Giannetti elogia nova política cambial brasileira e afirma que especulação é estabilizadora ‘só na teoria’

Agência Indusnet Fiesp

A estabilidade cambial dos últimos sete meses não é registrada desde o abando do regime de bandas cambiais do Plano Real em 1999, lembra o Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Departamento de Relações Internacionais e de Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, em artigo que ressalta as mudanças na política cambial brasileira como um fato econômico “extremamente relevante”.

Giannetti cita em seu artigo, publicado nesta segunda-feira (21/01) pelo jornal O Estado de S. Paulo, mudanças como a queda do padrão de volatilidade da taxa de câmbio brasileira, a depreciação o Real e o “reconhecimento explícito pelo governo da inadequação do câmbio valorizado para o desenvolvimento industrial”.

O diretor do Derex ainda rebate opiniões de economistas que defendem a livre flutuação como maneira de estabilizar a taxa de câmbio real em um patamar de equilíbrio dos preços domésticos face aos preços internacionais.

“No mundo real, a especulação é desestabilizadora e o mercado financeiro não leva o câmbio a equilíbrio algum”, afirma Giannetti.

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Presidente da BG: ‘Queremos nos tornar o segundo maior produtor de gás e óleo no Brasil’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Nelson Silva, presidente da BG Brasil, companhia integrada de gás natural que atua na exploração e produção de hidrocarbonetos em mais de 25 países, participou do encerramento 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nessa terça-feira (07/08), no painel “O futuro do petróleo e do gás natural no Brasil e no mundo” e falou da importância do Brasil para a BG.

Nelson Silva, pres. BG Brasil: 'o mercado vai crescer substancialmente em termos de demanda de gás'

Segundo Silva, o Brasil representa, atualmente, 3% da produção total, mas a expectativa de crescimento para 2020 é que o Brasil chegue a representar 35% do total. “Queremos nos tornar o segundo maior produtor de gás e óleo no Brasil”, afirmou.

“Nós temos tido muito sucesso na área de exploração e parte disso tem a ver com nosso sucesso no Brasil”, disse o presidente da BG Brasil.

Sobre demanda de gás em bilhões de metros cúbicos por ano, Nelson Silva alertou que “o mercado vai crescer substancialmente em termos de demanda de gás” e afirmou que a China lidera o crescimento da demanda, seguida pelo Oriente Médio e África. A Europa, Rússia e Ásia Central não devem ter muita variação até 2020.

Os países onde mais devem crescer a demanda mundial de gás são China, Índia, Coreia do Sul e Japão – este último por conta da substituição da geração de energia por termoelétricas, consequência do terremoto que deve reduzir em parte a produção de energia elétrica nuclear.

“Existe uma necessidade de uma oferta adicional até 2020 de 2,4 trilhões de metros cúbicos de gás para fazer frente a essa demanda crescente que se espera”, alertou.

A perspectiva de oferta para 2020, de acordo com a análise do presidente, é que irá se produzir menos GNL em função dos projetos que existem em operação e construção.

Segundo o Silva, esse desalinhamento que existe entre oferta e demanda de GNL poderá colocar pressões nos preços e, portanto, não se espera uma queda de preços nesse período.