Homem de La Mancha vence 7 categorias do Prêmio Bibi Ferreira

Agência Indusnet Fiesp

O musical O Homem de La Mancha, produzido pelo Sesi-SP e dirigido por Miguel Falabella, venceu na noite desta quarta-feira (14) sete categorias no Prêmio Bibi Ferreira, em cerimônia no Theatro Municipal de São Paulo.

O espetáculo, indicado para concorrer em 11 categorias, foi premiado como Melhor Musical (crítica e voto popular), enquanto Miguel Falabella levou o prêmio de Melhor Direção. O maestro Carlos Bauzys foi premiado na categoria Melhor Direção Musical, e a coreógrafa Kátia Barros trouxe o prêmio de Melhor Coreografia para o musical, que também ganhou em Melhor Figurino, por Cláudio Tovar, e Melhor Desenho e Luz, por Drika Matheus.

Releitura de Miguel Falabella da obra Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes, o musical ficou em cartaz no Teatro Sesi-SP até junho deste ano. A montagem também recebeu o Prêmio APCA de Melhor Espetáculo e de Melhor Ator, para Cleto Baccic, Melhor Musical do Guia da Folha, segundo o Júri Técnico 2014, e o 3º Prêmio Aplausos Brasil de Teatro.

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O musical O Homem de La Mancha em sua última apresentação no Teatro do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp


‘O Homem de La Mancha’ é eleito melhor musical no Prêmio Aplauso Brasil

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O espetáculo “O Homem de La Mancha” foi eleito o melhor musical de 2014 pela votação promovida no site Aplauso Brasil, especializado em teatro. A peça foi escolhida a melhor do ano por 31% do público, que votou pela internet.

O “Homem de La Mancha” faz parte Projeto do Sesi-SP em Teatro Musical, que, além dos espetáculos como “A Madrinha Embriagada”, abre oficinas  de vivência e curso de formação de atores em Teatro Musical. As oficinas proporcionam acesso à linguagem do teatro musical para os alunos da rede Sesi-SP de ensino, complementando seu desenvolvimento cognitivo e motor. Já o curso, implantado em março de 2014, tem duração de três anos com a finalidade de formar atores para o mercado com aulas de canto, dança e interpretação.

A segunda temporada do musical entra em cartaz no dia 14 de janeiro, no Teatro do Sesi-SP.

‘O Homem de La Mancha’ vence em duas categorias no Prêmio APCA

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O espetáculo “O Homem de La Mancha”, em cartaz no Teatro do Sesi-SP, venceu as duas categorias no Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), divulgado nesta segunda-feira (01/12). O musical foi eleito melhor espetáculo (ao lado de “Pessoas Perfeitas”) e melhor ator, com o protagonista Cleto Baccic.

É a 59ª do Prêmio da APCA, que premia anualmente as melhores produções do ano e é considerado um dos mais importantes do teatro brasileiro e das artes em geral. A cerimônia de premiação será realizada no começo de 2015, mas a data ainda não foi definida.

Frederico Reuter e seu vilão ganancioso em ‘O Homem de La Mancha’

Fernanda Barreira, Agência Indusnet Fiesp

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Frederico Reuter interpreta o vilão Dr. Sansão Carrasco. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


De galã a vilão. Essa foi a transição que o ator Frederico Reuter enfrentou entre os musicais “A Madrinha Embriagada” e “O Homem de La Mancha” – espetáculos produzidos pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No primeiro, ele interpretava o romântico e bom moço Roberto, noivo de Jane Valadão (Sara Sarres). Agora, ele vive o Dr. Sansão Carrasco, um médico que tem como único objetivo ficar com a herança de Alonso Quijana/Miguel de Cervantes/Dom Quixote (Cleto Baccic), tio de sua esposa Antônia (Kiara Sasso).

“Meu personagem é legal. É o oposto do que eu tinha em ‘A Madrinha Embriagada’, em que era o galã, o noivo e beijava a mocinha”, explica Reuter.

“Nesse sou o vilão. Ele é mau, é ganancioso, está pouco se lixando para o Dom Quixote. Ele está preocupado com a reputação da família e em como vai fazer – caso o tio de sua esposa morra – para que eles fiquem com todo o dinheiro. Mas é fascinante fazer um vilão. Eu nunca tinha feito. E estou adorando”, diz o mineiro de Teófilo Otoni.

Apesar do desafio, Reuter ressalta o lado positivo de emendar espetáculos com personagens distintos. Assim, pondera ele, fica mais fácil fugir das comparações.

“Seria mais difícil se meu papel fosse de outro galã. Não é fácil sair de um e criar outra partitura para um personagem quando os dois têm características parecidas. No início foi complicado compor o Dr. Sansão Carrasco. O Miguel [Falabella] queria um vilão, mas ao mesmo tempo um canastrão, aquele cara que se acha. Então, a gente foi tentando vários caminhos até acertar.”

Aos 35 anos, Reuter já compõe o hall dos principais atores de teatro musical no Brasil. Antes das produções no Sesi-SP, ele participou da montagem de “Alô, Dolly!”. Foram três trabalhos seguidos, sem férias, que exigiram muito do corpo, da voz e do tempo dele.

“Comecei a ensaiar para ‘A Madrinha’ enquanto encenava ‘Alô, Dolly!’. E o mesmo aconteceu com ‘O Homem de La Mancha’. Estou em frangalhos. Nas segundas-feiras eu não faço absolutamente nada. Não atendo telefone para poupar minha voz. Só falo por Whatsapp”, revela o ator, que admite precisar de um período de descanso ao final da temporada de “O Homem de La Mancha”.

“Por outro lado, a gente que é viciado em palco se delicia com a primeira semana de férias. Na segunda, já começa a sentir falta.”

Uma grande família

Reuter fala sobre a intimidade criada entre o elenco do musical, muito diferente do ambiente de televisão, onde ficou conhecido em duas novelas da Rede Globo: “Negócios da China” e “Aquele Beijo”.

“Na televisão você não cria essa intimidade, porque grava com o seu núcleo e vai embora. É gostoso, mas é muito impessoal. As pessoas perguntavam: ‘como é trabalhar com o fulano?’ e eu nunca tinha visto a pessoa até o final da novela. No teatro não tem isso. O legal do teatro é que a gente ensaia às vezes 10 horas em um dia, seis vezes por semana. Então, com uma semana, você já tem uma intimidade de amigos de anos. Porque fica 24 horas por dia se expondo, criando personagens, levando esculacho”, compara.

“E o elenco de ‘A Madrinha Embriagada’ foi maravilhoso. A gente se deu super bem, todo mundo se adorava, foi muito bom. E aí mudamos para ‘O Homem de La Mancha’ e não há uma sensação de que mudou de trabalho, parece que é a mesma coisa. E o Miguel é muito bem-humorado. Ele agrega o elenco e não tem aquela postura de diretor que chega, dirige e vai embora. Ele chega, conta caso, zoa todo mundo, coloca apelido na galera. Então, já vira um familhão”,

Dom Quixote brasileiro

Para Reuter, a adaptação da obra de Miguel de Cervantes feita por Miguel Falabella é genial, porque, pela primeira vez, tira a tradicional história passada na Espanha, durante a época da Inquisição, para a realidade brasileira.

“Dessa vez eu achei que o Miguel se superou. Foi incrível adaptar ‘O Homem de La Mancha’ para um manicômio do Rio de Janeiro na década de 30, e ter esses elementos estéticos do Bispo do Rosário, que era um esquizofrênico, mas um artista genial. Esteticamente ficou lindo e não deixa de trazer uma brasilidade. Ele criou uma coisa única, criou o nosso ‘O Homem de La Mancha’, que é diferente do da Broadway, que é diferente de todos, disse.

Ao ser questionado pela reportagem sobre o que mais o encanta no espetáculo, Reuter destaca as características da personalidade do personagem principal.

“Eu acho que o que mais comove é a forma idealizada como Dom Quixote vê o mundo. Hoje em dia a gente não consegue mais enxergar o mundo assim. A gente tem senso de realidade. E ele consegue ver o que está por trás da máscara. A Aldonza, por exemplo, que no espetáculo é uma prostituta e uma mulher que ninguém respeita, ele consegue visualizar como ela é por trás daquela imagem –
apenas uma moça. A vida a transformou, mas sua essência não é essa. Dom Quixote vê um mundo que não existe, mas que todo mundo gostaria que existisse.”

Cultura para todos

Ao falar sobre a iniciativa do Sesi-SP, que oferece gratuitamente espetáculos de teatro musical de qualidade, Reuter não poupa elogios.

“A iniciativa do Sesi-SP é maravilhosa. O público de teatro vem diminuindo e o que sobrevive são os musicais. A música toca muito melhor do que o texto. Tem número de balé, tem os cantores com solos e números difíceis e isso emociona. Trazer e manter um espetáculo desse tipo é muito caro e isso acaba sendo repassado para o público. Então, é fenomenal um musical de graça para a população com essa qualidade, com essa produção, com os atores, com direção e adaptação de Miguel Falabella. Você vê pessoas que nunca tinham ido ao teatro e elas ficam encantadas. Isso vai formando novas plateias.”

Serviço

“O Homem De La Mancha”

Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista

Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

Crítico do R7 considera ‘O Homem de La Mancha’ o musical do ano

Agência Indusnet Fiesp

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Sara Sarres e Cleto Baccic em trecho do espetáculo "O Homem de La Mancha". Foto: Beto Moussali/Fiesp


Em crítica publicada no domingo (19/10), Miguel Arcanjo Prado, membro da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) e editor de Cultura do portal R7, do grupo Record, classificou o espetáculo “O Homem de La Mancha”, uma realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), como o melhor musical do ano.

“O musical ‘Homem de La Mancha’ de Falabella é redondo, bem produzido. Além de ser puro entretenimento, traz consigo um discurso político inquietante e questionador da sociedade na qual vivemos. Para completar, conta com atuações memoráveis tanto no quesito artístico quanto técnico”, afirma Prado, que ainda ressalta a vantagem de o acesso à peça ser gratuito.

O crítico faz elogios pontuais ao elenco, orquestra, direção, figurino, coreografia e luz. “O ‘Homem de La Mancha’ é uma produção que mostra o nível de excelência conquistado pelo teatro musical nacional, que nada fica a dever para qualquer outro feito no exterior. Ele só precisa de apoio. De gente que acredite que é possível. E mostra isso ao fazer um clássico mundial com nossa pitada brasileira em um resultado de qualidade inquestionável”, completa.

>> Leia a crítica na íntegra no portal R7

‘A Madrinha Embriagada’ recebe quatro prêmios Bibi Ferreira

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Ao lado do ator Cleto Baccic, o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni, discursa durante cerimônia de premiação. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O espetáculo “A Madrinha Embriagada” venceu três categorias do mais importante prêmio do teatro musical brasileiro, o Bibi Ferreira, em cerimônia realizada na noite de segunda-feira (13/10), no tradicional Theatro São Pedro, na Barra Funda, zona Oeste de São Paulo.

A peça foi eleita como melhor musical pelo voto popular. Kiara Sasso conquistou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, por sua interpretação da personagem ‘Eva’, Fause Haten venceu na categoria Melhor Figurino e Gabriel D’Angelo levou o troféu de Melhor Desenho de Som.

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Kiara Sasso agradece pelo prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O Sesi-SP conquistou ainda a Medalha Arthur Azevedo – Prêmio Bibi Ferreira pelo Projeto Educacional em Teatro Musical. A premiação tem como objetivo de homenagear instituições que contribuem para o crescimento e o fortalecimento do teatro musical no país. A medalha foi concedida ao Sesi-SP pelas ações, que incluem o curso de formação de atores, as oficinas de vivência em teatro musical e a montagem “A Madrinha Embriagada”.

Produzido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), “A Madrinha Embriagada” foi o espetáculo que concorreu no maior número de categorias, com 10 indicações.

O superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, participou da cerimônia de entrega dos prêmios.

Criado em 2012, o Prêmio Bibi Ferreira celebra o crescimento dos musicais no país e já se tornou referência para artistas, público e crítica. Anualmente, o evento premia as produções e profissionais de teatro musical de destaque na cidade de São Paulo.

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Fause Haten foi o vencedor na categoria Melhor Figurino. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Cleto Baccic e o desafio de interpretar ‘O Homem de La Mancha’

Ariett Gouveia e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Seja como Miguel de Cervantes, Alonso Quijana ou Dom Quixote de La Mancha, Cleto Baccic encara com emoção o desafio de protagonizar “O Homem de La Mancha”, segundo musical realizado pelo projeto de Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

“É um texto que toca muito a gente, porque faz pensar no nosso crescimento, na nossa vida. Há situações com as quais você se identifica imediatamente”, diz o ator, que lembra o começo das leituras da peça. “Só de ler o texto, eu me debulhava em lágrimas. Até conseguir me distanciar para passar a atuar e não sentir.”

Motivos para se emocionar não faltam. Uma razão especial para Baccic são os companheiros de elenco. “O Guilherme Sant’Anna, que interpreta o ‘Governador’ nesse espetáculo, é uma pessoa superespecial para mim, já foi meu professor. É uma honra poder estar no palco com ele. Eu me emociono verdadeiramente nesse espetáculo em vários momentos por ter pessoas tão queridas comigo.”

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Baccic: “É um texto que toca muito a gente, porque faz pensar no nosso crescimento, na nossa vida.” Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Mas há um componente ainda mais especial em “O Homem de La Mancha”. Diferente da comédia “A Madrinha Embriagada”, em que ele divertia a plateia na pele do amante argentino Adolpho, o novo musical propõe reflexões ao público.

“‘A Madrinha’ era muito mais solar. Era uma diversão, gargalhada em cima de gargalhada. ‘O Homem’ é denso o tempo inteiro. E, como Quixote ou Cervantes, nada é engraçado para mim. O espetáculo tem piada, mas o meu personagem é pesado”, diz o protagonista, que já atuou em montagens brasileiras de musicais da Broadway como “Cats”, “Mamma Mia” e “South American Way”.

“A genialidade de Bispo, de Cervantes e de Miguel Falabella faz com que a gente se veja protagonista de nossas loucuras. Porque o Bispo em sua loucura também tinha seu momento de lucidez. E quem nunca”, questiona Baccic, “vai deitar no travesseiro e sofre porque o telefone não toca, por causa do chefe carrasco, do salário que não dá para fechar o orçamento e de pequenas coisas do mundo real que nos fazem querer sair e acessar nossa porta da loucura?”.

Diante do espelho

Por isso, na opinião do ator, o momento mais difícil do espetáculo é a cena dos espelhos. “É o momento do choque da realidade, onde você encara que não adianta se agarrar no travesseiro que o dia vai nascer. Tuas amarguras, alegrias, vitórias ou derrotas, vão estar ali.”

Baccic: um protagonista denso o tempo inteiro. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Baccic: um protagonista denso o tempo inteiro. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Outro motivo de muita emoção para o ator é a responsabilidade de interpretar o mesmo papel que já foi de um dos maiores nomes do teatro brasileiro, o ator Paulo Autran (1922-2007), protagonista da montagem que ficou em cartaz entre 1972 e 1974.

“Paulo Autran sempre foi meu grande ídolo e uma referência para mim, sempre vai ser. É uma responsabilidade gigantesca. Mas também é de um prazer imenso encenar um espetáculo tão emblemático. Espero que, onde ele esteja, aprove o que eu estou fazendo.”

Construção do personagem

Para construir um personagem tão denso, Baccic conta que se guiou pelo texto. Evitou ver outras versões da peça para não se influenciar pelas atuações de outros atores. “Sempre me guio pelo texto original – no caso, a tradução do Miguel. Acredito que quando o autor escreve, ele desenha o personagem. Claro que a gente vai descobrindo aos poucos um trejeito ou uma forma de agir. Mas me preocupo em ler o texto com cuidado e ver o que ele diz sobre o papel.”

Assim, foi durante os ensaios que o personagem foi se desenvolvendo, com a ajuda do diretor cênico, da coreógrafa e do diretor Miguel Falabella. Um tique nervoso de Cervantes, por exemplo, surgiu após um pedido de Falabella. Buscando algo sutil, o ator decidiu adotar trejeitos com os dedos da mão esquerda. Só depois descobriria que, coincidentemente, o autor espanhol realmente teve um problema nessa mão.

Projeto em Teatro Musical

Baccic também se emociona ao falar do Projeto Educacional em Teatro Musical feito em parceria com o Sesi-SP. Além dos dois musicais (“A Madrinha Embriagada” e “O Homem de La Mancha”), a iniciativa envolve também oficinas de vivência e um curso profissionalizante de três anos de duração – a primeira turma começou as aulas em março deste ano.

“É um momento mágico, em que o Teatro do Sesi-SP faz 50 anos, sempre aberto para a população, com essa grandiosidade, com esse investimento que a entidade faz para entregar cultura às pessoas”, declara Baccic, que acredita ter cumprido um dos principais objetivos do projeto: a formação de público.

“Há muitas pessoas que vieram assistir ‘A Madrinha’ que não tinham condições de pagar para assistir a uma peça de teatro. Imagine, então, um musical, que costuma ter ingressos ainda mais caros. Costumo cumprimentar as pessoas depois do espetáculo e vejo como cada apresentação é importante para elas”, conta o ator, que acredita que, por ser mais emotivo, “O Homem de La Mancha” vai tocar de forma mais forte o público.

“É muito especial ver a simplicidade nos olhos dessas pessoas que nunca tiveram a oportunidade de ver um musical, o quanto elas se entregam e se apaixonam. Espero poder partilhar com elas o amor que eu sinto por esse projeto.”

Serviço

“O Homem De La Mancha”

Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista

Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

Miguel Falabella: ‘A Madrinha Embriagada’ foi um momento especial para todos nós’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em noite de emoção no palco e na plateia, com direito a muitos aplausos em cena aberta, chegou ao final, neste domingo (29/06), a temporada do musical A Madrinha Embriagada no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista. O espetáculo, montado com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), estreou em agosto de 2013 e teve 325 apresentações gratuitas, com público de 150 mil pessoas.

A Madrinha Embriagada foi um momento especialíssimo na vida de todos nós”, afirmou o diretor da peça, Miguel Falabella, no palco, ao final da apresentação. “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”.

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella agradeceu o empenho do elenco, da equipe técnica e do então presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, pelo apoio para a realização do projeto.

Presente à última sessão da temporada, uma das autoras das músicas e letras do musical, uma adaptação de The Drowsy Chaperone, Lisa Lambert, fez questão de registrar a sua admiração pela montagem brasileira comandada por Falabella. “Essa foi a performance mais emocionante que eu já vi do espetáculo”, afirmou Lisa. “Nunca fui tão tocada pela peça quanto esta noite”.

Para a superintendente do Sesi-SP, Débora Botelho, a expectativa de é que o musical seja “o primeiro de muitos” a ser montado com o apoio da instituição e da Fiesp. “Vocês são todos brilhantes”, elogiou.

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Outro que não conteve a emoção foi o diretor geral de produção e intérprete do personagem Aldolpho, Cleto Bacicc. “Foi muito bom participar de um projeto de cunho social e cultural com essa qualidade e com 150 mil ingressos distribuídos gratuitamente”, disse. “Sem falar que os embriagados nos surpreenderam com todas as suas participações”, afirmou ele numa alusão aos fãs da peça, que lotaram o Teatro do Sesi-SP e cantaram muitas canções, de cor, com os atores.

Um doce para O Homem da Poltrona

Além de palavras de carinho ao elenco e muitos aplausos em cena aberta, até mesmo de pé, em alguns momentos, os fãs do espetáculo surpreenderam os artistas com iniciativas como a entrega de um doce para Ivan Parente, que interpreta o Homem da Poltrona, numa das cenas. O ator devorou o mimo na hora.

Ao final da apresentação, os “embriagados” entregaram presentes a todos os integrantes do elenco, que também receberam flores da produção.

Com o palco lotado por todos os envolvidos na produção, incluindo as mais variadas equipes técnicas, como a de fisioterapeutas, Falabella fechou a noite com um convite: “Em setembro, teremos O Homem de La Mancha aqui no Teatro do Sesi-SP”, contou ele, animado com o seu próximo projeto de teatro musical a ser viabilizado com o apoio da indústria paulista.

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': noite de emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Fãs de ‘A Madrinha Embriagada’ já sentem saudade e prestigiam final da temporada

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Na noite deste domingo (29/06), a estudante de teatro musical e atendente Priscila Carvalho, de 29 anos, vai ao Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista, em São Paulo, para ver, pela 80ª vez, seu musical predileto. Fã que é, não poderia ficar de fora da sessão de encerramento da temporada de “A Madrinha Embriagada”, espetáculo montado com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Assim como Priscila, outros admiradores viram o seu amor pelos palcos crescer depois de conhecer a saga de personagens como O Homem da Poltrona, Jane Valadão, o Sr. Iglesias ou Adolpho, apenas para citar alguns.

“‘A Madrinha’ é um espetáculo especial”, diz Priscila. “Primeiro pela entrada gratuita, uma iniciativa ótima da Fiesp e do Sesi-SP, depois pelo elenco e, em terceiro lugar, pelo fato de ser uma comédia muito divertida, capaz de fazer qualquer um esquecer do mundo lá fora”.

Apta a repetir todas as falas e de cantar todas as músicas da peça, a atendente elege “Surpresa Fatal” como a sua canção predileta.

Priscila ao lado de Cleto Bacicc: “A Madrinha é um espetáculo especial”. Foto: Arquivo Pessoal

Priscila ao lado de Cleto Baccic: “A Madrinha é um espetáculo especial”. Foto: Arquivo Pessoal


Conhecida de todo o elenco, é cumprimentada pelo nome nos bastidores e já tirou fotos “com todos os atores”. Uma empolgação multiplicada entre os amigos. “Já levei mais de dez pessoas para assistirem o musical”, conta.

Embriagados

Prestes a ver “A Madrinha Embriagada” pela 30ª vez, também neste domingo (29/06), a biomédica Graziela Vieira, de 23 anos, é outra admiradora que levou muita gente para o Teatro do Sesi-SP nos últimos 11 meses. Uma missão que ganhou força depois da criação de uma página sobre o espetáculo na rede social Facebook.

“Tivemos mais de 3 mil curtidas na página e, com isso, formei um grupo de 30 pessoas que estão sempre em contato para ir ao teatro e conversar sobre A Madrinha”, diz. Segundo ela, são todos “embriagados” pelo projeto.

Graziela: “Fui embora para casa com os olhos brilhando e o coração apertado quando vi pela primeira vez”. Foto: Arquivo Pessoal

Graziela: “Fui embora para casa com os olhos brilhando e o coração apertado quando vi pela primeira vez”. Foto: Arquivo Pessoal

As razões de tanto amor? “A peça é emocionante e gratuita, oferecendo oportunidade para todas as pessoas que nunca tinham visto um musical antes”, conta. “Fui embora para casa com os olhos brilhando e o coração apertado quando vi pela primeira vez”.

O elenco, formado pela “nata dos atores” do gênero, também é destacado. “São todos maravilhosos, sem falar nos figurinos criados pelo Fause Haten e na direção do Miguel Falabella”.

Para não morrer de saudade com o fim das apresentações, Graziela já faz planos de comparecer, com a mesma assiduidade, às sessões de “O Homem de La Mancha”, o próximo musical a ser montado com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP e direção de Miguel Falabella, com estreia prevista para setembro de 2014. “Nem vi ainda e já digo que sou fã”, garante.




Oficinas de teatro musical chegam a cinco unidades do Sesi-SP

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Com o sucesso das oficinas de teatro musical, ministradas na unidade do Sesi-SP Vila Leopoldina no ano passado, resultou na expansão da atividade para mais quatro Centros de Atividades (CAT): A. E. Carvalho (também na capital, na zona leste da cidade), Campinas, São Caetano do Sul e São José dos Campos. As aulas começaram no dia 10 de março e a participação é gratuita.

Divididas em duas turmas (13 a 17 anos e a partir dos 18 anos), as oficinas têm o objetivo de desenvolver a expressão corporal e a liberdade criativa, por meio de aulas de dança, canto e interpretação.

A agente de atividades socioculturais do CAT de São José dos Campos, Cristiane Custódio, conta que a nova atividade movimentou toda a região. “Não temos mais vagas em nenhuma das turmas. Para o grupo acima de 18 anos, as inscrições esgotaram em dois dias e temos uma lista de espera com cerca de 70 pessoas”, afirmou. “O teatro musical é um mercado promissor e, mesmo não sendo profissionalizante, a oficina não exige experiência prévia e trabalha em três frentes artísticas.”

Em Campinas, não foi diferente: depois das inscrições da comunidade do Sesi-SP, as vagas remanescentes esgotaram em um dia. “Já havia uma grande demanda pelos cursos livres oferecidos pelo núcleo de artes cênicas de Campinas. A oficina de teatro musical, por ter uma linguagem bastante conhecida, reuniu tanto pessoas que já fizeram cursos de teatro quanto quem não tem experiência na área”, relata Maria Inês Rezende Vianna, orientadora e professora de artes cênicas do CAT Campinas.

Oficina do curso de formação em teatro musical do Sesi-SP: canto, dança e interpretação. Foto: Arquivo Fiesp

Oficina do curso de formação em teatro musical do Sesi-SP: canto, dança e interpretação. Foto: Arquivo Fiesp


A experiência de unir as três habilidades artísticas é o que mais atrai os alunos. “Os alunos chegam muito empolgados e os professores também, porque tem a oportunidade de experimentar um pouquinho de cada coisa: canto, dança e interpretação.”

Alunos

Na Vila Leopoldina, onde as oficinas estrearam no ano passado, está confirmado um segundo módulo para quem participou do primeiro. E não faltam interessados. O aluno do Sesi-SP Mauricio Barsottini Martins, de 15 anos, viu na oficina a oportunidade de aprimorar suas habilidades e ficar mais perto do sonho de ser ator de teatro musical.

“Desde que assisti meu primeiro musical, ‘Hairspray’, fiquei totalmente apaixonado e decidi que queria ser ator”, afirma o estudante. “Quando soube das oficinas no Sesi-SP agarrei a oportunidade e foi incrível. Os professores são impecáveis e consegui aprimorar o que já sabia de dança, canto e interpretação.”

Muriel Castro, de 17 anos, também já fez sua inscrição para o segundo módulo da oficina. Terminando o ensino médio, ele diz que a experiência do teatro musical deu uma nova perspectiva para o seu futuro profissional.

“Canto desde os 6 anos e me interessei pela oficina porque ela junta três coisas que eu gosto”, diz o aluno do Sesi-SP, que ficou admirado com o curso. “Não pensei que em quatro meses ia aprender tanto. Não só como artista, mas para a vida”, conclui.

Fila para lançamento do Curso de Formação de Atores do Sesi-SP começou às 7h

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O jornalista Bruno Rizzato, de 21 anos, é o segundo da fila que se formou no vão do Teatro do Sesi-SP para assistir ao espetáculo de lançamento do Curso de Formação de Atores do Projeto Teatro Musical.

A primeira da fila era da namorada dele, que chegou à bilheteria do teatro às 7h, mas precisou deixar o lugar às 10h para trabalhar. “Como ela tinha que trabalhar, eu e meu amigo chegamos aqui às 10h. Eu estou guardando o lugar dela e o meu amigo segurando o segundo lugar pra mim”, explicou Bruno.

Rizzato: segundo colocado da fila e esforço pela namorada. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Rizzato: segundo colocado da fila e esforço pela namorada. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A partir das 20h30 desta segunda-feira (24/03), o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apresentam uma aula show comandada pelo ator e diretor Miguel Falabella para apresentar a primeira turma do Curso de Formação de Atores em Teatro Musical, projeto iniciado pelas entidades em meados de 2013.

A intenção dos organizadores do espetáculo é homenagear o legado do teatro musical brasileiro. O evento reúne protagonistas de musicais que marcaram época e de produções em cartaz no Brasil.

Durante o show, o palco recebe Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello (Crazy For You), Laila Garin (Elis O Musical), Emílio Dantas (Cazuza), Danilo de Moura (Tim Maia), Saulo Vasconcelos (A Bela e a Fera), Sara Sarres (O Fantasma da Ópera), Kiara Sasso (A Noviça Rebelde), Ester Elias e Marcos Tumura (Les Misérables), Amanda Acosta (My Fair Lady), Rachel Ripani, Andrezza Massei (Mamma Mia!), Cleto Baccic (Cats), Bianca Tadini (West Side Story), Cláudio Galvan (Império), Paula Capovilla (Evita) , e o elenco de “A Madrinha Embriagada”.

Os ingressos, gratuitos, são distribuídos por ordem de chegada, a partir das 19h30, na bilheteria do Teatro do Sesi-SP.

A fila para conseguir um ingresso para a aula show comandada pelo ator e diretor Miguel Falabella para apresentar a primeira turma do Curso de Formação de Atores em Teatro Musical. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A fila para conseguir um ingresso para a aula show comandada pelo ator e diretor Miguel Falabella para apresentar a primeira turma do Curso de Formação de Atores em Teatro Musical. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


“Passei a gostar mais ainda de musical depois que conheci a minha namorada. Estou ansioso para ver a Sara Sarres e o Miguel Falabella”, afirmou Bruno enquanto terminava um lanche que conseguiu comprar. “Eles deixam a gente sair da fila por até 30 minutos, então comprei o que deu”, completou.

Ele analisou ainda que ações como essa, de graça, são importantes para estimular o público desse tipo de espetáculo. “É um público recente, dos últimos dez anos, graças às produções da Broadway”.

Paixão por musicais

Irene Caldeira, de 20 anos, é estudante de Rádio e TV e a quinta da fila. Ela contou que chegou à bilheteria do teatro na Fiesp às 10h. Para lutar por seu ingresso, faltou à aula de um curso obrigatório do estágio.

“Estou aqui por dois motivos: para ver meu amigo, que é aluno do curso de formação de atores, e para ver a Sara Sarres e o Saulo”, contou. “Sou apaixonada por musical. Isso é incrível. Quando vão conseguir juntar todos esses musicais em um só evento de novo?”, completou.

Irene: “ Quando vão conseguir juntar todos esses musicais em um só evento de novo?”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Irene: “ Quando vão conseguir juntar todos esses musicais em um só evento de novo?”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O metalúrgico João Eduardo dos Santos, de 46 anos, chegou uma hora mais cedo que Irene, mas conseguiu o nono lugar na espera. Afastado do trabalho para se recuperar de uma cirurgia, ele aproveitou o dia livre para tentar garantir um lugar na plateia do espetáculo para a filha, que tem 17 anos.

“Ela faz teatro no colégio e desde pequenininha manda bem. Eu estou aqui por ela. Pai é pai, né?”, disse.

Estudante da Paraíba é aprovado no Curso de Formação de Atores em Teatro Musical

Adriana Santos e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A seleção para o curso de curso de formação de atores em teatro musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) atraiu quase 1000 escritos para as suas 64 vagas. Inclusive gente que veio de longe, bem longe, com o objetivo de se preparar para um dia brilhar nos palcos. A lista de selecionados, divulgada nesta segunda-feira (20/01), teve entre outros, o do paraibano Waldirio Oliveira Castro, de 22 anos. O estudante saiu de João Pessoa para participar da disputa.

Ao todo, são 32 aprovados para a turma da manhã e 32 aprovados para a turma da tarde. Os inscritos foram avaliados em 1.028 audições, em quatro fases, no período de 10 a 17 de janeiro de 2014, e classificados por decisão inapelável da banca examinadora.  No processo seletivo foi avaliada a aptidão musical, para dança e atividade corporal e para o canto.

O curso profissionalizante tem carga horária de 2 mil horas, com duração de três anos. O conteúdo abrange conhecimentos teóricos e práticos nas áreas de dança, canto, música e interpretação. As aulas têm início programado para o dia 10 de março.

Orgulhoso da própria força de vontade, Waldirio Oliveira Castro conta que sonhou muito em fazer parte da primeira turma de atores em teatro musical do Sesi-SP. “Estou no caminho certo. O que vale a pena é fazer com o coração. É isso que funciona”, conta.

Waldirio: . “Estou no caminho certo. O que vale a pena é fazer com o coração. É isso que funciona”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Waldirio: . “Estou no caminho certo. O que vale a pena é fazer com o coração”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Os candidatos ao curso foram avaliados por uma banca formada por profissionais renomados na cena de musicais no Brasil, como Cleto Baccic, Sara Sarres, Saulo Vasconcelos, Vivian Albuquerque, Christina Trevisan e Carlos Bauzys.

Foram quase 1000 inscritos, de modo que os 64 talentos escolhidos passaram por quatro etapas de um exaustivo processo seletivo. Aptidão musical, aptidão para atividade teatral, aptidão para dança e atividade corporal e aptidão para o canto foram colocados à prova.

O valor anual do curso é de R$ 10 mil, totalizando R$ 30 mil. A boa notícia é que o Sesi-SP vai oferecer bolsas de estudo com percentuais entre 20% e 100% de isenção do valor do curso. Todos os 64 aprovados pela banca examinadora são elegíveis para as bolsas. Os selecionados que comprovarem renda familiar per capita de até um salário mínimo terão gratuidade no curso. A aferição vai levar em conta o Índice Econômico Familiar (IEF), calculado pelo total da renda familiar dividido pelo número de pessoas que dependem da renda informada.

Musical

O curso faz parte do Projeto Educacional em Teatro Musical do Sesi-SP, lançado em maio de 2013 com três diretrizes: desenvolver o potencial criativo dos alunos da rede Sesi-SP de ensino, promover a capacitação profissional de atores e incentivar a formação de plateias para espetáculos do gênero.

A formação de plateias está baseada, principalmente, na oferta de ingressos gratuitos para o musical “A Madrinha Embriagada”, em cartaz no Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Trata-se de um musical sobre o amor aos musicais, sendo conduzido pelo “Homem da Poltrona”, o narrador da história. A trama se passa os anos 1920, com todo o charme da época.

Ficou com vontade de ver? Pois saiba que o espetáculo é gratuito. A reserva on-line deve ser feita no site do Sesi-SP pelo link http://www.sesisp.org.br/meu-sesi

Os ingressos para o mês seguinte são sempre disponibilizados a partir do dia 20 do mês anterior. O sistema será utilizado ao longo das 325 apresentações agendadas para a temporada. A última apresentação está programada para 29 de junho de 2014.

Além disso, há sempre 50 ingressos disponíveis para quem quiser retirar na hora. Entradas não retiradas até 15 minutos antes do espetáculo também são liberadas para quem estiver na fila.

Serviço

‘A Madrinha Embriagada’

Dias e Horários: Quartas, quintas e sextas, às 21h. Sábados às 16h e 21h. Domingos às 21h.

Local: Teatro do Sesi-SP – Avenida Paulista 1313, São Paulo.

Telefone: (11) 3146-7405
Reservas pelo site: http://www.sesisp.org.br/meu-sesi
Grátis

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De metalúrgico a tenor no curso de formação de atores em teatro musical do Sesi-SP

Adriana Santos e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ele é metalúrgico de formação. Mas tem alma de artista e, a partir de agora, é nesse talento pessoal que pretende investir. Osni de Oliveira da Silva, de 29 anos, é um dos aprovados para o curso de formação de atores em teatro musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). A lista de selecionados foi divulgada nesta segunda-feira (20/01).

Ao todo, são 32 escolhidos para a turma da manhã e 32 para a da tarde. Os inscritos foram avaliados em 1.028 audições, em quatro fases, no período de 10 a 17 de janeiro de 2014, e classificados por decisão inapelável da banca examinadora.  No processo seletivo foi avaliada a aptidão musical, para dança e atividade corporal e para o canto.

O curso profissionalizante tem carga horária de 2 mil horas, com duração de três anos. O conteúdo abrange conhecimentos teóricos e práticos nas áreas de dança, canto, música e interpretação. As aulas têm início programado para o dia 10 de março.

Segundo Osni Oliveira da Silva, a notícia da aprovação no curso foi recebida “com muita emoção”. Ao lado da mãe e do filho, o metalúrgico, atualmente desempregado, deixou a banca selecionadora encantada com a sua performance de tenor ao cantar a italiana ‘O Sole Mio’. “A partir de agora eu vou ser um artista completo”, comemorou.

Osni conquistou os selecionadores: “A partir de agora eu vou ser um artista completo”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Osni durante a seleção: “A partir de agora eu vou ser um artista completo”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Orgulhosa pela conquista do filho, Elita Oliveira da Silva contou que o talento de Osni é uma herança dos avós e do pai, que cantavam na igreja. “Um dom que ele tem desde que nasceu”, disse ela.

Seleção rigorosa

O orgulho de Oliveira diante da aprovação no curso se justifica. Assim como os demais selecionados, ele foi avaliado por uma banca formada por profissionais renomados na cena de musicais no Brasil, como Cleto Baccic, Sara Sarres, Saulo Vasconcelos, Vivian Albuquerque, Christina Trevisan e Carlos Bauzys.

Foram quase 1000 inscritos, de modo que os 64 talentos escolhidos passaram por quatro etapas de um exaustivo processo seletivo. Aptidão musical, aptidão para atividade teatral, aptidão para dança e atividade corporal e aptidão para o canto foram colocados à prova.

O valor anual do curso é de R$ 10 mil, totalizando R$ 30 mil. A boa notícia é que o Sesi-SP vai oferecer bolsas de estudo com percentuais entre 20% e 100% de isenção do valor do curso. Todos os 64 aprovados pela banca examinadora são elegíveis para as bolsas. Os selecionados que comprovarem renda familiar per capita de até um salário mínimo terão gratuidade no curso. A aferição vai levar em conta o Índice Econômico Familiar (IEF), calculado pelo total da renda familiar dividido pelo número de pessoas que dependem da renda informada.

Musical

O curso faz parte do Projeto Educacional em Teatro Musical do Sesi-SP, lançado em maio de 2013 com três diretrizes: desenvolver o potencial criativo dos alunos da rede Sesi-SP de ensino, promover a capacitação profissional de atores e incentivar a formação de plateias para espetáculos do gênero.

A formação de plateias está baseada, principalmente, na oferta de ingressos gratuitos para o musical “A Madrinha Embriagada”, em cartaz no Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Trata-se de um musical sobre o amor aos musicais, sendo conduzido pelo “Homem da Poltrona”, o narrador da história. A trama se passa os anos 1920, com todo o charme da época.

Ficou com vontade de ver? Pois saiba que o espetáculo é gratuito. A reserva on-line deve ser feita no site do Sesi-SP pelo link http://www.sesisp.org.br/meu-sesi

Os ingressos para o mês seguinte são sempre disponibilizados a partir do dia 20 do mês anterior. O sistema será utilizado ao longo das 325 apresentações agendadas para a temporada. A última apresentação está programada para 29 de junho de 2014.

Além disso, há sempre 50 ingressos disponíveis para quem quiser retirar na hora. Entradas não retiradas até 15 minutos antes do espetáculo também são liberadas para quem estiver na fila.

Serviço

‘A Madrinha Embriagada’

Dias e Horários: Quartas, quintas e sextas, às 21h. Sábados às 16h e 21h. Domingos às 21h.
Local: Teatro do Sesi-SP – Avenida Paulista 1313, São Paulo.
Telefone: (11) 3146-7405
Reservas pelo site: http://www.sesisp.org.br/meu-sesi


‘A Madrinha Embriagada’: pela primeira vez, adolescentes de Ribeirão Preto assistem a musical ao vivo

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

“Eu odeio teatro”! A afirmação é feita em tom convicto. E não fica nisso: o autor da frase continua proferindo alguns deboches na sequência. Do outro lado, o público ri timidamente dos comentários dissimulados feitos por alguém naquele teatro escuro. Alguns são sobre a demora dos espetáculos, outros sobre o alto custo das peças, de modo que as risadas soam como forma de identificação.

Na medida em que as luzes se acendem, a plateia conhece o autor das reclamações e o seu apartamento, cenário de  “A Madrinha Embriagada”, musical que conta a história de Jane Valadão, uma atriz de estrondoso sucesso nos 1920 que decide abandonar a carreira para se casar. O espetáculo é uma realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Aos poucos, o “Homem da Poltrona”, personagem interpretado por Ivan Parente, vai mesclando sua rabugice com seu outro lado: o de amante de musicais. A essa altura, ele já cativou o público jovem com as suas manias e o seu jeito inquieto. A história e as músicas dominam a cena na medida em que um disco de vinil, um LP, começa a girar em um antigo aparelho de som.

O primeiro encontro 

Para quatro adolescentes de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, o primeiro encontro com “A Madrinha Embriagada”, adaptação de Miguel Falabella para “The Drowsy Chaperone”, foi especial. Todos são alunos do Sesi-SP na cidade.

João Victor Souza Gabriel tem 16 anos e foi um desses espectadores. Ele conta que sentiu mais emoção no teatro musical do que em outras peças que já assistiu. E  elegeu seu preferido da história.

João Victor: identificação com o Homem da Poltrona em "A Madrinha Embriagada". Foto: Julia Moraes/Fiesp

João Victor: identificação com o Homem da Poltrona em "A Madrinha Embriagada". Foto: Julia Moraes/Fiesp


“Foi bem diferente porque expressa muito mais o sentimento do artista”, disse. “Gostei de vários personagens, mas, com o ‘Homem da Poltrona’ eu acabei me identificando mais”, disse. Uma reclamação: “musicais infelizmente não fazem parte do nosso dia a dia porque são muito caros”.

Vinícius: amizade mostrada na peça foi destaque para o estudante. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Vinícius: amizade mostrada na peça foi destaque para o estudante. Foto: Julia Moraes/Fiesp

O colega de escola de João Victor, Vinicius Zolla, de 16 anos, também assistiu pela primeira vez a um teatro musical e gostou principalmente de uma cena de sapateado no espetáculo. Ele também se identificou com o personagem Jorge, amigo do noivo e organizador da festa de casamento.

“Ele faz de tudo para o casamento dar certo. Essa amizade é bem legal”, afirmou.


Priscila: emoção vista e sentida de perto. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Priscila: emoção vista e sentida de perto. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Alternando conversa com “chororô”, a estudante Priscila Domenichelli, de 16 anos, contou sobre sua primeira vez assistindo um musical ao vivo. “Não é como um filme, é algo que você vê de perto. Você consegue se emocionar muito fácil em todas as cenas”, contou, usando as mangas do agasalho para enxugar as lagrimas.

Já Gabriela Domenichelli Zanello, 16 anos, prima de Priscila, contou que ficou intrigada durante o espetáculo. “As pausas para os comentários do ‘Homem da Poltrona’ era uma coisa que a gente não esperava”, confessou.

Gabriela gostou das pausas e comentários do Homem da Poltrona. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Gabriela gostou das pausas e comentários do Homem da Poltrona. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Como se trata de um narrador contando sobre seu fascínio pelo musical, “A Madrinha Embriagada”, o “Homem da Poltrona” interrompe algumas cenas para explicar detalhes de bastidores daquele espetáculo. Inclusive os detalhes técnicos.

Teatro musical 

A montagem é uma produção do Projeto Educacional Sesi-SP em Teatro Musical, programa pioneiro em São Paulo de formação de atores por um período de  três anos. A peça fica em cartaz na capital paulista por 11 meses, com oito sessões por semana, sendo duas para agendamentos de instituições de ensino públicas e privadas.

O espetáculo é simples, divertido e corresponde ao que se propõe: cativar um novo público para o gênero.  E cativou: os quatro jovens voltaram para casa surpreendidos e sem mais achar graça em quem diz “Eu odeio teatro”.

Sara Sarres: projeto do Sesi-SP em teatro musical é ‘realização de um sonho’

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A atriz Sara Sarres é uma jovem veterana dos musicais. Investiu em sua vocação desde cedo, quando tinha seis ou sete anos e começou a estudar na Escola de Música de Brasília. Estreou nos palcos aos 15 e, com apenas 33, já participou de montagens de “O Fantasma da Ópera”, “Les Miserables”, “Cats”, “Shrek” e “Família Addams”.

Seu desafio, agora, é interpretar Jane Valadão, personagem de “A Madrinha Embriagada”, espetáculo que entra em cartaz no dia 17 de agosto, no Teatro do Sesi-SP, em iniciativa que tem realização do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Sara: orgulho de interpretar Jane Valadão no musical do Sesi-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Sara: desafio e orgulho de interpretar Jane Valadão no musical do Sesi-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Do alto dessa experiência, Sara não poupa elogios ao projeto educacional em teatro musical do Sesi-SP, que, além do espetáculo gratuito, inclui oficinas de vivência em teatro musical para alunos do Sesi-SP e a abertura de um curso de formação, em 2014, de atores para esse segmento.

“Queria eu que, na minha época, quando eu estava começando, tivesse tido a oportunidade de ver essa peça – porque eu não tinha condições – e de poder voltar e assistir novamente, e de poder estudar em algum lugar, porque não existia essa possibilidade. Para mim, é um sonho se realizando”, diz ela em entrevista.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Sara Sarres.

Ansiedade para a estreia

“A expectativa é a maior possível. Nessa fase, ficamos muito animados, é lógico, mas também bastante preocupados em deixar tudo pronto. É muita informação, aprendemos muita coisa, cantamos, dançamos, tudo junto. É uma euforia nesse período.”

Dores físicas fazem parte da profissão

“Nessa fase, os ensaios são bem puxados. De terça a sábado, das 9h às 18h. No teatro, fica ainda mais puxado, com uma rotina de 12 horas diárias de ensaios técnicos, com figurinos, cenário, iluminaçãoe e etecetera, sem folga. É uma rotina de muito esforço e o corpo sofre um pouquinho porque temos muita repetição. Agora, nosso corpo fica em atividade por oito horas seguidas, sem parar. Sentimos dores, mas faz parte do trabalho e da nossa profissão.”

Cuidados com a voz e com o corpo

“Não existe um preparo vocal para o espetáculo. O que acontece são ensaios musicais. Cada ator é responsável pela qualidade e técnica de sua própria voz. Eu faço ‘vocalize’ (técnica de aquecimento vocal) antes de vir para os ensaios e, como comecei a estudar canto aos onze anos, eu já uso automaticamente minha técnica sem forçar muito a voz durante o dia todo. Mas é lógico que, nesse período de ensaios, há uma preocupação maior: dormir bem, beber muita água, falar pouco – não dá para sair e ficar conversando com música alta, ficar fofocando e nem brigar com o namorado (risos). Temos que dosar para a voz render as oito horas diárias de ensaios. ”

Velhos conhecidos de palco

“A maioria do elenco já trabalhou junto em algum momento. Nós começamos juntos e é muito bacana ver que os anos passaram e cada um se consagrou em um determinado momento, todo mundo com a carreira consolidada. E nos encontrarmos agora, para fazer esse projeto lindo, deixa todo mundo muito feliz”.

Sobre o diretor

“O Miguel [Falabella] é um amor. É hilariante trabalhar com ele, você fica hipnotizada. Ele faz rir, consegue arrancar o melhor de cada ator e é um diretor muito generoso. ‘A Madrinha Embriagada’ tem um ótimo padrinho.”

Espetáculo para o público

“Nós somos pioneiros em fazer um espetáculo desse tamanho em que existe a preocupação com o público. E fazer parte de um espetáculo como o ‘A Madrinha Embriagada’, que integra um projeto como o do Sesi-SP, é um orgulho sem igual. É maravilhoso ver esse público que nunca pode ter acesso a um musical da Broadway, como deve ser, com atores cantando, dançando e interpretando, tudo ao mesmo tempo. Toda essa integração com o público, que vai poder ver durante onze meses essa peça, gratuitamente, e desses alunos, que vão ingressar nesse projeto educacional para se formar, me deixa radiante.”

Realização de um sonho

“Vai ser ótimo para os alunos que estão ingressando agora no projeto educacional. Eles podem ver que têm que dominar as três áreas (canto, dança e interpretação), o que não existia até então. Será um curso de formação preparatório para cantar, dançar e interpretar ao mesmo tempo. Queria eu que na minha época, quando eu estava começando, tivesse tido essa oportunidade de ver essa peça – porque eu não tinha condições – e de poder voltar e assistir novamente, e de poder estudar em algum lugar, porque não existia. Para mim, é um sonho se realizando.”

Projeto de musical gratuito no Sesi-SP é ‘maravilhoso’, diz atriz de ‘A Madrinha Embriagada’

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Enquanto tenta se concentrar na coreografia, a imaginação da atriz Paula Capovilla vagueia, tentando perceber os efeitos de cada movimento com a música, os detalhes do figurino e do cenário e, principalmente, a reação da plateia.

Um dos principais nomes do musical “A Madrinha Embriagada”, Paula não esconde a curiosidade com a reação do público ao espetáculo, que tem estreia marcada para o dia 17 de agosto no Teatro do Sesi-SP, em realização conjunta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Está todo mundo aqui numa super ansiedade para essa estreia”, comenta a atriz, protagonista da montagem do musical “Evita” (2011).

Paula: ansiedade e atenção aos detalhes da produção do musical durante os ensaios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Paula: ansiedade e atenção aos detalhes da produção do musical durante os ensaios. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Em entrevista ao site da Fiesp, Paula fala do preparo dos atores para o espetáculo e se revela uma apaixonada pelo que faz. “É muito genial. Eu acho que o processo de ensaio é a época mais rica de uma produção.”

Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Paula Capovilla:

A expectativa do elenco

A gente está louco para ver tudo pronto. Porque é um processo de criação em que todo mundo coloca um pouco do seu talento, um pouco de sua arte nessa obra conjunta. A expectativa é de ver a obra terminada. Eu já começo a imaginar as pessoas com o figurino no cenário. A gente vê as fotos do cenário e a imaginação vai construindo. Mas, enquanto a gente está aqui, no ensaio, não vê tudo pronto. A vontade mesmo é de ver tudo pronto. Essa é a maior ansiedade.”

Dificuldades

”A gente fica no meio do ensaio pensando: ‘Ai, meu Deus, será que vai dar certo?’. Está todo mundo assim: entregue. E cada um tem a sua dificuldade. Alguns dançam mais, outros dançam menos, como vocês viram ali. Estamos lutando para aprender (risos). Mas, a gente sabe que, depois de muitos ensaios, vai dar certo, pois o processo é assim mesmo.”

O figurino na cena

“Eu fico imaginando nossos movimentos no figurino. Não só pela postura que vai te dar, mas o que ele impõe, se ele tem um chapelão, por exemplo. Não é só pela beleza e pela estética. Tem a parte da dança ou da marcação da cena em que a perna sobe e, se o figurino for fechado ou se a gente está de salto, a Kátia [coreógrafa] vai adaptando. A gente pensa no figurino também dessa maneira: para ver o resultado, a beleza, a composição e a soma ao personagem. Tem uma cena ótima de um tanguinho da ‘Madrinha’ com o Adolfo, que eu lembrei na hora: ‘Dá pra fazer!. Ainda bem que o figurino é de pontas soltas’. A gente pensa em tudo, em cada detalhe.”

Clima dos ensaios

“Eu sou apaixonada pelo que eu faço. Você vê o diretor fazendo, ele te dá uma linha, um estalo. A gente aprende muito nesse processo, vendo o Miguel [Falabella] dirigir, vendo a Katia [Barros] coreografar, o Floriano [Nogueira] dirigir e coreografar, o [maestro Carlos] Bausys dirigindo a parte musical, falando dos efeitos que cada trecho da música vai dar se a gente fizer de determinada maneira. Você aprende muito com os colegas. Cada um coloca um pouco de sua arte ali. É muito genial. Eu acho que o processo de ensaio é a época mais rica de uma produção. É o momento que a gente tem que aproveitar para aprender uns com os outros.”

Expectativa pela reação do público

“Está todo mundo aqui numa super ansiedade para essa estreia. Geralmente, os grandes projetos de musicais são pagos e são caros, porque as produções musicais exigem um investimento muito alto. Diante disso, de o público ter acesso direto, sem nenhuma barreira, é maravilhoso. E a gente pensa ‘Meu Deus, como será que eles vão reagir?’. Eu, particularmente, nunca fiz um projeto com entrada gratuita.

E a gente vê as coisas que o Miguel [Falabella] coloca no espetáculo e pensa: ‘O público vai ficar louco’.  O jeito que o Miguel constrói é uma linguagem que chega muito próxima do publico. Eu fico imaginando as pessoas respondendo, reagindo como eu, que dou ‘boa noite’ para o William Bonner (risos). Vai ser uma surpresa, especialmente para mim, que nunca fez esse tipo de projeto. E vai ser muito bonito.”

‘São Paulo vai ganhar um presente’, anuncia Kiara Sasso, atriz de ‘A Madrinha Embriagada’

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Sem tirar o sorriso do rosto, a atriz Kiara Sasso – nome artístico da carioca Chiara Francesca Perin di Santolo Sasso – repete os passos da coreografia em uma das muitas sessões de ensaios de “A Madrinha Embriagada”, comédia musical que entra em cartaz no Teatro do Sesi-SP no dia 17 de agosto.

“Que delícia. Uma surpresa fatal. Uma surpresa fatal…”, canta ela, ao lado do elenco, o refrão de uma das canções do espetáculo – iniciativa que tem realização conjunta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Kiara: dedicação aos ensaios e muito humor no musical com estreia marcada para 17 de agosto. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Kiara: dedicação aos ensaios e humor no musical que estreia em 17 de agosto. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Aos 34 anos da idade, Kiara pode ser considerada uma jovem veterana do gênero. Estrelou “A Noviça Rebelde” e “Mamma Mia”e participou de produções como “A Bela e a Fera e “O Fantasma da Ópera”.

Em “A Madrinha Embriagada”, a atriz tem o papel da corista sexy Eva – uma homenagem à atriz Eva Todor. “O público vai curtir bastante. As pessoas vão se acabar de rir. É um programa bem família. E é para todos, dos oito aos 80 [anos de idade]”, revela.

Veja a seguir trechos da entrevista de Kiara Sasso:

Um gosto especial  

“Cada espetáculo é único, mas esse é uma comédia muito gostosa. Ele recria um musical de época como os que a gente vê até hoje sendo remontados. E tem um tipo de humor que é daquela época, dos anos 20, anos 30, um humor dúbio, que tanto crianças quanto adultos podem assistir, pois os adultos vão entender a malícia e as crianças, não.”

Sobre os personagens

“A peça é muito bem escrita, muito bem bolada. Ela é muito leve, mas também é lida com metáforas das coisas profundas da vida. É um musical muito alto astral, pra divertir mesmo, com personagens muito específicos, até beirando a caricatura, mas eles são muito bem delineados. Eu sou, por exemplo, a loura corista burra. É bem estereotipada, mas feita de uma forma divertida para conseguir tirar toda a graça que existe nisso.”

Rotinas dos ensaios

“Preservar a voz é um negócio que quem é cantor já faz desde sempre, né? Eu evito ar condicionado, beber gelado, sempre uso echarpe, essas coisas. Nossa rotina de ensaios tem sido de terça a sábado, das 9h às 18h. E está sendo muito bacana.”

Uma ótima ideia

“Eu e muitos atores do elenco estamos acostumados com espetáculos com mais de três horas de duração e o espetáculo do Sesi-SP vai ser de 1h40. Vai ser bem diferente. Os horários das matinês são mais cedo do que estamos habituados. E os horários da noite também serão mais cedo, o que eu acho uma ótima ideia.”

O que o público pode esperar

“Eu acho que o público vai curtir bastante. As pessoas vão se acabar de rir. É um programa bem família. E é para todos, dos oito aos 80. Acho que todo mundo vai gostar, vai curtir e também se identificar com algum personagem. Tem o personagem do ‘Homem da Poltrona’ que humaniza bastante e é como o fio que liga os personagens. E o nosso elenco é muito talentoso. Eu acho que São Paulo vai ganhar um super presente. E de graça. Como se diz por aqui, ‘na faixa’.”

Saulo Vasconcelos: ‘A Madrinha Embriagada’ tem elenco e produção de ‘primeiro mundo’

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Enfileirado entre aproximadamente 20 atores que integram o elenco de “A Madrinha Embriagada”, o ator Saulo Vasconcelos veste uma camiseta preta básica. O figurino é bem diferente das óperas que interpretou – “Madame Butterfly”, “Fígaro” e “O Barbeiro de Sevilha”, entre outras.

Apesar do jeito despojado, Vasconcelos mantém-se atento às instruções da coreógrafa.  Um intervalo para respirar, uma rápida sessão de alongamento e o ator prossegue com os ensaios: cantar, interpretar, dançar. Sem perder o entusiasmo e a disciplina.

Vasconcelos: disciplina para a estreia em agosto. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Vasconcelos: experiência em musicais e disciplina para a estreia em agosto. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Bem humorado, o protagonista de “O Fantasma da Ópera” elogia o trabalho do diretor Miguel Falabella, autor da adaptação brasileira de “The Drowsy Chaperone” que estreia no dia 17 de agosto no Teatro do Sesi-SP – espetáculo que tem realização do próprio Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Ele fez um trabalho incrível de transformar aqueles personagens tipicamente americanos em tipicamente brasileiros”, afirma Vasconcelos em entrevista.

Na montagem, o ator interpreta o produtor de cinema Iglesias, contracenando com a atriz Kiara Sasso, que faz a corista Eva – em homenagem a Eva Todor.

Leia a seguir trechos da entrevista de Saulo Vasconcelos:

Diferencial

“O que diferencia essa de qualquer outra produção que já fiz é essa criatividade, esse estilo cooperativo e colaborativo que existe entre nós atores e o diretor.”

Sobre os personagens

“A adaptação é muito criativa e feita para nós, atores, para nossos portes físicos. Por exemplo, o meu personagem é completamente diferente do que era inicialmente. Nas produções americanas ele é era um cara já de idade de 50 a 60 anos e, aqui, cresceu muito. O Miguel [Falabella] teve a ideia de modificá-lo um pouco, assim como fez com os outros. O próprio texto que foi adaptado à nossa cultura e ao nosso entendimento.”

Sobre ‘abrasileirar’ o musical

“Eu não acho que é preciso ser nacionalista, de ter que ser ‘brasileiro’, apesar de ser muito importante a proposta do Sesi-SP. O importante é ter qualidade. E quando é de qualidade, isso independe. Um Picasso não deixa de ser bom porque é espanhol. A ópera italiana não deixa de ser boa porque é italiana – e ela é vista no mundo inteiro. A própria novela brasileira já é traduzida para vários países.”

A irreverência do diretor

“O Miguel [Falabella], que é o diretor e também o adaptador dessa peça, fez um trabalho incrível de transformar aqueles personagens tipicamente americanos em tipicamente brasileiros. Alguns gangsters viraram padeiros portugueses baianos. Dá muito certo e aproxima o público do espetáculo e dos personagens. Achei incrível esse trabalho de adaptação que aproximou o espetáculo para nossa realidade, para nossa cultura e para a nossa plateia.”

Rotina dos ensaios

“A rotina é praticamente a de todos os musicais. A gente passa pelos ensaios de música nas primeiras semanas, pelos ensaios de coreografias, e, depois de algumas cenas, vemos a parte de interpretação, bem como qual voz o personagem tem que ter e para onde se move. E a marcação, mesmo, para onde vai e onde vai ter luz, etc e tal.”

Trabalhar com elenco jovem

“Não tem jovem nada (risos), só tem ‘macaco velho’ aqui. Só tem ‘cobra velha’. Imagina! O mais novo aqui já fez três ou quatro musicais que é o Elton (Towersey), que inclusive fez o meu filho em ‘Noviça Rebelde’. Ele está agora com 18 anos, e, na época, tinha 15. O clima nos ensaios é sempre descontraído, é muito gostoso. Às vezes rola um estresse, pois é muita ‘macacada’ junta.”

Duração da temporada

“As temporadas que eu faço sempre duram no mínimo um ano. E acho que esse espetáculo do Sesi-SP tem condição de durar um ano ou mais até. Ingresso gratuito, o teatro é pequeno, um espetáculo delicioso, uma baita produção. Às vezes tudo é gratuito, mas a produção é modesta. Aí, as pessoas não se interessam muito. E tem um elenco e uma produção de primeiro mundo. Enfim, um ano eu acho até que vai ser pouco.”

Inscrições abertas para 1º edição de Concurso Nacional de Arranjos Instrumentais do Sesi-SP

 Danusa Etcheverria, Agência Indusnet Fiesp

Até o dia 10 de outubro, o Sesi-SP recebe inscrições para o Festival Ars Brasilis Sesi-SP, concurso inédito de âmbito nacional voltado para arranjadores instrumentais. A competição, que homenageará o cantor e compositor Milton Nascimento, é direcionada a estudantes e músicos (arranjadores e regentes), industriários e comunidade em geral de todo o Brasil com idade a partir de 18 anos.

O projeto, com inspiração nas palavras em latim ars, que significa “arte, técnica, saber”, e brasilis, que representa “aquele ou aquilo que provém de terras brasileiras”, tem como objetivo promover o debate sobre o cenário musical e valorizar a criatividade e a sofisticação da música brasileira.

A programação do festival, que acontece de 26 de novembro a 1º de dezembro no Sesi Itapetininga (170 km de São Paulo), inclui apresentações musicais, debates, oficinas e workshops. Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas. A grande final acontece no dia 1º de dezembro com show de encerramento de Milton Nascimento – que em 2012 comemora 50 anos de carreira, 70 anos de vida e 40 anos do movimento musical mineiro Clube da Esquina.

Para participar, os interessados devem escolher uma composição de Milton Nascimento e criar um novo arranjo instrumental tendo como base a obra do artista homenageado e os instrumentos que contemplam o formato big band.

Os candidatos classificados para a final em primeiro, segundo e terceiro lugares receberão R$ 10 mil, R$ 7 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A inscrição pode ser individual ou ter até dois participantes por música.

No dia 1º de dezembro, os dez finalistas terão seus arranjos instrumentais executados por uma big band formada exclusivamente para o projeto, quando serão definidos os três primeiros colocados. Após a apresentação, acontece o show com Milton Nascimento e, em seguida, a cerimônia que premiará os vencedores.

Etapas:
1ª fase – Preliminar: resultados em 22 de outubro de 2012 pelo site www.sesisp.org.br/cultura/editais
2ª fase – Final: 1º de dezembro de 2012

Serviço:
Festival Ars Brasilis Sesi-SP 2012 – Edição Milton Nascimento
Inscrições: de 6 de setembro a 10 de outubro apenas via correio para o endereço av. Paulista, 1.313, andar intermediário – 01311-923 – São Paulo (SP). Enviar o material aos cuidados do Setor de Música da Divisão de Desenvolvimento Cultural e destacar no envelope a seguinte informação: “Festival Ars Brasilis Sesi-SP 2012”.
A ficha de inscrição, formulários e o regulamento do concurso estão disponíveis no site www.sesisp.org.br/cultura/editais.

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Acompanhe a programação cultural do Sesi-SP no site: www.sesisp.org.br/cultura