Iniciativas Sustentáveis: Nacional Ossos – Criatividade e Inovação

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Por Karen Pegorari Silveira

O tema Inovação tem sido bastante discutido e incentivado dentro das organizações, e diversos estudos apontam que inovar e diferenciar o produto eleva o faturamento, a produtividade e a competitividade da empresa.

A importância da inovação para a competitividade e para o país também se manifesta no momento de disputar os mercados externos. As empresas que inovam e diferenciam produtos, exportam muito mais do que as demais. Embora exibam valores de importação semelhantes ao que exportam, o coeficiente de importação é 50% maior nas empresas que inovam em relação às outras empresas brasileiras inseridas no comércio internacional.

Inovar também estava nos planos dos empresários Paulo Costa Silva e Fabiana Franceschi, do interior de São Paulo, quando foram desafiados a montar uma fábrica de ossos artificiais e criar objetos nunca antes produzidos no Brasil.

A oportunidade surgiu em 1995, após concluírem o curso de Administração de Sistemas de Navegação Fluvial. Na época, pretendiam abrir uma fábrica de barcos para passeios, porém não possuíam capital necessário e por isso decidiram criar peças de artesanato para vender e então arrecadar o dinheiro para abrir a empresa.

Os empreendedores trabalharam por seis meses como artesãos no centro da cidade de Jaú, vendendo produtos que custavam entre R$ 1 e R$ 10, até que um empresário do ramo de próteses viu o trabalho deles e fez uma proposta: fabricar ossos artificiais para treinamento de médicos. A dupla aceitou o desafio, vislumbrou a oportunidade de criar um negócio social que daria alternativa ao uso de cadáveres para estudos e decidiu dar vida à Nacional Ossos, indústria 100% brasileira e única a fabricar ossos artificiais na América Latina.

A empresária Fabiana Franceschi conta que eles possuíam apenas R$ 80 para investir na produção e que o primeiro osso fabricado foi um fêmur. Também foi preciso inventar todo o processo e o produto. “No começo colocávamos produto de limpeza, óleo e assim conseguimos criar o produto final”, relembra Fabiana. A fabricação é artesanal em quase 50% dos produtos, pois há dificuldades para adquirir o maquinário especializado. Apesar disso, a pequena empresa cresce expressivamente e o faturamento em 2013 chegou aos R$ 3 milhões, com clientes em aproximadamente 40 países, que vão desde universidades de odontologia, ortopedia e veterinária, até escolas profissionalizantes e cirurgiões dentistas. Ainda sem números oficiais, a previsão para o ano passado antevia um aumento de 50% no faturamento.

Atualmente, a indústria tem gestão familiar, emprega cerca de 40 funcionários e produz 300 tipos de itens. O prédio onde estão instalados foi ampliado recentemente e as perspectivas de crescimento englobam novos produtos e uma linha veterinária para clientes do Brasil. Os preços dos produtos fabricados pelo casal variam de R$ 10 (preço cobrado pelas vértebras) e R$ 600 (preço de produtos de coluna) e os modelos fabricados são réplicas que reproduzem a anatomia externa e interna dos ossos e são usados para estudo e procedimentos práticos como: workshop de implantes e técnicas cirúrgicas e demonstração de novas próteses.

Sobre a Nacional Ossos

Nos 19 anos de empresa seus produtos evoluíram de acordo com as necessidades do mercado, junto como o desenvolvimento de novos produtos. Em 2014 conquistaram o selo da Abrinq como “Empresa Amiga da Criança” e a Fabiana é vencedora do Prêmio CLAUDIA 2014, na categoria negócios.