Petróleo e Gás: inscrições abertas para curso de Gestão da Inovação na Fiesp e no Ciesp

Agência Indusnet Fiesp

Depois de passar por nove regiões do estado, o programa do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na cadeia produtiva de Petróleo e Gás (Nagi P&G) atende as empresas da Baixada Santista.

Desta vez, empresas de pequeno e médio portes que já atuam como fornecedoras da Petrobras são o público-alvo da iniciativa, resultado de uma parceria entre a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e a Universidade de São Paulo (USP).

A próxima turma começa no dia 7 de novembro, na sede da Fiesp e do Ciesp. Esta também é a data-limite para as adesões.

Mais informações

nagipg@fiesp.com

Palestras do evento de Lançamento do Programa NAGI PG – Núcleo Fornecedores Petrobras em Santos

 

Disponibilizamos as apresentações do evento de Lançamento do Programa NAGI PG – Núcleo Fornecedores Petrobras em Santos UO/BS, que aconteceu no dia 17 de outubro de 2014, em  Santos/SP

 

Para visualizar  as apresentações, acesse o menu ao lado

(todos demais arquivos/2014).

 

 

 

Objetivo do Evento:

Apresentar aos empresários de micro, pequenas e médias indústrias as oportunidades que o setor de Petróleo e Gás oferece e apresentado o Programa NAGI PG – Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de P&G , em que o empresário é capacitado a implementar em sua empresa a gestão da inovação e a preparar-se para atender as demandas e as exigências da cadeia produtiva do Petróleo e Gás.

No evento os empresários presentes também puderam assistir à apresentação de uma empresa participante do NAGI PG que identificou oportunidades e passou a prospectar o setor de petróleo e gás.

A Fiesp e o Ciesp também demonstram como estão apoiando as empresas a fazerem parte deste setor. Foi Assista o depoimento de empresários que já participam do Programa NAGI PG.

 

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Das 8h30 às 12h00 – Auditório UO/BS Petrobras – Santos /SP

8h30 – Recepção e Welcome Coffee

09h00 – Abertura

Diretor da Petrobras UO/BS – Oswaldo Kawakami

Diretor FIESP/CIESP – Kalenin Branco

Diretor Senai SP/Santos – Getúlio Rocha Junior

Representante da USP/PGT- Moacir Miranda

09h15 – Palestra Plano de Investimentos Petrobras e Participação dos Fornecedores

Palestrante: Oswaldo Kawakami – Gerente Geral da UO/BS Petrobras

09h45 – Palestra Novas Oportunidades e Desafios no Fornecimento ao Setor de P&G

Palestrante: Consultor Virgílio Calças – Ex-Gerente da Refinaria da Petrobras de SJC

10h15 – Palestra Case de Sucesso – Depoimento Empresa do NAGI – Benefícios do Programa

Palestrante: Luiz Antônio Schiliró – Empresário Participante do Programa NAGI PG

10h45 – Apresentação do Programa NAGI PG

Palestrante: Egídio Zardo Junior – Representante da FIESP – Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP

11h15 – Apresentação do Auto-Diagnóstico e Plano de Gestão da Inovação – PGI

Palestrante: Moacir Miranda – Coordenador de Projetos do PGT/USP – Núcleo de Política e Gestão Tecnológica

11h45 – Recolhimento do Termo de adesão ao NAGI PG e Próximos Passos

Perguntas dos empresários sobre o Programa NAGI PG e Termo de Adesão

12h00 – Encerramento

Setor de P&G:

Os investimentos estimados do setor até 2020 são da ordem de US$ 424 bilhões e tem potencial para gerar 3,5 milhões de empregos. A previsão é que o setor represente 20% do PIB brasileiro em até 10 anos.

 

Programa NAGI PG – Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás

Até o final de 2014, o Programa NAGI PG irá capacitar cerca de 200 pequenas e médias indústrias paulistas da cadeia de petróleo e gás a implementar a gestão da inovação e a elaborar planos e projetos de inovação.

O Programa NAGI PG está sendo executado em nove núcleos desde 2012 (São Paulo, Vale do Paraíba, Mogi das Cruzes, Sertãozinho, Ribeirão Preto, Campinas, Sorocaba, Piracicaba/Limeira e RMSP) e o décimo núcleo será lançado no evento em Santos dia 17/10, com a participação de empresas fornecedoras da OU/BS da Petrobras. A expectativa é que todas as empresas presentes ao evento adiram voluntariamente ao Programa. No evento será apresentado um caso de sucesso de uma média empresa que participa de outro núcleo do NAGI PG e que passou a fornecer para o setor de P&G a partir de sua participação. Também será apresentado o conteúdo e cronograma do programa e os benefícios às empresas que aderirem. A primeira capacitação já iniciará dia 29/10 na Sede da Fiesp em São Paulo.

O Programa é subsidiado e conta com o apoio financeiro da FINEP – Financiadora de Projetos e do MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que aportou cerca de R$ 2 milhões investidos em capacitações das empresas.

A metodologia de aplicação do projeto, com duração total aproximada de seis a sete meses (finalizando em abril-maio/2014), contempla as seguintes fases:

• Sensibilização das empresas;
• Capacitações coletivas em inovação;
• Aplicação de auto-diagnóstico da inovação;
• Entrevistas individuais nas empresas para validação do auto-diagnóstico e entrega de relatório de melhorias;
• Assessoria empresarial individual para elaboração e entrega do Plano de Gestão de Inovação – PGI, para cada empresa participante.

O objetivo final é que o programa NAGI PG contribua para o aumento da maturidade em inovação das empresas fornecedoras da Petrobras e para o aumento de sua competitividade, identificando e apoiando-as no desenvolvimento de projetos de inovação de seus produtos e serviços voltados à cadeia de P&G, assim como a melhoria na qualidade de fornecimento à Petrobras.


 

Programa Nagi PG – Módulo III – Palestra e Material

PDF da Capacitação Módulo III do Programa NAGI PG

 

Programa NAGI PG

Em anexo encontram-se as apresentações realizadas na capacitação Módulo III do Programa NAGI PG .

Capacitação Módulo III – NAGI PG (16 horas – 2 encontros de 8h)

Tema: Metrologia, Normatização, Análise de Conformidade e Serviços disponíveis para as indústrias de P&G Palestrantes:

Dia 1 – Eduardo Ferreira Garcia – Especialista em Educação Profissional do Senai-SP

Dia 2 – Reginaldo Saldes Costa – agente de inovação do Senai-SP e

Angela Cristina A. Puhlmann – Assessora Técnica na Gerência de Inovação e de Tecnologia no SENAI/SP

Programa:

·  Normalização

.  Avaliação da Conformidade

.  Metrologia

.  Propriedade Intelectual

.  Estrutura das Escolas do Senai SP disponíveis para a indústria

.  Laboratórios de Ensaios disponíveis

.  Apoio a implementação da inovação (Edital)

Exercício Prático

• Trabalho em grupos .

 

Para visualizar os arquivos (3), acesse o menu ao lado direito (2014).

Petróleo & Gás: conheça a programação do Nagi para capacitar empresários da área

Agência Indusnet Fiesp

Está aberta a temporada de oportunidades no setor de petróleo e gás. O Núcleo de Apoio de Gestão à Inovação da Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi), uma parceria da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp) e da USP, já tem a sua agenda de capacitações definidas para o período de maio a setembro de 2014.

Para visualizar o Cronograma dos próximos encontros, clique aqui.

Conselho de Inovação da Fiesp debate desafios para a competitividade da indústria

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Os membros do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se reuniram, na manhã desta sexta-feira (06/12), para avaliar os desafios da indústria com relação à competitividade no mercado internacional.

Durante o encontro, o gerente do Departamento de Competitividade (Decomtec) da Fiesp, Renato Corona, apresentou os números do Índice de Competitividade elaborado pelo departamento e divulgado em novembro deste ano.

Segundo o indicador de 2013, o Brasil está no fim da lista mundial de competitividade. Em um ranking de 43 países, o país ocupa a 37º no que diz respeito à inovação e à competitividade.

Corona reiterou que a falta de produtividade da indústria brasileira compromete a competitividade do Brasil no cenário externo.

“É sempre bom lembrar o quanto a indústria é importante porque os maiores momentos de crescimento econômico foram puxados pela indústria. Ela favorece a capacitação e a projeção de carreira melhor do que todos os outros setores da economia”, defendeu Corona.  “Quando a produtividade da indústria cresce, a economia cresce”, completou.

Corona também fez um balanço das ações do Decomtec para estimular a inovação e a competitividade nas empresas de São Paulo.

Corona: “Quando a produtividade da indústria cresce, a produtividade da economia cresce”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Corona: “Quando a produtividade da indústria cresce, a economia cresce”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Segundo ele, foram atendidas pelo departamento, em conjunto com outras áreas da Fiesp, ao menos 330 empresas por meio do programa Núcleo de Apoio de Gestão à Inovação da Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi) em seis regiões: São Paulo, Sertãozinho, Vale do Paraíba, Ribeirão Preto, Campinas e Mogi das Cruzes.

“Tivemos 107 empresas capacitadas nestes treinamentos, sendo que os módulos de capacitação receberam nota ‘ótima’ por parte de 82 % dos empresários”, afirmou.

O gerente do Decomtec também destacou o Projeto de Extensão e Inovação da Indústria Fiesp, Ciesp e Senai, no qual 410 empresas foram mobilizadas em 12 regiões no interior e na Grande São Paulo em torno do tema inovação tecnológica.

Segundo Corona, “146 empresas foram capacitadas na gestão de inovação e na elaboração de projetos de inovação e como buscar financiamento”.

Financiamento

Também participou do encontro o superintendente da Área de Fomento e Novos Negócios da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Paulo Resende. Ele apresentou os resultados do modelo de financiamento 30 Dias, lançado em setembro de 2013.

Resende: ao menos R$ 12 bilhões em demanda por investimentos em inovação. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Resende: ao menos R$ 12 bilhões em demanda por investimentos em inovação. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

De acordo com Resende, foram calculados ao menos R$ 12 bilhões em demanda por investimentos em inovação. “Aprovamos R$ 3 bilhões em projetos que estão em fase de contratação”, disse. “Outros R$ 6 bilhões estão rodando na máquina para receber a resposta os próximos dias”, afirmou o superintendente.

A reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp foi dirigida pelo seu presidente, Rodrigo Rocha Loures.

Fiesp e Ciesp apresentam as oportunidades do setor de petróleo e gás para pequenas e médias empresas em Campinas

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Campinas

Apresentar as demandas do setor de petróleo e gás para as micro, pequenas e médias empresas foi o objetivo do evento “As oportunidades do pré-sal: como participar deste mercado?”, realizado nesta terça-feira (26/11), pela Federação das indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). As palestras aconteceram na sede do Ciesp de Campinas, com abertura feita pelo diretor de negócios do Ciesp Campinas, Fabiano Grespi.

Virgílio Calças, especialista no setor, com uma carreira de 40 anos na Petrobrás, apresentou as oportunidades e também as exigências que o setor demanda das pequenas e médias empresas que pretendem se tornar fornecedoras da cadeia.

“A área de petróleo e gás é o maior orçamento que a América do Sul tem hoje em um determinado segmento da indústria”, disse. “Se a gente não fizer nada, quem vai fornecer material para o pré-sal são as indústrias estrangeiras. Mas nós temos capacidade de fazer gestão de inovação dos nossos processos para atender esse setor”.

De acordo com Calças, para desenvolver e estruturar o setor de P&G no Brasil é preciso inovação, busca de novas tecnologias, cooperação de setor público e iniciativa privada, ganho de escala de bens e serviços, promoção de competitividade e qualificação de recursos humanos.

“A quantidade de produtos, serviços e conhecimento envolvidos na exploração no pré-sal é muito grande, por isso há tanto investimento e tantas oportunidades”, explicou. “Precisamos que as indústrias de São Paulo trabalhem também nessa direção. Mesmo atendendo seus segmentos, usem seu expertise para o petróleo e gás, diversificando seus clientes e entrando em um novo setor.”

Bacia de Santos

Representando a Petrobrás, o gerente de fornecimento da Unidade de Operação da Bacia de Santos (UO-BS), Victor Saboya, contou a história da descoberta e  início da exploração na área, a atuação da empresa e a produção atual. “A Bacia de Santos já é uma realidade. Hoje, são 200 mil barris no pré-sal e, em sete anos, vamos produzir mais de 1 milhão de barris por ano, quase metade do total da produção da Petrobrás atualmente”, afirmou. “A produção de petróleo no pré-sal não tem mais nenhum requisito tecnológico que impeça. Só tem melhorias a serem feitas.”

Saboya destacou a questão da manutenção das plataformas e equipamentos. “São muitas as demandas, valores enormes sendo investidos. E o principal: serão muitos e muitos anos de operação de todas as unidades.”

Sucesso na área

Exemplo de sucesso na área, o diretor da AR – Ar condicionado e engenharia, Antonio Luiz Schiliró, contou como sua empresa passou a fornecer para o setor de P&G. Segundo ele, o projeto começou por meio de um evento da Fiesp, de mobilização da indústria paulista na cadeia de óleo e gás. “Na área de offshore, constatamos que vários ambientes necessitavam de nossos equipamentos e serviços.”

Schiliró conta que os primeiros desafios foram a necessidade da capacitação técnica e de certificações, o cadastramento na Petrobrás e o caminho para chegar às informações estratégicas do setor. Foi quando a empresa integrou o Núcleo de Apoio de gestão à Inovação da Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi), uma parceria da Fiesp, do Ciesp e da USP. E começou a entender melhor o setor.

“Em julho de 2012, novamente por meio de convite da Fiesp, participamos de uma  missão empresarial à Finlândia e à Noruega, voltada ao setor de óleo e gás”, disse. “A missão teve encontros com indústrias locais, visitamos estaleiros, participamos de workshops e entendemos como funcionam os cluster das unidades navais na Noruega”, contou. “Foi lá que descobrimos a força da pequena e média empresa na cadeia.”

Hoje, a AR já trabalha em diversas áreas no setor de P&G, como fornecimento de sistema de ar-condicionado para sub-estações elétricas na nova refinaria Comperj e trabalhos offshore  em Macaé.

Núcleo de Apoio

A gestão da inovação e sua importância para aproveitar as oportunidades do pré-sal foi o tema apresentado pela consultora da PGT/USP, Claudia Pavani. “Ter uma bela ideia não é inovação. Inovar é implementar um produto novo, um processo, um método de marketing ou organizacional”, explicou. “A empresa consegue inovar quando tem ideias, converte essas ideias em produtos e serviços e as vende. Se não funcionar bem em um desses três aspectos, não há inovação.”

Gestão da inovação é um dos módulos do programa Nagi, que tem de 12 a 14 meses de duração. O programa busca sensibilizar para a inovação, capacitar profissionais e também indústrias da cadeia PG e assessorar planos de gestão da inovação e projetos inovadores.  Além disso, as empresas participantes são orientadas com relação a parceiros e linhas de financiamento, metodologia e normatização, construção de propostas de plano de gestão e projeto de inovação.

Com atuação em seis regiões do Estado, o Nagi pretende iniciar seu trabalho em Campinas em janeiro de 2014. A apresentação do programa foi feita pelo analista de projetos do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) Fiesp, Egídio Zardo Jr.

“A gente tem a força da Fiesp, do Ciesp e da USP para mostrar que a indústria paulista se mobilizou e tem projetos para a área de petróleo e gás. O objetivo do Nagi é dar ajuda para que isso aconteça de forma integrada”, afirmou Zardo.

 

Programa da Fiesp e do Ciesp ajuda empresas a alavancar negócios no setor de petróleo e gás

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em suas primeiras viagens a Macaé (RJ), um dos principais polos de produção de petróleo no Brasil, o empresário Antonio Luiz Schiliró costumava ficar “na última fileira do ônibus”. Agora, mais envolvido na área, ele diz que já ocupa um lugar “no meio” do veículo. E o que é melhor: “na janela”. Parte desse entrosamento com o setor vem de sua participação nas atividades do Núcleo de Apoio à Gestão e Inovação – Petróleo e Gás (Nagi PG), iniciativa da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Foi nas reuniões e treinamentos do Nagi que Schiliró identificou boas oportunidades para a empresa que dirige, a AR – Ar Condicionado e Engenharia, de São Paulo. A empresa integra sistemas de tratamento de ar e procura estar em mercados “onde o tratamento de ar é fundamental”, como é o caso do setor de petróleo e gás.

Assim, desde a participação num evento na Fiesp, em 2011, Schiliró viu uma expansão do trabalho da AR na área. “Já tínhamos uma atuação no setor, que agora ficou mais intensa”, diz. “Foi no evento da Fiesp, com a participação de um gerente da Petrobras que detalhou os caminhos para prestar serviços para a empresa, que nós nos organizamos nesse sentido”, explica.

Schiliró: “Já tínhamos uma atuação no setor, que agora ficou mais intensa”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Schiliró: “Já tínhamos uma atuação no setor, que agora ficou mais intensa”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Nessa linha, a AR se preparou para conseguir o chamado Certificado de Registro de Cadastro Corporativo (CRCC), exigido pela Petrobras aos seus fornecedores. “Esse é um mercado exigente, que pede dos profissionais uma visão internacional e requisitos como falar inglês fluentemente. É preciso ter agilidade”, conta.

Lá na Noruega

Dentro desse envolvimento, o empresário conta que, durante uma missão empresarial à Finlândia e à Noruega organizada pela Fiesp em 2012, fechou uma parceria com a empresa MKK, fabricante de equipamentos para ar condicionado, para a distribuição dos produtos da marca na América do Sul. “O mercado de petróleo é amplo. Cada plataforma é uma mini cidade. Sem falar que muitos campos de exploração precisam ser reformados para se adequar às normas atuais”, afirma Schiliró. “Ou seja, há oportunidades para todos e o futuro é promissor. Basta ter persistência”.

Como resultado de todas essas ações, os negócios do petróleo e do gás respondem hoje por 40% do faturamento da AR.

Consórcio informal

Schiliró não está sozinho no time dos empreendedores que viram suas empresas avançarem depois de participar das atividades do Nagi. Diretora executiva da Termodin, fabricante de equipamentos para ar condicionado com sede em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo, Juliana de Araújo Pereira conta que trabalha com plataformas e refinarias desde 2003. Mas que foi depois de começar a participar das reuniões do Nagi, em 2013, que a empresa conseguiu o seu terceiro cliente de maior porte na área.

E isso não é tudo: durante a realização de uma das tarefas dos cursos oferecidos pelo Núcleo, surgiu a ideia de criação de um “consórcio informal” com seis empresas para trabalhar em conjunto na área de petróleo e gás. “Formamos uma equipe para atender necessidades do setor em serviços que vão de projetos à instalação”, explica Juliana. “Assim, podemos participar de cotações de preços em conjunto”, diz.

Juliana:  ideia de criação de um “consórcio informal” com seis empresas para trabalhar em conjunto. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Juliana: ideia de criação de um “consórcio informal” para trabalhar em conjunto. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

De acordo com a executiva, fez toda a diferença ter participado do Nagi. “Isso ampliou o nosso portfólio de oportunidades”, explica. “É fundamental buscar fazer novos contatos, formar uma rede”, diz. “Éramos empresas que frequentavam os mesmos eventos e não se conheciam. O Nagi nos fez estreitar a relação”.

Hoje, o setor de petróleo e gás é responsável por 10% dos negócios da Termodin. “A nossa meta é aumentar esse percentual para 15% em cinco anos”.

E tem mais: foi depois de ganhar mais espaço no setor que a empresa viu seu crescimento médio anual decolar. “Vínhamos crescendo entre 3% e 5% ao ano”, afirma Juliana. “Depois dos investimentos em petróleo e gás, essa média passou a ser de 10%, com um pico de 70% em 2010”, conta.

Próximo evento 

Ficou com vontade de participar das atividades do Nagi? Então fique atento ao próximo evento do núcleo executado pelo Comitê da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás (Competro) da Fiesp para o setor.

Trata-se do seminário “As Oportunidades do Pré-Sal: Como Participar Deste Mercado?”, a ser realizado no dia 26 de novembro, das 8h às 12h, na Rua Padre Camargo Lacerda 37, Vila Andrade Neves, em Campinas.

Para mais informações, só clicar aqui.

Ciesp e Fiesp iniciam Módulo 3 do Nagi – PG em São Paulo

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de ajudar as empresas a se prepararem melhor para atender as demandas da cadeia de petróleo e gás, está sendo realizado, nesta sexta-feira (14/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o III Módulo de Capacitação para os participantes do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi-PG). A iniciativa é uma parceria entre a Fiesp e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), junto com o Senai-SP e a Agência de Inovação da USP.

Os trabalhos estão sendo conduzidos pelo diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp (Decomtec) e membro do Comitê de Petróleo e Gás Natural da Fiesp/Ciesp (Competro), Eduardo Berkovitz. Com a participação ainda do analista de projetos do Decomtec Egídio Zardo Jr. e da professora e pesquisadora do Núcleo de Política de Gestão Tecnológica da USP, Claudia Pavani. O engenheiro Virgilio Calças Filho, ex-gerente de Engenharia da Petrobras, foi o responsável pela apresentação sob o tema “Oportunidades e desafios no fornecimento para a cadeia de petróleo e gás”.

Claudia, Berkovitz e Zardo Jr no terceiro módulo de treinamento do Nagi - PG. Foto:  Helcio Nagamine/Fiesp

Claudia, Berkovitz e Zardo Jr no terceiro módulo de treinamento do Nagi - PG. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“As ações do Nagi fazem parte dos trabalhos do Competro, criado para atender ao aumento da demanda no setor, principalmente com o pré-sal”, disse Berkovitz. “Estamos presentes ainda em missões comerciais, como aquelas já realizadas na Escócia e na Inglaterra e na Finlândia e na Noruega”, explicou.

Já Claudia destacou o fato de que o Nagi ajuda as empresas principalmente no que se refere à gestão da inovação. “O Nagi vai realizar um diagnóstico de como está a inovação nas empresas e capacitar as indústrias paulistas da cadeia de petróleo e gás”, disse.

Em sua apresentação, Calças Filho lembrou aos empreendedores que não faltam possibilidades de bons negócios num contexto em que, até 2020, devem ser investidos US$ 400 bilhões na cadeia de petróleo e gás no país. “Será um salto para a indústria”, afirmou. “Nunca tivemos um cenário semelhante a esse no Brasil”.

Calças Filho: investimentos de US$ 400 bilhões no setor até 2020. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Calças Filho: investimentos de US$ 400 bilhões no setor até 2020. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com o engenheiro, somente a Petrobras vai investir, entre 2013 e 2017, US$ 236,7 bilhões. “A Petrobras é parceira de mais de 120 universidades e centros de pesquisa no Brasil”, disse.

Em termos de produção, também é esperado um aumento. “Devemos passar dos atuais 2,3 milhões de barris produzidos por dia no Brasil para 5,4 milhões de barris diários em 2021”, explicou Calças Filho.

Até 20% do PIB

Mais um dado animador para as indústrias que atendem a cadeia de petróleo e gás. “Até 2020 o setor vai representar 20% do PIB brasileiro”, disse o engenheiro. “E São Paulo tem tudo para ser referência mundial em inteligência do petróleo e gás natural”.

Participante do Nagi também por meio da sua empresa, a Usiman, de peças de manutenção, o diretor de Energia, Petróleo e Gás do Ciesp e diretor do Competro, Kalenin Branco, disse que as atividades do núcleo ajudam os empresários a terem “uma visão mais real” do mercado e dos processos. “Isso além da ajuda para a preparação de estratégias”, completou.

Também presente no treinamento, o assistente técnico da HollBras, de filtros industriais, Bruno Reis, foi outro que aprovou a iniciativa. “Vale muito a pena participar do Nagi”, disse. “Aqui temos uma visão boa do mercado e conseguimos direcionar as nossas metas e ações de inovação”, explicou.

O Nagi-PG reúne empresas de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e de Sertãozinho. Serão realizados, mais adiante, módulos em Campinas, Ribeirão Preto, Mogi das Cruzes, ABC Paulista, Sorocaba, Piracicaba e São Carlos. O programa tem como objetivo formar, até 2014, cerca de 400 empresas.

Indústria brasileira terá oportunidades com 18 plataformas da Petrobras em operação a partir de 2016

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Gerente de fornecedor de bens e serviços da Petrobras, Victor de Saboya. Foto: Helcio Nagamine

Gerente de fornecedor de bens e serviços da Petrobras, Victor de Saboya. Foto: Helcio Nagamine

Oportunidades de negócios devem surgir com o plano de construção, entre os anos de 2016 e 2020, mais 18 unidades das plataformas flutuantes com conteúdo nacional elevado, de acordo com Victor de Saboya, gerente de fornecedor de bens e serviços da Petrobras – palestrante no evento de lançamento do Programa NAGI PG (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeira de Petróleo e Gás) realizado na manhã desta quarta-feira (25/10) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

“Um estaleiro do Rio Grande [do Sul] já está construindo os cascos para outras unidades que vão ser utilizadas a partir de 2016”, afirmou Saboya. “Essas 18 unidades vão ser próprias. Então é aí que entra a grande oportunidade da indústria nacional de vender equipamentos para as empresas que vão ser responsáveis pelas montagens”, completou o engenheiro, que já exerceu a gerência de planejamento e gestão da Unidade de Operação/Baixada Santista.

De acordo com Saboya, a implementação das plataformas geram imensas oportunidades para a geração de bens e serviços. “Cada planta de processo que fica dentro do próprio navio tem milhares de equipamentos, válvulas, linhas, conectores, manômetros, medidores de temperatura, bombas, permutadores.

É quase uma minirefinaria, que separa o óleo do gás”, explicou ao apresentar um desenho esquemático de um FSPO – sigla em inglês para a estrutura usada na perfuração em alto mar que abriga trabalhadores e máquinas de perfuração de poços.

As sete FSPO da Petrobras na Bacia de Santos foram “afretadas” (espécie de arrendamento tomado de terceiros) porque havia pressa da empresa em desenvolver os campos descobertos no pré-sal e, segundo Saboya, a indústria nacional não teria capacidade de entregar unidades no prazo estabelecido.

Gás da Bolívia

Saboya afirma que, apesar de a unidade Polo Mexilhão, em Santos, ter capacidade para produzir até 10 milhões de metros cúbicos de gás, o Brasil ainda vai continuar dependente do gás da Bolívia.

Segundo o gerente, o estado de São Paulo consome ao menos 20 milhões de metro cúbicos de gás por dia enquanto a Bolívia, maior fornecedor para o Brasil, oferece entre 25 e 30 milhões de metros cúbicos por dia.

O programa NAGI

O gerente da Petrobras foi primeiro palestrante do evento de lançamento do Programa NAGI PG (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeira de Petróleo e Gás), fruto de uma parceria entre a Universidade de São Paulo (USP), Fiesp e Ciesp.

O objetivo da iniciativa é capacitar 400 pequenas e médias indústrias paulistas da cadeia de petróleo e gás para desenvolver projetos de inovação. O programa deve ser aplicado em quatro cidades do estado ainda este ano (São Paulo, Vale do Paraíba, Baixada Santista e Sertãozinho) e em seis regiões em 2013 (Osasco, Guarulhos, ABCD, Campinas, Sorocaba e Piracicaba).

A Financiadora de Projetos (Finep) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apoiam financeiramente o programa com cerca de R$ 2 milhões.