Etiene Medeiros e Matheus Gonche, do Sesi-SP, estão na equipe brasileira do Mundial de Natação

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Etiene Medeiros e Matheus Gonche, atletas do Sesi-SP, foram convocados para a equipe brasileira em duas das principais competições da natação.

Dona do tempo mais baixo nos 50m livre do Troféu Maria Lenk 2017, Etiene nadou o famoso “cinquentinha” na casa dos 24 segundos e garantiu seu nome entre os nadadores brasileiros que embarcam para o Mundial de Natação na Hungria em julho. Com o tempo de 24s73, a pernambucana representará o Sesi-SP entre os dias 23 e 30.

Na edição júnior, em Indianápolis, Estados Unidos, Matheus Gonche será o nome da indústria nos 200m borboleta. O jovem já foi para o Troféu Maria Lenk entre os possíveis representantes do país na competição e após o torneio nacional, se manteve na lista. Matheus e outros 15 estarão no 6º Mundial Junior de Natação, de 23 a 28 de agosto deste ano.

Depois de duas medalhas no Mundial de Natação, Ana Marcela treina para novos desafios

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Com duas medalhas na bagagem, a maratonista aquática do Sesi-SP, Ana Marcela Cunha, voltou do Mundial de Barcelona com mais energia para novas conquistas.

Nas três provas que disputou, a atleta conquistou pontos para a seleção brasileira, que terminou o Mundial em primeiro lugar nas provas em águas abertas. Ana Marcela conquistou a medalha de bronze na prova de 5km, a prata nos 10km e ficou em 5º lugar nos 25km.

Ana Marcela Cunha: prata e bronze em Barcelona. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Assim que desembarcou no Brasil, a nadadora já recomeçou os treinamentos, com foco nas suas próximas competições: Copa do Mundo, Troféu José Finkel e campeonato brasileiro.

Em entrevista coletiva, Ana Marcela falou sobre a emoção de conquistar medalhas e pelo amor pela natação:

Como você avalia o desempenho da maratona aquática brasileira em Barcelona?

Ana Marcela Cunha – Antes desse Mundial, o Brasil tinha conquistado, na história, duas medalhas em campeonatos mundiais. Saímos dessa competição com cinco medalhas, o que mostra que estamos em uma evolução muito grande. Nas duas provas mais tradicionais tivemos duas brasileiras nas primeiras colocações. Além das dobradinhas femininas, teve o crescimento do masculino. Os meninos conseguiram a medalha de bronze, com a Poliana, no revezamento, o Alan foi 5º nos 25km e o Samuel foi 6º nos 5km. No próximo Mundial, esperamos que o masculino também esteja na briga pelas vagas para a Olimpíada de 2016.

Qual foi a sensação de conseguir uma medalha na prova dos 10km?

Ana Marcela Cunha – Foi minha volta por cima! Há dois anos eu havia ficado em 11º colocação nessa prova e fora dos Jogos Olímpicos. Voltar no Mundial seguinte, ganhar a medalha de prata, ser a segunda melhor nadadora do mundo, na prova olímpica em que estavam as três medalhistas de Londres-2012, é um saldo muito positivo.

E a medalha nos 5km foi uma surpresa?

Ana Marcela Cunha – Não esperava a medalha porque o 5km é uma prova um pouco mais difícil para mim. Virei a primeira volta em 12º e fui tentando crescer. No final, era eu e mais quatro meninas alinhadas em 3º lugar. Mas o treino de perna, que eu fiz bastante, funcionou e eu consegui abrir na frente. Aproveitei a oportunidade que elas saíram para os lados, dei um tiro e veio uma medalhinha. Fiquei muito feliz, por não esperar uma medalha e pela confiança que me deu para as próximas provas. Se na prova de 5km eu já ganhei a medalha, na de 10km, da distância olímpica, sabia que estaria bem.

Depois da medalha de ouro nos 25 km que você conquistou no Mundial de Xangai, ficou decepcionada por não chegar ao pódio nessa prova em Barcelona?

Ana Marcela Cunha: 'Essas medalhas não são só minhas, mas de todos que nos ajudaram também.' Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ana Marcela Cunha – A prova foi uma consequência de eu ter nadado um pouquinho mais à frente na última volta dos 10km. Se eu tivesse guardado um pouquinho…  Mas, não estou frustrada, estou muito feliz por ter conseguido uma medalha na prova olímpica. Esse Mundial foi muito mais rápido, com provas muito mais fortes que o passado. Nadamos a prova de 5km em 57 minutos, o que fazíamos em 1h02. A prova de 10km baixou de 2h06 para 1h58. A de 25km, no último Mundial, nadamos 5h29 e nesse foi para 5h07, ou seja, 22 minutos mais rápida. Como todas as provas foram mais fortes, foi isso que me fez sentir um pouco no final da prova dos 25km.

Já deu tempo de analisar o que você precisa melhorar?

Ana Marcela Cunha – Faz só uma semana que fiz a prova de 10km. Só agora vamos sentar para conversar, rever as provas e ver o que podemos melhorar para os próximos dois anos. Se a medalha de prata já veio com os erros, vamos tentar corrigir os erros para que venha a medalha de ouro.

As conquistas da maratona aquática já são reflexos dos investimentos recentes, como o ‘Plano Brasil Medalhas’ e o projeto do Sesi-SP na natação feminina?

Ana Marcela Cunha – A gente conquista as coisas, mas pouca gente sabe quantas pessoas estão por trás, nos ajudando. O Projeto Medalhas tem feito a diferença para gente, que agora tem psicólogo, nutricionista, preparador físico, técnico, assistente. Também foi muito importante o que o Paulo Skaf fez com a natação feminina, que ainda está atrás da masculina no Brasil. Essas medalhas não são só minhas, mas de todos que nos ajudaram também.

Quais são seus próximos desafios?

Ana Marcela Cunha – Na próxima terça-feira [06/08], embarco para o Canadá, onde nado os 10km no dia 10 de agosto, em mais uma etapa da Copa do Mundo. Dia 12, embarcamos de volta e dia 14, nado os 800m livre no Troféu José Finkel. Dia 17, vou para Brasília, onde nado novamente os 10km, no dia 18. Dia 19, volto para casa e fico de folga até o dia 23. Vou aproveitar a folga para descansar, dormir o máximo que eu puder para repor as energias e voltar treinando com tudo para a China.

Diferente da natação, a maratona aquática tem atletas mais velhos. Você planeja até quando vai nadar e competir?

Ana Marcela Cunha – Eu amo o que eu faço! Se depender de mim, quero ser como a Angela Maurer, que tem quase 40 anos e chegou ao pódio. E mesmo quando não estiver mais competindo, pretendo nadar sempre, até o quanto eu aguentar.

Em Barcelona, Thiago Pereira comemora dez anos do seu primeiro Mundial

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Os bons resultados conquistados em competições recentes deram mais confiança ao nadador do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) Thiago Pereira, que embarca na próxima sexta-feira (19/07) para disputar mais um Mundial de Natação, em Barcelona. O atleta busca a sua primeira medalha na competição.  E disputa as provas de 200m medley (31/07), 100m borboleta (02/08) e 4 x 100m medley (04/08).

“Os meus últimos resultados, no [torneios] Maria Lenk, no Sette Colli da Itália e no Open da França me deram mais segurança para o Mundial”, disse. “É sempre bom chegar mais confiante, sabendo que está bem e pronto. Isso pode ser o diferencial. Na natação, todo detalhe faz a diferença”, explicou Thiago.

Pereira: mais confiante para encarar a piscina em Barcelona. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Pereira diz estar mais confiante para encarar a piscina em Barcelona: diferencial. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Será a primeira competição internacional importante do nadador desde que ele passou a integrar a equipe do Sesi-SP. E Thiago promete fazer o seu melhor para conquistar a primeira medalha em Mundial para a equipe. “Vou para as minhas competições em busca de superar as minhas próprias marcas. Meu foco está em cada prova, na sua hora, seja eliminatória, semifinal ou final. A medalha é consequência.”

Thiago ainda tem uma motivação especial na disputa de Barcelona: foi na cidade espanhola que ele fez a sua estreia em mundiais, há dez anos. “Vou nadar a mesma competição na mesma piscina em que nadei meu primeiro Mundial, em 2003, quando eu tinha 17 anos e fui convocado pela primeira vez para a seleção absoluta”, lembra o atleta. “Na época, o Gustavo Borges e o Xuxa ainda competiam pelo Brasil e eu cheguei sem nenhuma experiência. De lá pra cá, participei de campeonatos Mundiais, Pan-Americanos e de três Olimpíadas”, contou. “Volto para Barcelona muito mais experiente e confiante de que posso estar entre os primeiros.”

O Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos começa no dia 19 de julho e vai até o dia 4 de agosto. As provas serão transmitidas pela TV Record e pelo SportTV.

Campeão absoluto dos 400 metros medley, Thiago Pereira garante vaga no Mundial de Natação

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

Ao completar os 400 metros medley em 4m15s87, o nadador Thiago Pereira, do Sesi-SP, carimbou nesta quarta-feira (24/04), no Troféu Maria Lenk 2013, no Rio de Janeiro, o passaporte para o Mundial de Natação, que acontece no mês de julho em  Barcelona.
Satisfeito com o resultado, Thiago Pereira disse estar surpreso com os resultados no torneio. “Eu não tive o tempo que gostaria de preparação, mas o importante é que faltam muitas semanas para o Mundial. E os meus tempos estão me surpreendendo um pouco.”

Thiago Pereira completa 400 metros medley no Troféu Maria Lenk 2013 e garante vaga para o Mundial de Natação de Barcelona. Foto: Satiro Sodré/CDBA

Esta é a segunda medalha de ouro de Thiago Pereira na competição. Na última terça-feira (23/04), o atleta conquistara o lugar mais alto do pódio nos 50 metros borboleta.