Infraestrutura consolidada é atrativo para empresários investirem na África

Agência Indusnet Fiesp 

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Tjekero Tweya, vice-ministro do Comércio e Indústria da Namíbia. Foto: Vitor Salgado

Um dos poucos países africanos com economia estável e sistema político democrático, a Namíbia se move para atrair mais investimentos externos. Nesta sexta-feira (28), o vice-ministro do Comércio e Indústria, Tjekero Tweya, esteve na Fiesp, acompanhado por uma comitiva de empresários, para apresentar as principais oportunidades negócios no país africano.

“Temos um grande potencial de crescimento. Contamos com uma boa localização portuária e acesso ao mercado internacional. Nosso sistema democrático e o setor de telecomunicações são um dos mais estáveis do continente. Além disso, contamos com uma das taxas de inflação mais baixas”, afirmou o vice-ministro.

A Namíbia não só possui um mercado consumidor em expansão como é porta de entrada para União Sul-Africana (Sacu). De acordo com Tweya, são cerca de 47 milhões de consumidores que geram aproximadamente US$ 135 bilhões.

“Os solos férteis, com recursos hídricos e temperaturas quentes, tornam a agricultura o principal motor da economia na região. Estamos ligados através de bacias hidrográficas, rodovias e contamos com uma boa infraestrutura em telecomunicação”, informou o vice-ministro.

Nas exportações, o principal parceiro da Namíbia é a África do Sul, que absorve 31% das exportações e 69% das importações. O Reino Unido, em segundo lugar, representa 15% das exportações e 8% das importações. Ainda conforme o vice-ministro, o governo incentiva o financiamento para comercialização de produtos químicos e alimentos complementares para animais.

Oportunidade de negócios

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Thomaz Zanotto, diretor do Derex da Fiesp. Foto: Vitor Salgado

Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comercio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, aos poucos o Brasil percebeu a importância dos africanos na balança comercial. “O Brasil finalmente descobriu a África. Os empresários brasileiros e até os políticos estão vendo o continente com uma grande oportunidade de negócios”, salientou.

Na avaliação de Zanotto, o que chama atenção na Namíbia é a estabilidade do sistema financeiro e a infraestrutura de trabalho. “Há grandes incentivos de bancos e das companhias brasileiras”, pontuou, lembrando que o Brasil tem criado tecnologias sofisticadas no setor do agronegócio que podem ser implementadas pelos africanos.

“Através da Embrapa, desenvolvemos técnicas que podem auxiliar no plantio em diferentes situações de solo e clima”, destacou o diretor da Fiesp. Por meio da Política Direta de Investimento, os empresários podem investir na área da agricultura de irrigação para o cultivo de uva, azeitona e algodão.

Outro ponto a ser desenvolvido na Namíbia, segundo Tjekero Tweya, é a exportação do gado de corte. No entanto, disse ele, algumas áreas de seu país precisam de matadouros certificados para exportar o produto. A parte norte, por exemplo, tem um vasto rebanho de gado que não pode ser comercializado, por não responder às normas internacionais de exportação.