveste o prédio. A galeria conquistou o público e se tornou um dos principais ícones da Avenida Paulista. Entre as várias mostras inéditas de sucesso que já passaram pela galeria estão  FILE Led Show, Play!,  Natureza Urbana – Riscos e Traços, e  SP Urban Digital Festival.

Firjan e Fiesp lançam no Rio campanha contra aumento de impostos

Agência Indusnet Fiesp
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançaram, neste domingo (25/10), no Rio, a campanha “Não Vou Pagar o Pato”, contra o aumento de impostos. O evento aconteceu na Praia de Copacabana, onde as federações das indústrias colocaram um pato inflável de 12 metros, símbolo da campanha, e distribuíram 2.000 patinhos aos participantes.

“Vamos andar com este pato pelo Brasil todo”, disse no evento o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “Para envolver toda a sociedade nesta campanha, que tem o significado de ‘para, chega de gastança’.”

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, ressaltou a importância da campanha. Para ele, a volta da CPMF seria um desastre. “Não podemos aceitar a CPMF nem qualquer aumento de impostos, principalmente nesse momento em que a população e as empresas já enfrentam graves dificuldades. Isso só agravaria a crise”, disse Gouvêa Vieira.

Ele ressaltou que a carga tributária brasileira já ultrapassou o limite do razoável. “Está na casa dos 40% do PIB. A solução para o problema das contas públicas não passa por aumento de tributação, e sim pela redução de gastos, e também por um forte programa de privatizações que, segundo nossos estudos, tem potencial de gerar um caixa de 4% do PIB”, acrescentou o presidente da Firjan.

“O Brasil precisa que o Governo pare de atrapalhar. Ajuste fiscal significa acertar as contas”, afirmou Skaf. “O Governo precisa cortar seus gastos, seus desperdícios, gastar melhor.”

Paulo Skaf e Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira no lançamento, no Rio, da campanha "Não Vou Pagar o Pato". Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Manifesto

O objetivo da campanha é conscientizar a sociedade sobre os altos impostos já pagos em produtos e serviços e evitar novo aumento da carga tributária – por exemplo, com a volta da CPMF, proposta pelo Governo Federal. Na internet (http://www.naovoupagaropato.com.br/), até o momento, “Não Vou Pagar o Pato” já recolheu mais de 850 mil assinaturas. A meta é atingir mais de um milhão, que serão encaminhadas ao Congresso Nacional.

Logo de manhã, o pato gigante, perto de uma das calçadas mais famosas do mundo, em Copacabana. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Foto: Araras recebe pato gigante da campanha contra o aumento de impostos

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, participou nesta sexta-feira (2/10) em Araras do lançamento da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, contra o aumento de imposto e a recriação da CPMF, proposta pelo Governo.

Araras é a terceira cidade a receber o pato gigante, colocado na praça Barão de Araras. A primeira foi São Paulo, onde o símbolo da campanha está desde o lançamento oficial da campanha, em 21 de setembro, em evento na calçada do prédio da Fiesp, com a presença de mais de 160 representantes da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura. A segunda foi Brasília, no dia 1º de outubro. O pato gigante vai também para o Rio de Janeiro.

Mais de 500 mil brasileiros já assinaram o manifesto contra o aumento de impostos. São cerca de 50 mil adesões por dia. Clique aqui para conhecer a campanha e participar.

Paulo Skaf no lançamento em Araras da campanha "Não Vou Pagar o Pato", contra o aumento de impostos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Lançamento de campanha contra aumento de impostos tem pato gigante e patinhos flutuando no lago do Congresso Nacional

Agência Indusnet Fiesp

O lançamento da campanha contra o aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato” em Brasília, nesta quinta-feira, 1º de outubro, teve a participação de Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, e de dezenas de representantes dos setores produtivos e de movimentos sociais. “Viemos apresentar a campanha contra o aumento de impostos aos deputados e senadores”, disse Skaf. “Tenho certeza que a maioria concorda que não dá mais para a sociedade brasileira pagar o pato, pagar mais impostos, enquanto o governo não faz a sua parte e corta despesas.”

As ações que marcaram o lançamento incluíram a colocação de um pato gigante, com 12 metros de altura, na frente do Congresso Nacional, e 1.000 patos flutuando em seu lago.

A campanha colhe assinaturas contra o aumento de impostos e a recriação da CPMF. Lançada em 21 de setembro, com a presença de mais de 160 representantes da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura, a campanha “Não Vou Pagar o Pato” já tem o apoio de mais de 460 mil brasileiros. O próximo lançamento da campanha numa capital será no Rio de Janeiro. Nesta sexta-feira (2/10), a partir das 12h30, Skaf lança a campanha em Araras, primeira cidade depois de São Paulo e Brasília a receber o pato gigante, símbolo da campanha.

Clique aqui para conhecer a campanha e assinar o manifesto contra o aumento de impostos.

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf é o primeiro a colocar os patos infláveis. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf é o primeiro a colocar os patos infláveis. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Patinhos flutuam no espelho d'água do Congresso. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Patinhos flutuam no espelho d'água do Congresso. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Pato gigante, com 12 metros de altura, amanheceu em frente ao Congresso. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Veja mais fotos:

Pato gigante no Congresso marca lançamento em Brasília de campanha contra o aumento de impostos

Agência Indusnet Fiesp

O Congresso Nacional, uma das imagens mais conhecidas de Brasília, amanheceu diferente, com um pato gigante na paisagem. Ele é o símbolo da campanha contra o aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”, que terá seu lançamento na capital brasileira nesta quinta-feira (1º de outubro) às 11h30.

Participarão do evento Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, e líderes de movimentos sociais e dos setores produtivos. A campanha colhe assinaturas contra o aumento de impostos e a recriação da CPMF. Lançada em 21 de setembro, com a presença de mais de 160 representantes da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura, a campanha “Não Vou Pagar o Pato” já tem o apoio de mais de 440 mil brasileiros.

Clique aqui para conhecer a campanha e assinar o manifesto contra o aumento de impostos.

Pato gigante na frente do Congresso Nacional em Brasília. Foto: Ana Baruch/Fiesp

Em visita à Fiesp, Cunha apoia campanha contra aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

“Eu acho que o brasileiro não deve pagar mais imposto, imposto maior do que paga hoje”, disse nesta sexta-feira (25/9) na sede da Fiesp o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ao comentar a campanha “Não Vou Pagar o Pato”. A iniciativa, que reúne múltiplas entidades dos setores produtivos, foi lançada no dia 21 e conta com amplo apoio da população, provado pelas cerca de 40 mil assinaturas coletadas por dia.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, recebeu Cunha e um grupo de empresários e líderes de diversos setores para um jantar e explicou a campanha durante entrevista coletiva. “Minha grande preocupação neste momento é com o Brasil. Precisamos que se faça um ajuste fiscal reduzindo gastos, e não criando impostos. É por essa razão que estamos com esta campanha de não pagar o pato mais. A sociedade não deve mais pagar o pato, até porque até agora o Governo não cortou nada. Nada! Corte efetivo não houve nenhum.”

Para levar o Governo a chegar ao equilíbrio, tornando-se mais eficiente e eliminando desperdícios, a solução é “cortar a mesada”. Não permitir o aumento de impostos vai obrigar ao corte de gastos e à busca da seriedade na gestão pública, afirmou Skaf.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, durante entrevista coletiva em 25/9. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Skaf comentou o momento complicado da economia, agravado pela crise política. “Há liquidez no mundo, e o Brasil poderia receber mais recursos, se não fosse esta falta de confiança, esta insegurança causada pela crise política”, afirmou.

Skaf disse que é preciso encontrar saídas. “Não adianta ficar reclamando. É isso que temos procurado”, declarou. Para isso é preciso conversar muito, declarou. “É por essa razão que temos quase todos os dias conversas por todos os lados.”

Sobre a mudança no PIS/Cofins, Skaf disse que pode ser positiva pelo aspecto técnico. “Mas eu não confio na calibragem das alíquotas”, ressalvou. “O governo está com fome de arrecadação. Apesar desta apresentação do orçamento com R$ 30 bilhões de déficit, pelos nossos cálculos é de R$ 80 bilhões.” E, lembrou, tende a haver déficit, de talvez R$ 40 bilhões, neste ano, em razão do aumento de despesas em ritmo superior ao da arrecadação.

“O buraco é muito mais fundo”, avaliou Skaf, sobre a previsão de R$ 30 bilhões de déficit feita pelo Governo. “Se fossem R$ 30 bilhões, e se é verdade que reduziu R$ 26 bilhões, já estaria feito o ajuste fiscal. Então por que criar CPMF, por que aumentar o IR, ou juros sobre capital próprio?”

Jantar na Fiesp reuniu líderes empresariais e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Os participantes do jantar

Benjamin Steinbruch, 1º Vice Presidente da Fiesp

Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados

Fábio Meirelles, Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo – Faesp

Heitor José Müller, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul – Fiergs

Josué Christiano Gomes da Silva, Presidente da Coteminas S.A e 3º Vice Presidente da Fiesp

Luiz Moan Yabiku Junior, Presidente da Anfavea –  Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da Fiesp

Marcos Marinho Lutz, Diretor Presidente da Cosan e Presidente do Coinfra

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp

Waldemar Verdi Junior, Presidente das Empresas Rodobens

Walter Vicioni Gonçalves, Superintendente do Sesi –SP e Diretor Regional do Senai – SP

Em entrevista à Rádio Capital, Skaf reforça importância da campanha “Não Vou Pagar o Pato”

Agência Indusnet Fiesp,

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, concedeu nesta quinta-feira (24/9) uma longa entrevista ao comunicador Paulo Lopes, da Rádio Capital.

Na entrevista, Skaf comentou que os empresários esperavam “um plano a favor do Brasil” quando o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciaram medidas do ajuste fiscal. “Um anúncio de corte de despesas públicas.”

Clique na seta para ouvir cada trecho:

>> Empresários esperavam “um plano a favor do Brasil”

>> Sobre a CPMF, Skaf disse que é um imposto que “todo mundo paga”:

>>”Se nós impedirmos que o governo aumente mais impostos, ele será obrigado a reduzir suas despesas. Por essa razão que é importante essa campanha”:

>>Segundo o presidente da Fiesp, até a manhã desta quinta-feira, o manifesto “Não Vou Pagar o Pato” contava com mais de 170 mil assinaturas em três dias:

>>Skaf disse ainda que o objetivo da Fiesp é levar esse manifesto ao Congresso Nacional:

>>“Essa crise política tira a credibilidade e confiança e não há investimentos quando não se tem confiança”:

>>Ele reiterou que o governo precisa reduzir seus desperdícios:

>>Paulo Skaf pediu mais uma vez para a população assinar o manifesto que será entregue em Brasília:

Setor produtivo se une na campanha contra aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”

Agência Indusnet Fiesp

A calçada do prédio da Fiesp, um dos endereços mais conhecidos de São Paulo, recebeu nesta segunda-feira (21) mais de 160 representantes da indústria, do comércio, dos serviços e da agricultura para o lançamento oficial da campanha contra o aumento de impostos “Não Vou Pagar o Pato”. Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, explicou durante o evento que a campanha foi criada para conscientizar a sociedade sobre a carga de impostos e evitar novo aumento da carga tributária.

“Estamos mostrando o imposto já está nos preços da geladeira, do smartphone, do material escolar”, afirmou Skaf na entrevista coletiva simultânea ao lançamento da campanha. “Material escolar tem 40% em média de impostos”, lembrou Skaf. Mesmo sem saber, as pessoas pagam impostos. “Naquela geladeira de R$ 1.000 ele colocou R$ 400 de impostos”, exemplificou.

“Não estamos aqui debatendo imposto da indústria, do comércio, de serviços ou de tecnologia, nós estamos, como brasileiros, de forma horizontal debatendo o imposto que está sobre as costas do povo brasileiro, da sociedade brasileira, das empresas, das famílias, que prejudica tanto a competitividade e o desenvolvimento do Brasil”, disse Skaf. “Não é uma campanha da Fiesp, é uma campanha de todas as entidades que estão aqui”, ressaltou.

“O que nós, entidades do comércio, dos serviços, da agricultura, da indústria, tecnologia, transporte, estamos fazendo é dizendo o seguinte para o governo: corte as suas despesas, acerte as suas contas, faça o ajuste fiscal de maneira que seja saudável para o Brasil”, afirmou Skaf. “E a maneira saudável para o Brasil é o governo eliminar os desserviços, os gastos exagerados”, completou.
>> Ouça boletim sobre a campanha Não Vou Pagar o Pato

Paulo Skaf durante o lançamento da campanha "Não Vou Pagar o Pato", na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

CPMF

“Não tenho dúvida que a sociedade fará pressão muito forte junto aos congressistas”, disse Skaf, para evitar aumento de impostos e a recriação da CPMF (o imposto do cheque, extinto em 2007 graças à mobilização popular, com importante papel da Fiesp). “E não tenho dúvida de que os congressistas reagem às pressões da sociedade.”

A campanha já decolou, com 2 novas assinaturas por minuto incluídas no site. A estratégia de divulgação inclui anúncios de página inteira em jornais de grande circulação, como Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, revistas semanais, como Veja e IstoÉ, spots de rádio e comerciais de TV.

A mensagem das peças publicitárias é clara e direta. Os comerciais de TV, em linguagem parecida com os anúncios de grandes lojas de varejo, mostram o preço de produtos como geladeiras e celulares e o valor dos impostos em cada um. Exibidos para os representantes de entidades de diversos setores em reunião realizada também nesta segunda-feira, antes do lançamento oficial da campanha, os comerciais foram muito aplaudidos.

Os comerciais podem ser vistos no site da campanha, que tem disponíveis para download os modelos para a confecção de adesivos, bottoms, camisetas e outros produtos para divulgar a mensagem contra o aumento de impostos.

A campanha “Não Vou Pagar o Pato” é fruto da Frente Nacional contra o Aumento de Impostos, liderada por Skaf e criada em 3 de setembro, com amplo apoio de entidades de diversos setores.

Reunião para apresentação da campanha "Não Vou Pagar o Pato", na Fiesp, teve participação de mais de 100 representantes de entidades de diversos setores. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp