Superliga de vôlei comemora 20 anos com o lançamento da temporada 2013/14

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Comemorando 20 anos de existência, a Superliga de vôlei deu início a mais uma temporada nesta quinta-feira (05/09), em evento que reuniu alguns jogadores e integrantes de comissões técnicas de equipes inscritas na competição. O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) novamente  participa da disputa com times feminino e masculino.

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Murilo, Lucão , Sandro, Dani Lins, Sidão e Serginho acompanham evento de lançamento. Foto: Marcos Ribolli


O lançamento da Superliga foi apresentado pela jornalista da TV Globo, Glenda Kozlowski, e o ex-jogador e hoje comentarista Nalbert, que falaram sobre os números e as novidades da temporada 2013/2014. A principal delas é o set de 21 pontos, que já vem sendo adotado no campeonato paulista e na Copa São Paulo.

A temporada vai de setembro de 2013 a abril de 2014, com 26 equipes (14 femininas e 12 masculinas), vindas de sete estados brasileiros. Estão programados 354 jogos, envolvendo 520 atletas.

Com exceção da novidade dos sets de 21 pontos, o sistema de jogo permanece o mesmo de anos anteriores, começando com a fase classificatória, em turno e returno, em que todos jogam contra todos. Os oito primeiros se classificam para os playoffs e se enfrentam nas quartas, semifinal e final, em melhor de três jogos.

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Sheila (Nestlé Molico/Osasco), Gabi (Unilever/Rio de Janeiro), Camila Brait (Nestlé Molico/Osasco), Pri Daroit (Sesi-SP), Dani Lins (Sesi-SP) e Thaísa (Nestlé Molico/Osasco). Foto: Marcos Ribolli.

A ponteira do Sesi-SP e da seleção brasileira, Priscila Daroit, acredita que essa edição comemorativa da Superliga pode trazer novidades para a final feminina. “Passei a acompanhar a Superliga quando comecei a jogar. Hoje em dia, assisto a todos os jogos, porque posso ver como as adversárias jogam e até aprender alguma coisa nova”, conta. “A edição de 20 anos tem tudo para ser muito especial. E, quem sabe, quebrar a hegemonia de Osasco e Rio de Janeiro. Se Deus quiser, com o Sesi-SP na final.”

Outra jogadora do Sesi-SP e da seleção, a levantadora do Sesi-SP, Dani Lins, também tem expectativas positivas. “Vai ser uma Superliga muito forte, tanto masculina como feminina. Espero que seja tudo de bom para todo mundo”, disse a jogadora, que volta a treinar com a equipe no final de setembro, depois de disputar o campeonato sul-americano com a seleção brasileira. Dani também comentou a novidade dos sets de 21 pontos.

“Ainda não me preparei. Só ouço os comentários. Mas acho que é uma questão de adaptação. O público, talvez, não goste. Meus parentes de Recife, que adoram ver o vôlei, sempre dizem que o melhor é quando acaba 3 sets a 2, porque tem mais tempo de jogo.”

Talmo de Oliveira, técnico da equipe feminina do Sesi-SP, está empolgado para participar de sua vigésima Superliga. “Não fiquei fora de nenhum campeonato nesses 20 anos. Agora já começa a dar um frio na barriga, uma ansiedade para começar. Vai ser uma Superliga muito difícil, com 14 times, com jogos nos extremos do Brasil, mas a expectativa é de uma grande temporada do Sesi-SP, que vem treinando muito bem para disputar os campeonatos.”

Do lado masculino, o técnico Marcos Pacheco também acredita em uma Superliga muito intensa desde o primeiro jogo. “Temos um time altamente competitivo, com grandes personagens, como Lucão, Sidão, Serginho, Lucarelli, Murilo. Só temos que transformar os jogadores em um time, porque quem vai ganhar é a equipe”, comentou.

“A primeira meta é formar uma equipe coesa, que saiba suas dificuldades e suas virtudes. Fazendo isso, as ambições são grandes. Não tem como ter um time desse e não pensar em chegar a uma final de Superliga, em títulos e em grandes jogos. Dia 13 de abril é a final da Superliga e queremos muito estar lá, mas antes temos um caminho a percorrer, que começa no dia 14. Temos investimento, estrutura e jogadores para isso.”

Pacheco também falou sobre Murilo e acredita que o jogador voltará a atuar no Sesi-SP antes do tempo previsto. “Impressionante a recuperação do Murilo. Hoje, ele já está passando e defendendo. A recuperação tem seu tempo, mas quando o atleta tem vontade, como a que ele tem, as coisas se tornam mais fáceis. A dificuldade não é que ele faça as coisas, mas sim segurá-lo”, disse o técnico.

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Sidão (Sesi-SP), Giba (Taubaté), Murilo (Sesi-SP), Lucão (Sesi-SP), Minuzzi (Canoas) e Lucarelli (Sesi-SP). Foto: Marcos Ribolli.

Se depender da vontade do jogador, Murilo garante que estará em quadra em breve. “Ainda estou trabalhando com o prazo do início da cirurgia, de voltar dentro de seis a oito meses. Completei quatro meses agora. Mas estou me sentindo bem, já estou treinando recepção e defesa. Semana que vem devo tentar o encaixe da bola, que é um início para voltar a atacar”, afirmou o ponta. “Apesar de estar lesionado, estou diariamente, de manhã e à tarde, nos treinos. E quando estamos em quadra, dá muita vontade. Estou louco para voltar a treinar, atacar, sacar e poder jogar. Mas sei que tenho que ter paciência e voltar quando estiver bem.”

Novidade no Sesi-SP e na seleção brasileira, o ponta Lucarelli disse estar empolgado para a disputa da Superliga e também por poder jogar na mesma equipe de Murilo. “Sempre disse ao Murilo que queria ter o prazer de jogar com ele na seleção. Como ele teve que fazer a cirurgia, não tive essa oportunidade. Mas quando ele voltar a jogar pelo Sesi-SP, vou realizar um sonho”, declarou o ponta, que tem grandes ambições para os 20 anos de Superliga. “Sabemos que a disputa não vai ser fácil, várias equipes se formaram muito bem. Mas nosso objetivo é ser campeão.”